Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Soja: Depois de forte queda, mercado opera em alta na CBOT

Depois da forte queda registrada pelo mercado de grãos nesta quinta-feira (28), hoje as cotações ensaiam uma leve recuperação e já encerraram o pregão noturno com leve alta , estendendo os ganhos para a sessão diurna.

O avanço foi resultado de alguns movimentos técnicos que procuraram corrigir parte das desvalorizações da sessão de ontem.

A análise da XP Investimentos desta sexta-feira, aponta que a soja encontra suporte também na previsão de tempo favorável para o milho nos Estados Unidos. A medida que as condições melhoraram para o plantio do cereal, o risco da expansão da área da oleaginosa poderia ser limitado.

"Da mesma forma, prêmios sustentados nos EUA devido a baixa oferta corroboram como fator de suporte. No curto prazo, sem maiores surpresas externas a soja tenderia de fato a encontrar bom suporte nos atuais patamares em
Chicago, mas determinante para isso será um quadro mais confortável no mercado de grãos', dizia a análise.

A baixa recente dos preços e o recuo do dólar estimularam a volta dos compradores ao mercado, com as commodities agrícolas mais atrativas para os importadores e invetidores. Por volta das 12h02 (horário de Brasília), soja, milho e trigo registravam altas de dois dígitos no início do pregão diurno em Chicago.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Exportações semanais de soja e milho dos EUA ficam abaixo do esperado

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, nesta quinta-feira, seu relatório de registro de exportações informando que as vendas de soja dos EUA totalizaram 199,2 mil toneladas na semana encerrada no último dia 21.

O volume ficou bastante abaixo das expectativas do mercado, que variavam de 350 mil a 550 mil toneladas. As exportações somam 143,5 mil toneladas da safra 2010/11 e 55,7 mil da safra 11/12.

As vendas de soja também foram bem menores do que o estimado pelo mercado. Enquanto as expectativas iam de de 800 mil a 1.050 milhão de toneladas, as exportações semanais ficaram em 443,7 mil toneladas.

No caso do trigo, as vendas ficaram dentro do esperado. Enquanto o mercado esperava algo entre 350 mil e 550 mil toneladas, as exportações totalizaram 428,2 mil toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Apenas 50% da safrinha está "salvo" no Estado até agora

A safrinha de milho está plantada, a colheita começa em junho, mas até agora apenas 50% da produção está "salva", ou seja, não corre risco de apresentar problemas no desenvolvimento dos GRÃOS até o enchimento completo das espigas, segundo projeção da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT). O volume representa 3,57 milhões de toneladas do total previsto pela COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) para o ciclo 10/11.

"O restante da safra depende do que vai acontecer daqui para frente", diz o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira. Segundo ele, o produtor está preocupado porque em pleno desenvolvimento da planta, a chuva diminuiu na maioria das regiões e o clima está muito quente. "Precisaríamos de pelo menos mais três boas chuvas até à primeira quinzena de maio. Se isto vier a ocorrer, teremos uma bela safra de milho, que pode inclusive ultrapassar 8 milhões de toneladas".

Pelas projeções da CONAB, a safra mato-grossense de milho deverá apresentar redução de 12,06 em relação ao ciclo anterior, caindo de 8,11 milhões/t para 7,13 milhões/t. Já a área plantada encolheu de 1,99 milhão de hectares (safra 09/10) para 1,80 milhão/ha este ano, queda de 9,40%. O Estado mantém o título de maior produtor de milho segunda safra (safrinha) do Brasil.

Silveira lembra que muitos produtores venderam até 70% de sua produção, sendo que até agora estão garantidos apenas 50%. A ameaça começou com o atraso no plantio, que era para ter sido feito até fevereiro. Contudo, o plantio acabou "invadindo" março, deixando o produtor na dúvida quanto ao volume a ser colhido na próxima safra.

MERCADO - Com o pouco milho disponível para compra no mercado, a oferta também despencou e poucos negócios vêm sendo realizados. Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a tendência é de que o milho disponível volte com grande volume de negócios só depois do início da colheita da safrinha, quando o mercado disponível do grão estiver com oferta elevada e com preços "mais realistas" para o fechamento de negócios. Como referência, o milho disponível em Tangará da Serra (242 quilômetros ao norte de Cuiabá) esteve cotado a R$ 19,40/saca, e, em Primavera do Leste (239 quilômetros ao sudeste de Cuiabá), a R$ 22,00/saca.

Apesar da grande queda no início do mês na Bolsa de Chicago, a leve alta da última semana foi o suficiente para que o mercado disponível de milho seguisse um pouco menos nebuloso no número de negócios. Mas os preços continuam atrativos para o produtor. Em Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), na última semana, a saca de milho foi negociada em média a R$ 16 e, em Primavera do Leste, a R$ 19.

DEMANDA CHINESA - A China também tem um papel muito importante no mercado mundial de milho. Se por um lado a produção do resto do mundo tem um déficit de 23 milhões de toneladas, por outro, a China tem um balanço positivo de quatro milhões de toneladas.

O último boletim divulgado pelo Imea aponta que a produção do segundo maior player no grão, perdendo apenas para os Estados Unidos, de acordo com os últimos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), está estimada em 168 milhões de toneladas, 20,6% do volume mundial. Enquanto isso, a participação chinesa no consumo total é de 164 milhões de toneladas, ou seja, 19,6% da produção global. "Assim, é possível avaliar que a China é um país independente do mercado externo, do qual importa apenas 1,5 milhão de toneladas, o que representa menos de 1% do consumo daquele país", afirma o Imea.

Fonte: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Soja recua com baixa dos grãos e possíveis novas políticas de contenção na China

Quarta-feira de grãos pressionados na Bolsa de Chicago. O mercado ainda continua cauteloso frente ao pronunciamento do presidente do Federal Reserve, sente a pressão da melhora do clima para o milho e trigo e também do possível anúncio de novas políticas contracionistas adotadas pela China.

A fala de Ben Bernanke, presidente do FED (o Banco Central norte-americano) deve trazer medidas que podem mexer com o andamento do dólar e, fatalmente, afetar as commodities de uma maneira geral. O discurso acontece por volta das 15h30 (horário de Brasília).

Quanto ao clima, as previsões sinalizam uma melhora nas condições para o milho nos Estados Unidos e para o trigo na Europa. Este clima mais favorável dá a tônica do mercado nesta quarta-feira, com os grãos em Chicago já registrando perdas de dois dígitos.

Alguns modelos climáticos apontam tempo mais seco para os próximos dias, especialmente sobre o oeste do cinturão produtor, o que poderia favorecer o plantio do milho nos Estados Unidos. O processo segue bastante atrasado e até o último domingo registrava apenas 9% da área estimada em 37,23 milhões de hectares.

Além disso, há a previsão ainda de condições mais favoráveis para o cultivo de trigo na Europa, o que também pode pesar sobre os preços. Nos últimos dias, as lavouras dos EUA, Canadá, China e alguns países produtores da Europa sofreram com uma forte estiagem, a qual comprometeu os índices de produtividade.

Sobre a China, a incerteza que ronda o mercado não é mais somente sobre a demanda. A preocupação sobre um possível anúncio de novas medidas de contençao da inflação no país, a qual deve afetar diretamente a demanda chinesa por commodities, já pesa sobre os preços nesta quarta-feira.

"A ausência da China no mercado e temores de que novas políticas contracionistas possam ser adotadas pelo país para contenção inflacionária preocupam o mercado", diz Ricardo Lorenzet, especialista no mercado de grãos da XP Investimentos.

No pregão noturno de hoje, soja, milho e trigo encerraram com fortes perdas e estenderam as baixas para a sessão diurna. Por volta das 11h54 (horário de Brasília), a soja já perdia mais de 12 pontos, o milho quase 5 e o trigo mais de 17.

Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Mendes

Soja: Chineses voltam a Goiás no próximo mês

O secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio de Lima assinou este mês, protocolo de cooperação agropecuária durante visita à China, para a liberação de investimentos para o plantio de aproximadamente seis milhões de toneladas de soja no período de sete anos, montante a ser destinado ao mercado chinês com valores superiores a US$ 7 bilhões. No próximo mês devem chegar a Goiás equipes de duas empresas estatais chinesas que vão fazer um estudo aprofundado sobre a parceria com o produtor rural e também a logística.

O secretário para Assuntos Internacionais, Elie Chidiac, que integrou a comitiva goiana à China, disse que os chineses pretendem investir em todas as fases da produção agrícola. “A China está passando por uma inflação muito alta, e boa parte dessa inflação é oriunda dos produtos agrícolas; por isso eles estão querendo investir em todas as fases da produção, da logística ao porto”, explica Chidiac.

Segundo o secretário da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, os investimentos dos chineses em Goiás devem passar de R$ 1 bilhão. Ele disse que a previsão é de que sejam fechados negócios com várias empresas chinesas dos setores automobilístico, alimentício, de tecnologia da informação, energia solar e componentes eletrônicos. “Na verdade, R$ 1 bilhão de investimentos para os chineses é muito pouco porque eles consomem milhares e milhares de grãos. Eu acho que a previsão é para muito mais que isso”, destaca Elie Chidiac.

Agricultura Familiar
O secretário para Assuntos Internacionais ressaltou que existe a possibilidade de fechamento de um acordo bilateral entre a China e o Governo de Goiás referente à agricultura familiar. “A produção chinesa chega a ser o dobro da goiana, mesmo com o inverno rigoroso, que chega a durar seis meses, e ainda a seca”, afirma Chidiac. O secretário salientou também que na China foi implantada a política de agregação de valor à produção agrícola, que confere mais rentabilidade às famílias de agricultores. “A gente espera que no próximo ano ou na próxima safra os chineses já tenham alguma atuação no Estado de Goiás”, encerra Elie Chidiac.

Fonte: Goi�s Agora

terça-feira, 26 de abril de 2011

Com realização de lucros e apreensão antes do FED, soja tem forte baixa

Os futuros da soja operam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Chicago. A oleaginosa realiza lucros e o mercado já adota um tom mais cauteloso às vésperas da reunião do FED, que acontece entre hoje e amanhã. além de sentir a pressão negativa do recuo da demanda chinesa.

A soja vinha caminhando na esteira do milho e do trigo, que operaram com forte altas nos últimos dias por conta das condições climáticas desfavoráveis.

Porém, o clima que prejudica o plantio do milho pode resultar em um aumento da área de soja, o que pode pressionar ainda mais as cotações.

Além disso, o mercado também está mais apreensivo por conta de possíveis novas medidas que a China pode anunciar para tentar conter a inflação no país, o que poderia frear um pouco mais a demanda e pesar sobre as commodities.

"O mercado segue meio perdido. Frente a isso, opta por zerar à espera da reunião do FED e diante do risco de novas políticas na China", explica Ricardo Lorenzet, especialista em mercado de grãos da XP Investimentos.

Por volta das 14h47, os principais vencimentos registravam mais de 13 pontos de baixa, com o maio cotado a US$ 13,76 por bushel.

Já o mercado do milho continou focando o clima desfavorável nos Estados Unidos e operava no terreno misto por volta das 14h50. Os vencimentos mais curtos operavam no campo positivo e os mais longos no negativo.

Depois do rally de 3,2% nesta segunda-feira, o milho fechou o pregão noturno de hoje em baixa e estendeu parte de suas perdas para a sessão diurna, realizando lucros após as fortes altas.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Clima prejudica o plantio da safra americana

As chuvas que atingem as lavouras americanas estão atrapalhando o desenvolvimento do plantio da safra de GRÃOS e prejudicando as condições de culturas já semeadas. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já sinalizam atrasos em comparação a 2010.

O relatório mostra que apenas 6% da área de trigo de primavera foi plantada até o último domingo. No mesmo período do ano passado, o plantio já estava concluído em 39% da área, enquanto na média dos últimos cinco anos o percentual alcançou 25%. Para o trigo de inverno, a preocupação é com as condições das lavouras, que pioraram na última semana. O USDA estima que 40% das lavouras são considerados pobre ou muito pobres. Na semana passada, 38% da área estava enquadrada nessas condições. No ano passado, para o mesmo período, eram apenas 6%.

Segundo o USDA, apenas 9% da área de milho foi semeada até domingo. Em uma semana, a semeadura avançou só dois pontos percentuais, o que deixa o desempenho muito abaixo de 2010 (46%) e da média dos últimos cinco anos (23%).

Fonte: Valor Económico

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cotações ficam acima da média no primeiro trimestre de 2011

O primeiro trimestre de 2011 encerrou com o melhor saldo de preços para grãos - soja e milho - em relação a igual período do ano passado. Em média, os preços tiveram incremento de 58% (soja) a 80% (milho). No caso da soja, os preços saltaram de R$ 23, em 2010, para US$ 23 (R$ 36), este ano. Já o milho teve valorização maior: saiu de R$ 8 a R$ 10 para valores entre R$ 17 a R$ 18. Bom para o produtor, que pode pensar no planejamento da próxima safra com cotações acima das médias históricas.

Mas nem tudo é alegria para o produtor. Na esteira da valorização das commodities, os custos de produção para o plantio de soja deverão aumentar este ano por conta da alta dos fertilizantes. A majoração dos adubos acompanhou o movimento na Bolsa de Chicago, fechando o trimestre com alta de até US$ 120 por tonelada, caso do fertilizante com a fórmula 001818, que representa uma determinada composição química. Os preços, que oscilavam em torno de US$ 450, pularam para valores entre US$ 550 a US$ 570.

O momento, segundo os produtores, é de cautela. “Vivemos um bom momento, com preços remuneradores para o produtor, porém, temos situações que obrigam o setor a estar muito atento e agir com certa cautela. Uma delas é a questão da elevação dos preços dos fertilizantes, outra é a expectativa de plantio da nova safra norte-americana, a partir de maio”, avalia o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Carlos Henrique Fávaro.

Segundo ele, o mercado internacional continua comprador, com baixos estoques de soja e milho, situação que impulsiona os preços das commodities. “Mas o produtor deve ficar de olho no mercado, pois a nova safra brasileira está chegando com uma superprodução”. Mato Grosso deverá colher mais de 20 milhões de toneladas de soja e mais de 7 milhões de toneladas de milho.

“O sojicultor deve avaliar a sua situação e o mercado neste momento, para ver se é um bom negócio vender o restante da safra agora, aproveitando os bons preços, ou esperar mais um pouco pela definição da nova safra norte-americana”. Lembra, entretanto, que se os Estados Unidos confirmarem uma supersafra este ano, os preços poderão recuar e aqueles que ainda não negociaram poderão ter perdas na comercialização dos grãos ainda não vendidos. A Aprosoja/MT estima que cerca de 80% da safra mato-grossense de soja já foi comercializada.

VENDAS - Na opinião do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidônio, o produtor já fez a lição de casa vendendo parte da safra de forma antecipada e travando custos. “O quadro mundial de oferta já está precificado, com a China mantendo uma tendência de demanda elevada para os próximos anos”, frisa.

Ele diz que o mercado já reagiu em função das expectativas de supersafra mundial. “A safra da América Latina já está consolidada e acredito que o mercado só poderá ser influenciado mesmo pela produção norte-americana”. Para Celidônio, não existe uma “grande preocupação” com relação a uma possível queda de preços por conta da supersafra, uma vez que a demanda da China – principal comprador de Mato Grosso – “está crescente e tende a continuar elevada”.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, a maior preocupação no momento é em relação à queda da rentabilidade do produto, provocada pelos aumentos dos custos - fretes e insumos – e desvalorização cambial. “A queda do dólar é prejudicial às exportações e um fator de aumento de custos para aqueles que precisam escoar sua produção aos portos exportadores”, disse ele.

Fonte: Di�rio de Cuiab�


Venda de milho cresce 27% em volume e 60% em receita

A exportação de milho, em volume, cresceu 27% em março em comparação ao mesmo mês do ano passado no Brasil. Já a receita apurada foi 68% maior. O principal fator que provocou o aumento nas exportações de milho foi o baixo estoque apresentado no mercado mundial, sobretudo o norte-americano. O analista de mercado Antonio Sartori explica que os estoques internacionais estão baixos principalmente pela velocidade do aumento do consumo ser maior que a velocidade no aumento da produção. Eles estão com o menor estoque desde 1936. Mesmo que os americanos consigam colher esta safra recorde, ainda vão continuar com estoque baixo até o final do ano.

Fonte: DCI

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cultivo da safrinha do milho anima produtores do grão de todo país

A safrinha de milho está sendo cultivada em clima de grande otimismo em todo o país. O Globo Rural foi ver como está a situação de plantio no Paraná e em Mato Grosso, dois principais estados produtores do grão.
Na fazenda do agricultor Paulo Lauxen, em Sinop, no norte de Mato Grosso, a área de milho safrinha está menor. Ele diz que o plantio foi feito com mais de 20 dias de atraso, já que a colheita da soja se estendeu este ano por causa do clima. Em muitos talhões o milho está pequeno.

“Estava com a semente, o adubo e os insumos todos comprados. Então, a gente plantou. Mas é área de risco. Precisamos ainda tem o mínimo de 40 dias de chuva para ser uma produção razoável”, esclarece o agricultor.

Mesmo com toda a correria, Paulo Lauxen explica que não conseguiu plantar os 1,8 mil hectares que havia planejado. “Ficaram 200 hectares sem plantar. A semente ficou guardada porque não adianta mais plantar. Nem para a palhada não daria”.

Segundo o IMEA, Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária, a área cultivada no estado deve ficar em 10% a menos que na safrinha passada. Essa é a maior redução desde 1990, quando os agricultores começaram a investir no milho segunda safra em Mato Grosso.
Apesar da redução na área os agricultores esperam um bom lucro na safrinha. O preço da saca de milho está bem melhor se comparado ao mesmo período do ano passado. Além disso, o custo para produzir diminuiu.

“No pacote de alta tecnologia houve uma redução em torno de 7%, puxada principalmente pela redução dos fertilizantes, que teve um decréscimo de 20%”, avalia Otávio Celidônio, superintendente do IMEA.

No Paraná, houve sol e chuva na hora certa. O tempo ajudou paras o milharal ficar bonito. Na lavoura de Paulo Orso, o milho safrinha está na fase de formação de espigas.
Nesse ano, o produtor aumentou a área de plantio em 20% e está contente com o resultado. Os grãos são de qualidade e boa parte da produção foi vendida antecipadamente. Agora, é só esperar a colheita, prevista pra junho.

“A maior parte da nossa região foi privilegiada pelas condições de verão. Até pela nossa colheita de soja, propiciou que a gente plantasse praticamente dentro do tempo recomendado, no final de janeiro e no começo de fevereiro. Então temos a grande maioria das lavouras da nossa região na fase de espigamento ou formação de grãos”, detalha Orso.
A área cultivada com milho safrinha no Paraná deve crescer cerca de 20% em relação à safrinha passada.

Nessa safrinha os produtores estão mais otimistas. O bom preço de comercialização dos grãos estimulou o plantio.

Os custos de produção no Paraná são: para uma produtividade média de 70 sacas por hectare o produtor deve faturar, aos preços de hoje, R$ 1.680,00 por hectare. Segundo o Deral, o custo de produção é de R$ 1.235,00. Sobram R$ 445 por hectare.

“É um momento muito bom para o campo. O milho está num bom preço hoje. A tendência do milho é que esse preço permaneça alto. Então, a segunda safra de milho no oeste do Paraná vai ser uma safra que terá bons preços. O mercado está demandando mais milho. Com isso, o preço está muito atrativo para o produtor rural”, avalia Dilvo Grolli, presidente da Coopavel.

Fonte: Globo Rural

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Soja: Em dia de volatilidade e ausência de novidades, mercado opera em alta

A sexta-feira está sendo marcada pela forte volatilidade no mercado de grãos em Chicago. O clima nos Estados Unidos, a entrada da América do Sul, os fundamentos de oferta e demanda e fatores externos vêm influenciando as cotações. A ausência de notícias frescas que pudessem estimular ou pesar sobre alimenta essa falta de direcionamento do mercado.

Os futuros da soja, por volta das 13h (horário de Brasília), operavam no terreno misto. A pressão, novamente, vem da entrada da safra da América do Sul e também de preocupações com a demanda por parte da China.

Na nação asiática, o governo já estuda novas medidas para conter a alta dos alimentos, o que poderia sinalizar novos cancelamentos de soja por parte dos chineses.

Porém, hoje o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 165 mil toneladas de soja da safra 11/12 para a China.

Além disso, ainda pode ser notado um movimento dos spreads de soja zerando. "Por isso este maior suporte aos vencimentos curtos", explica o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da Xp Investimentos.

No caso do milho, a pressão vem da preocupação de que preços já estariam acima dos preços do trigo, o que poderia provocarum deslocamento da demanda. Diante disso, os preços

Já o trigo, que encerrou o pregão noturno com baixas de dois dígitos pelo quinto dia consecutivo, ensaia uma recuperação e opera em alta na sessão diurna desta sexta-feira.

"Não há muitas novidades, só o mercado se ajustando".

Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Mendes

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Soja: Mercado opera em baixa diante de fraca demanda chinesa

Segundo o relatório de registro de exportações divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas semanais de soja nos EUA somaram apenas 80,11 mil toneladas na semana que se encerrou no dia 7 de abril.

O volume é resultado de vendas de 130,20 mil toneladas para o ano comercial 2010/11 e do cancelamento de 50,9 mil toneladas para 2011/12. O total exportado ficou bem abaixo das expectativas do mercado,que variavam de 200 a 400 mil toneladas.

Já as exportações de milho somaram 1.083,5 milhão de toneladas e ficaram dentro das estimativas, que iam de 650 mil a 1.350 milhão de toneladas.

As vendas de trigo também ficaram dentro do esperado. Enquanto o mercado apostava em algo entre 300 e 750 mil toneladas, foram exportadas 545,6 mil toneladas.

Bolsa de Chicago - O mercado da soja operou com forte queda na madrugada desta quinta-feira e encerrou o pregão noturno com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago.

No curto prazo, a oleaginosa sente a pressão negativa da entrada da grande safra da América do Sul e mais a pressão da fraca demanda chinesa, confirmada pelos números de exportações semanais divulgados pelo USDA nesta quinta-feira.

No início do pregão diurno, por volta das 11h46 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja registravam baixas de cerca de 4 pontos.


Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Produção de grãos avança nas chapadas do "Mapito"

soja, grãos, milho, corretora, israel, negocios, corretora de grãos, mato grosso, rondonópolis, israel negócios, dólar, cambio, economia. O Seneca III decola do aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas, toma a direção nordeste e logo sobrevoa áreas de pecuária. Após cerca de 200 quilômetros, o comandante do bimotor, Eduardo Canedo, aponta a divisa seca entre Tocantins e Maranhão. Três mil metros abaixo, no sul maranhense, despontam as primeiras fazendas de grãos da Serra do Penitente.

O cenário é surpreendente. Nas chapadas que emergem entre os baixões, o Cerrado é interrompido por grandes lavouras onde, nesta época, as colheitadeiras esperam a chuva parar para completarem seu serviço. Vencidos mais 100 quilômetros, quando o Maranhão acaba no barrento rio Parnaíba, a Serra da Fortaleza aparece para mostrar que a soja também prevalece nos chapadões do Piauí, onde antes quase não havia movimento.

Nos pés das serras, a população ainda mantém pequenas plantações de mandioca e modestas criações de gado. Alguma caprinocultura também sobrevive em meio à infraestrutura precária, enquanto no andar de cima investimentos intensivos em tecnologia agrícola apontam para um "Mapito" em desenvolvimento e com grande potencial.

Ao contrário do oeste da Bahia, que já amadureceu com suas qualidades e carências, o "Mapito" ainda pode ser considerado uma nova fronteira agrícola. Juntos, Maranhão, Piauí e Tocantins cultivaram 3,3 milhões de hectares de grãos nesta safra 2010/11, 6,3% a mais que em 2009/10. Deverão produzir 7,3 milhões de toneladas, um salto de 26,9% graças ao incremento da produtividade, a maior parte nesta região de Cerrado sobrevoada pela aeronave da Embraer, 1989, pilotada pelo comandante Canedo.

É possível identificar projetos estrangeiros, mas destacam-se mesmo os liderados por companhias nacionais. A cooperativa Cotrirosa honrou a tradição desbravadora gaúcha e foi uma das primeiras a apostar no "Mapito". As empresas Tiba Agro e BrasilAgro também têm suas fazendas, e é em terras piauienses que a Insolo deverá concluir até 2013/14 um plano de investimentos de US$ 400 milhões, um dos mais importantes da lista dos que são conhecidos.

Foi em meados da década de 90 que Paulo Sérgio Marthaus e outros agrônomos vieram do Paraná para prospectar a área. Pelo chão, varreram potenciais polos produtivos e encontraram uma chapada hoje conhecida como Condomínio, em homenagem ao grupo. Compraram algumas terras e fundaram a Insolo Soluções Agrícolas, focada na prestação de serviços e no gerenciamento de propriedades.

Em 2003, foram contratados pelo empresário Ivoncy Iochpe, que acabara de comprar a fazenda Vista Verde, no município de Palmeira do Piauí. O relacionamento evoluiu e Iochpe assumiu o controle da Insolo em 2008, para ampliar o número de clientes assessorados e partir para a aquisição de outras fazendas.

Nascia a Insolo Agroindustrial, que em 2010/11 colherá cerca de 130 mil toneladas de grãos em pouco mais de 42 mil hectares divididos em cinco unidades produtivas no Piauí - a principal delas, a Ipê, fica em Baixa Grande do Ribeiro. A soja, com 36,5 mil hectares, é o principal cultivo nas fazendas próprias, seguida por arroz, cultura que serve à abertura de novas áreas de produção, e milho safrinha. A soja é vendida a tradings como Bunge e Cargill, e o milho e o arroz são comercializados no mercado local. O algodão fará sua estreia em 2011/12, também impulsionado pelo aporte de R$ 70 milhões realizado na safra atual.

Da área própria total cultivada - outros 80 mil hectares de terceiros estão sob os cuidados da Insolo Soluções Agrícolas -, 16 mil foram ocupadas com suas primeiras lavouras. Foram 3,8 mil hectares de arroz, que posteriormente receberão a soja, e o restante já diretamente com a oleaginosa, o carro-chefe do agronegócio brasileiro tanto em valor bruto da produção quanto na pauta de exportações.

Conforme Salomão Iochpe, filho de Ivoncy e presidente e CEO da Insolo, a empresa também trabalhou áreas novas para chegar a entre 55 mil e 61 mil hectares na próxima safra (2011/12), 1,6 mil ocupadas com algodão e incluindo a safrinha de milho, plantada na sequência da colheita da soja de verão. "Decidimos plantar algodão antes mesmo dos atuais picos dos preços internacionais, e já estamos investindo em uma unidade de beneficiamento", afirma. Em suas fazendas, garante, a Insolo preserva as áreas de reserva legal de acordo com a legislação vigente e com a realização de auditoria externa.

Em um "mundo perfeito", adianta Marthaus, no futuro a soja será plantada em 50% da área "madura" (com mais de três anos de plantio) da Insolo, com algodão, arroz e milho. O agrônomo manteve uma participação minoritária na "nova" Insolo, da qual tornou-se diretor de produção. Nesta função, lidera a estratégia agronômica da empresa - ou seu "coração", conforme Salomão Iochpe. "Temos pesquisas com algodão há seis anos. Trata-se de uma cultura desafiadora [os custos de produção são muito mais elevados que os de soja e milho], mas de grandes oportunidades e possibilidade de crescimento acelerado", diz Marthaus.

Testemunha ocular do desenvolvimento do "Mapito", este agrônomo com especializações em administração do agronegócio na FEA/USP e na FGV, afirma que a evolução em torno das áreas produtivas da região tem sido mais acelerada do que foi em Mato Grosso ou na Bahia, ainda que as carências estruturais perdurem. Na maior parte das fazendas das chapadas, não há rede fixa de telefonia e os celulares não pegam. As estradas principais são ruins, e as vicinais, de terra, tornam-se intransitáveis sob chuva forte. Os índices de desenvolvimento humano das cidades são baixíssimos.

No campo em si, a evolução é mais visível. Novas sementes adaptadas ao "Mapito" são lançadas todas as safras, o plantio direto prevalece e a agricultura de precisão avança. "Como toda a área de Cerrado, há condições para um forte desenvolvimento", afirma Marthaus. As lavouras da Insolo estão em altitudes de 500 a 550 metros, com topografia plana e média pluviométrica de 1.350 milímetros.

No "Mapito", aponta a Conab, a produtividade média da soja é maior em Tocantins - que produz menos (ver infográfico) -, prevista em 2.940 quilos por hectare em 2010/11. A média nacional deverá ficar em 2.927 quilos, e em Mato Grosso, principal Estado produtor do grão no país, ela sobe para 3.015. Mas, como há muitas áreas "jovens" e os investimentos em sementes, adubação, defensivos e mecanização estão aumentando rapidamente, a diferença certamente será cada vez menor.

Para acelerar os trabalhos, a Insolo conta com três campos experimentais, que no total recebem investimentos da ordem de R$ 300 mil por ano. O primeiro deles, estabelecido há seis anos, está na fazenda Pequena Holanda, em Alto Parnaíba (MA), que pertence a um dos clientes da Insolo Gerenciamento Agrícola, que presta assessoria para terceiros. São quase 8 hectares onde nesta safra foram testadas mais de 300 linhagens de soja, além de 30 híbridos comerciais de milho e ensaios de adubação e fitotecnia com algodão.

"Já temos um banco de dados com mais de dez anos de pesquisas", diz Marthaus. Uma vez por ano há um "dia de campo oficial" - o último na Pequena Holanda, em 18 de março, atraiu 85 convidados -, mas clientes e interessados podem realizar visitas informais, o que acontece com frequência.

De tanto transportar produtores e agrônomos e acompanhar visitas como essa, o comandante Canedo, com 22 mil horas de voo, conversa com espantosa desenvoltura agronômica sobre a expansão da produção 3 mil metros abaixo. Canedo vive em Balsas, principal polo maranhense, e passaria a última quarta-feira com a família, mas foi convocado às pressas para mais um voo de pouco mais de uma hora entre Palmas e Baixa Grande do Ribeiro. Não por luxo. De carro, seria preciso percorrer 910 quilômetros, o que, atualmente, levaria mais de 12 horas. O "Mapito" é grande. E não para de crescer.

Fonte: Valor Econ�mico

China reduz estimativa para importação de soja no ciclo 10/11

As importações de soja pela China podem recuar de algo entre 54,8 e 54,5 milhões de toneladas para um volume entre 53 e 54 milhões de toneladas neste ano comercial. As informações são do gerente para informação de óleos e oleaginosas da estatal chinesa Cofco Ltd.

O declínio das compras nesta temporada é reflexo do fato de grande parte das processadoras domésticas atuarem com aproximadamente 40% de sua capacidade total frente à apertada margem de lucro operacional. A capacidade total de esmagamento do país é de 110 milhões de toneladas por ano.

Desde março, os chineses suspenderam as compras de grãos secos de destilaria depois de uma investigação antidumping iniciada por autoridades do país.

Esse quadro de demanda mais fraca da China pela soja está pesando sobre as cotações em Chicago nesta segunda-feira.

Depois de reagir bem a um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sem novidades na sexta-feira, os preços registram uma forte queda na sessão de hoje.

Além da demanda fraca, há ainda as expectativas de novos cancelamentos de compras chinesas de soja dos Estados Unidos, o que pode agravar ainda mais a situação do mercado.

Por volta das 14h28 (horário de Brasília), o vencimento maio era cotado a US$ 13,68, com queda de 24 pontos, e o julho a US$ 13,79, recuando 24,25 pontos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MT produzirá 3,5% a mais

A produção de grãos em Mato Grosso alcançará 29,863 milhões de toneladas na safra 2010/2011. O volume representa expansão de 3,5% sobre o que foi colhido na temporada passada, de 28,855 milhões. Apesar do incremento, o Estado ainda se mantém na segunda posição do ranking nacional, perdendo apenas para o Paraná, com 32,544 milhões de toneladas. No total, serão 9,359 milhões de hectares plantados com os mais variados tipos de grãos. A produtividade média deste ciclo chegará a 3,191 mil quilos por hectare.

Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (6). Aproximadamente 67% do volume produzido vem da produção de soja, chegando a 20,060 milhões de toneladas. No caso da oleaginosa, o aumento foi de 6,9%, ante a produção de 18,766 milhões (t) na safra 09/10.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira, a produção de grãos mato-grossense só não é a maior do país porque não há investimento na infraestrutura para o transporte. Conforme ele, nesta safra, Mato Grosso deveria alcançar 25 milhões (t) de soja, bem à frente dos demais estados. "Temos que considerar que o Estado tem potencial para expandir as lavouras, diferentemente de outras regiões brasileiras".

Além disso, ele aponta que o milho também tem potencial para crescimento. "Deveríamos ter uma produção de 10 milhões (t) a 12 milhões (t)", afirma o presidente da Aprosoja-MT. Por enquanto, a produção de milho no Estado alcançou 7,139 milhões de toneladas, pontuando ainda com uma queda de 12,1% em relação ao resultado da safra anterior, de 8,118 milhões de toneladas. Outra cultura em crescimento é o algodão, cujo aumentou na produção chegou a 79,2%, passando de 583,5 mil toneladas para 1,045 milhão de toneladas de uma safra para outra.

Ao contrário desse cenário positivo, a produção de arroz amarga quedas consecutivas. De acordo com o levantamento da Conab, serão cultivadas nesta safra 687,4 mil toneladas do cereal. Na temporada passada foram 742,7 mil toneladas, 7,4% a menos este ano. O presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz de Mato Grosso (Sindarroz-MT), Ivo Fernandes Mendonça, explica que a valorização das demais culturas enfraqueceu a produção de arroz. "O mercado determina se haverá aumento, ou não, da produção". Conforme ele, a previsão para os próximos anos é que o plantio do arroz no Estado se mantenha estável.

Nacional - A safra de grãos do Brasil, do período 2010/2011, deve ser de 157,4 milhões de toneladas. A produção é de novo recorde, com um aumento de 5,5% ou cerca de 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. A área cultivada também cresceu, com elevação de 3,9%, atingindo 49,2 milhões de hectares, ou seja, 1,8 milhão de hectares a mais.

Fonte: A Gazeta

terça-feira, 5 de abril de 2011

Produtividade brasileira de soja e milho alcança novo recorde

As perdas de produtividade na região Centro-Oeste e Sudeste do país reduziram o potencial da safra atual, mas não impedem que a produção brasileira de soja e milho alcance um novo recorde. Juntos, os dois produtos rendem 104,29 milhões de toneladas na temporada 2010/11 – um incremento de 3,7 milhões de toneladas sobre a produção atingida ano passado (3,6%) –, concluiu a Expedição Safra Gazeta do Povo.

A estimativa tem base nos dados colhidos pelas equipes de técnicos, jornalistas e analistas durante dois meses de viagens por 12 estados brasileiros. O avanço é puxado principalmente pela soja, que ganhou 877 mil hectares extras nesta temporada, com volume de produção projetado em 70,79 milhões de toneladas, contra 67,35 milhões atingidos em 2009/10.

Em Mato Grosso do Sul, onde uma sequência de enxurradas deixou parte das plantações debaixo d’água justamente na hora em que as colheitadeiras chegavam às lavouras, houve estrago em áreas representativas dos municípios de Maracajú, Sidrolândia e São Gabriel do Oeste. O problema atrasou a colheita e também o plantio do milho safrinha.

O produtor César Augusto Ross, de Bandeirantes (Centro-Norte do estado), por exemplo, só conseguiu concluir os trabalhos da safra no último fim de semana, e com produtividade inferior à do ano passado. Ross calcula que tenha deixado de faturar R$ 3,5 milhões com a produção deste ano. “A minha expectativa era colher 3,6 mil quilos por hectare, mas no fim deu 2,7 mil.”

Minas Gerais também registrou perdas, primeiro com falta de umidade (Noroeste) e depois com excesso (Triângulo Mineiro). Em Goiás, houve quebras pontuais, pelo fato de a chuva ter chegado quando a colheita estava avançada. Nos três estados, porém, as perdas se limitaram a cerca de 1,2 milhão de toneladas de soja ante o potencial produtivo, não impedindo o crescimento da produção nacional.

Apesar de certa irregularidade nas chuvas, o verão foi produtivo para os principais estados agrícolas. Paraná e Mato Grosso, que colhem metade da safra de soja, estão retirando do campo 1,45 milhão de toneladas da oleaginosa a mais (recordes 14,6 milhões e 19,5 milhões de toneladas, respectivamente). Houve avanço em todos os estados do Sul e do Centro-Norte. Os índices de produtividade de Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins praticamente alcançam os de Mato Grosso, líder nacional na cultura. Esse quadro é que permitiu à soja abrir vantagem de 3,44 milhões de toneladas, explica o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), que viajou com a Expedição.

As cotações em alta são um alento para os produtores das regiões prejudicadas pelo clima. Em Mato Grosso do Sul, os produtores que recebiam R$ 30 por saca de soja um ano atrás agora fazem as contas com preço médio de R$ 40. A expectativa é que a cotação supere R$ 50/sc no Paraná, um dos últimos estados a vender a safra.

O milho mostrou resistência e teve seu potencial produtivo pouco reduzido, de 35 milhões de toneladas para 33,5 milhões de toneladas, considera a Expedição Safra. Os maiores recuos, no entanto, estão ocorrendo mais em função da queda no cultivo do que por causa do clima. Com redução de 18,5% na colheita – para 5,52 milhões de toneladas –, o Paraná avançou 2,1% em produtividade. Isso porque a área caiu 20,1%. Minas Gerais se tornou líder em milho de verão, com 1,16 milhão de hectares e 6 milhões de toneladas – 3,8% a mais que em 2009/10.

Fonte: Gazeta do Povo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Chineses vão comprar soja direto de MT e de outros cinco estados do país

A China, maior comprador de soja do mundo, quer romper a intermediação das multinacionais norte-americanas que atuam no setor e quer investir na compra de soja diretamento dos produtores de Mato Grosso e de pelo menos outros cinco estados da Federação.

Estão previstos investimentos do segundo país mais rico do mundo em indústrias de esmagamento da oleaginosa, portos (berços de atracagem), infraestrutura, logística, silos, compra de terras.

Além de Mato Grosso, os chineses vão fincar bandeira na Bahia, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e Tocantins. Em resumo, o gigante asiático quer aumentar a presença na cadeia produtiva a partir do Brasil e o território mato-grossense terá papel fundamental nesta expansão.

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso pode ser alvo dos investimentos para aquisição de áreas e na compra de direto da soja.

Para se ter uma noção da \"volúpia\" dos chineses, somente em Goiás os investimentos previstos são da ordem de R$ 12 bilhões, que serão destinados à recuperação de áreas degradadas, compra de 6 mil toneladas por ano e na melhoria da infraestrutura de escoamento do grão.

Outro exemplo da pretensão da China está em curso na Bahia, onde serão investidos R$ 4 bilhões na compra de soja e na instalação de indústrias de beneficiamento, segundo informa o jornal Folha de São Paulo, na edição de ontem (3).


Fonte: Olhar Direto

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Soja realiza lucros e milho continua registrando forte alta

Depois das fortes altas da última quinta-feira por conta dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), hoje a soja realiza lucros na Bolsa de Chicago.

Os principais vencimentos fecharam o pregão noturno em queda de 5 pontos em média. A firmeza do dólar também contribui para o movimento de baixa. Porém, trata-se de uma movimentação natural de correções técnicas depois das altas de quase 40 pontos na sessão de ontem. Na sessão diurna, as cotações estendem essas realizações de lucros e continuam operando no vermelho.

Ontem,o USDA reportou redução nos estoques físicos trimestrais de soja e milho e ainda reduziu em 1% a área destinada ao plantio da oleaginosa. Segundo análise da XP Investimentos, "o mercado da soja referencia um quadro fundamentalista positivo na percepção de que os estoques finais norte-americanos tendem a permanecer restritos também na próxima temporada".

Por outro lado, o milho manteve o significativo avanço registrado ontem e fechou a sessão noturna desta sexta-feira com alta de mais de 40 pontos, estendendo os ganhos de ontem para o pregão diurno desta quinta-feira. O mercado opera com limite de alta expandido para 45 pontos.

Os preços do cereal alcançaram o maior preço em um mês na CBOT frente aos rumores de que o aumento de área de plantio nos EUA - cerca de 5% em relação à safra passada - não será o suficiente para atender a demanda e repor os estoques globais.

"O milho está bastante sustentado pela pecuária e também pela produção norte-americana de etanol. O cereal ainda é uma commodity necessária. Há o consumo por trás de tudo isso", disse Jonathan Bouchet, analista da OTCex Group, de Geneva.

De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Rabobank, enquanto o aumento na área do milho pode ser visto como um fator de pressão negativa nos preços, o cenário é revertido pelos níveis bastante ajustadados os estoques. O boletim informa ainda que as reservas norte-americanas de milho são as segundas menores desde a safra 1995/96.

"A expectativa é de que a produção do novo ciclo não será capaz de repor os estoques, o que deve manter os preços em alta", informou o reporte do banco.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Chuvas prejudicam embarques em Paranaguá/PR

As prolongadas chuvas que tem atingido o litoral paranaense nos últimos meses estão prejudicando a movimentação de mercadorias no Porto de Paranaguá. Neste mês de março, em apenas dois dias não foi registrada chuva. De acordo com o Simepar, dos 268 milímetros de chuva esperados para o período, choveram 541 milímetros. Em fevereiro, o volume também foi considerável. Dos 28 dias do mês, choveram 230 horas. Quando chove, as operações de embarque de granéis e desembarque de fertilizantes fica paralisada.

De janeiro até agora, foram importados 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes. No mesmo período do ano passado, foram importadas 1,2 milhão de toneladas. Nas exportações de granéis (soja, milho, farelo), até o final de março, a Appa movimentou 1,8 milhão de toneladas.

Para tentar minimizar os efeitos da chuva sobre os embarques, a Appa está estudando uma alternativa para cobertura dos berços de atracação do corredor de exportação. O projeto, inédito no mundo, foi desenvolvido por uma empresa de São Paulo e já foi apresentado à Secretaria Especial de Portos. Trata-se de uma cobertura metálica, com lona retrátil, que permite a movimentação de granéis inclusive com chuvas e ventos, impedindo chuvas com inclinação de até 45 graus.

Expansão - A cobertura dos navios está sendo estudada para integrar o projeto de modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá. O Governo do Paraná, através da Secretaria de Infraestrutura e Logística, está trabalhando intensivamente para reconfigurar os portos de Paranaguá e Antonina, com o objetivo de readequá-los às necessidades de mercado.

Hoje, o corredor de exportação do Porto de Paranaguá permite que três navios atraquem simultaneamente. Cada navio é abastecido por dois shiploaders, cada um com capacidade nominal de 1,5 mil toneladas por hora. Isso significa que o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá tem uma capacidade nominal de embarque, por hora, de nove mil toneladas. Em dias sem chuva, o Porto de Paranaguá consegue embarcar até 100 mil toneladas de granéis.

O projeto de modernização do Corredor de Exportação prevê a construção de píers em forma de T, paralelos ao cais existente, e que possibilitará a atracação de quatro navios simultaneamente. Cada um dos berços terá dois shiploaders, com capacidade nominal de 2 mil toneladas por hora cada um, permitindo que o porto amplie a capacidade nominal de embarque do corredor de exportação das atuais 9 mil toneladas/hora para 16 mil toneladas hora.

Além disso, o novo corredor permitirá que o Porto de Paranaguá receba navios de grande porte, chamados de “cape size” e que embarcam cerca de 110 mil toneladas de grãos. Os demais três berços serão feitos para receber navios “Post Panamax”, que embarcam cerca de 75 mil toneladas de granéis. Hoje, o Porto recebe graneleiros que embarcam, no máximo, 70 mil toneladas de granéis.

Fonte: APPA