Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Esmagamento nos EUA em junho fica abaixo das expectativas, aponta Census Bureau

O volume de soja esmagado pelas indústrias norte-americanas em junho foi de 3,38 milhões de toneladas, de acordo com informações do Census Bureau.

O boletim divulgado nesta quinta-feira pelo instituto apontou números abaixo das expectativas do mercado, que eram de 3,40 milhões de toneladas.

Em maio, o volume processado da oleaginosa ficou em 3,48 milhões de toneladas e, em junho de 2010, foram esmagadas 3,52 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Queda do dólar afeta competitividade em Mato Grosso

A nova queda do dólar – que na terça-feira despencou para R$ 1,53, a menor cotação desde 1999 – vai afetar drasticamente as exportações mato-grossenses. Apenas o setor importador será beneficiado com a desvalorização da moeda norte-americana, que pode chegar a R$ 1,50 nas próximas semanas, segundo análises do mercado.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Jandir Milan, diz que o câmbio ao nível atual desestimula os exportadores, que perdem competitividade com preços dos produtos mais baratos ao converter a moeda para o real. Ele diz que a situação atual poderá inviabilizar as exportações. “Já vínhamos de perdas, agora estamos trabalhando no limite. Se o dólar cair mais, os exportadores não terão condições de sustentar os contratos já firmados e isso pode ter outras conseqüências”, afirma Milan. O setor industrial responde por cerca de 40% das exportações totais do Estado, representados por produtos manufaturados como óleo de soja, carnes, açúcar, couro, indústria madeireira e outros.

Segundo o economista e consultor Carlos Vitor Timo Ribeiro, a nova queda do dólar vai aumentar as perdas cambiais do Estado, que ocorrem quando se exporta em dólar. “Como o exportador não usa dólar no Brasil, ele tem de converter em reais. E, quanto menos valorizado o dólar, maior a perda”, explica. Na última análise realizada pelo economista, as perdas cambiais acumulavam R$ 800 milhões no primeiro trimestre. Ele estima que as perdas até à segunda quinzena de julho já ultrapassam a R$ 1 bilhão, cifras que deixaram de entrar no Estado e circular na economia local.

O impacto negativo do dólar não está apenas na queda das exportações e no faturamento das empresas atingidas. “Os problemas do câmbio desfavorável já entraram na pauta permanente do setor, cujas companhias precisam constantemente rever seus indicadores e gestão, para manterem-se competitivas, produzindo cada vez mais, garantindo os empregos de todos os colaboradores e a sustentabilidade do negócio. E tudo isso seguindo as regras cada vez mais exigentes do mercado”, enfatiza o gestor Paulo Henrique Caldeiras.

Para o economista Benedito Dias Pereira, doutor em Economia Agrícola e professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), quando ocorre uma queda no câmbio, “temos duas conseqüências imediatas: o desestímulo às exportações e o incentivo às importações”. Como a economia de Mato Grosso é primária, a medida acaba prejudicando os bens e produtos exportados. “Quando a exportação é convertida em dólar, temos uma quantidade menor de recursos em reais. Isso gera menor receita para o exportador. O lado bom é para quem importa e para quem tem dívida dolarizada. Mas, no caso de Mato Grosso, a medida acaba sendo mais maléfica do que benéfica, uma vez que as nossas exportações são mais significativas e impactam de uma forma mais drástica o resultado da balança comercial”.

Na opinião do economista Manuel Martha, dólar desvalorizado não é bom para o agronegócio, mas uma “oportunidade” àqueles que precisam comprar equipamentos novos, importar insumos, renovar o parque industrial. “O câmbio realmente está muito baixo, mas ainda é sustentável, dá para conviver”, diz, lembrando que os preços das commodities estão bons e isso, de certa forma, compensa o peso do câmbio. “Acho que é hora de comprar insumos e equipamentos, pois acredito que isso pode compensar a perda atual no futuro”.

VAREJO - Para o comércio, a queda do dólar é bem-vinda. “A desvalorização, felizmente, influencia de forma positiva os negócios do comércio de tecidos e confecções, que mais importam do que exportam”, avalia o vice-presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), Roberto Peron. Os importados respondem por 20% dos produtos têxteis vendidos no comércio local. Perón diz que a medida estimula as importações e incentiva a queda dos preços para o consumidor.

MEDIDAS – Depois de dois dias com o dólar ladeira abaixo, o governo federal anunciou medidas de contenção que surtiram efeito no mercado. Ontem, após acumular queda 2,3% desde quinta-feira retrasada, subiu 1,3%, ao fechar em R$ 1,55.

O governo federal publicou ontem medida provisória que permite a taxação em até 25% de operações de derivativos feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. A cobrança do Imposto sobre Operações de Crédito se dará sobre o valor da operação. A MP, também autorizou a imposição de depósitos sobre os valores dos contratos. As medidas têm como alvo as operações com derivativos cambiais, que têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.


Fonte: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Soja e milho sentem pressão da turbulência no clima e na economia dos EUA

A atuação do clima nos Estados Unidos segue bastante aquecida no mercado da soja e do milho na Bolsa de Chicago. Ontem, depois de fecharem com altas de dois dígitos por conta da piora das condições das lavouras no país, os preços da soja e do milho recuam nesta quarta-feira com a previsão de chuvas.

Embora ainda se espere que o intenso calor volte a castigar as plantações norte-americanas, o que as cotações refletem hoje é a previsão de novas chuvas no Meio-Oeste dos EUA, a principal região produtora do país. Analistas acreditam que o estresse pelo qual a produção vem passando poderia ser minimizado com essas precipitações, evitando números como os que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou na última segunda-feira (24), informando um recuo do índice de lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições.

Paralelamente aos fatores fundamentais, as incertezas que assombram o cenário econômico nos Estados Unidos também exercem uma pressão negativa no mercado de grãos em Chicago.

O Congresso americano tem até o dia 2 de agosto para elevar o teto da dívida nacional, atualmente em US$ 14,3 trilhões. Caso isso não aconteça, os EUA correrão o risco de não ter dinheiro para honrar o serviço da dívida, o que poderia ocasionar um default (calote), gerando um sério impacto na economia mundial.

Até agora, o presidente Barack Obama e os líderes republicanos no Congresso falharam em alcançar um acordo para elevar o limite da dívida e aprovar um grande pacote para reduzir o déficit público. Os políticos vêm condicionando a elevação do teto da dívida a cortes nos gastos.

Alguns analistas afirmam ainda que os EUA podem perder seu rating AAA mesmo se o Congresso alcançar um acordo para elevar o teto da dívida nacional.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Governo taxa derivativos para conter queda do dólar

O governo publicou nesta quarta-feira (27) Medida Provisória no Diário Oficial que permite a taxação em até 25% operações de derivativos feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. A medida entra em vigor hoje.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia acenado com a possibilidade de adoção de medidas para conter a especulação no mercado futuro. Nesta terça-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília, ele afirmou que medidas cambiais combinadas com ações na área comercial seriam adotadas no Brasil para combater os efeitos de desvalorizações cambiais "artificiais" de moedas estrangeiras. Ele chegou a dizer que não iria deixar a guerra cambial derrotar o país.

Economistas também já haviam alertado que as operações dos bancos no mercado futuro de dólar têm contribuído para a baixa cotação. Tanto que em junho, segundo eles, houve mais saída do que entrada de recursos no Brasil, no valor de US$ 2,55 bilhões, e, mesmo assim, o dólar recuou para R$ 1,55.

A medida tem como alvo as operações com derivativos cambiais, que, mesmo sendo operações no mercado futuro de dólar, têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.

Os derivativos são instrumentos financeiros que podem ser usados de diferentes maneiras. Uma delas funciona como se fosse um seguro de preço e tem como objetivo proteger o investidor contra variações de taxas, moedas ou preços. Para ter proteção contra as variações do câmbio, por exemplo, os investidores podem optar por uma operação de derivativos. No caso de empresas, esse tipo de derivativo cambial busca proteger as exportações contra a desvalorização excessiva do dólar.

A MP autorizou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas para negociação de contratos de derivativos. Além da fixação dos depósitos sobre os valores de referência dos contratos, o CMN poderá definir limites, prazos e outras condições sobre negociação dos derivativos.

Dólar em queda
Na terça-feira, pelo sexto dia seguido de baixa, a divisa americana fechou vendida a R$ 1,538, em baixa de 0,35%. Na mínima do dia, o dólar chegou a ter queda de cerca de 1%, a R$ 1,5284. A taxa Ptax, usada como referência para contratos futuros e outros derivativos, fechou a R$ 1,5345 para venda, em queda de 0,67%.

Embora agrade aos consumidores e turistas brasileiros que podem gastar mais nas compras em viagens para o exterior com o dólar barato, a acentuada desvalorização da moeda americana em relação ao real prejudica os exportadores, que passam a ganhar menos nas vendas para outros países.

Ingresso de dólares
O ingresso de dólares na economia brasileira somou US$ 750 milhões na semana passada, segundo números divulgados nesta terça-feira (26) pelo Banco Central. Já no acumulado deste ano, a entrada de dólares na economia brasileira chegou à marca dos US$ 50 bilhões.

O resultado semanal, no entanto, registrou queda frente à forte entrada de US$ 8,6 bilhões verificada na semana anterior, ocasionada pela medida do BC que obrigou os bancos a reduzir sua posição vendida no mercado de câmbio.


Fonte: Do G1, com informações de agências

terça-feira, 26 de julho de 2011

Depois de dados do USDA, soja volta a subir na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago parecem sinalizar uma recuperação nesta terça-feira. Os preços fecharam o pregão noturno com leves altas refletindo os dados do relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado no final da tarde desta segunda-feira (25) e estendem seus ganhos para a sessão diurna.

Segundo os dados reportados pelo departamento, o índice de lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições voltou a cair, o que deu um certo impulso às cotações.

De acordo com informações, o calor da última semana mal tratou as plantações do Meio-Oeste norte-americano e deixou os traders, novamente, preocupados com o futuro da safra dos EUA.

O boletim apontou que até o domingo (24), as plantações de soja em boa forma somavam 62% da área que já emergiu. Os números ficaram 2 pontos percentuais abaixo do registrado na semana passada e é 5% menor do que o dessa mesma época do ano passado.

No caso do milho, as lavouras em boas ou excelentes condições somavam 62%, recuando 4 pontos em relação à semana anterior. A média dos últimos cinco anos é de 64% e, em 2010, nessa mesma época, o somatório era de 72%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Presidente da Petrobras diz que preço da gasolina pode aumentar

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse em entrevista ao Jornal da Globo, nesta segunda-feira (25), que a capacidade de produção de gasolina chegou ao limite no país, e que, com tanta demanda, o preço pode aumentar.

Gabriellli afirmou que, com o aumento da venda de carros flex e a diminuição da produção de alcool, a solução, por enquanto, é importar gasolina. A capacidade de refino da Petrobrás, segundo ele, atingiu o limite. Entre os projetos da empresa está a construção de mais quatro refinarias, que começam a entrar em operação a partir do ano que vem.

“Chegamos a uma situação bastante diferenciada em 2010 e 2011, que é o aumento acelerado da demanda de gasolina. Com a crise do etanol e com a venda de carros flexiveis, flexfuel, que podem usar a gasolina e o etanol, houve um aumento grande da demanda de gasolina. Tivemos aumento de 19% da demanda de gasolina em 2010, que fez com que nossa capacidade de produção de gasolina chegasse ao limite. Nós estamos praticamente no limite das nossas refinarias hoje existentes para a produção de gasolina”, afirmou Gabrielli.

Aumento e importação
O presidente da Petrobras admite ainda que, com tanta demanda, pode aumentar o preço da gasolina, que está congelada desde 2009.

“Enquanto isso vamos trazer importação. Não tem dúvida. Nao vai faltar gasolina no Brasil. Nós provavelmente vamos precisar ajustar o preço doméstico. É um processo que depende essencialmente do comportamento do mercado internacional”, afirmou.

Plano de investimento
Gabrielli falou também sobre o plano de investimento da companhia. Segundo fontes do mercado, foram três tentativas de a empresa aprovar o plano de investimento, na última sexta-feira (22). Essa indecisão, que durou meses, ajudou a deixar os investidores inseguros e as ações da Petrobras continuaram caindo: cairam 14 % este ano e 34 % desde 2010.

O presidente da Petrobras diz que as ações da empresa já dão sinais de recuperação, e nega que houvesse uma expectativa de investimentos maiores.

No plano, pela primeira vez, a Petrobras pretende vender ativos ou participações acionárias em empresas para gerar um caixa de US$ 13,6 bilhões para o pagamento de dívidas.

“Temos três tipos de atuação basicamente. Uma primeira que é a busca de parceiros para atividades de exploração e produção no Brasil e no exterior. A segunda é buscar sócios para empresas que nós somos sócios, e, portanto, podermos ampliar a participação de outros sócios, reduzindo nossa participação nessas empresas. E o terceiro, como já disse, é a melhoria da gestão do nosso caixa.Nós podemos substituir padrões de garantia por recursos que não sejam monetários; podemos substituir tipos de titulos que temos aplicados, que são titulos de longo prazo por titulos que têm vencimento mais curto e sobra mais recurso no caixa para financiar o investimento”.


Fonte: Do G1, com informações do Jornal da Globo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Clima melhora nos EUA e pressiona mercado de grãos

A semana começou com fortes baixas para os grãos na Bolsa de Chicago. Depois de encerrarem o pregão noturno com forte recuo, os preços da soja, do milho e do trigo estendem suas perdas para a sessão diurna e, por volta do meio-dia, já somavam perdas de dois dígitos.

A virada do clima nos Estados Unidos é o principal fator de pressão negativa para as cotações. Em dias marcados pela mudança do tempo, as condições deverão ser mais favoráveis às lavouras norte-americanas e que poderão aliviar o prévio estresse sentindo pelas lavouras na última semana.

Diante disso, os investidores se estimulam a retirar os prêmios de risco injetados anteriormente em decorrência do clima adverso que vinha castigando as plantações. Esse movimento dos traders abacam acelerando e acentuando ainda mais as perdas.

A previsão agora é de que as chuvas continuem chegando na região do Delta. Além disso, espera-se ainda uma nova massa de instabilidade que pode provocar tempestades no noroeste dos EUA.

"As previsões de um clima quente e úmido em boa parte
Meio-Oeste devem ajudar no desenvolvimento da safra, conforme a etapa de preenchimento do grão se aproxima", disse Bryce Knorr, analista da publicação agrícola Farm Futures, referindo-se à fase de que a soja se aproxima nas próximas semanas.

A safra norte-americana 2011/12 é determinante para que os Estados Unidos possam reabastecer seus estoques e tentar equilibrar os preços. Às 12h25 (horário de Brasília), a soja já registrava uma declínio de mais de 20 pontos e o trigo e o milho de mais de 15.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

EUA tentam acalmar mercados, mas ainda não há acordo para dívida

Autoridades da Casa Branca e líderes republicanos se esforçavam neste domingo para assegurar aos mercados globais que os Estados Unidos irão evitar o calote da dívida, mas os dois lados não davam sinais de estarem próximos de um acordo.

"Os líderes do Congresso têm deixado evidente --não apenas os democratas-- que não irão permitir que não cumpramos com nossas obrigações. Nós não vamos entrar em default", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, ao programa "This Week" da rede de televisão ABC.

Com a proximidade de abertura dos mercados financeiros na Ásia na segunda-feira, em algumas poucas horas, autoridades dos EUA lutavam para encontrar uma forma de ampliar o limite de endividamento dos EUA de US$ 14,3 trilhões antes do prazo limite de 2 de agosto.

O chefe de gabinete da Casa Branca Bill Dalye alertou que as negociações estavam indo em direção a "dias difíceis" e disse ser crucial para a confiança dos mercados e dos empresários que um acordo seja fechado logo.

Mas a perspectiva de um acordo era incerta, com republicanos falando em elevar o limite da dívida no curto prazo e a Casa Branca rejeitando essa ideia.

O presidente da Câmara dos EUA, o republicano John Boehner, prometeu revelar um acordo bipartidário para elevar o teto da dívida dos EUA.

Líderes republicanos querem mostrar progresso nas conversações neste domingo, antes que os pregões das bolsas asiáticas abram. O desejo é ter uma legislação sobre o tema para ser apresentada na segunda-feira.

Os EUA ficarão sem recursos para pagar os juros de sua dívida em 2 de agosto se o Congresso não elevar o limite de endividamento do país. Republicanos têm insistido que a Casa Branca precisa concordar com cortes profundos nos gastos para uma redução do deficit do país no longo prazo antes de qualquer aprovação no Congresso. As negociações se arrastam há semanas.

Autoridades da administração do presidente Barack Obama disseram que uma proposta que combinaria o aumento do limite da dívida com um plano de 10 anos para reduzir o deficit em US$ 4 trilhões ainda é uma possibilidade, apesar da decisão do presidente da Câmara na sexta-feira de abandonar as negociações com a Casa Branca sobre essa proposta.

Agências de rating disseram que poderão cortar a nota de crédito "AAA" dos EUA se o país não conseguir honrar seus pagamentos, provavelmente causando desordem nos mercados financeiros globais.

Mesmo se os EUA não entrarem em default, o rating poderá ficar sob pressão se o Congresso e o presidente falharem em acertar um plano de longo prazo de redução do deficit.

Republicano defende solução para dívida rejeita por Obama

O presidente da Câmara de Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, disse neste domingo aos membros de seu partido que pressionará para seguir adiante com seu plano para aumentar o teto da dívida em duas fases, opção que o presidente americano, Barack Obama, rejeita.

Os Estados Unidos alcançaram em maio passado o teto de endividamento de US$ 14,29 trilhões e a Casa Branca deixou claro que o Congresso deve aumentar o teto da dívida até o dia 2 de agosto. Caso contrário, o Governo ficaria sem fundos para pagar suas faturas.

"Se estamos juntos nisto, podemos ganhar [a batalha] pelos cidadãos americanos", assegurou Boehner, disseram ao jornal "The Washington Post" membros do partido republicano que participaram da teleconferência.

Boehner também defendeu sua estratégia em entrevista no programa da emissora "Fox News Sunday", no qual afirmou que "vai ter um processo em duas fases" e que "é materialmente impossível fazer tudo de uma só vez".

"O presidente está preocupado com as próximas eleições, mas não deveríamos estar preocupados com o país?", ironizou.

O governante americano se opõe ao que chamou de uma solução a "curto prazo" para estender o limite da dívida, por considerar que não é suficiente para dar segurança aos mercados.

No Estadão:

Obama renova oposição para aumentar teto da dívida dos EUA

Presidente americano teve reunião de emergência neste domingo com líderes democratas na Casa Branca

O presidente americano Barack Obama e os líderes democratas no Congresso renovaram sua oposição a um plano de curto prazo para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, disse neste domingo, 24, um porta-voz da Casa Branca.

Obama se reuniu há pouco, na Casa Branca, com o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e com a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. A reunião, em caráter de emergência, durou cerca de uma hora.

O encontro entre Obama, Reid e Pelosi ocorre em meio às intensas negociações com os republicanos para chegar a um acordo que evite uma moratória no dia 2 de agosto.


Fonte: Folha de S. Paulo/Estadão

sexta-feira, 22 de julho de 2011

China desindustrializa agronegócio dos EUA

A desindustrialização no setor agropecuário não é um fenômeno brasileiro. A presença da China nas importações de matérias-primas é tão grande que o país começa a imprimir novo relacionamento comercial no setor. Até os Estados Unidos já apresentam essa desindustrialização.

Em 1976, pelo menos 31% dos produtos do agronegócio exportados pelos EUA eram de alto valor agregado. O percentual foi crescendo e atingiu 50% no início dos anos 1990. No início da década de 2000, após ter atingido 72% em 1999, começou a perder força. Está em 61%.

Parte dessa perda de industrialização -tanto do Brasil como dos Estados Unidos e da Argentina, grandes produtores de grãos- ocorre porque os chineses impõem barreiras aos produtos industrializados, preferindo a matéria-prima para processamento em seu território.

Além disso, a industrialização chinesa tem custos bem menores. Isso dificulta a competitividade dos grandes produtores de matérias-primas em relação à China.

O Brasil também é uma dessas vítimas. A participação dos básicos brasileiros, em relação ao total das exportações, que era de 23% em 2000, já está em 47% neste ano. A comparação inclui todas as matérias-primas, e não somente as do agronegócio.

Os argentinos também sentem a mão da China. Entraram em uma pendência comercial com os chineses porque queriam exportar mais óleo processado do que grãos. A participação dos chineses no comércio de matérias-primas é tão grande que, após estarem no topo das compras de produtos exportados por Brasil e Argentina, passaram a ser os maiores importadores também dos Estados Unidos. Nos anos 1990, a China estava na oitava posição -o Japão era o líder.

Grande peso Os chineses já são responsáveis pela compra de 15% das exportações agropecuárias dos Estados Unidos. Gastaram US$ 17,5 bilhões no ano passado.

Ainda na lista Até 2009, os canadenses eram os principais importadores. Mexicanos e japoneses também estão no topo da lista.

Quanto sobe Em 1990, as compras chinesas de produtos norte-americanos no setor de agronegócio somavam US$ 818 milhões. Os números atuais indicam alta de 2.042%. Já as compras dos japoneses, então líderes naquele ano, apenas dobraram.

Soja Grande parte dos gastos dos chineses nos EUA é com a compra de soja que, neste ano fiscal (de setembro a junho), já soma 24 milhões de toneladas.

Total As importações chinesas de soja de todas as origens somaram 23,7 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano, 8% menos do que em 2010.


Fonte: Folha de São Paulo

Mercado deve registrar mais um dia de volatilidade na CBOT

A ausência de novidades de peso entre os fundamentos tem trazido bastante volatilidade ao mercado da soja. Durante o pregão notuno desta quinta-feira, as cotações trabalharam tanto no campo positivo quanto no negativo, mas acabaram fechando a sessão com um leve recuo. E já no pregão diurno, abriu os negócios sem direção definida.

A demanda pela oleaginosa norte-americana segue bastante aquecida, confirmada pelo registro de novas compras da China esta semana e pelos números sobre as exportações norte-americanas divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira.

Entretanto, a pressão de baixa vem da previsão de que o clima seja menos agressivo às lavouras nos Estados Unidos. Após uma severa onda de calor que atingiu o país, o que se espera agora são temperaturas mais baixas no Meio-Oeste norte-americano, região do Corn Belt.

"Um clima mais frio e úmido que deve chegar ao Meio-Oeste dos EUA até o fim de semana, trazendo alívio às safras, limitará o interesse por compras", disseram analistas da Stewart Peterson, em Wisconsin.

A expectativa é de que os preços da soja atuem no intervalo entre os US$ 13 e US$ 14 por bushel, sentindo a força das pressões tanto negativas quanto positivas dos fundamentos já conhecidos pelo mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes