Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CBOT: Futuros da soja atingem pior patamar em seis meses

A Bolsa de Chicago opera no pregão regular desta quinta-feira com fortíssimas baixas para o complexo de grãos. Às 13h59 (horário de Brasília) os futuros da soja atingiam o pior patamar em seis meses na CBOT, perdendo mais de 25 pontos no contrato novembro/11 que cedia a barreira dos US$13 por bushel. No mesmo horário, o milho também operava no vermelho com retração de 21 pontos nos principais vencimentos, após um fraco desempenho nas vendas líquidas semanais. Pressionado pelas demais commodities e pela concorrência entre Rússia e EUA, o trigo também trabalha em solo negativo, amargando de 18 a 24 pontos de queda nos contratos mais importantes.

Para analistas, as quedas acentuadas dos grãos refletem o pessimismo que toma conta do mercado financeiro mundial, com investidores eliminando ativos de risco, como as commodities agrícolas. O anúncio do Fed (Banco Central dos EUA) de manter a taxa básica de juros entre zero e 0,25% ao ano e comprar US$ 400 bilhões em títulos do tesouro americano até junho de 2012, não foi visto de forma positiva pelo mercado, que esperava medidas mais firmes do órgão americano. Segundo boletim do Fed, a expectativa é que haja uma retomada no processo de recuperação na economia do país, mas isso deve acontecer gradualmente.

Os futuros dos grãos operam ainda nesta quinta-feira diante da falta de fundamentos próprios e sob pressão da forte alta do dólar, que trabalha com alta de 3%, cotado ao R$1,92.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou números sobre as exportações de grãos no país até o dia 15 de setembro. De acordo com o relatório, o volume embarcado de soja somou 404,4 mil toneladas no período. A expectativa inicial ia de 200 a 800 mil toneladas.

Para o milho, o volume também ficou dentro das estimativas que iam de 400 a 900 mil toneladas. O grão registrou 598,10 mil toneladas exportadas para o ano comercial 2011/12.

Já para o trigo, as vendas líquidas norte-americanas ficaram em 679.500 toneladas na semana encerrada em 15 de setembro, contra 413.500 toneladas na semana anterior.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Dólar mais do que compensa queda das commodities

A valorização do dólar em relação ao real, que ganhou força em setembro, até agora impediu a queda dos preços domésticos das principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil, que perderam sustentação nas bolsas internacionais nas últimas semanas em decorrência das turbulências financeiras em países desenvolvidos.

Mais do que isso: os preços de exportação de produtos como soja, milho, café e açúcar estão até mais elevados do que no fim de agosto, quando as incertezas em relação à economia global tornaram-se ainda maiores, amplificaram as dúvidas sobre o futuro da demanda e abriram espaço para o fortalecimento da moeda americana no mercado externo.

Para os produtores brasileiros que exportam e temiam que a crise no Hemisfério Norte provocasse uma baixa das cotações que reduzisse suas atuais margens de lucro elevadas, trata-se de uma boa notícia, que inclusive já acelerou as vendas antecipadas da colheita da safra que começou agora a ser plantada (2011/12). Do ponto de vista do combate à inflação, porém, ainda não há refresco à vista nesse fronte. Com a disparada de ontem, o dólar passou a acumular alta superior a 15% em relação ao real neste mês.

Produto com maior peso nas exportações agrícolas do Brasil, a soja fechou a quarta-feira em queda de 1,3% na bolsa de Chicago, cotada a US$ 13,32 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos). Com mais esse recuo, os futuros de segunda posição de entrega do grão (normalmente os de maior liquidez) passaram a acumular baixa de 8,6% em setembro. Apesar disso, o preço da oleaginosa convertido em reais ficou 5,2% mais alto no período. "Os preços praticados no Brasil estão acima dos picos de agosto", diz Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja.

Atraídos pelos preços favoráveis, os agricultores aceleram a comercialização da próxima safra. De acordo com Sartori, os gaúchos já comprometeram aproximadamente 20% da produção que será entregue em maio de 2012, um resultado excepcional em um Estado onde as negociações antecipadas de soja são uma prática pouco comum. "Mais da metade desse volume foi comercializado nas últimas semanas. A alta do câmbio compensou até mesmo a queda dos prêmios pagos nos portos", observa. Segundo ele, há um ano nem 10% da safra do Estado havia sido negociada.

Fenômeno semelhante é observado em Mato Grosso, onde a cultura das vendas antecipadas é arraigada. Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, associação que representa os produtores do Estado, calcula que metade da safra 2011/12 do Estado já foi comercializada, ante pouco mais de 30% em igual período do ano passado. Mais de um terço desse volume foi negociado neste mês.

O milho é outra commodity cujos preços resistem a cair, mesmo com a colheita da safrinha no Paraná. Em setembro, os futuros do grão recuaram 8,9% em Chicago, mas acumulam alta de 4,8% no mês na conversão para a moeda brasileira. Ontem, a commodity caiu 0,56% na bolsa americana, para US$ 6,99 por bushel (27,2 quilos), menor preço de fechamento desde 10 de agosto. Em compensação, o indicador Cepea/Esalq para o milho no mercado físico está no maior nível desde fevereiro, a R$ 31,65 por saca, alta de 3,94% no mês.

Historicamente, os preços domésticos do milho são pouco influenciados pelo comportamento do câmbio e do mercado externo, já que o Brasil sempre teve uma participação tímida no mercado internacional do grão. Mas o rápido aumento dos embarques nos últimos anos fez com que o cenário interno fosse cada vez mais influenciado pelo sobe-e-desde do preço oferecido aos exportadores. Sintoma dessa mudança, as vendas antecipadas de milho no Mato Grosso, que praticamente inexistiam até o ano passado, somavam 33% até o fim de agosto. Estima-se que, três semanas depois, estejam próximas de 50%. "É muito possível que, a essa altura, tenhamos vendido mais milho do que soja em Mato Grosso", afirma um trader.

O efeito cambial também é sentido nos mercados de café e açúcar, que desde o início do mês acumulam queda de 11,5% e 10,3%, respectivamente, em Nova York. Em moeda local, o café acumula alta de 1,9% e o açúcar, 3,3%, no mesmo período. Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercados, pondera que a alta do real é um dos fatores que ajudam a pressionar os preços das commodities agrícolas lá fora, devido à posição do Brasil no tabuleiro. "A alta do dólar estimula as exportações, e os preços internacionais se ajustam a esse aumento de oferta".

No entanto, o ritmo da queda nos preços internacionais é insuficiente para fazer frente à erosão do câmbio, diz Fábio Silveira, da RC Consultores. Para ele, o resultado "inevitável" dessa equação será um aumento da inflação no Brasil. "O recuo dos preços internacionais ainda é muito tímido perto desse salto do dólar."

Fonte: Valor Económico

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sob pressão do mercado financeiro, soja trabalha no vermelho em Chicago

Os futuros dos grãos operam em queda no pregão regular desta quarta-feira na CBOT refletindo o temor do mercado financeiro com a crise da Europa, e também com rumores de que a reunião do Banco Central do EUA (FED) não deverá trazer medidas concretas para sanar o problema da recessão que ameaça a economia norte americana. A forte valorização do dólar, que já rompeu a marca de 1,80 real também pressiona os futuros da oleaginosa.

Às 15h04 (horário de Brasília) as perdas na soja computavam 11 cents, depois de um fechamento no noturno com pequenas altas. Para os principais vencimentos, os ganhos no noturmo foram de 1,5 ponto. Já o milho trabalha no pregão com volatilidade e pequenos ganhos no mesmo horário. De acordo com o analista de mercado da New Edge Consultoria, Daniel D´Ávila, a demanda mais aquecida por etanol de milho nos EUA tende a deixar as cotações do grão um pouco mais sustentadas. Já o trigo trabalha com recuo de 3 cents nos principais contratos.

Sem novidades no campo fundamental, o pregão eletrônico para a soja foi de movimentos técnicos que pareceu apontar uma fase de consolidação das cotações. Mas, no momento, o que prepondera é o peso do mercado financeiro.

Recuperação com fundamentos

Depois de amargar fortes perdas na semana passada, os futuros dos grãos encontraram leve sustentação nos últimos pregões desta semana diante dos números de queda nas lavouras de soja em condições boas/excelentes norte-americanas divulgados no último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) do dia 19.

Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

Demanda chinesa pode oferecer suporte aos preços da soja, garantem traders

Após o tombo de segunda-feira, os contratos futuros de segunda posição de entrega da soja (janeiro de 2012) fecharam com ganhos modestos ontem na bolsa de Chicago. Os papéis subiram 2 centavos de dólar em relação à véspera e encerraram a sessão negociados a US$ 13,4875 por bushel. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires não se mostraram surpresos com o comportamento dos preços, já que sazonalmente é tempo de aumento da oferta global por causa da colheita no Hemisfério Norte. Mas há uma expectativa de que a demanda da China voltará a crescer, o que pode oferecer suporte extra ao mercado. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 45,03, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

Fonte: Valor Económico

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Impacto do câmbio sobre inflação divide economistas

A desaceleração do ritmo de alta dos preços dos alimentos nos índices de atacado e o impacto da recente valorização do dólar dividem a opinião dos analistas sobre a trajetória da inflação brasileira neste quadrimestre. No conjunto, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mostrou aceleração e passou de 0,32% para 0,52% entre o segundo decêndio de agosto e o de setembro. Em contrapartida, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) agropecuário, que ditava o avanço dos IGPs desde julho, ficou estável entre uma leitura e outra (passou de 1,31% para 1,33%), repetindo o movimento de acomodação já registrado no IGP-10.

Segundo o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), Salomão Quadros, os alimentos processados apresentaram desaceleração mais importante, o que, no início de outubro, pode começar a se refletir nos preços do varejo. Na avaliação da FGV, a desaceleração dos alimentos ficou evidente na segunda prévia do IGP-M, divulgada ontem. Os alimentos processados, subgrupo dos bens finais, passaram de alta de 3,07%, na segunda prévia de agosto, para 1,25% em igual período de setembro

Analistas consultados pelo Valor concordam que a medição mostra certa acomodação dos preços agropecuários e de alimentos processados, mas divergem sobre a duração do movimento. Alguns não veem a inflação dos alimentos com preocupação e acreditam que o pico desses preços será atingido em setembro. Outros economistas destacam a desvalorização do câmbio como propulsor das altas no grupo nos próximos meses, que chegarão via commodities.

Na visão de Fábio Romão, da LCA Consultores, e Thiago Carlos, da Link Investimentos a alta dos alimentos no atacado deve permanecer próximo do registrado na prévia do IGP-M nos próximos meses. "Os alimentos chegaram a um certo limite", diz Carlos. "Eles não devem se acelerar mais do que isso. O preço das carnes não deve mais subir tanto e os alimentos in natura já subiram o que tinham que subir." Na atual medição do IGP-M, as hortaliças e legumes tiveram queda de 2% no varejo, contra deflação de 5,18% no segundo decêndio de agosto. Já o preço das frutas passou de alta de 2,18% para 6,12%, e o das carnes bovinas, de 0,05% para 1,45%. Os três itens tiraram os alimentos de queda de 0,13% para avanço de 0,85%.

Romão acredita que o IPA agropecuário não ultrapasse 1,5% até o fim do ano, ao passo que os alimentos dentro do IPCA devem registrar taxas acima do indicador geral, mas relativamente estáveis. "Há risco de repiques, porque os preços desses produtos são voláteis. A questão é se ele prepondera. Na nossa avaliação, não."

Os dois analistas também destacam as commodities como outro ponto que jogará a favor da inflação dos alimentos neste fim de ano. Segundo o economista da LCA, os sinais de desaceleração da atividade global indicam que o preço das matérias-primas deve continuar "andando de lado", o que terá efeito desinflacionário nos alimentos. "Não quero dizer que os preços das commodities vão despencar, mas que vão moderar as altas". "Houve desaceleração das commodities em agosto e parece que isso continua em setembro. Não acredito que tenha mais pressão vindo dos preços agropecuários, pelo menos neste fim de ano", diz Carlos.

Esse não é o cenário com o qual trabalha o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Em sua avaliação, a recente desvalorização do câmbio, que atingiu R$ 1,78 ontem, "colocará lenha na fogueira da inflação" dentro de, no máximo, 60 dias. "As commodities continuam com tendência de relativo declínio ao longo dos próximos meses, o problema é que a taxa de câmbio mudou de patamar e, seguindo mais alta, significa encarecimento quase imediato dos alimentos no atacado."

Silveira não revisará suas projeções de curto prazo enquanto não se confirmar o novo patamar da taxa de câmbio, mas afirma que, caso continue entre R$ 1,70 e R$ 1,80 nas próximas duas semanas, não só os preços agropecuários vão subir. "A trajetória em 12 meses dos IGPs e IPCs pode voltar a ser ascendente e contaminar contratos."

A analista Alessandra Ribeiro, da Tendências, também espera mais inflação, como consequência das mudanças recentes no cenário externo. Em estudo divulgado para os clientes da consultoria, Alessandra cruza dados de câmbio e preços de commodities em dólares para verificar quanto os preços dos produtos básicos têm variado em reais. O resultado, diz Alessandra, é que "se há um viés, é inflacionário para a economia brasileira".

Entre 31 de julho e 5 de dezembro de 2008, período de explosão da crise mundial, o índice CRB, que mede preços das commodities cotadas no mercado global, despencou 35%. Se somado à oscilação de preços do petróleo, o CRB, em dólares, caiu 68,2%. No mesmo período, o real sofreu desvalorização de 59,6% frente ao dólar. Assim, o CRB em reais passou por elevação de 3,64% no período, resultando, segundo Alessandra, em alta de 0,15 ponto na inflação, à época.

Dessa vez, entre o fim de julho e 14 de setembro deste ano, o "CRB ampliado" (contando o petróleo) caiu apenas 3,4% em dólar, e o real se desvalorizou em 11% em relação ao dólar. O CRB em reais passou por uma alta de 7,97% no período, resultando em incremento de 0,32 ponto na inflação.

O efeito inflacionário, em 2011, decorre do fato de a desvalorização do real ter sido muito superior à queda nos preços das commodities. "Pelos canais de atividade, crédito e confiança, nota-se uma desaceleração em curso, mas nada que aponte uma desaceleração magnificada pela crise internacional", escreve Alessandra no relatório. Para ela, é "pouco provável" que o recrudescimento da crise internacional acabe gerando queda na inflação brasileira. (Colaborou Marta Nogueira, do Rio)


Fonte: VALOR ECONÓMICO -SP

China deverá importar 5% a mais de soja no ano que vem

As importações chinesas de soja podem crescer pelo menos 5% no próximo ano, impulsionadas pela crescente demanda dos criadores de aves e suínos, combinada com a ênfase na busca de autossuficiência em milho, disse a Associação Americana de Soja nesta segunda-feira.

A China, o maior importador global de soja, deve importar cerca de 57 milhões de t no ano até 31 de agosto de 2012, contra 53 e 54 milhões de t estimadas no ano anterior, disse Danny Murphy, da Associação Americana de Soja.

"Eles estão aumentando com tal ritmo e com tamanha força, que eu esperaria que as compras cresçam, pelo menos, a um ritmo de 5% ou mais." "A (a indústria chinesa de) carne suína é enorme consumidora de milho e de farelo de soja. A indústria de carne de frango está se desenvolvendo e a demanda está crescendo".

A produção global de soja em 2011/12 deve atingir 265 milhões de t, segundo projeções da Oil World, com a safra dos EUA em 11/12 prevista para cair a 88,5 milhões de t, versus 90,6 milhões de t de 2010/11. Perto de 60% das exportações de soja dos Estados Unidos seguem para a China, seguido por México, Japão e Taiwan. "Parece que a China está tentando se tornar autossuficiente em milho -por isso, coloca mais ênfase na produção do milho e reduz a área com soja", disse Murphy. "Nos últimos quatro anos, eles provavelmente reduziram a produção de soja na China em três, quatro milhões de t".

A China, tradicionalmente autossuficiente em milho, importou mais de 1,5 milhão de t em 2010, em sua primeira importação em mais de quatro anos, depois que uma seca afetou severamente a safra local.


Fonte: Reuters

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Soja despenca mais de 27 pontos na abertura em Chicago

Os futuros da soja despencam na abertura do pregão regular desta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Os preços da oleaginosa não resistem a forte alta do dólar índex que desafia os 78 pontos. Às 11h57 (horário de Brasília), a soja perdia mais de 27 pontos no contrato maio/12.

Milho e trigo também trabalhavam com fortes quedas, perdendo 14 e 18 pontos, respectivamente, nos principais contratos. De acordo com a Bloomberg, na semana passada os preços do milho atingiram o nível mais negativo em três meses e o trigo registrou a oitava queda seguida em nove pregões.

Segundo analistas, os preços do complexo de grãos operam hoje sob forte pressão da crise na economia europeia com investidores aumentando sua aversão ao risco e liquidando posições ante uma possível saída da Grécia do bloco europeu. Desde as 12h (horário de Brasília) ministros gregos, membros da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) encontram-se reunidos em busca de uma solução para a dívida grega. Pela manhã, as principais Bolsas do Velho Continente trabalhavam em queda à espera da reunião.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Situação grega preocupa e bolsas da Ásia fecham em queda

Os mercados asiáticos encerraram em baixa nesta segunda-feira (19), com a renovação das preocupações com a dívida grega e a situação na Europa como um todo. Os investidores também ficaram no aguardo do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), marcado para esta semana, na expectativa de medidas para estimular a economia americana.

Mereceu atenção ainda o movimento das ações do setor financeiro e de empresas ligadas a matérias-primas, como HSBC, National Australia Bank, PetroChina, China Coal Energy e BHP Billiton.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 2,76%, para 18.917,95 pontos. O S&P/ASX 200, da Austrália, declinou 1,64%, ficando em 4.081,50 pontos. Em Seul, o Kospi terminou aos 1.820,94 pontos, com recuo de 1,04%. O Shanghai Composite, de Xangai, diminuiu 1,79%, ficando em 2.437,79 pontos.

A praça de Tóquio não operou devido a feriado.


Fonte: Valor Online

Para analistas, R$ 1,70 é o novo patamar do dólar

A repentina valorização do dólar frente ao real reflete tanto a expectativa do mercado por juros menores no País, diante da nova política monetária do Banco Central, quanto a insegurança em relação à crise financeira na Europa, que tem fortalecido a moeda americana também frente ao euro. Apesar de o momento ainda ser de volatilidade, é possível que o dólar tenha encontrado novo e definitivo patamar, ao redor de R$ 1,70.

No entanto, analistas afirmam que não há espaço para uma desvalorização maior do real, em razão das commodities ainda fortes e da percepção de risco baixo da economia brasileira, o que atrai investimentos.

"A média dos preços de commodities ainda é alto. Isso sustenta o câmbio no Brasil, evita uma desvalorização maior. E o número impressionante de investimento direto estrangeiro, de US$ 70 bilhões de dólares até o fim do ano, bem acima do déficit de conta corrente. O Brasil está conseguindo financiar com facilidade seu déficit e as reservas vão continuar crescendo. Então, não vejo muito espaço para o câmbio se valorizar de forma acentuada, como em 2008 e 2009", disse Carlos Langoni, ex-diretor do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.

Outra razão que poderia evitar uma queda mais brusca do real seria a ameaça do impacto da valorização do dólar sobre a inflação, levando o governo a agir para amenizar uma subida acentuada da moeda americana. "Permitir uma desvalorização cambial acentuada seria um tiro no pé em termos de inflação", completou o ex-diretor do BC.

Em duas semanas, o dólar acumulou uma sequência de dez dias consecutivos de alta, com uma valorização de 8,45%. Na última quarta-feira, a moeda americana no balcão atingiu a cotação de R$ 1,720, maior nível do ano.

Na sexta-feira, após cinco grandes bancos centrais (Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco do Japão e Banco Nacional da Suíça) anunciarem um acordo para aumentar a liquidez em dólares do sistema financeiro europeu, a moeda apresentou queda mais expressiva. A ação coordenada injetou algum otimismo ao mercado, fazendo o dólar perder força frente ao euro, mas, no Brasil, a moeda dos EUA ainda se sustentou acima de R$ 1,70.

Com base no cenário delineado para a inflação de setembro a novembro, analistas de mercado acreditam que o Banco Central terá de mudar o foco da avaliação de que a crise internacional, para o Brasil, será deflacionária. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, a tese do BC e do Ministério da Fazenda pode estar equivocada porque a crise desta vez é diferente de 2008, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers.

Daquela vez, lembra o economista, a crise se disseminou pelo mercado de crédito, que travou com a escassez da liquidez internacional. Isso levou a uma queda da demanda global, resultando na redução expressiva dos preços das commodities. Com os preços internacionais baixos, todo o aumento do dólar, de quase 55% na época, foi compensado.

"Desta vez, a crise não impactou o crédito e a China está aí, demandando commodities. Com o câmbio se apreciando e os preços das commodities subindo, talvez tenhamos uma pressão sobre os alimentos."

"(O dólar) vai se manter pelo menos em R$ 1,70, não tenho dúvida", afirmou o economista Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). "Não é ideal, mas é temporariamente aceitável, porque temos que olhar também o aspecto da inflação. O ideal seria entre R$ 2 e R$ 2,20, mas (R$ 1,70) é um patamar compatível com a nossa economia, para a indústria respirar um pouco mais aliviada e evitar uma enxurrada de importações baratas."

Se num primeiro momento o movimento dos BCs para garantir liquidez em dólares foi bem recebido, há quem veja a medida como uma reafirmação da complexidade do cenário de crise. "Esse acordo, em uma análise mais macro, é péssimo. É um sinal de problema de liquidez, as companhias começam a remeter de volta para a matriz para cobrir rombo e ainda assim o governo tem que injetar dinheiro. É muito similar a 2008, quando o dólar foi a R$ 2,40", avaliou Italo Abucater, gerente da mesa de dólar da corretora Icap Brasil.

Um dos gatilhos para a valorização acentuada do dólar foi a decisão do Banco Nacional da Suíça (SNB), no último dia 6, de estabelecer um piso para a cotação do euro em relação franco suíço: 1,20 franco para cada euro. Na prática, a Suíça acabou com a política de câmbio flutuante. "A atual sobrevalorização exagerada do franco suíço representa uma grave ameaça para a economia suíça e traz o risco de um desenvolvimento deflacionário", disse o SNB na época.

A decisão do BC suíço levou à alta do dólar ante o franco e acabou repercutindo também no iene, que caiu em relação à moeda americana. A duas moedas vinham atraindo investidores em busca de uma aposta mais segura em tempos de crise econômica.

No Brasil, agora com juros menores mas ainda com a taxa em patamar alto, os investimentos especulativos tornaram-se menos rentáveis, uma vez que o governo já tinha tomado medidas para tentar conter a lucratividade desse tipo de operação. "Com a cobrança de IOF mais a queda nos juros, o dólar vai ficar em torno de R$ 1,70", disse Abucater.


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dólar fecha na maior alta do ano: a R$ 1,731

O dólar comercial voltou a fechar em sua cotação mais alta do ano, a R$ 1,731, o que representa um aumento de 1,28% sobre o fechamento de ontem. Trata-se do maior preço desde 23 de novembro de 2010.


Fonte: Só Notícias