Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 18 de junho de 2012

MERCADO: PREÇOS DA SOJA SOBEM NO BRASIL, MAS LENTIDÃO PERSISTE

O mercado interno de soja seguiu lento de negócios nesta
segunda-feira. Há pouca oferta disponível na maior parte das principais
praças de comercialização do País, fator que, naturalmente, trava o mercado.
Embora de forma nominal, os preços apresentaram alta quase que generalizada
hoje, diante da valorização tanto dos contratos futuros da oleaginosa na Bolsa
de Chicago como do dólar frente ao Real.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve na casa dos R$ 65,00
por saca. Na região das Missões, o preço passou de R$ 64,00 por saca para
64,50 por saca. No porto de Rio Grande, os preços ficaram em R$ 66,80 por saca,
contra R$ 65,00 por saca na sexta-feira.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 65,00 por saca, contra R$
63,50 por saca na sexta-feira. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço
de R$ 67,50 por saca, contra R$ 67,00 por saca. Em Rondonópolis (MT), o preço
subiu de R$ 61,00 por saca para R$ 62,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca
fechou em R$ 62,00, contra R$ 61,00 por saca do último dia útil.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da segunda-feira com cotações mais altas. Assim como os contratos
vizinhos do trigo e do milho, a oleaginosa refletiu o tempo quente e seco nos
EUA. Investidores estão preocupados com a falta de umidade, que pode prejudicar
o desenvolvimento das lavouras e afetar os rendimentos. Ainda hoje, o USDA
atualiza seu relatório semanal de condições das lavouras.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
8,25 centavos de dólar a US$ 13,76 por bushel. A posição agosto teve ganho
de 13,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,70 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 412,19 por
tonelada, com alta de US$ 2,80. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 48,76 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,32 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a segunda-feira com alta de 0,63%, cotado a R$
2,0550 na compra e a R$ 2,0570 na venda.



FONTE: Safras e Mercado.

Chicago: Grãos fecham o dia com boas altas diante de clima adverso nos EUA

Nesta segunda-feira, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão com boas e expressivas altas. Além da influência positiva vinda do macrocenário, o mercado encontrou suporte também nas previsões climáticas para os Estados Unidos, fator que, segundo explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, de Chicago, foi o principal trampolim para o avanço das cotações.

As lavouras norte-americanas sofrem com o clima quente e seco no país e as condições adversas vêm estimulando novas altas nos mercados da soja, do milho e do trigo. O temor é de que a falta de chuvas e as altas temperaturas possam comprometer a produtividade das plantações, frustrando as expectativas para uma safra recorde de milho e ajustando ainda mais a já preocupante safra de soja.

Diante desse clima "preocupante" nos Estados Unidos e com previsões de que se mantenha assim nos próximos dias, Dejneka afirma que a tendência para esta semana é positiva, porém, ainda sensível a qualquer surpresa ou notícia negativa vinda do mercado financeiro. No atual momento e no estágio em que estão as lavouras, o clima prejudica mais o desenvolvimento do milho do que a da soja.

Para o segundo semestre, principalmente baseando-se em fundamentos, o cenário para os preços da soja são bastante positivos, e o mercado deverá estar atento ao comportamento dos negócios no médio e no longo prazo. No entanto, o milho deverá seguir na contramão desse caminho positivo. Na safra 12/13, a produção nos EUA deverá se aproximar de um volume recorde, mesmo que sofra alguma quebra por conta do clima. Além disso, há a safrinha recorde também no Brasil e isso deve colaborar para os preços em baixa nos próximos meses.

"A situação para o milho no segundo semestre é contrário à soja. Os estoques estarão amplos e a situação de oferta x demanda não é complicada. Por isso, no médio e longo prazo, os preços deverão ser menores. Já para a soja, a tendência é muito positiva, uma vez que a oferta deve ser bastante apertada", disse o analista.

Mercado Financeiro - Um dia de menos nervosismo no mercado financeiro também contribui para o fechamento positivo do mercado internacional de grãos. O resultado das eleições presidenciais na Grécia foi positivo e bem recebido pelos investidores.

Por outro lado, os analistas e traders ainda não descartam a extrema necessidade de cautela e da possibilidade do contínuo aumento da aversão ao risco. O que aconteceu no último domingo é apenas um caminho para uma solução. No entanto, ainda há a preocupação com o delicado e frágil momento do sistema bancário da Espanha e o temor de que outras economias possam ser contagiadas pela crise, como a Itália, por exemplo.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 15 de junho de 2012

SOJA: CHICAGO FECHA COM PREÇOS MISTOS

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da sexta-feira com cotações mistas. A oleaginosa teve
desempenho misto hoje, devido a fatores internos e externos. Os primeiros
contratos foram pressionados pelas incertezas em relação a economia da zona do
euro. Com as eleições da Grécia marcadas para este final de semana,
investidores adotaram uma postura mais cautelosa. Porém, os contratos mais
distantes se beneficiaram das incertezas climáticas dos EUA - com chuvas
insuficientes e previsões conflitantes - e da forte demanda pela soja
estadunidense.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com queda
de 10,00 centavos de dólar a US$ 13,76 por bushel. A posição agosto teve
baixa de 6,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,57 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 410,10 por
tonelada, com baixa de US$ 6,40. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 48,44 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,44 centavo frente
ao fechamento anterior.

FONTE: Safras e Mercado.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

MERCADO: OFERTA RESTRITA MANTÉM SOJA COM NEGOCIAÇÕES TRAVADAS NO BRASIL

O mercado físico brasileiro de soja seguiu travado nesta
quinta-feira. Há pouco produto disponível, remanescente da safra 2011/12.
Assim, a liquidez fica restrita e o mercado, esvaziado. Apesar da queda no
dólar e no mercado futuro de Chicago, os preços da oleaginosa subiram em
algumas praças, refletindo exatamente a questão da oferta restrita. Enquanto
isso, em outras localidades, o dia foi de preços mas baixos, diante do
comportamento de queda dos principais referenciais do mercado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou dos R$ 64,20 de ontem para
R$ 65,00 por saca. Na região das Missões, o preço passou de R$ 64,00 para R$
64,50 por saca. No porto de Rio Grande, os preços ficaram em R$ 67,00 por saca,
estável em relação a ontem.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 64,00 por saca, sem
alterações. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 67,00 por
saca, inalterado. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 61,00 por saca para
R$ 60,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 61,50, contra R$ 61,00
por saca ontem.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da quinta-feira com cotações em queda. Apesar das boas quantidades
das vendas semanais estadunidenses e de dados positivos do esmagamento nos EUA,
a oleaginosa foi pressionada pelas operações de realização de lucros por
mais uma sessão. Segundo analistas consultados por agências internacionais, a
fraqueza foi provocada pela liquidação de posições compradas por parte de
fundos especulativos. As preocupações com o cenário econômico mundial
também acabaram pesando sobre os preços da soja hoje.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com queda
de 22,25 centavos de dólar a US$ 13,86 por bushel. A posição agosto teve
baixa de 14,00 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,63 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 416,50 por
tonelada, com baixa de US$ 5,50. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 48,00 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,10 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou com queda de 0,67%, a R$ 2,0560 para compra e a
R$ 2,0580 para venda. Na sessão de quarta-feira, a divisa havia encerrado em
alta de 0,33%, cotado a R$ 2,0720.


FONTE: Safras e Mercado.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Soja fecha o dia com posições de curto prazo perdendo quase 30 pts

A soja encerrou esta quarta-feira com perdas de mais de 30 pontos na Bolsa de Chicago. Os traders que atuam no mercado internacional estiveram atentos ao agravamento das preocupações com a crise financeira na Europa e os fundos de investimentos aproveitaram para liquidar suas posições. O milho e o trigo também fecharam no vermelho.

Os reflexos mais abrangentes da crise econômica na Europa criam uma forte tensão no mercado, que preocupa-se agora com a possibilidade de um contágio de economias europeias maiores, como a da Itália, por exemplo. Com isso, as principais bolsas de valores ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira.

Os investidores vêm se deparando com soluções pouco ou nada substanciais para os problemas que se agravam a cada dia. Três dias após a liberação de um total de 100 bilhões de euros em recursos para a recapitalização do sistema bancário da Espanha, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou mais de 18 bancos do país.

Outro foco são as eleições presidenciais que acontecem na Grécia no próximo domingo e que ameaçam a permanência do país na Zona do Euro e a continuidade dos acordos já firmados sobre os pacotes de ajuda financeira destinados à economia grega.

Tantas dúvidas seguem aumentando a aversão ao risco e estimulando uma fuga dos fundos de investimento de ativos mais arriscados, como commodities. A relação do mercado financeiro com as commodities agrícolas tem se estreitado bastante e permitindo consecutivas sessões marcadas por uma correção de preços apesar dos fundamentos positivos.

Analistas afirmam que a crise na União Europeia vem se aprofundando nos últimos dias por conta da falta de intervenção dos líderes do bloco, Alemanha e França. O jornal O Estado de S. Paulo informou hoje que nos bastidores, sabe-se que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, negociam reformas na governança europeia, mas desde o resgate da Espanha nenhum comentário sobre as propostas na mesa foi feito. "A situação da Espanha, por exemplo, é pior do que a da última semana", avaliou Nordine Naam, analista do banco francês de investimentos Naxitis.

Clima nos Estados Unidos - Além das atenções focadas no andamento do financeiro, o mercado também passa ser climático agora. Até o momento, as condiçoes climáticas nos Estados Unidos são favoráveis, com as lavouras recebendo as chuvas na medida. Por conta disso, as expectativas para os próximos dias é bastante grande.

No caso do trigo, o clima na Europa também influencia e as melhores condições registradas nos últimos dias contribuíram para o fechamento negativo do cereal, que foi influenciado ainda pelo dia ruim para a soja e para o milho.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

SOJA: CHICAGO FECHA EM QUEDA, POR REALIZAÇÃO DE LUCROS

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da quarta-feira com cotações em queda. A oleaginosa
foi pressionada durante todo o dia pela realização de lucros após os avanços
de ontem. A previsão de chuvas no cinturão produtor dos EUA também
pressionou as cotações.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com queda
de 26,75 centavos de dólar a US$ 14,08 1/4 por bushel. A posição agosto teve
baixa de 23,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 13,77 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 422,00 por
tonelada, com baixa de US$ 11,00. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 49,27 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,62 centavo
frente ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Soja: No Brasil, preço no porto para abril/maio já bate R$ 61/saca

No mercado interno, os preços da soja continuam históricos e a alta segue refletindo os bons momentos da oleaginosa na Bolsa de Chicago atrelados a alta do dólar frente ao real. Nos portos de Paranaguá e de Rio Grande, a saca de soja vale R$ 67,70, registrando os maiores preços dos últimos tempos. Além disso, há informações ainda de que já há preços para as negociações com a novas safra brasileira - 2012/13 - no mercado físico que estão por volta de R$ 61,00/saca para abril/maio.

Nesta terça-feira (12), na Bolsa de Chicago, os futuros da soja encerraram as operações em campo positivo em mais uma dia de poucas novidades expressivas. O mercado vinha esperando o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), porém, o boletim veio com dados nada surpreendentes para a soja e esse foi o foco do mercado um tempo curto, imediatamente após o reporte.

Os números divulgados para a soja, principalmente sobre os Estados Unidos - que indicaram uma pequena redução nas estimativas para os estoques finais norte-americanos -, vieram em linha com as expectativas dos traders. Com isso, os investidores voltaram a focar o andamento do mercado financeiro e também as condições climáticas nos Estados Unidos. "Agora temos um mercado extremamente climático, que vai poder reagir", disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, direto de Chicago.

O quadro continua sinalizando, portanto, um mercado complexo e ainda marcado pela volatilidade latente. As incertezas climáticas e mais a falta de soluções para os problemas pelos quais passa a economia mundial continuam exigindo a cautela por parte dos investidores.

Além disso, analistas afirmam ainda que os estoques de soja reportados pelo USDA hoje não refletem a real situação no país. A estimativa é de que estes sejam os menores estoques de passagem dos últimos tempos, o que reforça a existência de uma tendência de médio e longo prazo de preços também historicamente altos.

Já no mercado do milho a situação foi diferente e os dados divulgados nesta terça-feira pressionaram as cotações na Bolsa de Chicago. Os preços terminaram a terça-feira com baixas de mais de 10 pontos nos principais vencimentos depois de confirmadas as expectativas do mercado de que o USDA reportaria dados recordes sobre a produção não só norte-americana como mundial de milho.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

MERCADO: SOJA SEGUE COM POUCA OFERTA DISPONIVEL NO BRASIL

O mercado físico brasileiro de soja teve um dia (ainda
mais) lento de negócios. A maior parte da safra 2011/12 já foi comercializada
pelos produtores brasileiros. Assim, a tendência é de que o mercado fique cada
mais esvaziado nos próximos meses - pelo menos no disponível - até que
comecem a chegar aos armazéns os grãos da nova temporada, 2012/13. Nesta
terça-feira, os preços ficaram entre estáveis a mais altos para a oleaginosa
nas principais praças de comercialização do Brasil, com suporte na
valorização do dólar e dos contratos futuros de Chicago.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou dos R$ 63,80 da
segunda-feira para R$ 64,50 por saca. Na região das Missões, o preço subiu de
R$ 63,20 por saca para R$ 64,00 por saca. No porto de Rio Grande, os preços
subiram de R$ 67,00 por saca para R$ 68,00 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 63,00 por saca. No porto de
Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 67,50 por saca, contra R$ 66,50 da
segunda-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço se manteve em R$ 61,00 por saca.
Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 61,00, contra R$ 60,00 na segunda-feira.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações da terça-feira com cotações em alta. O relatório mensal de
oferta & demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
repercutiu de forma positiva no mercado.
O corte efetuado na estimativa de estoques finais dos Estados Unidos na
safra 2011/12 ofereceu suporte para a elevação das cotações da soja em
Chicago, uma vez que aumenta a "responsabilidade" da nova safra. A quebra na
produção da América Latina devido à estiagem neste ano fez com que a demanda
se deslocasse para os Estados Unidos, o que causou uma redução nos estoques
finais.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
10,25 centavos de dólar a US$ 14,35 por bushel. A posição agosto teve alta
de 2,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 14,01 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 429,80 por
tonelada, com alta de US$ 4,30. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 49,72 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,02 centavo frente
ao fechamento anterior.


Câmbio

O dólar comercial encerrou com alta de 0,38%, a R$ 2,0630 para compra e a
R$ 2,0650 para venda. Na sessão de segunda-feira, a divisa havia encerrado em
alta de 1,73%, cotado a R$ 2,0570.


FONTE: Safras e Mercado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

SOJA: NA VÉSPERA DO USDA, GRÃO E FARELO FECHAM NO TERRITÓRIO NEGATIVO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos para o grão e
o farelo e firmes para o óleo. Os contratos iniciaram o dia no território
positivo, sustentados pelo cenário fundamental de aperto na oferta e pelos
fatores macroeconômicos positivos. No decorrer do dia, no entanto, o mercado
sofreu pressão da expectativa de melhora no clima nos Estados Unidos e da
tentativa dos participantes em ser posicionar frente ao relatório de junho do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta
terça-feira, 11, às 9h30min.
O USDA deverá cortar as atuais projeções os estoques finais de soja dos
Estados Unidos na temporada 2011/12. Para 2012/13, a previsão é de uma pequena
revisão para cima.
Corretores e analistas consultados por agência internacionais apostam em
estoques finais de 197 milhões de bushels para 2011/12, contra 210 milhões de
maio. Para 2012/13, a previsão é de carryover de 147 milhões de bushels,
contra 145 milhões do relatório anterior.
Com a queda na safra sul-americana, os compradores voltaram seu foco ao
mercado dos Estados Unidos. Com isso, a expectativa é de um aumento nas
exportações americanas, o que deverá justificar o corte esperado pelo USDA
nos estoques finais.
O mercado também deverá prestar atenção aos números para a produção
da América do Sul em 2011/12. A aposta é de que o USDA indique safra
brasileira próxima de 65,6 milhões de toneladas. Em maio, a estimativa era de
65 milhões. Para a Argentina, a produção deverá ser cortada de 42,5 milhões
para 40,7 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com perda de
1,50 centavo de dólar a US$ 14,24 3/4 por bushel. A posição agosto teve
baixa de 1,50 centavo de dólar, encerrando a US$ 13,99 por bushel.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo teve preço de US$ 428,00 por
tonelada, com baixa de US$ 1,80. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 49,94 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,27 centavo frente
ao fechamento anterior.

Inspeções

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 14,215
milhões de bushels na semana encerrada no dia 07 de junho, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções haviam atingido 17,162 milhões de bushels
(número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de 7,655
milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as
inspeções estão em 1,180,521 bilhão de bushels, contra 1,405 bilhão de
bushels no acumulado do ano-safra anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

Soja registra recorde no mercado interno e bate R$68/sc em Paranaguá

Nesta segunda-feira, os preços da soja bateram recordes no mercado interno brasileiro. No Porto de Paranaguá, o dia terminou com a saca de soja valendo R$ 68,00, maior cotação de todos os tempos. No Porto de Rio Grande, o valor foi de R$ 67,70. Essa forte alta foi resultado de uma junção do avanço do dólar, dos prêmios em alta, da já conhecida falta de soja e dos momentos de preços em alta na sessão de hoje na Bolsa de Chicago.

Apesar da abertura bastante positiva da oleaginosa no mercado internacional, os preços voltaram a recuar e encerraram os negócios em campo positivo, porém, com baixas que não chegaram aos dois pontos nos principais vencimentos. A pressão negativa veio do esfriamento dos ânimos no mercado financeiro, que foram estimulados pelo pacote de resgate aos bancos da Espanha acordado no último sábado (10). Os grãos também encerraram no vermelho, com o milho liderando as baixas, que superaram os 10 pontos nos principais vencimentos.

Depois da euforia inicial do mercado, uma injeção de realidade trouxe de volta a cautela aos investidores, que novamente focaram as incertezas que continuam rondando a economia europeia, apesar dessas soluções temporárias apresentadas pelas autoridades da Zona do Euro. Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, "essas pseudo-soluções nada mais são do que band-aids temporários para uma ferida que necessita de pontos".

Dejneka reiterou a falta de substância nos detalhes desses pacotes, principal fator que esfria qualquer melhor perspectiva para o mercado. "Com tudo isso, os mercados de commodities são empurrados e puxados pra cima e pra baixo de acordo com o ânimo dos investidores de peso (especuladores)", completou o analista.

Paralelamente, há demais fatores que vêm sustentando esse mercado extremamente volátil e complexo, como o clima, as notícias sobre demanda e ainda as especulações. Esse fechamento próximo da estabilidade no mercado da soja, com oscilações pouco expressivas, foi, portanto, resultado de mais um dia de ausência de novidades, "sem ter o que comprar ou vender".

No entanto, nesta terça-feira, 12 de junho, o mercado deverá dar atenção à divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e aos números que serão divulgados para os grãos - soja, milho e trigo - e a influência que irão exercer sobre o mercado.

Além disso, é importante ainda acompanhar os mapas climáticos sobre as condições nos Estados Unidos para as próximas duas semanas. "É preciso que se faça isso antes de tentar se adotar a existência de uma nova tendência de curto prazo", disse Dejneka.

O analista reforçou, portanto, a atenção à essa estreita relação entre a situação do mercado financeiro global e os fundamentos que movem o mecanismo de cada commodity agrícola, não só da soja. Para a oleaginosa, Dejneka disse que "a nuvem cinza do macrocenário continua sobre estes fundamentos de oferta x demanda e não se pode ficar muito "confortável" com qualquer análise altista no momento, até que tenhamos soluções mais sustentáveis aos problemas da Europa e economia mundial, o que me parece cada vez mais difícil. Para que os fundamentos fortes da soja possam conseguir sustentar e impulsionar os preços a novas altas, precisaremos de que no mínimo não tenhamos pânico geral no macro. Porém, é preciso lembrar que o problema maior não é necessariamente econômico, mas sim, político, tanto aqui nos EUA quanto na Europa. E até que se acertem, as soluções econômicas que poderíam ser criadas, ficarão só no sonho".


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes