Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MERCADO: SOJA TEM DIA LENTO E DE PREÇOS MISTOS

O mercado brasileiro de soja teve um dia lento, refletindo
a escassez de oferta. Os preços, em sua maioria nominais, tiveram comportamento
misto. A queda de Chicago prejudicou ainda mais a comercialização doméstica.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 86,50 para R$ 86,00.
Na região das Missões, o preço da saca baixou de R$ 86,00 para R$ 85,00. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 86,00 para R$ 86,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 88,00 por saca, contra os R$
87,00 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 89,00 por
saca, contra R$ 92,00 da terça-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço avançou
de R$ 79,00 para R$ 81,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 83,00, contra
R$ 82,00 de ontem.

Chicago

Os preços da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingir recordes históricos na terça, o
mercado sucumbiu a um movimento de realização de lucros por parte de fundos e
especuladores. A queda das cotações no mercado físico americano, por conta da
proximidade do início da colheita, contribuiu para a correção.
A pequena melhora nas condições das lavouras americanas também serviu de
pretexto para que os participantes embolsassem parte dos ganhos obtidos ao
longo da semana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
divulgou ontem seu relatório. Segundo o USDA, 30% estão entre boas e
excelentes condições, 33% em situação regular e 37% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana anterior, os dados eram respectivamente 30%, 32%
e 38%.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 23,00 centavos de dólar a US$ 17,48 por bushel. A posição novembro teve
perda de 20,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,47 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 532,00
por tonelada, com baixa de US$ 9,40. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 57,36 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,21
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,14%,
cotado a R$ 2,0380 para compra e R$ 2,0400 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0370 e a máxima de R$ 2,0460.


Fonte: Safras e Mercado.

Soja: Mercado amplia realização de lucros e perde mais de 20 pts

Nesta quarta-feira (5), a soja ampliou suas perdas ne Bolsa de Chicago e, por volta das 14h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam mais de 20 pontos. O contrato setembro operava a US$ 17,46, caindo 24,75 pontos. O milho e o trigo perdiam mais de 16 pontos no mesmo momento.

O recuo dos grãos na sessão de hoje nada mais é do que mais um movimento de realização de lucros. No caso da soja, o mercado está bastante pressionado nesta sessão depois de ter atingido novos recordes no pregão desta terça-feira (4).

Além disso, analistas afirmam que a indicação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de uma leve melhora nas condições das lavouras de soja no país e a falta de firmeza da oleaginosa no mercado interno norte-americano.

No entanto, apesar de expressivo, esse recuo registrado hoje pelo mercado é "normal e saudável", segundo analistas. "Considerando as recentes altas, principalmente na soja, o mercado está em uma forma de consolidação antes do relatório [de oferta e demanda que o USDA divulga no dia 12 de setembro], ainda assim, com expectativas bastante altistas. Eu espero que essa consolidação não dure muito e essas novas baixas serão compradas", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago.

No caso do milho, há ainda uma leve pressão da evolução da colheita do grão nos Estados Unidos. De acordo com o último boletim de acompanhamento de safra do USDA, os trabalhos já haviam sido concluídos em 10% da área até o último dia 2, índice que ficou bem acima do registrado nessa mesma época do ano passado, de apenas 3%.

Paralelamente, há ainda informações de que, diferente do que acontece na soja, a demanda pelo milho dos EUA já tem dado sinais de desaquecimento diante das cotações historicamente altas, que vem desestimulando os compradores.

Sobre o relatório - Para o relatório da semana que vem, segundo Dejneka, há uma incógnita, pois o mercado já precificou, em partes, números até abaixo dos apresentados em agosto. Com isso, podemos ver o mercado reagindo com o "compra boato e vende fato".

Com isso, como explicou o analista, o mercado poderia exibir algumas novas altas antes da divulgação e, pós-relatório, uma nova realização de lucros. Entretanto, acredita ainda que essas novas correções de preços deverão ser breves, pelo menos até o início de outubro, pois serão compradas diante do ajustado quadro de oferta e demanda.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 4 de setembro de 2012

MERCADO: PREÇOS FICAM DE ESTÁVEIS A MAIS ALTOS NO BRASIL NESTA TERÇA-FEIRA

SAFRAS (04) - O mercado brasileiro de soja seguiu pouco movimentado nesta
terça-feira. Os preços ficaram de estáveis a mais altos nas principais
praças de comercialização do País, buscando sustentação nos ganhos do
referencial de Chicago, que voltou a operar hoje depois do feriado de ontem.
Contudo, as indicações seguem apenas nominais, diante da pouca liquidez.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 84,00 para R$ 86,50.
Na região das Missões, o preço da saca subiu R$ 83,50 para R$ 86,00. No porto
de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 85,00 para R$ 86,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 87,00 por saca, contra os R$
86,00 por saca de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$
92,00 por saca, repetindo a segunda-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço
permaneceu em R$ 79,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, mesmo valor
da segunda-feira.

Chicago

Os preços da soja fecharam predominantemente firmes nesta terça-feira,
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Somente os primeiros contratos do
farelo recuaram. O quadro de aperto na oferta e de boa demanda pela voltou a
colocar os contratos nos melhores níveis históricos ao longo da sessão. As
primeiras posições, no entanto, reduziram as perdas, seguindo o desempenho
negativo de outros mercados.
Na avaliação de alguns analistas, o mercado deverá continuar com viés
altista, em decorrência do cenário fundamental. Eles alertam, no entanto, que
o preço deverá permanecer em patamares que ainda atraiam a demanda chinesa.
Entre agosto e setembro, os chineses deverão importar 7 milhões de toneladas
de soja,um ritmo abaixo do que vinha sendo registrado até o momento.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
de 6,50 centavos de dólar a US$ 17,71 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 11,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,68 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 541,40
por tonelada, com baixa de US$ 5,70. As posições a partir de janeiro fecharam
no território positivo. Os contratos do óleo com vencimento em setembro
fecharam a 57,57 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 1,15 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações desta terça-feira na
BM&FBovespa com alta de 0,49%, cotado a R$ 2,0410 para compra e R$ 2,0430 para
venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$
2,0300 e a máxima de R$ 2,0440.


Fonte: Safras e Mercado.

Monsanto decide destruir 600 mil sacas de sementes de Intacta

A direção da Monsanto decidiu na tarde desta terça-feira, em comunicado oficial, anunciar a destruição de 600 mil sacas de sementes que estavam sendo oferecidas a produtores brasileiros, que iriam fazer teste de campo com a nova tecnologia. A polêmica surgiu na semana passada, através da Aprosoja/MT, que passou a alertar aos produtores dos riscos embutidos neste teste, pois a responsabilidade da guarda da colheita seria inteiramente do sojicultor.

Caso o novo grão fosse misturado com cargas das sojas já aceitas pelo mercado, os carregamentos poderiam vir a ser rejeitados pela China, maior comprador da soja do Brasil. Diante dos argumentos contrários, a Monsanto recuou no seu projeto, e decidiu pela interrupção dos testes de campo, enquanto aguarda aprovação final pela China. A polêmica, no entanto, tem novos desdobramentos (ver entrevistas e opiniões publicadas pelo NA).

30 MILHÕES DE SACOS DE GRÃOS

Os 600 mil sacos de sementes colocados nos campos são suficientes para produzir um volume equivalente a 30 milhões de sacos de grãos (1 milhão e 800 mil toneladas), que, ao preço de mercado (safra nova, base porto), significariam R$ 2 bilhões e 100 milhões de Reais. A compra dos grãos seria feita por empresas autorizadas pela Monsoy, com o compromisso dos grão apenas irem ao mercado com a aprovação chinesa. Mas como o risco de contaminação é latente, haverá a destruição, conforme informa a empresa.

Produtores argumentam que a Monsanto estaria, com esses teste de campo, obrigando indiretamente a China a aceitar a nova tecnologia, pois os chineses dependem do fornecimento da soja brasileira para sua segurança alimentar. Mas, na opinião de produtores ouvidos pelo NA, essa atitude seria temerária, pois a China poderia não só recusar as cargas contaminadas, como até aceitá-las, mas pedindo um ágio (uma quebra de preço), pela não aceitação da nova tecnologia. "Aí o prejuízo seria só do produtor e do Brasil", como disse o vice-presidente da Aprosoja/MT, Ricardo Tomzick.

Segue o posicionamento da Monsanto a respeito da tecnologia INTACTA RR2 PRO™ para a safra 2012/13:

Agricultores brasileiros terão a oportunidade de participar do programa Eleitos 2.0 na safra 2012/13


A soja INTACTA RR2 PRO™, desenvolvida pela Monsanto, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em agosto de 2010. Além do Brasil, a nova soja também já está aprovada em diversos países, como Estados Unidos da América, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Filipinas, Tailândia, Taiwan, Argentina, Japão e Coréia, além da União Européia (UE).

Na safra 2011/2012, a Monsanto convidou 500 produtores brasileiros, em 275 municípios espalhados em 10 estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Bahia) e no Distrito Federal, para plantar a soja INTACTA RR2 PRO™ lado a lado com campos com a tecnologia Roundup Ready em suas propriedades. Todas as 500 áreas seguiram critérios de gestão responsável do produto, sendo monitoradas desde o plantio até a colheita, com posterior destruição dos grãos.

Graças à parceria e à participação desses agricultores pioneiros, chamados “Os Eleitos”, foram comprovados, mais uma vez, os três benefícios proporcionados pela nova tecnologia: resultados de produtividade sem precedentes, devido a tecnologias avançadas de mapeamento genético, seleção e inserção de genes em regiões do DNA com potencial impacto positivo na produtividade; proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja; e tolerância ao glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR).

A Monsanto reafirma que segue fiel ao seu compromisso voluntário de não lançar comercialmente novas tecnologias até a liberação para importação nos principais destinos da soja brasileira. Assim, na safra 2012/13, o plantio de INTACTA RR2 PRO™ se limitará a áreas demonstrativas, seguindo os mesmos procedimentos e princípios de gestão responsável do produto já consagrados com o programa “Os Eleitos” na safra anterior. Os agricultores que decidirem fazer parte dessa rede de demonstração – chamada de “Eleitos 2.0” – terão, mais uma vez, a oportunidade de experimentar em primeira mão os benefícios trazidos pela tecnologia em suas propriedades.

Para garantir o cumprimento da gestão responsável do produto, a Monsanto irá destruir 600.000 sacas de sementes com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™, apesar de estarmos em um ano de forte demanda por soja em função de inúmeros fatores, como o aumento do consumo mundial e a quebra da safra em razão da seca em regiões como Estados Unidos, Argentina e o Sul do Brasil.

A Monsanto continua comprometida em trazer soluções inovadoras que aumentem a produtividade da agricultura brasileira, de forma sustentável, e a trabalhar colaborativamente com a cadeia produtiva.

MEDO NÃO!, por Almir Rebelo (sobre a polêmica da contaminação da soja Intacta)

Por Almir Rebelo, presidente do Clube Amigos da Terra em Tupaciretã (RS).

Quando lutamos para liberar a Soja Transgênica da Monsanto RR1, investigamos e descobrimos que a Argentina carregava 45 mil toneladas da soja no navio que completava a carga em Rio Grande com mais 15 mil toneladas de soja convencional com destino a qualquer país do resto do mundo.

O maior argumento dos “contra a Biotecnologia” era (ainda é): Quem garante que os transgênicos são seguros?

Com todo o respeito que temos pela Aprosoja, mas com toda a experiência de 15 anos nessa luta, temos o dever de manifestar nossa posição sobre essa nova realidade que deu o maior salto de qualidade da história da agricultura brasileira.

Foi marcante a época em que a soja vivia um momento de grande demanda mundial e os preços alcançaram níveis positivos históricos, o maior comprador mundial precisava de um motivo para derrubar os preços, e os “contra os transgênicos” apostando que não seria aprovada uma medida provisória e a conseqüente Lei de Biossegurança, (o produtor voltaria a plantar soja convencional), trataram as sementes com fungicidas e posteriormente deram de graça aos chineses o motivo para quase liquidar o produtor brasileiro.

Não satisfeitos, inventaram o Protocolo de Cartagena para “certificar” a soja brasileira com um custo de 10% sobre o preço da soja para o produtor pagar em função do “medo” de “possível” contaminação causando “danos” para a biodiversidade mundial.

Essa posição do produtor brasileiro fez com que nesta safra(2012/2013) o Brasil cultive 88% de soja transgênica de seus quase 30 milhões de hectares de soja e 87% do milho também transgênico.

Quando o mundo apela ao Brasil para atender a demanda mundial de alimentos, sabemos que precisamos aumentar a produtividade, diminuir custos e preservar o meio ambiente. Com os benefícios da soja RR1 e do milho Bt pedimos aos Cientistas que fizessem para o Brasil uma cultivar de soja com as duas características.

Na safra 2011/2012 fomos um dos eleitos e comprovamos serem verdadeiras as qualidades contidas na tecnologia intactaRR2pro.

Conforme estabelecido, para evitar “contaminação” o esmagamento da soja na lavoura nos fez lembrar a época do obscurantismo quando assistimos no Rio grande do Sul, roçarem soja e/ou queimarem a “semente da morte”!

Não temos dúvidas de que como brasileiros que acreditamos que nosso país será o celeiro do mundo com tecnologias modernas, a Biotecnologia será fundamental.

No Brasil lutamos para que a CTNBio liberasse o cultivo e comercialização, o que já foi feito. Este ano comemoramos a liberação no mercado mais exigente que é a União Eropéia.

Estamos aguardando o mercado Chinês que já come RR e Bt. Será uma questão de tempo. Tempo esse que não podemos perder.

Instituições Brasileiras possuem grandes disponibilidades de sementes que precisam ser multiplicadas para atender o mercado brasileiro da safra 2013/2014, é preciso plantar!

O contrato para cultivo este ano diz que devemos plantar com a mesma responsabilidade de 2011/2012 mas com uma vantagem: Não deveremos destruir, esmagar a soja como em 2012.

O Brasil está liberado para segregar e industrializar a IntactaRR2Pró de forma moderna e responsável.

O futuro do Brasil depende do que fizermos ou não no presente.

Nosso presente de hoje foi construído a duras penas pela coragem e visão de desenvolvimento do produtor rural.

É por isso que vamos plantar a IntactaRR2pro de forma responsável e vamos mostrar ao mundo que um país para ser celeiro tem que ter coragem, conhecimento científico para ter desenvolvimento e jamais ter medo.

Não esqueçam que nós produtores somos os primeiros consumidores.

Deveríamos ter medo de perder 37 ou 53 milhões de hectares para um Código Florestal Irracional e não para a Biotecnologia.

Falar em critério social tem um preço, e quem está pagando esse preço é o produtor rural.


Fonte: NA + Monsanto (CDIcom)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grãos: Mercado fecha semana no vermelho na Bolsa de Chicago

O mercado internacional de grãos fechou a semana no vermelho na Bolsa de Chicago. Quem liderou as perdas foi o trigo, que terminou os negócios de sexta-feira (31) com baixa de mais de 11 pontos em seus principais vencimentos. A soja fechou com pouco mais de 5 pontos de queda e o milho com mais de 6.

Segundo analistas, o mercado do grão refletiu a decisão da Rússia de não restringir ou proibiar as exportações de grãos do país por conta das perdas com a seca. Os negócios operavam, há alguns dias, com expectativas de que as vendas poderiam ser restritas e isso provocou boas altas nos últimos dias.

Em 2010, o governo russo impôs um embargo às exportações de grãos depois de uma severa estiagem ter provocado uma séria quebra da produção.

Porém, analistas acreditam que essa ainda não seja uma decisão definitiva. "O que vemos nesse momento é que isso é mais um talvez do que um não propriamente dito. As condições, segundo estimativas de empresas privadas, apontam para mais perdas do que as anteriormente previstas na safra russa e o ritmo de exportações é muito alto", disse o analista de mercado Gabriel Ferreira, da AFNews.

Segundo Ferreira, no entanto, a tendência é de que essas imposições por meio de taxas, impostos ou até mesmo proibições ainda possam ocorrer em meados de novembro, seguindo o ritmo dos negócios russos. Essas medidas permitiriam que o governo pudesse controlar os preços no mercado doméstico garantindo o abastecimento com uma oferta adequada.

Puxada pela queda do trigo, a soja também fechou o dia em queda. Os preços recuaram frente a mais uma sessão de realização de lucros diante das fortes altas dos últimos dias e do final de semana prolongada, já que é feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (3).


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Grãos: Ainda sem novidades, mercado tem mais um dia de leve alta na Bolsa de Chicago

O mercado de grãos continua operando sem novidades na Bolsa de Chicago. A volatilidade ainda permeia os negócios, porém, a soja conseguiu retomar seu fôlego e opera em alta nesta quinta-feira (30). Por volta das 13h20 (horário de Brasília), os ganhos eram de mais de 16 pontos nos principais vencimentos e atingiram um patamar histórico durante o pregão de hoje no contrato setembro.

O quadro de fundamentos ainda é o mesmo para a soja e isso é o que vem sustentando as cotações da commodity. A demanda segue bastante aquecida em tempos em que a oferta mundial de soja está bastante limitada.

Porém, apesar desses fundamentos positivos, o mercado opera sem muita convicção, como explicou o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka. O que os investidores precisam agora é de novidades que possam impulsionar novas altas. Essas novas informações deverão chegar da parte da demanda, que não dá sinais de arrefecimento mesmo diante dos altíssimos patamares em que os preços se encontram.

O milho, que durante toda a sessão desta quinta-feira, operava em campo misto, por volta das 13h30, passou para o lado positivo da tabela. Os ganhos eram pouco expressivos, entre 1,50 e 5,50 pontos. O mercado do cereal também tem foco na oferta limitada depois das perdas nos Estados Unidos, porém, as cotações já vinham precificado essas informações e agora espera por novidades.

Além disso, a demanda pelo grão norte-americano já registra um leve declínio. As exportações semanais de milho dos EUA da safra 2011/12, na semana encerrada no último dia 23, ficaram negativas em 33.700 mil toneladas. Isso significa que as vendas foram canceladas ou transferidas para o ano comercial 2012/13.

O patamar dos US$ 8 por bushel, ao contrário da soja, não permite uma movimentação muito significativa para os preços e, como explicou Dejneka, acaba atuando como uma espécie de imã. Por isso, não é nem resistência ou suporte.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

MERCADO: PREÇOS DA SOJA SEGUEM FIRMES NO BRASIL

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos
nesta quinta-feira no Brasil, acompanhando a nova elevação das cotações
futuras em Chicago, que voltaram a bater recorde histórico. O ritmo dos
negócios, entretanto, permaneceu lento, com registro de operações de pequeno
volume no Rio Grande do Sul e envolvendo safra futura no Mato Grosso.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 84,00 para R$ 84,50.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 83,50 para R$ 84,00. No
porto de Rio Grande, os preços permaneceram em R$ 86,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 87,00 por saca, contra R$
85,00 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 91,50 por
saca, contra R$ 90,00 da quarta. Em Rondonópolis (MT), o preço permaneceu em
R$ 79,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 83,00, repetindo o valor de
ontem

Chicago

Os preços da soja subiram nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Com base em fatores fundamentais, os contratos com vencimento em
setembro atingiram níveis recordes durante a sessão. O aperto na oferta
global do produto e a demanda aquecida pela soja americana seguem servindo como
base para a elevação das cotações.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2012/13, com início em 01 de setembro, ficaram em 731.400 toneladas
na semana encerrada em 23 de agosto, contra 585.800 toneladas na semana
anterior. China (230.000 toneladas) foi um dos principais compradores. As
informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
7,00 centavos de dólar a US$ 17,70 1/4 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 10,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,63 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 548,10
por tonelada, com alta de US$ 4,80. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 56,59centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,05
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje na BM&FBovespa,
encerrando com ligeira queda de 0,04%, a R$ 2,0450 para compra e R$ 2,0470 para
venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$
2,0450 e a máxima de R$ 2,0570.


Fonte: Safras e Mercado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em Chicago, grãos focam fundamentos e operam com boas altas

Nesta quarta-feira (29), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta. A sessão, novamente, é volátil, porém, o mercado não chegou a operar em campo negativo. Por volta das 13h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam altas de mais de 10 pontos.

O que ainda impulsiona e sustenta o mercado são os fundamentos extremamente positivos. A oferta continua muito ajustada, os estoques estão historicamente baixos e a demanda ainda não dá sinais de desaquecimento.

Porém, apesar dessas altas registradas hoje, analistas afirmam que o mercado precisa de novidades consistentes para volta a subir com a mesma intensidade de semanas atrás. Esse novo combustível deverá vir de informações sobre a demanda, pois o mercado precisa saber qual será o preço que será capaz de racioná-la.

Nesta quarta-feira, o milho e o trigo também operam com expressivos avanços. Os cenário fundamental também no caso dos grãos também é o principal fator de suporte para os preços, já que também não há novidades que possam impulsionar esses mercados. A alta da soja também contribui para as altas.

Para o trigo, as informações da Rússia também continuam em foco e sustentam as cotações que, nesta quarta, subiam mais de 20 pontos por volta das 13h30. Nesta sexta-feira (31), acontece uma reunião do governo russo em que será decidido se as exportações de grãos do país serão restritas.

Furacão Isaac - Sobre o furacão Isaac, o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos afirma que não há muito impacto no mercado internacional de grãos e que ele causa uma reação mista aos investidores.

Apesar de haver a possibilidade de que o fenômeno climático cause muitos estragos nos Estados Unidos, por outro lado, como explicou Dejneka, o furacão deve trazer "muita água ao rio Mississipi", que, em função da seca, vinha provocando sérios problemas de logística no país.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA TEM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS FIRMES NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios
nesta terça-feira. A comercialização se restringiu ao Rio Grande do Sul e,
ainda assim, envolvendo pequenos lotes. Os preços oscilaram entre estáveis e
mais altos, acompanhando Chicago, mas, em sua maioria, são apenas referências
nominais.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 83,00 para R$ 84,00.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 82,50 para R$ 83,50. No
porto de Rio Grande, os preços seguiram em R$ 85.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 43,00 por saca, contra R$
83,00 de segunda. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 89,00
por saca, contra R$ 88,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$
77,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, repetindo o
preço de ontem.

Chicago

Os preços da soja subiram nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Após as quedas da segunda, fundos e especuladores retornaram à
ponta compradora. A cada recuo nas cotações da oleaginosa, os exportadores
retornam ao mercado e a boa demanda evita correções mais consistentes nos
preços.
Para completar o cenário positivo, a apertada relação entre oferta e
demanda global segue dando incentivo fundamental às cotações. Persistem as
preocupações com o tamanho da safra americana, bastante prejudicada pela forte
estiagem nos estados produtores daquele país.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 110 mil toneladas de soja em
grão para a China, a serem entregues na temporada 2012/13. Toda operação
envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão,
feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
2,75 centavos de dólar a US$ 17,32 1/2 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 3,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,22 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 534,20
por tonelada, com alta de US$ 2,40. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 55,73 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,18
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,64%, a R$
2,0410 para compra e R$ 2,0430 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou entre
a mínima de R$ 2,0360 e a máxima de R$ 2,0520.


Fonte: Safras e Mercado.

Grãos registram mais um pregão marcado pela volatilidade na CBOT

O mercado internacional de grãos registra mais uma sessão de volatilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (29). Na manhã de hoje, os preços operavam com baixas de dois dígitos, porém, por volta das 13h (horário de Brasília) a soja e o trigo já trabalhavam em campo positivo, e o milho em campo misto.

Os movimentos de realização de lucros continuam mesmo diante dos fundamentos ainda bastante positivos. Há uma expressiva participação dos fundos no mercado futuro de grãos e os mesmos têm feito essa "pausa para respirar", como tem sido sinalizado pelos analistas, depois das expressivas altas dos últimos meses que levaram os preços a patamares históricos.

Entretanto, o quadro continua dando sustentação às cotações. A oferta ainda é muito limitada e a demanda continua bastante aquecida mesmo os compradores se deparando com altos preços. Nesta terça-feira (28), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 110 mil toneladas de soja para a China e o anúncio contribuiu para esse ligeiro avanço da oleaginosa.

Além disso, o departamento ainda indicou uma leve piora - de apenas 1% - nas condições das lavouras de soja norte-americanas em seu último relatório de acompanhamento de safra. A estiagem continua no país e as poucas chuvas que chegam ao cinturão produtor são esparsas e pouco volumosas, consequentemente, insuficientes para reverter as perdas já registradas.

De acordo com o USDA, 30% das plantações estão em boas condições, 32% em situação regular e 38% em situação ruim ou muito ruim. Na semana anterior, esses números eram de 31%, 32% e 37%, respectivamente.

No caso do milho, o dia também é de bastante volatilidade e o mercado opera dos dois lados da tabela. Além disso, os traders também observam sinais, mesmo que ainda não muito expressivos, de racionamento da demanda. Além disso, as lavouras dos EUA já começam a ser colhidas e, até o último domingo, 6% da área já estavam com os trabalhos concluídas. Nessa mesma época do ano passada, a colheita ainda não havia começado.

Sobre as condições de lavouras de milho, o USDA informou que 22% apenas estão em boas condições. Entre ruins e muito ruins, estão 52% das plantações e, em situaçao regular, 26%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes