Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Soja: Com clima irregular, safra brasileira deve registrar perdas

As expectativas para uma safra de soja recorde na América do Sul na temporada 2012/13 começam a ser ameaçadas por alguns problemas climáticos no Brasil e na Argentina. A colheita já começou nas lavouras brasileiras, concluída em cerca de 1,5% da área até o momento, e alguns importantes estados produtores já começam a registrar perdas em função de adversidades climáticas.

"A safra brasileira vinha em condições consideradas boas e excelentes. Porém, nesse momento, de início de colheita, temos sentido que em estados como Mato Grosso, grande produtor, onde a área colhida deveria estar entre 7 e 10%, está entre 3 e 5%, com chuvas diárias atrapalhando a entrada das máquinas nos campos, o que já começa a refletir em perdas de produtividade", diz Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

As estimativas iniciais apontavam que o Brasil poderia produzir até 86 milhões de toneladas. Entretanto, agora projeções de instituições públicas e privadas apontam pouco mais acima de 80 milhões. Para Brandalizze, a colheita brasileira deverá ficar entre 80 e 83 milhões de toneladas. Já a projeção da Céleres Consultoria é de 80,8 milhões, do USDA de 81 milhões e a da Conab de 82 milhões de toneladas. Porém, alguns desses números são resultados de levantamentos feitos em um período em que as condições climáticas eram favoráveis e podem, portanto, não refletir a realidade atual.

No início do plantio e durante estágios de desenvolvimento, as lavouras brasileiras sofreram com chuvas irregulares e mal distribuídas, condições que acabaram obrigando o replantio em muitas regiões. Agora, na época da colheita, precipitações excessivas atrapalham o bom desempenho do processo e já começam a preocupar os produtores. Por outro lado, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, o que preocupa é o clima seco que já atinge as lavouras há vários dias. No Paraná e em Goiás, porém, o clima é bom e favorece os trabalhos de campo.

"O risco maior está justamente quando temos um clima irregular e diversos outros problemas associados como o ataque intenso de pragas e doenças, exatamente como neste ano", disse o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, em um artigo publicado no Notícias Agrícolas.

Mato Grosso - No Mato Grosso, maior estado brasileiro produtor de soja trazendo para a safra nacional 24.011 milhões de toneladas, o que preocupa nesse momento é o atraso da colheita. As lavouras vêm recebendo volumosas chuvas diariamente e, segundo produtores, há até mesmo algumas áreas inundadas. Em alguns casos, os talhões já indicam perdas de produtividade por conta do excesso de umidade.

Segundo Carlos Bernardes, delegado da Aprosoja Mato Grosso, afirma que a soja precoce vem registrando um rendimento de cerca de 48 a 50 sacas por hectare. Os números indicam ligeiras perdas na produtividade e também na qualidade do grão. "A perda na produtividade vai ser a combinação da seca em dezembro e do excesso de chuvas na colheita agora em janeiro", afirma Bernardes.

Mato Grosso do Sul - No Mato Grosso do Sul, a colheita também deverá começar a tomar fôlego e ritmo nessa semana e já está finalizada em 5% da área. Entretanto, as plantações do estado sofreram com uma séria estiagem. Em função da falta de umidade, já se registra uma produtividade menor do que o esperado, com cerca de 40 sacas/hectare. O estado deverá produzir, segundo a Conab, 6.051 milhões de toneladas.

Paraná e Goiás - No Paraná e em Goiás, as condições climáticas são favoráveis, as lavouras se desenvolveram bem e a produtividade vem em linha com as expectativas. A projeção para esses dois estados é de que produzam boas e volumosas safras de soja. A produção paranaense deverá ser de 15 milhões de toneladas e a de Goiás de 9 milhões de toneladas.

No Paraná, segundo Brandalizze, as condições da colheita são as que mais se aproximam da normalidade. O rendimento está sendo registrado em aproximadamente 50 sacas por hectare. De acordo com o consultor, no sudoeste do estado a colheita já está concluída em aproximadamente 10% da área, caminhando normalmente. No estado todo, os trabalhos estão concluídos em 5%.

No sudoeste goiano, o ritmo da colheita também é bom e os trabalhos já foram concluídos em cerca de 10% da área. As condições climáticas também são favoráveis e os índices de produtividade estão entre 45 e 55 sacas por hectare.

Porém, em algumas outras regiões de Goiás, em que as lavouras sofreram com a estiagem, o potencial produtivo de lavouras mais precoces foi afetado e perdas começarão a ser registradas.

Rio Grande do Sul - No Rio Grande do Sul, onde deverão ser produzidas 12.193 milhões de toneladas de soja, durante todo o processo as condições climáticas foram favoráveis e as lavouras vinham registrando excelentes condições. Entretanto, a recente falta de chuvas já começa a preocupar.

Tecnologia - Por outro lado, apesar do clima adverso na maioria dos estados produtores, o investimento dos sojicultores brasileiro em tecnologia foi maior e melhor nesta temporada e isso será o fator que deverá limitar prejuízos maiores na safra 2012/13.

"As sementes foram de melhor qualidade, a adubação foi adequada, o tratamento sanitário foi feito dentro do recomendado pelos técnicos. Toda a safra foi conduzida de maneira muito eficiente, isso ameniza um pouco as perdas", afirma o consultor.

Mercado - Essa irregularidade da safra brasileira de soja, bem com as incertezas que a rondam, deverão o quanto antes começar a ser refletidas pelo mercado, não só internacional como interno também.

A oferta nos Estados Unidos, a única disponível no mercado atualmente, é bastante ajustada e cerca de 90% do volume estimado para exportações já foram comercializados. Diante disso, a produção sulamericana tem sido esperada com muita ansiedade e os países consumidores logo deverão voltar seus olhos para Brasil, Argentina e demais países produtores na América do Sul.

"O mercado vai começar a sentir que não está sobrando soja e isso pode refletir em uma pressão de altas nas cotações, trazendo os números um pouco mais acima do que estavam trabalhando na semana passada. Já esperamos que os preços venham para até US$ 14,50 por bushel, ou acima, e se continuar esse período seco no Rio Grande do Sul e na Argentina, esperamos que o mercado supere a marca dos US$ 15 para condizer com a realidade da oferta", projeta Brandalizze.

No mercado interno, o impacto também deverá ser sentido, principalmente no momento em que as indústrias e consumidoras sentirem dificuldade em realizar suas compras diante de uma oferta muito escassa. A demanda terá, portanto, que pagar mais caro para conseguir o grão para trabalhar nos períodos adequados.

Hoje, os preços da soja negociados nos portos brasileiros são consideravelmente menores do que os praticados entre maio e setembro de 2012, quando as cotações atingiram patamares historicamente altos em Chicago por conta da quebra nos EUA. A diferença chega a ser de R$ 10 a menos.

Porém, a comercialização antecipada nessa safra foi muito expressivas e os sojicultores aproveitaram bons preços para travar suas vendas de soja que, em alguns casos, foram fechadas a R$ 80 saca no porto, para entrega em março. Dessa forma, os produtores serão capazes de segurar um pouco mais o restante de sua oferta a espera de preços melhores, já que a tendência é de que subam diante dos fundamentos apertados de oferta e demanda. Este cenário poderia, até mesmo, evitar ou limitar uma pressão de venda de soja logo na colheita, como explicou o consultor.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

EUA poderá ter que importar soja da América do Sul, diz analista

As margens de esmagamento de soja melhoraram na China, maior comprador mundial da oleaginosa, e incentivaram um aumento das importações por parte do país tanto nos Estados Unidos quanto na América do Sul, segundo informou o órgão oficial de pesquisa chinesa nesta sexta-feira (18). Os dados só confirmam o bom momento da demanda não só chinesa, mas mundial, por soja, o qual não deverá dar sinais de desaquecimento daqui para frente.

Porém, paralelamente, são tempos de uma oferta muito ajustada, com estoques globais historicamente baixos. Hoje, praticamente a única oferta de soja disponível no mercado é a dos Estados Unidos e, segundo Daniel D'Ávilla, analista da corretora New Edge, de Nova York, o país já exportou 90% do volume para vendas externas projetado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Frente a isso, já há uma preocupação de que, mais adiante, o país teria que importar soja da América do Sul para continuar suprindo a demanda.

"Ou se diminui bastante o ritmo de esmagamento ou de exportações, ou os EUA vão precisar de soja. Os estoques reportados serão muito menores e eles vão precisar, de repente, até mesmo importar soja. Essa será uma equação que precisará ser fechada", diz D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo departamento indicaram que os exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina, segundo explicou o analista.

Na quinta-feira (17), o USDA anunciou uma venda de 240 mil toneladas de soja a destinos não revelados, que segundo analistas há uma grande probabilidade de se tratar da China. Além disso, em seu relatório de registro de exportações, informou que as vendas semanais norte-americanas totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas, a maior desde outubro do ano passado. Desse total exportado na semana encerrada no dia 10 de janeiro pelos EUA, 845,6 mil toneladas foram adquiridas pela China.

O CNGOIC (Centro Nacional de Informações Sobre Grãos e Óleos da China) informou ainda que, na semana passada, os chineses importaram um total de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas de soja em grão de seus três principais fornecedores: EUA, Brasil e Argentina.

"Inicialmente, as esmagadoras reservaram menos carregamentos para entrega em fevereiro e março, mas tal volume poderia não atender à demanda com a melhora recente das margens de esmagamento", informou o centro em uma nota oficial divulgada em seu site.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Grãos: Depois de semana positiva, mercado opera de lado nesta sexta-feira

O mercado internacional de grãos caminha de lado nesta sexta-feira (18), movimento típico de final da semana e frente a um feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, 21 de janeiro. Os futuros da soja, do milho e do trigo já operaram em alta no pregão de hoje, porém, por volta das 15h (horário de Brasília), a soja já se mostrava do lado negativo da tabela, o milho próximo da estabilidade e o trigo em território misto.

A semana termina com muitos fatores influenciando o mercado, alguns de forma positiva, outros de forma negativa, o que traz volatilidade aos negócios, ainda mais diante de fim de semana prolongado. "Temos os problemas climáticos na Argentina, as expectativas para uma boa safra brasileira e a demanda da China aparecendo, tudo isso impactando o mercado de uma certa forma", conforme explicou Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge Corretora, direto de Nova York.

As cotações, durante essa semana, foram influenciadas ainda pela entrada dos fundos de investimento no mercado. O movimento estimulou a alta dos preços, porém, se deparam com patamares de resistência no mercado - na casa dos US$ 14,40, como afirmou D'ávilla - e acabaram iniciando movimentos de realização de lucros. "Neste cenário, a tendência é de o mercado apresentar muita volatilidade, mas sem mudar muita coisa", diz.

Para o analista, o mercado poderia romper essa resistência diante da continuidade da demanda chinesa por soja e de mais compras por parte dos fundos de investimento. Até agora, os Estados Unidos já exportaram 90% do volume estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas e ainda poderão precisar até mesmo importar soja.

"Nós sabemos que o Brasil entrará com muita soja, mas também terá problemas de logística, e a Argentina, que teria uma safra cheia, já começa a apresentar problemas. A tendência é de que nós possamos ver os preços recuando quando o Brasil entrar com sua oferta, mas de acordo com a velocidade de exportação esses preços podem voltar a subir novamente", alerta D'Ávilla.

Na semana passada, duas das vendas de soja reportadas pelo USDA indicaram a opção dos exportadores norte-americanos têm a opção de vender soja para a China de outra origem, podendo ser o Brasil ou a Argentina.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Grãos: Mercado recua em Chicago com sessão de realização de lucros nesta 5ª

Os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam a quinta-feira (17) em queda na Bolsa de Chicago. Após uma sessão bastante volátil, o mercado internacional de grãos registrou terminou o dia do lado negativo da tabela sentindo a pressão de uma realização de lucros que veio depois das expressivas altas acumuladas nas primeiras sessões desta semana. Ao longo do dia, os preços da soja até tentaram emplacar novas altas, as quais não foram sustentadas.

Outra informação que pesou sobre as cotações da soja neste pregão foram as de chuvas na Argentina nas últimas 24 horas. As precipitações chegaram em importantes regiões produtoras que vinham sofrendo com a seca e acabaram estimulando ainda mais o recuo dos preços.

Por outro lado, os dados de exportações semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que mostraram uma expressiva recuperação das vendas norte-americanas, não só de soja em grão, mas também de farelo e óleo, limitaram o potencial de baixa dos preços. As exportações de soja dos Estados Unidos na semana encerrada no dia 10 de janeiro totalizaram 1.608,8 milhão de toneladas. O volume foi bem maior do que o registrado na semana anterior, de apenas 321,8 mil toneladas, e ficou acima do esperado pelo mercado. Como tradicionalmente acontece, a China foi o principal comprador da soja norte-americana, adquirindo 845,6 mil toneladas.

"Hoje (17), os números do novo relatório semanal de registros ficaram acima do esperado. O mercado ainda não encontrou um nível de racionamento do consumo, que permanece crescendo e os preços se mantêm em alta”, explica o analista de mercado Flávio França, da Safras & Mercado.

Os dados de exportações semanais foram muito positivos também para o milho e o trigo. Os números aumentaram consideravelmente em relação à semana anterior e, assim como para a soja, acabaram limitando as perdas em função da realização de lucros.

No caso da soja, os analistas afirmam que o mercado ainda possui fôlego para subir mais e dar continuidade à recuperação iniciada essa semana. O principal fator que deverá atuar como trampolim para essas novas altas deverá ser os fundamentos de oferta e demanda. Ao passo em que o consumo mundial de soja aumenta, os estoques vão sendo reduzidos e a única oferta disponível no mercado ainda é a norte-americana. As especulações sobre o andamento da clima na América do Sul ajudam a sustentar os ganhos no mercado internacional.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SOJA: PERDAS PERMANECEM EM 10% EM CAMPOS NOVOS (SC)

Em Campos Novos, centro de Santa Catarina, as perdas na safra
de soja 2012/13 permanecem em 10% do total. A quebra se deu pela implantação
da soja, e as perdas anteriores de 20% foram recuperadas com o clima de chuvas e
sol, o qual normalizou a situação na localidade, de acordo com agrônomo da
cooperativa local, Copercampos, Marcelo Capelari. No momento, o clima é seco, e
a previsão para os próximos dias é de poucas precipitações.
As condições das lavouras de soja são boas, em geral, apesar disso. A
produtividade estimada para a região é de 50 a 55 sacas por hectare este ano,
e o preço da saca hoje foi de R$ 59,00 contra R$ 61,00 no disponível da semana
passada.
As fases de desenvolvimento das plantas alcançam o desenvolvimento
vegetativo (40%), florescimento (40%) e enchimento de grãos (20%). A colheita
da soja na localidade deve iniciar somente em março, e a área semeada de soja
deve aumentar de 15% a 20% em relação ao ano passado, alcançando os 49 mil
hectares, em função dos altos valores da oleaginosa.


Fonte: Safras e Mercado

Em Chicago, soja volta a subir nesta quarta-feira focada nos fundamentos

Nesta quarta-feira (16) as cotações da soja operam em alta na Bolsa de Chicago, após encerrar a sessão de ontem (15) com leves recuos. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) os futuros da oleaginosa trabalhavam do lado positivo da tabela com mais de 9 pontos de ganhos nos principais vencimentos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, nessa semana, o mercado ainda reflete o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última sexta-feira (11). E os fundamentos de oferta e demanda voltam a ser o foco principal do mercado. Brandalizze diz ainda que a irregularidade climática na Argentina, terceiro maior produtor mundial de soja, também exerce pressão positiva nas cotações.

“A situação de clima irregular na Argentina e ausência de chuvas e as altas temperaturas nas lavouras e a demanda por produtos contribuem para esse cenário. Há boatos de que a China estaria de volta às negociações essa semana comprando soja, então, o mercado já recuperou as perdas de ontem”, explica Brandalizze.

Com o retorno dos fundamentos ao mercado, os fatores financeiros deixam de ter tanta importância, pelo menos durante essa semana. E com isso, os grandes investidores voltam a atuar no mercado de commodities uma vez que enxergam que há uma possibilidade de lucros maior diante de menores "flutuações" do mercado financeiro, conforme diz o analista.

“Os preços da soja podem passar da faixa dos atuais US$ 14 por bushel e chegar a US$ 15 por bushel. E esse nível de preços não afeta a demanda e os países não controlam o consumo”, afirma o analista.

Mercado Interno - Essa recuperação dos preços das commodities em Chicago pode ser refletida nos valores no mercado interno. Ontem, foram registrados negócios com o milho entre R$ 33,50 e R$ 35,00 nos portos brasileiros, os números representam um aumento de quase R$ 2,00 em relação aos preços praticados na semana anterior. Do mesmo modo, a cotação da saca da soja apresentou uma elevação entre R$ 1,00 e R$ 1,50 ante o valor da semana passada. A oleaginosa está sendo negociada entre R$ 64,00 e R$ 65,00 nos portos.

“Estamos com o nível um pouco maior, os reflexos já começam a aparecer. No caso do milho, os produtores estão vendendo mais, e os produtores da safrinha aguardam uma valorização maior nos contratos de agosto e setembro”, acredita Brandalizze.

Ainda de acordo com o analista, uma possível recuperação do dólar também deve favorecer os produtores rurais brasileiros, haja vista que se o mercado avançar a barreira dos US$ 15 por bushel e o dólar ficar acima de R$ 2,10 os preços da saca da soja no Brasil podem registrar aumento de R$ 7,00, o que tornaria os valores mais atrativos para os agricultores.


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Soja: Preços recuam no mercado interno e produtores seguram vendas

A soja começou 2013 em um cenário de preços diferente do que encerrou 2012 no mercado interno brasileiro. Por conta da expressiva baixa dos preços no cenário internacional, acompanhada pelo recuo do dólar, o valor de uma saca de soja negociada no Brasil também caiu, o que fez com que o novo ano se iniciasse com negócios mais lentos e os produtores não muito dispostos a negociarem o restante de sua safra a preços significativamente menores.

A safra brasileira 2012/13 registra uma comercialização bastante avançada, com mais de 40 milhões de toneladas de soja já negociadas. Os níveis de preços anteriores permitiram que os produtores pudessem arcar com seus principais gastos, que são com insumos, com tranquilidade. No entanto, o momento agora é de cautela, pois, apesar de ainda serem remuneradores, os valores são bem mais baixos. No Mato Grosso, por exemplo, uma saca de soja que antes era negociada entre R$ 64 e R$ 65 agora vale algo entre R$ 49 e R$ 50.

"Para estes preços não há vendedor. Mas o mercado está bem vendido e eles aguardam uma melhora. Desde o final do ano, a soja caiu quase US$ 1 no mercado internacional e a colheita está apenas no começo. E além disso, ainda temos a baixa do dólar. Alguns negociaram com o câmbio a R$ 2,10 e agora está a R$ 2,03. O momento, então, é de espera", disse João Birkhan, diretor da CentroGrãos.

O produtor rural de Santa Terezinha da Itaipu, no Paraná, Emerson Romanha, confirmou essa situação no seu estado e afirma que os sojicultores também estão segurando sua produção. "Nós já tivemos várias baixas nas últimas duas semanas. Na última sexta-feira (11), o preço ficou em torno de R$ 58 e, na comercialização futura, para entrega em fevereiro, hoje o preço está por volta de R$ 50. Eu acredito que o produtor vá esperar mais, pois com certeza teremos um preço um pouco melhor do que este", diz.

Entretanto, o quadro mundial de oferta e demanda para soja ainda continua muito ajustado. Os estoques mundiais são os menores dos últimos anos e a procura pela oleaginosa ainda se mostra muito aquecida, cenário que deverá estimular uma recuperação às cotações e promover certa sustentação ao mercado. Porém, apesar disso, segundo Pedro Dejneka, analista da PHDerviativos, o mercado poderia operar ainda sob pressão principalmente se forem confirmadas safras recordes para a América do Sul nesta temporada e para os Estados Unidos na próxima.

"Em forte e contundente resposta a quase 2 anos seguidos de grandes quebras de produção devido a problemas climáticos, produtores nas Américas plantam áreas recordes de soja e milho e, desta vez, com a contribuição do
clima colhem safras recordes, aliviando assim a pressão da constante demanda mundial por estas commodities", diz.

Dejneka afirma ainda que acredita que a demanda da China pela soja norte-americana será menor em janeiro e que oschineses já focam na transição de sua demanda para o Brasil á partir de meados de fevereiro.

Já para o consultor de mercado Liones Severo, o foco dos negócios ainda não é o clima na América do Sul, mas sim a ajustada relação entre a oferta e a demanda e a maneira como esse cenário deverá dar sustentação aos preços da soja em Chicago. "No primeiro trimestre, a utilização da soja atingiu 34% e a utilização é decisiva para definir se o mercado é altista ou baixista. Passou dos 30%, é altista", afirmou.

Estimativas - A estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é de que o Brasil produza 82,68 milhões de toneladas. Entretanto, o levantamento da entidade foi feito no período de 10 a 14 de dezembro, em que as condições climáticas eram favoráveis e possíveis perdas de produtividade ainda não eram cogitadas.

Entretanto, em entrevista ao Notícias Agrícolas, a maior parte dos sojicultores das principais regiões produtoras do Brasil afirmam que o período de seca em dezembro comprometeu o enchimento dos grãos e que, portanto, perdas serão inevitáveis.

Na cidade de Cristalina, em Goiás, as lavouras em algumas localidades chegaram a ficar sem chuvas por quase 40 dias. "Hoje ainda não podemos precisar a perda, já é visível, mas ainda não sabemos mensurá-la. As regiões sofreram com chuvas isoladas, sem regularidade", disse o produtor rural Josino da Veiga Antunes.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Chicago: Após forte avanço, soja permanece em alta nesta 3ª feira

Após as fortes altas registradas na sessão de ontem, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago ainda operam em território positivo na sessão desta terça-feira (15). Por volta das 11h (horário de Brasília), os principais contratos da oleaginosa operavam com alta de mais de 8 pontos. Mais cedo, os preços chegaram até mesmo a transitar pelo lado negativo da tabela, exibindo uma leve realização de lucros que não se manteve.

Para o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, o foco do mercado ainda é a situação apertada entre estoque e demanda nos EUA. Nesta segunda-feira (14), a Nopa (Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais dos EUA) divulgou o relatório indicando que o ritmo do esmagamento da soja norte-americana permanece forte e, ainda na segunda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, confirmando a demanda ainda aquecida.

“Qualquer notícia de demanda irá impactar fortemente no mercado, uma vez que a safra dos EUA é pequena, apesar de ser maior do que o esperado pelo mercado”, afirma o consultor.

Por outro lado, há uma necessidade de que a demanda nos EUA seja racionada, neste caso através dos preços, para que a produção consiga abastecer o mercado, conforme explica Monte. Em decorrência desse cenário, a tendência é que o mercado fique com preços mais firmes durante toda essa semana.

Para o analista da New Edge, Daniel D’Ávilla, as cotações devem continuar sustentadas até a entrada da safra sulamericana. “Vamos observar como essa soja vai chegar ao mercado, temos problemas logísticos no Brasil e também problemas climáticos na Argentina, e o mercado observa isso também”, explica D’Ávilla.

Ainda na visão do analista, o grande problema para safra brasileira serão os problemas logísticos que podem prejudicar o escoamento da produção. No entanto, quando o Brasil embarcar a safra os preços da soja tendem a ceder.

“A disponibilidade e o fácil acesso do grão pode contribuir para um recuo nos preços, caso contrário, continuamos com o mercado pressionado. E então, a China voltará para o mercado norte-americano comprando, o que pode colaborar para a elevação nos preços em Chicago”, disse o analista.

Além disso, os expressivos ganhos registrados nesta segunda foram uma reação retardada do mercado já que os mercados asiáticos e europeus estavam fechados durante a divulgação do relatório, como explica Pedro Dejneka, analista da PHDerivativos. "Muita gente que não participou na sexta-feira entrou no mercado nesta segunda. A não ser que tenhamos problemas climáticos na América do Sul ou que a demanda continue aquecida pela soja dos Estados Unidos, acredito que a soja estacione por aqui ou no máximo abaixo dos US$ 14,30 por agora. A alta é mais baseada em 'risk on' do que em fundamentos. É especulativa e, na minha opinião, não deverá se manter", disse.


Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mercados podem se desgovernar se teto da dívida não subir, diz Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, apelou nesta segunda-feira (14) ao Congresso para que atue de maneira "responsável" e aumente o limite da dívida do país, evitando assim uma "ferida autoinfligida" na economia.

Obama disse que, se o teto da dívida americana não for elevado, há o risco de os mercados internacionais "se descontrolarem".

"Pensar apenas na ideia de que isso ocorra, de que os Estados Unidos não paguem suas dívidas, é irresponsável, é absurdo", disse Obama na última entrevista coletiva do seu primeiro mandato na Casa Branca.

Os Estados Unidos chegarão a seu atual teto da dívida no final de fevereiro, e a discussão deve ser dura com os oposicionistas republicanos que controlam a Câmara de Deputados, chave em temas de orçamento.

Alguns deles pediram que qualquer aumento do limite da dívida tenha como contrapartida cortes de impostos equivalentes.

"Podem atuar de forma responsável e pagar as contas dos Estados Unidos, ou podem atuar irresponsavelmente e fazer os Estados Unidos atravessarem outra crise econômica", acrescentou o comunicado.

Seria a segunda vez em dois anos que um debate deste tipo acontece nos Estados Unidos, que em 2011 esteve perto do default, perdendo a nota máxima de sua dívida soberana avaliada pela agência de classificação Standard & Poor's.

Desde o dia 31 de dezembro, o Estado norte-americano funciona pouco abaixo do limite legal para contrair dívidas, fixado em US$ 16,3 trilhões, graças a medidas excepcionais que permitiram ao sistema político ganhar um tempo que se esgotará no final de fevereiro.

Armas de fogo

Obama também apelou à "consciência" dos congressistas em relação ao debate sobre a proibição de armas de fogo, que toma o país desde o massacre de Newtown, em Connecticut, em dezembro passado.

O presidente afirmou que a questão deve ser tratada de maneira "sensível" e disse que não pode garantir que as propostas que seu vice, Joe Biden, vai apresentar nesta terça, serão aprovadas pelo Congresso.

"A crença de que devemos ter um controle maior dos antecedentes, de que podemos fazer um trabalho muito melhor em termos de manter os carregadores de grande capacidade longe das mãos das pessoas que não deveria possui-los, uma proibição de rifles de assalto que seja significativa... essas são coisas que, continuo acreditando, fazem sentido", disse.

"Todas elas (as propostas) serão aprovadas por este Congresso? Não sei, mas o que predomina em minha mente é certamente que sou honesto com o povo americano e com os membros do Congresso sobre o que acredito que funcionará", explicou.

"Se houver algum passo que possamos dar para salvar pelo menos uma criança do que aconteceu em Newtown, deveremos dar esse passo", acrescentou Obama, quando nesta segunda-feira completa um mês a tragédia da escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, na qual morreram 26 pessoas, entre elas 20 crianças.


FONTE: G1 / Globo.com

Soja: Incertezas sobre safra da América do Sul estimulam boas altas na Bolsa de Chicago

A semana começa positiva para o mercado internacional de grãos. Na sessão desta segunda-feira (14), soja, milho e trigo operam com expressivos ganhos após os últimos pregões em que os preços atuavam sem direção definida.

Na última sexta-feira (11), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou seus números de oferta e demanda e, no caso da soja, como explicou Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, agora o foco dos investidores se volta com mais intensidade para o clima na América do Sul.

Algumas importantes regiões produtoras brasileiras já se deparam com uma produtividade menor do que o esperado e com condições climáticas desfavoráveis em importantes estágios de desenvolvimento das plantas. "Como a soja subiu pouco na última sexta-feira, hoje avança tentando consolidar um ajuste técnico", diz Brandalizze.

O cenário, portanto, já apresenta algumas incertezas e compromete as recentes estimativas não só do USDA para a safra brasileira, como da Conab também. "Uma safra cheia na América do Sul amenizaria o problema de uma oferta muito escassa, mas já começam a aparecer alguns problemas e o mercado tenta antecipar isso", afirma o consultor.

Na Argentina, a situação ainda é bastante incerta também. Enquanto no início do plantio o excesso de chuvas prejudicava o processo, agora as lavouras são castigadas por um calor de mais de 40°C em algumas regiões. Com isso, as estimativas variam muito diante de um quadro de muita irregularidade na atual safra.

Como outro fator de alta, há ainda indicações de que a China voltará ao mercado nesta semana novamente e isso também atua como um catalisador para as altas desta segunda-feira. "Temos portanto suporte tanto da demanda quanto da oferta", reforça Brandalizze.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes