Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

CBOT: Clima volta a ditar mercado e grãos fecham o dia com boas altas

A soja encerrou a sessão desta quarta-feira (25) com quase 50 pontos de alta nos principais contratos. Os futuros do milho e do trigo também fecharam o dia com boas altas. O mercado internacional, após dois dias de realizações de lucros, voltou a focar o clima quente e seco nos Estados Unidos e retomou a escalada dos preços.

No início dessa semana, os grãos negociados na CBOT registraram uma intensa correção dos preços, perdendo parte dos ganhos acumulados nas últimas semanas. Os traders voltaram o foco à crise financeira que vem sendo amargada pela Europa e que se agrava a cada dia. A aversão ao risco cresceu e os preços recuaram.

Porém, nesta quarta os preços retomaram o caminho das fortes altas uma vez que a tendência climática nos Estados Unidos continua a mesma: tempo quente e falta de chuvas suficientes para conter os danos causados. Além disso, os danos só podem ser revertidos no caso da soja, já no milho, os danos são irreversíveis. como explica o operador de mercado Liones Severo, é preciso que os preços continuem subindo para que seja possível racionar a demanda diante de estoques tão ajustados.

Essa severa estiagem tem reduzido drasticamente as expectativas para a produtividade dos grãos. "Não acredito que o mercado esteja ciente do real estrago na safra norte-americana e penso que veremos novas altas até meados de setembro. Mas o mercado buscará o ponto onde acredita que estará racionando a demanda o suficiente para que os EUA tenham estoques necessários no final da safra 2012/2013", disse Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos.

Entretanto, o mercado tem uma grande expectativa sobre a possibilidade de que chuvas possam chegar nesta quinta e sexta-feira no estado de Iowa. Caso isso aconteça, a soja poderá, novamente, realizar lucros. O mercado agora opera de mapa em mapa climático, de movimento a movimento, de semana a semana. Segundo Dejneka, até a metade de agosto veremos ainda uma alta e intensa volatilidade. "O 'easy money' de altas sequenciais sem maiores baixas acabou por agora. O mercado entra em uma fase decisiva e delicada", explica o analista.

Porém, essas chuvas não indicam uma mudança na tendência climática. As chuvas esperadas não deverão ter volume o suficiente e nem serão abrangentes como é necessário. Boa parte do cinturão produtor ainda ficará mais dias sem chuvas. O modelo climático europeu - o mais preciso até então - vem chegando mais em linha com o modelo GFS, o norte-americano, indicando um pouco mais de chuvas, ao contrário do que vinha acontecendo nas últimas semanas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 24 de julho de 2012

Commodities agrícolas têm dia de liquidação de fundos com financeiro negativo

As commodities agrícolas foram severamente afetadas pelo extremo mau humor do mercado financeiro no mercado internacional nesta terça-feira (24). A crise na Europa está se agravando e o foco agora são os crescentes temores com a Espanha, que deverá precisar de um resgate integral para o seu sistema financeiro. Preocupações com a Grécia também são crescentes.

Esse cenário criou uma significativa aversão ao risco que estimulou a liquidação de fundos por parte dos investidores. Na sessão de hoje, a soja chegou a operar no limite de baixa na Bolsa de Chicago e o café perdeu mais de mil pontos na Bolsa de Nova York. Trigo, milho, açúcar e algodão também registraram um dia de perdas.

As perdas vistas desde o início da semana são as já conhecidas realizações de lucros, que vinham, há algumas sessões, sendo sinalizadas pelos analistas de mercado. Principalmente no mercado de grãos, as últimas semanas têm sido de intensas e significativas altas.

Os avanços vem refletindo a situação da produção dos Estados Unidos que está sendo castigada pela falta de chuvas e pelo calor intenso, condições que têm causado sérias perdas e devem resultar em uma das mais severas quebras de produção.

"A volatilidade aumenta em mercados com fortes desempenhos nos preços. Suas variações técnicas correspondem a medida de seu potencial, tanto para a alta como para baixa", explicou o operador de mercado Liones Severo.

Porém, apesar desse recuo de hoje, onde a soja fechou o dia com quase 50 pontos negativos, a tendência de alta ainda permanece no mercado. O clima não virou nos Estados Unidos, a seca deve continuar por mais alguns dias e as plantações de soja, milho e trigo seguem sendo prejudicadas.

"Nesses dias estamos assistindo a um movimento técnico de vendas de magnitude ampliada pelas notícias dos mercados macroeconômicos que, de alguma forma, mascaram o potencial de alta de curto prazo, mas que não oferecem mudanças significativas nos fundamentos do mercado de commodities agrícolas no médio/longo prazo", completa Severo.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MERCADO: SOJA TEM DIA LENTO E DE PREÇOS MISTOS NO BRASIL

O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos
negócios e com preços mistos, em patamares nominais. Na maior parte das
praças a cotação recuou, seguindo a forte baixa de Chicago. Mas o vendedor
permaneceu retraído, inviabilizando a movimentação.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 80,00. Na região
das Missões, o preço da saca recuou de R$ 79,50 para R$ 79,00. No porto de
Rio Grande, os preços seguiram em R$ 81,00 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 82,00 para R$ 81,00 por
saca. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 83,50 por saca,
contra R$ 85,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço baixou de R$ 77,00
para R$ 76,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 76,00, contra R$
78,00 de ontem.

Chicago

Os preços da soja apresentaram forte recuo nesta segunda-feira, na Bolsa
de Mercadorias de Chicago (CBOT). A maior chance de ocorrência de chuvas nos
próximos dias no Meio Oeste deflagrou um movimento de realização de lucros. O
fraco desempenho de outros mercados e o cenário técnico baixista
contribuíram para os participantes optarem por embolsar parte dos ganhos
acumulados nos últimos dias.
Os investidores mostraram-se cautelosos no mercado financeiro
internacional. A aversão ao risco aumentou em meio às incertezas em relação
ao desempenho da economia mundial. O dia foi de perdas para as demais
commodities, ações e metais. Já o dólar se valorizou frente a outras moedas,
comprometendo a competitividade dos produtos agrícolas americanos.
Em relação ao clima, os mais recentes boletins meteorológicos indicam
condições menos ameaçadoras às lavouras no norte e leste do cinturão
produtor nos próximos dias. As temperaturas tendem a amenizar e a probabilidade
de chuvas significativas é maior.
Os contratos da soja em grão com vencimento em agosto fecharam com baixa
de 59,00 centavos de dólar a US$ 17,98 1/2 por bushel. A posição setembro
teve perda de 65,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,47 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 508,30
por tonelada, com baixa de US$ 20,00. Os contratos do óleo com vencimento em
agosto fecharam a 53,75 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,61 centavo
frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,93%, a
R$ 2,0400 para compra e R$ 2,0420 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana registrou mínima de R$ 2,0350 e máxima de R$ 2,0460.


FONTE: Safras e Mercado.

USDA indica 45% das lavouras de milho em condições muito ruins

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta segunda-feira (20) mais um relatório semanal de acompanhamento de safra e novamente reduziu seus índices de lavouras de soja em boas condições.

De acordo com o boletim, apenas 26% das plantações de milho estão em boas ou excelentes condições. Na semana passada, esse índice era de 31%. Em situação regular, estão 29% das lavouras e 45% em condições ruins/muito ruins. Na semana anterior, esses valores eram de 31 e 38%, respectivamente.

No caso do da soja, as plantações em boas ou excelentes condições passaram de 35 para 31% em uma semana. Em condições ruins, estão 35% das lavouras, contra 30% da semana anterior, e em situação regular, o número passou de 36 para 34%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Grãos tem sessão volátil em Chicago, mas soja fecha acima dos US$ 17

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Em mais uma sessão volátil na Bolsa de Chicago, os futuros da soja encerraram a quinta-feira em terreno misto, porém, apenas com o vencimento março/13 no vermelho. As posições mais próximas fecharam os negócios com expressivos ganhos e o contrato agosto superou os US$ 17 por bushel. Se somado ao valor do prêmio, o preço já se aproxima dos US$ 20, sendo US$ 17,40 e mais US$ 2,20 de prêmio.

O milho também terminou o dia com os preços dos dois lados da tabela, entretanto, com mais vencimentos no vermelho. Já o trigo sustentou os firmes ganhos durante toda a sessão e terminou a quinta com apenas o contrato maio/13 perdendo 9,75 pontos. Os preços para as três commodities agrícolas bateram recorde na CBOT neste 19 de julho de 2012.

O mercado segue apoiado no clima quente e seco dos Estados Unidos, uma vez que a pior seca em mais de 50 se estendeu, se agravou e as previsões indicam pioras. Mais de 60% do país sofre com a estiagem. Aproximadamente 70% da região Meio-Oeste, onde está localizando o Corn Belt, sentem os efeitos da falta das chuvas. As lavouras norte-americana estão queimando e se perdendo mais a cada dia.

Iowa é o principal estado norte-americano produtor de grãos e 59% dele está sofrendo com a pior seca desde 1956, na semana passada, eram apenas 13% da área. Já em Illinois, o segundo mais importante, 95% do território está sofrendo contra 66% da semana anterior.

“A tendência de médio prazo ainda é de alta, pois o clima não se estabilizou nos EUA. Muita cautela e não deixem-se enganar por correções temporárias de um mercado ainda altista. Não tentem colocar um teto nos preços no momento. Enquanto a tendência geral de clima não virar, baixas continuarão sendo compradas. E enquanto houver demanda combinada com risco de contínua degradação de safra aqui nos EUA, tentar colocar um teto nos preços é loucura”, disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, direto de Chicago.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 112 mil toneladas de soja para o Reino Unidos com entrega para temporada 2012/13. A informação confirma, portanto, que a demanda pela oleaginosa segue aquecida e ainda presente mesmo diante de preços recordes.

Entretanto, Dejneka alerta para a possibilidade de novas correções de preços no mercado. O analista afirma que são movimentos naturais - e por isso já esperados - e necessários para que o mercado e seus participantes possam "respirar e digerar" tão intensas e constantes altas. "O mercado não sobe em linha reta", diz o analista.

Porém, Pedro Dejneka ratifica que a o mercado ainda não precificou o tamanho do estrago causado pelo clima adverso nos Estados Unidos este ano. "Mercados climáticos, principalmente em anos de tragédias naturais como a deste ano, são extremamente voláteis e nervosos", afirmou.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Grãos: Mercado vira e fecha a quarta-feira com fortes altas na CBOT

Essa quarta-feira (17) começou negativa para o mercado internacional de grãos, porém, ao longo do dia os preços foram revertendo o cenário e encerraram os negócios com fortes altas na Bolsa de Chicago. A soja encerrou com ganhos de quase 30 pontos nos principais vencimentos. O contrato agosto fechou cotado a US$ 16,83 por bushel e, se somado o valor atual do prêmio - 200 cents - para tal vencimento, o preço chega a US$ 18,83, se aproximando dos US$ 19 por bushel.

O foco do mercado ainda é o clima nos Estados Unidos. As lavouras continuam sendo prejudicadas pelas altas temperaturas e pela falta de chuvas. A seca no país é a pior desde 1956 e cerca de 61% do país sofre, de alguma forma os efeitos dessa estiagem.

A preocupação com as condições climáticas no país segue se agravando a cada dia e garantindo novas altas para o mercado. Soja, milho e trigo chegaram a registrar leves movimentos de realização de lucros, no entanto, voltaram a se apoiar na tendência de alta e continuaram a escalada dos preços.

Como explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da NewEdge Corretora, de Nova York, em uma conversa com o presidente norte-americano Barack Obama, o secretário de Agricultura do país confirmou um aumento dos preços dos produtos alimentícios em função desta seca. Além disso, disse ainda que 1297 municípios em 29 estados estão habilitados a receber ajuda do governo por conta dos prejuízos sofridos com a seca.

Paralelamente, além das perdas e da previsões já conhecidas, novos mapas climáticos indicaram a continuidade deste cenário nos Estados Unidos. Modelos divulgados por volta de meio dia (horário dos EUA) apontaram que, até o fim de julho, as temperaturas do Texas até a Dakota do Norte ficarão em torno dos 38°C.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

SOJA: PRIMEIRAS POSIÇÕES DO GRÃO FECHAM EM FORTE ALTA EM CHICAGO

Os contratos com vencimentos mais próximos da soja em grão
e do farelo fecharam em alta nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT). As posições mais distantes recuaram, assim como as cotações
do óleo. O clima continua no foco das atenções. Os mais recentes boletins
indicam que as chuvas não deverão atingir estados produtores importantes, como
Iowa e Illinois, atingindo mais a parte norte do cinturão produtor.
As lavouras de soja estão entrando no estágio decisivo para a
confirmação do potencial produtivo, na fase de enchimento de vagem. Chuvas nos
próximos dias poderiam amenizar as perdas.
Os contratos da soja em grão com vencimento em agosto fecharam com alta de
44,50 centavos de dólar a US$ 16,83 1/2 por bushel. A posição setembro teve
ganho de 35,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,48por bushel. Os
contratos a partir de maio de 2003 registraram perdas.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 501,50
por tonelada, com alta de US$ 18,30. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 54,22 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,13
centavo frente ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

terça-feira, 17 de julho de 2012

MERCADO: SOJA TEM DIA LENTO NO BRASIL, DEVIDO AO APERTO NA OFERTA

O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de
poucos negócios, refletindo o quadro de pouca oferta e de vendedores
retraídos. Apesar de Chicago ter tido um dia volátil e da queda do dólar, os
preços seguiram firmes.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 76,00 para R$ 77,00.
Na região das Missões, o preço da saca passou de R$ 75,50 para R$ 76,50. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 77,50 para R$ 78,00 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 79,00 por saca, repetino a
segunda. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 81,50 por saca,
contra R$ 81,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 73,00
para R$ 72,80 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 75,00, contra R$
74,00 da segunda.

Chicago

Os preços da soja tiveram fechamento misto nesta terça-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). As cotações do grão tiveram perdas
predominantes, o farelo subiu e o óleo recuou. Após os bons ganhos da
segunda-feira, os participantes buscaram uma consolidação e também optaram
por realizar lucros. O sentimento de que o mercado estaria sobrecomprado e a
ideia de que a queda nas condições das lavouras americanas já estava
precificada contribuíram para a correção técnica. A previsão de chuvas
esparsas a partir do meio da próxima semana no Meio Oeste americano também
ajudou a pressionar o mercado.
O cenário fundamental ainda é positivo. O clima seco e as temperaturas
elevadas seguem sendo motivo de preocupação e o mercado contabiliza os
prejuízos no potencial produtivo da safra americana. Se chover mesmo a partir
da próxima semana, as perdas poderão ser amenizadas, mas o quadro de oferta e
demanda mundial tende a permanecer bastante apertado.
Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou
dados sobre as condições das lavouras americanas de soja, confirmando a queda
nas taxas, conforme previa o mercado. Segundo o USDA, 34% estão entre boas e
excelentes condições, 36% em situação regular e 30% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana anterior, os dados eram respectivamente 40%, 33%
e 28%.
Os contratos da soja em grão com vencimento em agosto fecharam com alta de
5,25 centavos de dólar a US$ 16,39 por bushel. A posição setembro teve ganho
de 3,250 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,12 3/4 por bushel. Os demais
contratos registraram perdas moderadas.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 483,20
por tonelada, com alta de US$ 4,80. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 54,35 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,52
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em queda de 0,73%,
cotado a R$ 2,0200 na compra e a R$ 2,0220 na venda, na mínima do dia. A
máxima alcançada pela moeda norte-americana foi de R$ 2,0400.


FONTE: Safras e Mercado.

Grãos: Apesar de realização, preços devem seguir subindo

Sessão volátil nesta terça-feira na Bolsa de Chicago com o mercado de grãos tirando o dia para a realização de lucros. A soja e o trigo fecharam os negócios em campo misto e o milho registrando leves altas. Essa correção dos preços chega logo após uma segunda-feira (16) de firmes e expressivas altas.

Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, quanto mais altos estão os preços, maior a volatilidade e maiores as chances desse leve e rápido recuo dos preços. "Quanto mais altos ficam, maior a tendência de pequenas realizações de lucros ao decorrer do período", explicou.

Na madrugada desta terça, o mercado operou com muita volatilidade e entre altas e baixas foram mais de 30 pontos, disse o analista. Os prçeos iniciaram a sessão com o fôlego renovado depois do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter divulgado em seu relatório de acompanhamento de safra uma queda nos índices de lavouras em boas condições no país. Porém, a realização de lucros foi inevitável.

Entretanto, a soja e o trigo foram capazes de reduzir as perdas e o milho conseguiu passar para o lado positivo da tabela. A tendência de alta, afinal, continua presente no mercado. As previsões seguem apontando dias quentes e sem chuvas nos Estados Unidos e as plantações locais já não suportam mais o clima tão adverso.

A possibilidade de que a produção norte-americana seja ainda mais deteriorada é bastante grande. Os Estados Unidos enfrentam a pior seca em 24 anos e o cenário hoje é bastante diferente do que em 1988. Os estoques são menores, a demanda é maior e vimos de uma safra na América do Sul que também passou por uma séria quebra na temporada 2011/12. "Nessa mesma época, em 1988, as chuvas já tinham chegado e o clima já tinha virado", disse Dejneka. A previsão, sendo assim, é de que os dias continuem quentes e sem chuvas, o que deve impulsionar ainda mais os preços.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MERCADO: SOJA SOBE E VENDEDOR SE RETRAI À ESPERA DE PREÇOS AINDA MELHORES

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços
em elevação, mas travado, principalmente no disponível. A venda antecipada
apresentou mais negócios, mas envolvendo pequenos lotes. O vendedor segue
retraído e aposta em cotações ainda melhores no curto prazo. Chicago voltou a
subir e deu sustentação às cotações domésticas.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 75,00 para R$ 76,00.
Na região das Missões, o preço da saca passou de R$ 74,50 para R$ 75,50. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 77,00 para R$ 77,50 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 79,00 por saca, contra R$
75,50 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 81,00 por
saca, contra R$ 79,30 da sexta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de
R$ 72,00 para R$ 73,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 74,00,
repetindo a sexta.

Chicago

Os preços da soja fecharam com forte alta nesta segunda-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de clima seco e de temperaturas
elevadas para o Meio Oeste dos Estados Unidos ao longo da semana impulsionou os
contratos. O mercado já revisa as perspectivas de oferta, avaliando uma
possível quebra na safra dos Estados Unidos em decorrência da estiagem.
Para os próximos 10 dias, os boletins meteorológicos não indicam
alteração neste quadro de clima desfavorável ao desenvolvimento das lavouras.
As temperaturas deverão continuar acima do normal e o volume de chuvas abaixo
da média para o período.
As atenções do mercado se voltam para o relatório de condições das
lavouras, que será divulgado às 17hs pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). A perspectiva é de redução nos índices de lavouras em
boas a excelentes condições.
Além destes indicadores de diminuição da oferta, o mercado ainda
acompanha dados positivos em relação à demanda. O esmagamento de soja nos
Estados Unidos em junho ficou acima do esperado por analistas e corretores.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA)
informou que o esmagamento de soja atingiu 134,156 milhões de bushels em junho.
Em maio, o processamento somou 138,266 milhões de bushels. Em junho de 2011, o
número foi de 117,718 milhões de bushels. O mercado apostava em número de
132,8 milhões.
Os contratos da soja em grão com vencimento em agosto fecharam com alta de
39,00 centavos de dólar a US$ 16,33 3/4 por bushel. A posição setembro teve
ganho de 40,00 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,09 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 478,40
por tonelada, com alta de US$ 12,80. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 54,87 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,96
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje estável, cotado a R$
2,0350 na compra e a R$ 2,0370 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 2,0340 e a máxima de R$ 2,0440.


FONTE: Safras e Mercado.