Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ferrugem na soja ameaça produção em MT

Mato Grosso lidera ocorrências de ferrugem asiática na safra 2011/2012 com 47% dos focos registrados até sexta-feira (27). São 65 notificações entre os laboratórios credenciados no Estado pelo Consórcio Antiferrugem e os produtores começam se preocupar com as perdas devido ao fungo Phakopsora pachyrhizi. Com as chuvas e o clima quente, a proliferação da ferrugem é facilitada e a recomendação dos técnicos é que produtores aumentem o número de aplicações de defensivos nas lavouras a fim de evitar o aparecimento do fungo. Problema disso, além da possível perda de produtividade, está no aumento de custo ao produtor que precisa a investir mais na aquisição e aplicação de fungicida.

Em média, o custo por hectare para o ciclo completo da soja é de R$ 200 a R$ 400, dependendo da qualidade do produto aplicado. De acordo com gerente técnico da Associação de Produtores de Soja e de Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, a ferrugem asiática na safra 2011/2012 está mais crítica que nos últimos 2 anos por causa do fenômeno La Niña. Segundo ele, o clima está extremamente favorável para doença. Altas temperaturas e umidade facilitam a propagação do fungo, assim como a colheita da soja precoce e super precoce, porque o vento é o maior dispersor do fungo, que acaba afetando as lavouras mais tardias.

Ou seja, os produtores que plantaram em dezembro são os que mais correm risco de ter a produção afetada, devido à contaminação vinda de outras lavouras. A chuva persistente dificulta o tratamento, o produtor não consegue entrar com o trator e o pulverizador. É mais um agravante neste ano. Vamos reduzir produtividade e vai aumentar o custo e a produção vai ser afetada, embora ainda seja cedo para falar em percentual, afirma Ribas.

Diretor-executivo da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, afirma que ainda é cedo para estimar a perda para o Estado, mas não descarta o problema. Mato Grosso como um todo é muito suscetível à ferrugem devido ao excesso de umidade neste período. Além da ferrugem, outro dano causado pela chuva é a fermentação do grão, conhecido como soja ardida. Neste caso, explica Paludo, o grão fica com mais umidade do que o recomendável e o produtor tem que gastar mais para secar a oleaginosa quando possui armazém próprio, ou receber menos das tradings pelos custos extras que essas empresa terão.

Engenheiro agrônomo, especialista em ferrugem, José Tadashi, explica que com a doença o grão não enche, ou seja, não amadurece até o ponto ideal, tornando-o mais leve do que o normal e às vezes o custo de colheita não compensa o que será pago pelo produto. Além de receber menos pelo menor peso, Tadashi afirma que as compradoras também pagam menos porque na hora de processar o grão o custo sobe, uma vez que a fabricação do óleo fica mais complicada.

Uma característica que poderá ajudar para evitar uma propagação muito grande, segundo o engenheiro, é a redução do tempo de amadurecimento da soja de 130 para 100 dias, em média, permanecendo assim menos tempo em exposição. Produtor Neri Geller conta que em visita às lavouras da região Médio-Norte e Norte na última semana, foi possível perceber a proporção do problema. Há lavouras inteiras tomadas pelos fungos. Os produtores precisam se atentar e aplicar o preventivo a cada 15 dias ou menos.

Motivação -

Engenheiro agrônomo José Tadashi explica que o crescimento da incidência da ferrugem nesta safra é influenciada pela soma de alguns fatores. Segundo ele, com a redução do problema nas duas últimas safras, o produtores costumam relaxar mais, fazer menos aplicações e ou comprar produtos de qualidade inferior. Além disso

SOJA: CHICAGO RECUA NO MEIO-PREGÃO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. A força do dólar está
dando o tom baixista ao mercado hoje. O cenário externo de maior cautela e
incertezas em relação a situação econômica mundial está refletindo nas
cotações da oleaginosa. As perdas do petróleo e dos metais completam o quadro
baixista.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 41,503
milhões de bushels na semana encerrada no dia 26 de janeiro, conforme
relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 36,401 milhões de
bushels (número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de
43,834 milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de
setembro, as inspeções estão em 718,040 milhões de bushels, contra 979,393
milhões de bushels no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em março de 2012 estão cotados
a US$ 11,92 1/2 por bushel, baixa de 26,50 centavos de dólar por bushel em
relação ao fechamento anterior. As posições da soja em grão com entrega em
maio de 2012 estão cotadas a US$ 12,02 1/4 por bushel, perda de 26,25 centavos
de dólar por bushel em relação ao fechamento anterior.
No farelo, março de 2012 tem preço de US$ 315,40 por tonelada, retração
de US$ 6,80 por tonelada em relação ao fechamento anterior. No óleo de soja,
a posição março de 2012 vale 50,60 centavos de dólar por libra-peso,
desvalorização de 0,99 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior.

FONTE: Safras e Mercado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em Chicago, soja e trigo recuam; milho registra mais um dia de alta

A soja opera com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Em um pregão típico de sexta-feira, com pouca movimentação, os preços iniciaram a sessão regular de hoje com baixas de pouco mais de 2 pontos.

Segundo analistas, a oleaginosa tenta realizar parte dos lucros acumulados ontem, quando fechou o dia com avanços de dois dígitos. Além disso, o mercado ainda se depara com o dólar em alta, fator que ajuda a pressionar as cotações em Chicago.

Já o milho, por outro lado, abriu o pregão em alta, ampliando os ganhos do pregão noturno desta sexta-feira. O mercado segue encontrando suporte nas adversidades climáticas da América do Sul e também na boa demanda pelo cereal norte-americano.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 170,2 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para a safra 2011/12.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Confira o comentário semanal do analista de mercado Liones Severo

Soja - Comentário Semanal

Aparentemente minha entrevista no Canal Rural do dia 25 deste mês, causou grande
surpresa no mercado de soja.

Faz-se necessário alguns outros comentários que corroboram a situação de oferta e demanda, ser considerada para a safra/ano de soja para 2011/12.

No ano passado a produção mundial alcançou o recorde de 265 milhões de tons, das quais cerca de 92,5 milhões de toneladas foram negociados para exportação dos muitos países consumidores. Basicamente este volume de exportação correspondeu exportação das mais importantes origens de suprimento, assim composta:

Estados Unidos 40,5 milhões de tons
Brasil 34,0 milhões de tons
Argentina 12,0 milhões de tons
Outros 6,0 milhões de tons
Total 92,5 milhões de tons

A considerar que somente a China importou cerca de 52,3 milhões de tons, cujas importações para o ano de 2012 está estimado entre 56,5 (USDA) e outras fontes de até 60 milhões de toneladas de soja. Portanto, um aumento considerável e em relação ao ano anterior.

Com perdas já conhecidas da safra de Soja Sul Americana, podemos listar as
seguintes quantidades

Perdas na produção Americana 7,0 milhões de tons
Perdas na produção Brasileira 7,0 milhões de tons
Perdas na produção Paraguaia 2,5 milhões de tons
Perdas na produção Argentina 3,0 milhões de tons
Total perdas para 2011/12 19,5 milhões de tons

Portanto a oferta de soja mundial para 2012, deverá ficar em 245,5 milhões de tons, comparativamente ao ano anterior de 265 milhões de tons. O ultimo relatório do USDA trouxe um estoque de passagem nos Estados Unidos (31 de agosto) na ordem de 275 milhões de bushels, equivalente a cerca de 7 milhões de tons, que certamente será drasticamente reduzido a medida que as exportações aconteçam para compensar os prejuízos das safra de soja para o ano de 2012.

No atual cenário as exportações mundiais de soja deverá ser ajustada na seguinte composição:

Estados Unidos atual 40.0 milhões de tons para 39.0 milhões de tons (*)
Brasil atual 34.0 milhões de tons para 28.0 milhões de tons
Argentina atual 12.0 milhões de tons para 12.0 milhões de tons
Outros atual 6.5 milhões de tons para 5.0 milhões de tons
De 92,5 milhões de tons para 84.0 milhões de tons

(*) O USDA estima as exportações em 34.0 milhões de tons, mas incluímos
5.0 milhões de tons do atual estoque americano de 7.0 milhões de tons.

Portanto, se acrescentarmos que a China poderá aumentar a importação em 5.0 milhões de tons, haverá um déficit de oferta na ordem de 13.5 milhões de tons para ano de 2012.

Historicamente, déficit de produção ou mesmo estoques apertados sempre resultaram em preços consistentemente elevados e não vemos razões para que não se verifiquem no decorrer deste ano de 2012.

Notar que fui generoso com as perdas argentinas até momento, desde que bolsa de Buenos Aires estima perdas superior a 6.0 mlnt. Lavouras argentinas e gaúchas ainda estão sob risco por mais 3 ou 4 semanas.

Atenciosamente,
Liones Severo
Grãos & Soja - GS Corretora de Mercadorias Ltda.


Fonte: Liones Severo - Analista de mercado

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

GRÃOS: ALTA DO CONSUMO GLOBAL PODE GARANTIR MERCADO PARA SOJA E MILHO

Somente a soja teve um aumento de 120% no consumo mundial nos
últimos 20 anos. O milho chegou aos 75%. Já o trigo teve crescimento de
apenas 1%. "A demanda por soja e milho está diretamente relacionada no aumento
da produção de carne, com uso dos grãos para ração, da utilização no
biocombustível e óleo vegetal", explica João Pedro Cuthi Dias, consultor da
Bolsa de Mercadorias e Futuros e Bovespa. O mercado e a comercialização da
soja e milho foram pautas de giro tecnológico na 16 edição do Showtec, em
Maracajú (MS).
Grandes mercados como China e India devem aumentar ainda mais o consumo
dos grãos. "Embora na China, 46,7% da população tenha uma renda de US$ 2
dólares/dia, e na India, quase 80% tenha essa mesma renda, são duas nações
com economia crescente. Outro fator que vai influenciar na necessidade de maior
importação de grãos é que 90% das propriedades na China, por exemplo, tem
apenas dois hectares e, por tanto, não há como investir em larga escala para
produção. Será o Brasil o país que poderá atender esses mercados que vão
comprar ainda mais", finaliza Cuthi Dias.

Showtec - A Showtec 2012 segue até dia 27, sexta-feira. São esperadas 15
mil pessoas que visitam o evento que é considerado a maior mostra de
tecnologias em agricultura do Centro-Oeste. Com o tema a "Produção de
Alimentos com Consciência Ambiental", o Showtec 2012 é realizado pela
Fundação MS, que comemora 20 anos da criação.
O evento conta ainda com a promoção do Governo do Estado, por meio da
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria,
do Comércio e do Turismo- Seprotur - e da Agência de Desenvolvimento
Agrário e Extensão Rural - Agraer-, da Federação da Agricultura e
Pecuária de MS - Famasul, da Associação de Produtores de Soja -
Aprosoja/MS e o Sindicato e Organização da Cooperativas Brasileiras no Mato
Grosso do Sul - OCB/SESCOOP/MS com o apoio da Associação dos Produtores de
Bioenergia de Mato Grosso do Sul - Biosul, Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Prefeitura Municipal de Maracaju, Sebrae/MS
e Banco do Brasil. As informações partem da assessoria de imprensa do evento.


FONTE: Safras e Mercado.

CBOT: Trigo e milho têm mais um dia de alta e puxam mercado da soja

Os futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago operam em alta pelo sexto dia consecutivo nesta quinta-feira. Segundo analistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, os preços conseguem impulso na redução das exportações da Rússia. Essa restrição por parte terceiro maior exportador mundial do grão poderia aumentar a demanda pelo produto norte-americano e o cenário acaba trazendo suporte para o mercado em Chicago.

Com altas um tanto mais tímidas do que no início da semana, o trigo para o vencimento março/12, por volta das 8h30 (horário de Brasília), era cotado a US$ 6,52, subindo 10,75 pontos. Já o maio valia US$ 6,65, com alta de 9 pontos.

Dados do instituto russo de pesquisa agrícola SovEcon mostram que os estoques dos produtores das principais regiões produtoras da Rússia caíram a níveis menores do que os do ano passado. Em alguns pontos, esse recuo já chega a 50%.

O avanço do trigo puxa também os preços da soja e do milho na CBOT. Ontem, o cereal também fechou a terça-feira em alta, assim como o trigo. Já a soja, nesta terça-feira, durante toda a sessão regular operação sem direção, mas acabou perdendo força no fim dos negócios e fechou no vermelho.

Porém, no pregão noturno de hoje, os futuros da oleaginosa, às 8h35, operavam com mais de 10 pontos positivos nos principais vencimentos. Os ganhos no mercado do milho chegavam a quase 9 pontos nos contratos mais próximos.

O cereal sobe também, ainda de acordo com a Bloomberg, por conta de informações do agravamento de uma seca no México que estaria prejudicando a produção de milho. O país é o segundo maior importador mundial de milho, ficando atrás apenas do Japão. Essas informações poderiam sinalizar um aumento da demanda mexicana pelo grão norte-americano, fato que impulsiona o avanço dos preços em Chicago.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Apesar da chuva, expectativa para colheita é positiva

A equipe que percorreu o primeiro trecho do Rally da Safra, expedição anual pelas lavouras de soja e milho do país organizada pela Agroconsult, traçou um cenário positivo para a colheita de soja no Mato Grosso.

A reportagem do Valor acompanhou o percurso pelas regiões de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Sapezal, onde a colheita já começou, na última semana. Os trabalhos estão mais adiantados na região de Sapezal, por causa do plantio do algodão, já iniciado.

De modo geral, as lavouras em estágio final de maturação apresentam boas condições e, de acordo com os agrônomos presentes na viagem, sinalizavam colheitas na faixa de 55 sacas a 60 sacas por hectare - um rendimento considerado alto para variedades de ciclo mais curto.

O tempo fechado e as chuvas, condição predominante em toda a viagem, contudo, podem comprometer o desempenho. "Há 20 dias, diria que teríamos uma colheita excepcional. Hoje, já não assino mais embaixo", afirma o produtor Sérgio Stefanello, da Fazenda Porta do Céu, em Sorriso. "Acredito que vamos ter rendimentos mais próximos da média histórica", afirma.

Além de impossibilitar a colheita, as chuvas favorecem a proliferação de doenças como a ferrugem da soja, detectada em várias plantações da região de Sapezal e Campo Novo do Parecis. Mas, mesmo assim, o cenário é positivo. "Apenas uma condição muito adversa nas próximas semanas seria capaz de comprometer o resultado da safra", afirma Marcos Rubin, sócio da Agroconsult. Em sua estimativa inicial, divulgada antes do Rally, a consultoria projetava uma colheita de 22,16 milhões de toneladas de soja no Estado, com um aumento de 9% sobre a safra anterior.

Em sua 9u00aa edição, o Rally da Safra deve percorrer até o fim da colheita, em maio, mais de 60 mil quilômetros entre as regiões produtoras de grãos do país. Organizado pela Agroconsult, o evento é patrocinado por Vale, Banco do Brasil, Case IH, Monsanto, UPL Brasil, Mobil Lubrificantes, Fertilizantes Heringer e Mitsubishi. (GFJ)


Fonte: Valor OnLine

Chicago: Em dia volátil, soja recua. Milho e trigo operam no misto

A quarta-feira está sendo marcada pela volatilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja encerraram o pregão de hoje em terreno misto e mantiveram o cenário na abertura do pregão regular. O vencimento maio/12 abriu a sessão valendo US$ 12,13, perdendo 7 pontos e o maio - referência para a safra brasileira abriu a US$ 12,26, recuando 2,75 pontos.

Do lado negativo, pressionam os preços o desempenho fraco das bolsas de valores ao redor do mundo, registrando um dia negativo. Além disso, o petróleo também opera em baixa e o dólar em alta.

Na outra ponta, o andamento do mercado físico norte-americano atua como fator de suporte para os preços, limitando os ganhos nos primeiros contratos e possibilitando a alta dos vencimentos mais distantes, com o novembro/12 operando a US$ 12,16 por bushel, subindo 3 pontos.

No mercado do milho, os preços abriram a sessão de hoje em campo positivo. Segundo analistas, as cotações enxergam sustentação em compras especulativas e ainda nas condições climáticas adversas da América do Sul.

As chuvas que chegaram ao Brasil e a Argentina nos últimos dias foram benéficas para as lavouras, porém, insuficientes para aliviar expressivamente o déficit hídrico.

Por outro lado, no entanto, os mesmos fatores que pressionam o mercado da soja também limitam os avanços do cereal, como as bolsas de valores e o petróleo em queda e o dólar em alta.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Perdas com a seca vão a R$ 2,25 bi, diz Conab

As perdas dos produtores de milho, soja e feijão provocadas pela seca registrada entre novembro e o início de janeiro, inicialmente estimadas em R$ 1,5 bilhão, devem chegar a R$ 2,25 bilhões no Paraná, conforme avaliação técnica divulgada ontem pela Companhia Na­­cional de Abastecimento (Co­­nab)

O impacto é 50% maior que o calculado no início de ja­­neiro. O diagnóstico da CONAB se baseia em dados do Depar­tamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os valores consideram os preços atuais pagos aos produtores de GRÃOS e o volume que deixará de ser colhido.

Queda - A maior queda de receita deve ser registrada entre os agricultores que cultivam soja: ao menos R$ 1,5 bilhão. A produção estadual, conforme a CONAB, será de 11,6 milhões de toneladas, com redução entre 16% e 20%. Por falta de água e pela ocorrência de noites frias em pleno verão, a oleaginosa estaria rendendo 2,5 milhões de toneladas a menos que seu potencial.

Milho - No milho, a quebra climática também tende a atingir 20%, reduzindo o potencial de 7,4 milhões para 5,9 milhões de toneladas, afirma o técnico da CONAB Eugênio Stefanelo. Essa diferença, de 1,5 milhão de tonelada, poderia render R$ 550 milhões. "Nas áreas de maior concentração da cultura, as precipitações estão praticamente normais. No entanto, em toda faixa do Sudoeste e Oeste, que margeia o Rio Paraná, e também nas regiões Noroeste e Norte, que plantam 40% do milho do estado, existiram locais com 60 dias sem precipitação", diz o analista. "As perdas variam de 20% a mais de 50%."

Feijão - A primeira das três safras de feijão que integram a temporada 2011/12 também sofreu forte impacto fenômeno La Niña. A produção poderia chegar a 430 mil toneladas, mas deve se limitar a 330 mil, aponta a CONAB. A primeira projeção já considerava redução de 27% na área de cultivo, para 250,6 mil hectares. A receita do setor poderia ser R$ 200 milhões maior se o potencial de produção fosse atingido e os preços se mantivessem nos patamares atuais.

Clima - O clima da época do plantio e o atual contrastam com as condições enfrentadas pelas lavouras nos últimos meses. De setembro até o início de novembro, as precipitações foram normais, afirma o diagnóstico da CONAB. No entanto, as variações bruscas de temperatura desse período, por si só, afetariam a produtividade do feijão e da soja. Do fim de novembro até a segunda semana de janeiro, faltou chuva, o que atingiu também o milho. Con­forme a análise técnica, as precipitações registradas entre 13 e 17 de janeiro eliminaram o déficit hídrico do solo em praticamente todas as regiões do estado e estão favorecendo o plantio da segunda safra de feijão e, em breve, a do milho de inverno.

Preços - O quadro tem impacto nos preços ao consumidor final. O produtor de feijão carioca, que recebia R$ 100 por saca de 60 quilos, agora consegue R$ 150. Nos supermercados, a tendência é de que o alimento bata em R$ 5 o quilo. A soja se mantém estável e o milho em alta, elevando o custo da ração e, consequentemente, os preços das carnes.


Fonte: Gazeta do Povo

Chuva e praga causam perda

A colheita de soja, safra 2011/2012, segue de forma lenta em Mato Grosso. Em decorrência das chuvas, apenas 2,7% dos 6,985 milhões de hectares (ha) semeados foram colhidos, cerca de 188,5 mil ha, até o dia 19 de janeiro. Em Sinop, devido ao clima e à proliferação da ferrugem asiática, produtores já estimam perda de até 15% na produção. Apesar dos problemas enfrentados, no comparativo com 2011, o avanço na colheita é de 1,3 ponto percentual, na época apenas 1,3% dos 6,42 milhões de hectares haviam sido colhidos. Entre as regiões mais avançadas estão o oeste com 7,1% de seus 963,83 mil ha e o médio-norte com 2,9% de seus 2,704 milhões de ha. As informações são do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).

Dados revelam ainda que a colheita no sudeste atingiu 2,2% dos 1,524 milhão de ha plantados, 1,2% no centro-sul, 0,6% da área do norte e 0,5% no nordeste e noroeste de suas áreas semeadas respectivamente. Já entre os municípios, Sapezal lidera com 10% de seus 362,53 mil ha colhidos, e Campos de Júlio com 8% de seus 185 mil ha. Tapurah surge em seguida com 5%, Campo Verde 4,5% da área colhida e Primavera do Leste 4%. Sorriso, Nova Mutum, Ipiranga do Norte e Nova Ubiratã 3% cada.

Conforme o gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Luiz Nery Ribas, a chuva é persistente em todo o Estado. As regiões do médio norte e oeste, que contam com maior área de soja super precoce e precoce, são as mais prejudicadas com as chuvas. Nery comenta que as chuvas estão prejudicando também a aplicação de fungicidas para combater a ferrugem asiática. Segundo o Consórcio Antiferrugem, 44 casos foram confirmados em Mato Grosso da doença.

PERDAS

O vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, município que colheu apenas 2% de seus 118,6 mil/há, Antônio Galvan, comenta que os produtores já estimam perdas entre 10% e 15% da produção total da cidade. Além da chuva, estamos com a ferrugem asiática. Tem lavoura que já está tomada. Quando conseguimos aplicar o fungicida vem a chuva e o lava das plantas.

Galvan comenta que em Sinop há lavouras que deveriam ter colhido a soja precoce há 12 dias, mas as chuvas impediram a entrada das máquinas. Galvan e Ribas comenta que a partir de fevereiro começa a colheita do ciclo médio e tardio. Segundo o vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, até o escoamento para exportação está sendo prejudicado.

Dados do Imea revelam que até novembro do ano passado 53,6% da produção 2011/2012 de

soja já haviam sido comercializada, 9,1 p.p a menos que a safra 2010/2011 no mês. Conforme a Folha do Estado já comentou, a diferença deve-se à cautela dos produtores quanto ao comportamento da nova safra.


Fonte: Folha do Estado