Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Soja: Mercado retoma fôlego e fecha semana com alta de dois dígitos

A soja conseguiu encerrar a semana em campo positivo. Nesta sexta-feira (24), os futuros da oleaginosa ampliaram seus ganhos e fecharam com boas altas que, nos vencimentos referentes a 2013 se aproximaram dos 20 pontos. A sustentação para o mercado continua vindo da oferta restrita e da demanda ainda muito aquecida mesmo diante de preços tão altos - os principais contratos se mantêm acima dos US$ 17 por bushel.

Como já vem sendo dito pelos analistas de mercado, as novidades sobre a demanda serão os principais fatores de estímulo para novas altas dos preços. "Há rumores de que a China teria comprado cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana", disse Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge.

Além disso, o mercado vê agora também os resultados da Crop Tour Pro Farmer. A expectativa é de que os números divulgados pela expedição indiquem estimativas menores do que as do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra norte-americana. Caso isso se confirme, esses índices podem provocar novas altas nos preços.

“A tendência é de alta. Por enquanto, os preços não devem recuar e ainda temos uma demanda firme, apesar das elevadas cotações”, completou D'Ávilla.

Na contramão da soja, milho e trigo fecharam o último pregão da semana no vermelho. Os grãos deram continuidade ao movimento de realiazação de lucros que permeou os negócios durante toda a semana.

Entretanto, assim como para a oleaginosa, o milho também conta ainda com o suporte das perdas na safra dos Estados Unidos. As perdas, de acordo com consultorias e especialistas, podem ultrapassar as 100 milhões de toneladas e essas baixas vêm sendo confirmadas pelos números da Pro Farmer.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Clima seco prejudica produção de grãos ao redor do mundo

A situação da seca ao redor do mundo está se agravando a cada dia. Os Estados Unidos, a Rússia, a Índia e alguns países da Europa - entre outros - vêm sendo duramente castigados pela falta de chuvas e pelo calor intenso. Essas adversidades climáticas provocam sérias quebras de safras em importantes nações produtoras e impulsionando os preços, principalmente dos grãos, a alcançarem patamares historicamente altos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as culturas mais comprometidas são a da soja e do milho. As altas temperaturas e a escassez de chuvas nos últimos meses comprometeu a produção local e reduziu drasticamente a produtividade da oleaginosa e do cereal. Diante disso, a safra de grãos dos Estados Unidos deverá ser bem menor do que as projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A colheita de milho, segundo estimativas de consultorias, deverá registrar uma perda de mais de 100 milhões de toneladas e, no caso da soja, as perdas podem bater na casa das 20 milhões de toneladas.

Segundo informações da Crop Tour Pro Farmer, em importantes estados produtores de milho, o rendimento já chega a ser 50% menor do que o registrado no ano passado. Na Dakota do Sul, por exemplo, a produtividade foi estimada em 78,75 sacas por hectare, contra as 150 sacas de 2011. A situaçao é igualmente preocupante em Ohio, Indiana, entre outros.

O Pro Farmer vem divulgando também uma expressiva redução da quantidade de vagens nas plantações norte-americanas de soja. Em Iowa, essa baixa é de 16,6% em comparação com o ano passado e, em Minnesota, 11,2%. Outros estados também contabilizam prejuízos significativos.

Nessa semana, os resultados dessa expedição estimularam novas altas para os grãos no mercado internacional. A soja recuperou o patamar dos US$ 17 por bushel e o milho já tem os principais vencimentos valendo mais de US$ 8 por bushel.

O que os analistas de mercado esperam agora é de que os altos preços possam racionar a demanda pelos grãos. Entretanto, ainda não há sinais de um desaqueicmento dessa demanda e especialistas de mercado já divergem sobre quais serão os níveis das cotações que podem, em dado momento, desencorajar os compradores.

Nos Estados Unidos, as embarcações também sofrem com a seca. Segundo informações do Globo Rural, mais de 90 navios tiveram que interromper o transporte de cargas pelo rio Mississipi. Atualmente, pelos 60 mil quilômetros do rio passam cerca de 60% das exportações de grãos norte-americanas e 20% do carvão.

Porém, a seca intensa fez a água do rio cair para o menor nível em 50 anos. Com isso, as embarcações já reduzem em até 1/4 suas cargas para que não encalhem. Além disso, em pontos críticos, apenas um barco de cada vez pode passar e isso já tem provocado congestionamentos de até 15 quilômetros.

Rússia

As altas da soja e do milho também puxam para cima o mercado do trigo na Bolsa de Chicago. O grão vem registrando dias de expressivas altas, porém, a preocupação com a seca afetando a produção na Rússia. O país, assim como os EUA, também sofrem com uma das piores estiagens da história e ainda há a possbilidade de que seu governo restrinja as exportações de grãos para garantir o abastecimento interno.

De acordo com o IGC - o Conselho Internacional de Grãos - a atual safra de trigo da Rússia deverá ser de 41 milhões de toneladas, com uma baixa de 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior.

Nesta quinta-feira (23), o Ministério da Agricultura russo reduziu suas estimativas para a produção de grãos do país para 75 milhões de toneladas. As previsões anteriores eram de algo entre 75 milhões e 80 milhões de toneladas. Só este ano, essa á a terceira revisão negativa feita pelas autoridades locais.

Em 2010, a Rússia sofreu com uma seca extrema e incêndios em vários pontos da região produtora da nação, o que fez com o governo proibisse as vendas externas de grãos.

Europa

A Europa também sofre com a estiagem. Importantes países produtores de grãos, como a Ucrânia, por exemplo, vêm registrando perdas expressivas em sua produção por conta da falta de chuvas.

No continente, a situação é a mais grave dos últimos 40 anos e o escoamento dos grãos pelas vias fluviais também está comprometido. O rio Danúbio já sofre com baixos níveis de água e compromete a navegação de navios cargueiros, que deverão ter sua velocidade reduzida em 80%.

Abastecimento Mundial

Os impactos dessa seca que atinge vários países produtores em diferentes pontos do mundo já podem ser sentidos no abastecimento mundial de alimentos. Segundo José Graziano, presidente da FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura, o maior impacto é alta dos preços, principalmente para os países mais pobres.

Os preços de produtos como o óleo de soja e das carnes já registram essa pressão da oferta escassa e seguem subindo, seguindo o avanço das cotações das commodities agrícolas. Nesta sexta-feira (24), uma saca de soja no Porto de Rio Grande da safra nova já chega aos R$ 71.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fundos liquidam posições e grãos fecham com fortes baixas

A soja encerrou com significativas baixas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23). O dia foi de liquidação dos fundos e realização de lucros no mercado internacional depois das fortes altas registradas no início da semana. Foi uma sessão bastante volátil.

As cotações iniciaram os negócios em alta, estimuladas pelos fundamentos positivos e também pelos bons números sobre as exportações semanais dos Estados Unidos. No entanto, o mercado perdeu o fôlego e acabou revertendo o caminho dos preços.

Apesar dessas baixas, os valores da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem historicamente altos. Nesta quinta, os preços perderam mais de 15 pontos nos vencimentos de curto prazo, porém, mantiveram o patamar dos US$ 17 por bushel.

O cenário continua sendo o de oferta restrita e demanda aquecida e, consequentemente, de mercado sustentado. Os estoques mundiais da oleaginosa estão drasticamente ajustados e a procura pela soja segue muito ativa mesmo diante de preços tão altos.

A partir de agora, as novidades sobre a demanda serão o novo combustível para a renovação das altas em Chicago. "A nova fase de alta baseada em demanda está começando. Novos ganhos vêm por aí", diz Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 165 mil toneladas de soja para a China e mais 202 mil para destinos não conhecidos, confirmando essa procura pela oleaginosa mesmo com preços historicamente altos.

Paralelamente, o que complementa a tendência de alta ainda são as adversidades climáticas nos Estados Unidos e as perdas que elas vêm provocando. O tempo continua quente e seco no Meio-Oeste norte-americano e dados divulgados pela expedição Crop Tour, da Pro Farmer, já indicam uma produtividade tanto para a soja quanto para o milho bem abaixo do que o esperado e do que o divulgado pelo USDA.

Puxados pela baixa da soja e também pelo movimento de realização de lucros, os futuros do milho e do trigo acenturam suas perdas e terminaram a quinta-feira com mais de 20 pontos de baixa em seus principais contratos.

O milho, de acordo com alguns analistas, sentiu a pressão também do fraco desempenho das exportações semanais norte-americanas reportadas pelo USDA nesta quinta.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA TEM MAIS UM DIA LENTO E DE PREÇOS NOMINAIS NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios
nesta quarta-feira. A comercialização se limitou ao Rio Grande de Sul e, ainda
assim, restrita a negócios isolados. Os preços oscilaram de forma mista e, na
maioria das praças, foram apenas uma indicação nominal.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 82,00. Na região das
Missões, o preço da saca permaneceu em R$ 81,50. No porto de Rio Grande, os
preços estabilizaram em R$ 84,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 83,50 por saca. No porto de
Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 82,00 por saca, contra R$ 83,00 da
terça. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 77,00 para R$ 77,50. Em
Dourados (MS), a saca fechou em R$ 82,50, contra R$ 81,50 de ontem.

Chicago

Os preços da soja encerraram mistos nesta quarta-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Os contratos com vencimentos mais próximos do
grão recuaram, enquanto os mais distantes subiram. O farelo fechou em baixa,
enquanto o óleo recuou.
Após os ganhos da terça-feira, os participantes optaram por realizar
lucros. A correção, no entanto, foi limitada pelo quadro de oferta e demanda
apertado, que mantém os preços em níveis que propiciem um racionamento da
oferta.
As atenções seguem todas voltadas para a "crop tour", realizada pela
Pro Farmer. Os participantes da tour também o potencial para a safra de soja em
Nebraska e Indiana, por conta dos efeitos da estiagem. O Pro Farmer não estima
a produtividade da oleaginosa, mas apontou uma média de 894,4 vagens no
espaço de três pés quadrados, com queda de 30% sobre o ano anterior em
Nebraska. Em Indiana, a contagem ficou em 1.033,2 vagens, com recuo de 9,1%
sobre 2011.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou queda de
17,8% na produtividade das lavouras de Indiana e de 19,6% no rendimento da soja
de Nebraska.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 5,50 centavos de dólar a US$ 17,48 por bushel. A posição novembro teve
perda de 4,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 17,27 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 535,70
por tonelada, com baixa de US$ 7,90. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 56,17 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,60
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ligeira alta de
0,04%, cotado a R$ 2,0170 na compra e a R$ 2,0190 na venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0180 e a máxima de R$
2,0240.


Fonte: Safras e Mercado.

Soja 12/13: Intensidade do El Niño definirá safra na América do Sul

As adversidades climáticas vêm comprometendo a oferta mundial de soja. Na safra 2011/12, uma severa estiagem causada pelo fenômeno climático La Niña dizimou a safra de grãos da América do Sul provocando uma expressiva baixa na produção da oleaginosa em importantes produtores mundiais, como o Brasil e a Argentina. Agora, quem sofre com o calor excessivo e a falta de chuvas é os Estados Unidos na temporada 2012/13.

As lavouras norte-americanas estão sendo castigadas pela pior seca da história do país e a produtividade das mesmas já está bastante comprometida. De acordo com alguns números da expedição Crop Tour Pro Farmer, a contagem de vagens da oleaginosa em importantes estados produtores está bem abaixo do registrado no ano passado. Em Indiana, por exemplo, a média de vagens caiu 9,1% e, em Nebraska, a queda foi de 30% em relação a 2011.

Essas quebras de safra, tanto da América do Sul quanto dos Estados Unidos, drenaram os estoques mundiais da oleaginosa e agora direcionam o mercado para preços historicamente altos. Nesta terça-feira, 21 de agosto, os preços da soja em Chicago atingiram novos recordes e a expectativa dos analistas é de que continuem subindo.

"O cenário é inédito devido as quebras das safras dos dois hemisférios e tem uma forte reduão de oferta em todos os grãos, todas as oleaginosas, todos os óleos comestíveis. É um cenário preocupante", diz o operador de mercado Liones Severo.

Diante desse quadro, os olhos do mundo se voltam agora para a nova safra da América do Sul e o tamanho real que ela terá. Alguns analistas acreditam que Brasil e Argentina produzirão volumes recorde de soja, porém, ainda não há uma definição sobre as condições climáticas que os produtores enfrentarão.

De acordo com o Inmet, o Instituto Nacional de Meteorologia, as condições do fenômeno climático El Niño estão se modificando e que sua intensidade será mais fraca e sua duração menor, características que poderiam comprometer o bom desenvolvimento da safra sulamericana. Para o diretor do Instituto, Antônio Divino Moura, o fenômeno perderá força a partir de janeiro de 2013.

Como explica Severo, estados como o Rio Grande do Sul, por exemplo, ainda não se recuperaram da última seca e enfrentam níveis hídricos muito baixos. Tal situação deve provocar um aumento da área gaúcha de soja em detrimento de culturas como a de arroz ou milho por conta da falta de água.

“Quanto à produção de soja, nós comerciais sempre adotamos o sistema de considerar que uma safra sempre tem uma porcentagem de 5 a 10% de quebra. Nos últimos 10 anos, o Brasil teve nove anos de quebra em algum lugar, só produziu bem o ano passado. Por isso, não podemos dizer que a safra será um recorde. Nós podemos dizer que vamos plantar para ter uma safra recorde, mas é muito difícil alcançar isso", analisa o operador.

Frente a isso, Severo espera um mercado ainda sustentado em Chicago, já que afirma que para preços altos o remédio são preços ainda mais altos, que possam racionar a demanda em tempos de uma oferta tão escassa. "Após os US$ 17,50 por bushel as cotações da soja podem tomar fôlego e alcançar o patamar de US$ 19 a US$ 20 por bushel", completa. Nesta terça-feira (21), nos portos brasileiros uma saca de soja da safra nova já era cotada a R$ 69,50, enquanto o preço para o produto disponível superava os R$ 84.

Sendo assim, a atuação do clima agora é o principal foco do mercado e de seus participantes. Para o analista de mercado Fernando Muraro, da AgRural, a grande preocupação agora é de que essa fraca intensidade do El Niño deixe o clima neutro, afetando a produção do Sul do Brasil em um ano em que o mundo e seus estoques necessitam da produção da América do Sul.

O El Niño fraco com tendência para neutro pode significar chuvas menores e temperaturas mais altas para o sul brasileiro e isso, como disse Muraro, pode significar a possibilidade de uma quebra na produção brasileira.

Para Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar, o cenário mundial não está em condições de perder mais um só grão de soja. Além disso, afirma ainda que para a recomposição necessária dos estoques só mesmo a próxima safra dos Estados Unidos.

Paralelamente, a demanda mundial por soja continua aquecida. Analistas de mercado afirmam ainda que, até o momento, a procura pela oleaginosa não dá sinais de desaquecimento. Os preços para seu racionamento ainda não são conhecidos e as opiniões são divergentes sobre esses patamares.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Oferta restrita e demanda aquecida dão forte alta para a soja na CBOT

Nesta terça-feira (21), os futuros da soja explodiram na Bolsa de Chicago e fecharam o dia com os principais vencimentos subindo quase 50 pontos. A preocupação com a oferta mundial e a demanda aquecida continuam como os principais combustíveis para o avanço do mercado.

O mundo está focado nas perdas das safras de soja nos principais produtores mundiais com as perdas causadas pela seca na safra 2011/12 da América do Sul e agora na safra 2012/13 dos Estados Unidos. Os estoques são muito ajustados e a demanda pela commodity não dá sinais de desaquecimento.

Além disso, o mercado da soja ainda conta com positivos fundamentos climáticos. A previsão para os próximos dias nos Estados Unidos ainda é de dias de calor intenso e falta de chuvas.

Com a chegada de algumas chuvas no cinturão produtor norte-americano, o mercado esperava uma recuperação das lavouras de soja, porém, isso não aconteceu. As precipitações foram insuficientes por serem irregulares e pouco volumosas. Em seu último relatório de acompanhamento de safra divulgado nesta segunda-feira (20), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou uma recuperação pouco expressiva, de apenas 1%.

"Como o USDA não mostrou nenhuma recuperação impressionante nas lavouras e a previsão do tempo para o resto da semana é de chuvas esparsas em apenas um terço do Meio-Oeste, o mercado deve continuar firme", disse Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar.

Puxados pela forte alta da soja, o milho e o trigo também terminaram a terça-feira com bons ganhos em Chicago. Segundo analistas, esse bom desempenho dos grãos, principalmente no caso do milho, reflete a mesma situação vivida pela soja: a oferta escassa.

Nos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, as perdas ocasionadas pela seca podem superar as 100 milhões de toneladas, de acordo com algumas estimativas. Os primeiros resultados da expedição Pro Farmer Crop Tour, que visita os principais estados produtores dos Estados Unidos, já indicam uma produtividade bem abaixo do esperado.

No caso do trigo, as altas, além da influência positiva dos mercados vizinhos, foram estimuladas ainda pelas preocupações com a Rússia.

O país é um importante produtor mundial do cereal e sofre com uma severa estiagem. A quebra na produção russa poderia fazer com que o governo impusesse restrições às exportações de trigo do país, reduzindo a oferta mundial disponível.

Por conta dessa seca, a produtividade dos grãos na Rússia já caiu 27,5%. A projeção oficial do Ministério da Agricultura russo é de que a produção russa de grão fique entre 75 e 80 milhões de toneladas, enquanto em 2011 foram produzidas 94 milhões.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MERCADO: SOJA INICIA SEMANA COM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS FIRMES

O mercado brasileiro de soja teve uma segunda-feira de
poucos negócios, restritos ao Rio Grande do Sul. A ausência de vendedores
prejudica a comercialização. Os preços oscilaram entre estáveis e mais
altos, acompanhando a firmeza do câmbio e de Chicago.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,50 para R$ 82,00.
Na região das Missões, o preço da saca avançou de R$ 81,00 para R$ 81,50. No
porto de Rio Grande, os preços subiram de R$ 83,00 para R$ 83,50.
Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 83,50 por saca. No
porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 82,00 por saca, repetindo o
valor de sexta. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 75,00 para R$
76,80. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 81,00, repetindo a sexta.

Chicago

Os preços da soja subiram, nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Compras por parte de fundos garantiram a sustentação dos
contratos. As atenções seguem voltadas para a "crop tour", realizada pela
Pro Farmer e que teve início hoje. As informações iniciais dão conta de que
os efeitos da estiagem foram duros e que o potencial produtivo pode ter sido
comprometido.
As especulações em torno das primeiras notícias vindas do tour foram
suficientes para assegurar a alta. Fundamentalmente, a combinação de boa
demanda e oferta global apertada seguiu contribuindo para a ação ofensiva de
fundos e especuladores. Completando o cenário positivo, notícias de que a
produção chinesa poderia ser comprometida por um tufão ajudaram na alta.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com alta
de 32,75 centavos de dólar a US$ 17,03 3/4 por bushel. A posição novembro
teve ganho de 37,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,83 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 532,60
por tonelada, com alta de US$ 9,90. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 53,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,78
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com leve alta de
0,04%, cotado a R$ 2,0140 na compra e a R$ 2,0160 na venda, na cotação mínima
do dia. A máxima foi de R$ 2,0240.


FONTE: Safras e Mercado.

De olho na demanda, soja ganha mais de 30 pontos na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta segunda-feira (20) subindo mais de 30 pontos em seus primeiros vencimentos.O principal impulso para os preços da oleaginosa vem do atual cenário de oferta e demanda. A procura pela soja segue bastante aquecida em tempos de uma oferta preocupantemente escassa. As perdas da safra 2011/12 da América Latina são seguidas pela pior seca da história dos Estados Unidos, a qual pode causar perdas de até 20 milhões de toneladas no ciclo 2012/13 do país.

Diante disso, os estoques mundiais são os mais baixos dos últimos tempos e esse tem sido o principal fator de sustentação para os preços nos últimos meses. Além disso, as adversidades climáticas que continuam deteriorando as lavouras nos Estados Unidos também oferecem sustentação ao mercado. "Vamos ver um mercado muito sólido daqui até o início do ano que vem", disse o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado.

E não é só o clima adverso dos EUA que contribui. A possibilidade de um tufão podendo chegar à China também estimula os preços nesta segunda, de acordo com alguns analistas.

Milho e trigo - Na esteira da soja, os contratos do milho também encerraram suas negociações no terreno positivo, com alta superior aos 16 pontos no vencimento março/13. O trigo, que operou com bastante volatilidade durante a sessão, tomou fôlego no final desta segunda-feira e encerrou com variação positiva em seus principais vencimentos.

O mercado do milho agora se atenta à demanda e a novidades sobre a procura pelo grão norte-americano. As perdas da safra dos EUA são irreversíveis e já foram precificadas. Enquanto o trigo conta com as perdas expressivas na safra da Rússia, que também sofre com uma severa estiagem.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MERCADO: NEGÓCIOS COM SOJA SE LIMITAM AO RS E AO OESTE DO PR

Os negócios com soja no Brasil ficaram restritos ao Rio
Grande do Sul e ao oeste do Paraná, mas envolvendo pequenos volumes. Nas demais
localidades, mercado travado e indicações apenas nominais de preços, que
pouco oscilaram nas principais praças do país.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,00. Na região
das Missões, o preço da saca seguiu em R$ 80,50. No porto de Rio Grande, os
preços estabilizaram em R$ 83,00.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 82,00 para R$ 83,00 por saca.
No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 82,00 por saca, contra
R$ 83,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço estancou em R$ 74,50. Em
Dourados (MS), a saca fechou em R$ 81,00, repetindo a quarta.

Chicago

Os preços da soja recuaram, nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). Os contratos foram pressionados pelo retorno das chuvas ao Meio
Oeste dos Estados Unidos, aliviando parte do estresse hídrico e da perda no
potencial produtivo da safra americana. Os participantes também realizaram
parte dos fortes ganhos obtidos na quarta.
Mas a correção foi limitada pelo cenário fundamental. O aperto nos
estoques mundiais reforça o sentimento de que os preços necessitam permanecer
elevados, como forma de racionar a demanda pela oleaginosa. Com isso, não há
muito espaço para queda acentuada nas cotações.
Os contratos da soja em grão com vencimento em setembro fecharam com baixa
de 3,50 centavos de dólar a US$ 16,56 1/4 por bushel. A posição novembro
teve perda de 9,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,25 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 516,50
por tonelada, com baixa de US$ 3,50. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 53,04 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,03
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,19%,
cotado a R$ 2,0170 na compra e a R$ 2,0190 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0190 e a máxima de R$ 2,0270.


FONTE: Safras e Mercado.

CBOT: Soja fecha o dia com leve queda e trigo tem expressivo avanço

Nesta quinta-feira (16), depois de um pregão volátil, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia em baixa. O mercado registrou, novamente, um novo movimento de realização de lucros frente à expressiva alta registrada na sessão desta quarta-feira (15).

Segundo analistas de mercado, a melhora no clima norte-americano, apesar de pouco expressiva, acaba pressionando as cotações mesmo que seja apenas com um efeito psicológico. As chuvas previstas para as regiões produtoras nos Estados Unidos não devem contribuir muito para uma melhora das lavouras de soja que possa reverter as perdas.

Porém, o mercado agora tem seu foco principal na demanda. "Saimos de um mercado climático para um mercado de demanda", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos. Segundo Dejneka, o mercado precisa de novas informações, principalmente sobre demanda, que possam estimular novos avanços. "É preciso estar atento à demanda que está por trás desses altos preços", completa.

No entanto, o analista reforça a tendência ainda altista dos fundamentos, mais expressivamente no curto prazo. A oferta ainda é muito ajustada, a situação dos Estados Unidos é grave e, até o início de março do ano que vem, Brasil, Argentina e Paraguai nao terão soja disponível.

"É hora de analisar o mercado como um todo.Não é hora de analisar dia a dia.Os fundamentos a médio prazo são extremamente altistas", completa Dejneka.

Na contramão da soja, o milho fechou em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago. O cereal foca também a demanda aquecida e a oferta mundial bastante ajustada. Durante toda a sessão o mercado andou de lado e encerrou o dia com altas pouco expressivas, que não chegaram aos 4 pontos.

Trigo - Nesta quinta-feira, entretanto, o movimento mais intenso foi no mercado do trigo. As cotações do grão são sustentadas pela complicação das lavouras na Rússia. Assim como nos Estados Unidos, uma severa estiagem castiga o país e a produção está bastante comprometida.

Frente a isso, já há rumores de que o governo russo poderia bloquear as exportações de trigo para garantir a oferta no mercado interno. “A oferta de trigo dos EUA é boa, mas temos perdas na região do Mar Negro, da Rússia, e na China”, disse o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes