Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Clima na Argentina pressiona e soja recua mais de 20 pts na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago estendem suas perdas e registram baixas de quase 20 pontos na sessão diurna desta terça-feira.

As cotações já testam novas mínimas, com o vencimento março operando abaixo dos US$ 13,80 por bushel, amargando mais de 24 pontos de baixa por volta das 16h28. Por volta das 16h30, todos os vencimentos já valiam menos do que US$ 14. O contrato maio, referência para a safra brasileira, valia US$ 13,97, recuando 24 pontos.

Os preços sentem a pressão das chuvas que caem na Argentina, aliviando a pressão das elevadas temperaturas e do clima quente no país. Diante disso, as cotações não encontram fôlego para se sustentar nos fundamentos positivos como a briga por área nos Estados Unidos e mais a demanda promissora da safra 10/11 pela oleaginosa.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Soja recua em Chicago nesta segunda-feira com chuvas na Argentina

O sentimento do mercado de que as recentes chuvas que caíram na América do Sul serão favoráveis para a produtividade das lavouras na região fez com que os preços da soja na bolsa de Chicago fechassem o pregão de ontem em queda. Os contratos com vencimento em maio terminaram a segunda-feira cotados a US$ 14,15 por bushel, em queda de 7,75 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, mencionando um relatório da World Weather, as recentes chuvas que atingiram a Argentina vão melhorar a umidade do solo em 80% das áreas plantadas. A expectativa é que as precipitações estabilizem a safra de milho argentina e aumentem a produtividade da soja. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 46,77, alta de 0,43%, segundo o Deral.


Fonte: Valor Econômico



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Milho sobe em Chicago safra argentina deverá cair mais

O mercado futuro de milho voltou a se valorizar na quinta-feira na bolsa de Chicago, num cenário de temor em relação aos baixos níveis dos estoques e no dia em que foi divulgada uma nova previsão de queda para a atual safra argentina (2010/11).

No começo do pregão, as cotações futuras caíram, abrindo oportunidade para as compras por parte de consumidores do grão. Os contratos com vencimento em maio subiram 12,75 centavos de dólar e fecharam a US$ 6,64 por bushel em Chicago.

Os preços tinham perdido terreno na bolsa americana depois de alcançar o maior valor em 30 meses na quarta-feira da semana passada em decorrência das preocupações com o estoques de milho, os menores em 15 anos. O temor é que a demanda pelo milho dos Estados Unidos continuará a drenar os estoques se a Argentina, o segundo maior exportador mundial do grão, tiver uma colheita ruim por conta do calor excessivo e da seca.

Os números da Bolsa de Cereais de Buenos Aires divulgados na quinta-feira corroboraram o temor. O órgão reduziu a estimativa de produção de milho na Argentina para 19,5 milhões de toneladas em 2010/11, 850 mil toneladas a menos que o previsto semana passada para esta mesma temporada agrícola. A projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a Argentina é de uma produção de 23,5 milhões de toneladas.

Segundo a bolsa, os danos causados pela seca no mês passado levaram alguns produtores a transformar as lavouras de milho em pastagem para o gado em vez de colhê-las. Contudo, as perspectivas parecem melhores depois das chuvas e com a previsão de mais chuvas na próxima semana, disse o relatório semanal da bolsa. Até o momento, 97,2% da safra de milho foram plantadas na Argentina.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve a previsão para a produção de soja em 2010/11 em 47 milhões de toneladas, bem abaixo das primeiras estimativas. O clima seco, reflexo do fenômeno La Niña, estava sendo considerado um risco para o desenvolvimento da soja e gerou temores de que a produção fosse prejudicada no país. Ainda que a produtividade tenha sido afetada em muitas áreas de produção da Argentina, a chuva chegou a tempo de evitar maiores perdas. O plantio de soja está praticamente terminado na Argentina, o terceiro maior exportador mundial do grão e maior exportador mundial de farelo e de óleo de soja.

De acordo com a bolsa, a colheita do trigo está quase completa. A projeção de produção no país foi mantida em 15 milhões de toneladas. Já a colheita de girassol acaba de ser iniciada, e a produção foi estimada em 2,7 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Chuva para a Argentina faz preços dos grãos recuarem

Depois de subir em disparada na semana anterior, os futuros da soja e do milho recuaram nesta quarta-feira, pressionados por um movimento de realização de lucros. A oleaginosa encerrou os negócios com preços mistos (negativos para os três primeiros contratos e positivos para os demais). Com leve queda de 1,6 ponto, o contrato março/11 (primeiro vencimento) fechou cotado a US$ 14,11 o bushel (27,2 quilos), ou US$ 31,14 a saca de 60 quilos. Já o cereal registrou queda generalizada em todos os contratos. Com desvalorização de 18,2 pontos, o milho com vencimento em março/11 terminou a sessão valendo US$ 6,41 o bushel (25,4 quilos), ou US$ 15,15 a saca. Apesar da baixa de ontem, os dois GRÃOS ainda sustentam os maiores preços em dois anos e meio na Bolsa de Chicago.



A principal bússula do mercado foi a Argentina. Sem novidades fundamentais, as projeções climáticas indicando chuvas para as regiões produtoras do país vizinho nos próximos dias incentivaram a correção dos preços. Após digerir o cenário de oferta restrita desenhado pelo USDA - o departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em seu relatório de oferta e demanda de janeiro -, o mercado fez uma breve pausa para tomada de fôlego nesta semana.



A tendência para as próximas semanas, contudo, continua sendo positiva, afirmam analistas. O desafio é "comprar" hectares adicionais para a soja e para o milho nos EUA no próximo ciclo. "Há uma preocupação muito grande com o abastecimento aqui na Europa. Após uma grande quebra na última safra de verão, o mercado já sente a diminuição da oferta. Será necessário racionar o consumo, e isso só é possível através do aumento de preços. Ao menos nos primeiros meses do ano, o mercado deve manter a tendência altista", avalia Steve Cachia, analista da Cerealpar em Malta.



Ele observa, entretanto, que a escalada recente das cotações internacionais dos GRÃOS já exerce grande pressão inflacionária nos preços dos alimentos na Europa, o que pode limitar um pouco os ganhos daqui em diante. "Pode chegar um momento em que os países importadores comecem a usar mecanismos para limitar as compras a preços muito altos e frear um pouco o crescimento do consumo. Mas não há dúvida de que a demanda mundial vai continuar crescendo", diz.



Aedson Pereira, analista da AgraFNP, alerta também para o risco que a alta volatilidade dos mercados pode trazer ao produtor rural. "Da mesma forma que os preços subiram rapidamente, podem cair." Ele explica que o aperto no quadro de oferta e demanda atraiu capital especulativo ao mercado de GRÃOS. "As commodities vivem um processo de financeirização muito parecido com o de 2008, quando a soja foi a US$ 16 para em seguida despencar de volta para a casa dos US$ 8 em Chicago", lembra.





Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Depois do USDA, grãos explodem em Chicago. Soja sobe mais de 60 pts

Depois dos números divulgados pelo USDA nesta quarta-feira, os preços dos grãos explodíram na abertura da sessão diurna na Bolsa de Chicago.

Os números para produção, produtividade e estoques vieram abaixo das projeções esperadas e o mercado já pode ver a soja próxima do limite de alta. A oleaginosa sobe quase 70 pontos - com o vencimento janeiro valendo US$ 14,34 por bushel - e o milho registra alta de quase 30 pontos.

A produção estimada para a soja veio em 90,6 milhões de toneladas enquanto o mercado apostava em 91,881 milheões de toneladas. A produtividade também veio abaixo do esperado e ficou em 48,76 sacas por hectare ante o previsto de 49,32 scs/ha.

Para o milho, a produção estimada é de 316,154 milhões de toneladas ante as 317,284 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. O rendimento veio anunciado em 161,72 sacas por hectare, número maior do que o estimado pelo mercado - 160,98 sacas por hectare.

Estoques finais - Os estoques finais de soja nos EUA ficaram em 3,810 milhões de toneladas, expressivamente menor do que a aposta do mercado de 4,3 milhões de toneladas. As reservas de milho também vieram aquém do esperado, somando 18,92 milhões de toneladas, enquanto o mercado falava em algo entre 19,762 milhões de toneladas.

Mundo - O USDA reduziu a safra argentina de soja de 52 para 50,5 milhões de toneladas, e a de milho de 25 para 23,5 milhões de toneladas. Já a safra brasileira de soja foi mantida em 67,5 milhões de toneladas.

As importações da oleaginosa da China para a safra 2010/11 mantiveram-se em 57 milhões de toneladas.

Para o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da XP Investimentos, os números são altistas para o mercado. O relatório confirma o quadro de estoques ajustados nos EUA tanto para a soja quanto para o milho.

"Isto tende a manter o mercado sustentado na análise macro, mesmo que em algum momento os fundos possam realizar", explica o analista.

O analista diz ainda que os estoques norte-americanos de soja são de 15,2 dias, o menor patamar em 40 anos.

No entanto, mesmo com dados positivos, Lorenzet afirma que o mais importante em dia de relatório não é a abertura do mercado, e sim como fecha o dia. E a atenção e a cautela devem ser mantidas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mesmo com volatilidade, soja deve bater recorde este ano

Apesar da volatilidade esperada nos preços da soja este ano, a tendência é que os valores sigam mais elevados, podendo inclusive ultrapassar a casa dos R$ 55 por saca de 60 quilos e estabelecer novo recorde. O setor atribui esse movimento à expectativa de quebra de produção na Argentina e à baixa oferta tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Já o Mato Grosso, maior produtor nacional, deve colher 20 milhões de toneladas mesmo sem ter como expandir sua área de cultivo de soja, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

A previsão de quebra de safra na Argentina por causa de problemas climáticos e a forte demanda internacional está criando grande volatilidade nos preços da soja no mercado mundial. Segundo Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, a previsão é que a safra argentina caia de 55 milhões de toneladas para menos de 50 milhões. "Toda essa volatilidade dos preços da soja giram em torno do clima e da possibilidade de quebra de safra. Estamos vendo essa quebra na Argentina e em algumas cidades do Rio Grande do Sul também", contou.

Ribeiro disse que aliado a essa quebra está a firme demanda pela soja no mundo, alterando os preços do grão. "Claro que em função da firme demanda por soja este ano, o mercado tem reagido positivamente em relação aos preços, que tem subido por conta das baixas ofertas do produto no mundo", frisou.

Para o analista da Scot, o Brasil manterá os preços elevados do produto, podendo atingir um recorde histórico nos preços. Em janeiro de 2010 o preço da saca de soja estava em média R$ 39 e ao final de dezembro vimos esse valor saltar para R$ 50. "No ano passado o preço da soja praticamente subiu o ano inteiro: saiu de um valor de R$ 39 por saca de 60 quilos e fechou o ano com cotações próximas a R$ 50 por saca. A saca valorizou mais de R$ 10 e retomou os patamares auferidos antes da crise. Agora, acredito que podemos atingir patamares recordes de preços para 2011", disse.

Com base nessa volatilidade, Ribeiro prevê que a saca de soja possa alcançar patamares de R$ 55, superando a marca histórica vista em junho de 2009, quando a saca chegou a R$ 53. "Já vemos patamares bem próximos ao recorde este ano. Temos a saca cotada a R$ 51 hoje e, com certeza, podemos chegar próximos a R$ 55 e até ultrapassar". E ainda emendou: "Podemos até sofrer uma pressão de baixa durante essa colheita, mas não acredito que voltaremos a patamares de R$ 39 por saca", comentou Ribeiro.

Apesar de o clima afetar um pouco algumas regiões brasileiras, o Mato Grosso - que plantou praticamente a mesma área do ano anterior - deve colher mais de 20 milhões de toneladas este ano, contra os 18,8 milhões de 2010. Segundo Glauber Silveira da Silva, presidente da Aprosoja, o clima tem contribuído no começo da colheita este ano e deve seguir até o final em março. "O clima está muito bom no Mato Grosso e algumas colheitas já começaram. No entanto, somente no final deste mês, o movimento será intensificado dado ao atraso no plantio", garantiu ele. Silva contou que os produtores estão otimistas em relação aos preços obtidos com o grão e isso é comprovado no volume de mais de 70% da safra que já foi comercializado. "O estado já comercializou mais de 70% da sua safra, sendo a China uma das principais compradoras. Se o preço continuar aquecido o restante será vendido logo", diz.

Mesmo com todo esse otimismo, Silva afirmou que o estado não tem como ampliar a área de plantio, dado a concorrência implacável do algodão. "Não temos como ampliar mais a área de plantio de soja em Mato Grosso. Se tivesse para onde crescer teríamos aumentado na última safra. Se analisarmos, a nossa área tem ficado muito parecida com os anos anteriores", destacou.

O presidente contou que diversos produtores ficaram animados com a rentabilidade do algodão e deixaram de investir em soja. "Conheço produtores de algodão que compraram áreas já plantadas com soja e derrubaram tudo para plantar algodão. Então, a menos que o preço do algodão recue bastante ou o produtor invada as pastagens de gado, não temos como ampliar nossa área".




Fonte: DCI

Expectativas são boas para o agronegócio neste ano.

As expectativas são boas para o agronegócio em 2011. Segundo os especialistas, a economia do Brasil deve continuar crescendo, os preços das commodities seguem em alta e, apesar da atuação do fenômeno La Niña, o país pode colher uma excelente safra de grãos. Porém, a crise mundial ainda exige atenção em muitos países, e o dólar baixo prejudica exportadores. Afinal, quem deve ganhar e quem pode perder com essa situação no ano que começa?

A partir de respostas obtidas em pesquisa em todas as regiões do Brasil, os consultores calculam o Índice de Confiança do Produtor Rural.

– O índice foi construído em função da participação das culturas na produção brasileira e o número de produtores que a gente acessa de cada cultura realmente faz com que fique um índice fidedigno ao que está acontecendo no campo e realmente às expectativas do produtor – diz a consultora Camila Dias de Sá.

Com esta espécie de termômetro da agricultura brasileira, foi possível concluir que o homem do campo começa 2011 otimista.

– O produtor rural está confiante em uma rentabilidade positiva para 2011. A avaliação que ele faz de condições gerais do seu negócio, de câmbio, de valores de aquisição de fertilizantes e defensivos, máquinas e implementos, colocando tudo numa cesta, ele confia que vai ter um retorno positivo para sua atividade no ano de 2011 – diz Matheus Kfouri.

Quem confirma essa expectativa é o agricultor José Carlos Dolphine, de Campo Verde, em Mato Grosso. Os preços estimularam o produtor a plantar 1,7 mil hectares de soja nesta safra. A área aumentou em 60%. A previsão é de conseguir produzir pelo menos 50 sacas por hectare. Quase metade já foi vendida. Isso protege o produtor de uma eventual queda de preços na época da colheita, pois outros agricultores também plantaram mais.

– A gente ainda não sabe dizer o que vamos lucrar, por se tratar de uma cultura que você não tem 100% dos custos e nem 100% do valor que você vai obter comercializando. Então é um valor ainda que a gente não sabe dizer quanto vai ser. Mas a gente acredita que vai gerar um certo lucro pra estar atendendo às necessidades dos anos anteriores em que a gente teve bastante problema na agricultura. Eu posso dizer que sou animado sempre. Eu acho que o agricultor que não é animado não pode nem entrar na atividade, porque a agricultura, por se tratar de uma cultura de risco, um negócio em que você depende de clima, depende de mercado, depende de vários fatores, então você tem que estar animado – declara Dolphine.

Proteção nunca é demais. Afinal, uma virada de preços pode acabar com todo esse otimismo. Na condição de exportador de alimentos, o Brasil está vulnerável a mudanças bruscas - principalmente no cenário externo. A crise internacional ainda não terminou.

A saúde financeira dos países mais ricos, que importam alimentos do Brasil, continua fragilizada. Isso pode impedir que os preços agrícolas continuem em alta em 2011.

– Você tem alguns mercados emergentes, crescendo, mas você tem por outro lado grandes mercados, as maiores economias do mundo, vivendo de maneira bastante frugal. Quer dizer, desemprego elevado, isso evidentemente limita a expansão de mercado de soja, derivados, etc – avalia o consultor Fábio Silveira.

No mercado interno, o setor agrícola também enfrenta problemas. E são os mesmos de anos anteriores. Com a falta de infraestrutura e logística para a comercialização da safra, a formação de preços depende da oferta de produto. Na maioria das vezes, um ganha porque o outro perdeu. E em 2011 não deve ser diferente.

– É muito triste você imaginar que nós temos um cenário positivo para 2011 porque tem produtores que vão ir mal. Isso não é uma coisa para se comemorar. Nós temos que pensar que temos um cenário positivo porque temos a China aumentando e porque o Brasil fez investimento em infraestrutura, aprovou código ambiental. Enfim, que o Brasil melhorou seus portos – diz o presidente da Aprosoja-MT, Glauber Silveira.

– Nós temos um custo muito elevado por conta da logística de transporte e tudo mais, porto que também precisa melhorar muito, e isso é uma coisa que não vai se resolver a curto prazo, é algo que precisa ser resolvido a longo prazo, mas que impacta diretamente na nossa produção no nosso custo de produção. Então a logística realmente é um calo nos pés do agricultor –conclui Dolphine.



Fonte: Canal Rural