Jesus

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

AGRONEGÓCIO: SECA NOS EUA TRAZ EFEITO "DEMOLIDOR" AO PREÇO DAS COMMODITIES

Em entrevista à Agência SAFRAS, na sede da Sociedade
Nacional de Agricultura (SNA), no Rio de Janeiro, o coordenador do Centro de
Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues,
confidenciou que a seca nos Estados Unidos, acrescida de problemas climáticos
na Rússia e Ucrânia, proporcionou, além da quebra de produção nas safras de
milho, soja e trigo, a constatação de que o mundo não dispõe de uma
política de segurança alimentar. "A estiagem norte-americana trouxe um efeito
demolidor, com uma alta de preços para as commodities no mundo. Isso garantiu
renda aos produtores de grãos, mas levou dificuldades para quem depende deles
para a produção de carnes, como o setor lácteo, avícola e suinícola, que
não conseguiram fazer um repasse de preços oriundos desses maiores custos",
comenta.
Rodrigues afirma que a situação da suinocultura já mostra sinais de
melhora, por conta do abate de matrizes e ajuste da oferta, o que não tem sido
possível aos setores de aves e leite. "Esses segmentos ainda enfrentam grandes
dificuldades", detalha.
O ex-ministro da Agricultura sinaliza ainda que dois setores enfrentam
grandes dificuldades no momento: o de suco de laranja e o de cana-de-açúcar.
"O primeiro segmento enfrenta uma queda no consumo mundial, por conta da crise
financeira e da maior opção de oferta de sucos, pela produção elevada e
pelos elevados estoques existentes. Já a cana vem sofrendo com a falta de
estratégicas, tanto do governo quanto da iniciativa privada, no que tange a
produção. Houve uma alavancagem de usinas, mas a cana vem remunerando mal, o
que também ajuda a explicar esse quadro de dificuldade", avalia.
De modo geral, Rodrigues ressalta que os demais setores do agronegócio
vivem um bom momento, com uma tendência de continuidade deste cenário também
para 2013.

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