Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Grãos: Soja registra mais um dia positivo em Chicago. Milho e trigo recuam

O mercado internacional da soja registrou mais um dia positivo nesta quarta-feira. A oleaginosa encerrou o pregão regular de hoje em alta, porém, com ganhos mais modestos. O ajustado cenário de oferta e demanda está de volta ao foco dos investidores.

Os futuros da soja fecharam o dia com ganhos entre 8 e 18,50 pontos positivos. Analistas afirmam que as preocupações com a oferta apertada, principalmente na América do Sul, ainda chamam a atenção dos traders, que agoram preocupam-se mais com a Argentina.

O mercado estaria agora focando o impacto das recentes geadas nas lavouras argentinas de soja, as quais poderiam causar ainda mais prejuízos depois da seca que assolou o país.

Em Chicago, já existem rumores de que não haverá soja suficiente pára atender a demanda até a entrada da safra nortte-americana, como explicou o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia. Informação que foi confirmada pelo também analista Vlamir Brandalizze, ao dizer que o temor é de que em agosto não haja mais soja para ser ofertada na América do Sul.

Paralelamente, completando o positivo quadro fundamental para a soja, há ainda informações de a China, maior importador mundial da oleaginosa, teria agendado a compra de 500 mil toneladas da commodity norte-americana. No entanto, isso ainda não foi oficialmente confirmado.

Já no mercado do milho, os preços cederam, nesta quarta-feira, a um movimento de realização de lucros. Analistas afirmam que as projeções para uma boa safra norte-americana estão pressionando as cotações em Chicago. Porém, o que limitou as baixas do cereal foi o bom desempenho do mercado da soja.

As cotações do trigo também encerraram a quarta-feira em queda. Assim como o milho, o grão também realizou lucros diante da ausência de novidades sobre os fundamentos. Paralelamente, as condições climáticas favoráveis nos EUA também pesaram sobre o mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

SOJA: ABIOVE PROJETA SAFRA 2011/12 EM 65,9 MILHÕES DE TON

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
(Abiove) projeta a safra brasileira de soja em 65,9 milhões de toneladas para a
temporada 2011/12. A previsão faz parte do levantamento de abril da entidade,
que reduziu a estimativa anterior, que era de 69,5 milhões de toneladas.
No ano comercial 2012/13, que inicia em fevereiro deste ano e se estende
até janeiro de 2013, a exportação está prevista em 30 milhões de toneladas,
contra 33,1 milhões de 2011/12. No relatório passado, a estimativa era de 32
milhões de toneladas.
O esmagamento deverá passar de 36,8 milhões para 34,8 milhões de
toneladas. A Abiove estimava esmagamento de 36,2 milhões no relatório
anterior.
A produção de farelo na safra 2011/12 está projetada em 26,4 milhões de
toneladas, com exportação de 13,1 milhões e consumo interno de 13,5 milhões
de toneladas. No ano anterior, os números foram de 28 milhões, 14,3 milhões
e 13,6 milhões, respectivamente.
No óleo de soja, a Abiove prevê produção de 6,7 milhões de toneladas,
contra 7,15 milhões da temporada anterior. O consumo interno deverá subir de
5,4 milhões para 5,45 milhões de toneladas. A exportação deverá cair de 1,7
milhão para 1,3 milhão de toneladas.


FONTE: Safras e Mercado.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Oferta restrita impulsiona soja e mercado tem forte alta em Chicago

O mercado internacional da soja opera com forte alta nesta terça-feira na Bolsa de Chicago. Após encerrar o pregão noturno com ganhos de mais de 10 pontos, na sessão regular, por volta das 13h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa registravam avanços de mais de 23 pontos nos principais vencimentos.

Os fundamentos continuam bastante positivos e dando um importante suporte para os preços, apesar da realização de lucros dos últimos dias. A oferta é perigosamente restrita, principalmente por conta da quebra da safra da América do Sul, e a a demanda continua bastante aquecida, que deve focar os EUA após as perdas no Brasil e na Argentina.

Hoje, a Oil World voltou a reduzir suas estimativas para a safra de soja da Argentina e estimou a colheita em 42 milhões de toneladas, 15% a menos do que há um ano.

Atualmente, os argentinos são os principais exportadores de ração e óleo de soja para alimentação. Na semana encerrada no último dia 12, as vendas de soja para ração dos Estados Unidos dobraram em relação ao mesmo período do ano anteriore atingiram o maior índice desde 2003, de acordo os últimos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A volatilidade tem estado bem presente no mercado da soja, o qual vem se mostrando nervoso e ansioso. Analistas afirmam que o momento é de bastante incerteza e que os traders vêm se apegando a muitos boatos, mesmo que eles não se confirmem mais adiante.

O dia também é positivo no mercado do milho. O cereal, assim como a soja, fechou o pregão noturno em alta e continua avançando no regular pelo segundo dia consecutivo.

No caso do grão, o suporte para o mercado vem das especulações de que a China, segundo maior produtor mundial de milho, está aumentando suas compras da commodity como forma de recompor e garantir seus estoques.

Hoje, o USDA anunciou a venda de 480 mil toneladas de milho para destinos não revelados, confirmando esse bom momento da demanda. De acordo com um relatório do instituto de pesquisa do país, o Grain.gov.cn, a nação asiática teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas do cereal na semana passada.

Segundo a agência Shanghai JC Intelligence Co., o custo de importação de milho dos Estados Unidos caiu, no dia 19 de abril, para o menor nível este mês, condições que estimulam ainda mais as compras.

No entanto, mesmo diante de um cenário positivo, por volta das 13h55, os preços do milho já operavam em território misto, com os vencimentos mais distantes - dezembro/12 e março/2013 - perdendo 3 pontos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

SOJA: ESTIMATIVA É DE QUEDA HISTÓRICA PARA PREÇO NO EXTERIOR

Um dos produtos com maior peso na pauta de exportação do
Brasil, a soja pode sofrer uma retração "histórica" de preços
internacionais nos próximos meses. Pelo menos é o que prevê o presidente da
Hackett Financial Advisors, Shawn Hackett, em relatório divulgado ontem a seus
clientes.

"Os produtores deveriam aproveitar os preços atuais e vender da forma
mais agressiva possível. Estamos próximos das [cotações] máximas para o
resto do ano e, possivelmente, para os próximos vários anos". Hackett enumera
as razões que o levam a apostar na queda. Segundo ele, a safra sul-americana,
que foi duramente castigada pela estiagem em 2011/12, é "provavelmente maior"
do que se imagina e deverá ser revisada para cima.

Além disso, Hackett avalia que os preços atuais da commodity tornaram-se
"muito atrativos" e devem convencer os agricultores dos EUA a plantar entre
800 mil e 1,2 milhão de hectares a mais do que o esperado em 2012/13, "o que
deve garantir um aumento expressivo nos estoques de passagem para 2013".

O analista afirma, ainda, que os fundos especulativos detêm um volume
recorde de contratos futuros de soja na bolsa de Chicago, "de fato, mais de 35%
da produção esperada para os EUA". "Os fundos raramente mantêm uma
posição por mais de três meses, e cada um desses contratos será devolvido ao
mercado quando chegar a colheita. Duvido que o mercado vai aceitar 35 milhões
de toneladas de soja a US$ 14 por bushel", afirma.

Hackett chama a atenção, finalmente, para os efeitos do câmbio no
Brasil. Para ele, a alta do dólar frente ao real (que infla os preços
domésticos da commodity) abre caminho para que as cotações internacionais
caiam e, mesmo assim, mantenham-se atraentes para estimular o plantio
necessário no país.

"[Um preço entre] US$ 8 e US$ 10 por bushel pode resolver o problema",
afirma. Por fim, ele afirma que as margens de esmagamento de soja na Ásia
estão "terríveis" e devem frustrar as elevadas expectativas de exportação
dos Estados Unidos para a China.

Depois de atingir o patamar mais elevados em sete meses na semana passada,
os futuros da soja fecharam a segunda-feira em queda em Chicago. Os contratos
para julho caíram 8,50 centavos de dólar, para US$ 14,41 por bushel,
devolvendo parte dos ganhos registrados na sexta-feira. Os preços da soja já
subiram 19,3% em 2012.

Vinícius Ito, analista da Jefferies Bache, afirma que há uma tendência
sazonal de queda das cotações a partir de julho, quando o cenário para a
safra americana fica mais evidente. Mas ele pondera que ainda é cedo para fazer
previsões sobre a extensão do movimento.

"A intensidade da queda depende de onde o mercado vai estabelecer o pico
de precificação, e isso não está claro. Por enquanto, o plantio segue com
clima favorável nos Estados Unidos. Se houver algum problema, é possível que
o mercado tenha fôlego para subir mais ainda", diz o analista. De acordo com
ele, os fundamentos do mercado indicam que a soja pode atingir até US$ 15 por
bushel. As informações partem do Valor Econômico.


FONTE: Safras e Mercado

segunda-feira, 23 de abril de 2012

AGRONEGÓCIO: ESTIAGEM PROVOCA QUEDA NO CONSUMO DE FERTILIZANTES NO RS

A estiagem provocou uma queda de 21,7% nas entregas de
fertilizantes no Estado no acumulado dos três primeiros meses de 2012, segundo
informou o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul
(SIARGS), Torvaldo Antonio Marzolla Filho. No período, foram entregues 260 mil
toneladas, contra 332 mil toneladas no primeiro trimestre do ano passado. Já em
nível nacional, as entregas totalizaram 5,3 milhões de toneladas, o que
representou um crescimento de 6,9% em relação aos três primeiros meses de
2011, quando foram da ordem de 4,9 milhões de toneladas. Na Região Sul - RS,
Santa Catarina e Paraná, as entregas somaram 1,0 milhão de toneladas neste
ano, contra 1,2 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2011, configurando
um decréscimo de 13,2%. Apesar desse quadro, a expectativa é de recuperação
nas vendas para a preparação do plantio das culturas de inverno, com destaque
para o trigo. Isto porque, embora tenha havido forte declínio dos volumes de
produção em virtude da estiagem, tais perdas foram parcialmente compensadas
pela valorização dos preços das commodities no mercado internacional, resume
Marzolla. As informações partem da assessoria de imprensa.


FONTE: Safras e Mercado.

Soja: Mercado amplia recuo e fecha o dia com perdas de dois dígitos

No pregão regular desta segunda-feira, a soja ampliou suas perdas e fechou o dia com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Os movimentos de realização de lucros após as fortes altas de sexta-feira (20) e o dia negativo para o mercado financeiro pressionaram as cotações da oleaginosa.

Nesta segunda, as principais bolsas de valores mundiais encerraram os negócios em queda. Na Europa, os índices recuaram diante de indicadores fracos da indústria europeia e chinesa. No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) também trabalhava em baixa até o horário de fechamento dos mercados em Chicago (15h30, horário de Brasília).

O desempenho também foi fraco entre as ações, o petróleo e os metais e as demais commodities. Em contrapartida, o dólar teve um dia positivo. A alta da moeda norte-americana também atua como fator de pressão negativa para a oleaginosa, uma vez que tira parte da competitividade do produto dos EUA.

"O fato é que na soja a tendência é altista, mas com o financeiro em baixa, a atuação dos especuladores fica limitada hoje", disse o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia.

Os traders enfrentam mais um dia sem muitas novidades que possam provocar oscilações muito forte nos negócios e, como explicou o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar, aguardam para tomar uma nova posição técnica.

Esse sobe e desce do mercado já vem sendo registrado há alguns dias, com o mercado perdendo e ganhando entre as sessões. A volatilidade reflete a tendência altista do mercado pressionada por fatores como o próprio cenário financeiro e os dados sobre o plantio da nova safra dos Estados Unidos. As primeiras informações para o milho já começaram a sair e para a soja devem aparecer esta semana.

Porém, as baixas da oleaginosa foram limitadas pelo anúncio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da venda de 165 mil toneladas de soja para destinos não revelados, que atuou como suporte para que o recuo dos preços fosse menos acentuado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mercado compra boatos e soja encerra a semana com quase 30 pts de alta

Sexta-feira atípica para o mercado internacional da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa fecharam a semana com quase 30 pontos de alta nos principais vencimentos, com ganhos beirando os 40 pontos ao longo do pregão regular. "Foi um dia de vale tudo no mercado", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago.

O dia foi de um compra intensa de boatos, com preços batendo níveis técnicos e um número recorde de especuladores comprados em contratos de soja - 210 mil contratos.

Entre as muitas informações que circularam por Chicago nesta sexta-feira, de acordo com o analista, a que mais estimulou esse explosivo avanço dos preços foi a de que o Brasil deixaria o mercado exportador de soja em função da quebra da safra 2011/12 ocasionada pela seca provocada pelo La Niña.

Segundo ele, o boato "seria de fato um absurdo" e não se sabe a procedência do mesmo. No entanto, pegou o mercado, que já vinha nervoso e ansioso com tanta volatilidade, de surpresa. Há dias os traders vinham se deparando com a ausência de novidades que pudessem movimentar o mercado, e com isso, estavam "agindo mais com a emoção do que com a razão, querendo boatos para se apegar", disse Dejneka.

Ainda segundo o analista, a compra e venda de boatos está bastante intensa e pode se estender por mais algumas sessões, uma vez que os negociadores não devem se focar apenas nos fundamentos. Isso se dá em função do enorme capital especulativo que está no mercado atualmente.

"Eventualmente os fundamentos e os preços se alinharão. Essa alta não é justificável para o curto prazo se formos nos basear em fundamentos somente, mas isso não interessa agora. Agora é ficar de olho no movimento dos especuladores", diz Dejneka.

Confirmando o que vem sendo dito por outros analistas, a tendência de alta para o mercado futuro da soja em Chicago continua no longo prazo. No entanto, correções de preços e realizações de lucros podem ser vistas na próxima semana, haja visto que os preços vem alcançando valorizações bastante intensas, ao menos nos contratos mais curtos, como o maio e o julho/12.


FONTE: Pedro Dejneka - Mercado de Grãos

quinta-feira, 19 de abril de 2012

MERCADO: SOJA TEM PREÇOS FIRMES E BOA MOVIMENTAÇÃO NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre
estáveis e mais altos nesta quinta-feira, acompanhando os ganhos de Chicago e a
valorização do dólar frente ao real. Nos momentos de pico em Chicago, os
agentes aproveitaram para vender a soja por preços consistentes.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 57,50 para R$ 58,00.
Na região das Missões, o preço avançou de R$ 57,00 para R$ 57,50 por saca.
No porto de Rio Grande, os preços pularam de R$ 60,50 para R$ 61,70.
Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 56,00 para R$ 57,00. No
porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 60,50 por saca, contra R$
60,00 da quarta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço baixou de R$ 53,80 para
R$ 53,50. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 52,00, contra R$ 51,50 de ontem.


Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da quinta-feira com preços mais altos para o grão e o farelo e
mais baixos para o óleo. Mas os contratos encerraram abaixo das máximas do
dia, em meio a um movimento de correção por parte de especuladores. Os bons
números para as exportações semanais e a perspectiva de demanda aquecida por
parte da China garantiram a forte alta inicial e foram responsáveis pela
manutenção dos preços no território positivo.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2011/12, com início em 01 de setembro, ficaram em 374.300 toneladas
na semana encerrada em 16 de abril, contra 460.100 toneladas na semana anterior.
China (127.200 toneladas) foi o principal país comprador. As informações
são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para a temporada
2012/13, as vendas ficaram em 845.000 toneladas, contra 176.300 toneladas na
semana anterior. China (615.000 toneladas) foi o principal comprador.
Além disso, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a
venda de 120 mil toneladas de soja em grão para a China, a serem entregues na
temporada 2012/13.
Os contratos da soja em grão com vencimento em maio fecharam com ganho de
8,00 centavos de dólar a US$ 14,15 3/4 por bushel. A posição julho teve alta
de 7,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 14,21 por bushel.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo teve preço de US$ 391,90 por
tonelada, ganho de US$ 1,30. Os contratos do óleo com vencimento em maio
fecharam a 55,17 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,02 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,10%,
cotado a R$ 1,8800 na compra e a R$ 1,8820 na venda. A moeda norte-americana
fechou com a cotação mínima do dia; a máxima foi de R$ 1,8940.


FONTE: Safras e Mercado.

Em Chicago, grãos fecham o dia em alta liderados pelo milho

Os futuros da soja devolveram parte dos expressivos ganhos registrados durante a sessão regular desta quinta-feira na Bolsa de Chicago, porém, ainda conseguiram encerrar o dia em terreno positivo. As cotações recuaram diante de um movimento de realização de lucros e de correção por parte dos especuladores.

Analistas afirmam que os principais motivos para o avanço na sessão de hoje foram os bons números sobre as exportações semanais dos Estados Unidos e o anúncio da venda de mais 110 mil toneladas de soja para a China feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os dados confirmam, em tempos de uma oferta bastante ajustada, um momento de demanda aquecida.

A oleaginosa iniciou os negócios no pregão regular desta quarta-feira com altas que superavam os 20 pontos, porém, foi perdendo parte da força ao longo da sessão e fechou com ganhos entre 4,75 e 8 pontos. O contrato maio/12, referência para a sara brasileira, encerrou o dia valendo US$ 14,15/bushel, com alta de 8 pontos.

Por outro lado, os futuros do milho ampliaram seus ganhos e fecharam a sessão diurna em Chicago com mais de 18 pontos de alta nos vencimentos mais próximos. O cereal ontem registrou expressivas baixas e hoje os investidores procuraram comprar essas baixas em movimentos de compras especulativas, buscando essa recuperação das cotações.

Rumores de que a China poderia voltar a comprar milho norte-americano, assim como o Japão poderia aumentar seus volumes de compra também atuaam como importantes fatores de suporte para o mercado do cereal em Chicago.

Nos negócios com o trigo, dia de recuperação também. Assim como com o milho, os investidores correram atrás de uma retomada dos preços após o forte recuo dos preços. Além disso, o bom desempenho dos mercados vizinhos também estimularam a alta das cotações. Os ganhos do trigo ficaram entre 12,75 e 14 pontos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Grãos: Fundamentos e fatores técnicos derrubam mercado na Bolsa de Chicago

Nesta quarta-feira, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o dia com quase 20 pontos de baixa nos principais vencimentos. O contrato maio/12, referência para a safra brasileira, fechou o pregão regular valendo US$ 14,07, perdendo 18 pontos.

O mercado hoje se deparou com uma combinação de fatores que estimularam a expressiva baixa desta quarta-feira. Foram fundamentos aliados a fatores técnicos e à fragilidade do mercado financeiro pressioando as cotações em Chicago.

Sobre os fatores técnicos, os analistas afirmam que a liquidação de posições por parte dos fundos dá continuidade ao movimento de realização de lucros que pressiona o mercado. "A posição recorde de especuladores comprados na soja sempre deixa o mercado suscetível á baixas como a de hoje", explica Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago."A soja, em particular, ultrapassou o nível de suporte no gráfico de $14,14 e isso trouxe mais vendas", completou.

Entre os fundamentos, o números sobre o plantio do milho nos Estados Unidos divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também pesou sobre o mercado. A semeadura da safra 2012/13 de milho já está concluída em 17% da área, índice bastante a frente do registrado neste mesmo período do ano passado.

No entanto, apesar do avanço recorde, o mercado apostava em algo em torno dos 22%. Isso poderia sinalizar, de acordo com o analista de mercado Mario Mariano, uma margem para que os traders pudessem começar a imaginar uma migração, por partes dos produtores, do plantio de milho para a soja, fator que também pressionou o mercado.

Até o momento, as condições climáticas nos EUA são bastante favoráveis para a nova safra, oferecendo, inclusive, umidade suficiente para que os trabalhos com a soja sejam iniciados. Na próxima semana, o novo boletim do USDA já deverá trazer os primeiros dados sobre a semeadura da oleaginosa.

Quanto ao mercado financeiro, a Europa e o futuro de sua economia ainda estão em foco. O cenário macroeconômico tem se mostrado bastante frágil e suscetível às novidades vindas sobre a crise da Zona do Euro. O agravamento desta crise pode afetar diretamente não só o mercado de grãos, como as demais commodities agrícolas, ao estimular os investidores a deixarem suas posições, migrando para ativos mais seguros, como o dólar, por exemplo. O movimento provoca uma alta da moeda norte-americana que, consequentemente, pesa sobre os preços ao tirar a competitividade dos produtos dos EUA.

"O mundo saiu das férias de pensamento sobre o que realmente é a crise na Europa, isso está deixando o macro um pouco mais nervoso do que nas recentes semanas e isso contribui para as perdas", disse Pedro Dejneka.

O milho também recuou bastante nesta quarta-feira e os vencimentos mais curtos fecharam o dia com perdas de dois dígitos. As cotações do cereal seguiram o desempenho da soja e sentiu a pressão vinda dos mesmos problemas, inclusive da baixa da própria oleaginosa.

Paralelamente, a ausência da confirmação de boatos sobre algumas compras de milho norte-americano da safra 11/12 nos últimos dias e a rolagem de posição de importantes players do mercado - que estão vendendo o contrato maio e comprando o dezembro, ao invés do julho - também influenciaram o mercado negativamente.

"Entramos hoje (no gráfico) em um momento de correção para soja e para o milho. Mas, principalmente na soja, a tendência ainda é de sustentação. E a situação para a safra nova ainda é bastante complicada", reiterou Dejneka.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes