Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

SOJA: CHICAGO ENCERRA SEMANA COM GANHOS MODERADOS

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da sexta-feira com preços mais altos para o grão e o
óleo e mistos para o farelo. Os participantes voltaram a buscar ajustes
técnicos, evitando passar o final de semana prolongado - segunda-feira é
comemorado o Memorial Day e não haverá negócios em Chicago - mal posicionado
em um período crítico com as atenções voltadas ao clima.
O cenário fundamental ajudou a garantir este posicionamento. A perspectiva
de maior demanda chinesa e quebra ainda maior na safra sul-americana
colaboraram para a alta.
A produção brasileira de soja na temporada 2011/12 deverá totalizar
66,331 milhões de toneladas, recuando 11% na comparação com a safra anterior,
que ficou em 74,380 milhões de toneladas. A previsão faz parte de
levantamento divulgado hoje por SAFRAS & Mercado. No relatório anterior,
divulgado no dia 9 de abril, a previsão era de safra de 66,815 milhões de
toneladas. O corte ficou em 0,72%.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com ganho de
6,00 centavos de dólar a US$ 13,82 por bushel. A posição agosto teve alta de
5,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,62 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 409,30 por
tonelada, perda de US$ 1,50. Os contratos do óleo com vencimento em julho
fecharam a 50,12 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,70 centavo frente
ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

MERCADO: SOJA TEM PREÇOS FIRMES, MAS POUCOS NEGÓCIOS NO BRASIL

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos
nesta quinta-feira no mercado físico brasileiro. O ritmo dos negócios
permaneceu lento. A alta em Chicago e a firmeza do dólar frente ao real na
maior parte do dia contribuíram para a elevação nos referenciais. A
movimentação seguiu lenta, com os vendedores segurando a oferta, à espera de
níveis melhores, com uma possível recuperação mais acentuada de Chicago.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 61,00. Na região
das Missões, o preço seguiu em R$ 60,50 por saca. No porto de Rio Grande, os
preços subiram de R$ 63,50 para R$ 64,50 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 59,00 para R$ 61,00. No porto
de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 63,80 por saca, contra R$ 62,70
da quarta. Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 58,50 para R$ 59,00 por
saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 56,50, mesmo valor de ontem.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da quinta-feira com preços mais altos. Fundos e especuladores
retornaram a ponta compradora, após as recentes quedas e diante do sentimento
de que o mercado está sobrevendido. Novidades fundamentais positivas também
contribuíram para a recuperação técnica.
Os participantes deverão buscar um melhor posicionamento frente ao final
de semana prolongado. Na segunda-feira, os americanos celebram o Memorial Day,
feriado nacional. Neste período em que as atenções estão voltadas para o
clima, ninguém se arrisca a passar um período mais longo mal posicionado.
Em relação ao quadro de oferta e demanda, o cenário ainda é positivo,
mesmo com o bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos. As
exportações semanais americanas ficaram acima do esperado e houve revisão
para baixo na estimativa de safra da Argentina.
Castigada pelas condições climáticas, a produção de soja da Argentina
deverá totalizar 39,9 milhões de toneladas na temporada 2011/12, volume bem
abaixo das estimativas iniciais e também inferior ao total produzido no ano
passado, quando o clima também prejudicou o resultado final. A estimativa é da
Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que divulgou seu relatório semanal. Na
semana anterior, a previsão apontava safra de 41 milhões de toneladas.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2011/12, com início em 01 de setembro, ficaram em 800.100 toneladas
na semana encerrada em 17 de maio, contra 616.300 toneladas na semana anterior.
China (436.800 toneladas) foi o principal comprador. As informações são do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As exportações para
2012/13 ficaram em 153.600 toneladas, contra 57.100 toneladas na semana
anterior.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com ganho de
13,50 centavos de dólar a US$ 13,76 por bushel. A posição agosto teve alta
de 13,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,56 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 410,80 por
tonelada, ganho de US$ 5,00. Os contratos do óleo com vencimento em julho
fecharam a 49,42 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,51 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

Após dia de forte volatilidade, o dólar comercial encerrou as
negociações com queda de 0,49%, a R$ 2,0270 para compra e R$ 2,0290 pra venda.
Durante o dia a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0270 e a
máxima de R$ 2,0540.



FONTE: Safras e Mercado.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

SOJA: COM CLIMA FAVORÁVEL E SEGUINDO OUTROS MERCADOS, CHICAGO RECUA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da quarta-feira com preços mais baixos. O clima
favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas fez com que fundos e
especuladores permanecessem na ponta vendedora, retirando o prêmio de risco
climático dos contratos. Notícias de cancelamentos de compras por parte da
China e o fraco desempenho do mercado financeiro também pesaram sobre as
cotações.
Importadores de soja da China estão cancelando aquisições de soja em
grão programadas para desembarcar nos portos do país nos próximos meses,
temendo que a atual queda nos preços internacionais comprometa ainda mais as
margens de esmagamento.
Com as margens negativas, os esmagadores chineses estariam perdendo cerca
de 100 iuanes por tonelada processada nos atuais patamares. Desde o início do
mês, as cotações em Chicago recuaram 10%. No mercado doméstico chinês, o
preço de importação recuou de 4.600 para 4.300 iuanes. Com isso, as
cotações do óleo e do farelo também recuaram, prejudicando as margens.
As preocupações com a economia mundial também contribuíram para o
recuo. Sem novidades de estímulo à atividade na Europa, o clima é de aversão
ao risco. Bolsas, metais, petróleo e o índice CRB, que mede o desempenho das
commodities, caíram. Já o dólar se valoriza frente a outras moedas, tirando
competitividade dos produtos de exportação dos Estados Unidos, caso do
complexo soja.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com perda de
19,75 centavos de dólar a US$ 13,62 1/2 por bushel. A posição agosto teve
baixa de 22,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,42 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 405,80 por
tonelada, ganho de US$ 0,80. As demais posições tiveram preços mistos. Os
contratos do óleo com vencimento em julho fecharam a 48,91 centavos de dólar
por libra-peso, baixa de 1,55 centavo frente ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mais uma vez, mercado compra boatos e soja despenca em Chicago

Nesta terça-feira, a soja encerrou o dia com mais de 30 pontos de baixa na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa despencaram, de acordo com analistas, depois que fundos e especuladores retiraram parte do prêmio de risco climático das cotações. Segundo mostram mapas climáticos, os próximos dias deverão contar com condições mais favoráveis para o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

No entanto, há muito outros fatores influenciando o mercado. "Trata-se de um mercado altamente complexo", disse o analista Pedro Dejneka, da corretora PHDerivativos, direto de Chicago. A terça-feira, segundo ele, foi mais um dia em que o mercado comprou alguns mercados para registrar oscilações tão expressivas.

O principal deles é de que a China estaria dando um "calote" em contratos de importação não só de soja, mas também de carvão, ferro e algodão. Dejneka afirma que são apenas boatos, porém, deixaram o mercado bastante nervoso.

Apesar de não acreditar que isso possa ser verdade, o analista alerta para uma possibilidade de os próprios chineses terem plantado essas informações como forma de forçarem uma baixa dos preços. "Não digo isso para colocar medo ou para alertar, estou reportando boatos que circularam aqui em Chicago e que influenciaram expressivamente o mercado", disse.

Além disso, Dejneka alertou ainda para a saída dos fundos de investimentos do mercado da soja. A oleaginosa foi a commodity que liderou as altas dos últimos meses no mercado internacional - em função principalmente dos fundamentos - e por isso, agora, em um cenário marcado pela forte volatilidade, é a que deverá sofrer com as perdas mais intensas.

"A soja subiu praticamente em linha reta nos últimos dois meses. E quanto mais ela sobe, por conta do alto volume de fundos no mercado, o risco de dias como os de hoje são maiores. A queda que vimos hoje foi até 'amena' perto do que poderia ter sido", explicou o analista.

Paralelamente a todo esse cenário de incertezas sobre os fundamentos e a China, que atualmente é o maior importador mundial de soja, há ainda a influência do macrocenário. A situação ainda á bastante delicada e exige cautela e atenção dos investidores.

A crise na Europa ainda não conta com medidas concretas que possam sinalizar melhores expectativas para os traders. Além disso, há uma boa quantidade de fundos de bancos europeus investindo no mercado da soja que podem deixar o mercado há qualquer momento e isso também pode pressionar as cotações. A relação com o mercado financeiro, portanto, ainda é bastante estreita, como explicou Dejneka.

O mercado internacional da soja passa por um momento de extrema complexidade e volatilidade. Os negócios mostram-se bastante sensíveis com os acontecimentos desde o início do ano e exigem muita serenidade e atenção extrema dos investidores.

Para que a soja volte a registrar novos e firmes avanços precisará de notícias frescas sobre a demanda. "O que o mercado que ver agora é novidade sobre a demanda imediata, no curto prazo. O mercado trabalha com o agora", confirma o analista.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Com clima adverso nos EUA, soja e trigo fecham o dia com boas altas

Nesta segunda-feira (21), a soja encerrou os negócios com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Além dos fundamentos altistas, o mercado agora encontra estímulo também nas preocupações com o clima nos Estados Unidos diante das expectativas para a nova safra do país. As posições mais distantes - referentes ao ciclo novo - registraram valorizações mais intensas. O vencimento novembro/12 fechou a US$ 13,06, com alta de 18,25 pontos.

Um dos focos dos traders ainda é a tendência técnica fundamental altista que persiste no mercado. A oferta mostra-se cada dia mais restrita e a demanda permanece aquecida. A procura aquecida pela oleaginosa norte-americana e estoques cada vez mais baixos preocupam o mercado e permitem um novo avanço dos preços.

Além dos fundamentos positivos de oferta e demanda, o chamado weather market (mercado climático) também começa a chamar a atenção dos investidores. O tempo quente e seco que contribui para o bom desempenho do plantio da soja pode chamar a atenção dos produtores já que já há bastante soja emergindo. Em importantes locais produtores de trigo já existe um princípio de seca.

A previsão é de que nos próximos 5 a 6 dias, os dias sejam bastante quentes e secos em importantes regiões produtoras dos EUA, o que poderia comprometer a produtividade das lavouras norte-americanas, como explicou Mário Mariano, analista de mercado da corretora Novo Rumo.

Milho - Diferente da soja, os futuros do milho encerraram o pregão desta segunda-feira em território misto. As oscilações, no entanto, foram leves e pouco expressivas, deixando as cotações próximas da estabilidade.

O suporte para o mercado veio dos mercados vizinhos - soja e trigo - que encerraram o dia com boas altas. Por outro lado, o mercado financeiro incerto e preocupante acabou pressionando os preços e limitaram as altas das cotações que encerraram no azul.

Trigo - Já o trigo encerrou o dia com bons ganhos. O desempenho da safra mundial do grão vem preocupando os investidores também por conta das adversidades climáticas. Lavouras sofrem com o clima seco na Rússia, nos Estados Unidos e no Leste Europeu.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Semana termina com forte queda para a soja e bons ganhos para milho e trigo na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o último pregão da semana com fortes e intensas quedas. Entre os principais vencimentos, as perdas ficaram entre 16 e 33 pontos. O recuo dos preços foi ampliado durante os negócios, que foram perdendo o fôlego ao longo da sessão.

Nesta sexta-feira, boatos de que a China irá realizar um leilão de soja de suas reservas na próxima quinta-feira (24) estimulou um movimento de realização de lucros, segundo analistas. A nação asiática irá leiloar 600 mil toneladas de suas reservas, de acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China.

A China deverá injetar mais produto para ser leiloado O objetivo dos chineses com essas operações é o de atenuar os preços do grão. O volume total de soja a ser leiloado deverá ser de 3 milhões de toneladas.

Os preços também foram pressionados pelas boas expectativas para a safra 2012/13 dos Estados Unidos e também pela esperada recuperação da produção da América do Sul. Espera-se que os produtores norte-americanos aumentem sua área destinada à oleaginosa e as condições climáticas, até o momento, mostram-se favoráveis para a cultura.

Porém, essas vendas das reservas chinesas podem fazer com que o país volte às compras, estimulando uma nova alta dos preços da soja no mercado de Chicago.

Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, o mercado já precificou essa demanda dos últimos dias e os estoques bastante apertados tanto nos EUA quanto na América do Sul, e agora aguarda novidades. "O mercado está muito ansioso para novas informações de demanda. Ele precisa disso para elevar novamente os preços e começar a racionar a demanda", diz.

Mercado Financeiro - Além dos fundamentos, principalmente climáticos e de oferta x demanda, o desempenho negativo do financeiro também pesou sobre os preços. A situação na Europa ainda é preocupante.

Ao redor do mundo, as principais bolsas de valores fecharam a sexta-feira em queda temendo pela saúde financeira dos bancos espanhóis e do futuro da Zona do Euro por conta da situação da crise política pela qual passa a Grécia.


Milho e trigo - Na contramão das baixas da soja, o milho e o trigo fecharam a semana com expressivas altas. O principal suporte para os preços veio das adversidades climáticas para ambos os grãos.

No caso do milho, previsões que apontam para uma estufa no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos, preocupou o mercado. A falta de chuvas pode comprometer o bom desempenho das lavouras e reduzir a esperada super safra recorde norte-americana.

Já o mercado internacional do trigo passa por preocupações com a safra mundial, que levaram as cotações a encerrarem o dia com mais de 30 pontos positivos.

Importantes regiões produtoras do Leste Europeu, da Rússia e dos Estados Unidos estão sofrendo com a seca e a falta de chuvas pode comprometer a produtividade das lavouras, reduzindo a oferta mundial do grão.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Grãos: Fundamentos positivos conferem boas altas ao mercado

O mercado internacional da soja encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago. As cotações da oleaginosa encontraram o suporte vindo da demanda pela soja norte-americana, principalmente no curto prazo. Os vencimentos mais próximos, referentes à safra 11/12, terminaram o dia com altas de dois dígitos.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 480 mil toneladas de soja para a China com entrega para a safra 2011/12. O anúncio de hoje confirma o quadro fundamental positivo, principalmente sobre a procura do mercado internacional oleaginosa dos EUA depois da severa quebra na safra da América do Sul.

Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, o mercado está se preocupando com o momento atual da situação de oferta ajustada e demanda aquecida. Dessa forma, eleva os preços como forma de tentar racionar a demanda pela oleaginosa para não enfrentar momentos de falta do produto.

"O mercado se preocupa com o agora. Se preocupa em racionar a demanda agora para que não haja uma situação em que não tenha soja até agosto ou setembro com a entrada da nova safra americana. Então, por isso você vê essa alta forte principalmente nos contratos mais próximos", explicou Dejneka.

Além disso, a baixa dos últimos dias - quando a commodity foi abaixo dos US$ 14 e até mesmo abaixo dos US$ 13 no novembro - estimulou uma volta dos compradores à ponta do mercado provocando uma nova alta dos preços.

Acompanhando as altas da soja, os futuros do milho também encerraram o pregão regular no azul nesta quinta-feira. Porém, os ganhos não foram muito expressivos, com o mercado do grão registrando um dia neutro, com estabilidade dos preços.

A demanda pelo cereal norte-americano segue bastante aquecida e isso vem dando estímulo ao mercado que, por outro lado, sofre a pressão negativa das expectativas de uma enorme safra recorde nos Estados Unidos. Os ganhos do milho na sessão de hoje ficaram entre 1,50 e 5 pontos.

Já o trigo, que também teve um fechamento positivo, focou as adversidades climáticas em importantes países produtores. O clima seco na Rússia, na Austrália e até mesmo nos Estados Unidos pode comprometer a próxima safra destas nações e reduzir a oferta do grão. Com este cenário e com o bom desempenho dos mercados vizinhos, o trigo fechou a sessão diurna desta quinta-feira com altas de quase 20 pontos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Com fundamentos e financeiro, soja fecha o dia no misto na CBOT

A soja fechou o dia em território misto nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Os contratos mais próximos fecharam o pregão regular no azul enquanto os vencimentos mais distantes recuaram. O mercado foi influenciado pelos fundamentos e pelo comportamento do mercado financeiro.

O quadro fundamental continua altista, principalmente no curto prazo. A demanda ainda se mantém firme e crescente diante de uma oferta cada dia mais ajustada. Os estoques da oleaginosa vêm sendo reduzidos a cada dia em função do aumento das vendas por parte de importantes fornecedores mundiais de oleaginosa, como o Brasil e os Estados Unidos.

Além disso, a produção na América do Sul desta temporada foi seriamente comprometida por uma severa estiagem causada pelo fenômeno climático La Niña. A seca cortou drasticamente a produtividade das lavouras brasileiras e argentinas, tornando a oferta mundial de soja ainda mais escassa.

Por outro lado, o mercado futuro da oleaginosa já começa a ver as boas expectativas para a próxima safra. Há a previsão de uma safra cheia nos Estados Unidos e de um aumento da área destinada à commodity no ciclo 2012/13, além da esperada recuperação da colheita sulamericana.

Confirmando essas estimativas, a Oil World divulgou nesta terça-feira (15) uma projeção de aumento de 16% da safra mundial de soja no próximo ano. Esse aumento deverá se dar em função dos melhores resultados tanto na América do Sul quanto dos EUA. Esta maior oferta, portanto, poderia dar espaço para uma nova retração dos preços mesmo com expectativas que apontam a continuidade da demanda sustentada.

A relação do mercado da soja com a situação da macroeconomia voltou a se estreitar. As indefinições que aterrorizam os investidores e os deixam cada dia mais avessos ao risco refletem diretamente no mercado de commodities agrícolas, ativos bastante voláteis.

Nesta quarta-feira, os negócios voltaram a caminhar por um viés negativo por conta da situação da crise na Europa. De acordo com a agência Reuters, os papéis do setor bancário foram os motivos que levaram os principais índices acionários da Europa a fecharem no vermelho, com a confiança dos investidores permanecendo em xeque por dúvidas sobre a estabilidade da zona do euro.

Essas incertezas provocam uma fuga dos fundos de investimento de mercados mais arriscados para ativos mais seguros, como o dólar, por exemplo, provocando uma queda nos preços. E a soja é a responsável pelas baixas mais expressivas uma vez que vinha liderando o rally de altas nos últimos dias. E essa maior demanda pela moeda norte-americana faz com que seu preço suba, chegando a mais de R$ 2,00 no Brasil, e pressionando ainda mais os preços da oleaginosa.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fundamentos voltam a impulsionar soja, que fecha com mais de 20 pts de alta em Chicago

Após o significativo e preocupante fechamento negativo desta segunda-feira (14), os futuros da soja recuperaram partes das perdas e fecharam a terça-feira com boas altas na Bolsa de Chicago. Nos contratos mais próximos, os ganhos superaram os 20 pontos. O vencimento julho encerrou o dia valendo US$ 14,13 por bushel, com alta de 26 pontos.

O mercado internacional da oleaginosa voltou novamente seus holofotes aos fundamentos, que seguem positivos e extremamente altistas para os preços. Segundo analistas, após duas sessões consecutivas de baixas, os fundos especuladores voltaram à ponta compradora dos negócios e estimularam novas altas dos preços.

A oferta mundial de soja continua muito apertada, com estoques cada vez menores. A seca que provocou uma quebra na produção da América do Sul comprometeu o volume ofertado pelos dois principais exportadores mundiais da commodity depois dos EUA, o Brasil e os Estados Unidos.

Paralelamente, a demanda continua aquecida e crescente. Nos últimos dias, foram divulgados números apontando para um aumento das exportações de soja tanto do Brasil quanto da Argentina e os dados atuaram como catalisadores para as altas na soja na CBOT.

Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de inspeções de exportações reportando embarques de soja pelos portos norte-americanos acima das expectativas do mercado. Os embarques norte-americanos de soja somaram 552,8 mil toneladas na semana encerrada no último dia 10 e ficaram bem acima do embarcado na semana anterior, 291,6 mil toneladas.

No Brasil, a Céleres Consultoria informou que, até o último dia 11, os sojicultores brasileiros já haviam comercializado 83% da safra, volume bem maior do que os 63% registrados neste mesmo período do ano passado.

Enretanto, esse avanço registrado hoje não descarta ainda a influência negativa que pode vir do mercado financeiro e que provocou sérias perdas nas cotações nos últimos dois pregões. Como explicou o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado, ainda há um grande volume de contratos em posições compradas e que são suscetíveis a uma fuga em caso de novas informações que possam trazer nervosismo ao mercado financeiro.

A situação na Europa ainda é bastante delicada e incerta. As atenções agora se voltam para a Grécia, que deverá passar por novas eleições presidencias haja visto que não se chegou a um acordo para um governo de coalizão.

A principal divisão entre os partidos é se o país deve ou não manter as severas medidas de austeridade exigidas por seus parceiros europeus em troca de um pacote de ajuda de 130 bilhões de euros fechado para garantir que o país pague suas contas e siga na zona do euro.

Nesta terça-feira, em função desse impasse de como isso poderá impactar nos negócios e principalmente no cumprimento do pacto de austeridade fiscal firmado entre as principais economias da Zona do Euro e o FMI, as principais bolsas de valores da Europa encerraram o dia no vermelho. Aqui no Brasil, a Bovespa também operou do lado negativo da tabela e o dólar chegou novamente aos R$ 2,00.

Safra 2012/13 - Apesar da firme sustentação que tem sido registradas nos vencimentos de curto prazo, nos vencimentos mais longos a soja pode apresentar novas retrações.

Ainda segundo Flávio França, uma safra cheia nos Estados Unidos e perspectivas de um expressivo incremento da safra da América do Sul na temporada 2012/13 podem limitar esse expansivo movimento de alta dos preços. Uma projeção da Oil World divulgada nesta terça-feira aponta para um aumento de 16% na colheita sulamericana no próximo ano.

De acordo com o analista, o mercado já começa a enxergar este cenário, condições confirmadas pela diferença entre as altas do vencimentos mais curtos - de mais de 20 pontos - e as dos contratos mais distantes, como a do março/13, de apenas 5 pontos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MERCADO: DÓLAR PRÓXIMO DE R$ 2,00 SUSTENTA PREÇOS DA SOJA NO BRASIL

A valorização do dólar frente ao real, com a moeda
americana se aproximando de R$ 2,00, deu sustentação aos preços da soja no
mercado físico brasileiro, apesar da queda nas cotações futuras em Chicago. A
comercialização foi apenas moderada, com parte dos agentes se aproveitando do
câmbio favorável.
Com isso, alguns vendedores estão aproveitando esta firmeza dos preços
para negociar, já que há o receio de que Chicago volte a cair mais nos
próximos dias.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 59,50 para R$ 60,50.
Na região das Missões, o preço subiu de R$ 59,00 para R$ 60,00 por saca. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 62,00 para R$ 63,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 58,00 para R$ 59,00. No porto
de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 63,00 por saca, contra R$ 62,00
da sexta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço seguiu em R$ 58,00 por saca. Em
Dourados (MS), a saca fechou em R$ 55,50, repetindo a sexta.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da segunda-feira com preços mais baixos. A exemplo do que ocorreu
na sexta, o mercado voltou a ser pressionado por vendas especulativas, que
colocaram o contrato julho no menor nível desde 29 de março. O cenário
financeiro global negativo garantiu a pressão sobre as cotações futuras.
As incertezas em relação ao quadro político e o impacto sobre a economia
europeia determinaram perdas no mercado financeiro mundial. O petróleo caiu
mais e 1% em Nova York. As bolsas de valores e os metais também recuaram, assim
como o índice CRB, que mede o desempenho das commodities. Já o dólar se
valorizou frente a outras moedas, retirando competitividade da moeda americana.

O clima favorável ao plantio e ao desenvolvimento inicial das lavouras
americanas também contribuiu para a ação dos especuladores na ponta
vendedora, derrubando os principais contatos para níveis abaixo da casa de US$
14,00 por bushel.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com perda de
19,00 centavos de dólar a US$ 13,87 por bushel. A posição agosto teve baixa
de 20,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,72 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 403,50 por
tonelada, perda de US$ 5,00. Os contratos do óleo com vencimento em julho
fecharam a 51,30 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,94 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 1,73%, a R$
1,9880 para compra e R$ 1,9900 para venda. Durante o dia a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 1,9760 e a máxima de R$ 2,0030.


FONTE: Safras e Mercado.