Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



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quinta-feira, 21 de março de 2013

Dólar sobe a R$ 1,992, na contramão da queda no exterior


O dólar à vista fechou ontem em alta ante o real no mercado de balcão, a despeito do movimento de baixa da moeda americana ante outras divisas no exterior. Lá fora, os investidores dividiram suas atenções entre a crise no Chipre e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A expectativa de que a Rússia possa ajudar o Chipre a evitar o colapso do setor financeiro trouxe desde cedo um viés de alta para os ativos com maior risco, como as ações, enquanto o dólar foi pressionado para baixo. No Brasil, porém, a saída líquida de dólares durante a sessão e os dados sobre o fluxo cambial em março e no ano fizeram o dólar à vista subir 0,25%, para R$ 1,9920 no balcão. Em março, até o dia 15, houve saída líquida de US$ 990 milhões do País. No ano, o saldo líquido de fluxo cambial é negativo em US$ US$ 3,481 bilhões.
Ontem à tarde, o Fed corroborou o otimismo dos investidores no exterior. Em pronunciamento, o presidente da instituição, Ben Bernanke, afirmou que o crescimento da economia dos EUA tem sido mais lento do que a queda no desemprego, mas alertou que o ritmo do programa de compra de bônus só será alterado quando houver melhora significativa no mercado de trabalho. Com isso, o índice Dow Jones subiu 0,39%, o S&P 500 teve alta de 0,67% e o Nasdaq avançou 0,78%.
Apesar dos ganhos em Nova York, o mercado de ações brasileiro voltou a fechar em baixa e quase perdeu o nível de 56 mil pontos. O Ibovespa encerrou em queda de 0,59%, aos 56.030,03 pontos, penalizado pelo setor elétrico e pela Petrobrás. A notícia de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu a base de remuneração da Cemig para o terceiro ciclo de revisão tarifária trouxe receios de que isso possa ocorrer com outras companhias. Cemig PN recuou 13,95%.
No mercado de renda fixa, os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Empregados (Caged), divulgados à tarde pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trouxeram um viés de alta para as taxas dos contratos futuros de juros. A geração de 123.446 novos postos de trabalho em fevereiro no Brasil superou a previsão do mercado, que esperava resultado próximo de 100 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.

terça-feira, 12 de março de 2013

Câmbio é flutuante, mas BC está pronto para atuar, diz Tombini



SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez um discurso em defesa do regime cambial brasileiro e defendeu que a evolução do real nos últimos meses é comparável com outras moedas internacionais. Apesar do discurso de que nada de diferente acontece com a moeda brasileira, ele voltou a falar em "instrumentos contra choques para usar em várias situações". "Podemos dar liquidez ao mercado", disse e citou como exemplo o mercado de câmbio futuro. Nesse segmento, o BC voltou a atuar ontem e segurou as cotações do dólar acima de R$ 1,95.

Às 14h30, a moeda americana é negociada a R$ 1,9620, em alta de 0,20% em relação ao fechamento de ontem. Até este horário, não houve intervenção do Banco Central no mercado de câmbio.
Em evento na capital polonesa, o presidente do Banco Central ainda rechaçou as críticas do mercado de que o câmbio não é flutuante no Brasil. "O câmbio no Brasil é flutuante. É flutuante sim". Ao apresentar um quadro com a evolução da volatilidade do real, Tombini argumentou que o que aconteceu com o real nos últimos meses é bem parecido com o visto com o peso mexicano, o rublo russo e o dólar australiano.
Choques externos
Ele reiterou que a política de câmbio no Brasil constitui a primeira linha de defesa do governo brasileiro contra choques internos e externos. Segundo o presidente do BC, as reservas internacionais (US$ 375,5 bilhões, dados de ontem) propiciam uma situação confortável para o Brasil e os estímulos monetários já adotados vão ajudar na recuperação da economia. Tombini destacou ainda que a confiança e o menor nível de estoques ajudarão no crescimento industrial.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Analistas acreditam em alta da inflação em 2013, para 5,70%


As projeções de analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 recrudesceram depois de duas semanas seguidas de redução. Segundo relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira, a mediana das estimativas para o índice de inflação oficial do País passou de 5,69% para 5,70% neste ano. Para 2014, a expectativa mediana seguiu em 5,50%.


Para o curto prazo, os economistas também elevaram as estimativas e agora acreditam que o índice encerrará fevereiro em 0,45%. Estava em 0,43% na semana passada. Um mês atrás, no entanto, a taxa era de 0,40%. Para março, não houve alterações e a projeção é de que o IPCA encerre este mês em 0,43%. Ainda assim, a expectativa está mais alta do que a vista há quatro semanas, de 0,40%.Um salto maior foi visto nas previsões para o IPCA suavizado para o prazo dos próximos 12 meses, com a mediana subindo de 5,49% para 5,62%. Vale ressaltar que há quatro semanas esta projeção estava em 5,47%.
Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir sobre o rumo da taxa básica de juros, o mercado financeiro fez apenas uma alteração em suas projeções - e apenas para 2014. Segundo relatório de mercado Focus, a mediana das estimativas para a Selic de 2013 seguiram em 7,25% ao ano, taxa atual, pela 16ª semana consecutiva. Para 2014, também foi mantida a projeção mediana de 8,25% ao ano - patamar verificado há 10 semanas seguidas. No caso da Selic média, a taxa também foi mantida em 7,25% ao ano pela 16ª semana. Para 2014, no entanto, foi vista uma elevação, de 8,25% ao ano para 8,30% ao ano. Há um mês, a mediana para este indicador estava em 8,21% ao ano.
Crescimento menor
Depois do fraco resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, de 0,9%, conhecido na semana passada, analistas do mercado financeiro revisaram para baixo a perspectiva de crescimento da economia brasileira em 2013. A mediana das projeções para este ano, segundo relatório de mercado Focus passou de 3,10%, taxa também vista um mês atrás, para 3,09% agora.
Para 2014, porém, houve uma elevação, com a taxa mediana saindo de 3,60% na semana passada para 3,65% agora. Há quatro semanas, porém, a projeção era maior: de um crescimento de 3,70% no ano que vem. Estes números da Focus para o PIB foram fortemente influenciados pelas estimativas dos analistas para a produção industrial. Eles agora preveem uma alta de 2,86% para o setor manufatureiro este ano ante uma expectativa de expansão de 3,10% verificada na semana passada e de 3,17% vista um mês atrás. Já para 2014, os economistas voltaram a elevar suas projeções. A mediana passou de 3,50% para 3,75% de uma semana para outra, superando, inclusive, a marca de 3,70% que constava do documento de um mês atrás.
Comércio
Mais uma vez, analistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o saldo da balança comercial neste e no próximo ano. A projeção mediana é de que a diferença entre exportações e importações seja de US$ 15 bilhões em 2013 ante estimativa anterior de um saldo de US$ 15,20 bilhões e de US$ 15,50 vista um mês atrás. Para 2014, a tendência tem sido de baixa também. A mediana das projeções estava positiva em US$ 16 bilhões há quatro semanas, caiu para US$ 15,60 bilhões na semana passada e agora está em US$ 14,50 bilhões.
O prognóstico se deteriorou apesar da estabilidade vista nas estimativas para o câmbio. Segundo a Focus, o dólar deve encerrar 2013 cotado em R$ 2,00, o mesmo nível visto uma semana atrás, mas inferior aos R$ 2,05 de um mês. Para 2014, a projeção mediana foi mantida em R$ 2,05 como no último documento. Vale lembrar que estava em R$ 2,07 um mês atrás. Também não houve oscilações para o câmbio médio de 2013, que seguiu em R$ 2,00, nem para o de 2014, que continuou em R$ 2,04.
No caso do déficit em conta corrente, a Focus apresentou tendências diferentes para este e o próximo ano. Para 2013, o rombo diminuiu de US$ 63,10 bilhões para US$ 62,90 bilhões. Há um mês, o documento revelava que a mediana estava em US$ 62,65 bilhões. Para 2014, a perspectiva agora é de um déficit de US$ 70 bilhões ante um resultado negativo de US$ 68,35 bilhões visto na semana passada. Um mês atrás, a perspectiva era de um déficit de US$ 70 bilhões.
O financiamento desses rombos não será totalmente coberto pelo fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED), na opinião dos analistas consultados pelo Banco Central. De acordo com eles, o ingresso desses recursos deve ser de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano. Este patamar está imóvel na Focus há 12 semanas, no caso de 2013, e há 29 semanas, no de 2014. Já para a relação dívida/PIB, foi mantida a expectativa de uma taxa de 34,50% para 2013, a mesma verificada na semana passada. A projeção para esta relação estava em 34,00% um mês atrás. Para 2014, a taxa passou de 33,20% para 33,23%, maior do que o patamar de 33,10% visto há um mês.
FONTE: Estadão PME 

FECHAMENTO EM 04-03-2013
Dólar R$ 1,9715 (-0,4840)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+27,014,91
MAY13 (+19,6) 14,63
JUL13 (+17,2) 14,44
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (-3,6) 7,20
MAY13 (-8,0) 7,00
JUL13 (-7,4) 6,79
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 14,40




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chicago: Soja devolve parte das perdas, mas ainda opera em queda


Os futuros da soja operam do lado negativo da tabela nesta quarta-feira (6) em Chicago. Por volta das 14h50 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com dois dígitos de baixa, perdendo mais de 12 pontos. Ao longo dos negócios, a soja chegou a perder mais de 18 pontos. Esse recuo nos preços, segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, é reflexo de um movimento técnico de realização de lucros por parte dos investidores, após as altas registradas recentemente. 

A realização de lucros é estimulada ainda por novas previsões climáticas indicando possíveis chuvas para a região Sul do Brasil e Argentina o que poderia amenizar o stress hídrico das lavouras, pressionam para baixo para as cotações na CBOT. Segundo Stefan Tomkiw, analista da Jefferies Corretora, de Nova York, trata-se de um sistema de chuvas previsto para a segunda quinzena de fevereiro. "Isso está retirando um pouco do prêmio climático que foi adicionado nessa última semana por conta dessa insistência de um padrão climático mais árido e, por isso,  hoje trabalha um pouco mais pressionado", explicou. 

Além disso, nos últimos dias o mercado não conseguiu ultrapassar a barreira técnica e psicológica dos US$ 15 por bushel, conforme explica o consultor. E para que esse patamar seja superado seriam necessárias novas notícias para dar fôlego às cotações, haja vista que o fundamento de clima seco na Sul do Brasil e na Argentina começa a perder força no mercado de commodities agrícolas. 

“Para termos uma continuidade no crescimento precisaríamos ter indicativo que na segunda quinzena de fevereiro o clima na Argentina continua seco e quente e que daria oportunidade para uma pressão altista. E também notícias novas, como a liberação das importações pela China em grandes volumes, o que faria com que o país entrasse comprando volumes maiores de milho e soja”, afirma Brandalizze.

Do mesmo modo as possíveis importações de grãos por parte da Rússia, que é um grande exportador, devido aos baixos estoques e a pressão nos preços no mercado interno também poderiam contribuir para uma sustentação nas cotações em Chicago. 

O consultor ainda sinaliza que, nos atuais patamares de US$ 14,50 para a soja, nos meses mais curtos, já está dentro do patamar de projeção de perdas na produção argentina e possíveis elevações na estimativa da safra brasileira. “As perdas já estão praticamente absorvidas e não tem grandes forças sobre o mercado em Chicago”, ratifica Brandalizze.

Em decorrência desse cenário, a expectativa é que o relatório de exportações semanais dos EUA que será divulgado amanhã (7), pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) seja altista para os preços da oleaginosa. As perspectivas que os embarques da soja permaneçam acima das projeções do órgão.

Por outro lado, no caso do milho a tendência é que o departamento aponte que as exportações semanais continuam lentas e abaixo das expectativas. “No milho, á se trabalha que no relatório de oferta e demanda o USDA aumente os estoques norte-americanos e reduza os volumes de exportações. A situação é inversa na soja, uma vez que o órgão deve indicar que os embarques permanecem em ritmo acelerado”, ressalta Brandalizze. 

Sustentação - Apesar de vir registrando algumas quedas pontuais, os fundamentos de oferta e demanda ainda são muito positivos e oferecem suporte aos preços da soja no mercado internacional. Os problemas climáticos que poderão resultar em uma menor safra da América do Sul resultam nos temores de uma falta de soja nos mercados consumidores, os quais podem ser agravados por uma logística ainda defasada principalmente no Brasil. 

Para o consultor de mercado Liones Severo, em um comentário feito no Fala Produtor no Notícias Agrícolas, "o fator mais importante do mercado atual é a falta do produto nos mercados de consumo por oferta reduzida americana de demora de embarques no Brasil. Portanto, a frequente chuva do centro-oeste é mais importante que chuvas na Argentina". 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio e Carla Mendes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Soja sobe após fim de semana quente e seco na Argentina


O tempo continua seco na Argentina e as preocupação seguem crescendo a cerca de uma produção menor no terceiro maior exportador mundial de soja. E ainda focado no clima da América do Sul, os negócios com a commodity na Bolsa de Chicago iniciaram a semana operando com expressivas altas na sessão desta segunda-feira (4). Por volta de meio-dia (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam mais de 13 pontos. 

Na última sexta-feira (1), as principais regiões produtoras ao norte do país receberam chuvas pouco volumosas, de 3 a 19 mm, de acordo com informações do instituto Meteorlogix. Entretanto, no final de semana os dias voltaram a ficar secos e registrando altas temperaturas. 

Ainda segundo o instituto de meteorologia, a previsão é de que o tempo continue assim até o meio desta semana, com as temperaturas podendo chegar a 35 graus. Há mais de 20 dias não chove em importantes locais de produção e as plantações se encontram em um estágio determinante de desenvolvimento, o que agrava essas preocupações sobre as perdas. 

Além disso, as adversidades climáticas no Brasil também estimulam as altas. As regiões produtoras do Sul do Brasil continuam sofrendo com a falta de chuvas enquanto no Centro Oeste, principalmente no Mato Grosso, o excesso das precipitações atrasa a colheita da soja. 

Na última sexta-feira (1), o mercado contou ainda com a informação de que os estoques de soja na China estariam baixos e poderiam cair ainda mais. Segundo uma agência do governo da China, as reservas atuais do país são de aproximadamente 5 milhões de toneladas e, em março, esse número deverá recuar para 4 milhões em março. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

EUA poderá ter que importar soja da América do Sul, diz analista

As margens de esmagamento de soja melhoraram na China, maior comprador mundial da oleaginosa, e incentivaram um aumento das importações por parte do país tanto nos Estados Unidos quanto na América do Sul, segundo informou o órgão oficial de pesquisa chinesa nesta sexta-feira (18). Os dados só confirmam o bom momento da demanda não só chinesa, mas mundial, por soja, o qual não deverá dar sinais de desaquecimento daqui para frente.

Porém, paralelamente, são tempos de uma oferta muito ajustada, com estoques globais historicamente baixos. Hoje, praticamente a única oferta de soja disponível no mercado é a dos Estados Unidos e, segundo Daniel D'Ávilla, analista da corretora New Edge, de Nova York, o país já exportou 90% do volume para vendas externas projetado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Frente a isso, já há uma preocupação de que, mais adiante, o país teria que importar soja da América do Sul para continuar suprindo a demanda.

"Ou se diminui bastante o ritmo de esmagamento ou de exportações, ou os EUA vão precisar de soja. Os estoques reportados serão muito menores e eles vão precisar, de repente, até mesmo importar soja. Essa será uma equação que precisará ser fechada", diz D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo departamento indicaram que os exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina, segundo explicou o analista.

Na quinta-feira (17), o USDA anunciou uma venda de 240 mil toneladas de soja a destinos não revelados, que segundo analistas há uma grande probabilidade de se tratar da China. Além disso, em seu relatório de registro de exportações, informou que as vendas semanais norte-americanas totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas, a maior desde outubro do ano passado. Desse total exportado na semana encerrada no dia 10 de janeiro pelos EUA, 845,6 mil toneladas foram adquiridas pela China.

O CNGOIC (Centro Nacional de Informações Sobre Grãos e Óleos da China) informou ainda que, na semana passada, os chineses importaram um total de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas de soja em grão de seus três principais fornecedores: EUA, Brasil e Argentina.

"Inicialmente, as esmagadoras reservaram menos carregamentos para entrega em fevereiro e março, mas tal volume poderia não atender à demanda com a melhora recente das margens de esmagamento", informou o centro em uma nota oficial divulgada em seu site.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Grãos: Depois de semana positiva, mercado opera de lado nesta sexta-feira

O mercado internacional de grãos caminha de lado nesta sexta-feira (18), movimento típico de final da semana e frente a um feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, 21 de janeiro. Os futuros da soja, do milho e do trigo já operaram em alta no pregão de hoje, porém, por volta das 15h (horário de Brasília), a soja já se mostrava do lado negativo da tabela, o milho próximo da estabilidade e o trigo em território misto.

A semana termina com muitos fatores influenciando o mercado, alguns de forma positiva, outros de forma negativa, o que traz volatilidade aos negócios, ainda mais diante de fim de semana prolongado. "Temos os problemas climáticos na Argentina, as expectativas para uma boa safra brasileira e a demanda da China aparecendo, tudo isso impactando o mercado de uma certa forma", conforme explicou Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge Corretora, direto de Nova York.

As cotações, durante essa semana, foram influenciadas ainda pela entrada dos fundos de investimento no mercado. O movimento estimulou a alta dos preços, porém, se deparam com patamares de resistência no mercado - na casa dos US$ 14,40, como afirmou D'ávilla - e acabaram iniciando movimentos de realização de lucros. "Neste cenário, a tendência é de o mercado apresentar muita volatilidade, mas sem mudar muita coisa", diz.

Para o analista, o mercado poderia romper essa resistência diante da continuidade da demanda chinesa por soja e de mais compras por parte dos fundos de investimento. Até agora, os Estados Unidos já exportaram 90% do volume estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas e ainda poderão precisar até mesmo importar soja.

"Nós sabemos que o Brasil entrará com muita soja, mas também terá problemas de logística, e a Argentina, que teria uma safra cheia, já começa a apresentar problemas. A tendência é de que nós possamos ver os preços recuando quando o Brasil entrar com sua oferta, mas de acordo com a velocidade de exportação esses preços podem voltar a subir novamente", alerta D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo USDA indicaram a opção dos exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Grãos: Mercado recua em Chicago com sessão de realização de lucros nesta 5ª

Os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam a quinta-feira (17) em queda na Bolsa de Chicago. Após uma sessão bastante volátil, o mercado internacional de grãos registrou terminou o dia do lado negativo da tabela sentindo a pressão de uma realização de lucros que veio depois das expressivas altas acumuladas nas primeiras sessões desta semana. Ao longo do dia, os preços da soja até tentaram emplacar novas altas, as quais não foram sustentadas.

Outra informação que pesou sobre as cotações da soja neste pregão foram as de chuvas na Argentina nas últimas 24 horas. As precipitações chegaram em importantes regiões produtoras que vinham sofrendo com a seca e acabaram estimulando ainda mais o recuo dos preços.

Por outro lado, os dados de exportações semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que mostraram uma expressiva recuperação das vendas norte-americanas, não só de soja em grão, mas também de farelo e óleo, limitaram o potencial de baixa dos preços. As exportações de soja dos Estados Unidos na semana encerrada no dia 10 de janeiro totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas. O volume foi bem maior do que o registrado na semana anterior, de apenas 321,8 mil toneladas, e ficou acima do esperado pelo mercado. Como tradicionalmente acontece, a China foi o principal comprador da soja norte-americana, adquirindo 845,6 mil toneladas.

"Hoje (17), os números do novo relatório semanal de registros ficaram acima do esperado. O mercado ainda não encontrou um nível de racionamento do consumo, que permanece crescendo e os preços se mantêm em alta”, explica o analista de mercado Flávio França, da Safras & Mercado.

Os dados de exportações semanais foram muito positivos também para o milho e o trigo. Os números aumentaram consideravelmente em relação à semana anterior e, assim como para a soja, acabaram limitando as perdas em função da realização de lucros.

No caso da soja, os analistas afirmam que o mercado ainda possui fôlego para subir mais e dar continuidade à recuperação iniciada essa semana. O principal fator que deverá atuar como trampolim para essas novas altas deverá ser os fundamentos de oferta e demanda. Ao passo em que o consumo mundial de soja aumenta, os estoques vão sendo reduzidos e a única oferta disponível no mercado ainda é a norte-americana. As especulações sobre o andamento da clima na América do Sul ajudam a sustentar os ganhos no mercado internacional.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Chicago: Soja, milho e trigo fecham com baixas de dois dígitos

Nesta quarta-feira (26), a soja fechou o dia com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Os principais contratos negociados da oleaginosa no mercado internacional encerraram a sessão perdendo mais de 15 pontos. Milho e trigo também recuaram.

O mercado passou por mais um movimento de realização de lucros com os investidores operando ainda na defensiva à espera de novidades, principalmente em relação à nova safra da América do Sul. A tendência, segundo analistas, é de que os traders reduzam sua exposição ao risco frente ao final do ano e, depois do Natal, o volume de negócios é menor.

Os preços da soja registraram esse forte recuo mesmo depois do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter reportado a venda de 108 mil toneladas de soja para destinos não conhecidos e mais 115 mil toneladas para a China.

Assim como a soja, os futuros do milho e do trigo também fecharam a sessão com perdas de dois dígitos. De acordo com analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg, o trigo caiu ao menor patamar de preços em cinco meses e o principal fator de pressão negativa para o mercado do milho foi a demanda ainda bastante lenta para o produto norte-americano.

Os números de exportações semanais norte-americanas de milho confirmaram esse mau desempenho das vendas e o momento de procura pouco expressiva pelo milho dos EUA, com a demanda focada no grão da América do Sul.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Soja: Demanda aquecida por grão e derivados impulsiona altas

Nesta sexta-feira (14), a soja opera com expressivas altas na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h (horário de Brasília), as posições mais próximas registravam ganhos de mais de 13 pontos. O vencimento janeiro/13 já se aproximava dos US$ 15 por bushel, operando a US$ 14,90, com alta de 13,75 pontos.

A demanda aquecida pela soja norte-americana, praticamente a única disponível no mercado, tem sido o principal suporte de pressão para os preços. Nesta quinta-feira (13), o USDA reportou as exportações semanais dos EUA em mais de 1 milhão de toneladas, e o volume ficou bem acima das expectativas do mercado. A China, como tradicionalmente acontece, foi a principal compradora da commodity.

"O movimento de alta permanece enquanto a demanda nos Estados Unidos estiver presente. Para este período onde os estoques nos Estados Unidos estão apertados, com qualquer demanda fora do esperado, os mercados reagem", disse Mário Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora.

Além disso, nesta sexta, o Nopa (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosa dos EUA), deverá divulgar os números sobre o esmagamento de soja em novembro nos EUA e já se espera que seja maior do que o mês anterior, expectativa que também motiva a altas das cotações na sessão de hoje.

De acordo com Mariano, espera-se que o esmagamento chegue a 4.300 milhões de toneladas, contra 4.200 milhões do mês anterior. "Isso quer dizer que a demanda também por farelo está um pouco mais aquecida e favorece o avanço de hoje".


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 27 de novembro de 2012

RISCOS DE PRODUÇÃO PODEM ELEVAR PREÇOS GLOBAIS - OIL WORLD

Os preços da soja e outras oleaginosas estão subvalorizados
devido aos riscos de produção na América do Sul e a projeção de estoques
menores do que o normal no começo de 2013, de acordo com a Oil World,
publicação alemã especializada em oleaginosas.
Os estoques mundiais da soja deverão recuar para 49,3 milhões de
toneladas no primeiro trimestre de 2013, ante aos 70,1 milhões de toneladas no
mesmo período do ano anterior, o menor nível dos últimos cinco anos, aponta
publicação sediada em Hamburgo.
Os estoques irão recuar para 39% do nível de consumo de setembro a
fevereiro, comparado aos 55% do ano anterior, segundo a Oil World. Os baixos
estoques tornarão os consumidores "fortemente dependentes" da oferta da
América do Sul, afirma a publicação em nota.
"Praticamente não existe amortecimento contra importantes problemas de
safra causados por condições climáticas adversas na América do Sul", aponta
a Oil World. "Há uma necessidade urgente de disposição rápida da oferta da
nova safra sul-americana muito cedo na temporada. Atrasos na colheita e, em
particular, qualquer restrição logística poderão ser problemáticas para os
consumidores", completa.
Atrasos da chega da produção da América do Sul no mercado poderá
acionar um "rali dos preços impulsionado pela demanda", de acordo com a Oil
World.
Os estoques de soja dos Estados Unidos deverão cair para 29,5 milhões de
toneladas até 01 de março, ante aos 40 milhões no mesmo período do ano
anterior, enquanto os estoques da China deverão totalizar 10,8 milhões de
toneladas, o menor nível em quatro anos. Isto se compara aos 15,3 milhões de
toneladas em 2012.
No Brasil, os estoques de soja até 01 de janeiro estão estimados em 1
milhão de toneladas ante aos 5,4 milhões de toneladas no começo de 2012.

América do Sul

"As exportações na segunda metade desta safra irão depender do
resultado da produção de soja da América do Sul, o começo e o andamento dos
trabalhos de colheita, o ritmo de vendas dos produtores, assim como a
logística", disse a Oil World.
A produção de soja nos cinco países da América do Sul, incluindo o
Brasil e Argentina, deverá crescer para 149,2 milhões de toneladas no próximo
ano, ante as 116,6 milhões de toneladas em 2012, escreve a Oil World.
A safra de soja do Brasil deverá avançar para 81 milhões de toneladas,
comparado as 66,8 milhões de toneladas, enquanto a produção da Argentina é
projetada em 54 milhões de toneladas, ante as 40,5 milhões de toneladas da
safra anterior. Já o Paraguai poderá produzir 8,6 milhões de toneladas. ante
as 4,5 milhões de toneladas anteriores.
Estragos com enchentes na Argentina poderão manter a área de cultivo de
soja abaixo da intenção de plantio, enquanto o clima foi desfavoravelmente
seco nos Estados produtores do sul do Brasil, segundo a Oil World.
"Poderá ser muito perigoso para os consumidores, caso os estoques caiam
demais antes do começo da colheita na América do Sul, uma vez que poderá
demorar mais do que o esperado até que um volume suficiente da nova safra
chegue ao mercado", afirma a Oil World em nota.

Exportações

Estima-se que as exportações mundiais de soja no período setembro a
fevereiro deverão cair para 40,7 milhões de toneladas, ante aos embarques de
42,8 milhões de toneladas, nota a publicação. As exportações dos Estados
Unidos irão saltar para 29,5 milhões de toneladas, comparado as 24,5 milhões
de toneladas embarcadas nos seis meses do ano anterior, enquanto as entregas da
América do Sul deverão recuar para 7,4 milhões de toneladas, ante as 15,4
milhões exportadas anteriormente.
Os embarques no período de março a agosto do próximo ano deverão
crescer para 59 milhões de toneladas, ante as 52,1 milhões de toneladas
anteriores. As exportações da América do Sul deverão atingir 51,1 milhões
de toneladas, acréscimo quando comparado as 37,2 milhões de toneladas,
enquanto os embarques dos Estados Unidos deverão recuar para 6,3 milhões de
toneladas, comparado as 12,6 milhões de toneladas em período correspondente do
ano anterior. As informações partem de agências internacionais.


Fonte: Safras e Mercado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MERCADO: SOJA TEM DIA LENTO E COM PREÇOS NOMINAIS NA VÉSPERA DO USDA

O mercado brasileiro de soja teve um dia lento, com
negócios pontuais sendo registrados no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso. Os
preços, apesar de na sua maioria serem nominais, recuaram nas principais
praças do país, acompanhando o comportamento da Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT).
Amanhã, a tendência é de um dia arrastado, com os participantes
absorvendo os números que serão divulgados pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 74,00 para R$ 72,00.
Na região das Missões, o preço da saca baixou de R$ 73,50 para R$ 71,50. No
porto de Rio Grande, os preços passaram de R$ 75,50 para R$ 73,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 75,00 para R$ 74,00 por
saca. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 71,00 por saca,
repetindo o valor de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço estabilizou em R$
70,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 76,00, mesmo valor da terça.

Chicago

Os preços da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). A exemplo do que predominou ao longo da semana,
os participantes buscaram um melhor posicionamento frente ao relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na
quinta, às 9h30min.
O mercado esteve sob pressão, com os agentes tentando antecipar uma
possível elevação nas estimativas de produção e de oferta dos Estados
Unido, no quadro de oferta e demanda que será divulgado amanhã.
Os contratos da soja em grão com vencimento em novembro fecharam com baixa
de 26,75 centavos a US$ 15,23 1/4 por bushel. A posição janeiro encerrou com
perda de 25,50 centavos de dólar a US$ 15,23 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição outubro do farelo teve preço de US$ 470,10
por tonelada, com baixa de US$ 8,00. Os contratos do óleo com vencimento em
outubro fecharam a 50,17 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,65
centavo frente ao fechamento anterior.

USDA

O relatório de outubro deverá elevar a projeção de safra americana em
2012/13, mas reduzir a projeção para os estoques finais.
Corretores e analistas consultados por agência internacionais apostam em
produção de 2,770 bilhões de bushels (75,4 milhões de toneladas), contra
2,634 bilhões (71,7 milhões) projetados no mês de setembro. A produtividade
deverá subir de 35,3 bushels por acre para 37 bushels por acre. Se confirmada a
estimativa, a elevação deverá ser de 5,2%.
Em relação aos estoques de passagem, a previsão é de número de 134
milhões de bushels em 2012/13. No final de setembro, quando da divulgação do
relatório de estoques trimestrais, o USDA indicava carryover de 169 milhões de
bushels.
As chuvas do final de agosto e do início de setembro melhoraram as
condições das lavouras americanas, que foram muito prejudicadas pela dura
estiagem que persistiu durante boa parte do desenvolvimento da planta. Durante a
colheita, que está em andamento, foram reportados rendimentos acima dos
esperados anteriormente, o que, para analistas, deverá forçar esta revisão no
número de produção do Departamento.
Diante desta expectativa, os preços da soja acumularam perdas na Bolsa de
Mercadorias de Chicago nos últimos dias, com os participantes tentando
precificar este sentimento de safra maior que a esperada inicialmente. A grande
dúvida do mercado é saber o tamanho desta revisão.
Os agentes também querem avaliar de que forma o USDA fará seus ajustes no
quadro de oferta e demanda. A projeção é de um quadro ainda apertado,
principalmente em decorrência da forte demanda externa pela soja americana. A
perspectiva é de os números de esmagamento e exportação sejam elevados. O
mercado aposta em estoques acima dos divulgados no relatório de setembro, mas
abaixo do previsto no final do mês passado, quando divulgado os estoques
trimestrais.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,29%, a
R$ 2,0400 para compra e R$ 2,0420 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou
entre a mínima de R$ 2,0320 e a máxima de R$ 2,0430.


Fonte: Safras e Mercado.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Com fundamentos e financeiro, soja fecha o dia no misto na CBOT

A soja fechou o dia em território misto nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Os contratos mais próximos fecharam o pregão regular no azul enquanto os vencimentos mais distantes recuaram. O mercado foi influenciado pelos fundamentos e pelo comportamento do mercado financeiro.

O quadro fundamental continua altista, principalmente no curto prazo. A demanda ainda se mantém firme e crescente diante de uma oferta cada dia mais ajustada. Os estoques da oleaginosa vêm sendo reduzidos a cada dia em função do aumento das vendas por parte de importantes fornecedores mundiais de oleaginosa, como o Brasil e os Estados Unidos.

Além disso, a produção na América do Sul desta temporada foi seriamente comprometida por uma severa estiagem causada pelo fenômeno climático La Niña. A seca cortou drasticamente a produtividade das lavouras brasileiras e argentinas, tornando a oferta mundial de soja ainda mais escassa.

Por outro lado, o mercado futuro da oleaginosa já começa a ver as boas expectativas para a próxima safra. Há a previsão de uma safra cheia nos Estados Unidos e de um aumento da área destinada à commodity no ciclo 2012/13, além da esperada recuperação da colheita sulamericana.

Confirmando essas estimativas, a Oil World divulgou nesta terça-feira (15) uma projeção de aumento de 16% da safra mundial de soja no próximo ano. Esse aumento deverá se dar em função dos melhores resultados tanto na América do Sul quanto dos EUA. Esta maior oferta, portanto, poderia dar espaço para uma nova retração dos preços mesmo com expectativas que apontam a continuidade da demanda sustentada.

A relação do mercado da soja com a situação da macroeconomia voltou a se estreitar. As indefinições que aterrorizam os investidores e os deixam cada dia mais avessos ao risco refletem diretamente no mercado de commodities agrícolas, ativos bastante voláteis.

Nesta quarta-feira, os negócios voltaram a caminhar por um viés negativo por conta da situação da crise na Europa. De acordo com a agência Reuters, os papéis do setor bancário foram os motivos que levaram os principais índices acionários da Europa a fecharem no vermelho, com a confiança dos investidores permanecendo em xeque por dúvidas sobre a estabilidade da zona do euro.

Essas incertezas provocam uma fuga dos fundos de investimento de mercados mais arriscados para ativos mais seguros, como o dólar, por exemplo, provocando uma queda nos preços. E a soja é a responsável pelas baixas mais expressivas uma vez que vinha liderando o rally de altas nos últimos dias. E essa maior demanda pela moeda norte-americana faz com que seu preço suba, chegando a mais de R$ 2,00 no Brasil, e pressionando ainda mais os preços da oleaginosa.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes