Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



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segunda-feira, 25 de março de 2013

Baixas temperaturas do solo podem atrapalhar plantio do milho nos EUA


A Primavera começou na última quarta-feira no Hemisfério Norte, mas a semana começou ainda com a cara do Inverno para os norte-americanos. Uma nevasca atingiu o Meio-Oeste dos Estados Unidos durante o domingo. No Estado do Colorado o acumulado de neve chegou a 30 centímetros, o que complicou muito o trânsito nas estradas. Um engavetamento, envolvendo cerca de 30 carros e dois caminhões deixou vários feridos. 

Para essa semana a previsão ainda não é de melhora no tempo. Nesta segunda-feira a onda de frio ganha força e avança para outros Estados. Há possibilidade de nevar hoje desde o Estado de Kansas, até Nova Iorque. Em Columbus, Ohio, as temperaturas podem chegar a -3°C e segundo os meteorologistas a probabilidade é de 100% de neve entre a tarde e a noite de hoje. 

Por: Rafaela Vendramini

FECHAMENTO EM 22/03/2013
Dólar R$ 2,0105(0,0500)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAY13 (-3,6) 14,36
JUL13 (0,0) 14,18
AUG13(+0,4) 13,73
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAY13 (+6,2) 7,32
JUL13 (+5,6) 7,14
SET13 (+7,6)6,04
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 48,00
Sorriso: R$ R$ 43,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 13,20
Sorriso: R$ 10,80

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mercado opera próximo da estabilidade à espera do USDA

 Durante toda a semana os investidores têm buscado um melhor posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na tarde desta sexta-feira. Segundo o analista de mercado da Consultoria Agroeconômica, Carlos Cogo, sinaliza que o mercado espera que o departamento norte-americano reduza os números de estoques finais de soja nos Estados Unidos. 


E qualquer alteração nos estoques, terá um impacto altista no mercado até a entrada na nova safra norte-americana. O relatório para a soja deve ser altista no curto prazo”, afirma o analista. 
 diante dos baixos estoques do país, a demanda, especialmente a chinesa, permanece aquecida e não dá sinais de retração. E o Brasil não tem sido eficiente em atender a demanda mundial. Os problemas logísticos impedem que a oferta brasileira chegue à velocidade necessária aos países compradores.

Do mesmo modo, o departamento norte-americano pode revisar para baixo os números da produção da Argentina, em função das intempéries climáticas que prejudicaram as lavouras desde o início do plantio. O analista destaca que as projeções para a safra brasileira também podem ser reduzidas.

Contrariamente, o relatório do USDA tende a ser negativo para os futuros do milho. Com o Brasil exportando volumes maiores do cereal, e com os embarques norte-americanos em ritmo lento, o departamento pode aumentar os números de estoques de passagem dos EUA, conforme acredita Cogo. Fator que pode pressionar negativamente as cotações em Chicago. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Colheita em Mato Grosso


Aqui no estado Mato Grosso estamos terminando a colheita da soja, estamos postando fotos de ontem da região.
A produção de soja no final foi muito boa e isso pode ajudar na média geral e fazer com que não quebre tanto a produção do Brasil, mas continuo acreditando que deve reduzir 10%, é o que eu penso.
Agora falta em média 8% para terminar a colheita do meu estado.
Os preços de soja e milho aqui no Brasil estão parados, não sobem e não caem, todos esperam o relatório de plantio dos EUA.
No longo prazo acredito ainda em preços bons para soja com fundamentos no mercado interno, considerando que temos só 30% para vender; no milho já teremos que ter uma combinação de fatores bem maior para ter bons preços!




terça-feira, 5 de março de 2013

Menor aversão a risco deve pressionar dólar para baixo


A melhora do humor nos mercados internacionais, graças a dados econômicos favoráveis na Europa e a notícias mais animadoras vindas da China, deve tirar o impulso para ganhos do dólar ante o real nesta terça-feira. Além disso, a expectativa é positiva para a divulgação do índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos Estados Unidos em fevereiro. Essa menor aversão a risco generalizada aumenta o apetite dos investidores por ações nas bolsas europeias e nos futuros de Nova York, ao mesmo tempo em que coloca o dólar mais fraco em relação ao euro, iene, e algumas moedas correlacionadas a commodities, como o dólar australiano e o dólar canadense.
"Apesar do descolamento que ocorreu ontem, o dólar deve continuar acompanhando hoje o cenário externo, podendo abrir perto da estabilidade, mas com tendência de depreciação", comentou um operador de câmbio na manhã desta terça-feira. Segundo ele, o investidor mantém ainda cautela, à espera do comunicado do Copom, a ser anunciado na reunião de quarta-feira.
Na segunda-feira, o dólar virou e passou a cair ante o real, influenciado, em parte, pela entrada de recursos financeiros corporativos, e também melhora nas bolsas em Nova York. A moeda negociada no balcão, à vista, fechou cotada a R$ 1,9760, em baixa de 0,30%.
Nos EUA, o índice de atividade do setor de serviços, divulgado nesta terça-feira, subiu a 56,0 em fevereiro, de 55,2 em janeiro.
Na China, o investidor se animou ao ouvir do primeiro-ministro, Wen Jiabao, que o país irá aumentar os gastos e a dívida pública para alcançar um crescimento ao redor de 7,5% neste ano, além de fortalecer os esforços para mudar a estrutura econômica. Essa notícia ofuscou o dado fraco do PMI HSBC do setor de serviços na China, que recuou para 52,1 em fevereiro, de 54,0 em janeiro.
Na Europa, as vendas no varejo da zona do euro cresceram 1,2% em janeiro, ante dezembro, superando a previsão de alta de 0,3%. Na comparação com janeiro de 2012, a atividade registrou queda de 1,3%, mas menor que o esperado (-2,9%). A alta nas vendas na margem foi a maior desde abril de 2011. Outro dado da região, no entanto, o PMI composto da zona do euro, caiu para 47,9 em fevereiro, ante 48,6 em janeiro e previsão de 47,3, sinalizando uma contração mais forte no mês passado.
Na Alemanha, ainda que o PMI de serviços tenha recuado para 54,7 em fevereiro, de 55,7 em janeiro, essa desaceleração foi menor do que a esperada, de 54,1. Com isso, o PMI composto alemão passou de 54,4 para 53,3, o que ainda indica expansão da atividade, por estar acima de 50. No Reino Unido, o PMI de serviços subiu para 51,8 em fevereiro, de 51,5 em janeiro, na maior alta desde setembro de 2012 e acima da previsão, de 51,0. Isso reduz a apostas de que o Banco Central da Inglaterra (BoE), possa sinalizar mais medidas de estímulos a caminho, na reunião de quinta-feira.
O dólar australiano ganhou força nesta terça-feira após Banco Central da Austrália (RBA) manter a taxa básica de juros inalterada em 3% ao ano, pelo segundo mês consecutivo, como era esperado. A justificativa do BC para a decisão foi a de que houve melhora modesta na economia e nas condições na Europa e China.
Às 12h50, o dólar comercial operava cotado a R$ 1,9680 (-0,40%). 

Fonte:Economia & negocios
FECHAMENTO EM 04-03-2013
Dólar R$ 1,9650 (-0,3600)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+6,614,97
MAY13 (+4,2) 14,66
JUL13 (+15,0) 14,43
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+9,07,32
MAY13 (+6,0) 7,09
JUL13 (+4,2) 6,86
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 14,40

CBOT: Com logística ineficiente no Brasil, soja volta a operar acima de US$15/bushel


Após encerrar a sessão anterior com altas de dois dígitos, os futuros da soja operam do lado positivo da tabela nesta terça-feira (5). Por volta das 12h30 (horário de Brasília) as principais posições negociadas na Bolsa de Chicago registravam ganhos de dois dígitos. O contrato março/13 conseguiu ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/bushel.

Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, os problemas logísticos têm exercido pressão positiva nos preços em Chicago.  E a ausência de produto brasileiro no mercado internacional influencia positivamente as cotações futuras, mas por outro lado  pressiona para baixo os preços pagos aos produtores.

“No Brasil, temos prêmios negativos para embarques imediatos. Temos um mercado interno na contramão, que acaba sendo prejudicado, embora visivelmente temos uma elevação nos preços lá fora”, explica Motter.

O economista destaca que a fila de navios nos portos esperando para carregar chega há 50 dias. Além disso, nos embarques, o grão ainda compete com o milho e o farelo de soja, o que dificulta o escoamento da produção de soja brasileira. Diante desse cenário, muitos países importadores, principalmente, a China, têm preferido comprar o grão nos EUA, que possui estoques ajustados, para se protegerem dos atrasos nos embarques pelos portos do país. 

As exportações norte-americanas permanecem em ritmo acelerado nessa temporada. O economista sinaliza que o país, já exportou até o momento 31.2 milhões de toneladas contra 24.7 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. 

“Por outro lado, apesar desse quadro os preços futuros estão confinados em um patamar entre US$ 14/bushel, patamar que sugere aos investidores mais compras e US$ 15/bushel que está sendo entendido como um nível de venda. E a questão logística passa a ser nesse momento, o centro de formação de preços antes era o clima e nas próximas semanas o mercado deve começar a observar o plantio nos EUA”, acredita o economista.

Além disso, na sexta-feira (8) será divulgado o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa do mercado, é que o departamento norte-americano reduza os estoques de soja do país. 

“Tudo indica que haja também uma redução na projeção da safra argentina, em função dos problemas climáticos, e o número da safra brasileira deve ser mantido. Depois disso, o mercado voltar às atenções para o clima nos EUA se será favorável para a produção de grãos, pois caso se concretize uma safra recorde, os preços futuros devem ficar pressionados no segundo semestre”, diz o economista.
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

segunda-feira, 4 de março de 2013

Analistas acreditam em alta da inflação em 2013, para 5,70%


As projeções de analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 recrudesceram depois de duas semanas seguidas de redução. Segundo relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira, a mediana das estimativas para o índice de inflação oficial do País passou de 5,69% para 5,70% neste ano. Para 2014, a expectativa mediana seguiu em 5,50%.


Para o curto prazo, os economistas também elevaram as estimativas e agora acreditam que o índice encerrará fevereiro em 0,45%. Estava em 0,43% na semana passada. Um mês atrás, no entanto, a taxa era de 0,40%. Para março, não houve alterações e a projeção é de que o IPCA encerre este mês em 0,43%. Ainda assim, a expectativa está mais alta do que a vista há quatro semanas, de 0,40%.Um salto maior foi visto nas previsões para o IPCA suavizado para o prazo dos próximos 12 meses, com a mediana subindo de 5,49% para 5,62%. Vale ressaltar que há quatro semanas esta projeção estava em 5,47%.
Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir sobre o rumo da taxa básica de juros, o mercado financeiro fez apenas uma alteração em suas projeções - e apenas para 2014. Segundo relatório de mercado Focus, a mediana das estimativas para a Selic de 2013 seguiram em 7,25% ao ano, taxa atual, pela 16ª semana consecutiva. Para 2014, também foi mantida a projeção mediana de 8,25% ao ano - patamar verificado há 10 semanas seguidas. No caso da Selic média, a taxa também foi mantida em 7,25% ao ano pela 16ª semana. Para 2014, no entanto, foi vista uma elevação, de 8,25% ao ano para 8,30% ao ano. Há um mês, a mediana para este indicador estava em 8,21% ao ano.
Crescimento menor
Depois do fraco resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, de 0,9%, conhecido na semana passada, analistas do mercado financeiro revisaram para baixo a perspectiva de crescimento da economia brasileira em 2013. A mediana das projeções para este ano, segundo relatório de mercado Focus passou de 3,10%, taxa também vista um mês atrás, para 3,09% agora.
Para 2014, porém, houve uma elevação, com a taxa mediana saindo de 3,60% na semana passada para 3,65% agora. Há quatro semanas, porém, a projeção era maior: de um crescimento de 3,70% no ano que vem. Estes números da Focus para o PIB foram fortemente influenciados pelas estimativas dos analistas para a produção industrial. Eles agora preveem uma alta de 2,86% para o setor manufatureiro este ano ante uma expectativa de expansão de 3,10% verificada na semana passada e de 3,17% vista um mês atrás. Já para 2014, os economistas voltaram a elevar suas projeções. A mediana passou de 3,50% para 3,75% de uma semana para outra, superando, inclusive, a marca de 3,70% que constava do documento de um mês atrás.
Comércio
Mais uma vez, analistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o saldo da balança comercial neste e no próximo ano. A projeção mediana é de que a diferença entre exportações e importações seja de US$ 15 bilhões em 2013 ante estimativa anterior de um saldo de US$ 15,20 bilhões e de US$ 15,50 vista um mês atrás. Para 2014, a tendência tem sido de baixa também. A mediana das projeções estava positiva em US$ 16 bilhões há quatro semanas, caiu para US$ 15,60 bilhões na semana passada e agora está em US$ 14,50 bilhões.
O prognóstico se deteriorou apesar da estabilidade vista nas estimativas para o câmbio. Segundo a Focus, o dólar deve encerrar 2013 cotado em R$ 2,00, o mesmo nível visto uma semana atrás, mas inferior aos R$ 2,05 de um mês. Para 2014, a projeção mediana foi mantida em R$ 2,05 como no último documento. Vale lembrar que estava em R$ 2,07 um mês atrás. Também não houve oscilações para o câmbio médio de 2013, que seguiu em R$ 2,00, nem para o de 2014, que continuou em R$ 2,04.
No caso do déficit em conta corrente, a Focus apresentou tendências diferentes para este e o próximo ano. Para 2013, o rombo diminuiu de US$ 63,10 bilhões para US$ 62,90 bilhões. Há um mês, o documento revelava que a mediana estava em US$ 62,65 bilhões. Para 2014, a perspectiva agora é de um déficit de US$ 70 bilhões ante um resultado negativo de US$ 68,35 bilhões visto na semana passada. Um mês atrás, a perspectiva era de um déficit de US$ 70 bilhões.
O financiamento desses rombos não será totalmente coberto pelo fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED), na opinião dos analistas consultados pelo Banco Central. De acordo com eles, o ingresso desses recursos deve ser de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano. Este patamar está imóvel na Focus há 12 semanas, no caso de 2013, e há 29 semanas, no de 2014. Já para a relação dívida/PIB, foi mantida a expectativa de uma taxa de 34,50% para 2013, a mesma verificada na semana passada. A projeção para esta relação estava em 34,00% um mês atrás. Para 2014, a taxa passou de 33,20% para 33,23%, maior do que o patamar de 33,10% visto há um mês.
FONTE: Estadão PME 

FECHAMENTO EM 04-03-2013
Dólar R$ 1,9715 (-0,4840)
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (+27,014,91
MAY13 (+19,6) 14,63
JUL13 (+17,2) 14,44
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
MAR13 (-3,6) 7,20
MAY13 (-8,0) 7,00
JUL13 (-7,4) 6,79
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
Rondonópolis: R$ 49,50
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO EM:
Rondonópolis: R$ 14,40




Dólar abre semana em alta


LONDRES - O dólar opera em alta, mas os movimentos do mercado de câmbio estão limitados pela reunião dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, e pela agenda cheia do restante da semana - que inclui reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) e a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve.
O euro apresenta queda e oscila em torno de US$ 1,30 enquanto o Eurogrupo se prepara para discutir a extensão do prazo para que Portugal e Irlanda reembolsem os empréstimos tomados por meio dos programas de resgate internacional que receberam. A incerteza política na Itália também deverá ser debatida na reunião.
Além do BCE e do BoE, os bancos centrais da Austrália, do Canadá e do Japão também decidem sobre juros nesta semana. Embora a previsão seja de que todos mantenham a política monetária inalterada, serão importantes os sinais sobre o futuro, segundo analistas. "No geral esses bancos centrais estão se movendo em direção a uma política mais acomodatícia e isso provavelmente vai dar suporte para o dólar nesta semana", afirmou Kiran Kowshik, estrategista do BNP Paribas.
O interesse no dólar também vai sendo sustentado pelo anúncio do governo da China, no fim da semana passada, de novas medidas para conter o aumento dos preços dos imóveis. O dólar australiano caiu para o nível mais baixo em quase oito meses diante do dólar dos EUA, em razão dos receios de que o movimento chinês prejudique a demanda por commodities da Austrália.
A libra também se enfraqueceu diante do dólar, pressionada pela contração mais forte em mais de três anos no setor de construção do Reino Unido em fevereiro, como mostrado pela queda no índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor para 46,8, de 48,7 em janeiro.
Enquanto isso, o iene opera em leve alta diante do dólar, depois de o candidato do governo do Japão para a presidência do banco central do país, Haruhiko Kuroda, não dizer nada novo na audiência realizada nesta segunda-feira no parlamento.
Às 10h (de Brasília), o euro caía de US$ 1,3025 no fim da tarde de sexta-feira (01) para US$ 1,3011, e de 121,80 ienes para 121,71 ienes, enquanto o dólar recuava para de 93,60 ienes 93,55 ienes. A libra se recuperava das perdas do início da manhã e subia de US$ 1,5036 na sexta-feira (01) para US$ 1,5048. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal estava em 73,329, de 73,347. 
FONTE:Dow Jones economia.estadao

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Media de produção de colheira


Continuamos a colher a soja com um bom clima e boas chuvas devem fazer o milho produzir bem!
Está havendo atrasos na entrega das sementes de milho e isso pode prejudicar a produção no geral e ainda temos o fator que as chuvas em excesso atrapalharam a colheita da soja e prejudicou o inicio do plantio do milho safrinha!
Hoje eu conversei com alguns produtores de soja e sua média é de 50 sacas por ha na maioria das fazendas, é uma produção normal! A média pode cair porque muitas fazendas estão misturando a soja podre com soja de boa qualidade!
Na Argentina, o clima continua castigando lavouras, neste fim de semana choveu nas áreas mais importantes, mas não foram chuvas grandes.

O clima aqui agora é bom para a colheita de soja e para o milho se desenvolver.

Umidade dos solos nos EUA‏


"Tenho a relatar que, nas últimas 2 semanas, temos recebido uma boa quantidade de umidade. Mesmo para o oeste, tenho certeza as coisas vão começar a ser melhor. Eu vi pelo menos um analista de mercado dizem que a situação atual de umidade no cinturão de trigo vai impulsionar o mercado agora com a adição de chuvas e trazendo preços para baixo com as chuvas, e de longo prazo veranicos trazendo um pouco de uma colisão melhor para preços.
A colheita no Texas começará em maio e vamos começar a ter um melhor controle sobre fontes de 2013-2014".

Por: David B. Rahe - Illinois-EUA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Monsanto adia cobrança de royalties da soja RR1 em todo o Brasil


Em nota oficial, publicada agora a pouco em seu site, a Monsanto informa estar adiando a cobranca dos boletos relativo aos  royalties (direitos sobre a patente), cujo vencimento estava previsto para ocorrer na proxima quinta-feira, dia 28 . A cobranca de 2,5% incide sobre todos as sementes que utilizam  a tecnologia  RR1.

SEGUE A NOTA:

"A Monsanto trabalhou com diversas lideranças do setor rural do Brasil para estabelecer um caminho no que diz respeito à soja RR1 no País. 

Em consequência, a empresa adiará a cobrança de royalties da soja RR1 no Brasil até que haja decisão final da justiça.


A companhia  pretende continuar documentando e mantendo as informações comerciais relativas àqueles que usam a soja RR1 durante este período de adiamento da cobrança.



No Brasil, a soja RR1 é protegida por vários direitos de propriedade intelectual, inclusive patentes. De acordo com a legislação brasileira, a Monsanto busca corrigir o prazo de uma de suas patentes brasileiras para essa tecnologia até 2014. 

Esse assunto ainda está pendente de decisão judicial e a Monsanto recorreu da recente decisão do Superior Tribunal de Justiça. Após manifestação final do STJ, a decisão definitiva ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal.


Os agricultores que preferirem uma solução imediata e definitiva podem fazê-lo por meio de uma versão simplificada do termo de quitação geral. 

Os agricultores que assinaram a primeira versão desse termo poderão mantê-la, encerrá-la ou substituí-la pelo novo documento que está disponível no site www.monsanto.com.br


A Monsanto e as lideranças rurais reconhecem que a biotecnologia tem um importante papel na agricultura brasileira ao proporcionar maior eficiência no campo e aumento de produtividade. Também reconhecem que a propriedade intelectual e o pagamento das tecnologias a cada uso viabilizam a inovação. 

A Monsanto continua aberta ao diálogo com os agricultores e seus representantes de forma a pavimentar o caminho para novas tecnologias na agricultura brasileira".

Fonte: Redacao NA




Dólar R$ 1,9845 

FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:


Mês Pontos Bushel

MAR13 (-2,614,48
MAY13 (-3,0) 14,32
JUL13 (-3,0) 14,148

FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:


Mês Pontos Bushel

MAR13 (+11,0) 7,04

MAY13 (+9,0) 6,94

JUL13 (+7,0) 6,78

FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:

Rondonópolis: R$ 50,00

Tendência de mercados relacionados ao clima‏


ISRAEL:
Como já falamos anteriormente, o clima vai direcionar o mercado/preços deste ano e principalmente após o segundo semestre de 2012 e principalmente para 13/14, se por acaso o clima for bom nos EUA, quem tem estoques baixos (China por ex.) vai segurar para regular os níveis!
O mercado interno (Brasil) vai dar boas oportunidades para vendas de soja caso o clima estrague as exportações, mas ainda acho que segurar muito no segundo semestre é arriscado, vai ser um "jogo duro"! Baixar os preços dos grão é de interesse mundial!
MAS LEMBRANDO, TODO ESTE RECUO NO PREÇO VAI DEPENDER DE CLIMA! OBSERVAR O CLIMA!!

Leiam a matéria que pode fazer os preços recuarem "SE" o clima for bom!

Os preços das commodities vão cair "significativamente" em 2013, devido à forte produção de milho e soja em 2013, economista-chefe do USDA previu hoje (21/02/13) na conferência da agência Outlook agrícola anual em Arlington, Virgínia.
Joe Glauber previu que os preços do milho , em média, serão 4,80 dólares por bushel em 2013/14, uma queda de 33% a partir da campanha anterior (2012). preços da soja , estimou, deve cair 27%, para US $ 10,50 por bushel. Um retorno às condições climáticas normais, previu, vai resultar em maior produção que vai deprimir os preços.
"Não há razão para acreditar que não vamos estar de olho para os rendimentos normais este ano", disse Glauber, observando recente melhoria em condições de seca, principalmente no Cinturão do Milho oriental. "Historicamente, há pouca correlação entre a precipitações de um ano e no próximo ano."
Melhor tempo, combinado com mais hectares plantados, deve resultar em rendimentos agrícolas fortes em 2013, disse ele.Renda agrícola líquida, de acordo com dados do ERS divulgados no início deste ano, será igual a $ 128 bilhões, o mais alto nível em termos reais desde 1973.
Produtores de gado, por outro lado, não vão sentir o impacto benéfico da redução dos preços de alimentação até o final do ano. Renda líquida de caixa para a indústria de gado, de acordo com a previsão da ERS, vai cair em 2013 devido a um aumento de 6% nos preços de matérias-primas.
Glauber espera que os agricultores este ano vão plantar pelo menos como muitos hectares de milho, soja, trigo, como ocorreu no ano passado. Mas isso vai variar de cultura. Ele espera que o plantio de milho deve ter uma queda de 0,7%, enquanto a soja é de 0,4% e de trigo é de 0,5%. "Área combinada para essas culturas superou 230 milhões de hectares em 2012, e provavelmente vai atingir os níveis semelhantes para 2013", disse ele.
A produção de milho e soja deve ser um resultado grande das plantações e com o melhor tempo. USDA prevê que a produção de milho será de 34,8% para 14,5 bilhões de bushels de soja e de 12,9% para 3,4 bilhões de bushels.
A indústria será apoiada por recordes exportações agrícolas para 2013, de acordo com estimativas do USDA. "O ritmo de exportações este ano tem sido impressionante. Nos primeiros três meses do ano fiscal, os EUA exportaram 43 bilhões de dólares de produtos agrícolas, maior do que o que nós exportados anualmente no início de 1990", disse Glauber.
Enquanto isso, os Estados Unidos, que usou para comandar 70 a 80% do mercado mundial de exportação de milho, é provável que abandone sua posição de liderança. Este ano, por causa da seca, e os rendimentos fortes no Hemisfério Sul, os EUA devem terminar em segundo e primeiro para o Brasil. "Eu espero que isso seja uma situação muito temporária", disse ele.
Aumento da produção de milho e soja deve reconstruir estoques historicamente baixos. Estoques de milho do mundo estão nos níveis mais baixos desde 1993/94. Estoques de trigo caíram para 2008/09 níveis.
Compras de milho, os produtores de etanol este ano não vai voltar a 2011/12 níveis. Glauber previsões que 4,675 bilhões de bushels de milho vai entrar em etanol, ante os 5 bilhões de bushels compraram em 2011/12. O economista explicou que as pessoas estão comprando menos gasolina devido aos problemas econômicos e à eficiência de combustível aumentada de carros.
Preços mais baixos de alimentação no final do ano pode conter a perda de gado. Glauber observou que o país perdeu 3,4 milhões de cabeça em Kansas, Oklahoma e Texas nos últimos dois anos.Durante o verão, 60% das pastagens sofreram condições de seca. Sem mais chuva, ele disse, "infelizmente, nós poderíamos ver liquidação adicional."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Chicago: frente aos fundamentos positivos, soja opera em alta


No início desta sexta-feira (22), os futuros da soja negociados em Chicago operam do lado positivo da tabela. Os vencimentos que fecharam em campo misto, na sessão anterior, exibem altas de dois dígitos na CBOT. Por volta das 10h35 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity trabalhavam com mais de 12 pontos de ganhos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os fundamentos no mercado internacional de grãos são positivos. E a situação climática na América do Sul, principalmente, na Argentina, ainda é observada pelo mercado. As lavouras de várias regiões produtoras no país sofrem com o tempo seco. Algumas projeções indicam que a produção argentina alcance 50 milhões de toneladas, número menor do que as estimativas iniciais.

Do mesmo modo, os problemas logísticos no Brasil também contribuem para a formação desse cenário. Os atrasos dos embarques da soja através dos portos brasileiros impedem que os produtos cheguem à velocidade necessária ao mercado. Nesta sexta-feira (22), portuários vinculados, avulsos e terceirizados de todos os portos do país entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê mudanças nas atividades do setor. 

Paralela ao apertado quadro de oferta e demanda norte-americana, há a o retorno da China ao mercado. Durante esta semana, o USDA anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja em grão para o país, para serem entregues ainda nesta temporada. O que indica que a demanda pela oleaginosa permanece aquecida e não dá sinais de retração. 

Diante desse cenário, o consultor destaca que o mercado conseguiu ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/ bushel no vencimento março. “A tendência é altista para o mercado pelas próximas semanas”, afirma. 


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

Negado à Monsanto pedido de extensão de patente de soja transgênica


O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (21) recurso especial da Monsanto Technology LLC, que pretendia ampliar a vigência da patente de soja transgênica. Seguindo jurisprudência consolidada pela Segunda Seção, o ministro entendeu que a patente vigorou até 31 de agosto de 2010. 

O recurso é contra decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que reconheceu o vencimento da patente, pois a vigência de 20 anos começou a contar da data do primeiro depósito da patente no exterior, em 31 de agosto de 1990. No outro polo da ação está o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 

No recurso, a Monsanto contestou o termo inicial da contagem do prazo de vigência da patente, que foi a data do primeiro depósito no exterior, pois este foi abandonado. Também sustentou que o processo deveria ser suspenso porque tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.234) dos artigos 230 e 231 da Lei 9.279/96 (Lei de Propriedade Industrial), que tratam do depósito de patentes. 

Inicialmente, o ministro ressaltou que a pendência de julgamento no STF de ação que discute a constitucionalidade de lei não suspende a tramitação de processos no STJ. Há precedentes nesse sentido. 

No mérito, Cueva destacou que a Segunda Seção, que reúne as duas Turmas de direito privado, uniformizou o entendimento de que “a proteção oferecida às patentes estrangeiras, as chamadas patentes pipeline, vigora pelo prazo remanescente de proteção no país onde foi depositado o primeiro pedido, até o prazo máximo de proteção concedido no Brasil – 20 anos –, a contar da data do primeiro depósito no exterior, ainda que posteriormente abandonado”. 
Fonte: Superior Tribunal de Justiça

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Chicago: após fortes altas, soja opera com volatilidade nesta 5ª feira


Na manhã desta quinta-feira (21) as cotações futuras da soja operam do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com volatilidade, com leves correções técnicas, após operar com altas expressivas nos últimos pregões. Por volta das 15h35 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity trabalhavam com leves ganhos.

O analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, explica que o mercado ainda tem algumas incertezas e diante do ajustado quadro de oferta e demanda norte-americana, a demanda permanece forte. A China voltou às compras no mercado internacional de grãos. Nos Estados Unidos, há rumores de que, somente nesta semana, cerca de 6 a 8 cargos de soja foram vendidos, mas as informações não foram oficialmente confirmados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Além disso, o mercado de commodities agrícolas ainda observa o clima nas lavouras da América do Sul que foram prejudicadas pelas adversidades climáticas. Na Argentina, o volume de chuvas registrado no último final de semana não foi suficiente para amenizar as condições das plantações que sofrem com tempo seco e as temperaturas elevadas. E a expectativa é que a produção alcance 50 milhões de toneladas. 

Por outro lado, no Brasil, o excesso de chuvas atrasa a colheita nas principais regiões produtora do país. E os problemas com a ineficiente logística que logísticos impedem que os produtos cheguem à velocidade necessária ao mercado.

Ainda de acordo com o analista as estimativas de safra recorde de milho nos EUA, e uma safra cheia na América do Sul, apesar dos problemas pontuais, a situação é incerta até que a colheita da produção norte-americana. “Vamos ter uma situação de oferta muito apertada e estoques baixos e com isso acreditamos que o mercado está se sustentando, mesmo com a entrada da safra sulamericana no mercado, que poderia pressionar sazonalmente os preços futuros”, afirma o analista.

Frente a esse cenário, Cachia destaca que os Estados Unidos podem não ter produto suficiente para atender a demanda tanto no mercado interno como externo ao mesmo tempo. “E o mercado vai colocar um processo de racionamento do produto através do aumento de preços. Até a definição 100% da safra norte-americana acredito que os compradores vão continuar sendo agressivos e terá momento em que o mercado irá reagir e talvez dando suporte aos preços no mercado interno de soja. No entanto, se o clima for favorável nos EUA sem dúvidas a tendência do mercado ficaria baixista”, afirma. 

Milho – Os futuros do milho também trabalham em baixa nesta quinta-feira (21). Segundo o analista o mercado está um pouco decepcionado uma vez que as exportações do cereal norte-americano seguem em ritmo lento. Entretanto, é preciso ressaltar a quebra na produção dos EUA em função do clima seco. 

“Mas, os preços não podem ceder demais, principalmente, se a soja voltar a subir nos próximos dias, vai ocorrer uma disputa nas áreas de plantio nos EUA. E caso as cotações do milho se distancie da oleaginosa corre o risco de perder área para a oleaginosa. E sabemos que os estoques de milho também são baixos, e a forte demanda que tem para etanol daí a necessidade de ter uma safra cheia, mas sem duvidas se o mercado ficar mais firme o milho deve seguir atrás”, relata Cachia. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

USDA projeta queda nos preços da soja e milho nos EUA para safra 13/14


As autoridades agrícolas norte-americanas aprofundaram nesta quinta-feira (21) as previsões de uma queda nos preços do milho e da soja na temporada 2013/14 com expectativas de colheitas recordes para ambas as culturas nos EUA.  

O economista chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Joe Glauber, afirmou durante o Fórum anual do órgão que os preços da soja no mercado físico norte-americano podem cair 27% na safra 13/14, para uma média de US$10,50/bushel.  Para o milho as quedas podem atingir a mínima em quatro anos, chegando a US$5,40/bushel. 

A queda nos preços pode acontecer caso as estimativas de produção da temporada se confirmem nos EUA. Hoje, o USDA estimou a produção de soja estadunidense na safra 13/14 em 92,67 milhões de toneladas. Para o milho a produção poderá somar 369,1 milhões de toneladas. A área plantada com soja deve atingir 31,36 milhões de hectares, ante 31,24 milhões de hectares na safra passada. No o milho são esperados 39,05 milhões de hectares plantados, contra 39,34 milhões de hectares na produção anterior.

Clima

No fórum, o economista reconheceu que a persistência da seca era uma incerteza importante para confirmação dos números. No entanto, Glauber acredita que há pouca relação entre a falta de chuvas em um ano e no próximo, o que significa que “um verão seco em 2012 tem poucas implicações no volume de precipitações do verão de 2013”, afirma. 

Ele afirma ainda que os baixos níveis de umidade na pré-temporada podem não ser determinantes para a safra de grãos estadunidense, uma vez que o mais importante para o tamanho da safra é o volume de chuvas no mês de julho. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Chicago: soja amplia ganhos e opera pelo terceiro dia em alta


A soja opera do lado positivo da tabela pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (20) na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h00 (horário de Brasília), os contratos trabalhavam dois dígitos de alta, ampliando os ganhos registrados na sessão anterior. 

De acordo com o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, no último final de semana o mercado aguardava chuvas nas principais regiões produtoras da Argentina. Entretanto, as precipitações foram esparsas e em volumes insuficientes para amenizar a situação das lavouras argentinas que são castigadas pelo tempo seco. Na última quinta-feira (14), a Bolsa de cereais de Buenos Aires informou que a safra argentina deve atingir 50 milhões de toneladas. 

“As temperaturas estão elevadas no país, e já temos estimativas de consultorias privadas considerando quebra entre 15% a 17% ante as projeções iniciais. A expectativa é que a produção alcance 50 milhões de toneladas. E o mercado está nervoso com essa situação”, afirma. 

Paralela ao ajustado quadro de oferta e demanda mundial, há também a volta da China ao mercado internacional de grãos. Após o feriado de Ano Novo no país, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou ontem (19), uma venda de 120 mil toneladas de soja em grão para a nação asiática, para serem entregues na temporada 2012/13. O que indica que a demanda pelo grão permanece aquecida.

O analista destaca que, a importação seria uma forma da China se proteger contra uma possível paralisação dos portos brasileiros. Na última segunda-feira (18), trabalhadores portuários de Santos invadiram um navio chinês em protesto. “Diante desse quadro, podemos ver a demanda se deslocando para os EUA, mas sabemos que os estoques norte-americanos são apertados”, relata o analista. 

E caso, as exportações dos Estados Unidos permaneçam em ritmo acelerado, é possível que o país tenha que importar soja mais para frente para cumprir os seus compromissos, conforme acredita Vanin. 

Milho – Na contramão da soja, os futuros do milho em campo misto nesta quarta-feira (20) em Chicago. O analista da Agrinvest, explica que, há um deslocamento da demanda dos compradores tradicionais para outras origens como Brasil e Ucrânia e a substituição do cereal por outros produtos. 

“Com isso, as vendas de milho dos EUA são cerca de 50% menores em comparação com a temporada anterior”, diz Vanin. Essa situação reflete nos preços futuros e também, segundo analistas, é visto pelo mercado como um fator de limitante de alta. 

CNA rejeita termos dos acordos individuais propostos pela Monsanto aos produtores de soja


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) rejeita os acordos individuais que a Monsanto está apresentando aos produtores de soja, pois os mesmos não obedecem aos termos da Declaração de Princípios firmada entre as partes. 

Não tratamos, em nenhum momento, da forma de cobrança de royalties, apenas ressaltando que o respeito a patentes é um princípio aceito pela CNA e pelas federações signatárias como forma de incentivar a inovação e a tecnologia, tão importantes para o aumento da produtividade da agricultura brasileira.

O objetivo da CNA é e sempre foi oferecer oportunidade de escolha para aqueles produtores rurais que não dispõem dos recursos necessários para enfrentar longas batalhas judiciais, de resultados imprevisíveis.  Os termos da Declaração de Princípios são claros e tratam exclusivamente dos royalties referentes ao uso da semente de soja RR1.

A CNA, ao tomar conhecimento de que a Monsanto está incluindo no acordo individual o termo de licenciamento de outras tecnologias, que sequer estão no mercado, manifestou o seu repúdio ao comportamento adotado pela empresa, exigindo a anulação dos acordos individuais firmados fora dos termos pactuados.

Aguardamos a confirmação oficial da Monsanto quanto à decisão, já antecipada de forma verbal, de recolher os contratos até agora assinados. E que um novo documento que venha ser oferecido aos produtores rurais seja claro, de fácil compreensão e, principalmente, que respeite o que foi pactuado entre as partes na Declaração de Princípios.  
Fonte: AI - CNA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PEC permite concessão de terra indígena a produtor rural


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 237/13, em análise na Câmara, permite a posse indireta de terras indígenas por produtores rurais. A PEC acrescenta um parágrafo à Constituição para determinar que a pesquisa, o cultivo e a produção agropecuária nas terras tradicionalmente ocupadas pelos índios poderão ocorrer por concessão da União, tendo em vista o interesse nacional.


O texto prevê que os produtores rurais que explorarem esses territórios deverão se comprometer com o aproveitamento racional e adequado do terreno e de seus recursos naturais, sendo proibida a exploração das riquezas do solo, de rios e de lagos existentes. Os concessionários deverão ainda observar as regras relativas às relações de trabalho e também a convivência harmônica e pacífica com os grupos indígenas.



Impedimentos



A PEC não permite a concessão de terras que se destinem a atividades produtivas do grupo indígena, à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar ou à sua reprodução e à manutenção de seus costumes.



A concessão não poderá abranger mais da metade da área indígena demarcada e terá sempre prazo determinado. Aos índios fica assegurada a participação nos resultados da exploração agropecuária.



O autor da proposta, deputado Nelson Padovani (PSC-PR), argumenta que a parceria entre produtores e índios pode resultar em benefícios para os dois lados. Ele cita exemplo de parceria em Mato Grosso entre produtores e os parecis da terra indígena Utiariti. “Há oito anos eles viviam na penúria. Uma parceria com produtores rurais da região transformou suas vidas. Os fazendeiros forneceram máquinas e insumos para o plantio de soja e girassol”, diz Padovani.



Esse caso, segundo o parlamentar, leva a uma reflexão sobre as reais necessidades da população indígena. “Enquanto a Funai [Fundação Nacional do Índio] e as organizações não governamentais cuidam apenas de seus interesses políticos, a vida financeira dos índios se deteriora cada vez mais. A miséria, as doenças, o tráfico de drogas e o consumo de álcool avançam em terras indígenas”, aponta o deputado.



Tramitação



A proposta será analisada Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Se aprovada, será examinada por uma comissão especial e, posteriormente, votada em dois turnos pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias