Jesus

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Seca já ameaça contratos futuros

A seca ameaça o cumprimento de contratos futuros de venda de grãos no Estado. Atraídos pelos bons preços em 2011, produtores e cooperativas venderam, pelo menos, 15% da safra de milho de forma antecipada. Agora, com a quebra irreversível de 25,17% da produção, muitos não terão o que entregar às tradings a partir de março. A situação se agrava na medida em que o estrago avança na soja, onde o percentual de venda nessa modalidade chegou a 40% no ciclo 2011/2012.

Hoje, a Emater revisará para baixo a previsão de colheita da oleaginosa, estimada em 9,88 milhões de toneladas. No Interior, especialistas já especulam uma colheita ao redor de 7 milhões de toneladas. A impossibilidade de honrar o contrato traz prejuízo duplo ao campo. Além da frustração da receita, o produtor geralmente tem de cobrir a diferença entre o preço previamente acertado e o valor que a trading será obrigada a pagar pelo grão no mercado para manter seus embarques, explica Farias Toigo, diretor da Capital Corretora. Dependendo do contrato, o produtor pode pagar multa ou ele mesmo adquirir a matéria-prima de terceiro para garantir a entrega.

Por isso, o economista e professor da Unijuí, Argemiro Luis Brum, aconselha que, mesmo com preço atraente, a negociação antecipada se limite a 30% da produção. Assim, dificilmente o agricultor precisará romper o negócio, já que é bastante incomum uma quebra superior a 70%. Brum considera a venda futura um eficiente mecanismo de proteção de preço e avalia que o produtor gaúcho agiu certo, mas deu azar. "Nunca se vendeu tanto antecipado no RS. Foi uma atitude acertada, mas, infelizmente, aconteceu esse azarão do clima."


Fonte: Correio do Povo

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