Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA TEM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS FIRMES NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios
nesta terça-feira. A comercialização se restringiu ao Rio Grande do Sul e,
ainda assim, envolvendo pequenos lotes. Os preços oscilaram entre estáveis e
mais altos, acompanhando Chicago, mas, em sua maioria, são apenas referências
nominais.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 83,00 para R$ 84,00.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 82,50 para R$ 83,50. No
porto de Rio Grande, os preços seguiram em R$ 85.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 43,00 por saca, contra R$
83,00 de segunda. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 89,00
por saca, contra R$ 88,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$
77,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, repetindo o
preço de ontem.

Chicago

Os preços da soja subiram nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Após as quedas da segunda, fundos e especuladores retornaram à
ponta compradora. A cada recuo nas cotações da oleaginosa, os exportadores
retornam ao mercado e a boa demanda evita correções mais consistentes nos
preços.
Para completar o cenário positivo, a apertada relação entre oferta e
demanda global segue dando incentivo fundamental às cotações. Persistem as
preocupações com o tamanho da safra americana, bastante prejudicada pela forte
estiagem nos estados produtores daquele país.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 110 mil toneladas de soja em
grão para a China, a serem entregues na temporada 2012/13. Toda operação
envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão,
feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
2,75 centavos de dólar a US$ 17,32 1/2 por bushel. A posição novembro teve
ganho de 3,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,22 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 534,20
por tonelada, com alta de US$ 2,40. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 55,73 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,18
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,64%, a R$
2,0410 para compra e R$ 2,0430 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou entre
a mínima de R$ 2,0360 e a máxima de R$ 2,0520.


Fonte: Safras e Mercado.

Grãos registram mais um pregão marcado pela volatilidade na CBOT

O mercado internacional de grãos registra mais uma sessão de volatilidade na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (29). Na manhã de hoje, os preços operavam com baixas de dois dígitos, porém, por volta das 13h (horário de Brasília) a soja e o trigo já trabalhavam em campo positivo, e o milho em campo misto.

Os movimentos de realização de lucros continuam mesmo diante dos fundamentos ainda bastante positivos. Há uma expressiva participação dos fundos no mercado futuro de grãos e os mesmos têm feito essa "pausa para respirar", como tem sido sinalizado pelos analistas, depois das expressivas altas dos últimos meses que levaram os preços a patamares históricos.

Entretanto, o quadro continua dando sustentação às cotações. A oferta ainda é muito limitada e a demanda continua bastante aquecida mesmo os compradores se deparando com altos preços. Nesta terça-feira (28), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 110 mil toneladas de soja para a China e o anúncio contribuiu para esse ligeiro avanço da oleaginosa.

Além disso, o departamento ainda indicou uma leve piora - de apenas 1% - nas condições das lavouras de soja norte-americanas em seu último relatório de acompanhamento de safra. A estiagem continua no país e as poucas chuvas que chegam ao cinturão produtor são esparsas e pouco volumosas, consequentemente, insuficientes para reverter as perdas já registradas.

De acordo com o USDA, 30% das plantações estão em boas condições, 32% em situação regular e 38% em situação ruim ou muito ruim. Na semana anterior, esses números eram de 31%, 32% e 37%, respectivamente.

No caso do milho, o dia também é de bastante volatilidade e o mercado opera dos dois lados da tabela. Além disso, os traders também observam sinais, mesmo que ainda não muito expressivos, de racionamento da demanda. Além disso, as lavouras dos EUA já começam a ser colhidas e, até o último domingo, 6% da área já estavam com os trabalhos concluídas. Nessa mesma época do ano passada, a colheita ainda não havia começado.

Sobre as condições de lavouras de milho, o USDA informou que 22% apenas estão em boas condições. Entre ruins e muito ruins, estão 52% das plantações e, em situaçao regular, 26%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA FECHA COM POUCAS ALTERAÇÕES E POUCOS NEGÓCIOS

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento, com
negócios de pequeno volume se restringindo ao Rio Grande do Sul. Nas demais
praças, foram apenas preços nominais, sem movimentações. As pontas
vendedoras e compradoras ficaram bastante retraídas, com uma presença pouco
ativa no mercado.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 83,00. Na região
das Missões, o preço da saca ficou em R$ 82,50. No porto de Rio Grande, os
preços subiram para R$ 85.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 83,00 por saca, contra R$
84,00 de sexta. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 88,00 por
saca, contra R$ 89,50 da sexta. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu para R$
77,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,00, contra R$ 83,00 de sexta.

Chicago

Os preços da soja encerraram em queda nesta segunda-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Sem novidades no campo fundamental que desse
suporte para os preços, investidores realizaram lucros ao longo de todo o dia.
As chuvas nos EUA também devem favorecer o desenvolvimento da safra, embora
tardio, o que também pressionou as cotações.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 17,407
milhões de bushels na semana encerrada no dia 23 de agosto, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 21,558 milhões de bushels
(número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de 8,442
milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as
inspeções estão em 1,350,207 bilhão de bushels, contra 1,481 bilhão de
bushels no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 7,75 centavos de dólar a US$ 17,29 3/4 por bushel. A posição novembro
teve perda de 12,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,18 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 531,80
por tonelada, com baixa de US$ 1,60. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 55,91 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,33
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ganho de 0,24%,
cotado a R$ 2,0280 na compra e a R$ 2,0300 na venda. Na quinta-feira, a divisa
havia encerrado estável, cotada a R$ 2,0250.
A moeda norte-americana seguiu o desempenho que teve contra outras divisas
hoje no mercado brasileiro de câmbio. Investidores aguardam novas medidas de
incentivo a economia por parte de alguns bancos centrais e especialmente do Fed.


Fonte: Safras e Mercado.

Soja fecha com recuo de dois dígitos após liquidação de fundos

Nesta segunda-feira (27), depois de uma sessão de bastante volatilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia no vermelho. Os preços recuaram pressionados por mais um movimento de realização de lucros e terminaram a sessão com baixas de dois dígitos.

O mercado internacional parece ter tirado uma "pausa para respirar" após as intensas altas das últimas semanas e até mesmo desta segunda, quando no início do dia as cotações subiram mais de 15 pontos e o vencimento novembro/12 bateu uma nova máxima histórica de US$ 17,60 por bushel.

"A baixa dessa sessão é saudável e deve ser vista como oportunidade de compra para o médio prazo", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago.

Além disso, a correção dos preços, de acordo com Dejneka, acontece por conta de um baixo volume de operações que acabou fazendo com o mercado não fosse capaz de sustentar seus ganhos. "Os mercados não sobem em linha reta. As baixas ainda serão compradas, mas o mercado precisa respirar depois das altas de 11% das últimas três semanas no contrato novembro".

Paralelamente a esse movimento de liquidação por parte dos fundos - que assumem uma posição cada vez maior no mercado -, outro fator que pressionou as cotações em Chicago foi o recuo dos prêmios no mercado interno norte-americano.

Temendo a proximidade da tempestade tropical Isaac e os estragos que poderia causar, alguns armazéns no estado de Louisiana, ou próximos do Golfo, nos EUA, estariam paralisando suas atividades por alguns dias e isso teria pesado sobre o mercado interno, provocando uma baixa nos prêmios e refletindo nos preços na CBOT.

"Por medidas de segurança, essas empresas fecham as portas e assim se fica com menos armazéns para alocar a soja e o milho que vão começar a ser colhidos nos EUA, e isso acabou pressionando os prêmios de físico, e por consequência pressionou os preços em Chicago", disse Vinícius Ito, analista de mercado da Jefferies Bache, de Nova York.

Para Ito, o recuo da soja nesta segunda-feira foi pontual, haja visto que o cenário fundamental ainda é bastante positivo para a oleaginosa. O principal foco dos investidores continua sendo a delicada situação da oferta mundial de soja. As perspectivas sobre a disponibilidade da oleaginosa é de um potencial limitado e isso mantém o mercado sustentado, principalmente frente a uma demanda bastante aquecida.

Segundo o analista, os altos preços da soja ainda não estão sendo capazes de provocar um racionamento da demanda e, por isso, devem continuar subindo. Os valores historicamente altos não estão contendo a procura pela commodity nem no mercado externo, quanto no interno. Sobre os embarques de soja dos Estados Unidos, Ito explica que, no acumulado do ano, os EUA já embarcaram 100% das estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para este ano.

"Até a próxima semana, vai sair mais um número de exportação referente a safra velha (2011/12) que deveria ultrapassar, em termo de embarque, o USDA. E o USDA será forçado a aumentar suas estimativas para exportação da safra velha, reduzindo ainda mais os estoques de passagem e, portanto, os estoques gerais nos Estados Unidos", diz.

Na esteira da soja, o milho e o trigo também fecharam em queda nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Os grãos também realizaram lucros e, segundo analistas, no caso do milho, o desempenho ruim dos embarques semanais e das baixas nos mercados vizinhos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Soja: Mercado retoma fôlego e fecha semana com alta de dois dígitos

A soja conseguiu encerrar a semana em campo positivo. Nesta sexta-feira (24), os futuros da oleaginosa ampliaram seus ganhos e fecharam com boas altas que, nos vencimentos referentes a 2013 se aproximaram dos 20 pontos. A sustentação para o mercado continua vindo da oferta restrita e da demanda ainda muito aquecida mesmo diante de preços tão altos - os principais contratos se mantêm acima dos US$ 17 por bushel.

Como já vem sendo dito pelos analistas de mercado, as novidades sobre a demanda serão os principais fatores de estímulo para novas altas dos preços. "Há rumores de que a China teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana", disse Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge.

Além disso, o mercado vê agora também os resultados da Crop Tour Pro Farmer. A expectativa é de que os números divulgados pela expedição indiquem estimativas menores do que as do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra norte-americana. Caso isso se confirme, esses índices podem provocar novas altas nos preços.

“A tendência é de alta. Por enquanto, os preços não devem recuar e ainda temos uma demanda firme, apesar das elevadas cotações”, completou D'Ávilla.

Na contramão da soja, milho e trigo fecharam o último pregão da semana no vermelho. Os grãos deram continuidade ao movimento de realiazação de lucros que permeou os negócios durante toda a semana.

Entretanto, assim como para a oleaginosa, o milho também conta ainda com o suporte das perdas na safra dos Estados Unidos. As perdas, de acordo com consultorias e especialistas, podem ultrapassar as 100 milhões de toneladas e essas baixas vêm sendo confirmadas pelos números da Pro Farmer.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Clima seco prejudica produção de grãos ao redor do mundo

A situação da seca ao redor do mundo está se agravando a cada dia. Os Estados Unidos, a Rússia, a Índia e alguns países da Europa - entre outros - vêm sendo duramente castigados pela falta de chuvas e pelo calor intenso. Essas adversidades climáticas provocam sérias quebras de safras em importantes nações produtoras e impulsionando os preços, principalmente dos grãos, a alcançarem patamares historicamente altos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as culturas mais comprometidas são a da soja e do milho. As altas temperaturas e a escassez de chuvas nos últimos meses comprometeu a produção local e reduziu drasticamente a produtividade da oleaginosa e do cereal. Diante disso, a safra de grãos dos Estados Unidos deverá ser bem menor do que as projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A colheita de milho, segundo estimativas de consultorias, deverá registrar uma perda de mais de 100 milhões de toneladas e, no caso da soja, as perdas podem bater na casa das 20 milhões de toneladas.

Segundo informações da Crop Tour Pro Farmer, em importantes estados produtores de milho, o rendimento já chega a ser 50% menor do que o registrado no ano passado. Na Dakota do Sul, por exemplo, a produtividade foi estimada em 78,75 sacas por hectare, contra as 150 sacas de 2011. A situaçao é igualmente preocupante em Ohio, Indiana, entre outros.

O Pro Farmer vem divulgando também uma expressiva redução da quantidade de vagens nas plantações norte-americanas de soja. Em Iowa, essa baixa é de 16,6% em comparação com o ano passado e, em Minnesota, 11,2%. Outros estados também contabilizam prejuízos significativos.

Nessa semana, os resultados dessa expedição estimularam novas altas para os grãos no mercado internacional. A soja recuperou o patamar dos US$ 17 por bushel e o milho já tem os principais vencimentos valendo mais de US$ 8 por bushel.

O que os analistas de mercado esperam agora é de que os altos preços possam racionar a demanda pelos grãos. Entretanto, ainda não há sinais de um desaqueicmento dessa demanda e especialistas de mercado já divergem sobre quais serão os níveis das cotações que podem, em dado momento, desencorajar os compradores.

Nos Estados Unidos, as embarcações também sofrem com a seca. Segundo informações do Globo Rural, mais de 90 navios tiveram que interromper o transporte de cargas pelo rio Mississipi. Atualmente, pelos 60 mil quilômetros do rio passam cerca de 60% das exportações de grãos norte-americanas e 20% do carvão.

Porém, a seca intensa fez a água do rio cair para o menor nível em 50 anos. Com isso, as embarcações já reduzem em até 1/4 suas cargas para que não encalhem. Além disso, em pontos críticos, apenas um barco de cada vez pode passar e isso já tem provocado congestionamentos de até 15 quilômetros.

Rússia

As altas da soja e do milho também puxam para cima o mercado do trigo na Bolsa de Chicago. O grão vem registrando dias de expressivas altas, porém, a preocupação com a seca afetando a produção na Rússia. O país, assim como os EUA, também sofrem com uma das piores estiagens da história e ainda há a possbilidade de que seu governo restrinja as exportações de grãos para garantir o abastecimento interno.

De acordo com o IGC - o Conselho Internacional de Grãos - a atual safra de trigo da Rússia deverá ser de 41 milhões de toneladas, com uma baixa de 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior.

Nesta quinta-feira (23), o Ministério da Agricultura russo reduziu suas estimativas para a produção de grãos do país para 75 milhões de toneladas. As previsões anteriores eram de algo entre 75 milhões e 80 milhões de toneladas. Só este ano, essa á a terceira revisão negativa feita pelas autoridades locais.

Em 2010, a Rússia sofreu com uma seca extrema e incêndios em vários pontos da região produtora da nação, o que fez com o governo proibisse as vendas externas de grãos.

Europa

A Europa também sofre com a estiagem. Importantes países produtores de grãos, como a Ucrânia, por exemplo, vêm registrando perdas expressivas em sua produção por conta da falta de chuvas.

No continente, a situação é a mais grave dos últimos 40 anos e o escoamento dos grãos pelas vias fluviais também está comprometido. O rio Danúbio já sofre com baixos níveis de água e compromete a navegação de navios cargueiros, que deverão ter sua velocidade reduzida em 80%.

Abastecimento Mundial

Os impactos dessa seca que atinge vários países produtores em diferentes pontos do mundo já podem ser sentidos no abastecimento mundial de alimentos. Segundo José Graziano, presidente da FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura, o maior impacto é alta dos preços, principalmente para os países mais pobres.

Os preços de produtos como o óleo de soja e das carnes já registram essa pressão da oferta escassa e seguem subindo, seguindo o avanço das cotações das commodities agrícolas. Nesta sexta-feira (24), uma saca de soja no Porto de Rio Grande da safra nova já chega aos R$ 71.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fundos liquidam posições e grãos fecham com fortes baixas

A soja encerrou com significativas baixas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23). O dia foi de liquidação dos fundos e realização de lucros no mercado internacional depois das fortes altas registradas no início da semana. Foi uma sessão bastante volátil.

As cotações iniciaram os negócios em alta, estimuladas pelos fundamentos positivos e também pelos bons números sobre as exportações semanais dos Estados Unidos. No entanto, o mercado perdeu o fôlego e acabou revertendo o caminho dos preços.

Apesar dessas baixas, os valores da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem historicamente altos. Nesta quinta, os preços perderam mais de 15 pontos nos vencimentos de curto prazo, porém, mantiveram o patamar dos US$ 17 por bushel.

O cenário continua sendo o de oferta restrita e demanda aquecida e, consequentemente, de mercado sustentado. Os estoques mundiais da oleaginosa estão drasticamente ajustados e a procura pela soja segue muito ativa mesmo diante de preços tão altos.

A partir de agora, as novidades sobre a demanda serão o novo combustível para a renovação das altas em Chicago. "A nova fase de alta baseada em demanda está começando. Novos ganhos vêm por aí", diz Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 165 mil toneladas de soja para a China e mais 202 mil para destinos não conhecidos, confirmando essa procura pela oleaginosa mesmo com preços historicamente altos.

Paralelamente, o que complementa a tendência de alta ainda são as adversidades climáticas nos Estados Unidos e as perdas que elas vêm provocando. O tempo continua quente e seco no Meio-Oeste norte-americano e dados divulgados pela expedição Crop Tour, da Pro Farmer, já indicam uma produtividade tanto para a soja quanto para o milho bem abaixo do que o esperado e do que o divulgado pelo USDA.

Puxados pela baixa da soja e também pelo movimento de realização de lucros, os futuros do milho e do trigo acenturam suas perdas e terminaram a quinta-feira com mais de 20 pontos de baixa em seus principais contratos.

O milho, de acordo com alguns analistas, sentiu a pressão também do fraco desempenho das exportações semanais norte-americanas reportadas pelo USDA nesta quinta.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA TEM MAIS UM DIA LENTO E DE PREÇOS NOMINAIS NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios
nesta quarta-feira. A comercialização se limitou ao Rio Grande de Sul e, ainda
assim, restrita a negócios isolados. Os preços oscilaram de forma mista e, na
maioria das praças, foram apenas uma indicação nominal.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 82,00. Na região das
Missões, o preço da saca permaneceu em R$ 81,50. No porto de Rio Grande, os
preços estabilizaram em R$ 84,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 83,50 por saca. No porto de
Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 82,00 por saca, contra R$ 83,00 da
terça. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 77,00 para R$ 77,50. Em
Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,50, contra R$ 81,50 de ontem.

Chicago

Os preços da soja encerraram mistos nesta quarta-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Os contratos com vencimentos mais próximos do
grão recuaram, enquanto os mais distantes subiram. O farelo fechou em baixa,
enquanto o óleo recuou.
Após os ganhos da terça-feira, os participantes optaram por realizar
lucros. A correção, no entanto, foi limitada pelo quadro de oferta e demanda
apertado, que mantém os preços em níveis que propiciem um racionamento da
oferta.
As atenções seguem todas voltadas para a "crop tour", realizada pela
Pro Farmer. Os participantes da tour também o potencial para a safra de soja em
Nebraska e Indiana, por conta dos efeitos da estiagem. O Pro Farmer não estima
a produtividade da oleaginosa, mas apontou uma média de 894,4 vagens no
espaço de três pés quadrados, com queda de 30% sobre o ano anterior em
Nebraska. Em Indiana, a contagem ficou em 1.033,2 vagens, com recuo de 9,1%
sobre 2011.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou queda de
17,8% na produtividade das lavouras de Indiana e de 19,6% no rendimento da soja
de Nebraska.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 5,50 centavos de dólar a US$ 17,48 por bushel. A posição novembro teve
perda de 4,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,27 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 535,70
por tonelada, com baixa de US$ 7,90. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 56,17 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,60
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ligeira alta de
0,04%, cotado a R$ 2,0170 na compra e a R$ 2,0190 na venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0180 e a máxima de R$
2,0240.


Fonte: Safras e Mercado.

Soja 12/13: Intensidade do El Niño definirá safra na América do Sul

As adversidades climáticas vêm comprometendo a oferta mundial de soja. Na safra 2011/12, uma severa estiagem causada pelo fenômeno climático La Niña dizimou a safra de grãos da América do Sul provocando uma expressiva baixa na produção da oleaginosa em importantes produtores mundiais, como o Brasil e a Argentina. Agora, quem sofre com o calor excessivo e a falta de chuvas é os Estados Unidos na temporada 2012/13.

As lavouras norte-americanas estão sendo castigadas pela pior seca da história do país e a produtividade das mesmas já está bastante comprometida. De acordo com alguns números da expedição Crop Tour Pro Farmer, a contagem de vagens da oleaginosa em importantes estados produtores está bem abaixo do registrado no ano passado. Em Indiana, por exemplo, a média de vagens caiu 9,1% e, em Nebraska, a queda foi de 30% em relação a 2011.

Essas quebras de safra, tanto da América do Sul quanto dos Estados Unidos, drenaram os estoques mundiais da oleaginosa e agora direcionam o mercado para preços historicamente altos. Nesta terça-feira, 21 de agosto, os preços da soja em Chicago atingiram novos recordes e a expectativa dos analistas é de que continuem subindo.

"O cenário é inédito devido as quebras das safras dos dois hemisférios e tem uma forte reduão de oferta em todos os grãos, todas as oleaginosas, todos os óleos comestíveis. É um cenário preocupante", diz o operador de mercado Liones Severo.

Diante desse quadro, os olhos do mundo se voltam agora para a nova safra da América do Sul e o tamanho real que ela terá. Alguns analistas acreditam que Brasil e Argentina produzirão volumes recorde de soja, porém, ainda não há uma definição sobre as condições climáticas que os produtores enfrentarão.

De acordo com o Inmet, o Instituto Nacional de Meteorologia, as condições do fenômeno climático El Niño estão se modificando e que sua intensidade será mais fraca e sua duração menor, características que poderiam comprometer o bom desenvolvimento da safra sulamericana. Para o diretor do Instituto, Antônio Divino Moura, o fenômeno perderá força a partir de janeiro de 2013.

Como explica Severo, estados como o Rio Grande do Sul, por exemplo, ainda não se recuperaram da última seca e enfrentam níveis hídricos muito baixos. Tal situação deve provocar um aumento da área gaúcha de soja em detrimento de culturas como a de arroz ou milho por conta da falta de água.

“Quanto à produção de soja, nós comerciais sempre adotamos o sistema de considerar que uma safra sempre tem uma porcentagem de 5 a 10% de quebra. Nos últimos 10 anos, o Brasil teve nove anos de quebra em algum lugar, só produziu bem o ano passado. Por isso, não podemos dizer que a safra será um recorde. Nós podemos dizer que vamos plantar para ter uma safra recorde, mas é muito difícil alcançar isso", analisa o operador.

Frente a isso, Severo espera um mercado ainda sustentado em Chicago, já que afirma que para preços altos o remédio são preços ainda mais altos, que possam racionar a demanda em tempos de uma oferta tão escassa. "Após os US$ 17,50 por bushel as cotações da soja podem tomar fôlego e alcançar o patamar de US$ 19 a US$ 20 por bushel", completa. Nesta terça-feira (21), nos portos brasileiros uma saca de soja da safra nova já era cotada a R$ 69,50, enquanto o preço para o produto disponível superava os R$ 84.

Sendo assim, a atuação do clima agora é o principal foco do mercado e de seus participantes. Para o analista de mercado Fernando Muraro, da AgRural, a grande preocupação agora é de que essa fraca intensidade do El Niño deixe o clima neutro, afetando a produção do Sul do Brasil em um ano em que o mundo e seus estoques necessitam da produção da América do Sul.

O El Niño fraco com tendência para neutro pode significar chuvas menores e temperaturas mais altas para o sul brasileiro e isso, como disse Muraro, pode significar a possibilidade de uma quebra na produção brasileira.

Para Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar, o cenário mundial não está em condições de perder mais um só grão de soja. Além disso, afirma ainda que para a recomposição necessária dos estoques só mesmo a próxima safra dos Estados Unidos.

Paralelamente, a demanda mundial por soja continua aquecida. Analistas de mercado afirmam ainda que, até o momento, a procura pela oleaginosa não dá sinais de desaquecimento. Os preços para seu racionamento ainda não são conhecidos e as opiniões são divergentes sobre esses patamares.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Oferta restrita e demanda aquecida dão forte alta para a soja na CBOT

Nesta terça-feira (21), os futuros da soja explodiram na Bolsa de Chicago e fecharam o dia com os principais vencimentos subindo quase 50 pontos. A preocupação com a oferta mundial e a demanda aquecida continuam como os principais combustíveis para o avanço do mercado.

O mundo está focado nas perdas das safras de soja nos principais produtores mundiais com as perdas causadas pela seca na safra 2011/12 da América do Sul e agora na safra 2012/13 dos Estados Unidos. Os estoques são muito ajustados e a demanda pela commodity não dá sinais de desaquecimento.

Além disso, o mercado da soja ainda conta com positivos fundamentos climáticos. A previsão para os próximos dias nos Estados Unidos ainda é de dias de calor intenso e falta de chuvas.

Com a chegada de algumas chuvas no cinturão produtor norte-americano, o mercado esperava uma recuperação das lavouras de soja, porém, isso não aconteceu. As precipitações foram insuficientes por serem irregulares e pouco volumosas. Em seu último relatório de acompanhamento de safra divulgado nesta segunda-feira (20), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou uma recuperação pouco expressiva, de apenas 1%.

"Como o USDA não mostrou nenhuma recuperação impressionante nas lavouras e a previsão do tempo para o resto da semana é de chuvas esparsas em apenas um terço do Meio-Oeste, o mercado deve continuar firme", disse Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar.

Puxados pela forte alta da soja, o milho e o trigo também terminaram a terça-feira com bons ganhos em Chicago. Segundo analistas, esse bom desempenho dos grãos, principalmente no caso do milho, reflete a mesma situação vivida pela soja: a oferta escassa.

Nos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, as perdas ocasionadas pela seca podem superar as 100 milhões de toneladas, de acordo com algumas estimativas. Os primeiros resultados da expedição Pro Farmer Crop Tour, que visita os principais estados produtores dos Estados Unidos, já indicam uma produtividade bem abaixo do esperado.

No caso do trigo, as altas, além da influência positiva dos mercados vizinhos, foram estimuladas ainda pelas preocupações com a Rússia.

O país é um importante produtor mundial do cereal e sofre com uma severa estiagem. A quebra na produção russa poderia fazer com que o governo impusesse restrições às exportações de trigo do país, reduzindo a oferta mundial disponível.

Por conta dessa seca, a produtividade dos grãos na Rússia já caiu 27,5%. A projeção oficial do Ministério da Agricultura russo é de que a produção russa de grão fique entre 75 e 80 milhões de toneladas, enquanto em 2011 foram produzidas 94 milhões.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes