Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



Mostrando postagens com marcador real. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador real. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dólar avança ante real, após Moody's reduzir perspectiva do Brasil

 Dólar abriu em alta ante o real nesta quinta-feira (3), após a agência de classificação de risco Moody's reduzir a perspectiva do rating soberano brasileiro para "estável", de "positiva", citando a deterioração da relação dívida/PIB, o nível dos investimentos e o fraco crescimento

03/10/2013
Dólar R$2,1998 (0,3140%
) 
Mínima R$2,1996
Máxima R$ 2,2083
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
NOV 13(+9,4) 12,83
JAN14(+7,6)12,83
MAR14 (+6,2) 12,63
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
DEZ13 (+3,2) 4,42
MAR 14 (+3,2) 4,55
mAI 14 (+3,0) 4,62
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
L. do Rio Verde: R$ 62,00
Rondonópolis: R$ 63,50
Alto Garça: R$ 63,00
Sorriso: R$ 61,00
Itiquira: R$ 63,00  FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA PARA 2014:
Rondonopolis U$ 21,80 / Fevereiro
Itiquira: U$ 21,80 / Fevereiro
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
L. do Rio Verde: R$ 11,50
Rondonópolis: R$ 14,00
Alto Garças: R$ 13,50
Sorriso: R$ 9,00
Itiquira: R$ 13,80

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dólar abre em alta à espera de fala de presidente do Fed


O dólar ante o real abriu nesta quarta-feira, 19, cotado a R$ 2,1830 no balcão, em alta de 0,28%. Em seguida, a moeda norte-americana à vista testou mínimas sequenciais até cair a R$ 2,1750 (-0,09%).

No mercado futuro, às 9h31, o contrato de dólar para julho de 2013 recuava 0,21%, a R$ 2,1825, após abrir a R$ 2,1880 (+0,05%) - máxima até o momento. A mínima ficou em R$ 2,1790 (-0,37%).

O desempenho ainda discreto do câmbio reflete a lateralidade exibida pela moeda norte-americana no exterior. Os mercados em âmbito global estão em compasso de espera pelo anúncio, nesta quarta-feira à tarde, da decisão de política monetária e da entrevista do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nos Estados Unidos. A grande dúvida é sobre quando o Fed dará início à redução das compras de bônus nos EUA. Para a taxa de juros dos Fed Funds, a aposta é de manutenção nos níveis atuais historicamente baixos, de zero a 0,25% ao ano.

Apesar da cautela geral, alguns operadores de bancos e corretoras ouvidos pelo Broadcast não descartavam, mais cedo, alguma pressão sobre o câmbio interno nem a volta do Banco Central, caso a volatilidade se acentue. Há possibilidade de a agência de classificação de risco Moody''s retirar a perspectiva positiva do rating do Brasil, de acordo com a agência Reuters.

Na terça-feira, 18, o dólar à vista atingiu uma máxima, a R$ 2,1850 e o BC fez dois leilões consecutivos pela manhã no mercado futuro e vendeu US$ 4,5 bilhões em contratos de swap cambial com três vencimentos (1/8/, 2/9 e 1/10). O efeito de baixa sobre o dólar dessa injeção de liquidez, porém, durou pouco tempo. À tarde, a moeda norte-americana voltou a subir.

O gerente de câmbio de uma corretora atribuiu parte do ajuste a declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado. Tombini previu momentos difíceis e de "trepidações" no mercado mundial de câmbio por causa de ajustes do dólar em relação a outras moedas. Para ele, esse reposicionamento do mercado de câmbio pode ser um processo ainda muito longo. "Tombini corroborou expectativas de novas altas do dólar e isso pode estimular a demanda pela moeda", prevê o especialista.

De fato, o presidente do BC fez um prognóstico de continuidade de alta da moeda americana no Brasil. Ele afirmou que a atuação da autoridade monetária nesse mercado continuará, mas com o objetivo apenas de evitar mudanças bruscas de cotação, a volatilidade. Tombini salientou, porém, que apesar desse período ainda de incertezas, o mundo tende a ficar melhor no futuro do que nos últimos cinco anos. "Teremos de ver aonde isso nos levará e como se acomodará", disse. "A ação do BC é no sentido de consolidar o movimento da inflação para baixo e de mitigar os efeitos dessa depreciação, do fortalecimento do dólar em relação a várias moedas, incluindo o real", afirmou. Essa atuação, na avaliação de Tombini, fará com que o crescimento econômico do próximo semestre e o de 2014 sejam "balanceados".

Os agentes financeiros também atribuíram o ajuste de alta do dólar ontem ao avanço da moeda dos EUA no exterior, a preocupações com a economia brasileira e à busca por hedge (proteção) no mercado futuro. O dólar à vista no balcão encerrou o dia em alta de 0,23%, cotado a R$ 2,1780. Este é o maior patamar de fechamento desde 30 de abril de 2009. Já o dólar para julho fechou acima de R$ 2,18, cotado a R$ 2,1870.

Na agenda doméstica desta quarta-feira, 19, a presidente da República, Dilma Rousseff, recebeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, às 9h30. Mais cedo, a FGV informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da Sondagem da Indústria apontou queda de 1,2% em junho em relação ao resultado de maio, atingindo 103,7 pontos, voltando a ficar abaixo da média histórica recente de 104 pontos. Essa é a menor pontuação desde julho de 2012, segundo os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A prévia de junho demonstra que o Índice da Situação Atual (ISA) cedeu 1% ante a prévia de maio, para 104,6 pontos, abaixo da média histórica recente de 105,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,3%, para 102,8 pontos.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria ficou estável na passagem de maio para junho, permanecendo em 84,6%, segundo a prévia da Sondagem da Indústria de junho, divulgada também pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado repetiu o indicador de maio e representa o maior nível desde janeiro de 2011, quando o indicador ficou em 84,7%. A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria teve participação de 811 empresas entre os dias 03 e 14 de junho.

Diante do ambiente instável nos mercados em âmbito global, a Votorantim Cimentos anunciou que a sua oferta pública inicial (IPO) de distribuição primária e secundária de units da Votorantim Cimentos foi interrompida até o dia 11 de setembro. A companhia, que pediu a interrupção por até 60 dias úteis, disse que a operação foi adiada devido às condições adversas de mercado.

No exterior, a China informou que as importações de minério de ferro do País devem subir para um recorde de 750 milhões de toneladas métricas neste ano, com base nas tendências atuais, segundo o vice-secretário-geral da Associação de Ferro e Aço da China, Li Xinchuang, em uma conferência nesta quarta-feira. O país importou 744 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado. Li Xinchuang atribuiu o aumento ao contínuo desenvolvimento econômico da China, que, em grande parte, depende de aço.

Na zona do euro, a forte expansão das encomendas à indústria da Espanha, de 5,2% em abril ante o mesmo mês do ano passado, sem ajuste sazonal, ajuda a dar suporte ao euro.

Às 9h39, o euro estava a US$ 1,340, de US$ 1,3393 no fim da tarde de terça-feira, 18. O dólar estava a 94,98 ienes, de 95,32 ienes na véspera. A moeda norte-americana oscilava ante o dólar australiano (-0,16%), o dólar canadense ((-0,21%), o peso chileno (+0,30%), a rupia indiana (-0,08%), o peso mexicano (-0,06%) e o dólar neozleandês (-0,18%).

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Chuvas no feriado aumentam a expectativa de produção do milho, e o dólar em alta melhora os preços.

Em Mato Grosso ocorreu algumas chuvas entre os dias 29 e 30/05/2013, a previsão era de 20mm de chuvas, porém em algumas cidades caíram 40mm. Essas chuvas ajudaram alguns produtores que tinham alguns milhos plantados em faze de enchimento dos grãos. Antes das chuvas a estimativa era de 60% ​​da safra de milho em bom estado, agora temos 85% do milho em boas condições e 15% regulares precisando de mais chuvas. Antes das chuvas de 30/05/2013 a produção estava estimada em 75 sacas de milho por hectare, em média, agora os produtores acreditam que vão colher 90 sacos em média, mesmo que não chova mais.
O preço da soja melhorou muito em relação à semana passada, o preço em Rondonópolis-MT foi de R$ 56,50 na sexta-feira e hoje R$ 60,00. Além de o dólar ter subido R$ (Reais) 2,05 para R$ 2,13 (hoje), devido o governo ter parado de conter a inflação e elevado a taxa de juros no Brasil, essa alta do dólar aqui no Brasil ajudou muito nos preços de soja e milho. O preço do milho na segunda foi de U$ 7,00 e hoje é de US $ 7,50 por saco.
O problema é que muitos produtores têm as contas em dólar e quem recebeu pagamentos na terça-feira (25/05/2013) com o dólar de R$ 2,05 e hoje precisa pagar suas contas com dólar de R $ 2,13 vai ter problemas!

A conta fica assim: U$ 100.000,00 x = R$ 2,05 R$ 205.000,00 hoje que vai pagar U $ 100.000,00 x 2,13 = R$ 213.000,00, prejuízo de R$ 8.000,00 ou U$ 3.755,86.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Brasil tem 4º pior desempenho no comércio exterior do G-20



O governo lutou para levar o dólar a um nível que tornasse as exportações brasileiras mais competitivas. Após uma série de medidas, a moeda americana passou a valer R$ 2 em maio de 2012 e respeitou o nível até janeiro. A estratégia, porém, parece ter surtido pouco efeito. Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostram que as exportações brasileiras caíram 5,3% em 2012, ano em que a média mundial cresceu 0,2%. O desempenho deu ao Brasil uma desconfortável posição de quarto pior resultado no comércio exterior entre as 20 maiores economias do mundo no ano passado.
Levantamento anual da Unctad mostra que empresas brasileiras venderam US$ 242,580 bilhões em 2012. Os dados mostram que, em ano de agravamento da crise financeira, o Brasil parece ter sido prejudicado especialmente pela queda do preço das commodities.
Segundo a pesquisa, o preço médio de comercialização dos produtos básicos caiu 8,6% em 2012 na comparação com o ano anterior. A queda foi puxada especialmente pelos produtos mais importantes na pauta de exportações brasileira: produtos agrícolas, com redução do preço de 22,9%, e minerais e metais, em queda de 14,6%.
A série histórica da Unctad mostra que, desde 2003, a tendência das exportações brasileiras acompanha com muita proximidade a evolução dos preços das commodities. Em 2012, o preço médio das commodities subiu 17,9% e as exportações brasileiras saltaram 26,8%. Um ano antes, os produtos básicos aumentaram 22,7% e os embarques do Brasil avançaram 31,9%. Em 2009, por outro lado, quando o preço médio mundial caiu 16,9%, o desempenho brasileiro recuou 22,7%.
Com o mau desempenho das commodities, outros grandes exportadores também amargaram desempenho ruim. Em 2012, a África do Sul registrou queda nos embarques de 11%, o pior do G-20. Indonésia (-6,3%), Austrália (-5%) e Argentina (-3,3%) também são grandes exportadores de commodities.
No ranking das exportações, o país desenvolvido com o pior desempenho foi o Reino Unido, que viu os embarques caírem 6,8%. França (-4,6%), Alemanha (-4,5%) e Japão (-3%) também perderam mercado.
Na outra ponta do ranking, estão países que dependem menos das commodities. Em 2012, o maior aumento das exportações aconteceu na Turquia, onde os embarques aumentaram 13,1%. Na pauta de exportações do país, os principais itens são roupas, têxteis, produtos metálicos e equipamentos de transporte.
Em seguida, estão China (7,9%) e México (6,1%), dois mercados com pauta de exportações focada em produtos industrializados. Maior economia do planeta, os EUA tiveram avanço de 4,5% das exportações.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Focus aposta agora em inflação menor para 2013

A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 recuou de 5,71% para 5,70%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,82%. Para 2014, a projeção subiu pela quarta semana consecutiva, de 5,68% para 5,70%. Há quatro semanas, estava em 5,50%.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses segue em 5,43%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,51%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo subiu de 5,79% para 5,84%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas segue em 6,05% pela quarta semana. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,81% e de 6,05% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em março de 2013 segue em 0,50%, acima do 0,45% previsto há quatro semanas. Para abril de 2013, segue em 0,40%. Há quatro semanas, estava em 0,50%.

Selic 
Os economistas consultados na pesquisa mantiveram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2013 em 8,50% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções também segue em 8,50% ao ano. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 8,00% e 8,25% ao ano.

A projeção para a reunião do Copom de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade. A projeção para Selic média em 2013 caiu de 7,83% para 7,81% ao ano, ante 7,39% há quatro semanas. Para 2014, segue em 8,50% ao ano, ante 8,38% há quatro semanas.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2013 no cenário de médio prazo caiu de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, segue em 8,50% ao ano.

PIB

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 caiu de 3,01% para 3,00% na pesquisa. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,10% e 3,50%.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 recuou de 3,12% para 3,00%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,85%, ante 3,95% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,75% em 2014 para o setor.

Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34,50%. Para 2014, a projeção subiu de 33,10% para 33,63%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 34,30% e 33,20% para esses dois anos.



IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 4,83% para 4,87%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa subiu de 4,92% para 4,93%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,03% para o IGP-DI e de 5,17% para o IGP-M. Para 2014, a projeção para o IGP-DI subiu de 5,14% para 5,18%. Para o IGP-M, segue em 5,31%. Quatro semanas antes, estavam em 5,00% e 5,31%, respectivamente.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 caiu de 5,26% para 5,16%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 5,16% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, a projeção segue em 5,00%. Há quatro semanas estava em 4,95%.

Economistas reduziram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 3,00% para 2,90%. Para 2014, a projeção recuou de 4,50% para 4,00%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,30% e 4,35%.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio ao final de 2013 segue em R$ 2,00 há seis semanas nas estimativas dos analistas consultados. Para o fim de 2014, a mediana segue em R$ 2,05 há três pesquisas. Há quatro semanas estava em R$ 2,06.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 em R$ 2,00. Para 2014, a projeção segue em R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,00 neste ano e R$ 2,05 no próximo.

Para o fim de abril, a estimativa passou de R$ 1,99 para R$ 2,00. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 segue em R$ 2,00. Para 2014, segue em R$ 2,02.

Conta corrente

O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013 e 2014. A mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 65,80 bilhões para US$ 68,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas subiu de US$ 70,67 bilhões para US$ 73,45 bilhões, ante US$ 70,20 bilhões há quatro semanas.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 12,40 bilhões para US$ 11,00 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 14,90 bilhões. Para 2014, a projeção recuou de US$ 12,65 bilhões para US$ 12,00 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 13,65 bilhões. 

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dólar inicia negócios registrando queda


O mercado doméstico abriu com o dólar em baixa ante o real, na contramão da valorização generalizada da moeda dos Estados Unidos no exterior. O recuo inicial da divisa norte-americana representa um ajuste, uma vez que o patamar atual, acima de R$ 2,00, é considerado forte em meio às preocupações dos agentes financeiros com a inflação elevada e o crescimento baixo do País, segundo operadores de câmbio.

O dólar no mercado à vista de balcão começou a sessão a R$ 2,020 (-0,20%). No mercado futuro, às 9h18, o contrato de dólar com vencimento em 1º de maio de 2013 recuava 0,25%, a R$ 2,0275, após começar a sessão a R$ 2,0315 (-0,05%). Até esse horário, o dólar para maio oscilou de uma mínima de R$ 2,0270 (-0,27%) a uma máxima, de R$ 2,0325 (estável).

Na quarta-feira (03), a moeda norte-americana à vista fechou em alta e acima de R$ 2,00 pela nona sessão consecutiva. Na máxima do dia anterior, o dólar à vista atingiu R$ 2,0280, mesmo nível que acionou o último leilão de swap cambial do Banco Central - equivalente à venda de dólares no mercado futuro, realizado na segunda-feira da semana passada (25/3). No entanto, as cotações desaceleraram durante a tarde e a autoridade monetária não interveio, demonstrando tolerância com as taxas de câmbio recentes uma vez que refletem a cautela dos agentes financeiros com o quadro de incertezas interno e externo.

Na zona do euro a queda do índice do setor de serviços em março juntamente com uma inflação ao produtor no nível mais baixo em 35 meses em fevereiro confirmam a continuidade da contração econômica do bloco europeu e deprimem o euro. Na tentativa de estimular a economia, o Banco da Inglaterra (BOE) e o Banco Central Europeu anunciaram nesta quinta-feira a manutenção de suas respectivas taxas básicas de juros, em 0,50% e 0,75% ao ano. O BOE também manteve inalterado o seu programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras. Há grande expectativa agora pela entrevista à imprensa do presidente da instituição, Mario Draghi, às 9h30. No Japão, o iene também recua diante do dólar, reagindo às medidas de estímulo anunciadas no começo da madrugada pelo Banco do Japão (BoJ) sob nova liderança. Com o feriado hoje e amanhã na China, o dólar também avança ante moedas correlacionadas a commodities, refletindo a busca de proteção.

Nos Estados Unidos, os mercados operam sob cautela antes do anúncio, na sexta-feira (05), do relatório oficial do mercado de trabalho referente a março. Na agenda desta quarta-feira, o indicador de demissões anunciadas mostrou uma alta de 30% em março ante o mesmo mês do ano passado. Já os números de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada saem às 9h30 (de Brasília. O mercado aguarda ainda um discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, às 11h30 (de Brasília), sobre educação financeira e econômica. Mais cedo, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que ainda é preciso esperar mais alguns meses de evidências de recuperação, mas não descartou totalmente a redução de compras de ativos neste verão. A declaração ajuda a impulsionar o dólar, disse um operador de uma corretora.

Na Europa, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da zona do euro caiu 46,4 em março, de 47,9 em fevereiro, segundo dados da Markit. O resultado de março também ficou abaixo da previsão de economistas, de 46,5. Os PMIs da Espanha e da Itália vieram acima do esperado, mas o dado da França foi o mais fraco em 48 meses e na Alemanha o PMI composto se aproximou da contração ao cair para 50,6, a mínima em três meses.

No Japão, sob o comando de seu novo presidente, Haruhiko Kuroda, o BoJ também manteve a taxa básica de juros entre 0,0% e 0,1% e anunciou um plano de política monetária para acabar com a deflação do país e atingir a meta de inflação de 2%. Entre as medidas, o banco aumentará seu programa de compra de títulos do governo japonês, o que incluirá bônus com vencimentos mais longos. Até então, as compras que o BoJ vinha fazendo eram de títulos com vencimento de um a três anos. O Banco do Japão também elevou a avaliação da economia do país pelo quarto mês seguido. A instituição afirmou que a economia japonesa "parou de se enfraquecer e tem mostrado alguns sinais de aceleração".

Em Nova York, às 9h23, o euro estava em US$ 1,2818, de US$ 1,2848 no fim da tarde de ontem. Na mínima, mais cedo, o euro escorregou até US$ 1,2783, de uma máxima intraday de US$ 1,2855. O dólar avançava a 95,40 ienes, de 93,05 ienes na véspera. A moeda norte-americana também subia ante o dólar australiano (+0,35%), o dólar canadense (+0,06%), o peso chileno (+0,16%), a rupia indiana (+0,85%) e o dólar neozelandês (+0,32%).

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Safra, interesse de vendas e Chicago pressionam milho no Brasil

A boa safra de milho neste verão no Brasil, o interesse dos produtores em vender sua produção e uma paralisação dos negócios de exportação têm pressionado os preços do cereal no mercado interno neste início de ano, avaliou nesta terça-feira o Cepea, centro de estudos da Universidade de São Paulo.
Desde o início do ano, os preços do milho no mercado de balcão (recebido pelo produtor) recuaram mais de 16 por cento e caíram mais 14 por cento no mercado de lotes (negociações entre empresas), considerando-se a média das regiões acompanhadas pelo Cepea em vários Estados do Brasil.
Na segunda-feira, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, que registra negócios na região de Campinas (SP) e serve de referência para o mercado financeiro, fechou a 28,46 reais por saca de 60 kg, num recuo de mais de 15 por cento.
Uma boa colheita de verão seguida de uma segunda safra com perspectiva de ser recorde pressionam os preços, disse o Cepea.
Além disso, há muitas regiões deficitárias em capacidade de armazenagem e que produzem volumes expressivos do cereal, o que requer a venda conforme avança a colheita, afirmaram os pesquisadores.
"Novos negócios para embarque em curto prazo estão praticamente parados", acrescentou o Cepea em nota, acrescentando que há registro apenas de uma aceleração gradual nos negócios com grãos da segunda safra, que deverá ser colhida em meados do ano.
INFLUÊNCIA DE CHICAGO
As estimativas de crescimento na área de milho nos EUA, com expectativa de safra recorde no maior exportador mundial do cereal, pressionam ainda mais o cenário de médio prazo no Brasil, completou o centro de estudos.
O milho na bolsa de Chicago caiu nesta terça-feira pela terceira sessão consecutiva, à mínima de nove meses, com fundos liquidando posições depois de um relatório do Departamento de Agricultura do EUA (USDA) que mostrou, na quinta-feira, que os estoques no país estão maiores do que o estimado pelo mercado. O contrato já caiu certa de 1 dólar por bushel, ou 13 por cento, desde a divulgação do USDA.
(Por Gustavo Bonato)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dólar sobe a R$ 1,992, na contramão da queda no exterior


O dólar à vista fechou ontem em alta ante o real no mercado de balcão, a despeito do movimento de baixa da moeda americana ante outras divisas no exterior. Lá fora, os investidores dividiram suas atenções entre a crise no Chipre e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A expectativa de que a Rússia possa ajudar o Chipre a evitar o colapso do setor financeiro trouxe desde cedo um viés de alta para os ativos com maior risco, como as ações, enquanto o dólar foi pressionado para baixo. No Brasil, porém, a saída líquida de dólares durante a sessão e os dados sobre o fluxo cambial em março e no ano fizeram o dólar à vista subir 0,25%, para R$ 1,9920 no balcão. Em março, até o dia 15, houve saída líquida de US$ 990 milhões do País. No ano, o saldo líquido de fluxo cambial é negativo em US$ US$ 3,481 bilhões.
Ontem à tarde, o Fed corroborou o otimismo dos investidores no exterior. Em pronunciamento, o presidente da instituição, Ben Bernanke, afirmou que o crescimento da economia dos EUA tem sido mais lento do que a queda no desemprego, mas alertou que o ritmo do programa de compra de bônus só será alterado quando houver melhora significativa no mercado de trabalho. Com isso, o índice Dow Jones subiu 0,39%, o S&P 500 teve alta de 0,67% e o Nasdaq avançou 0,78%.
Apesar dos ganhos em Nova York, o mercado de ações brasileiro voltou a fechar em baixa e quase perdeu o nível de 56 mil pontos. O Ibovespa encerrou em queda de 0,59%, aos 56.030,03 pontos, penalizado pelo setor elétrico e pela Petrobrás. A notícia de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu a base de remuneração da Cemig para o terceiro ciclo de revisão tarifária trouxe receios de que isso possa ocorrer com outras companhias. Cemig PN recuou 13,95%.
No mercado de renda fixa, os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Empregados (Caged), divulgados à tarde pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trouxeram um viés de alta para as taxas dos contratos futuros de juros. A geração de 123.446 novos postos de trabalho em fevereiro no Brasil superou a previsão do mercado, que esperava resultado próximo de 100 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.