Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Grãos têm forte recuo frente a mercado financeiro pessimista

Apesar das fortes baixas registradas pelo complexo de grãos nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, não há novidades sobre o cenário que provoca essas quedas. O nervosismo do mercado financeiro continua pressionando muito as commodities e as agrícolas não ficam de fora dessa queda generalizada.

Na noite desta segunda-feira, o primeiro ministro grego George Papandreou surpreendeu e preocupou o mercado e o mundo ao anunciar que vai submeter as medidas de austeridade exigidas por órgãos internacionais para continuar ajudando o país.

Alguns analistas acreditam ainda que a Grécia podeira até mesmo ser expulsa da Zona do Euro caso o resultado fosse desfavorável aos ajustes fiscais impostos pela União Europeia e pelo FMI.

Toda essa tensão no cenário macroeconômico traz de volta o aumento da aversão ao risco e consequentemente a fuga dos investidores para ativos mais seguros, o que favorece as baixas.

Por outro lado, as perdas só não mais acentuadas ainda por conta de um suporte que ainda vem dos fundamentos. A oferta continua bastante restrita, baixos estoques e demanda aquecida.

"O sistema financeiro está pânico. Mas se o mercado estivesse se baseando só no macro era para estar caindo bem mais", disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien, de Chicago.

Dejneka afirma que, de fato, ainda não há nada resolvido, nada concreto na Europa que possa conter a expansão e o agravamento da crise no continente. Enquanto não houver uma solução, as cotações devem continuar sentindo essa pressão negativa.

Por volta das 14h46 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja operavam com baixas de mais de 20 pontos. No milho e no trigo, os contratos mais próximos perdiam quase 10.

USDA - Outro fator que impulsiona a liquidação de posições é a expectativa para o relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 9 de novembro.

De acordo com Dejneka, alguns analistas já apostam na redução da estimativa para a produção norte-americana de milho e poucas mudanças para a safra de soja.

Com isso, os traders optam por operar com mais cautela e não tomar posições tão definitivas à espera do relatório.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Análise: Referendo grego pode trazer novas incertezas para zona do euro

O referendo convocado pelo primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, para decidir se o país adotará o plano de resgate financeiro que prevê uma séria de medidas de austeridade pode significar novas incertezas para a zona do euro.

O acordo, anunciado na semana passada, foi repentinamente colocado em dúvida.

O premiê grego, George Papandreou, surpreendeu seu próprio partido ao anunciar a consulta popular.

"Se os gregos não quiserem, ele (o acordo) não será adotado", disse ele.

Se isso acontecer, a zona do euro vai ser jogada em uma nova onda de incertezas.

Na semana passada, líderes da zona do euro concordaram com um segundo pacote de resgate financeiro para a Grécia, avaliado em 130 bilhões de euros, assim como o compromisso dos bancos em cortar em 50% as dívidas do país.


Mas os gregos parecem cada vez mais insatisfeitos com o acordo.

No final de semana, durante um importante dia que marca a resistência grega na Segunda Guerra Mundial, o presidente do país foi vaiado e chamado de traidor. Ocorreram manifestações contra o acordo.

Uma pesquisa sugere que 60% dos gregos enxerga o pacote negativamente, mesmo cancelando metade de sua dívida.

A população do país está ciente das medidas de austeridade e de que o futuro da Grécia será decidido por oficiais não eleitos da União Europeia e do FMI.

Esta é uma aposta alta do primeiro-ministro grego.

Ele argumentará que é do interesse nacional grego apoiar o acordo. Sem ele, dirá Papandreou, o país enfrentará a falência e a catástrofe. Sua campanha será baseada no patriotismo.

Mas em visitas recentes ao país, encontrei muita gente que preferiria o caos em vez de anos de dificuldades.

O referendo só acontecerá após os detalhes do acordo serem finalizados com a União Europeia. Isso, obviamente, permitirá ao governo grego negociar termos mais brandos, na esperança de convencer os eleitores.

Os governantes gregos vêm se especializando em negociar com líderes europeus.

Por um lado, eles pedem solidariedade, mas de outro sabem que um calote grego é temido por poder causar o contágio na zona do euro.

Alguns argumentarão que, mais uma vez a democracia impediu que se chegasse a um acordo duradouro para resolver a crise do euro.

Mas, no final, o pacote de austeridade em troca de novo resgate não pode ser simplesmente imposto aos gregos. A população do país terá que ser convencida disto.

Fonte: g1.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CBOT: Grãos têm forte recuo diante da disparada do dólar

Os grãos negociados na Bolsa de Chicago iniciam essa semana registrando novas baixas. Os futuros do milho tiveram seu maior recuo neste mês e os da soja chegaram aos menores patamares em três semanas.

De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, um rally do dólar acabou frustrando ligeiramente as projeção para as exportações norte-americanas e diminuindo o apetite dos investidores para ativos tão voláteis como as commodities, migrando para ativos mais seguros, como a própria moeda norte-americana.

Hoje, o dólar avança em relação a várias outras moedas e contribui bastante para o recuo das commodities agrícolas no mercado internacional. O motivo da alta é o mau humo do mercado financeiro, que ainda se mantém bastante acentuado por conta das incertezas quanto ao futuro da economia da Zona do Euro.

Frente a isso, o índice Standard & Poors GSCi, de 24 commodities, recuou 1,6% hoje também por conta desse tom pessimista nas negociações, contaminadas pelas preocupações com a situação da dívida europeia e de como o contágio dessa crise pode ser contido.

"A preocupação com um desaquecimento da demanda está pesando sobre os preços. Além disso, as incertezas com a Europa impulsionou o dólar e levou os participantes do mercado a deixarem ativos de risco, como as commodities", disse Greg Grow, diretor da Archer Financial Services, de Chicago.

Fundos - Além disso, o movimento dos fundos também influencia negativamente no mercado hoje. Como explica o analista de mercado Liones Severo, essa liquidação de posições nada mais é do que um movimento típico dos fundos nos finais de mês, como explica o analista de mercado Liones Severo.

"Os fundos profissionais, que participam de quase todos os mercados, realizam sistematicamente esse tipo de movimento no final de cada mês do calendário. A razão é simples: como estão carregando grandes posições vendidas (short) neste fim de período mensal, derrubam ainda mais os preços para apresentar melhores resultados nos relatórios de final de mês para seus investidores/clientes", diz Severo.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Bolsas europeias recuam com temores sobre dívida italiana

As bolsas de valores da Europa encerraram a segunda-feira (31) em queda, com preocupações sobre a dívida da Itália e o pedido de falência da corretora americana MF Global levando investidores a embolsar lucros.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em queda de 1,82%, aos 999 pontos. No mês, houve alta de 8,3%, a primeira elevação mensal desde abril e a maior desde julho de 2009.

A bolsa italiana foi destaque, com perda de 3,8%, acompanhando a alta do rendimento do título de 10 anos do país acima de 6% em meio à pressão para o governo conter os problemas de dívida.

O índice de ações dos bancos da zona do euro teve forte queda, impactado também pelo colapso da MF Global's collapse. O Deutsche Bank perdeu 8,2% e o Société Générale caiu 9,4%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 2,77 por cento, a 5.544 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 3,23%, para 6.141 pontos.

Em Paris, o índice CAC-40 caiu 3,16%, para 3.242 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,82%, a 16.017 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou perda de 2,92%, para 8.954 pontos.

Em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,27%, para 5.870 pontos.

Fonte: g1.com

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Soja: Mercado volta a focar incertezas e opera em queda na CBOT

A euforia que chegou ao mercado de commodities ontem parece ter se dissipado nesta sexta-feira. Os grãos voltaram a recuar e fecharam o pregão noturno de hoje no vermelho. A soja estendeu suas perdas para a sessão regular e por volta das 13h (horário de Brasília), os principais vencimentos já operavam com baixas de mais de 10 pontos.

Depois das fortes altas registradas ontem após o pacote de medidas para a contenção da crise da dívida europeia, as cotações parecem estar assimilando com mais clareza e frieza o reflexo desse anúncio e a solução pode estar mais distante do que se imagina.

Os líderes europeus lutam agora para conseguir uma determinante ajuda de economias emergentes, como a China e o Brasil, para colocar seu plano em prática. No entanto, a nação asiática, antes de decidir confirmar sua ajuda, quer analisar detalhadamente o pacote europeu.

"Essa postura da China acabou jogando um pouco de 'água gelada' na situação", o que acabou esfriando o ânimo que favoreceu e impulsionou as fortes altas vistas ontem, disse o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.

Cachia explica ainda que os preços da soja, do milho e do trigo têm um caminho um tanto "tortuoso" nos negócios na CBOT e que ainda deverá contar com uma forte volatilidade, e que o sentimento de incerteza deve voltar aos negócios.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Mercado precisa de detalhes para avaliar se plano europeu é bom ou ruim

Após seguidas reuniões a portas fechadas nesta quarta-feira em Bruxelas, e semanas de especulação, líderes dos 27 países da União Europeia chegaram a alguns pontos consensuais sobre como solucionar as deficiências econômicas da região. Os tópicos a serem trabalhados são o plano de recapitalização dos bancos; o perdão de parte da dívida da Grécia; o aumento do Fundo de Estabilidade Europeu; e a participação dos emergentes no socorro à região. Algumas medidas foram expostas, mas, ainda assim, sobraram pontos a serem definidos no futuro. De forma geral, dizem os especialistas, o "diabo mora nos detalhes". Não basta anunciar um plano genérico, mas sim apontar como se pretende torná-lo factível. Esta segunda etapa deverá demorar mais algumas semanas. Somente depois disso, o mercado concluirá se tanto suspense na Europa realmente valeu a pena.

Negociações em Bruxelas – As reuniões na capital belga nesta quarta-feira ocorreram em grupos diferentes. O primeiro, composto pelos 27 países da União Europeia, deliberou sobre a recapitalização dos bancos do bloco. O tema já era considerado consensual nas últimas semanas e prevê que as instituições tenham, no mínimo, 9% de índice de solvência de alta qualidade. A segunda reunião, que teve inicio no final da tarde desta quarta-feira, contou apenas com os líderes dos países membros da zona do euro. Nela, definiu-se a ampliação do fundo de resgate europeu e a reestruturação da dívida da Grécia. Os líderes também reiteraram, no decorrer da tarde, a importância da participação dos países emergentes no plano de salvamento do bloco.

Tema em foco: A crise do euro que amedronta a economia mundial

Ao entrar na sede da União Europeia, em Bruxelas, a chanceler alemã Angela Merkel havia reconhecido que o plano sairia a qualquer custo, mas que não resolveria todos os problemas naquela data. Já o primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, afirmou ao jornal Le Figaro que definições tomadas ao longo do encontro poderiam "salvar o euro". Apesar da colocação dramática, Papandreou não deixa de ter uma parcela de razão. O risco envolvendo a adoção da moeda única nunca foi tão alto e nocivo – tanto para os países mais fortes quanto para os mais debilitados da união monetária. A expectativa com o plano anunciado nesta quarta-feira, é que, ainda que nem todos os problemas estejam perto de uma solução, que pelo menos a moeda única deixe de ser colocada em xeque. O problema, lamentam os economistas, é que muitas dúvidas ficaram sem resposta, o que aumenta as incertezas sobre a viabilidade de um pacote tão ambicioso. Não se pode descartar, portanto, que o nervosismo dos mercados continue.

Recapitalização dos bancos – O grande temor da Europa é que a crise da dívida não se transforme em uma crise bancária, comprometendo a solidez das instituições do continente – mesmo daquelas que não estão expostas a títulos gregos. Segundo o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, ficou definido que o índice de solvência dos bancos – ou seja, a proporção de seu capital frente a seu patrimônio – terá de ser elevado para 9%.

Este índice de solvência é uma composição que o Comitê de Supervisão Bancária de Basileia – que reúne os maiores bancos centrais do mundo – impõe a instituições financeiras de todo o planeta para qualificar seus ativos. O indicador que terá de ser elevado na Europa é o chamado TIR1. Trata-se de um dado que mostra quanto a instituição possui de capital de alta qualidade em relação a seu patrimônio. Ao exigir um cumprimento mínimo de 9%, os líderes europeus sinalizam que querem bancos sólidos, com ativos muitos bons em relação ao total. Analistas relembram que esse aumento já havia sido acordado pela Basileia, e começaria a ser implementado em todo o mundo a partir de 2013. O mais provável é que os bancos europeus estejam se adiantando a isso.

O desafio, no entanto, é definir como ocorrerá a recapitalização. Para o economista Alexandre Schwartzman, doutor em economia pela Universidade da Califórnia (em Berkeley) e ex-diretor do Banco Central, há duas formas de atender a esse nível. A primeira, seria reduzindo o volume de ativos – o que impactaria diretamente na disponibilidade de crédito das instituições. A outra forma seria o aumentar o capital dos bancos, quer seja por meio de emissão de títulos, quer pela ajuda direta dos governos. "O problema é: quem vai querer comprar esses títulos? E, no caso dos governos, qual estará apto a ajudar esses bancos?", questiona o economista.

Perdão da dívida grega – Os líderes europeus também concluíram que é preciso impor aos credores privados dos títulos soberanos da Grécia uma amarga perda. Do total da dívida grega, de 350 bilhões de euros, as instituições financeiras privadas respondem por 60%, ou 210 bilhões de euros. O poder político do bloco definiu, então, que é preciso baixar na marra este endividamento para 100 bilhões de euros. Como conseguir uma redução de dívida desta proporção em pouco tempo? Ficou definido que mais 50% teria de ser simplesmente perdoada pelos credores privados. Além disso, os países da zona do euro contribuirão com um montante de 130 bilhões de euros ao longo de quase dez anos para que, em 2020, a proporção dívida/PIB da Grécia seja reduzida de 160% para 120%.

A decisão marca um endurecimento dos europeus, que, desta forma, querem baixar a relação dívida/PIB da Grécia de forma significativa na tentativa de evitar que novas turbulências geradas por desconfianças com o país voltem à tona num futuro próximo. A opção também comprova a decisão de não impor novas perdas ao Banco Central Europeu (BCE), outro grande credor dos papéis gregos. Para o mercado, no entanto, a medida, se vista de forma isolada, saiu pior que encomenda. "Esta opção não elimina o risco sistêmico", afirma o analista de mercados internacionais da Tendências, Raphael Martello. "É preciso que fique mais claro como os bancos poderão absorver tamanho prejuízo. Haverá troca por dívidas com menor valor de face? Os governos ajudarão?", alerta.

O economista explica que, nos últimos meses, o mercado interbancário europeu encontra-se estagnado, tomado por enorme desconfiança das instituições em emprestarem umas às outras. Somam-se a isso o fato de a economia da região estar parada e as perdas registradas nas transações financeiras. Em resumo, num momento já desfavorável, os bancos terão de assumir uma perda elevada. "O melhor a ser feito é o caminho proposto pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que sugeriu uma recapitalização por etapas", acrescenta.

Os analistas apontam ainda uma contradição: os europeus querem melhorar a composição dos ativos dos bancos, ao mesmo tempo que impõem prejuízos que a pioram. Para fazer frente a essas demandas, as instituições necessitarão de volume assombroso de recursos. "Diante disso, será importantíssimo acompanhar como será a negociação da Alemanha e da França com os bancos. Uma contraparte dos estados terá de, provavelmente, ser definida".

Aumento do fundo de resgate – O aumento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) para em torno de 1 trilhão de euros vem sendo ventilado há algumas semanas. Na reunião desta quarta-feira, ele foi confirmado – ainda que com algumas ressalvas. A ampliação deverá ocorrer de duas formas. A primeira será por meio de garantias dos governos europeus, e não pelo endividamento do fundo. Isso significa que o EFSF garantirá aos investidores uma porcentagem do valor investido em novos títulos emitidos pelos países da zona do euro. Para honrar essas garantias, o fundo poderá alavancar em quatro vezes o seu patrimônio atual – já excluídos os auxílios aos países periféricos –, o que faria com que sua capacidade de resgate chegasse a 1 trilhão de euros.

A segunda será por meio da criação de um veículo especial de investimento, que compraria os títulos da dívida dos países do bloco, ao mesmo tempo que poderia emitir seus próprios títulos. Na avaliação de Schwartzman, tal alternativa é extremamente arriscada, pois o veículo possuirá a mesma estrutura dos derivativos que originaram a crise do subprime, em 2007. "Foi assim que o mercado criou os derivativos de crédito", diz o economista. Contudo, a falta de detalhes - sobretudo nessa segunda forma de ampliação do resgate - coloco ainda mais dúvidas sobre a eficácia do plano. Os detalhes, segundo os líderes europeus, sairão apenas em novembro.

Emergentes terão papel crucial – Segundo o jornal Le Figaro, a ideia, a partir de agora, é de "passar o chapéu" nos países detentores de grandes reservas internacionais. A única nação na Europa que se enquadra neste perfil é a Noruega – dona de um fundo soberano com 551 bilhões de "petrodólares". Mas o primeiro-ministro do país, Jens Stoltenberg, disse nesta quarta-feira em Oslo que não contribuirá com nenhum centavo para a proposta – lembrando que diversos líderes já o procuraram para tratar do assunto. Restam, portanto, os países emergentes, como China e Brasil. O Le Figaro destaca, inclusive, que o presidente do fundo de estabilidade, Klaus Regling, está com viagem prevista para Pequim nesta sexta-feira.

A China é um dos poucos países emergentes dispostos a comprar diretamente títulos da dívida europeia. O governo brasileiro já afirmou, por meio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que irá aplicar parte de suas reservas na Europa, mas por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI), forma de atuação considerada mais segura pelo governo. A Rússia também informou que irá investir por meio do FMI.

Fonte: Veja.com

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Commodities respondem por quase metade das exportações brasileiras

Desde 2006 que o Brasil vê as exportações de cinco commodities crescerem ano a ano. Os embarques de minério de ferro, petróleo (bruto), soja (complexo), açúcar (bruto e refinado) e complexo de carnes corresponderam a 46,8% das vendas brasileiras ao exterior de janeiro a agosto deste ano.

O aumento nas exportações brasileiras de commodities é puxado pela demanda dos países asiáticos, especialmente pela China. Segundo a Fundação de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), o destaque nos embarques fica por conta do minério de ferro que hoje responde por cerca de 16% das vendas e viu seus preços subirem 54% em relação a 2010.

De acordo com Fernando Ribeiro, economista-chefe da Funcex "A concentração da pauta nessas commodities é uma tendência do período. A demanda global por esses produtos aumentou muito, especialmente com a ascensão da China", afirma. Já para o consultor da Barral M Jorge Associados, Welber Barral, o fator de destaque para as exportações é a elevação nos preços. Somente o setor da agricultura e pecuária, a qual a soja faz parte, tiveram aumento de 37,4% em suas cotações.

Segundo Ribeiro, a pequena quantidade de commodities que respondem por quase metade das exportações brasileiras e os poucos mercados compradores, como a chinês, é um fator preocupante, pois deixa o Brasil vulnerável a oscilações de preços e mudanças econômicas, o que pode causar estragos na balança comercial brasileira.

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Soja toma fôlego nas decisões da Europa e tem alta de dois dígitos

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago estenderam a alta registrada durante o pregão noturno para a sessão regular desta quinta-feira. A oleaginosa devolve uma pequena parte dos ganhos, porém, ainda opera com avanços de dois dígitos. Por volta das 13h32 (horário de Brasília), as cotações já tinham subiam mais de 16 pontos.

O impulso para o mercado de commoddities vem das notícias positivas que chega da Europa depois da aprovação de um pacote de medidas de contenção da crise da dívida da Zona do Euro anunciado na madrugada desta quinta-feira.

Analistas afirmam que a expectativa é bastante positiva e otimista, apostando em resoluções duradoras e eficazes.

No entanto, há ainda os especialistas que afirmam que os preços só nao sobem mais porque o mercado já esperava por algo similar ao anunciado esta noite e que não se trata de novidades significativas o suficiente para provocar altas ainda maiores nos preços, uma vez que, principalmente os grãos, contam com fundamentos bastante positivos.

Por outro lado, o mercado sente a influência negativa, porém pouco expressiva na sessão de hoje, das exportações semanais dos Estados Unidos abaixo das expectativas e também de fatores sazonais como a evolução da colheita nos EUA e também da evolução da safra na América do Sul.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Grãos recuam diante da alta do dólar e incertezas no cenário externo

Depois de encerrar o pregão noturno em queda, o complexo de grãos enfrenta mais uma sessão regular de fortes perdas. Por volta das 13h11 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja operavam com mais de 13 pontos de baixa. O milho perdia mais de 10 pontos nos contratos mais próximos e o trigo mais de 16.

O fator que mais pressiona os preços nesta quarta-feira é a disparada do dólar index, que acaba tornando as commodities menos atrativas para os investidores e importadores. Outra notícia que pesa também é a informação de reservas norte-americanas de petróleo acima do esperado, que também pressiona os preços da commodity e impacta nas cotações da oleaginosa.

Além disso, as notícias que chegam da Europa também continuam impactando nas commodities agrícolas. A falta de novidades concretas sobre soluções que pudessem acabar com ou ao menos controlar a crise da dívida na Zona do Euro.

Nesta quarta-feira, todas as atenções e expectativas do mercado financeiro estão concentradas na reunião de líderes da Zona do Euro. A Grécia é o foco das preocupações e o principal assunto da pauta. Além disso, estão em discussão também a recapitalização do setor financeiro e o fortalecimento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

O que se espera agora é que se confirme o anúncio pelo presidente francês Nicolas Sarkozy e pela chanceler alemã Angela Merkel de um plano abrangente que possa conter a expansão da crise da divida europeia após essa reunião de cúpula da União Europeia.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

China vive "era de ouro" do consumo e aumenta importações de soja e milho

A China, segundo maior consumidor mundial de milho, deverá aumentar suas importações em quatro vezes frente a um incremento da demanda por carne enquanto o país entra em uma "era de ouro" do consumo", informou o banco Morgan Stanley.

De acordo com a instituição financeira, na temporada 2011/12, as compras chinesas de milho podem aumentar e chegar a 4 milhões de toneladas, enquanto, no ciclo anterior, as importações foram de 1 milhão de toneladas. Já as compras de soja devem ser de 57 milhões de toneladas.

Já para a safra 2012/13, o Morgan Stanley estima compras de milho em 5,4 milhões de toneladas, e para o ciclo seguinte, 9,4 milhões de toneladas. Já as importações da oleaginosa poderiam alcançar as 70 milhões de toneladas na tempora 12/13.

O aumento das vendas para a nação asiática poderiam conter as baixas nos preços da soja neste ano, que já somam 12% nos futuros negociados na Bolsa de Chicago. Além disso, ainda poderiam reforçar a alta de 4,1% no caso do milho, também na CBOT.

O aumento da renda e a melhora dos hábitos alimentares na China, que tem quatro vezes a população dos Estados Unidos, está ampliando o consumo maior de alimentos no país.

"A China está entrando nessa era de ouro do consumo diante desse aumento da renda e da baixa das taxas de pobreza", disseram analistas do Morgan Stanley.

Com informações da Bloomberg


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes