Jesus

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Soja: mercado registra sessão volátil


O mercado internacional de grãos registra mais uma sessão de volatilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja que chegaram a operar do lado positivo da tabela, ao longo das negociações recuaram e trabalham com pequenas quedas, próximos da estabilidade. Por volta das 14h01 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com pouco mais de 2,25 de baixa.  

Segundo o operador de mesa da Terra Investimentos, Bruno Perottoni, sem grandes novidades no mercado, a tendência é que as cotações operem com volatilidade nos próximos dias, entre US$ 14 e US$ 14,80/bushel, seguindo a demanda chinesa. 

Além disso, o foco do mercado internacional de grãos ainda observa o clima na Argentina. As chuvas no final de semana foram esparsas, o que segundo analistas, poderia aliviar a situação das lavouras. O operador destaca que o mês de fevereiro é fundamental para o desenvolvimento das plantações, uma vez que a soja entra na fase de enchimento de grãos. E nesse período foram registradas precipitações em várias regiões produtoras no país.

“A safra sulamericana vai caminhando para uma safra cheia, mas teremos alguns ajustes finos nos números. A produção brasileira deve alcançar 84 milhões de toneladas e na Argentina a safra deve somar 52 milhões de toneladas”, acredita Perottoni. 

Por outro lado, a Bolsa de Cereais de Rosário na Argentina projetou na tarde de ontem (25), que a produção da oleaginosa no país vizinho deverá somar 48 milhões de toneladas na safra 2012/13. O número representa uma redução em comparação com as primeiras projeções, que indicavam uma safra de 54 milhões de toneladas. 

Outro fator que também tem exercido influência nas cotações futuras em Chicago são os problemas logísticos no Brasil, que podem atrasar a entrada efetiva da produção no mercado. Na semana passada, os trabalhadores dos portos brasileiros entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê modificações nas atividades do setor. 

Entretanto, após as negociações com o Governo, as manifestações foram suspensas até o dia 15 de março, enquanto as partes envolvidas tentam entrar em um acordo. Segundo o operador, há cerca de 200 navios parados nos portos esperando para embarcar soja.

Analistas sinalizam que a possibilidade de uma greve poderia comprometer o abastecimento da China, principal comprador mundial de soja, e direcionar a demanda para os EUA que tem os estoques do grão ajustados. 

Milho – O mercado do cereal opera com pequenos ganhos, próximos da estabilidade nesta terça-feira (26) em Chicago. Segundo o operador de mesa, o foco dos investidores é a soja o que deixa o mercado mais morno. 

Do mesmo modo, no mercado interno as negociações seguem em ritmo lento. “Com a logística ineficiente não conseguimos nem exportar soja, quanto mais milho. Então, o mercado segue olhando a definição da safrinha”, diz Perottoni. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

Tendência de mercados relacionados ao clima‏


ISRAEL:
Como já falamos anteriormente, o clima vai direcionar o mercado/preços deste ano e principalmente após o segundo semestre de 2012 e principalmente para 13/14, se por acaso o clima for bom nos EUA, quem tem estoques baixos (China por ex.) vai segurar para regular os níveis!
O mercado interno (Brasil) vai dar boas oportunidades para vendas de soja caso o clima estrague as exportações, mas ainda acho que segurar muito no segundo semestre é arriscado, vai ser um "jogo duro"! Baixar os preços dos grão é de interesse mundial!
MAS LEMBRANDO, TODO ESTE RECUO NO PREÇO VAI DEPENDER DE CLIMA! OBSERVAR O CLIMA!!

Leiam a matéria que pode fazer os preços recuarem "SE" o clima for bom!

Os preços das commodities vão cair "significativamente" em 2013, devido à forte produção de milho e soja em 2013, economista-chefe do USDA previu hoje (21/02/13) na conferência da agência Outlook agrícola anual em Arlington, Virgínia.
Joe Glauber previu que os preços do milho , em média, serão 4,80 dólares por bushel em 2013/14, uma queda de 33% a partir da campanha anterior (2012). preços da soja , estimou, deve cair 27%, para US $ 10,50 por bushel. Um retorno às condições climáticas normais, previu, vai resultar em maior produção que vai deprimir os preços.
"Não há razão para acreditar que não vamos estar de olho para os rendimentos normais este ano", disse Glauber, observando recente melhoria em condições de seca, principalmente no Cinturão do Milho oriental. "Historicamente, há pouca correlação entre a precipitações de um ano e no próximo ano."
Melhor tempo, combinado com mais hectares plantados, deve resultar em rendimentos agrícolas fortes em 2013, disse ele.Renda agrícola líquida, de acordo com dados do ERS divulgados no início deste ano, será igual a $ 128 bilhões, o mais alto nível em termos reais desde 1973.
Produtores de gado, por outro lado, não vão sentir o impacto benéfico da redução dos preços de alimentação até o final do ano. Renda líquida de caixa para a indústria de gado, de acordo com a previsão da ERS, vai cair em 2013 devido a um aumento de 6% nos preços de matérias-primas.
Glauber espera que os agricultores este ano vão plantar pelo menos como muitos hectares de milho, soja, trigo, como ocorreu no ano passado. Mas isso vai variar de cultura. Ele espera que o plantio de milho deve ter uma queda de 0,7%, enquanto a soja é de 0,4% e de trigo é de 0,5%. "Área combinada para essas culturas superou 230 milhões de hectares em 2012, e provavelmente vai atingir os níveis semelhantes para 2013", disse ele.
A produção de milho e soja deve ser um resultado grande das plantações e com o melhor tempo. USDA prevê que a produção de milho será de 34,8% para 14,5 bilhões de bushels de soja e de 12,9% para 3,4 bilhões de bushels.
A indústria será apoiada por recordes exportações agrícolas para 2013, de acordo com estimativas do USDA. "O ritmo de exportações este ano tem sido impressionante. Nos primeiros três meses do ano fiscal, os EUA exportaram 43 bilhões de dólares de produtos agrícolas, maior do que o que nós exportados anualmente no início de 1990", disse Glauber.
Enquanto isso, os Estados Unidos, que usou para comandar 70 a 80% do mercado mundial de exportação de milho, é provável que abandone sua posição de liderança. Este ano, por causa da seca, e os rendimentos fortes no Hemisfério Sul, os EUA devem terminar em segundo e primeiro para o Brasil. "Eu espero que isso seja uma situação muito temporária", disse ele.
Aumento da produção de milho e soja deve reconstruir estoques historicamente baixos. Estoques de milho do mundo estão nos níveis mais baixos desde 1993/94. Estoques de trigo caíram para 2008/09 níveis.
Compras de milho, os produtores de etanol este ano não vai voltar a 2011/12 níveis. Glauber previsões que 4,675 bilhões de bushels de milho vai entrar em etanol, ante os 5 bilhões de bushels compraram em 2011/12. O economista explicou que as pessoas estão comprando menos gasolina devido aos problemas econômicos e à eficiência de combustível aumentada de carros.
Preços mais baixos de alimentação no final do ano pode conter a perda de gado. Glauber observou que o país perdeu 3,4 milhões de cabeça em Kansas, Oklahoma e Texas nos últimos dois anos.Durante o verão, 60% das pastagens sofreram condições de seca. Sem mais chuva, ele disse, "infelizmente, nós poderíamos ver liquidação adicional."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Chicago: frente aos fundamentos positivos, soja opera em alta


No início desta sexta-feira (22), os futuros da soja negociados em Chicago operam do lado positivo da tabela. Os vencimentos que fecharam em campo misto, na sessão anterior, exibem altas de dois dígitos na CBOT. Por volta das 10h35 (horário de Brasília) os principais vencimentos da commodity trabalhavam com mais de 12 pontos de ganhos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os fundamentos no mercado internacional de grãos são positivos. E a situação climática na América do Sul, principalmente, na Argentina, ainda é observada pelo mercado. As lavouras de várias regiões produtoras no país sofrem com o tempo seco. Algumas projeções indicam que a produção argentina alcance 50 milhões de toneladas, número menor do que as estimativas iniciais.

Do mesmo modo, os problemas logísticos no Brasil também contribuem para a formação desse cenário. Os atrasos dos embarques da soja através dos portos brasileiros impedem que os produtos cheguem à velocidade necessária ao mercado. Nesta sexta-feira (22), portuários vinculados, avulsos e terceirizados de todos os portos do país entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê mudanças nas atividades do setor. 

Paralela ao apertado quadro de oferta e demanda norte-americana, há a o retorno da China ao mercado. Durante esta semana, o USDA anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja em grão para o país, para serem entregues ainda nesta temporada. O que indica que a demanda pela oleaginosa permanece aquecida e não dá sinais de retração. 

Diante desse cenário, o consultor destaca que o mercado conseguiu ultrapassar o patamar de resistência de US$ 15/ bushel no vencimento março. “A tendência é altista para o mercado pelas próximas semanas”, afirma. 


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Chicago: soja amplia ganhos e opera pelo terceiro dia em alta


A soja opera do lado positivo da tabela pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (20) na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h00 (horário de Brasília), os contratos trabalhavam dois dígitos de alta, ampliando os ganhos registrados na sessão anterior. 

De acordo com o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, no último final de semana o mercado aguardava chuvas nas principais regiões produtoras da Argentina. Entretanto, as precipitações foram esparsas e em volumes insuficientes para amenizar a situação das lavouras argentinas que são castigadas pelo tempo seco. Na última quinta-feira (14), a Bolsa de cereais de Buenos Aires informou que a safra argentina deve atingir 50 milhões de toneladas. 

“As temperaturas estão elevadas no país, e já temos estimativas de consultorias privadas considerando quebra entre 15% a 17% ante as projeções iniciais. A expectativa é que a produção alcance 50 milhões de toneladas. E o mercado está nervoso com essa situação”, afirma. 

Paralela ao ajustado quadro de oferta e demanda mundial, há também a volta da China ao mercado internacional de grãos. Após o feriado de Ano Novo no país, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou ontem (19), uma venda de 120 mil toneladas de soja em grão para a nação asiática, para serem entregues na temporada 2012/13. O que indica que a demanda pelo grão permanece aquecida.

O analista destaca que, a importação seria uma forma da China se proteger contra uma possível paralisação dos portos brasileiros. Na última segunda-feira (18), trabalhadores portuários de Santos invadiram um navio chinês em protesto. “Diante desse quadro, podemos ver a demanda se deslocando para os EUA, mas sabemos que os estoques norte-americanos são apertados”, relata o analista. 

E caso, as exportações dos Estados Unidos permaneçam em ritmo acelerado, é possível que o país tenha que importar soja mais para frente para cumprir os seus compromissos, conforme acredita Vanin. 

Milho – Na contramão da soja, os futuros do milho em campo misto nesta quarta-feira (20) em Chicago. O analista da Agrinvest, explica que, há um deslocamento da demanda dos compradores tradicionais para outras origens como Brasil e Ucrânia e a substituição do cereal por outros produtos. 

“Com isso, as vendas de milho dos EUA são cerca de 50% menores em comparação com a temporada anterior”, diz Vanin. Essa situação reflete nos preços futuros e também, segundo analistas, é visto pelo mercado como um fator de limitante de alta. 

Clima nos EUA


Boa tarde!

"Está faltando ainda cinco ou seis semanas para começo de plantio de milho. O tempo está se tornando mais frio e mais úmido agora, eu vi alguns melões plantados, mas eles estão cobertos com plástico preto e coberto com plástico transparente por causa do frio. Eu não tenho certeza de que vai dar certo porque tivemos até -10 graus Celsius na noite passada. É uma aposta para obter um mercado mais cedo".

Illinois-EUA David B. Rahe