Jesus

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Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Demanda aquecida estimula alta dos preços da soja na CBOT

A quinta-feira foi de expressivas altas para o mercado internacional da soja e os futuros da oleaginosa negociaciados na Bolsa de Chicago encerraram o dia com quase 20 pontos de alta e, ao longo da sessão, chegaram a subir mais de 30 pontos. Depois das consecutivas perdas, o mercado esboçou o início de uma recuperação técnica.

Segundo analistas, o mercado exagerou bastante nas quedas das últimas semanas, que foram bastante técnicas e emotivas, e agora volta a subir. O motivo desse novo fôlego dos preços é, principalmente, a volta dos investidores à ponta compradora do mercado, afirmada pelos excelentes dados de exportações semanais de soja dos EUA divulgado nesta quinta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"O movimento de venda foi muito forte, muito especulativo, faltaram fundamentos no curto prazo que pudessem continuar elevando os preços e tivemos essa queda. Porém, os fundamentos no médio prazo e a demanda continua bastante forte", explicou Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos.

De acordo com o relatório de registro de exportações, as vendas semanais externas de soja dos EUA totalizaram mais de 1.200 milhão de toneladas enquanto as expectativas do mercado variavam de 800 mil a 900 mil toneladas.

O analista falou ainda sobre a participação da China no mercado, afirmando que, de fato, a participação da nação asiática não comprou muito em setembro e ainda teve que vendes parte de seus estoques. "Há estratégica de mercado envolvida nisso e acredito que a China voltará ao mercado, como já estamos vendo nos dados recentes, e é muito simples, ela precisa comprar soja e não tem produto suficiente nem nos EUA e nem no Brasil, e isso voltará a elevar os preços".

Porém, apesar do expressivo avanço registrado neste pregão, o mercado ainda opera com muita cautela à espera do novo relatório de oferta e demanda que o USDA divulga no próximo dia 11 de outubro. E para que se confirme essa nova onda de alta para os preços, como disse Dejneka, é preciso esperar pelos números que serão reportados pelo departamento.

Já circula pelo mercado expectativas de que o USDA irá trazer dados de um aumento da produção nos EUA, justificado pela melhora da produtividade em função das chuvas que chegaram aos Estados Unidos no final de agosto. Isso até poderia surpreender o mercado, entretanto, ainda segundo Dejneka, "a demanda permanece forte e, mesmo a oferta maior será absorvida rapidamente pelo mercado, que buscará novas altas”.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

AGRONEGÓCIO: SECA NOS EUA TRAZ EFEITO "DEMOLIDOR" AO PREÇO DAS COMMODITIES

Em entrevista à Agência SAFRAS, na sede da Sociedade
Nacional de Agricultura (SNA), no Rio de Janeiro, o coordenador do Centro de
Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues,
confidenciou que a seca nos Estados Unidos, acrescida de problemas climáticos
na Rússia e Ucrânia, proporcionou, além da quebra de produção nas safras de
milho, soja e trigo, a constatação de que o mundo não dispõe de uma
política de segurança alimentar. "A estiagem norte-americana trouxe um efeito
demolidor, com uma alta de preços para as commodities no mundo. Isso garantiu
renda aos produtores de grãos, mas levou dificuldades para quem depende deles
para a produção de carnes, como o setor lácteo, avícola e suinícola, que
não conseguiram fazer um repasse de preços oriundos desses maiores custos",
comenta.
Rodrigues afirma que a situação da suinocultura já mostra sinais de
melhora, por conta do abate de matrizes e ajuste da oferta, o que não tem sido
possível aos setores de aves e leite. "Esses segmentos ainda enfrentam grandes
dificuldades", detalha.
O ex-ministro da Agricultura sinaliza ainda que dois setores enfrentam
grandes dificuldades no momento: o de suco de laranja e o de cana-de-açúcar.
"O primeiro segmento enfrenta uma queda no consumo mundial, por conta da crise
financeira e da maior opção de oferta de sucos, pela produção elevada e
pelos elevados estoques existentes. Já a cana vem sofrendo com a falta de
estratégicas, tanto do governo quanto da iniciativa privada, no que tange a
produção. Houve uma alavancagem de usinas, mas a cana vem remunerando mal, o
que também ajuda a explicar esse quadro de dificuldade", avalia.
De modo geral, Rodrigues ressalta que os demais setores do agronegócio
vivem um bom momento, com uma tendência de continuidade deste cenário também
para 2013.