Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Monsanto decide destruir 600 mil sacas de sementes de Intacta

A direção da Monsanto decidiu na tarde desta terça-feira, em comunicado oficial, anunciar a destruição de 600 mil sacas de sementes que estavam sendo oferecidas a produtores brasileiros, que iriam fazer teste de campo com a nova tecnologia. A polêmica surgiu na semana passada, através da Aprosoja/MT, que passou a alertar aos produtores dos riscos embutidos neste teste, pois a responsabilidade da guarda da colheita seria inteiramente do sojicultor.

Caso o novo grão fosse misturado com cargas das sojas já aceitas pelo mercado, os carregamentos poderiam vir a ser rejeitados pela China, maior comprador da soja do Brasil. Diante dos argumentos contrários, a Monsanto recuou no seu projeto, e decidiu pela interrupção dos testes de campo, enquanto aguarda aprovação final pela China. A polêmica, no entanto, tem novos desdobramentos (ver entrevistas e opiniões publicadas pelo NA).

30 MILHÕES DE SACOS DE GRÃOS

Os 600 mil sacos de sementes colocados nos campos são suficientes para produzir um volume equivalente a 30 milhões de sacos de grãos (1 milhão e 800 mil toneladas), que, ao preço de mercado (safra nova, base porto), significariam R$ 2 bilhões e 100 milhões de Reais. A compra dos grãos seria feita por empresas autorizadas pela Monsoy, com o compromisso dos grão apenas irem ao mercado com a aprovação chinesa. Mas como o risco de contaminação é latente, haverá a destruição, conforme informa a empresa.

Produtores argumentam que a Monsanto estaria, com esses teste de campo, obrigando indiretamente a China a aceitar a nova tecnologia, pois os chineses dependem do fornecimento da soja brasileira para sua segurança alimentar. Mas, na opinião de produtores ouvidos pelo NA, essa atitude seria temerária, pois a China poderia não só recusar as cargas contaminadas, como até aceitá-las, mas pedindo um ágio (uma quebra de preço), pela não aceitação da nova tecnologia. "Aí o prejuízo seria só do produtor e do Brasil", como disse o vice-presidente da Aprosoja/MT, Ricardo Tomzick.

Segue o posicionamento da Monsanto a respeito da tecnologia INTACTA RR2 PRO™ para a safra 2012/13:

Agricultores brasileiros terão a oportunidade de participar do programa Eleitos 2.0 na safra 2012/13


A soja INTACTA RR2 PRO™, desenvolvida pela Monsanto, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em agosto de 2010. Além do Brasil, a nova soja também já está aprovada em diversos países, como Estados Unidos da América, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Filipinas, Tailândia, Taiwan, Argentina, Japão e Coréia, além da União Européia (UE).

Na safra 2011/2012, a Monsanto convidou 500 produtores brasileiros, em 275 municípios espalhados em 10 estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Bahia) e no Distrito Federal, para plantar a soja INTACTA RR2 PRO™ lado a lado com campos com a tecnologia Roundup Ready em suas propriedades. Todas as 500 áreas seguiram critérios de gestão responsável do produto, sendo monitoradas desde o plantio até a colheita, com posterior destruição dos grãos.

Graças à parceria e à participação desses agricultores pioneiros, chamados “Os Eleitos”, foram comprovados, mais uma vez, os três benefícios proporcionados pela nova tecnologia: resultados de produtividade sem precedentes, devido a tecnologias avançadas de mapeamento genético, seleção e inserção de genes em regiões do DNA com potencial impacto positivo na produtividade; proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja; e tolerância ao glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR).

A Monsanto reafirma que segue fiel ao seu compromisso voluntário de não lançar comercialmente novas tecnologias até a liberação para importação nos principais destinos da soja brasileira. Assim, na safra 2012/13, o plantio de INTACTA RR2 PRO™ se limitará a áreas demonstrativas, seguindo os mesmos procedimentos e princípios de gestão responsável do produto já consagrados com o programa “Os Eleitos” na safra anterior. Os agricultores que decidirem fazer parte dessa rede de demonstração – chamada de “Eleitos 2.0” – terão, mais uma vez, a oportunidade de experimentar em primeira mão os benefícios trazidos pela tecnologia em suas propriedades.

Para garantir o cumprimento da gestão responsável do produto, a Monsanto irá destruir 600.000 sacas de sementes com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™, apesar de estarmos em um ano de forte demanda por soja em função de inúmeros fatores, como o aumento do consumo mundial e a quebra da safra em razão da seca em regiões como Estados Unidos, Argentina e o Sul do Brasil.

A Monsanto continua comprometida em trazer soluções inovadoras que aumentem a produtividade da agricultura brasileira, de forma sustentável, e a trabalhar colaborativamente com a cadeia produtiva.

MEDO NÃO!, por Almir Rebelo (sobre a polêmica da contaminação da soja Intacta)

Por Almir Rebelo, presidente do Clube Amigos da Terra em Tupaciretã (RS).

Quando lutamos para liberar a Soja Transgênica da Monsanto RR1, investigamos e descobrimos que a Argentina carregava 45 mil toneladas da soja no navio que completava a carga em Rio Grande com mais 15 mil toneladas de soja convencional com destino a qualquer país do resto do mundo.

O maior argumento dos “contra a Biotecnologia” era (ainda é): Quem garante que os transgênicos são seguros?

Com todo o respeito que temos pela Aprosoja, mas com toda a experiência de 15 anos nessa luta, temos o dever de manifestar nossa posição sobre essa nova realidade que deu o maior salto de qualidade da história da agricultura brasileira.

Foi marcante a época em que a soja vivia um momento de grande demanda mundial e os preços alcançaram níveis positivos históricos, o maior comprador mundial precisava de um motivo para derrubar os preços, e os “contra os transgênicos” apostando que não seria aprovada uma medida provisória e a conseqüente Lei de Biossegurança, (o produtor voltaria a plantar soja convencional), trataram as sementes com fungicidas e posteriormente deram de graça aos chineses o motivo para quase liquidar o produtor brasileiro.

Não satisfeitos, inventaram o Protocolo de Cartagena para “certificar” a soja brasileira com um custo de 10% sobre o preço da soja para o produtor pagar em função do “medo” de “possível” contaminação causando “danos” para a biodiversidade mundial.

Essa posição do produtor brasileiro fez com que nesta safra(2012/2013) o Brasil cultive 88% de soja transgênica de seus quase 30 milhões de hectares de soja e 87% do milho também transgênico.

Quando o mundo apela ao Brasil para atender a demanda mundial de alimentos, sabemos que precisamos aumentar a produtividade, diminuir custos e preservar o meio ambiente. Com os benefícios da soja RR1 e do milho Bt pedimos aos Cientistas que fizessem para o Brasil uma cultivar de soja com as duas características.

Na safra 2011/2012 fomos um dos eleitos e comprovamos serem verdadeiras as qualidades contidas na tecnologia intactaRR2pro.

Conforme estabelecido, para evitar “contaminação” o esmagamento da soja na lavoura nos fez lembrar a época do obscurantismo quando assistimos no Rio grande do Sul, roçarem soja e/ou queimarem a “semente da morte”!

Não temos dúvidas de que como brasileiros que acreditamos que nosso país será o celeiro do mundo com tecnologias modernas, a Biotecnologia será fundamental.

No Brasil lutamos para que a CTNBio liberasse o cultivo e comercialização, o que já foi feito. Este ano comemoramos a liberação no mercado mais exigente que é a União Eropéia.

Estamos aguardando o mercado Chinês que já come RR e Bt. Será uma questão de tempo. Tempo esse que não podemos perder.

Instituições Brasileiras possuem grandes disponibilidades de sementes que precisam ser multiplicadas para atender o mercado brasileiro da safra 2013/2014, é preciso plantar!

O contrato para cultivo este ano diz que devemos plantar com a mesma responsabilidade de 2011/2012 mas com uma vantagem: Não deveremos destruir, esmagar a soja como em 2012.

O Brasil está liberado para segregar e industrializar a IntactaRR2Pró de forma moderna e responsável.

O futuro do Brasil depende do que fizermos ou não no presente.

Nosso presente de hoje foi construído a duras penas pela coragem e visão de desenvolvimento do produtor rural.

É por isso que vamos plantar a IntactaRR2pro de forma responsável e vamos mostrar ao mundo que um país para ser celeiro tem que ter coragem, conhecimento científico para ter desenvolvimento e jamais ter medo.

Não esqueçam que nós produtores somos os primeiros consumidores.

Deveríamos ter medo de perder 37 ou 53 milhões de hectares para um Código Florestal Irracional e não para a Biotecnologia.

Falar em critério social tem um preço, e quem está pagando esse preço é o produtor rural.


Fonte: NA + Monsanto (CDIcom)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grãos: Mercado fecha semana no vermelho na Bolsa de Chicago

O mercado internacional de grãos fechou a semana no vermelho na Bolsa de Chicago. Quem liderou as perdas foi o trigo, que terminou os negócios de sexta-feira (31) com baixa de mais de 11 pontos em seus principais vencimentos. A soja fechou com pouco mais de 5 pontos de queda e o milho com mais de 6.

Segundo analistas, o mercado do grão refletiu a decisão da Rússia de não restringir ou proibiar as exportações de grãos do país por conta das perdas com a seca. Os negócios operavam, há alguns dias, com expectativas de que as vendas poderiam ser restritas e isso provocou boas altas nos últimos dias.

Em 2010, o governo russo impôs um embargo às exportações de grãos depois de uma severa estiagem ter provocado uma séria quebra da produção.

Porém, analistas acreditam que essa ainda não seja uma decisão definitiva. "O que vemos nesse momento é que isso é mais um talvez do que um não propriamente dito. As condições, segundo estimativas de empresas privadas, apontam para mais perdas do que as anteriormente previstas na safra russa e o ritmo de exportações é muito alto", disse o analista de mercado Gabriel Ferreira, da AFNews.

Segundo Ferreira, no entanto, a tendência é de que essas imposições por meio de taxas, impostos ou até mesmo proibições ainda possam ocorrer em meados de novembro, seguindo o ritmo dos negócios russos. Essas medidas permitiriam que o governo pudesse controlar os preços no mercado doméstico garantindo o abastecimento com uma oferta adequada.

Puxada pela queda do trigo, a soja também fechou o dia em queda. Os preços recuaram frente a mais uma sessão de realização de lucros diante das fortes altas dos últimos dias e do final de semana prolongada, já que é feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (3).


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Grãos: Ainda sem novidades, mercado tem mais um dia de leve alta na Bolsa de Chicago

O mercado de grãos continua operando sem novidades na Bolsa de Chicago. A volatilidade ainda permeia os negócios, porém, a soja conseguiu retomar seu fôlego e opera em alta nesta quinta-feira (30). Por volta das 13h20 (horário de Brasília), os ganhos eram de mais de 16 pontos nos principais vencimentos e atingiram um patamar histórico durante o pregão de hoje no contrato setembro.

O quadro de fundamentos ainda é o mesmo para a soja e isso é o que vem sustentando as cotações da commodity. A demanda segue bastante aquecida em tempos em que a oferta mundial de soja está bastante limitada.

Porém, apesar desses fundamentos positivos, o mercado opera sem muita convicção, como explicou o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka. O que os investidores precisam agora é de novidades que possam impulsionar novas altas. Essas novas informações deverão chegar da parte da demanda, que não dá sinais de arrefecimento mesmo diante dos altíssimos patamares em que os preços se encontram.

O milho, que durante toda a sessão desta quinta-feira, operava em campo misto, por volta das 13h30, passou para o lado positivo da tabela. Os ganhos eram pouco expressivos, entre 1,50 e 5,50 pontos. O mercado do cereal também tem foco na oferta limitada depois das perdas nos Estados Unidos, porém, as cotações já vinham precificado essas informações e agora espera por novidades.

Além disso, a demanda pelo grão norte-americano já registra um leve declínio. As exportações semanais de milho dos EUA da safra 2011/12, na semana encerrada no último dia 23, ficaram negativas em 33.700 mil toneladas. Isso significa que as vendas foram canceladas ou transferidas para o ano comercial 2012/13.

O patamar dos US$ 8 por bushel, ao contrário da soja, não permite uma movimentação muito significativa para os preços e, como explicou Dejneka, acaba atuando como uma espécie de imã. Por isso, não é nem resistência ou suporte.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

MERCADO: PREÇOS DA SOJA SEGUEM FIRMES NO BRASIL

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos
nesta quinta-feira no Brasil, acompanhando a nova elevação das cotações
futuras em Chicago, que voltaram a bater recorde histórico. O ritmo dos
negócios, entretanto, permaneceu lento, com registro de operações de pequeno
volume no Rio Grande do Sul e envolvendo safra futura no Mato Grosso.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 84,00 para R$ 84,50.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 83,50 para R$ 84,00. No
porto de Rio Grande, os preços permaneceram em R$ 86,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 87,00 por saca, contra R$
85,00 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 91,50 por
saca, contra R$ 90,00 da quarta. Em Rondonópolis (MT), o preço permaneceu em
R$ 79,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 83,00, repetindo o valor de
ontem

Chicago

Os preços da soja subiram nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Com base em fatores fundamentais, os contratos com vencimento em
setembro atingiram níveis recordes durante a sessão. O aperto na oferta
global do produto e a demanda aquecida pela soja americana seguem servindo como
base para a elevação das cotações.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2012/13, com início em 01 de setembro, ficaram em 731.400 toneladas
na semana encerrada em 23 de agosto, contra 585.800 toneladas na semana
anterior. China (230.000 toneladas) foi um dos principais compradores. As
informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
7,00 centavos de dólar a US$ 17,70 1/4 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 10,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,63 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 548,10
por tonelada, com alta de US$ 4,80. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 56,59centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,05
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje na BM&FBovespa,
encerrando com ligeira queda de 0,04%, a R$ 2,0450 para compra e R$ 2,0470 para
venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$
2,0450 e a máxima de R$ 2,0570.


Fonte: Safras e Mercado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Em Chicago, grãos focam fundamentos e operam com boas altas

Nesta quarta-feira (29), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta. A sessão, novamente, é volátil, porém, o mercado não chegou a operar em campo negativo. Por volta das 13h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam altas de mais de 10 pontos.

O que ainda impulsiona e sustenta o mercado são os fundamentos extremamente positivos. A oferta continua muito ajustada, os estoques estão historicamente baixos e a demanda ainda não dá sinais de desaquecimento.

Porém, apesar dessas altas registradas hoje, analistas afirmam que o mercado precisa de novidades consistentes para volta a subir com a mesma intensidade de semanas atrás. Esse novo combustível deverá vir de informações sobre a demanda, pois o mercado precisa saber qual será o preço que será capaz de racioná-la.

Nesta quarta-feira, o milho e o trigo também operam com expressivos avanços. Os cenário fundamental também no caso dos grãos também é o principal fator de suporte para os preços, já que também não há novidades que possam impulsionar esses mercados. A alta da soja também contribui para as altas.

Para o trigo, as informações da Rússia também continuam em foco e sustentam as cotações que, nesta quarta, subiam mais de 20 pontos por volta das 13h30. Nesta sexta-feira (31), acontece uma reunião do governo russo em que será decidido se as exportações de grãos do país serão restritas.

Furacão Isaac - Sobre o furacão Isaac, o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos afirma que não há muito impacto no mercado internacional de grãos e que ele causa uma reação mista aos investidores.

Apesar de haver a possibilidade de que o fenômeno climático cause muitos estragos nos Estados Unidos, por outro lado, como explicou Dejneka, o furacão deve trazer "muita água ao rio Mississipi", que, em função da seca, vinha provocando sérios problemas de logística no país.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA TEM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS FIRMES NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios
nesta terça-feira. A comercialização se restringiu ao Rio Grande do Sul e,
ainda assim, envolvendo pequenos lotes. Os preços oscilaram entre estáveis e
mais altos, acompanhando Chicago, mas, em sua maioria, são apenas referências
nominais.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 83,00 para R$ 84,00.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 82,50 para R$ 83,50. No
porto de Rio Grande, os preços seguiram em R$ 85.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 43,00 por saca, contra R$
83,00 de segunda. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 89,00
por saca, contra R$ 88,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$
77,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, repetindo o
preço de ontem.

Chicago

Os preços da soja subiram nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Após as quedas da segunda, fundos e especuladores retornaram à
ponta compradora. A cada recuo nas cotações da oleaginosa, os exportadores
retornam ao mercado e a boa demanda evita correções mais consistentes nos
preços.
Para completar o cenário positivo, a apertada relação entre oferta e
demanda global segue dando incentivo fundamental às cotações. Persistem as
preocupações com o tamanho da safra americana, bastante prejudicada pela forte
estiagem nos estados produtores daquele país.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 110 mil toneladas de soja em
grão para a China, a serem entregues na temporada 2012/13. Toda operação
envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão,
feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
2,75 centavos de dólar a US$ 17,32 1/2 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 3,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,22 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 534,20
por tonelada, com alta de US$ 2,40. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 55,73 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,18
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,64%, a R$
2,0410 para compra e R$ 2,0430 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou entre
a mínima de R$ 2,0360 e a máxima de R$ 2,0520.


Fonte: Safras e Mercado.

Grãos registram mais um pregão marcado pela volatilidade na CBOT

O mercado internacional de grãos registra mais uma sessão de volatilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (29). Na manhã de hoje, os preços operavam com baixas de dois dígitos, porém, por volta das 13h (horário de Brasília) a soja e o trigo já trabalhavam em campo positivo, e o milho em campo misto.

Os movimentos de realização de lucros continuam mesmo diante dos fundamentos ainda bastante positivos. Há uma expressiva participação dos fundos no mercado futuro de grãos e os mesmos têm feito essa "pausa para respirar", como tem sido sinalizado pelos analistas, depois das expressivas altas dos últimos meses que levaram os preços a patamares históricos.

Entretanto, o quadro continua dando sustentação às cotações. A oferta ainda é muito limitada e a demanda continua bastante aquecida mesmo os compradores se deparando com altos preços. Nesta terça-feira (28), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 110 mil toneladas de soja para a China e o anúncio contribuiu para esse ligeiro avanço da oleaginosa.

Além disso, o departamento ainda indicou uma leve piora - de apenas 1% - nas condições das lavouras de soja norte-americanas em seu último relatório de acompanhamento de safra. A estiagem continua no país e as poucas chuvas que chegam ao cinturão produtor são esparsas e pouco volumosas, consequentemente, insuficientes para reverter as perdas já registradas.

De acordo com o USDA, 30% das plantações estão em boas condições, 32% em situação regular e 38% em situação ruim ou muito ruim. Na semana anterior, esses números eram de 31%, 32% e 37%, respectivamente.

No caso do milho, o dia também é de bastante volatilidade e o mercado opera dos dois lados da tabela. Além disso, os traders também observam sinais, mesmo que ainda não muito expressivos, de racionamento da demanda. Além disso, as lavouras dos EUA já começam a ser colhidas e, até o último domingo, 6% da área já estavam com os trabalhos concluídas. Nessa mesma época do ano passada, a colheita ainda não havia começado.

Sobre as condições de lavouras de milho, o USDA informou que 22% apenas estão em boas condições. Entre ruins e muito ruins, estão 52% das plantações e, em situaçao regular, 26%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA FECHA COM POUCAS ALTERAÇÕES E POUCOS NEGÓCIOS

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento, com
negócios de pequeno volume se restringindo ao Rio Grande do Sul. Nas demais
praças, foram apenas preços nominais, sem movimentações. As pontas
vendedoras e compradoras ficaram bastante retraídas, com uma presença pouco
ativa no mercado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 83,00. Na região
das Missões, o preço da saca ficou em R$ 82,50. No porto de Rio Grande, os
preços subiram para R$ 85.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 83,00 por saca, contra R$
84,00 de sexta. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 88,00 por
saca, contra R$ 89,50 da sexta. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu para R$
77,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, contra R$ 83,00 de sexta.

Chicago

Os preços da soja encerraram em queda nesta segunda-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Sem novidades no campo fundamental que desse
suporte para os preços, investidores realizaram lucros ao longo de todo o dia.
As chuvas nos EUA também devem favorecer o desenvolvimento da safra, embora
tardio, o que também pressionou as cotações.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 17,407
milhões de bushels na semana encerrada no dia 23 de agosto, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 21,558 milhões de bushels
(número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de 8,442
milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as
inspeções estão em 1,350,207 bilhão de bushels, contra 1,481 bilhão de
bushels no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 7,75 centavos de dólar a US$ 17,29 3/4 por bushel. A posição novembro
teve perda de 12,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,18 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 531,80
por tonelada, com baixa de US$ 1,60. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 55,91 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,33
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ganho de 0,24%,
cotado a R$ 2,0280 na compra e a R$ 2,0300 na venda. Na quinta-feira, a divisa
havia encerrado estável, cotada a R$ 2,0250.
A moeda norte-americana seguiu o desempenho que teve contra outras divisas
hoje no mercado brasileiro de câmbio. Investidores aguardam novas medidas de
incentivo a economia por parte de alguns bancos centrais e especialmente do Fed.


Fonte: Safras e Mercado.

Soja fecha com recuo de dois dígitos após liquidação de fundos

Nesta segunda-feira (27), depois de uma sessão de bastante volatilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia no vermelho. Os preços recuaram pressionados por mais um movimento de realização de lucros e terminaram a sessão com baixas de dois dígitos.

O mercado internacional parece ter tirado uma "pausa para respirar" após as intensas altas das últimas semanas e até mesmo desta segunda, quando no início do dia as cotações subiram mais de 15 pontos e o vencimento novembro/12 bateu uma nova máxima histórica de US$ 17,60 por bushel.

"A baixa dessa sessão é saudável e deve ser vista como oportunidade de compra para o médio prazo", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago.

Além disso, a correção dos preços, de acordo com Dejneka, acontece por conta de um baixo volume de operações que acabou fazendo com o mercado não fosse capaz de sustentar seus ganhos. "Os mercados não sobem em linha reta. As baixas ainda serão compradas, mas o mercado precisa respirar depois das altas de 11% das últimas três semanas no contrato novembro".

Paralelamente a esse movimento de liquidação por parte dos fundos - que assumem uma posição cada vez maior no mercado -, outro fator que pressionou as cotações em Chicago foi o recuo dos prêmios no mercado interno norte-americano.

Temendo a proximidade da tempestade tropical Isaac e os estragos que poderia causar, alguns armazéns no estado de Louisiana, ou próximos do Golfo, nos EUA, estariam paralisando suas atividades por alguns dias e isso teria pesado sobre o mercado interno, provocando uma baixa nos prêmios e refletindo nos preços na CBOT.

"Por medidas de segurança, essas empresas fecham as portas e assim se fica com menos armazéns para alocar a soja e o milho que vão começar a ser colhidos nos EUA, e isso acabou pressionando os prêmios de físico, e por consequência pressionou os preços em Chicago", disse Vinícius Ito, analista de mercado da Jefferies Bache, de Nova York.

Para Ito, o recuo da soja nesta segunda-feira foi pontual, haja visto que o cenário fundamental ainda é bastante positivo para a oleaginosa. O principal foco dos investidores continua sendo a delicada situação da oferta mundial de soja. As perspectivas sobre a disponibilidade da oleaginosa é de um potencial limitado e isso mantém o mercado sustentado, principalmente frente a uma demanda bastante aquecida.

Segundo o analista, os altos preços da soja ainda não estão sendo capazes de provocar um racionamento da demanda e, por isso, devem continuar subindo. Os valores historicamente altos não estão contendo a procura pela commodity nem no mercado externo, quanto no interno. Sobre os embarques de soja dos Estados Unidos, Ito explica que, no acumulado do ano, os EUA já embarcaram 100% das estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para este ano.

"Até a próxima semana, vai sair mais um número de exportação referente a safra velha (2011/12) que deveria ultrapassar, em termo de embarque, o USDA. E o USDA será forçado a aumentar suas estimativas para exportação da safra velha, reduzindo ainda mais os estoques de passagem e, portanto, os estoques gerais nos Estados Unidos", diz.

Na esteira da soja, o milho e o trigo também fecharam em queda nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Os grãos também realizaram lucros e, segundo analistas, no caso do milho, o desempenho ruim dos embarques semanais e das baixas nos mercados vizinhos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Soja: Mercado retoma fôlego e fecha semana com alta de dois dígitos

A soja conseguiu encerrar a semana em campo positivo. Nesta sexta-feira (24), os futuros da oleaginosa ampliaram seus ganhos e fecharam com boas altas que, nos vencimentos referentes a 2013 se aproximaram dos 20 pontos. A sustentação para o mercado continua vindo da oferta restrita e da demanda ainda muito aquecida mesmo diante de preços tão altos - os principais contratos se mantêm acima dos US$ 17 por bushel.

Como já vem sendo dito pelos analistas de mercado, as novidades sobre a demanda serão os principais fatores de estímulo para novas altas dos preços. "Há rumores de que a China teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana", disse Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge.

Além disso, o mercado vê agora também os resultados da Crop Tour Pro Farmer. A expectativa é de que os números divulgados pela expedição indiquem estimativas menores do que as do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra norte-americana. Caso isso se confirme, esses índices podem provocar novas altas nos preços.

“A tendência é de alta. Por enquanto, os preços não devem recuar e ainda temos uma demanda firme, apesar das elevadas cotações”, completou D'Ávilla.

Na contramão da soja, milho e trigo fecharam o último pregão da semana no vermelho. Os grãos deram continuidade ao movimento de realiazação de lucros que permeou os negócios durante toda a semana.

Entretanto, assim como para a oleaginosa, o milho também conta ainda com o suporte das perdas na safra dos Estados Unidos. As perdas, de acordo com consultorias e especialistas, podem ultrapassar as 100 milhões de toneladas e essas baixas vêm sendo confirmadas pelos números da Pro Farmer.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes