Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Soja recupera posições com mercado financeiro mais tranquilo

Os futuros da soja aproveitam a tranquilidade dos mercados financeiros e abrem o primeiro pregão regular da semana com boas valorizações. Às 11h44 (horário de Brasília) a oleaginosa subia mais de 29 pontos no contrato maio/12.

Segundo analistas, a expectativa positiva para a economia europeia por conta de medidas tomadas pela Alemanha e França para tentar sanar os problemas de capitalização dos bancos europeus e da crise da dívida grega, faz com que os investidores migrem do dólar para as commodities agrícolas, diante de uma menor aversão ao risco e de, consequentemente, um apetite maior por ativos de risco. Neste cenário, as commodities são altamente atrativas pelos baixos preços em um mercado muito vendido.

Mesma regra aplica-se ao milho que no mesmo horário registrava alta de superior aos 16 pontos nos principais vencimentos. Para o trigo, o cenário também é positivo, com alta de 17 pontos no contrato dezembro/2011.

Ainda de acordo com analistas, os traders também buscam um melhor posicionamento frente ao último relatório de oferta e demanda deste ano do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) que será divulgado nesta quarta-feira, dia 12, com indicação de números positivos para a safra norte-americana.

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Área plantada com soja em MT deve ter alta de 4,5pct na safra 2011/2012

Mato Grosso é o estado do Centro-Oeste que vai apresentar o maior aumento de área para plantio de soja na safra 2011/2012. O incremento será de 303,9 mil hectares, o que representa uma elevação de 4,5% em relação à safra anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, a expansão do grão deve acontecer principalmente na região leste, no vale do Araguaia, onde está havendo a conversão de área de pastagem para a agricultura. “Pelo menos 200 mil hectares devem ser destinados à soja naquela região", afirma.

A produção da oleaginosa no estado também deve crescer, passando de 20,4 milhões de toneladas para 20,7 milhões de toneladas. Apesar disso, Silveira explica que a alta na produtividade vai ser muito pequena, porque as novas áreas usadas para plantio não possuem o mesmo nível de rendimento e devem colher em torno de 40 a 45 sacos de soja.

Para a safrinha de milho em Mato Grosso, o levantamento da Conab aponta aumento de produção e produtividade de 1,3%, apesar de manter área inalterada.

Fonte: Agência Safras

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fundamentos e mercados externos derrubam preços da soja

Depois de registrar leve recuperação durante a semana, o complexo de grãos fechou a sessão eletrônica desta sexta-feira com quedas em Chicago. A soja recuou mais de 10 pontos nos principais vencimentos pressionada pelo avanço da colheita nos EUA, assim como o milho, que perdeu 8 pontos no contrato maio/12.

O trigo também encerrou no negativo, com baixa de 9 pontos no contrato março/12 sob pressão do clima no Cinturão de Produção norte-americano que favorece o plantio do cereal.

Além dos próprios fundamentos, as quedas nas cotações dos grãos foram sustentadas pela instabilidade na economia mundial. Hoje, a notícia de que a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de rating de 12 instituições financeiras britânicas e 6 portuguesas trouxe mais temores quanto a uma possível crise na União Europeia. A notícia vem após uma semana mais tranquila para os mercados financeiros, com a divulgação do Banco Central Europeu de novas medidas para prover liquidez aos bancos da zona do euro.

Chamada para Abertura na Bolsa de Chicago

Soja: baixas de 10 a 12 pontos

Milho: baixas de 6 a 8 pontos

Trigo: baixas de 7 a 9 pontos


Fonte: Notícias Agrícolas - Ana Paula Pereira

EUA não devem voltar a uma recessão, dizem companhias

A economia dos Estados Unidos não está entrando novamente em recessão, mas passa por uma longa e lenta recuperação conforme os impasses políticos em Washington e na Europa deixam as empresas cautelosas em realizar investimentos, segundo altos executivos americanos.

"A recuperação está a caminho, mas é uma recuperação lenta e vagarosa. Mais lenta do que gostaríamos", disse o presidente-executivo da GE, Jeff Immelt, a um grupo de cerca de 500 executivos de companhias americanas de médio porte. Embora o cenário esteja deixando executivos nervosos, a situação não aparenta estar nem perto da calamidade vista durante a crise do crédito no início da última recessão. "Isso é muito diferente de 2008", disse Immelt, que preside o maior conglomerado dos EUA. "Há liquidez, há bolsões de crescimento".

Outros líderes corporativos americanos apresentaram análises similares nesta quinta-feira, incluindo o presidente-executivo da FedEx, Fred Smith, e o da ExxonMobil, Rex Tillerson. Dados divulgados nesta quinta-feira reforçam suas posições: a atividade manufatureira, os gastos corporativos e a venda de veículos motorizados sugeriram que a economia, que se expandiu a uma taxa anualizada de 1,3% no segundo trimestre, pode evitar um imediato declínio em sua capacidade de produção. "Não vemos uma contração; não vemos uma recessão", disse Smith, da FedEx. "Está constante, é um crescimento lento".


Fonte: Reuters

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Principais bolsas europeias fecham em alta acima de 3pctPrincipais bolsas europeias fecham em alta acima de 3pct

As principais bolsas europeias encerraram a quinta-feira (6) com ganhos de mais de 3%, após o anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de uma série de medidas de apoio às entidades da zona do euro.

Frankfurt ganhou 3,15%, Londres 3,71%, Paris 3,41%, Milão 3,55% e Madri 2,68%.

O Banco Central Europeu (BCE) informou que decidiu retomar a operação de compra de bônus cobertos (títulos) e manter duas operações separadas de refinanciamento para bancos da zona do euro, afirmou o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, num esforço para evitar uma iminente crise de liquidez.

Falando na última entrevista coletiva à imprensa do seu mandado de oito anos na condução do BCE, Trichet afirmou que o banco comprará até 40 bilhões de euros em bônus cobertos emitidos por bancos, a partir de novembro. O banco fará suas compras nos mercados primário e secundário e espera concluir o programa em outubro de 2012.

Além disso, o BCE fará uma oferta de refinanciamento de 12 meses em outubro e outra com vencimento de aproximadamente 13 meses em dezembro. Ambas as ofertas terão tamanho ilimitado. Trichet disse também que o banco continuará a oferecer liquidez ilimitada em suas operações semanais e mensais até julho do próximo ano.

As medidas "continuarão a assegurar que os bancos da zona do euro não estão limitados no lado da liquidez", afirmou Trichet. Segundo ele, os riscos para a economia "continuam no sentido descendente em um ambiente de incerteza particularmente elevada", enquanto os riscos para a estabilidade dos preços no médio prazo permanecem "amplamente equilibrados."

Fonte: g1.com

Câmbio rebate queda da soja

Enquanto as cotações internacionais dos grãos caem expressivamente, o produtor brasileiro sente variações bem mais suaves nos preços. O fenômeno não isenta o setor da crise, mas impediu que as perdas chegassem a 20,7% no último mês.

Essa foi a queda da cotação da soja na Bolsa de Chicago de 31 de agosto até ontem. No contrato de primeira posição, com vencimento em novembro, o bushel (27,2 kg) despencou de US$ 14,65 para US$ 11,62.

Nesse mesmo período, em vez de 20,7%, os preços da soja no Paraná caíram 7%, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Eco­­nomia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea). A saca do grão, que valia R$ 51 no dia 31 de agosto, ontem era negociada a R$ 48 em Paranaguá. O câmbio funcionou como um amortecedor para as commodities agrícolas.

O consultor em gerenciamento de risco da FCStone, Glauco Monte, explica que o fortalecimento da moeda americana no Brasil acompanha os movimentos vistos em outros países. “O nosso câmbio está exposto às variações dos investidores externos, mas também sofre interferência das medidas do governo brasileiro”, pontua. As intervenções internas, porém, não têm impedido que o câmbio funcione como um muro de proteção para a soja, principal produto agrícula do país.

Ele conta ainda que a correlação inversa entre os grãos e o dólar tem ganhado força nos últimos tempos e que os preços da soja e do milho estão sendo mais influenciados pela situação da economia mundial do que por fundamentos do mercado. “Quando o dólar sobe, os investidores tendem a liquidar seus contratos em commodities a assumir maior risco com outros ativos. Para isso, compram dólar e automaticamente fortalecem a cotação da moeda”, explica Monte. Isso implica maior oferta de contratos de commodities, que perdem valor no mercado internacional.

Diante das incertezas quanto ao futuro da economia nos países em crise, especialmente nos europeus, especialistas avisam que o sobe e desce tende a continuar em todos os mercados. “O risco de recessão ainda é muito grande. Acredito que a volatilidade deve continuar forte até novembro”, projeta Steve Cachia, analista da Cerealpar.

Fundamentos positivos

Apesar de a crise internacional ameaçar os preços dos grãos, especialistas acreditam que ainda há espaço para uma reação do mercado. O otimismo é justificado pela promessa de maior demanda por soja e milho, puxada especialmente pela China, e de redução da produção norte-americana.

“Os estoques dos Estados Unidos estão muito baixos e a expectativa é que a safra seja reduzida. Com isso, aumentam as chances de o Brasil se tornar o principal fornecedor de milho para a China”, cita Cachia, que recentemente esteve em um Congresso Mundial de Grãos, em Cingapura.

“A maior preocupação deles (chineses) está relacionada com quem vai conseguir fornecer milho, já que a prioridade dos Estados Unidos é produzir etanol”, diz. Representantes do país asiático disseram no evento que a demanda anual pelo produto pode ser de 6 a 7 milhões de toneladas a partir de 2012.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Grãos: Melhora no mercado financeiro impulsiona mercado

Após sucessivas quedas, os grãos voltaram a fechar o dia em alta na Bolsa de Chicago. Uma quarta-feira mais tranquila no mercado financeiro e os movimentos técnicos trouxeram um novo fôlego aos preços e aliviou a pressão nos mercados da soja, do milho e do trigo.

Os analistas ainda afirmam que o mercado segue sobrevendido. As altas, portanto, são limitadas pelas incertezas e pela fragilidade da economia global. Nas últimas sessões, os futuros da oleaginosa perderam cerca de US$ 3 por bushel.

Porém, hoje os preços mantiveram-se durante todo o pregão do lado positivo da tabela refletindo um dia mais confiante no cenário macroeconômico,com as bolsas de valores, o petróleo e os metais em alta frente a desvalorização do dólar.

Outro freio para as altas foi a evolução da colheita da safra norte-americana. A entrada de uma produção que já é tida como maior do que as projeções pessimistas começa a pesar sobre o mercado e limitar avanços mais significativos.

Nesta quarta-feira, a consultoria norte-americana reportou um incremento em sua projeção para a safra de soja dos Estados Unidos de 83,31 para 84,02 milhões de toneladas. A produtividade também teve um aumento. Nesse caso, de 43,41 para 43,72 sacas por hectare.

Milho e trigo - Já o mercado do milho teve altas bem mais expressivas e encerrou o dia com avanços de mais de 17 pontos nos principais vencimentos. Os principais motivos para a subida das cotações foram o melhor desempenho do mercado financeiro, a desvalorização da moeda norte-americana e os ganhos registrados pela soja e principalmente pelo trigo.

O grão fechou a quarta-feira subindo quase 20 pontos na Bolsa de Chicago, refletindo também uma recuperação técnica e os mesmos fatores positivos dos fatores externos.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Soja: Compradores voltam ao mercado e mercado avança

Depois das fortes quedas registradas ontem pelo complexo de grãos no mercado internacional, os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam o pregão noturno desta quarta-feira em alta e estenderam as altas para a sessão diurna.

Segundo analistas, as cotações reagem graças a movimentos técnicos e também à volta dos compradores ao mercado, uma vez que os preços mais baixos tornam-se mais atrativos para os importadores. Com essa movimentação acontecendo na soja, trigo e milho sobem na esteira da oleaginosa.

Além disso, os grãos contam ainda com um cenário macroeconômico mais tranquilo nesta quarta-feira, mesmo diante da notícia do rebaixamento da nota de crédito da Itália pela agência de classificação de risco Moody's.

O mercado financeiro tomou um novo fôlego com a a fala do presidente de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), afirmando que poderia liberar mais dinheiro para alavancar a economia norte-americana.

Entre os fundamentos, porém, a evolução da colheita nos Estados Unidos pressiona ligeiramente o mercado. A entrada da safra norte-americana, que pode ser maior do que as projeções do mercado, pode pesar um pouco sobre o mercado e limitar as altas.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

BC volta a intervir no câmbio, e dólar segue em baixa

O preço do dólar segue ajustando para baixo nesta terça-feira (4) , após a realização do leilão de swap cambial (operação equivalente à venda de dólar no mercado futuro). Por volta das 13h45, o dólar comercial apontava baixa de 0,47%, a R$ 1,883 na venda, depois de subir a R$ 1,902.

A oferta de swap aconteceu entre 11h15 e 11h30. Dos 90.525 contratos ofertados, 33.150 foram tomados, ou 37% do lote ofertado, movimentando US$ 1,65 bilhão. Na segunda-feira, o BC já tinha vendido swaps em operação que movimentou US$ 1,695 bilhão.

Com a operação desta terça, já são três leilões de swap cambial. A primeira deles aconteceu em 22 de setembro, depois de mais dois anos fora da "caixa de ferramentas" do BC.

Depois de fechar setembro com valorização de 18%, o dólar comercial voltou a subir no primeiro pregão de outubro, engatando a quarta alta seguida, num dia em que o Banco Central (BC) ofereceu contratos de swap cambial para frear a valorização da moeda.

A taxa de câmbio fechou a última sessão com ganho de 0,56%, variação aliviada pela intervenção do Banco Central com um leilão de swap cambial no fim do dia. Entre 11h15 e 11h30 desta terça, o BC realiza outra operação do tipo, com resultado às 11h45.

Fonte: Do G1, com informações do Valor Online

Brasil amplia liderança em superávit do campo

Apesar da alcunha de "celeiro do mundo", o Brasil ainda está longe de ser o maior fornecedor global de alimentos. Mesmo com todo o crescimento recente, o país ainda está distante de alcançar os patamares de produção e exportação dos Estados Unidos, a maior potência agrícola do planeta. Contudo, há um quesito em que o agronegócio brasileiro lidera com folga e vantagem crescente sobre os concorrentes americanos: a geração de saldos comerciais.

Os últimos dados do Ministério da Agricultura mostram que o setor registrou um saldo comercial recorde, de US$ 71,9 bilhões, no período de 12 meses encerrado em agosto. Líderes no ranking de exportação, os EUA estimam saldo de US$ 42,5 bilhões no ano encerrado no último dia 30, um resultado 40% inferior ao brasileiro. É importante fazer uma ressalva: há diferenças entre as metodologias adotadas por Brasil e EUA nesse cálculo. Ao contrário do nosso ministério, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não contabiliza, por exemplo, transações de produtos florestais e pescados. Além disso, nenhum dos dois contabiliza suas importações de insumos para a produção agropecuária, o que superestima o resultado externo do setor.

Mesmo assim, o resultado é consistente com os últimos dados consolidados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que aplica uma única metodologia. Segundo a OMC, o Brasil fez em 2009 um saldo US$ 30,6 bilhões maior que os EUA. Na comparação entre os dados de cada governo, a vantagem brasileira naquele ano foi de US$ 31,9 bilhões.

O agronegócio dos EUA produzia um saldo maior que o brasileiro até o fim dos anos 90. Em 1999, o Brasil, então um náufrago na crise de países emergentes, viu-se obrigado a desvalorizar o real e a estimular as exportações para equilibrar as contas. O câmbio favorável, combinado com o financiamento para a renovação do maquinário e a renegociação das dívidas do setor que o precedeu, abriu caminho para um novo ciclo de investimentos. De lá para cá, a vantagem brasileira apenas cresceu.

Os EUA ainda são os maiores exportadores brutos de produtos agropecuários. O USDA estima que o país vendeu o equivalente a US$ 137 bilhões nos últimos 12 meses, 55% mais do que os US$ 88 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro entre setembro de 2010 e agosto de 2011. Nesse quesito, os americanos ampliaram sua vantagem sobre os brasileiros, de cerca de US$ 30 bilhões para quase US$ 50 bilhões na última década.

A principal diferença entre os dois países está no fôlego das importações americanas, que saltaram de US$ 38,9 bilhões para US$ 94,5 bilhões desde o início dos anos 2000. Só nos últimos 12 meses, as despesas saltaram 20% impulsionadas pela alta dos preços. Com isso, os americanos importaram, na média, o equivalente a US$ 0,70 para cada dólar adicional exportado desde 2000.

O Brasil também viu suas importações se multiplicarem, proporcionalmente mais que as americanas, mas em uma base muito inferior - de US$ 5,7 bilhões, no ano 2000, para pouco mais de US$ 16,3 bilhões nos 12 meses até agosto. Desse modo, o setor importou apenas US$ 0,18 para cada dólar adicional exportado.

"Os EUA são um país relativamente aberto, possuem uma demanda enorme e são dependentes das importações de vários produtos", justifica André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). Os americanos importam grandes volumes de açúcar, café, suco de laranja, frutas e outros itens tropicais. Apenas os desembarques de hortifrutigranjeiros nos últimos 12 meses são estimados em US$ 39,5 bilhões, 11% mais do que em 2010. As importações de açúcar e café, produtos dos quais o Brasil é o maior exportador mundial, ultrapassam a marca de US$ 13 bilhões no período.

Já o Brasil é autossuficiente em quase todos os produtos agrícolas. "Vai demorar muito tempo até que o Brasil tenha uma renda capaz de comprometer nossa balança agrícola. Até lá, vamos continuar a importar apenas aquilo em que não somos competitivos e temos o mercado aberto por causa do Mercosul", afirma Nassar, citando casos como o do arroz e do leite.

Os biocombustíveis também tiveram um papel relevante. Os subsídios ao etanol de milho fizeram com que todo o incremento na produção do grão nos EUA - cerca de 70 milhões de toneladas, mais do que cresceu toda a oferta de GRÃOS e fibras no Brasil - fosse absorvido internamente, estagnando as exportações nos níveis do ano 2000. "O etanol também limitou o potencial de crescimento da soja, que disputa área com o milho, e a competitividade da carne americana", afirma Nassar.

Com isso, os americanos abriram espaço para o Brasil. Segundo dados da OMC, os EUA viram sua participação nas exportações agrícolas globais cair de 13% para 10,2% entre 2000 e 2009. Já a fatia do Brasil cresceu (embora ainda seja tímida) de 2,8% para 4,9%. "Brasil e EUA estão hoje muito próximos em competitividade. Mas, na margem, os americanos têm dificuldades para crescer, o que é uma enorme vantagem para o Brasil nessa disputa", diz Nassar.

Fonte: VALOR ECONÓMICO -SP