Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Chicago: soja esboça recuperação e opera com leves ganhos


No início desta sexta-feira (15), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam do lado positivo da tabela. As cotações da oleaginosa esboçam uma recuperação, após encerrar a sessão anterior com perdas entre 5,00 e 6,25 pontos. Por volta das 16h05 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com mais de 3 pontos de alta.

Segundo o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, o mercado registra um movimento técnico e por isso, as cotações futuras ensaiam uma recuperação. O analista ainda sinaliza que a realização de lucros se faz necessária nesta sexta-feira, uma vez que não haverá pregão em Chicago na próxima segunda-feira em função do feriado do Dia do Presidente, comemorado na terceira semana do mês de fevereiro. 

O analista ainda explica que essa correção técnica não cria uma tendência. “E temos que considerar que os fatores negativos estão presentes no mercado. Ao longo dos últimos dias mais de 600 mil contratos em todas as commodities agrícolas foram liquidados”, afirma. 

Um dos fatores que exercem influência no mercado são as previsões climáticas para a Argentina que indicam chuvas ou umidade maior nos próximos dias e exercem pressão negativa nos preços futuros, conforme relata Mariano. A expectativa é que com o retorno das precipitações as lavouras do país apresentem uma melhora. Da mesma forma que, as chuvas também trouxeram alívio para as plantações no Sul do Brasil. 

Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgadas ontem (14), contribuem para pressionar negativamente os preços em Chicago. Segundo analistas, os números vieram abaixo da expectativa do mercado. De acordo com o órgão, as exportações totalizaram 109.200 mil toneladas na semana que terminou no dia 07 de fevereiro. Na semana anterior, o volume havia sido de 896.2 mil toneladas.  Entretanto, é preciso salientar que os chineses estão fora do mercado essa semana devido ao feriado de Ano Novo no país. 

Por outro lado, também há o cenário macroeconômico que não tem apresentado noticias favoráveis para o mercado de commodities agrícolas. De acordo com Mariano, ontem, foram divulgadas informações de que alguns países da Zona do Euro não estariam conseguindo aumentar o PIB.

“E por essa questão os fundos estariam entendendo que não haveria interesse de demanda por países que não conseguem crescer economicamente. E os fundos estão saindo do mercado de agrícolas, então aparentemente a percepção é que não estão mais olhando a evolução de risco nesse mercado e, portanto, é melhor tirar o time de campo, e não haverá muita alavancagem”, acredita o analista. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

Faltam 6 semanas para começar o plantio de milho nos EUA‏



Estamos a cerca de seis semanas do início da temporada de plantio de milho na nossa área (Illinois). No ano passado, começou em meados de março, mas em geral, que não funcionou bem. Embora as condições atmosféricas e do solo foram boas, tivemos geada em meados de abril, que fez algum dano.

Há ainda preocupações sobre as condições de seca, especialmente a oeste de nós. No início desta semana, eu escrevi sobre um comunicado de imprensa de Missouri, nosso estado vizinho a oeste, sobre as condições de seca.

Universidade de Missouri, diz que vai levar dois anos para recuperar da seca.

Miles Randall, da Universidade de Missouri, criou uma celeuma com um comunicado de imprensa e disse que vai levar dois anos para se recuperar da seca de 2012. "Eu sigo o que ele está dizendo a um certo ponto. Não tenho certeza exatamente do ponto que ele está tentando mostrar", disse David. Eu vou admitir que o monitor Seca EUA de modo geral, as condições estão mais secas no Missouri que em Illinois, de modo que pode apoiar o Dr. Miles nesta premissa. É natural ficar preocupado com condições de crescimento áridas, mas Darrel Boa apontou na semana passada que os registros parecem indicar que um ano extremamente seco raramente segue a outra. Em Illinois, as nossas condições de umidade do solo estão melhorando a ponto de que a produção agrícola em 2013 vai depender mais de chuvas recebidas durante o período de crescimento do que na umidade do subsolo no presente. Também tenha em mente que cada chuva, não importa o quão pequeno tende a infiltrar-se no solo nesta época do ano. Temos praticamente evapotranspiração não ocorrendo até por volta de 01 de abril.

Jim Angel-Illinois climatologista do Estado publicado sobre as perspectivas para o próximo ano de crescimento. Angel também apontou que chuvas de janeiro é acima da média, apesar da falta de neve.        
  
"Meu pai sempre disse que leva dois anos para secar depois de um ano húmido. Minhas próprias observações não científicas levaram-me a acreditar que há alguma verdade nessa afirmação. Ele também pode estar com a razão, então, que poderia levar dois anos para se recuperar totalmente de uma seca".      

"Eu tendo a concordar que isso pode levar dois anos para obter a umidade normal a fluir no solo. Só porque a umidade do subsolo não está ligado para as águas subterrâneas não significa que não podemos ter uma boa colheita. Neste ponto, a seca está a afetar os fluxos dos rios e poços mais do potencial produtivo da cultura em Illinois. Sim, nós poderíamos usar mais água, mas acho que também temos o potencial para ter um ano agrícola muito bom". 
Por: David B. Hare-Illinois (EUA)

PRODUÇÃO DE SOJA 2012/13

 O plantio da safra 2012/13 de soja, em Mato Grosso estava previsto em 7,89 milhões hectares, mais devido a falta de chuvas no inicio do plantio da soja esta área certamente foi reduzida em aproximadamente 7%.

O Mato Grosso não deve produzir os 24 milhões de toneladas, primeiro motivo é que área inicial não foi toda plantada e o segundo motivo é que no inicio da colheita as chuvas atrapalharam (apodreceu soja na lavoura).

Em alguns lugares a soja está podre e os produtores já estão plantando milho em cima da soja que as chuvas não deixaram colher e acabaram apodrecendo.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Mercado tem realizado lucros após o relatório do USDA e somado as chuvas na Argentina estamos vendo os preços derreterem. O ponto positivo é que o sol tem deixado alguns produtores colher.

Acredito ainda que não vamos ver produção de 24 MILHÕES de Tons no Mato Grosso, quando foi divulgado já era um pouco "puxado".

Continuo acreditando que os preços vão melhorar no longo prazo, a soja está bem vendida (65% da produção) e a redução de produção por excesso de chuvas deve dar suporte para os preços.

Fazendo a conta do que está vendido e o que falta, somente as duas esmagadoras de Rondonópolis mais a de Primavera (Bunge, ADM e Cargill) consomem o que falta ser comercializado (35%), e ainda faltam as outras...!!!

Vamos ficar de olho nos EUA (safra/clima) e nos estoques da China (baixos) e o que os chineses vão usar de estratégia, comprar muito e reabastecer ou comprar pouco e manter esperando 2014?!

Sou otimista no longo prazo, e acho o 2º semestre muito tenso com todos estes fatores de clima e estratégia de compra dos maiores consumidores.

Soja: somatória de fatores negativos pressionam preços na CBOT


Nesta quinta-feira (14), o mercado internacional de grãos opera com pequenas baixas registrando um movimento de realização de lucros. Após cinco pregões em queda, os futuros encerraram a sessão anterior com leves ganhos, próximos da estabilidade, confirmando o momento de volatilidade no mercado. Por volta das 11h00 (horário de Brasília) os principais vencimentos registravam mais de 3 pontos de queda. 

Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, a tendência é que haja um momento de volatilidade, em que o mercado não tem direção definida em busca de novas notícias que estimulem os investidores. “O quadro mudou, alguns fatores negativos entraram em ação e fez com que os fundos liquidassem suas posições de forma maciça. A partir do relatório do USDA os preços se sustentam acima de US$ 14 por bushel quando anteriormente estavam próximos de US$ 15 por bushel”, afirma. 

O economista destaca que o mercado aguardava certo recuo nas exportações norte-americanas e o comprometimento dos estoques finais dos EUA. No entanto, o órgão manteve os números dos embarques no país e aumentou a produção brasileira, que deverá alcançar 83,5 milhões de toneladas. Já a safra argentina diminuiu para 53 milhões de toneladas. 

“Então, tivemos o desencadeamento de uma série de fatores negativos, primeiro o relatório, que aumentou a produção brasileira, a combinação de melhores chuvas no RS e na Argentina, embora haja problemas pontuais e com a China fora do mercado em função do feriado de Ano Novo no país, contribuem para a formação desse cenário”, explica Motter. 

Da mesma forma, a ineficiente logística brasileira que pode atrasar a entrada efetiva da produção no mercado também influencia a formação desse quadro, mas por outro lado, aumenta a oferta do produto no mercado, conforme relata o economista. Fator que também pode pressionar, sazonalmente, os preços futuros em Chicago.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódi

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Soja: preços ensaiam recuperação após seis pregões em queda


Após operar grande parte do dia do lado negativo da tabela, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago ensaiam uma recuperação frente às recentes perdas, ao todo foram seis sessões em queda. Por volta das 16h30 (horário de Brasília) os principais contratos registravam pequenos ganhos. 

Segundo o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, depois do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado na última sexta-feira (8), o mercado volta atenção para a situação climática na América do Sul que apresentou uma melhora.

“Tivemos chuvas no Rio Grande do Sul, e tem previsão de mais precipitações, o que de certa forma tira um pouco da tensão. Já na Argentina, o clima também melhorou, mas mesmo assim algumas perdas já podem ser contabilizadas”, afirma. 

Os fundamentos no mercado de commodities agrícolas permanecem positivos, devido às incertezas climáticas nas regiões produtoras da América do Sul. No sul do Brasil e na Argentina, as lavouras de soja são castigadas pela ausência de chuvas e no estado do Mato Grosso o problema é o excesso de precipitações que atrasam a colheita do grão. 

“Acho que teremos uma super safra até pelo tamanho da área plantada, mas afirmar que são 83 milhões de toneladas ainda não dá para fazer, em função dos problemas pontuais que tivemos em alguns estados. A safra brasileira deve ficar entre 80 e 81 milhões de toneladas”, ratifica Monte. 

Além disso, a soja disponível é bastante escassa, e os Estados Unidos exportam o produto em ritmo forte, e a demanda pelo produto continua aquecia e não dá sinais de desaquecimento. Frente a esse cenário, a tendência é que as cotações operem com forte volatilidade, com os investidores buscando uma direção melhor definida para as próximas semanas. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Nesta sexta-feira (8), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seus novos números de oferta e demanda para a safra 2012/13 dos Estados Unidos e dos princpais países produtores. Para a soja, o boletim manteve seus números para a produção, produtividade e exportações dos Estados Unidos, porém, reduziu os estoques norte-americanos, bem como os números para esmagamento no país. 

No caso do milho, a produção e a produtividade nos EUA também foram mantidas. Entretanto, foram reduzidas as projeções para as exportações e houve aumento nos números dos estoques finais norte-americanos.

Soja EUA - As estimativas para os estoques de soja dos Estados Unidos foram reduziadas de 3,67 milhões de toneladas, estimadas em janeiro, para 3,4 milhões de toneladas.  

As projeções para para a produção, a produtividade e as exportações de soja no país foram mantidas em 82,05 milhões de toneladas, 44,9 sacas por hectare, 36,6 milhões de toneladas, respectivamente. Por outro lado, o volume de soja para esmagamento caiu de 44,91 para 43,95 milhões de toneladas. 

Soja Mundo - Um ligeiro aumento para a safra mundial foi registrado e a estimativa passou de 269,41 milhões para 269,5 milhões de toneladas. Já os estoques finais globais passaram a 60,1 milhões de toneladas, contra as 59,46 milhões de toneladas estimadas em janeiro. 

Soja América do Sul - Para a safra de soja do Brasil o USDA estimou um aumento de 82,5 milhões para 83,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, cortou em 1 milhão de toneladas a safra da Argentina, que passou de 54 para 53 milhões de toneladas. 

Soja China - A produção da China foi mantida em 12,6 milhões de toneladas, bem como suas exportações, em 63 milhões. 

Milho EUA - No caso do milho, a produção norte-americana ficou em linha com o estimado em janeiro, sendo estimada em 273,83 milhões de toneladas. A produtividade também se manteve, ficando em 130,6 sacas por hectares. 

Já as exportações dos EUA foram estimadas em 22,86 milhões de toneladas, contra as 24,13 milhões de toneladas estimadas em janeiro. Os estoques finais aumentaram, segundo estimativas do departamento, de 15,29 milhões para 16,05 milhões de toneladas. O uso de milho para etanol foi mantido em 114,3 milhões de toneladas.  

Milho Mundo - O reporte do USDA trouxe ainda um aumento da produção mundial de milho de 852,3 milhões para 854,38 milhões de tonelada. Os estoques também tiveram aumento das estimativas passando de 115,99 para 118,04 milhões de toneladas. 

Milho América do Sul - O departamento norte-americano trouxe ainda um aumento na produção de milho do Brasil de 71 milhões para 72,5 milhões de toneladas. Por outro lado, a safra da Argentina foi reduzida de 28 milhões para 27 milhões de toneladas. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

oyalties da nova soja da Monsanto serão de R$ 2 por saca


Enquanto torce pela adesão dos produtores rurais ao acordo que suspende a cobrança de royalty da soja RR1, a Monsanto confirmou ontem, no Show Rural Coopavel, em Cascavel, detalhes do custo da tecnologia da soja Intacta RR2 Pro, semente transgênica ainda em avaliação na China e que deve estar disponível ao plantio comercial no Brasil neste ano. No campo, uma tecnologia não deve simplesmente suceder a outra, mas nas contas dos produtores, sim. A Intacta, que oferece tolerância a herbicida associada a resistência a insetos, vai custar cerca de duas sacas de soja por hectare.

Veja a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo
Fonte: Gazeta do Povo

Grãos: À espera do USDA mercado opera sem convicção


Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (7). As cotações que registraram mais de 6 pontos de baixa no início da manhã, trabalham em campo misto por volta das 12h30 (horário de Brasília). 

A divergência em relação às previsões climáticas na Argentina que indicam um novo sistema de chuvas para o país na segunda quinzena de fevereiro, assim como, o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta sexta-feira (8), tiram o direcionamento do mercado. Os investidores procuram se posicionar melhor antes da publicação dos números do órgão. 

Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, a expectativa do mercado é que o departamento reduza os números dos estoques finais da soja nos Estados Unidos, haja vista que as exportações seguem em ritmo acelerado e a demanda interna ganhou força.

No caso do milho, a previsão é de que haja um possível aumento nos estoques finais norte-americanos, tendo em vista a redução no consumo para a produção de etanol. O economista destaca que, os altos preços do cereal no mercado diminuem a competitividade do produto e, consequentemente um recuo na demanda. 

“Diferentemente da soja, o milho estabelece um patamar e a demanda cai, um nível de racionamento. Mas na oleaginosa isso não acontece mesmo com os altos preços a demanda não dá sinais de retração. Com a entrada da safra sulamericana no mercado podemos ter uma pressão sazonal sobre os preços, porém a demanda é soberana e as cotações da soja não têm um patamar de racionamento”, diz Motter. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chicago: Soja devolve parte das perdas, mas ainda opera em queda


Os futuros da soja operam do lado negativo da tabela nesta quarta-feira (6) em Chicago. Por volta das 14h50 (horário de Brasília) os principais vencimentos trabalhavam com dois dígitos de baixa, perdendo mais de 12 pontos. Ao longo dos negócios, a soja chegou a perder mais de 18 pontos. Esse recuo nos preços, segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, é reflexo de um movimento técnico de realização de lucros por parte dos investidores, após as altas registradas recentemente. 

A realização de lucros é estimulada ainda por novas previsões climáticas indicando possíveis chuvas para a região Sul do Brasil e Argentina o que poderia amenizar o stress hídrico das lavouras, pressionam para baixo para as cotações na CBOT. Segundo Stefan Tomkiw, analista da Jefferies Corretora, de Nova York, trata-se de um sistema de chuvas previsto para a segunda quinzena de fevereiro. "Isso está retirando um pouco do prêmio climático que foi adicionado nessa última semana por conta dessa insistência de um padrão climático mais árido e, por isso,  hoje trabalha um pouco mais pressionado", explicou. 

Além disso, nos últimos dias o mercado não conseguiu ultrapassar a barreira técnica e psicológica dos US$ 15 por bushel, conforme explica o consultor. E para que esse patamar seja superado seriam necessárias novas notícias para dar fôlego às cotações, haja vista que o fundamento de clima seco na Sul do Brasil e na Argentina começa a perder força no mercado de commodities agrícolas. 

“Para termos uma continuidade no crescimento precisaríamos ter indicativo que na segunda quinzena de fevereiro o clima na Argentina continua seco e quente e que daria oportunidade para uma pressão altista. E também notícias novas, como a liberação das importações pela China em grandes volumes, o que faria com que o país entrasse comprando volumes maiores de milho e soja”, afirma Brandalizze.

Do mesmo modo as possíveis importações de grãos por parte da Rússia, que é um grande exportador, devido aos baixos estoques e a pressão nos preços no mercado interno também poderiam contribuir para uma sustentação nas cotações em Chicago. 

O consultor ainda sinaliza que, nos atuais patamares de US$ 14,50 para a soja, nos meses mais curtos, já está dentro do patamar de projeção de perdas na produção argentina e possíveis elevações na estimativa da safra brasileira. “As perdas já estão praticamente absorvidas e não tem grandes forças sobre o mercado em Chicago”, ratifica Brandalizze.

Em decorrência desse cenário, a expectativa é que o relatório de exportações semanais dos EUA que será divulgado amanhã (7), pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) seja altista para os preços da oleaginosa. As perspectivas que os embarques da soja permaneçam acima das projeções do órgão.

Por outro lado, no caso do milho a tendência é que o departamento aponte que as exportações semanais continuam lentas e abaixo das expectativas. “No milho, á se trabalha que no relatório de oferta e demanda o USDA aumente os estoques norte-americanos e reduza os volumes de exportações. A situação é inversa na soja, uma vez que o órgão deve indicar que os embarques permanecem em ritmo acelerado”, ressalta Brandalizze. 

Sustentação - Apesar de vir registrando algumas quedas pontuais, os fundamentos de oferta e demanda ainda são muito positivos e oferecem suporte aos preços da soja no mercado internacional. Os problemas climáticos que poderão resultar em uma menor safra da América do Sul resultam nos temores de uma falta de soja nos mercados consumidores, os quais podem ser agravados por uma logística ainda defasada principalmente no Brasil. 

Para o consultor de mercado Liones Severo, em um comentário feito no Fala Produtor no Notícias Agrícolas, "o fator mais importante do mercado atual é a falta do produto nos mercados de consumo por oferta reduzida americana de demora de embarques no Brasil. Portanto, a frequente chuva do centro-oeste é mais importante que chuvas na Argentina". 
Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio e Carla Mendes