Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pessoas deixam suas casas em São Francisco do Sul por causa de fumaça


Uma equipe de Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul, da Defesa Civil de São Francisco do Sul, e bombeiros de Joinville, Barra do Sul e Araquari do Norte de Santa Catarina estão em operação para controlar um incêndio de grandes proporções no terminal marítimo na BR-280, em São Francisco do Sul. 

Por volta das 23h da terça-feira, dia 24, o incêndio teria iniciado em uma carga de fertilizante em um armazém da empresa Global Logística. A situação é considerada grave já que o produto contém, segundo o Centro de Informações Toxicológicas do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nitrato de amônio, diofosfato de amônio e cloreto de potássio, considerados tóxicos. As pessoas estão sendo levadas ao pronto-atendimentos de São Francisco do Sul. 

Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, Antônio Edival Pereira, a fumaça causa irritação na garganta, náuseas e em casos mais graves, insuficiência respiratória. Por isso a orientação é para que os moradores procurem locais arejados.  

— Pedimos que as pessoas que sentirem alguma ardência nas vias aéreas que procurem lugares arejados — orienta a bombeira voluntária de São Francisco do Sul, Meri Costa.

Bairros afetados 

De acordo com o Bombeiros Voluntários os bairros Paulas, onde fica o terminal, Reta, Peroba, Sandra Regina, no Forte foram afetados. Cerca de 80 moradores, entre eles cerca de 40 idosos, do bairro Paulas foram levados pelos bombeiros para o Colégio Estadual Santa Catarina, que fica no Centro da cidade. 

Segundo a assessora de imprensa da prefeitura, Marilene Dalmolini, as escolas municipais deveriam funcionar normalmente, mas como os pais estão preocupados, decidiram não mandar os filhos à escola. 

A maioria dos postos de saúde funciona normalmente, exceto as unidades do Paulas e das áreas mais perto da praia. Ainda segundo Marilene, grande parte do comércio não abriu nesta quarta-feira. 

Outras áreas podem ser atingidas se o vento mudar de direção. 

Defesa Civil, Polícia Militar e bombeiros já montaram uma área de operação ao lado do terminal marítimo. Todos os envolvidos no controle do incêndio estão usando equipamento especial para não serem intoxicados. 

Trânsito 

Enquanto não há controle, a BR-280 está bloqueada ao redor da área atingida, perto do quilômetro 8. Também já é grande o fluxo de pessoas deixando São Francisco Sul, principalmente das área das praias. Há uma barreira no trevo de Balneário Barra do Sul e o tráfego flui apenas no sentido oposto, para quem sai da cidade.

Muitas pessoas estão paradas em bares e postos de gasolina ao longo da rodovia. 

Porto de São Francisco do Sul

Funcionários do Porto de São Francisco foram todos dispensados.  A informação é de que outras categorias, como estivadores, também não estão trabalhando. O superintendente do Porto, Paulo Corsi, está na Alemanha, mas já está ciente da situação. 

Foi ele quem dispensou os funcionários. Por enquanto, a suspensão das atividades é somente para esta quarta-feira. A informação inicial é de que o trem ainda estaria funcionando no local.

Escolas

A Secretaria de Educação de São Francisco do Sul suspendeu as aulas desta quarta-feira até sexta-feira. As aulas voltam, a princípio, na segunda-feira.

Abastecimento de água

O Samae, responsável pelo abastecimento de água em São Francisco do Sul, tranquiliza a população de que a água não está contaminada pela substância.

Exército ajuda na mobilização

O comando do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville está em São Francisco do Sul analisando como o Exército poderá colaborar na mobilização do enfrentamento do incêndio.

De acordo com o comando da unidade militar, somente após a avaliação dos oficiais será possível definir quais os procedimentos serão tomados. Os militares poderão ajudar na logística, isto é, auxiliando na remoção de moradores se houver necessidade, entre outras providências.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Grãos tem forte alta na CBOT com chuvas nos EUA e falta de oferta.

No mercado da soja, o foco dos investidores ainda se dá na escassa oferta de soja principalmente nos Estados Unidos, mas também no cenário mundial. Paralelamente, a demanda segue muito aquecida, inclusive por produto da safra nova. Nesta terça (28), o USDA(Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja para a China com entrega na temporada 2013/14.
Além disso, as condições climáticas continuam comprometendo o bom desenvolvimento do plantio da safra nova dos EUA. No último final de semana, novamente foram registras chuvas intensas que impediram um avanço mais expressivo da semeadura do milho e da soja, o que já cria espaço para especulações sobre uma possível redução na produtividade das lavouras norte-americanas.
Segundo explicou o economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora, o clima nos EUA e a falta de soja da safra velha norte-americana seguem como os dois principais fatores de influência no mercado. Entretanto, Motter afirma ainda que é preciso muita atenção ao desenvolvimento dessa safra, com todo um cenário climático ainda pela frente. "O que devemos ver agora é um quadro de muita volatilidade", disse.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Soja e milho fecham no vermelho em Chicago com previsão de clima melhor nos EUA


Mercado de soja e do milho fecharam o pregão com ligeiras baixas na Bolsa de Chicago. A oleaginosa perdeu entre 0,75 e 5 pontos nos principais vencimentos, e o cereal perdeu de 2 a 6,50 pontos. 
Entre os fatores de pressão para as cotações está a melhora para o clima dos Estados Unidos pelo menos até a próxima sexta-feira (17). Segundo Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, os produtores norte-americanos puderam evoluir com o plantio contando com temperaturas um pouco mais altas em relação às das últimas semanas no Meio-Oeste. Com isso, as trades já divulgam expectativas sobre a semeadura do milho podendo estar concluída em cerca de 50% até o próximo domingo (19). 
Porém, no final da semana, já a partir da sexta-feira, as chuvas devem voltar à cena do plantio da nova safra norte-americana, podendo provocar mais atraso nos trabalhos de campo. Mais adiante, as previsões indicam a volta do tempo bom, com um clima mais seco na segunda quinzena de maio, de acordo com o analista de mercado Stefan Tomkiw, da Jefferies Corretora e Banco de Investimentos. 
Ainda há muita incerteza sobre o andamento das condições climáticas nos Estados unidos e as previsões se alteram a cada dia. "Isso (novas previsões de melhora) ainda precisa ser confirmado conforme o prazo vai correndo e as previsões vão tendo as leituras alteradas", afirmou Tomkiw. 
O que também pressionou os preços nesta quarta-feira foram novos rumores de mais compras de soja por parte dos Estados Unidos no Brasil, fator que pesou principalmente sobre os contratos de mais curto prazo.
Os números de esmagamento de soja nos Estados Unidos divulgados pelo Nopa (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) ficaram abaixo das expectativas do mercado e também acabaram influenciando negativamente o mercado internacional da soja. O volume foi divulgado em 3,27 milhões de toneladas, enquanto as expectativas variavam entre 3,29 milhões e 3,51 milhões de toneladas, com uma média de 3,4 milhões. 
A alta do dólar também contribuiu para o tom negativo do mercado. A moeda norte-americana registrou hoje seu sexto dia consecutivo de alta. "Com isso, temos dólares para cima e commodities para baixo, já que isso diminui o apetite à risco por parte dos investidores", explica Vanin. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estoques de milho abaixo de 10% em relação a março de 2012, soja para baixo 27% e todos os estoques de trigo acima de 3%.‏


Estoques de milho em todas as posições em 01 de março de 2013 totalizou 5,40 bilhões de bushels, abaixo de 10% em relação a de 1 de março de 2012. Do total das ações, 2,67 bilhões de bushels estão armazenados em fazendas, uma queda de 16% de um ano antes. Off-fazenda, a 2,73 bilhões de bushels, estão abaixo de 4 por cento de um ano atrás. Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 indicou o desaparecimento/consumo de 2.63 bilhões de bushels, contra 3,62 bilhões de bushels durante o mesmo período no ano passado.

Soja armazenados em todas as posições em primeiro de março de 2013 totalizaram 999 milhões de bushels, abaixo de 27% em relação a de 1 de março de 2012. Estoques de soja armazenados em fazendas são estimadas em 457 milhões de bushels, queda de 18 por cento de um ano atrás. Off-fazenda, em 543 milhões de bushels, estão abaixo de 34% a partir de março. Indicado para o desaparecimento/consumo Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 trimestre totalizou 967 milhões de bushels, queda de 3 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.


Todos trigo armazenado em todas as posições em 01 de março de 2013 totalizou 1,23 bilhões de bushels, acima de 3% de um ano atrás. Na apuração de estoques são estimados 237 milhões de bushels, acima de 9 por cento a partir de março. Off-fazenda, em 997 milhões de bushels, estão acima de 2% de um ano atrás. Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 indicaram desaparecimento/consumo de 436 milhões de bushels, queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Estoques de trigo duro em todas as posições em 01 de março de 2013 totalizou 42,4 milhões de bushels, um aumento de 18% de um ano atrás. Na exploração ações, em 21,4 milhões de bushels, são até 20% a partir de 1 de março de 2012. Off-fazenda estoques totalizaram 21,0 milhões de bushels, um aumento de 17% de um ano atrás. Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 indicou o desaparecimento de 18,6 milhões de bushels é de até 52% sobre o mesmo período um ano antes.
Estoques de cevada em todas as posições em 1 de março de 2013 totalizaram 116 milhões de bushels, acima de 24% a partir de 01 de março de 2012. Na apuração de estoques estão estimados em 35,2 milhões de bushels, 33% acima de um ano atrás. Off-fazenda, em 81,2 milhões de bushels, estão 21% acima de março de 2012. Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 indicou o desaparecimento/consumo totalizando 41,7 milhões de bushels, 8% abaixo do mesmo período do ano anterior.
Aveia armazenados em todas as posições em 01 de março de 2013 totalizou 52,6 milhões de bushels, 30% dos estoques em 1 de março de 2012. Do total das ações em mãos, 18,9 milhões de bushels estão armazenados em fazendas, uma queda de 4 por cento de um ano atrás. Off-fazenda estoques totalizaram 33,7 milhões de bushels, abaixo de 39% em relação ao ano anterior. Desaparecimento/consumo indicada durante Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 totalizou 20,6 milhões de bushels, até 374% em relação ao mesmo período um ano atrás.
Sorgo armazenado em todas as posições em 1 de março de 2013 totalizou 91,4 milhões de bushels, abaixo de 15% de um ano atrás. Na apuração em 10,9 milhões de bushels, estão abaixo de 15% a partir de março. Off-fazendas em 80,5 milhões de bushels, estão abaixo de 15% ante o ano anterior. Dezembro de 2012 - fevereiro 2013 indicou o desaparecimento/consumo de todas a variedades de 48,5 milhões de bushels, acima de 13% por cento sobre o mesmo período do ano passado.
Estoques de girassol em todas as posições em 01 de março de 2013 totalizaram £ 1190000000, até 31% a partir de 01 de março de 2012. Todos os estoques armazenados nas fazendas totalizaram 574.000.000 £ e não-agrícolas estoques totalizaram £ 621.000.000. Os estoques de óleo de semente de girassol são 1,00 milhões de libras; deste total, £ 503.000.000 são estoques de exploração e £ 499.000.000 são estoques não-agrícolas. Estoques não-óleo de girassol totalizaram £ 192.000.000, com £ 70.400.000 armazenados nas fazendas e 122.000.000 £ armazenados fora das fazendas.

FECHAMENTO EM 28/03/2013
Dólar R$ 2,0200(0,5470)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAY13 (-49,4) 14,04
JUL13 (-45,6) 13,85
AUG13(-38,6) 13,46
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAY13 (-40,0) 6,95
JUL13 (-40,0) 6,76
SET13 (-40,0) 5,63

FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,20
Sorriso: R$ R$ 45,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 15,20
Sorriso: R$ 13,80




quinta-feira, 7 de março de 2013

Padrão de sustentabilidade necessárias para apoiar as exportações de soja


 A falta de um padrão unificado, sustentabilidade generalizada ameaça a capacidade da norte-grown soja para competir internacionalmente. Esse foi o aviso entregue por um painel de especialistas em sustentabilidade na conferência  Commodity clássico 2013 em Kissimmee, na Flórida.
Há um movimento global para certificar culturas cultivadas de forma sustentável, disse Tim Venverloh, diretor de sustentabilidade para a ADM. O movimento internacional pode ter um grande impacto sobre os produtores dos EUA, uma vez que cerca de um terço da produção dos EUA é enviado ao exterior.
"Na Europa, eles não querem comprar produtos que prejudicariam e invadem áreas de biodiversidade", disse Venverloh. "Temos clientes globais já perguntando como os produtores americanos participam em biodiversidade. Essa conversa está ocorrendo, e se não se envolver, a mudança ocorrerá sem nós."
Tim Chamada, vice-presidente da United Soybean Board (USB), que moderou a sessão, observou que raramente a sustentabilidade surgiu em discussões com os compradores da China, o maior mercado de exportação dos EUA de soja, de longe."Agora estamos começando a ouvir alguns estrondoso da China, alguns da Índia, também a razão pode ser que eles estão exportando para alguns países[sobre sustentabilidade] agora.".
Christopher Brown, chefe de ética sustentável de abastecimento para ASDA Stores, uma cadeia de supermercados britânica, diz que os consumidores europeus de bom grado pagam mais por produtos produzidos de forma sustentável. Eles esperam encontrar produtos produzidos de forma sustentável nas prateleiras de suas lojas de supermercados do Reino Unido, assim como os consumidores americanos não "esperam comprar um casaco esportivo feito com o trabalho infantil."
Venverloh nota que diferentes regiões do mundo estão usando padrões de sustentabilidade diferentes. Algumas biodiversidades geram estresse, outros procuram proteger florestas tropicais. Nos Estados Unidos, "Nós não temos florestas tropicais, e não temos a demanda do consumidor para a produção sustentável."
Roger Wolf, diretor de programas e serviços ambientais para a Associação de soja de Iowa, executa dois programas de sustentabilidade, incluindo uma que informa a quantidade de nutrientes para agricultores aplicar, onde e quando. Ele encontra muito ceticismo nos agricultores.
"Eles não sabem que eu já estou fazendo um bom trabalho?" alguns agricultores lhe dizem. Outros dizem: "Os clientes não querem realmente saber como meu feijão é produzido?"
"Este é um problema global", disse Wolf. A preocupação é crescente sobre o nitrogênio, fósforo e potássio que "agricultores gerenciar em uma base diária."
Lobo trouxe o público atualizado sobre ESTRELAS (Sistema de Acompanhamento de Avaliação de Sustentabilidade, e Classificação), um programa voluntário em sete estados executado em conjunto com as universidades de concessão de terra. Mais de 500 agricultores estão compartilhando informações sobre nutrientes, uso de energia e de solo para criar uma base de dados. A organização está a desenvolver planos de ação para ajudar os agricultores a alcançar a melhoria contínua.
"Se podemos cortar nossas entradas, vai beneficiar o meio ambiente", disse Chamada, observando que não é uma coisa boa quando os fertilizantes acabam em nosso abastecimento de água.
A falta de um padrão unificado nos consumidores americanos forças para educar-se.

FECHAMENTO EM 07-03-13
Dólar R$ 1,9600 (-0,3860)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+16,215,00
MAY13 (+7,6) 14,73
JUL13 (+4,6) 14,53
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+3,67,11
MAY13 (+2,4) 6,91
JUL13 (-0,4) 6,72
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,00
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 14,40

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Soja: frente à melhora climática na Argentina, mercado opera em baixa


Na sessão desta segunda-feira (25), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam do lado negativo da tabela. Por volta das 14h45 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com quedas de dois dígitos. Com o adiamento da greve dos portos no Brasil e a melhora climática na Argentina, os fundos de investimentos liquidam seus posições, segundo relata o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia.

No momento, o foco do mercado internacional de grãos são os problemas logísticos no Brasil, conforme acredita o consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte. O escoamento não está sendo suficiente para atender a demanda, principalmente, da China, maior comprador mundial de soja, conforme afirma o consultor.

“A China está preocupada com os atrasos e pode, em alguns momentos, voltar a comprar soja nos EUA. Sabemos que os estoques norte-americanos da oleaginosa são ajustados, e essa situação faz com que haja movimentações positivas em Chicago”, explica. 

Na última sexta-feira (22), os portuários de todos os portos do Brasil entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê mudanças nas atividades do setor. No entanto, após negociações entre o Governo e os trabalhadores as manifestações foram suspensas até o dia 15 de março, enquanto as partes envolvidas tentam chegar a um acordo. 

Além disso, o mercado internacional de grãos ainda observa a situação climática na América do Sul. As precipitações registradas no país no último final de semana foram esparsas e atingiram as principais regiões produtoras de soja argentina, o que poderia aliviar a situação das lavouras do país. Desde o começo da semeadura, as plantações argentinas sofrem com as adversidades climáticas. 

Milho – As cotações futuras do cereal que trabalhavam em baixa nesta segunda-feira expressaram uma recuperação e operam com pequenos ganhos na CBOT. O consultor destaca que as exportações norte-americanas estão abaixo do que o esperado, o que deixa o mercado mais morno. “Com a safra norte-americana menor em função da seca, os preços não estão competitivos na exportação”, sinaliza Monte. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Chicago: frente aos fundamentos positivos, soja opera em alta


No início desta sexta-feira (22), os futuros da soja negociados em Chicago operam do lado positivo da tabela. Os vencimentos que fecharam em campo misto, na sessão anterior, exibem altas de dois dígitos na CBOT. Por volta das 10h35 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity trabalhavam com mais de 12 pontos de ganhos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os fundamentos no mercado internacional de grãos são positivos. E a situação climática na América do Sul, principalmente, na Argentina, ainda é observada pelo mercado. As lavouras de várias regiões produtoras no país sofrem com o tempo seco. Algumas projeções indicam que a produção argentina alcance 50 milhões de toneladas, número menor do que as estimativas iniciais.

Do mesmo modo, os problemas logísticos no Brasil também contribuem para a formação desse cenário. Os atrasos dos embarques da soja através dos portos brasileiros impedem que os produtos cheguem à velocidade necessária ao mercado. Nesta sexta-feira (22), portuários vinculados, avulsos e terceirizados de todos os portos do país entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê mudanças nas atividades do setor. 

Paralela ao apertado quadro de oferta e demanda norte-americana, há a o retorno da China ao mercado. Durante esta semana, o USDA anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja em grão para o país, para serem entregues ainda nesta temporada. O que indica que a demanda pela oleaginosa permanece aquecida e não dá sinais de retração. 

Diante desse cenário, o consultor destaca que o mercado conseguiu ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/ bushel no vencimento março. “A tendência é altista para o mercado pelas próximas semanas”, afirma. 


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

Negado à Monsanto pedido de extensão de patente de soja transgênica


O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (21) recurso especial da Monsanto Technology LLC, que pretendia ampliar a vigência da patente de soja transgênica. Seguindo jurisprudência consolidada pela Segunda Seção, o ministro entendeu que a patente vigorou até 31 de agosto de 2010. 

O recurso é contra decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que reconheceu o vencimento da patente, pois a vigência de 20 anos começou a contar da data do primeiro depósito da patente no exterior, em 31 de agosto de 1990. No outro polo da ação está o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 

No recurso, a Monsanto contestou o termo inicial da contagem do prazo de vigência da patente, que foi a data do primeiro depósito no exterior, pois este foi abandonado. Também sustentou que o processo deveria ser suspenso porque tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.234) dos artigos 230 e 231 da Lei 9.279/96 (Lei de Propriedade Industrial), que tratam do depósito de patentes. 

Inicialmente, o ministro ressaltou que a pendência de julgamento no STF de ação que discute a constitucionalidade de lei não suspende a tramitação de processos no STJ. Há precedentes nesse sentido. 

No mérito, Cueva destacou que a Segunda Seção, que reúne as duas Turmas de direito privado, uniformizou o entendimento de que “a proteção oferecida às patentes estrangeiras, as chamadas patentes pipeline, vigora pelo prazo remanescente de proteção no país onde foi depositado o primeiro pedido, até o prazo máximo de proteção concedido no Brasil – 20 anos –, a contar da data do primeiro depósito no exterior, ainda que posteriormente abandonado”. 
Fonte: Superior Tribunal de Justiça

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

USDA projeta queda nos preços da soja e milho nos EUA para safra 13/14


As autoridades agrícolas norte-americanas aprofundaram nesta quinta-feira (21) as previsões de uma queda nos preços do milho e da soja na temporada 2013/14 com expectativas de colheitas recordes para ambas as culturas nos EUA.  

O economista chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Joe Glauber, afirmou durante o Fórum anual do órgão que os preços da soja no mercado físico norte-americano podem cair 27% na safra 13/14, para uma média de US$10,50/bushel.  Para o milho as quedas podem atingir a mínima em quatro anos, chegando a US$5,40/bushel. 

A queda nos preços pode acontecer caso as estimativas de produção da temporada se confirmem nos EUA. Hoje, o USDA estimou a produção de soja estadunidense na safra 13/14 em 92,67 milhões de toneladas. Para o milho a produção poderá somar 369,1 milhões de toneladas. A área plantada com soja deve atingir 31,36 milhões de hectares, ante 31,24 milhões de hectares na safra passada. No o milho são esperados 39,05 milhões de hectares plantados, contra 39,34 milhões de hectares na produção anterior.

Clima

No fórum, o economista reconheceu que a persistência da seca era uma incerteza importante para confirmação dos números. No entanto, Glauber acredita que há pouca relação entre a falta de chuvas em um ano e no próximo, o que significa que “um verão seco em 2012 tem poucas implicações no volume de precipitações do verão de 2013”, afirma. 

Ele afirma ainda que os baixos níveis de umidade na pré-temporada podem não ser determinantes para a safra de grãos estadunidense, uma vez que o mais importante para o tamanho da safra é o volume de chuvas no mês de julho. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Clima nos EUA


Boa tarde!

"Está faltando ainda cinco ou seis semanas para começo de plantio de milho. O tempo está se tornando mais frio e mais úmido agora, eu vi alguns melões plantados, mas eles estão cobertos com plástico preto e coberto com plástico transparente por causa do frio. Eu não tenho certeza de que vai dar certo porque tivemos até -10 graus Celsius na noite passada. É uma aposta para obter um mercado mais cedo".

Illinois-EUA David B. Rahe

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Chicago: soja esboça recuperação e opera com leves ganhos


No início desta sexta-feira (15), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam do lado positivo da tabela. As cotações da oleaginosa esboçam uma recuperação, após encerrar a sessão anterior com perdas entre 5,00 e 6,25 pontos. Por volta das 16h05 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com mais de 3 pontos de alta.

Segundo o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, o mercado registra um movimento técnico e por isso, as cotações futuras ensaiam uma recuperação. O analista ainda sinaliza que a realização de lucros se faz necessária nesta sexta-feira, uma vez que não haverá pregão em Chicago na próxima segunda-feira em função do feriado do Dia do Presidente, comemorado na terceira semana do mês de fevereiro. 

O analista ainda explica que essa correção técnica não cria uma tendência. “E temos que considerar que os fatores negativos estão presentes no mercado. Ao longo dos últimos dias mais de 600 mil contratos em todas as commodities agrícolas foram liquidados”, afirma. 

Um dos fatores que exercem influência no mercado são as previsões climáticas para a Argentina que indicam chuvas ou umidade maior nos próximos dias e exercem pressão negativa nos preços futuros, conforme relata Mariano. A expectativa é que com o retorno das precipitações as lavouras do país apresentem uma melhora. Da mesma forma que, as chuvas também trouxeram alívio para as plantações no Sul do Brasil. 

Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgadas ontem (14), contribuem para pressionar negativamente os preços em Chicago. Segundo analistas, os números vieram abaixo da expectativa do mercado. De acordo com o órgão, as exportações totalizaram 109.200 mil toneladas na semana que terminou no dia 07 de fevereiro. Na semana anterior, o volume havia sido de 896.2 mil toneladas.  Entretanto, é preciso salientar que os chineses estão fora do mercado essa semana devido ao feriado de Ano Novo no país. 

Por outro lado, também há o cenário macroeconômico que não tem apresentado noticias favoráveis para o mercado de commodities agrícolas. De acordo com Mariano, ontem, foram divulgadas informações de que alguns países da Zona do Euro não estariam conseguindo aumentar o PIB.

“E por essa questão os fundos estariam entendendo que não haveria interesse de demanda por países que não conseguem crescer economicamente. E os fundos estão saindo do mercado de agrícolas, então aparentemente a percepção é que não estão mais olhando a evolução de risco nesse mercado e, portanto, é melhor tirar o time de campo, e não haverá muita alavancagem”, acredita o analista. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

PRODUÇÃO DE SOJA 2012/13

 O plantio da safra 2012/13 de soja, em Mato Grosso estava previsto em 7,89 milhões hectares, mais devido a falta de chuvas no inicio do plantio da soja esta área certamente foi reduzida em aproximadamente 7%.

O Mato Grosso não deve produzir os 24 milhões de toneladas, primeiro motivo é que área inicial não foi toda plantada e o segundo motivo é que no inicio da colheita as chuvas atrapalharam (apodreceu soja na lavoura).

Em alguns lugares a soja está podre e os produtores já estão plantando milho em cima da soja que as chuvas não deixaram colher e acabaram apodrecendo.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Mercado tem realizado lucros após o relatório do USDA e somado as chuvas na Argentina estamos vendo os preços derreterem. O ponto positivo é que o sol tem deixado alguns produtores colher.

Acredito ainda que não vamos ver produção de 24 MILHÕES de Tons no Mato Grosso, quando foi divulgado já era um pouco "puxado".

Continuo acreditando que os preços vão melhorar no longo prazo, a soja está bem vendida (65% da produção) e a redução de produção por excesso de chuvas deve dar suporte para os preços.

Fazendo a conta do que está vendido e o que falta, somente as duas esmagadoras de Rondonópolis mais a de Primavera (Bunge, ADM e Cargill) consomem o que falta ser comercializado (35%), e ainda faltam as outras...!!!

Vamos ficar de olho nos EUA (safra/clima) e nos estoques da China (baixos) e o que os chineses vão usar de estratégia, comprar muito e reabastecer ou comprar pouco e manter esperando 2014?!

Sou otimista no longo prazo, e acho o 2º semestre muito tenso com todos estes fatores de clima e estratégia de compra dos maiores consumidores.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Nesta sexta-feira (8), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seus novos números de oferta e demanda para a safra 2012/13 dos Estados Unidos e dos princpais países produtores. Para a soja, o boletim manteve seus números para a produção, produtividade e exportações dos Estados Unidos, porém, reduziu os estoques norte-americanos, bem como os números para esmagamento no país. 

No caso do milho, a produção e a produtividade nos EUA também foram mantidas. Entretanto, foram reduzidas as projeções para as exportações e houve aumento nos números dos estoques finais norte-americanos.

Soja EUA - As estimativas para os estoques de soja dos Estados Unidos foram reduziadas de 3,67 milhões de toneladas, estimadas em janeiro, para 3,4 milhões de toneladas.  

As projeções para para a produção, a produtividade e as exportações de soja no país foram mantidas em 82,05 milhões de toneladas, 44,9 sacas por hectare, 36,6 milhões de toneladas, respectivamente. Por outro lado, o volume de soja para esmagamento caiu de 44,91 para 43,95 milhões de toneladas. 

Soja Mundo - Um ligeiro aumento para a safra mundial foi registrado e a estimativa passou de 269,41 milhões para 269,5 milhões de toneladas. Já os estoques finais globais passaram a 60,1 milhões de toneladas, contra as 59,46 milhões de toneladas estimadas em janeiro. 

Soja América do Sul - Para a safra de soja do Brasil o USDA estimou um aumento de 82,5 milhões para 83,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, cortou em 1 milhão de toneladas a safra da Argentina, que passou de 54 para 53 milhões de toneladas. 

Soja China - A produção da China foi mantida em 12,6 milhões de toneladas, bem como suas exportações, em 63 milhões. 

Milho EUA - No caso do milho, a produção norte-americana ficou em linha com o estimado em janeiro, sendo estimada em 273,83 milhões de toneladas. A produtividade também se manteve, ficando em 130,6 sacas por hectares. 

Já as exportações dos EUA foram estimadas em 22,86 milhões de toneladas, contra as 24,13 milhões de toneladas estimadas em janeiro. Os estoques finais aumentaram, segundo estimativas do departamento, de 15,29 milhões para 16,05 milhões de toneladas. O uso de milho para etanol foi mantido em 114,3 milhões de toneladas.  

Milho Mundo - O reporte do USDA trouxe ainda um aumento da produção mundial de milho de 852,3 milhões para 854,38 milhões de tonelada. Os estoques também tiveram aumento das estimativas passando de 115,99 para 118,04 milhões de toneladas. 

Milho América do Sul - O departamento norte-americano trouxe ainda um aumento na produção de milho do Brasil de 71 milhões para 72,5 milhões de toneladas. Por outro lado, a safra da Argentina foi reduzida de 28 milhões para 27 milhões de toneladas. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Grãos: À espera do USDA mercado opera sem convicção


Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (7). As cotações que registraram mais de 6 pontos de baixa no início da manhã, trabalham em campo misto por volta das 12h30 (horário de Brasília). 

A divergência em relação às previsões climáticas na Argentina que indicam um novo sistema de chuvas para o país na segunda quinzena de fevereiro, assim como, o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta sexta-feira (8), tiram o direcionamento do mercado. Os investidores procuram se posicionar melhor antes da publicação dos números do órgão. 

Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, a expectativa do mercado é que o departamento reduza os números dos estoques finais da soja nos Estados Unidos, haja vista que as exportações seguem em ritmo acelerado e a demanda interna ganhou força.

No caso do milho, a previsão é de que haja um possível aumento nos estoques finais norte-americanos, tendo em vista a redução no consumo para a produção de etanol. O economista destaca que, os altos preços do cereal no mercado diminuem a competitividade do produto e, consequentemente um recuo na demanda. 

“Diferentemente da soja, o milho estabelece um patamar e a demanda cai, um nível de racionamento. Mas na oleaginosa isso não acontece mesmo com os altos preços a demanda não dá sinais de retração. Com a entrada da safra sulamericana no mercado podemos ter uma pressão sazonal sobre os preços, porém a demanda é soberana e as cotações da soja não têm um patamar de racionamento”, diz Motter. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Soja opera estável na CBOT; clima na América do Sul ainda em foco

Na sessão desta terça-feira (5), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com pequenos ganhos, próximos da estabilidade. As cotações operam com volatilidade e por volta das 11h (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam pouco mais de 1 ponto de elevação, dando continuidade, de forma menos expressiva, às altas do pregão anterior. O foco do mercado ainda tem sido o desenvolvimento da safra na América do Sul.

A ausência de chuvas na Argentina preocupa o mercado haja vista que esse quadro pode ocasionar perdas na produção do país e resultar em uma menor safra vinda da América do Sul. Ao longo de todo o mês de janeiro, as precipitações ficaram abaixo da média, e no último final de semana as chuvas foram esparsas e não aliviaram a situação de stress hídrico das lavouras de soja argentinas, frustrando previsões climáticas de boas chuvas para importantes regiões produtoras.

Segundo o analista da FCStone, Glauco Monte, a falta de chuvas na região Sul do Brasil também preocupa o mercado de commodities agrícolas. Por outro lado, o excesso de precipitações no Mato Grosso, que está atrasando a colheita da soja e até mesmo afetando a qualidade do grão, também são fatores que dão sustentação às cotações futuras.

Além disso, ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou o relatório de exportações semanais nos EUA indicando que, o ritmo dos embarques norte-americanos permanece acelerado, em tempos de estoques de soja apertados no país. E grande parte das vendas tem sido para a China, o que sinaliza que a demanda continua forte. Na nação asiática, as margens de esmagamento estão positivas e as indústrias locais não estão operando com sua capacidade plena. A venda de farelo e óleo no país está aquecida e com isso as esmagadoras estão buscando matéria prima para aproveitar a boa fase dessas margens.

“O mercado subiu bastante dos valores registrados há três semanas, tomou outro rumo e atingiu novos patamares. E esses preços refletiam a expectativa de uma safra na América do Sul cheia, sem problemas. Mas o mercado voltou a focar no aperto dos estoques dos EUA e no clima e alcançou novos patamares”, ressalta Monte.

No entanto, os preços poderiam ficar pressionados negativamente com a entrada da safra sulamericana efetiva no mercado, mas será uma pressão sazonal, de acordo com o analista. Todavia, esse quadro de estoques apertados nos EUA só será regularizado a longo prazo, conforme destaca o analista.

“Então, até poderíamos realmente atingir novos patamares, até mesmo acima de US$ 15 por bushel nos contratos março e maio, caso as chuvas continuem abaixo da média e atrasando a entrada da safra no mercado. Mas se o clima acalmar não vejo uma queda expressiva frente à situação de estoques ajustado norte-americano”, explica Monte.

Ainda na visão do analista, o mercado de commodities terá dois períodos de grande volatilidade, o primeiro é agora no desenvolvimento da safra sulamericana com o mercado climático e o segundo, entre maio e junho, quando o mercado climático se estabelecer no hemisfério norte. “Nesse tempo o mercado tende a ser mais volátil, e acaba refletindo nas cotações”, finalizou o analista.

Por outro lado, o consultor de mercado Liones Severo, no Fala Produtor - espaço no Notícias Agrícolas destinado a opinião dos internautas - afirma que o mercado poderia continuar subindo até mesmo diante de uma melhora do clima. "Há poucas semanas atrás escrevi que preços baixos era exatamente o que o doutor receitava para expandir o consumo na China e outros mercados consumidores. O doutor acertou o diagnóstico e está difícil interromper o tratamento. Talvez até o clima melhore e o preços continuem a subir, pelo menos, os sintomas são fortes", explica Severo.


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Soja sobe após fim de semana quente e seco na Argentina


O tempo continua seco na Argentina e as preocupação seguem crescendo a cerca de uma produção menor no terceiro maior exportador mundial de soja. E ainda focado no clima da América do Sul, os negócios com a commodity na Bolsa de Chicago iniciaram a semana operando com expressivas altas na sessão desta segunda-feira (4). Por volta de meio-dia (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam mais de 13 pontos. 

Na última sexta-feira (1), as principais regiões produtoras ao norte do país receberam chuvas pouco volumosas, de 3 a 19 mm, de acordo com informações do instituto Meteorlogix. Entretanto, no final de semana os dias voltaram a ficar secos e registrando altas temperaturas. 

Ainda segundo o instituto de meteorologia, a previsão é de que o tempo continue assim até o meio desta semana, com as temperaturas podendo chegar a 35 graus. Há mais de 20 dias não chove em importantes locais de produção e as plantações se encontram em um estágio determinante de desenvolvimento, o que agrava essas preocupações sobre as perdas. 

Além disso, as adversidades climáticas no Brasil também estimulam as altas. As regiões produtoras do Sul do Brasil continuam sofrendo com a falta de chuvas enquanto no Centro Oeste, principalmente no Mato Grosso, o excesso das precipitações atrasa a colheita da soja. 

Na última sexta-feira (1), o mercado contou ainda com a informação de que os estoques de soja na China estariam baixos e poderiam cair ainda mais. Segundo uma agência do governo da China, as reservas atuais do país são de aproximadamente 5 milhões de toneladas e, em março, esse número deverá recuar para 4 milhões em março. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ainda com foco no clima, soja volta a subir e opera em alta na CBOT


Nesta sexta-feira (01), os futuros da soja negociados em Chicago operam do lado positivo da tabela, recuperando parte da realização de lucros registrada na sessão anterior. Por volta das 11h00 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com altas de mais de 11 pontos. O foco mercado de commodities agrícolas permanece sendo às incertezas climáticas na América do Sul.

O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que o tem direcionado as cotações futuras ainda é a questão climática no hemisfério sul, principalmente, na Argentina e no Sul do Brasil. A previsão é que haja chuvas neste final de semana, porém não devem ser suficientes para amenizar o stress hídrico das lavouras de soja. 

“Dependendo da intensidade das chuvas poderemos ter na segunda-feira (4) um direcionamento do mercado positivo ou negativo. Porque na verdade, já se fala em perdas na produção do RS e da Argentina”, afirma o economista.

Além disso, há problemas pontuais em outros estados brasileiros como Paraná e Mato Grosso do Sul que também registram um clima mais seco. Contrariamente, as plantações de Mato Grosso e Goiás sofrem com o excesso de precipitações que pode ocasionar perdas na qualidade do grão que começa a ser colhido. 

“Para o mercado esse período é decisivo, e a partir da próxima semana poderemos ter um quadro mais definido. Já existem avaliações de perdas, mas limitadas. No entanto, podem ser aprofundadas dependendo da questão das chuvas no final de semana”, ressalta Motter. 

Outro fator que também pode contribuir para o suporte das cotações em Chicago são os problemas logísticos no Brasil haja vista que podem atrasar a entrada efetiva da safra brasileira no mercado internacional. Em decorrência desse cenário, o economista destaca que, os preços internacionais podem subir de forma mais acentuada uma vez que a grande oferta da América do Sul pode demorar a entrar no mercado.

“Com isso, o mercado vai sentir a falta do produto em razão da nossa insuficiência para embarcar navios, o que vai gerar custos para os produtores. Preços internacionais mais altos em função da falta do grão, e cotações mais baixas no mercado interno devido à elevação dos custos portuários, custos de transportes e logístico de armazenagem”, diz Motter. 

Ainda na visão do economista, essa questão será fundamental para o mercado nos próximos meses. Assim como, a demanda pela soja norte-americana, especialmente, por parte da China que não dá sinais de retração e os estoques mundiais do grão que permanecem ajustados, contribui para a formação desse cenário.

Clique no link abaixo e confira a entrevista de Camilo Motter:

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

USDA: Exportações de soja e milho dos EUA avançam em uma semana


O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta quinta-feira (31) seu novo relatório semanal de registro de exportações. 

O boletim informou que as exportações de soja da safra 2012/13 totalizaram 386 mil toneladas na semana encerrada no dia 24 de janeiro. O volume, na semana anterior, foi de 383,3 mil toneladas. A China, novamente, foi o principal comprador da soja dos EUA, adquirindo 292,1 mil toneladas. 

As exportações semanais de milho, por sua vez, totalizaram 186.8 mil toneladas, contra as 138.5 mil toneladas da semana anterior. O Japão foi o principal destino do grão norte-americano, com 130.7 mil toneladas. 

No caso do trigo, as vendas na semana encerrada no último dia 24 somaram 293.6 mil toneladas. Na semana anterior, foram exportadas 572.5 mil toneladas. O Peru foi o principal comprador do cereal norte-americano, com 61.4 mil toneladas. 

Safra 2013/14 - O órgão informou ainda que as exportações semanais de soja referentes à safra 2013/14 somaram, também na semana finalizada no dia 24, o total de 867 mil toneladas. Esse volume é bem maior do que o registrado na semana anterior, que foi de 595 mil toneladas. Neste caso, a China também foi o principal país importador, respondendo por 694 mil toneladas do total. 

Sobre o milho, o USDA reportou que foram vendidas 66.5 mil toneladas da safra nova, ante das 51.3 toneladas da semana anterior. O Japão foi o principal consumidor. 

As vendas semanais de trigo totalizaram 94,3 mil toneladas, enquanto na semana passada foram exportadas 75 mil. A Nigéria foi o principal destino do cereal do EUA, adquirindo 80 mil toneladas. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Soja opera com alta de dois dígitos frente ao clima na América do Sul


Após operar com volatilidade desde o início da semana, os futuros da soja se recuperam nesta quarta-feira (30) e trabalham com altas expressivas na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h45 (horário de Brasília) os principais contratos registram ganhos de mais de 20 pontos. As incertezas climáticas na América do Sul permanecem sendo o foco do mercado internacional. 

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado esperava que a oferta de soja brasileira aumentasse durante essa semana, mas com o excesso de chuvas em algumas áreas produtoras a colheita anda em ritmo lento. Em outras regiões o grão que já foi colhido não é embarcado em função da baixa qualidade ocasionada pelas precipitações constantes. 

Por outro lado, a situação climática na Argentina também influencia as cotações em Chicago. As previsões climáticas são divergentes, e algumas indicam que as temperaturas devem permanecer elevadas e poucas chuvas nos próximos dez dias, o que poderia comprometer o desenvolvimento das lavouras de soja. 

“Esse quadro pode ocasionar perdas de vagem e flor, e a produção argentina caminha para perdas na produtividade e o mercado começa a olha isso. Os fundamentos de oferta e demanda são positivos para as cotações, a oferta é menor do que se esperava e a demanda chinesa está sendo maior do que às estimativas”, ressalta Brandalizze. 

O analista destaca que os primeiros indicativos apontam que há um crescimento na produção e no consumo de suínos na China. E consequentemente, o país terá que aumentar as importações de grãos. “O mercado começa a olhar esses fatores, e as cotações futuras da soja podem bater a faixa de US$ 15 por bushel nos próximos dias se seguir essa linha climática na América do Sul”, explica. 

Além disso, a Oil World divulgou uma nota ontem (29) afirmando que os preços da oleaginosa podem voltar a subir expressivamente na CBOT devido aos atrasos na colheita no hemisfério sul ou problemas com uma logística insuficiente para atender a demanda mundial. O analista ratifica que essa situação pode impactar os preços em Chicago.

“Os portos brasileiros não têm mudanças há mais de 30 anos, e a produção brasileira aumentou muito. E a partir de fevereiro podemos ver grandes filas de caminhões, o que começa a impactar os preços do frete. Com isso, o produtor brasileiro deverá perder parte do que o mercado internacional oferecer para a logística”, diz Brandalizze. 

Ainda de acordo com o analista, outro fator que também pode pressionar positivamente os preços no mercado internacional é a diminuição das exportações de trigo da Rússia devido à forte estiagem que castigou as lavouras do país.  “Com o aquecimento da demanda interna russa há menos cereal para vender, e como o produto impacta diretamente na inflação o governo deve começar a controlar as exportações o deve refletir em alta no mercado em Chicago, especialmente para soja e milho, uma vez que parte do trigo é destinada ao setor de ração”, relata o analista.
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio