Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



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terça-feira, 5 de março de 2013

Menor aversão a risco deve pressionar dólar para baixo


A melhora do humor nos mercados internacionais, graças a dados econômicos favoráveis na Europa e a notícias mais animadoras vindas da China, deve tirar o impulso para ganhos do dólar ante o real nesta terça-feira. Além disso, a expectativa é positiva para a divulgação do índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos Estados Unidos em fevereiro. Essa menor aversão a risco generalizada aumenta o apetite dos investidores por ações nas bolsas europeias e nos futuros de Nova York, ao mesmo tempo em que coloca o dólar mais fraco em relação ao euro, iene, e algumas moedas correlacionadas a commodities, como o dólar australiano e o dólar canadense.
"Apesar do descolamento que ocorreu ontem, o dólar deve continuar acompanhando hoje o cenário externo, podendo abrir perto da estabilidade, mas com tendência de depreciação", comentou um operador de câmbio na manhã desta terça-feira. Segundo ele, o investidor mantém ainda cautela, à espera do comunicado do Copom, a ser anunciado na reunião de quarta-feira.
Na segunda-feira, o dólar virou e passou a cair ante o real, influenciado, em parte, pela entrada de recursos financeiros corporativos, e também melhora nas bolsas em Nova York. A moeda negociada no balcão, à vista, fechou cotada a R$ 1,9760, em baixa de 0,30%.
Nos EUA, o índice de atividade do setor de serviços, divulgado nesta terça-feira, subiu a 56,0 em fevereiro, de 55,2 em janeiro.
Na China, o investidor se animou ao ouvir do primeiro-ministro, Wen Jiabao, que o país irá aumentar os gastos e a dívida pública para alcançar um crescimento ao redor de 7,5% neste ano, além de fortalecer os esforços para mudar a estrutura econômica. Essa notícia ofuscou o dado fraco do PMI HSBC do setor de serviços na China, que recuou para 52,1 em fevereiro, de 54,0 em janeiro.
Na Europa, as vendas no varejo da zona do euro cresceram 1,2% em janeiro, ante dezembro, superando a previsão de alta de 0,3%. Na comparação com janeiro de 2012, a atividade registrou queda de 1,3%, mas menor que o esperado (-2,9%). A alta nas vendas na margem foi a maior desde abril de 2011. Outro dado da região, no entanto, o PMI composto da zona do euro, caiu para 47,9 em fevereiro, ante 48,6 em janeiro e previsão de 47,3, sinalizando uma contração mais forte no mês passado.
Na Alemanha, ainda que o PMI de serviços tenha recuado para 54,7 em fevereiro, de 55,7 em janeiro, essa desaceleração foi menor do que a esperada, de 54,1. Com isso, o PMI composto alemão passou de 54,4 para 53,3, o que ainda indica expansão da atividade, por estar acima de 50. No Reino Unido, o PMI de serviços subiu para 51,8 em fevereiro, de 51,5 em janeiro, na maior alta desde setembro de 2012 e acima da previsão, de 51,0. Isso reduz a apostas de que o Banco Central da Inglaterra (BoE), possa sinalizar mais medidas de estímulos a caminho, na reunião de quinta-feira.
O dólar australiano ganhou força nesta terça-feira após Banco Central da Austrália (RBA) manter a taxa básica de juros inalterada em 3% ao ano, pelo segundo mês consecutivo, como era esperado. A justificativa do BC para a decisão foi a de que houve melhora modesta na economia e nas condições na Europa e China.
Às 12h50, o dólar comercial operava cotado a R$ 1,9680 (-0,40%). 

Fonte:Economia & negocios
FECHAMENTO EM 04-03-2013
Dólar R$ 1,9650 (-0,3600)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+6,614,97
MAY13 (+4,2) 14,66
JUL13 (+15,0) 14,43
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+9,07,32
MAY13 (+6,0) 7,09
JUL13 (+4,2) 6,86
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 14,40

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Soja: mercado registra sessão volátil


O mercado internacional de grãos registra mais uma sessão de volatilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja que chegaram a operar do lado positivo da tabela, ao longo das negociações recuaram e trabalham com pequenas quedas, próximos da estabilidade. Por volta das 14h01 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com pouco mais de 2,25 de baixa.  

Segundo o operador de mesa da Terra Investimentos, Bruno Perottoni, sem grandes novidades no mercado, a tendência é que as cotações operem com volatilidade nos próximos dias, entre US$ 14 e US$ 14,80/bushel, seguindo a demanda chinesa. 

Além disso, o foco do mercado internacional de grãos ainda observa o clima na Argentina. As chuvas no final de semana foram esparsas, o que segundo analistas, poderia aliviar a situação das lavouras. O operador destaca que o mês de fevereiro é fundamental para o desenvolvimento das plantações, uma vez que a soja entra na fase de enchimento de grãos. E nesse período foram registradas precipitações em várias regiões produtoras no país.

“A safra sulamericana vai caminhando para uma safra cheia, mas teremos alguns ajustes finos nos números. A produção brasileira deve alcançar 84 milhões de toneladas e na Argentina a safra deve somar 52 milhões de toneladas”, acredita Perottoni. 

Por outro lado, a Bolsa de Cereais de Rosário na Argentina projetou na tarde de ontem (25), que a produção da oleaginosa no país vizinho deverá somar 48 milhões de toneladas na safra 2012/13. O número representa uma redução em comparação com as primeiras projeções, que indicavam uma safra de 54 milhões de toneladas. 

Outro fator que também tem exercido influência nas cotações futuras em Chicago são os problemas logísticos no Brasil, que podem atrasar a entrada efetiva da produção no mercado. Na semana passada, os trabalhadores dos portos brasileiros entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê modificações nas atividades do setor. 

Entretanto, após as negociações com o Governo, as manifestações foram suspensas até o dia 15 de março, enquanto as partes envolvidas tentam entrar em um acordo. Segundo o operador, há cerca de 200 navios parados nos portos esperando para embarcar soja.

Analistas sinalizam que a possibilidade de uma greve poderia comprometer o abastecimento da China, principal comprador mundial de soja, e direcionar a demanda para os EUA que tem os estoques do grão ajustados. 

Milho – O mercado do cereal opera com pequenos ganhos, próximos da estabilidade nesta terça-feira (26) em Chicago. Segundo o operador de mesa, o foco dos investidores é a soja o que deixa o mercado mais morno. 

Do mesmo modo, no mercado interno as negociações seguem em ritmo lento. “Com a logística ineficiente não conseguimos nem exportar soja, quanto mais milho. Então, o mercado segue olhando a definição da safrinha”, diz Perottoni. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mercado nesta sexta (compras técnicas/fundos)‏


Na abertura Chicago chegou a trabalhar com +20 na soja (neste momento +8 e 14,93/BU) e no milho +2.
Os fundamentos ainda são os mesmos de oferta apertada, estoques baixos, redução de produção na Argentina e hoje fundos realizando compras técnicas. Este movimento técnico (compra/venda) deve continuar até os dias que antecedem o pré-relatório de intenção de plantio dos EUA (12/03/13) e relatório definitivo no final do mês.
Por momento vamos ter mercados de necessidade e as empresas vão continuar a participar, certamente a intenção de plantio pode segurar por momento as cotações na bolsa, mas no médio prazo vamos ter empresas buscando a soja para poder esmagar ou exportar e no longo prazo o mercado interno deve demandar muito.

Temos que ficar de olho nestas compras técnicas (antes do pré e antes do relatório), isso pode abrir janelas para quem precisa vender para receber curto e pagar contas de colheita.

Entrando no março os fretes continuam a prejudicar a evolução dos preços, como a soja que deveria ser escoada no mês de fevereiro não saiu devido as chuvas, agora a disputa por caminhões está encarecendo o frete.

Soja Rondonópolis R$ 52,50
Itiquira R$ 52,00
Guiratinga / chapadão R$ 50,00
Canarana R$ 50,00

Milho / safrinha / agosto R$ 17,00 em Itiquira

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Chicago: após fortes altas, soja opera com volatilidade nesta 5ª feira


Na manhã desta quinta-feira (21) as cotações futuras da soja operam do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com volatilidade, com leves correções técnicas, após operar com altas expressivas nos últimos pregões. Por volta das 15h35 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity trabalhavam com leves ganhos.

O analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, explica que o mercado ainda tem algumas incertezas e diante do ajustado quadro de oferta e demanda norte-americana, a demanda permanece forte. A China voltou às compras no mercado internacional de grãos. Nos Estados Unidos, há rumores de que, somente nesta semana, cerca de 6 a 8 cargos de soja foram vendidos, mas as informações não foram oficialmente confirmados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Além disso, o mercado de commodities agrícolas ainda observa o clima nas lavouras da América do Sul que foram prejudicadas pelas adversidades climáticas. Na Argentina, o volume de chuvas registrado no último final de semana não foi suficiente para amenizar as condições das plantações que sofrem com tempo seco e as temperaturas elevadas. E a expectativa é que a produção alcance 50 milhões de toneladas. 

Por outro lado, no Brasil, o excesso de chuvas atrasa a colheita nas principais regiões produtora do país. E os problemas com a ineficiente logística que logísticos impedem que os produtos cheguem à velocidade necessária ao mercado.

Ainda de acordo com o analista as estimativas de safra recorde de milho nos EUA, e uma safra cheia na América do Sul, apesar dos problemas pontuais, a situação é incerta até que a colheita da produção norte-americana. “Vamos ter uma situação de oferta muito apertada e estoques baixos e com isso acreditamos que o mercado está se sustentando, mesmo com a entrada da safra sulamericana no mercado, que poderia pressionar sazonalmente os preços futuros”, afirma o analista.

Frente a esse cenário, Cachia destaca que os Estados Unidos podem não ter produto suficiente para atender a demanda tanto no mercado interno como externo ao mesmo tempo. “E o mercado vai colocar um processo de racionamento do produto através do aumento de preços. Até a definição 100% da safra norte-americana acredito que os compradores vão continuar sendo agressivos e terá momento em que o mercado irá reagir e talvez dando suporte aos preços no mercado interno de soja. No entanto, se o clima for favorável nos EUA sem dúvidas a tendência do mercado ficaria baixista”, afirma. 

Milho – Os futuros do milho também trabalham em baixa nesta quinta-feira (21). Segundo o analista o mercado está um pouco decepcionado uma vez que as exportações do cereal norte-americano seguem em ritmo lento. Entretanto, é preciso ressaltar a quebra na produção dos EUA em função do clima seco. 

“Mas, os preços não podem ceder demais, principalmente, se a soja voltar a subir nos próximos dias, vai ocorrer uma disputa nas áreas de plantio nos EUA. E caso as cotações do milho se distancie da oleaginosa corre o risco de perder área para a oleaginosa. E sabemos que os estoques de milho também são baixos, e a forte demanda que tem para etanol daí a necessidade de ter uma safra cheia, mas sem duvidas se o mercado ficar mais firme o milho deve seguir atrás”, relata Cachia. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CNA rejeita termos dos acordos individuais propostos pela Monsanto aos produtores de soja


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) rejeita os acordos individuais que a Monsanto está apresentando aos produtores de soja, pois os mesmos não obedecem aos termos da Declaração de Princípios firmada entre as partes. 

Não tratamos, em nenhum momento, da forma de cobrança de royalties, apenas ressaltando que o respeito a patentes é um princípio aceito pela CNA e pelas federações signatárias como forma de incentivar a inovação e a tecnologia, tão importantes para o aumento da produtividade da agricultura brasileira.

O objetivo da CNA é e sempre foi oferecer oportunidade de escolha para aqueles produtores rurais que não dispõem dos recursos necessários para enfrentar longas batalhas judiciais, de resultados imprevisíveis.  Os termos da Declaração de Princípios são claros e tratam exclusivamente dos royalties referentes ao uso da semente de soja RR1.

A CNA, ao tomar conhecimento de que a Monsanto está incluindo no acordo individual o termo de licenciamento de outras tecnologias, que sequer estão no mercado, manifestou o seu repúdio ao comportamento adotado pela empresa, exigindo a anulação dos acordos individuais firmados fora dos termos pactuados.

Aguardamos a confirmação oficial da Monsanto quanto à decisão, já antecipada de forma verbal, de recolher os contratos até agora assinados. E que um novo documento que venha ser oferecido aos produtores rurais seja claro, de fácil compreensão e, principalmente, que respeite o que foi pactuado entre as partes na Declaração de Princípios.  
Fonte: AI - CNA

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Plantio de trigo nos EUA‏


Bom dia!

"Nosso trigo de inverno é bom olhem na foto. Torcemos para que ele fique adormecido por mais 6 semanas. Nós plantamos trigo de inverno vermelho macio. É usado para a farinha de bolo e as vezes é exportado para a alimentação de gado.

Nossos rios tem facilitado um pouco por agora, a água subiu cerca de 6 pés (2 metros), o que torna muito mais fácil o tráfego de barcaças. Eu não estou certo quanto tempo vai ficar assim, mas se temos rios "normais" as chuvas deve estar ok".


Por: Dave B. Hahe (Illinois-EUA)








Mercados:
Soja agora com +16 (14,90/bushel)
Milho agora com +4 (7,40/bushel)

O clima na América do Sul continua a ser o fator que impulsiona os ganhos para os grãos, o clima ainda é quem vai dar a direção para os mercados em 2013.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Clima incerto na America do Sul mantem volatilidade na soja

Os futuros da soja operam mais uma vez com volatilidade nesta terça-feira (29) na Bolsa de Chicago, alternando entre altas e baixas, porém, movimentos pouco significativos. Sem grandes novidades, o mercado trabalha de lado, tentando buscar uma direção. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) os principais contratos registram ligeiros ganhos. O foco do mercado tem sido a questão climática na América do Sul, especialmente, na Argentina e o ritmo acelerado das exportações norte-americanas.

Segundo o analista da Cerealpar, Steve Cachia, o mercado voltou à atenção para as áreas plantadas na Argentina que sofrem com a estiagem. E como o país, tradicionalmente, inicia a semeadura mais tarde, esse seria o período mais importante em relação aos índices pluviométricos. Nas últimas quatro semanas, as notícias divulgadas afirmam que em algumas áreas no país as chuvas foram abaixo do normal. E caso não haja precipitações suficientes até a primeira de fevereiro o rendimento dos grãos pode ficar comprometido.

“Essa incerteza faz com que o mercado oscile, tem horas que os preços estão com leves baixas ou altas, movimentando-se de acordo com as previsões climáticas, que são divergentes. Algumas lavouras precisam de volumes maiores de precipitações”, explica Cachia.

No Brasil, os problemas são pontuais e, segundo o analista, o mercado entende que essa situação não deve afetar a previsão de safra cheia no país. Ao contrário do quadro da Argentina, que devido ao stress hídrico pode apresentar perdas.

Apesar de cenário, a colheita brasileira continua, mas com ritmo mais lento. O analista destaca que a entrada da safra do hemisfério sul no mercado pode ocasionar uma pressão sazonal nos preços em Chicago. Por outro lado, a demanda pela soja norte-americana permanece agressiva.

“O ritmo de exportações continua elevado, e vai chegar o momento em que os EUA terão pouca soja disponível para atender o mercado interno e internacional. Consequentemente, o mercado deve sentir um pouco de suporte em função dessa questão haja vista que se não houver produto suficiente a entressafra chega mais cedo e único jeito de racionar a demanda é através do aumento nos preços”, ressalta Cachia.

E a necessidade de racionamento da soja nos EUA tende a diminuiu o efeito negativo da pressão sazonal da colheita na América do Sul. No entanto, o Brasil precisará superar os problemas logísticos para conseguir exportar a safra de grãos.

“O país precisa embarcar o máximo possível nos próximos meses para depois não concorrer com a safra norte-americana uma vez que os produtores estadunidenses tendem a aumentar as áreas plantadas de milho e soja. Com isso, a demanda pode se deslocar de volta para os EUA e os produtos brasileiros pode perder um pouco da competitividade”, diz Cachia.

Em decorrência desse cenário, o analista sinaliza que, a tendência é que o mercado fique pressionado à medida que a safra norte-americana comece a se desenhar como uma safra cheia. E caso essa expectativa se concretize, o mercado pode recompor os seus estoques. “Mas até lá, pode haver uma janela no mercado onde os produtores rurais do Brasil poderão aproveitar para adiantar a comercialização da safra 2013”, acredita o analista.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Soja: Mercado não evita realização de lucros e recua na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, que no início desta manhã operavam em campo positivo, passaram a recuar ao longo das negociações. Essa retração nas cotações reflete mais um novo movimento de realização de lucros que, segundo analistas, é natural depois do expressivo avanço de ontem, quando a commodity fechou o pregão com altas de mais de 20 pontos. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos trabalhavam com mais de 5 pontos de baixa.

Apesar do movimento pontual, o mercado tende a permanecer firme haja vista a situação climática na América do Sul e a demanda que continua aquecida. Para o analista de mercado da Corretora Jefferies, Vinicius Ito, o mercado já precifica o clima seco no hemisfério sul, principalmente, no Sul do Brasil e na Argentina.

“Não tem tido muitas chuvas ultimamente, e a previsão indica poucas chances, então o mercado adiciona um prêmio de clima. Inclusive, alguns analistas começam a reduzir as estimativas da produção sulamericana. Ontem (22), a Oil World baixou para 52 milhões de toneladas a projeção da safra argentina”, relata Ito.

Além disso, o mercado já observa um potencial de atraso da colheita da no Mato Grosso e Goiás em função do excesso de chuvas. Essa situação reflete a ideia de que a demanda no curto prazo terá que ser direcionada para os Estados Unidos, conforme explica o analista.

Por outro lado, a demanda que permanece aquecida pela soja dos EUA, especialmente, pela China, com os estoques mundiais apertados, contribui para a sustentação dos preços em Chicago. O analista destaca que, o país já vendeu mais de 90% do estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para esse ano, e também consome boa parte da produção para o esmagamento no mercado interno.

“De um lado temos um possível risco de redução na oferta na América do Sul e nos EUA pouca oferta disponível com muita utilização”, ressalta Ito.

Em decorrência desse cenário, a tendência continua altista para o mercado no curto prazo. E na visão do analista, a divulgação do relatório de janeiro de oferta e demanda do USDA tirou um ‘peso dos ombros’ do mercado que esperava que o órgão aumentasse a estimativa da safra norte-americana novamente.

Com isso, as cotações tendem a permanecer sustentadas nos próximos dias, potencialmente, agora que o mercado ultrapassou o nível de resistência de US$ 14,40 por bushel. “Agora, vemos o mercado a US$ 14,50 por bushel e de repente as cotações podem alcançar o patamar de US$ 15 por bushel, que deve se tornar uma nova resistência”, diz Ito.

Ainda de acordo com o analista, apesar do quadro, é preciso lembrar que com a chegada da safra brasileira no mercado a oferta mundial irá normalizar, o que pode pressionar negativamente os preços na CBOT. No entanto, o Brasil tende a permanecer competitivo durante vários meses desse ano.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

USDA: Expectativa é de aumento nos estoques de soja e milho dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira (11), seu novo relatório de oferta e demanda e o mercado aguarda com ansiedade a atualização dos números. Segundo analistas, o boletim será o responsável por oferecer uma direção mais efetiva para os negócios.

Segundo pesquisas de agências internacionais, o departamento norte-americano deverá trazer estimativas maiores para a produção, a produtividade e os estoques finais dos Estados Unidos da temporada 2012/13.

Para a produção de soja, a expectativa é de que o USDA projete 81,62 milhões de toneladas, contra as 80,86 milhões estimadas no relatório de dezembro. A produtividade deverá passar de 44,57 para 44,9 sacas por hectare.

Já os estoques, de acordo com as expectativas, deverão aumentar de 3,54 milhões de toneladas, projetadas no mês passado, para 3,67 milhões de toneladas. Em 2011, neste mesmo período, os estoques norte-americanos de soja eram de 4,6 mlhões de toneladas.

Por outro lado, para o milho, o esperado é que sejam reduzidas as estimativas para a safra 2012/13. A expectativa é de que a produção seja estimada em 269,92 milhões de toneladas contra as 272.43 milhões exibidas no relatório de dezembro. A produtividade deverá registrar um ligeiro aumento, passando de 129,45 para 129,55 sacas por hectare.

No caso dos estoques de milho, a expectativa do mercado é de que passem de 16,43 milhões de toneladas estimadas em janeiro para 16,94 milhões. Na safra anterior, esse volume era de 25,1 milhões de toneladas.

Bolsa de Chicago - À espera dos números oficiais, o mercado internacional de grãos registra mais um pregão sem oscilações muito expressivas, operando de lado. Segundo analistas, os investidores acreditam que esses dados, que trarão os números consolidados sobre a safra 2012/13 dos EUA, serão responsáveis por dar um rumo para as cotações.

Paralelamente, afirma-se também que, após digerir essas informações, o mercado deverá se voltar definitivamente para as condições climáticas da América do Sul e acompanhar as expectativas para a nova safra sulamericana.

Até o momento, as estimativas de uma produção recorde estão mantidas. Entretanto, no Brasil, a irregularidade das chuvas e até mesmo a falta delas em algumas regiões do país começam a preocupar os produtores. Na Argentina, o plantio foi atrasado em função das precipitações excessivas e o quanto será produzido no país ainda é uma incógnita.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Seca continua a ser uma preocupação nos EUA.

Segue abaixo um relato do nosso amigo correspondente de Illinois-EUA:

"Seca continua a ser uma preocupação aqui. Eu não tenho certeza se eu já mencionei para vocês as preocupações sobre os níveis de água no rio Mississippi. Uma parcela significativa das nossas exportações de soja, milho e trigo se deslocar para porto no rio Mississippi e está se aproximando de níveis recordes baixos. Nosso Army Corps of Engineers é o encarregado de manter profundezas de navegação, mas eles estão lutando em determinadas áreas para manter o tráfego do rio em movimento.
Dragagem hidráulica é frequentemente usado para abrir áreas rasas. A área no sul de Illinois que eu menciono é um lugar onde o canal é feito em rochas em vez de lama. Essa área foi dinamitada para soltar a pedra. A rocha está sendo escavado porque as obstruções não pode ser bombeado hidraulicamente como muitas partes do rio. Este é um grande esforço. Barcaças fluviais estão sendo preenchidas pela metade do total delas, de modo que eles não vão encalhar só com a metade da carga".


Fonte: David Rhae.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

À espera do USDA, grãos operam em alta e soja lidera recuperação

A semana começou positiva para o mercado internacional de grãos e, na sessão desta segunda-feira (7), soja, milho e trigo operam em alta na Bolsa de Chicago. Quem lidera os ganhos é a soja que, por volta de meio-dia (horário de Brasília), registrava alta de mais de 10 pontos nas posições mais próximas.

Com as altas de hoje, o mercado tenta se recuperar da última semana, que foi negativa para os preços, quando os futuros tanto da soja quanto do milho bateram no menor patamar em seis meses.

A recuperação também se dá com a busca dos investidores por um melhor posicionamento antes da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que acontece nesta sexta-feira, 11 de janeiro.

"O mercado está tentando buscar, novamente, a base de preços em que trabalhou na semana passada na casa dos US$ 14 por bushel que perdeu na sexta-feira (4). O mercado caiu muito na semana passada e perdeu esse suporte. Agora, está buscando esse patamar já de olho no relatório do USDA que vem na sexta-feira (11)", disse Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Como explicou o consultor, neste início de ano o mercado começa a retomar seu ritmo normal e, ao passo que isso acontece, vai dando mais atenção àquilo que está por vir, à expectativas, principalmente sobre a nova safra da América do Sul.

Além disso, os investidores deverão observar também esses novos números que o USDA traz no dia 11, principalmente sobre as exportações e estoques norte-americanos. "A expectativa é de que o USDA atualize os volumes de exportações americanas de soja para níveis um pouco maiores do que foram no mês passado e derrubem os estoques, o que seria o fator positivo da semana. Então, em cima disso, é que o mercado começa a trabalhar a semana com os olhos mais otimistas. Porque a soja já caiu bastante nessas últimas semanas e a cotação entre US$ 13,50 e US$ 14 já estaria muito baixa para a situação do mercado atual", explicou Brandalizze.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SOJA: CHICAGO REGISTRA FORTES PERDAS À ESPERA DO USDA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
opera com preços significativamente mais baixos no meio-pregão de hoje. O
mercado é pressionado por fatores técnicos e pelo clima favorável ao
desenvolvimento das lavouras de soja na América do Sul, além do posicionamento
frente ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) - que sai na semana que vem. Alguns analistas esperam
que o USDA aumente a estimativa de safra do país.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2012/13, com início em 01 de setembro, ficaram em 434.900 toneladas
na semana encerrada em 27 de dezembro. Na semana anterior, o total havia sido de
87.000 toneladas. O principal comprador foi a China (360.200 toneladas). As
informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2013 estão cotados
a US$ 13,81 3/4 por bushel, perda de 21,25 centavos de dólar em relação ao
fechamento anterior. As posições da soja em grão com entrega em março de
2013 estão cotadas a US$ 13,62 por bushel, recuo de 24,50 centavos de dólar
por bushel.
No farelo, janeiro de 2013 tem preço de US$ 395,20 por tonelada, baixa de
US$ 10,40 por tonelada em relação ao fechamento anterior. No óleo de soja, a
posição janeiro de 2013 vale 49,64 centavos de dólar por libra-peso, queda de
0,57 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Chicago: Soja, milho e trigo fecham com baixas de dois dígitos

Nesta quarta-feira (26), a soja fechou o dia com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Os principais contratos negociados da oleaginosa no mercado internacional encerraram a sessão perdendo mais de 15 pontos. Milho e trigo também recuaram.

O mercado passou por mais um movimento de realização de lucros com os investidores operando ainda na defensiva à espera de novidades, principalmente em relação à nova safra da América do Sul. A tendência, segundo analistas, é de que os traders reduzam sua exposição ao risco frente ao final do ano e, depois do Natal, o volume de negócios é menor.

Os preços da soja registraram esse forte recuo mesmo depois do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter reportado a venda de 108 mil toneladas de soja para destinos não conhecidos e mais 115 mil toneladas para a China.

Assim como a soja, os futuros do milho e do trigo também fecharam a sessão com perdas de dois dígitos. De acordo com analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg, o trigo caiu ao menor patamar de preços em cinco meses e o principal fator de pressão negativa para o mercado do milho foi a demanda ainda bastante lenta para o produto norte-americano.

Os números de exportações semanais norte-americanas de milho confirmaram esse mau desempenho das vendas e o momento de procura pouco expressiva pelo milho dos EUA, com a demanda focada no grão da América do Sul.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Transporte da safra 2012/13 em MT pode ficar 56% mais caro, diz IMEA

A grande surpresa da safra 2012/13 em termos de custo de produção poderá ficar por conta do transporte. Segundo projeções do IMEA (Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária), transportar a safra soja, por exemplo, pode ser até 56% mais caro do que o registrado na última temporada. No pico do escoamento da produção, em março, o frete rodoviário pode chegar a R$ 310 por tonelada (ante R$ 198 em março de 2011) no trajeto entre Sorriso-MT e o
porto de Paraguá-PR.
De acordo com o grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq), diversos fatores vêm pressionando o custo. Entre eles se destacam a quebra da safra americana, que fez crescer a demanda por soja do Brasil, a alta do óleo diesel e o escoamento de uma produção recorde de milho de inverno de Mato Grosso.


Fonte: Da redação

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

SOJA: MÉDIA DIÁRIA DE EXPORTAÇÕES É DE US$ 34,9 MI NA 2a SEMANA DO MES

A arrecadação média diária com as exportações de soja
em grão ficou em US$ 34,879 milhões na segunda semana de dezembro. No
acumulado do mês, a média diária é de US$ 36,387 milhões, 14,3% inferior a
média diária de novembro, que fora de US$ 42,442 milhões.
Na comparação com a média diária de dezembro de 2011, de US$ 54,014
milhões, verifica-se uma baixa de 32,6% no valor obtido diariamente pelas
exportações de soja em grão, até agora, entre os dias 01 e 16 do corrente
mês.
As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 73,5 milhões até
a segunda semana do mês, com média diária de embarques de US$ 7,4 milhões.
A quantidade total de soja exportada pelo país no mês chegou a 109,8 mil
toneladas, com média diária de 11 mil toneladas. O preço médio da tonelada
do grão ficou em US$ 669,70.
As exportações de farelo de soja do Brasil renderam US$ 230,1 milhões,
com média diária de embarques de US$ 23 milhões. A quantidade total de farelo
exportada pelo país no mês chegou a 438,9 mil toneladas, com média diária
de 43,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada do farelo de soja ficou em
US$ 524,30.
As exportações de óleo de soja do Brasil renderam US$ 47,1 milhões, com
média diária de embarques de US$ 4,7 milhões. A quantidade total de óleo
exportada pelo país no mês chegou a 39,7 mil toneladas, com média diária de
4 mil toneladas. O preço médio da tonelada do óleo de soja no mês ficou em
US$ 1.186,50.

As informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão
ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Soja: Demanda aquecida por grão e derivados impulsiona altas

Nesta sexta-feira (14), a soja opera com expressivas altas na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h (horário de Brasília), as posições mais próximas registravam ganhos de mais de 13 pontos. O vencimento janeiro/13 já se aproximava dos US$ 15 por bushel, operando a US$ 14,90, com alta de 13,75 pontos.

A demanda aquecida pela soja norte-americana, praticamente a única disponível no mercado, tem sido o principal suporte de pressão para os preços. Nesta quinta-feira (13), o USDA reportou as exportações semanais dos EUA em mais de 1 milhão de toneladas, e o volume ficou bem acima das expectativas do mercado. A China, como tradicionalmente acontece, foi a principal compradora da commodity.

"O movimento de alta permanece enquanto a demanda nos Estados Unidos estiver presente. Para este período onde os estoques nos Estados Unidos estão apertados, com qualquer demanda fora do esperado, os mercados reagem", disse Mário Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora.

Além disso, nesta sexta, o Nopa (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosa dos EUA), deverá divulgar os números sobre o esmagamento de soja em novembro nos EUA e já se espera que seja maior do que o mês anterior, expectativa que também motiva a altas das cotações na sessão de hoje.

De acordo com Mariano, espera-se que o esmagamento chegue a 4.300 milhões de toneladas, contra 4.200 milhões do mês anterior. "Isso quer dizer que a demanda também por farelo está um pouco mais aquecida e favorece o avanço de hoje".


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CBOT: Soja opera em alta com bons dados de exportações dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, nesta quinta-feira (13), seu relatório de registro de exportações reportando as vendas semanais de soja norte-americanas e, 1.319.400 milhão de toneladas na semana encerrada em 6 de dezembro.

O volume ficou bem acima das estimativas do mercado, que variavam de 700 mil a 900 mil toneladas. O volume foi maior também do que o registrado na semana passada, de 1.142.700 milhão de toneladas. A China, como tradicionalmente acontece, foi o principal comprador da oleaginosa norte-americana, adquirindo 1.008.800 milhão de toneladas.

Já as vendas de farelo de soja somaram, na mesma semana, 271.900 mil toneladas, enquanto as projeções oscilavam entre 200 mil e 300 mil toneladas. O volume, entretanto, recuou em relação à semana anterior, quando foram exportadas 463.600 mil toneladas.

No caso do óleo de soja, por outro lado, as exportações semanais dos EUA ficaram acima do esperado. Enquanto as expectativas do mercado estavam entre 15 mil e 25 mil toneladas, as vendas totalizaram 30.500 mil toneladas. O volume foi bem maior do que o da semana anterior, de 19 mil toneladas.

Chicago - Como dito antes da divulgação dos números pelo analista Marcos Araújo, da Agrinvest, os números aguardavam essas informações para definir uma dirção para o mercado. Com as exportações tanto de soja em grão quanto de óleo acima das expectativas e as de farelo dentro do esperado, as cotações passaram para o lado positivo da tabela. Por volta das 12h20 (horário de Brasília), as posições mais negociadas já operavam com ganhos um pouco mais expressivos, acima dos 6 pontos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Grãos: Sem novidades, mercado registra mais uma sessão de baixas na CBOT

Na sessão desta quarta-feira (12), soja, milho e trigo operam em queda na Bolsa de Chicago, registrando ligeiras perdas. O mercado internacional de grãos estende as perdas do pregão anterior depois que os preços refletiram os números de oferta e demanda divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ontem e que não trouxeram muitas novidades.

Entretanto, os preços já deixaram esses dados de lado e operam de forma técnica, segundo explicou Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar Corretora. "O mercado reagiu de imediato a esses números, mas depois que absorveu os dados, entrou em uma fase técnica que, já há alguns anos, é tradicional nessa reta final do ano", disse Cachia.

Os fundamentos já são conhecidos pelo mercado e por isso o mercado perde um pouco da sua convicção para exibir movimentos mais expressivos de alta ou baixa. Nestes últimos dias de 2012, segundo explica o analista, é importante que se acompanhe as movimentações dos fundos de investimentos especuladores e a postura com que negociam. "Às vezes, algumas realizações de lucros que podemos ver não são relacionadas aos fundamentos, mas apenas com ajustes de posições visando um bônus de rendimento melhor no final do ano", completa.

Esse comportamento mais técnico do mercado, portanto, deverá trazer ainda mais volatilidade ao mercado. A demanda continua aquecida, os estoques de soja são historicamente baixos, porém, essas informações já são conhecidas pelo mercado, o que faz com que os preços sigam sustentados. Porém, essa presença mais ativa dos fundos de investimentos pode provocar movimentos de realizações de lucros em função de ajustes de posições.

Já no médio e longo prazos, o que se espera é de que as cotações, principalmente da soja, se recuperem frente a este cenário fundamental promissor, de acordo com o analista. Cachia afirma que o mercado acompanha com atenção o clima na América do Sul, "que está longe de ser perfeito", e, por outro lado, a entressafra norte-americana deverá chegar mais cedo ao mercado, aumentando, eventualmente, uma nova necessidade de racionar o produto através de um aumento dos preços.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

USDA reduz estoques de soja dos EUA e aumenta produção mundial de milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta terça-feira (11) seu novo relatório de oferta e demanda e, segundo analistas, não trouxe muitas surpresas e , frente a isso, a reação do mercado pouco expressiva.

Os números reportaram a produção de soja dos EUA em 80.66 milhões de toneladas, volume em linha com o estimado no relatório de novembro. A produtividade também foi mantida em 44,57 sacas por hectare.

Por outro lado, o USDA reduziu suas projeções para os estoques finais de soja do país. As reservas passaram de 3,81 milhões, estimadas em novembro, para 3,54 milhões de toneladas. As exportações de soja dos EUA foram estimadas em 36,6 milhões de toneladas.

No cenário mundial, a produção de soja foi estimada pelo departamento norte-americano em 267,72 milhões de toneladas, frente as 267,6 milhões projetadas em outubro. Já os estoques finais mundiais foram reduzidos de 60,02 milhões para 59,93 milhões de toneladas.

Para a China, o estimado é de que a produção chegue a 12,60 milhões de toneladas e suas importações deverão somar as 63 milhões de toneladas.

Milho - No caso do milho, o USDA estimou o mesmo volume produzido nos Estados Unidos de 272,43 milhões de toneladas, em linha com a projeção reportada em novembro. A produtividade também foi mantida em 129,45 sacas por hectare.

A estimativa para os estoques finais de milho também foram mantidas em relação a novembro e permaneceram em 16,43 milhões de toneladas. As exportações norte-americanas do cereal foram reportadas em 29,2 milhões de toneladas e, para a fabricação de etanol o esperado é que sejam utilizadas 114,3 milhões de toneladas.

A produção mundial de milho foi estimada pelo USDA neste relatório de dezembro em 849,09 milhões de toneladas, contra as 839,70 milhões indicadas no mês passado. Em contrapartida, os estoques finais registraram um leve recuo, passando de 117,99 milhões para 117,61 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o departamento estima uma produção de 70 milhões de toneladas, mesmo número do boletim anterior, e para a Argentina, reduziu sua projeção de 28 milhões para 27,5 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Soja: Novembro de poucos negócios no mercado interno

No mês de novembro, o mercado da soja foi surpreendido, mais uma vez, pela indicação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) será maior do que o esperado para depois da quebra pelo qual passou o país por conta da seca. O órgão estimou sua safra em 80,66 milhões de toneladas enquanto, em outubro, a estimativa era de 77,84 milhões de toneladas.

Estes números pesaram severamente sobre as cotações da soja em Chicago, levando preços que bateram nos mais altos patamares em setembro - se aproximando dos US$ 18 - abaixo dos US$ 14 por bushel nos principais vencimentos. Porém, depois das baixas mais expressivas, o mercado exibiu dias de recuperação técnica e aos poucos foi voltando. A média de preços em novembro, em Chicago, foi de US$ 14,49 por bushel.

O foco dos traders começou, pouco a pouco, a se voltar para uma oferta, apesar do aumento nos EUA, ainda muito ajustada, e a uma demanda bastante firme, superando as expectativas do mercado. Além disso, incertezas sobre a safra da América do Sul também já começam a oferecer algum suporte às cotações.

Nessa semana, o mercado operou com forte volatilidade, alternando sessões de alta e baixa, com os negócios sofrendo com a alta de novidades expressivas que pudessem direcionar o mercado de forma mais efetiva. Na sessão desta sexta-feira, a última do mês, os preços da soja operaram todo o tempo do lado negativo da tabela e, aos poucos, foram ampliando suas perdas.

De acordo com Pedro Dejneka, analista de mercado da Futures International, de Chicago, esse recuo é um movimento normal do mercado depois da positiva recuperação apresentada pela oleaginosa durante essa semana. "O mercado não conseguiu a lenha na fogueira suficiente para segurar a alta , principalmente com as chuvas aparecendo nos mapas climáticos para o Sul do Brasil, isso aliviou os ânimos em Chicago", disse. Por outro lado, Dejneka afirma que as chuvas excessivas na Argentina preocupam, porém, ainda não são um motivo suficiente para elevar os preços a patamares importantes nos gráficos.

No mercado interno, novembro foi marcado pelos poucos negócios. Nas principais praças do país, poucas vendas foram feitas já que a oferta da soja disponível - safra 2011/12 - é extremamente ajustada, e os negócios para o produto da temporada 2012/13 também diminuíram depois da mudança dos preços no cenário internacional.

Porém, apesar das baixas registradas em Chicago, o que segurou os preços no mercado interno, que tentaram manter a estabilidade, foi a alta do dólar frente ao real. Nessa semana, a moeda norte-americana chegou a se aproximar de R$ 2,10, contribuindo para bons preços da soja no Brasil. Nos portos brasileiros, a saca de soja variou entre R$ 65 e R$68, cotada, nesta sexta-feira, a R$ 67,70 no Porto de Rio Grande.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes