Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Chicago: soja recua frente ao retorno das chuvas na Argentina

As cotações futuras da soja operam do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (24). A commodity dá continuidade ao movimento de realização de lucros iniciado no pregão de ontem (23), no qual, os principais vencimentos fecharam o dia com mais de 15 pontos de queda. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) todas as posições trabalham com mais de 12 pontos de baixa.

Segundo o operador de mesa da Mc Donald Pelz, Flávio Oliveira, naturalmente, o mercado recua depois das fortes e expressivas altas dos últimos 10 dias. Somado a essa situação há o retorno das chuvas na Argentina, e a previsão é que as precipitações continuem nos próximos dias. Esses dois fatores fizeram com que o mercado devolvesse parte dos recentes ganhos.

As chuvas ainda não são suficientes para amenizar a situação das lavouras argentinas, conforme explica o operador. No Brasil, o excesso de umidade nas plantações mato-grossenses tem retraído a entrada da produção no mercado.

“A produção brasileira é boa, temos alguns problemas pontuais, porém deve ficar acima de 82 milhões de toneladas. Então, mais cedo ou mais tarde o mercado irá sofrer uma pressão com a entrada da safra e as cotações futuras podem recuar”, diz Oliveira.

Devido a esse cenário, a tendência é que a volatilidade permaneça no mercado até a entrada efetiva da safra da América do Sul no mercado. Por um lado, a oferta do grão será expressiva, mas é preciso destacar que a relação entre estoque e demanda mundial é ajustada.

“Podemos até ver os EUA comprando soja do Brasil, em um quadro de aperto de estoques e demanda aquecida. Pode ser que a balança se equilibre, o mercado vai ficar atento ao clima no início do plantio da safra norte-americana”, relata Oliveira.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CNA e Monsanto firmam acordo sobre royalties; entidades do MT não aceitam

Acordo entre CNA e Monsanto libera pagamento pela utilização da soja RR na safra 12/13

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as Federações da Agricultura dos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, que respondem por 70% da produção de soja do Brasil, firmaram um acordo com a empresa Monsanto do Brasil, para a suspensão “permanente e irrevogavelmente”, nas safras 2012 e 2013, da cobrança pela utilização da primeira geração da Soja RR1, tecnologia que torna as sementes resistentes aos herbicidas à base de glifosato. Com base no entendimento acordado entre a CNA e a Monsanto, todos os produtores que aderirem individualmente ao acordo terão quitados seus débitos referentes ao uso desta tecnologia.

Segundo a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, “o acordo firmado após ampla discussão é justo e atende às necessidades dos produtores de soja”. Conforme o “Comunicado Público”, assinado nesta quarta-feira (22/1) entre a CNA e a Monsanto, as entidades que participam desse entendimento concordam em trabalhar em conjunto “para viabilizar a aprovação de tecnologias que possam ser aplicadas no Brasil e que resultem na expansão das exportações brasileiras para mercados internacionais”. Também faz parte deste compromisso “observar e promover o desenvolvimento de tecnologias agrícolas voltadas à gestão responsável da produção agropecuária”.

“Com esse acordo, as entidades e a Monsanto intensificam sua contribuição para o desenvolvimento tecnológico e para a produção agrícola nacional”, afirma a presidente da CNA. Na sua avaliação, esse entendimento “fortalece o caminho para a introdução de novas tecnologias para a soja”. Outro aspecto mencionado no acordo é o reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual sobre tecnologias aplicáveis na agricultura e a remuneração devida aos detentores dessas tecnologias. Prevê, ainda, a introdução de melhorias, em comum acordo, no sistema de cobrança pelo uso da tecnologia não paga antecipadamente.

Nota Oficial Aprosoja e Famato - MT não aceita acordo proposto pela Monsanto

Lideranças decidiram por continuar com Ação Coletiva e produtores terão o direito de realizar depósito em juízo de valores relativos a royalties da RR

​Em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (22.01), as entidades Famato, Sindicatos Rurais e Aprosoja, com a presença expressiva de produtores rurais de todas as regiões do estado, decidiram, por unanimidade, não aceitar o acordo proposto pela empresa Monsanto referente à cobrança dos royalties da soja Roundup Ready (RR1) da soja.

Os esforços empreendidos pelas entidades buscam resguardar os direitos dos produtores rurais de Mato Grosso e o respeito à legislação. “Como cidadãos somos sempre cobrados para cumprir as leis. Só queremos que a empresa multinacional Monsanto cumpra o que prevê a lei brasileira”, afirma o presidente da Famato, Rui Prado.

Também nesta terça-feira, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso atendeu a um pedido da Famato e Sindicatos Rurais contra a Monsanto. Esta decisão garante o direito ao produtor mato-grossense de, caso haja o retorno da cobrança pela empresa, depositar em juízo os valores relativos ao pagamento de royalties pela tecnologia Roundup Ready (RR1) da soja, até o julgamento final da Ação Coletiva.

Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso - Famato
Sindicatos Rurais
Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso – Aprosoja MT

Fonte: CNA / Famato + Aprosoja

Soja: Mercado não evita realização de lucros e recua na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, que no início desta manhã operavam em campo positivo, passaram a recuar ao longo das negociações. Essa retração nas cotações reflete mais um novo movimento de realização de lucros que, segundo analistas, é natural depois do expressivo avanço de ontem, quando a commodity fechou o pregão com altas de mais de 20 pontos. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos trabalhavam com mais de 5 pontos de baixa.

Apesar do movimento pontual, o mercado tende a permanecer firme haja vista a situação climática na América do Sul e a demanda que continua aquecida. Para o analista de mercado da Corretora Jefferies, Vinicius Ito, o mercado já precifica o clima seco no hemisfério sul, principalmente, no Sul do Brasil e na Argentina.

“Não tem tido muitas chuvas ultimamente, e a previsão indica poucas chances, então o mercado adiciona um prêmio de clima. Inclusive, alguns analistas começam a reduzir as estimativas da produção sulamericana. Ontem (22), a Oil World baixou para 52 milhões de toneladas a projeção da safra argentina”, relata Ito.

Além disso, o mercado já observa um potencial de atraso da colheita da no Mato Grosso e Goiás em função do excesso de chuvas. Essa situação reflete a ideia de que a demanda no curto prazo terá que ser direcionada para os Estados Unidos, conforme explica o analista.

Por outro lado, a demanda que permanece aquecida pela soja dos EUA, especialmente, pela China, com os estoques mundiais apertados, contribui para a sustentação dos preços em Chicago. O analista destaca que, o país já vendeu mais de 90% do estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para esse ano, e também consome boa parte da produção para o esmagamento no mercado interno.

“De um lado temos um possível risco de redução na oferta na América do Sul e nos EUA pouca oferta disponível com muita utilização”, ressalta Ito.

Em decorrência desse cenário, a tendência continua altista para o mercado no curto prazo. E na visão do analista, a divulgação do relatório de janeiro de oferta e demanda do USDA tirou um ‘peso dos ombros’ do mercado que esperava que o órgão aumentasse a estimativa da safra norte-americana novamente.

Com isso, as cotações tendem a permanecer sustentadas nos próximos dias, potencialmente, agora que o mercado ultrapassou o nível de resistência de US$ 14,40 por bushel. “Agora, vemos o mercado a US$ 14,50 por bushel e de repente as cotações podem alcançar o patamar de US$ 15 por bushel, que deve se tornar uma nova resistência”, diz Ito.

Ainda de acordo com o analista, apesar do quadro, é preciso lembrar que com a chegada da safra brasileira no mercado a oferta mundial irá normalizar, o que pode pressionar negativamente os preços na CBOT. No entanto, o Brasil tende a permanecer competitivo durante vários meses desse ano.

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Após feriado, soja sobe com clima adverso da América do Sul

De olho no clima adverso e irregular na América do Sul - principalmente Sul do Brasil e Argentina - e na demanda ainda muito forte, o mercado internacional da soja voltou fortalecido depois do feriado de Martin Luther King comemorado nesta segunda-feira (21) nos Estados Unidos. Na sessão de hoje, os preços operam com expressivas altas e, por volta das 10h (horário de Brasília), as principais posições subiam quase 20 pontos.

O foco principal dos investidores nesse momento são os apertados fundamentos de oferta e demanda, que se ajustam ainda mais diante dos problemas climáticos pelos quais passa a safra sulamericana. Na região sul do Brasil e nas principais áreas produtoras da Argentina a estiagem começa a preocupar.

Os preços avançam diante de uma demanda que não dá sinais de desaquecimento em tempos em que os estoques mundiais estão muito baixos e as adversidades de clima podendo refletir em uma safra menor do que o esperado.

Para Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, a chave do mercado internacional de grãos para essa semana é a previsão climática para os próximos 6 a 15 dias na América do Sul e a tendência é de que seja uma semana positiva para os preços.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Soja: Com clima irregular, safra brasileira deve registrar perdas

As expectativas para uma safra de soja recorde na América do Sul na temporada 2012/13 começam a ser ameaçadas por alguns problemas climáticos no Brasil e na Argentina. A colheita já começou nas lavouras brasileiras, concluída em cerca de 1,5% da área até o momento, e alguns importantes estados produtores já começam a registrar perdas em função de adversidades climáticas.

"A safra brasileira vinha em condições consideradas boas e excelentes. Porém, nesse momento, de início de colheita, temos sentido que em estados como Mato Grosso, grande produtor, onde a área colhida deveria estar entre 7 e 10%, está entre 3 e 5%, com chuvas diárias atrapalhando a entrada das máquinas nos campos, o que já começa a refletir em perdas de produtividade", diz Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

As estimativas iniciais apontavam que o Brasil poderia produzir até 86 milhões de toneladas. Entretanto, agora projeções de instituições públicas e privadas apontam pouco mais acima de 80 milhões. Para Brandalizze, a colheita brasileira deverá ficar entre 80 e 83 milhões de toneladas. Já a projeção da Céleres Consultoria é de 80,8 milhões, do USDA de 81 milhões e a da Conab de 82 milhões de toneladas. Porém, alguns desses números são resultados de levantamentos feitos em um período em que as condições climáticas eram favoráveis e podem, portanto, não refletir a realidade atual.

No início do plantio e durante estágios de desenvolvimento, as lavouras brasileiras sofreram com chuvas irregulares e mal distribuídas, condições que acabaram obrigando o replantio em muitas regiões. Agora, na época da colheita, precipitações excessivas atrapalham o bom desempenho do processo e já começam a preocupar os produtores. Por outro lado, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, o que preocupa é o clima seco que já atinge as lavouras há vários dias. No Paraná e em Goiás, porém, o clima é bom e favorece os trabalhos de campo.

"O risco maior está justamente quando temos um clima irregular e diversos outros problemas associados como o ataque intenso de pragas e doenças, exatamente como neste ano", disse o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, em um artigo publicado no Notícias Agrícolas.

Mato Grosso - No Mato Grosso, maior estado brasileiro produtor de soja trazendo para a safra nacional 24.011 milhões de toneladas, o que preocupa nesse momento é o atraso da colheita. As lavouras vêm recebendo volumosas chuvas diariamente e, segundo produtores, há até mesmo algumas áreas inundadas. Em alguns casos, os talhões já indicam perdas de produtividade por conta do excesso de umidade.

Segundo Carlos Bernardes, delegado da Aprosoja Mato Grosso, afirma que a soja precoce vem registrando um rendimento de cerca de 48 a 50 sacas por hectare. Os números indicam ligeiras perdas na produtividade e também na qualidade do grão. "A perda na produtividade vai ser a combinação da seca em dezembro e do excesso de chuvas na colheita agora em janeiro", afirma Bernardes.

Mato Grosso do Sul - No Mato Grosso do Sul, a colheita também deverá começar a tomar fôlego e ritmo nessa semana e já está finalizada em 5% da área. Entretanto, as plantações do estado sofreram com uma séria estiagem. Em função da falta de umidade, já se registra uma produtividade menor do que o esperado, com cerca de 40 sacas/hectare. O estado deverá produzir, segundo a Conab, 6.051 milhões de toneladas.

Paraná e Goiás - No Paraná e em Goiás, as condições climáticas são favoráveis, as lavouras se desenvolveram bem e a produtividade vem em linha com as expectativas. A projeção para esses dois estados é de que produzam boas e volumosas safras de soja. A produção paranaense deverá ser de 15 milhões de toneladas e a de Goiás de 9 milhões de toneladas.

No Paraná, segundo Brandalizze, as condições da colheita são as que mais se aproximam da normalidade. O rendimento está sendo registrado em aproximadamente 50 sacas por hectare. De acordo com o consultor, no sudoeste do estado a colheita já está concluída em aproximadamente 10% da área, caminhando normalmente. No estado todo, os trabalhos estão concluídos em 5%.

No sudoeste goiano, o ritmo da colheita também é bom e os trabalhos já foram concluídos em cerca de 10% da área. As condições climáticas também são favoráveis e os índices de produtividade estão entre 45 e 55 sacas por hectare.

Porém, em algumas outras regiões de Goiás, em que as lavouras sofreram com a estiagem, o potencial produtivo de lavouras mais precoces foi afetado e perdas começarão a ser registradas.

Rio Grande do Sul - No Rio Grande do Sul, onde deverão ser produzidas 12.193 milhões de toneladas de soja, durante todo o processo as condições climáticas foram favoráveis e as lavouras vinham registrando excelentes condições. Entretanto, a recente falta de chuvas já começa a preocupar.

Tecnologia - Por outro lado, apesar do clima adverso na maioria dos estados produtores, o investimento dos sojicultores brasileiro em tecnologia foi maior e melhor nesta temporada e isso será o fator que deverá limitar prejuízos maiores na safra 2012/13.

"As sementes foram de melhor qualidade, a adubação foi adequada, o tratamento sanitário foi feito dentro do recomendado pelos técnicos. Toda a safra foi conduzida de maneira muito eficiente, isso ameniza um pouco as perdas", afirma o consultor.

Mercado - Essa irregularidade da safra brasileira de soja, bem com as incertezas que a rondam, deverão o quanto antes começar a ser refletidas pelo mercado, não só internacional como interno também.

A oferta nos Estados Unidos, a única disponível no mercado atualmente, é bastante ajustada e cerca de 90% do volume estimado para exportações já foram comercializados. Diante disso, a produção sulamericana tem sido esperada com muita ansiedade e os países consumidores logo deverão voltar seus olhos para Brasil, Argentina e demais países produtores na América do Sul.

"O mercado vai começar a sentir que não está sobrando soja e isso pode refletir em uma pressão de altas nas cotações, trazendo os números um pouco mais acima do que estavam trabalhando na semana passada. Já esperamos que os preços venham para até US$ 14,50 por bushel, ou acima, e se continuar esse período seco no Rio Grande do Sul e na Argentina, esperamos que o mercado supere a marca dos US$ 15 para condizer com a realidade da oferta", projeta Brandalizze.

No mercado interno, o impacto também deverá ser sentido, principalmente no momento em que as indústrias e consumidoras sentirem dificuldade em realizar suas compras diante de uma oferta muito escassa. A demanda terá, portanto, que pagar mais caro para conseguir o grão para trabalhar nos períodos adequados.

Hoje, os preços da soja negociados nos portos brasileiros são consideravelmente menores do que os praticados entre maio e setembro de 2012, quando as cotações atingiram patamares historicamente altos em Chicago por conta da quebra nos EUA. A diferença chega a ser de R$ 10 a menos.

Porém, a comercialização antecipada nessa safra foi muito expressivas e os sojicultores aproveitaram bons preços para travar suas vendas de soja que, em alguns casos, foram fechadas a R$ 80 saca no porto, para entrega em março. Dessa forma, os produtores serão capazes de segurar um pouco mais o restante de sua oferta a espera de preços melhores, já que a tendência é de que subam diante dos fundamentos apertados de oferta e demanda. Este cenário poderia, até mesmo, evitar ou limitar uma pressão de venda de soja logo na colheita, como explicou o consultor.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

EUA poderá ter que importar soja da América do Sul, diz analista

As margens de esmagamento de soja melhoraram na China, maior comprador mundial da oleaginosa, e incentivaram um aumento das importações por parte do país tanto nos Estados Unidos quanto na América do Sul, segundo informou o órgão oficial de pesquisa chinesa nesta sexta-feira (18). Os dados só confirmam o bom momento da demanda não só chinesa, mas mundial, por soja, o qual não deverá dar sinais de desaquecimento daqui para frente.

Porém, paralelamente, são tempos de uma oferta muito ajustada, com estoques globais historicamente baixos. Hoje, praticamente a única oferta de soja disponível no mercado é a dos Estados Unidos e, segundo Daniel D'Ávilla, analista da corretora New Edge, de Nova York, o país já exportou 90% do volume para vendas externas projetado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Frente a isso, já há uma preocupação de que, mais adiante, o país teria que importar soja da América do Sul para continuar suprindo a demanda.

"Ou se diminui bastante o ritmo de esmagamento ou de exportações, ou os EUA vão precisar de soja. Os estoques reportados serão muito menores e eles vão precisar, de repente, até mesmo importar soja. Essa será uma equação que precisará ser fechada", diz D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo departamento indicaram que os exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina, segundo explicou o analista.

Na quinta-feira (17), o USDA anunciou uma venda de 240 mil toneladas de soja a destinos não revelados, que segundo analistas há uma grande probabilidade de se tratar da China. Além disso, em seu relatório de registro de exportações, informou que as vendas semanais norte-americanas totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas, a maior desde outubro do ano passado. Desse total exportado na semana encerrada no dia 10 de janeiro pelos EUA, 845,6 mil toneladas foram adquiridas pela China.

O CNGOIC (Centro Nacional de Informações Sobre Grãos e Óleos da China) informou ainda que, na semana passada, os chineses importaram um total de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas de soja em grão de seus três principais fornecedores: EUA, Brasil e Argentina.

"Inicialmente, as esmagadoras reservaram menos carregamentos para entrega em fevereiro e março, mas tal volume poderia não atender à demanda com a melhora recente das margens de esmagamento", informou o centro em uma nota oficial divulgada em seu site.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Grãos: Depois de semana positiva, mercado opera de lado nesta sexta-feira

O mercado internacional de grãos caminha de lado nesta sexta-feira (18), movimento típico de final da semana e frente a um feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, 21 de janeiro. Os futuros da soja, do milho e do trigo já operaram em alta no pregão de hoje, porém, por volta das 15h (horário de Brasília), a soja já se mostrava do lado negativo da tabela, o milho próximo da estabilidade e o trigo em território misto.

A semana termina com muitos fatores influenciando o mercado, alguns de forma positiva, outros de forma negativa, o que traz volatilidade aos negócios, ainda mais diante de fim de semana prolongado. "Temos os problemas climáticos na Argentina, as expectativas para uma boa safra brasileira e a demanda da China aparecendo, tudo isso impactando o mercado de uma certa forma", conforme explicou Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge Corretora, direto de Nova York.

As cotações, durante essa semana, foram influenciadas ainda pela entrada dos fundos de investimento no mercado. O movimento estimulou a alta dos preços, porém, se deparam com patamares de resistência no mercado - na casa dos US$ 14,40, como afirmou D'ávilla - e acabaram iniciando movimentos de realização de lucros. "Neste cenário, a tendência é de o mercado apresentar muita volatilidade, mas sem mudar muita coisa", diz.

Para o analista, o mercado poderia romper essa resistência diante da continuidade da demanda chinesa por soja e de mais compras por parte dos fundos de investimento. Até agora, os Estados Unidos já exportaram 90% do volume estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas e ainda poderão precisar até mesmo importar soja.

"Nós sabemos que o Brasil entrará com muita soja, mas também terá problemas de logística, e a Argentina, que teria uma safra cheia, já começa a apresentar problemas. A tendência é de que nós possamos ver os preços recuando quando o Brasil entrar com sua oferta, mas de acordo com a velocidade de exportação esses preços podem voltar a subir novamente", alerta D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo USDA indicaram a opção dos exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Grãos: Mercado recua em Chicago com sessão de realização de lucros nesta 5ª

Os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam a quinta-feira (17) em queda na Bolsa de Chicago. Após uma sessão bastante volátil, o mercado internacional de grãos registrou terminou o dia do lado negativo da tabela sentindo a pressão de uma realização de lucros que veio depois das expressivas altas acumuladas nas primeiras sessões desta semana. Ao longo do dia, os preços da soja até tentaram emplacar novas altas, as quais não foram sustentadas.

Outra informação que pesou sobre as cotações da soja neste pregão foram as de chuvas na Argentina nas últimas 24 horas. As precipitações chegaram em importantes regiões produtoras que vinham sofrendo com a seca e acabaram estimulando ainda mais o recuo dos preços.

Por outro lado, os dados de exportações semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que mostraram uma expressiva recuperação das vendas norte-americanas, não só de soja em grão, mas também de farelo e óleo, limitaram o potencial de baixa dos preços. As exportações de soja dos Estados Unidos na semana encerrada no dia 10 de janeiro totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas. O volume foi bem maior do que o registrado na semana anterior, de apenas 321,8 mil toneladas, e ficou acima do esperado pelo mercado. Como tradicionalmente acontece, a China foi o principal comprador da soja norte-americana, adquirindo 845,6 mil toneladas.

"Hoje (17), os números do novo relatório semanal de registros ficaram acima do esperado. O mercado ainda não encontrou um nível de racionamento do consumo, que permanece crescendo e os preços se mantêm em alta”, explica o analista de mercado Flávio França, da Safras & Mercado.

Os dados de exportações semanais foram muito positivos também para o milho e o trigo. Os números aumentaram consideravelmente em relação à semana anterior e, assim como para a soja, acabaram limitando as perdas em função da realização de lucros.

No caso da soja, os analistas afirmam que o mercado ainda possui fôlego para subir mais e dar continuidade à recuperação iniciada essa semana. O principal fator que deverá atuar como trampolim para essas novas altas deverá ser os fundamentos de oferta e demanda. Ao passo em que o consumo mundial de soja aumenta, os estoques vão sendo reduzidos e a única oferta disponível no mercado ainda é a norte-americana. As especulações sobre o andamento da clima na América do Sul ajudam a sustentar os ganhos no mercado internacional.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SOJA: PERDAS PERMANECEM EM 10% EM CAMPOS NOVOS (SC)

Em Campos Novos, centro de Santa Catarina, as perdas na safra
de soja 2012/13 permanecem em 10% do total. A quebra se deu pela implantação
da soja, e as perdas anteriores de 20% foram recuperadas com o clima de chuvas e
sol, o qual normalizou a situação na localidade, de acordo com agrônomo da
cooperativa local, Copercampos, Marcelo Capelari. No momento, o clima é seco, e
a previsão para os próximos dias é de poucas precipitações.
As condições das lavouras de soja são boas, em geral, apesar disso. A
produtividade estimada para a região é de 50 a 55 sacas por hectare este ano,
e o preço da saca hoje foi de R$ 59,00 contra R$ 61,00 no disponível da semana
passada.
As fases de desenvolvimento das plantas alcançam o desenvolvimento
vegetativo (40%), florescimento (40%) e enchimento de grãos (20%). A colheita
da soja na localidade deve iniciar somente em março, e a área semeada de soja
deve aumentar de 15% a 20% em relação ao ano passado, alcançando os 49 mil
hectares, em função dos altos valores da oleaginosa.


Fonte: Safras e Mercado

Em Chicago, soja volta a subir nesta quarta-feira focada nos fundamentos

Nesta quarta-feira (16) as cotações da soja operam em alta na Bolsa de Chicago, após encerrar a sessão de ontem (15) com leves recuos. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) os futuros da oleaginosa trabalhavam do lado positivo da tabela com mais de 9 pontos de ganhos nos principais vencimentos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, nessa semana, o mercado ainda reflete o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última sexta-feira (11). E os fundamentos de oferta e demanda voltam a ser o foco principal do mercado. Brandalizze diz ainda que a irregularidade climática na Argentina, terceiro maior produtor mundial de soja, também exerce pressão positiva nas cotações.

“A situação de clima irregular na Argentina e ausência de chuvas e as altas temperaturas nas lavouras e a demanda por produtos contribuem para esse cenário. Há boatos de que a China estaria de volta às negociações essa semana comprando soja, então, o mercado já recuperou as perdas de ontem”, explica Brandalizze.

Com o retorno dos fundamentos ao mercado, os fatores financeiros deixam de ter tanta importância, pelo menos durante essa semana. E com isso, os grandes investidores voltam a atuar no mercado de commodities uma vez que enxergam que há uma possibilidade de lucros maior diante de menores "flutuações" do mercado financeiro, conforme diz o analista.

“Os preços da soja podem passar da faixa dos atuais US$ 14 por bushel e chegar a US$ 15 por bushel. E esse nível de preços não afeta a demanda e os países não controlam o consumo”, afirma o analista.

Mercado Interno - Essa recuperação dos preços das commodities em Chicago pode ser refletida nos valores no mercado interno. Ontem, foram registrados negócios com o milho entre R$ 33,50 e R$ 35,00 nos portos brasileiros, os números representam um aumento de quase R$ 2,00 em relação aos preços praticados na semana anterior. Do mesmo modo, a cotação da saca da soja apresentou uma elevação entre R$ 1,00 e R$ 1,50 ante o valor da semana passada. A oleaginosa está sendo negociada entre R$ 64,00 e R$ 65,00 nos portos.

“Estamos com o nível um pouco maior, os reflexos já começam a aparecer. No caso do milho, os produtores estão vendendo mais, e os produtores da safrinha aguardam uma valorização maior nos contratos de agosto e setembro”, acredita Brandalizze.

Ainda de acordo com o analista, uma possível recuperação do dólar também deve favorecer os produtores rurais brasileiros, haja vista que se o mercado avançar a barreira dos US$ 15 por bushel e o dólar ficar acima de R$ 2,10 os preços da saca da soja no Brasil podem registrar aumento de R$ 7,00, o que tornaria os valores mais atrativos para os agricultores.


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio