Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Grãos: Apesar de realização, preços devem seguir subindo

Sessão volátil nesta terça-feira na Bolsa de Chicago com o mercado de grãos tirando o dia para a realização de lucros. A soja e o trigo fecharam os negócios em campo misto e o milho registrando leves altas. Essa correção dos preços chega logo após uma segunda-feira (16) de firmes e expressivas altas.

Como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, quanto mais altos estão os preços, maior a volatilidade e maiores as chances desse leve e rápido recuo dos preços. "Quanto mais altos ficam, maior a tendência de pequenas realizações de lucros ao decorrer do período", explicou.

Na madrugada desta terça, o mercado operou com muita volatilidade e entre altas e baixas foram mais de 30 pontos, disse o analista. Os prçeos iniciaram a sessão com o fôlego renovado depois do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter divulgado em seu relatório de acompanhamento de safra uma queda nos índices de lavouras em boas condições no país. Porém, a realização de lucros foi inevitável.

Entretanto, a soja e o trigo foram capazes de reduzir as perdas e o milho conseguiu passar para o lado positivo da tabela. A tendência de alta, afinal, continua presente no mercado. As previsões seguem apontando dias quentes e sem chuvas nos Estados Unidos e as plantações locais já não suportam mais o clima tão adverso.

A possibilidade de que a produção norte-americana seja ainda mais deteriorada é bastante grande. Os Estados Unidos enfrentam a pior seca em 24 anos e o cenário hoje é bastante diferente do que em 1988. Os estoques são menores, a demanda é maior e vimos de uma safra na América do Sul que também passou por uma séria quebra na temporada 2011/12. "Nessa mesma época, em 1988, as chuvas já tinham chegado e o clima já tinha virado", disse Dejneka. A previsão, sendo assim, é de que os dias continuem quentes e sem chuvas, o que deve impulsionar ainda mais os preços.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MERCADO: SOJA SOBE E VENDEDOR SE RETRAI À ESPERA DE PREÇOS AINDA MELHORES

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços
em elevação, mas travado, principalmente no disponível. A venda antecipada
apresentou mais negócios, mas envolvendo pequenos lotes. O vendedor segue
retraído e aposta em cotações ainda melhores no curto prazo. Chicago voltou a
subir e deu sustentação às cotações domésticas.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 75,00 para R$ 76,00.
Na região das Missões, o preço da saca passou de R$ 74,50 para R$ 75,50. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 77,00 para R$ 77,50 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 79,00 por saca, contra R$
75,50 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 81,00 por
saca, contra R$ 79,30 da sexta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de
R$ 72,00 para R$ 73,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 74,00,
repetindo a sexta.

Chicago

Os preços da soja fecharam com forte alta nesta segunda-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de clima seco e de temperaturas
elevadas para o Meio Oeste dos Estados Unidos ao longo da semana impulsionou os
contratos. O mercado já revisa as perspectivas de oferta, avaliando uma
possível quebra na safra dos Estados Unidos em decorrência da estiagem.
Para os próximos 10 dias, os boletins meteorológicos não indicam
alteração neste quadro de clima desfavorável ao desenvolvimento das lavouras.
As temperaturas deverão continuar acima do normal e o volume de chuvas abaixo
da média para o período.
As atenções do mercado se voltam para o relatório de condições das
lavouras, que será divulgado às 17hs pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). A perspectiva é de redução nos índices de lavouras em
boas a excelentes condições.
Além destes indicadores de diminuição da oferta, o mercado ainda
acompanha dados positivos em relação à demanda. O esmagamento de soja nos
Estados Unidos em junho ficou acima do esperado por analistas e corretores.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA)
informou que o esmagamento de soja atingiu 134,156 milhões de bushels em junho.
Em maio, o processamento somou 138,266 milhões de bushels. Em junho de 2011, o
número foi de 117,718 milhões de bushels. O mercado apostava em número de
132,8 milhões.
Os contratos da soja em grão com vencimento em agosto fecharam com alta de
39,00 centavos de dólar a US$ 16,33 3/4 por bushel. A posição setembro teve
ganho de 40,00 centavos de dólar, encerrando a US$ 16,09 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo teve preço de US$ 478,40
por tonelada, com alta de US$ 12,80. Os contratos do óleo com vencimento em
setembro fecharam a 54,87 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,96
centavo frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje estável, cotado a R$
2,0350 na compra e a R$ 2,0370 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 2,0340 e a máxima de R$ 2,0440.


FONTE: Safras e Mercado.

USDA: Menos da metade da produção de soja e milho nos EUA em boas condições

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no fim da tarde desta segunda-feira (16) seu novo relatório de acompanhamento de safra e, novamente, reduziu suas estimativas para as lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições. Os números ficaram abaixo do esperado pelo mercado.

De acordo com o departamento norte-americano, 34% das plantações de soja estão em boas ou excelentes condições. A projeção dos traders variava entre 36 e 38% e, na semana passada, esse número era de 40%. Em situação regular, estão 36% das lavouras e em condições ruins, 30%.

Para o milho, o USDA afirma que apenas 31% das lavouras encontram-se em boas condições, recuando de 40% registrado na semana passada. A expectativa dos participantes do mercado era de 33 a 35%. 31% das plantações estão condições regulares e 38% em condições ruins/muito ruins.

Esse recuo nos índices reflete a deterioração que tem sido causada pelo calor severo e a falta de chuvas que castigam o cinturão produtor norte-americano. Os EUA sofrem com a pior estiagem desde 1988. O abastecimento mundial está comprometido com essa quebra da safra norte-americana.

"A mensagem principal neste momento é não tentem colocar teto nos preços e usem o momento para garantir um preço mínimo de proteção para sua venda e ainda poder participar da bem provável contínua alta", disse o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, de Chicago.

Acompanhe o analista de mercado Pedro Dejneka pelo Twitter: www.twitter.com/PHDerivativos


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 13 de julho de 2012

MERCADO: SOJA ENCERRA SEMANA COM PREÇOS FIRMES E POUCOS NEGÓCIOS

O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira com
poucos negócios e preços entre estáveis e mais altos. Os ganhos em Chicago
garantiram a firmeza dos preços domésticos, mas a oferta restrita inviabilizou
a movimentação, tanto no disponível como nas vendas futuras.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 75,00. Na região
das Missões, o preço da saca seguiu em R$ 74,50. No porto de Rio Grande, os
preços avançaram de R$ 76,00 para R$ 77,00 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 75,50 por saca, contra R$
74,50 de ontem. No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 79,30 por
saca, contra R$ 77,00 da quinta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço
estabilizou em R$ 72,00 por saca. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 74,00,
contra R$ 73,00 da quinta.

Chicago

Os preços da soja fecharam em alta nesta sexta-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Mais uma vez, o mercado foi sustentado pela
questão clima. As temperaturas elevadas e as poucas chuvas projetadas para os
próximos dias poderão comprometer o potencial produtivo da safra americana,
dando sustentação aos contratos.
Os últimos boletins meteorológicos indicam a continuidade do calor no
Meio Oeste dos Estados Unidos. Os participantes não acreditam que o volume de
chuvas esperado para o final de semana seja suficiente para recuperar as
lavouras. Os contratos encerraram abaixo das máximas do dia, com os
investidores buscando se posicionar melhor frente ao final de semana.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
16,25 centavos de dólar a US$ 16,42 por bushel. A posição agosto teve ganho
de 22,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 15,94 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo teve preço de US$ 474,10 por
tonelada, com alta de US$ 7,40. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 53,60 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,26 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,14%,
cotado a R$ 2,0350 na compra e a R$ 2,0370 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0310 e a máxima de R$ 2,0430.
Na semana, a moeda tem valorização de 0,49%.


Fonte: Safras e Mercado.

SOJA: PREVISÃO DE CLIMA SECO DÁ SUPORTE AOS PREÇOS EM CHICAGO

Os preços da soja fecharam em alta nesta sexta-feira, na
Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mais uma vez, o mercado foi sustentado
pela questão clima. As temperaturas elevadas e as poucas chuvas projetadas para
os próximos dias poderão comprometer o potencial produtivo da safra
americana, dando sustentação aos contratos.
Os últimos boletins meteorológicos indicam a continuidade do calor no
Meio Oeste dos Estados Unidos. Os participantes não acreditam que o volume de
chuvas esperado para o final de semana seja suficiente para recuperar as
lavouras. Os contratos encerraram abaixo das máximas do dia, com os
investidores buscando se posicionar melhor frente ao final de semana.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
16,25 centavos de dólar a US$ 16,42 por bushel. A posição agosto teve ganho
de 22,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 15,94 3/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo teve preço de US$ 474,10 por
tonelada, com alta de US$ 7,40. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 53,60 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,26 centavo frente
ao fechamento anterior.



FONTE: Safras e Mercado.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EUA: USDA DECLARA "ÁREAS DE DESASTRE" EM 26 ESTADOS POR ESTIAGEM

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
declarou como "áreas de desastres" mais de mil condados em 26 estados do
país, em consequência da estiagem que atinge o Meio Oeste do país. Foi a
maior declaração de regiões nestas condições já feita pelo USDA. Com isso,
produtores rurais destas área terão acesso a financiamento com taxas mais
baixas de juros e com maior agilidade na liberação dos recursos.
O secretário de Agricultura do país, Tom Vilsack, acrescentou que o
governo está pronto para auxiliar os produtores e suas comunidades "quando
questões climáticas e desastres ameaçam as condições de vida daquelas
regiões".
Estiagem de moderada a extrema cobre 53% do Meio Oeste dos Estados Unidos,
principal região produtora de grãos do país. As informações são da
agência Bloomberg.

Grãos realizam lucros mesmo com números altistas do USDA

Apesar do relatório altista divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os grãos realizam lucros na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Chicago. O mercado parece estar dando uma pausa nas intensas altas registradas nas últimas sessões.

Os futuros da soja, do milho e do trigo reverteram os ganhos iniciais promovidos pela redução de produção e produtividade divulgada pelo USDA para as lavouas de grãos do país.

Segundo explicou o analista de mercado Glauco Monte, da FC Stone, apesar dessa baixa estimada para a produção e para o rendimento, isso não representou, no resultado final, estoques tão baixos quanto se esperava, o que pode ser visto mais intensamente no mercado do milho nesta quarta-feira.

"Podemos ver no caso do milho. Mesmo com 146 bushels por acre de rendimento (152,7 scs/ha), o que significa 40 milhões de toneladas a menos na produção, os norte-americanos ficariam com estoques maiores do que os registrados nos últimos dois anos", explica.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 10 de julho de 2012

À espera do USDA e depois das últimas altas, grãos fecham em queda

O mercado internacional de grãos registrou uma sessão de realização de lucros nesta terça-feira (10) na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja, do milho e do trigo recuaram, passando por uma correção depois da explosão dos preços no pregão anterior, em que a soja subiu mais de 50 pontos, bateu o recorde de preços e o milho operou próximo do limite de altas.

Segundo analistas, este é um movimento bastante natural do mercado. "O mercado não sobe em linha reta", diz Pedro Dejneka, da PHDerivativos, de Chicago. Essa liquidação das posições acontece mesmo com o relato de uma piora nas condições das lavouras norte-americanas de soja e milho por conta do clima adverso. "O mercado para e respira, realiza lucros no momento, mas a tendência climática ainda não virou. Não se deixem enganar por notícias de que está chovendo e por isso o mercado realiza", completa.


O calor intenso e a falta de chuvas persistem nos Estados Unidos e por conta disso, o índice de lavouras em boas/excelentes condições vem recuando a cada novo relatório de acompanhamento de safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"Apesar da piora das condições de lavoura nos EUA, o mercado de grãos inicia uma liquidação parcial de posições, alicerçada no recente escândalo que se junta ao caso MF Global, com uso de dinheiro dos clientes sem consentimento e o provável aumento de margem para as posições de soja e milho", disse o analista João Carlos Kopp, da Basis Investimentos.

Paralelamente, essa correção dos preços também indica a busca dos investidores por um melhor posicionamento no mercado antes da divulgação do próximo relatório de oferta e demanda do USDA, que acontece nesta quarta-feira, 11 de julho.

A principal expectativa para este boletim é de que o departamento norte-americano indique uma redução em suas estimativas de produtividade para o milho e também para a soja, o que não é comum nos reportes de julho, segundo analistas. Para o milho, a projeção é de que o rendimento seja reduzido para 161 sacas por hectare, contra 173,6 da tendência apontada. Na soja, o número deverá baixar de 49,2 para 47 sacas/ha.

Veja abaixo algumas fotos de lavouras de Illinois e foram enviadas pelo Pedro Dejneka. Informações são de que em Indiana as plantações também estão assim. "As fotos abaixo são exemplos de extremos, nem toda safra está assim, mas cada dia seco e quente que se vai a situação fica cada vez mais complicada", disse Dejneka.


No sul de Illinois:

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No norte de Illinois:


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Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Clima seco continua nos EUA e grãos têm forte alta na CBOT

Mais uma final de clima quente e seco nos Estados Unidos e previsões de que as condições adversas continuarão nos Estados Unidos conferiram mais um pregão de intensas altas para o mercado internacional de grãos, com os preços caminhando para novos recordes.

Nesta segunda-feira, os futuros da soja, que chegaram a subir mais de 50 pontos na sessão de hoje, fecharam o dia com mais de 40 pontos positivos, com o vencimento agosto - o de maior negociação nesse momento - fechando a US$ 16,07 por bushel. O milho, que tem todos os vencimentos acima dos US$ 7, operou boa parte do pregão no limite de alta.

O impulso para o mercado continua sendo a falta de chuvas e o tempo seco nos Estados Unidos e as projeçoes climáticas de que esse cenário deve continuar. Há mapas climáticos, do modelo europeu utilizado por alguns analistas indicando que esta seca pode se estender até setembro.

No entanto, as lavouras norte-americanas tanto de soja quanto de milho já não suportam tanta falta de água e os preços vêm refletindo isso. O temor agora é de que a oferta de grãos vindas dos Estados Unidos, principalmente no caso da oleaginosa.

Mais de 50% da principal região produtora dos Estados Unidos sofre com temperaturas sofre com temperaturas superiores a 35 graus Celsius há mais de duas semanas, segundo institutos de meteorologia norte-americanos. Já há porções do Meio-Oeste dos EUA onde são registrados danos irreversíveis, principalmente no caso do milho.

Depois da quebra da safra da América do Sul, os estoques mundiais de soja ficaram preocupantemente baixos e esperava-se uma boa produção nos EUA a fim de compensar essa baixa em importantes produtores como Brasil e Argentina.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CBOT: Depois de semana de intensas altas, grãos encerram com realização de lucros

Nesta sexta-feira, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago tiraram o dia para "respirar" e registraram um dia de realizações de lucros. De acordo com o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, de Chicago, os volumes de operação nessa sessão foram bem menores do que a média vista essa semana. A soja fechou com perdas de 15,75 a 20,75 pontos, o milho entre 13,50 e 15,75 pontos, e o trigo, que liderou as perdas, recuou mais de 20 pontos nos principais vencimentos.

"O mercado continúa volátil e de olho no clima, mas, como já vem sendo falado , não se pode esperar que o mercado suba em linha reta e em ritmo sempre acelerado", ratificou Dejneka, confirmando que esse movimento de correção dos preços é natural do mercado.

O analista afirmou ainda que um dia negativo no mercado financeiro registrado nesta sexta-feira contribui para essa correção dos preços. A situação da crise na Europa é bastante grave e preocupa os investidores a cada dia mais. Diante disso, a aversão ao risco só faz aumentar.

"A esperança até início deste ano era de que os 'países 'emergentes' salvariam a economia global de uma prolongada recessão. A realidade mostra que ficarão na esperança. Os BRICs e seus parceiros não estão imunes às pressões de 'economias desenvolvidas' e os últimos fatos apontam para isto", explicou o analista.

No entanto, apesar do recuo registrado no pregão desta sexta-feira, os preços dos grãos são historicamentes altos e se encontram em patamares muito positivos. Isso acontece porque, nesse momento, o mercado é extremamente climático e a influência do macrocenário é quase nula.

Nada mudou em relação ao clima nos Estados Unidos e as condições continuam adversas e desfavoráveis às lavouras norte-americanas. As últimas previsões do modelo americano, o GFS, apontam para chuvas e temperaturas um pouco mais amenas a partir desta segunda-feira (9).

No entanto, mesmo que essas chuvas se confirmem, elas não serão suficientes para resolver o problema de falta de umidade do solo e não serão abrangentes. "O dano em boa parte da safra de milho é irreversível neste momento. A esperança agora é de chuvas que venham evitar maiores danos. Na soja, ainda se vê a possibilidade de recuperação de rendimento em algumas áreas, mas o consenso é de que grandes danos também já foram causados", alertou Dejneka.

Além disso, o analista afirma que estas são informações do modelo norte-americano, o qual não vem sendo muito preciso nas últimas semanas e a confiança dos agentes de mercado nele não é muito grande. O mais correto até o momento tem sido o modelo europeu, e esse não mostra muitas chuvas para as próximas semanas. Com isso, o que se espera é que na segunda-feira (9), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresente um novo recuo nos índices de lavouras em boas ou excelentes condições tanto para a soja quanto para o milho em seu próximo relatório de acompanhamento de safra.

"A tendência não mudou e friso que mercados não sobem em linha reta. O “perigo” é muito maior de novas fortes altas e a indústria, assim como especuladores, estarão aproveitando baixas para entrar comprando. A definição do clima nas próximas duas semanas ditará a direção dos mercados no curto prazo.", completou Dejneka.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes