Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Clima seco continua nos EUA e grãos têm forte alta na CBOT

Mais uma final de clima quente e seco nos Estados Unidos e previsões de que as condições adversas continuarão nos Estados Unidos conferiram mais um pregão de intensas altas para o mercado internacional de grãos, com os preços caminhando para novos recordes.

Nesta segunda-feira, os futuros da soja, que chegaram a subir mais de 50 pontos na sessão de hoje, fecharam o dia com mais de 40 pontos positivos, com o vencimento agosto - o de maior negociação nesse momento - fechando a US$ 16,07 por bushel. O milho, que tem todos os vencimentos acima dos US$ 7, operou boa parte do pregão no limite de alta.

O impulso para o mercado continua sendo a falta de chuvas e o tempo seco nos Estados Unidos e as projeçoes climáticas de que esse cenário deve continuar. Há mapas climáticos, do modelo europeu utilizado por alguns analistas indicando que esta seca pode se estender até setembro.

No entanto, as lavouras norte-americanas tanto de soja quanto de milho já não suportam tanta falta de água e os preços vêm refletindo isso. O temor agora é de que a oferta de grãos vindas dos Estados Unidos, principalmente no caso da oleaginosa.

Mais de 50% da principal região produtora dos Estados Unidos sofre com temperaturas sofre com temperaturas superiores a 35 graus Celsius há mais de duas semanas, segundo institutos de meteorologia norte-americanos. Já há porções do Meio-Oeste dos EUA onde são registrados danos irreversíveis, principalmente no caso do milho.

Depois da quebra da safra da América do Sul, os estoques mundiais de soja ficaram preocupantemente baixos e esperava-se uma boa produção nos EUA a fim de compensar essa baixa em importantes produtores como Brasil e Argentina.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CBOT: Depois de semana de intensas altas, grãos encerram com realização de lucros

Nesta sexta-feira, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago tiraram o dia para "respirar" e registraram um dia de realizações de lucros. De acordo com o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, de Chicago, os volumes de operação nessa sessão foram bem menores do que a média vista essa semana. A soja fechou com perdas de 15,75 a 20,75 pontos, o milho entre 13,50 e 15,75 pontos, e o trigo, que liderou as perdas, recuou mais de 20 pontos nos principais vencimentos.

"O mercado continúa volátil e de olho no clima, mas, como já vem sendo falado , não se pode esperar que o mercado suba em linha reta e em ritmo sempre acelerado", ratificou Dejneka, confirmando que esse movimento de correção dos preços é natural do mercado.

O analista afirmou ainda que um dia negativo no mercado financeiro registrado nesta sexta-feira contribui para essa correção dos preços. A situação da crise na Europa é bastante grave e preocupa os investidores a cada dia mais. Diante disso, a aversão ao risco só faz aumentar.

"A esperança até início deste ano era de que os 'países 'emergentes' salvariam a economia global de uma prolongada recessão. A realidade mostra que ficarão na esperança. Os BRICs e seus parceiros não estão imunes às pressões de 'economias desenvolvidas' e os últimos fatos apontam para isto", explicou o analista.

No entanto, apesar do recuo registrado no pregão desta sexta-feira, os preços dos grãos são historicamentes altos e se encontram em patamares muito positivos. Isso acontece porque, nesse momento, o mercado é extremamente climático e a influência do macrocenário é quase nula.

Nada mudou em relação ao clima nos Estados Unidos e as condições continuam adversas e desfavoráveis às lavouras norte-americanas. As últimas previsões do modelo americano, o GFS, apontam para chuvas e temperaturas um pouco mais amenas a partir desta segunda-feira (9).

No entanto, mesmo que essas chuvas se confirmem, elas não serão suficientes para resolver o problema de falta de umidade do solo e não serão abrangentes. "O dano em boa parte da safra de milho é irreversível neste momento. A esperança agora é de chuvas que venham evitar maiores danos. Na soja, ainda se vê a possibilidade de recuperação de rendimento em algumas áreas, mas o consenso é de que grandes danos também já foram causados", alertou Dejneka.

Além disso, o analista afirma que estas são informações do modelo norte-americano, o qual não vem sendo muito preciso nas últimas semanas e a confiança dos agentes de mercado nele não é muito grande. O mais correto até o momento tem sido o modelo europeu, e esse não mostra muitas chuvas para as próximas semanas. Com isso, o que se espera é que na segunda-feira (9), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresente um novo recuo nos índices de lavouras em boas ou excelentes condições tanto para a soja quanto para o milho em seu próximo relatório de acompanhamento de safra.

"A tendência não mudou e friso que mercados não sobem em linha reta. O “perigo” é muito maior de novas fortes altas e a indústria, assim como especuladores, estarão aproveitando baixas para entrar comprando. A definição do clima nas próximas duas semanas ditará a direção dos mercados no curto prazo.", completou Dejneka.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 5 de julho de 2012

MERCADO: PREÇOS DA SOJA SOBEM NO BRASIL / SACA BATE EM R$ 75 EM PARANAGUÁ

Os preços domésticos da soja apresentaram forte alta na
quinta-feira, acompanhando o desempenho da Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT). Com isso, a movimentação melhorou nas principais praças do país,
preferencialmente envolvendo venda futura da nova safra. A disponibilidade de
soja da safra atual segue restrita, dificultando as negociações.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 72,00 para R$ 72,50.
Na região das Missões, o preço da saca passou de R$ 71,00 para R$ 72,00. No
porto de Rio Grande, os preços avançaram de R$ 71,50 para R$ 73,50 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 69,00 para R$ 72,00 por saca.
No porto de Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 75,00 por saca, contra
R$ 72,00 de ontem. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 67,00 por saca
para R$ 70,00. Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 71,50, contra R$ 69,00 da
quarta.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações desta quarta-feira com preços em forte alta. O contrato julho
rompeu a barreira de US$ 16,00, batendo nos melhores patamares em quatro anos. O
motivador da alta continua sendo o fator clima. A falta de chuvas e a
temperatura elevada estão obrigando os participantes a adicionar nos preços a
provável redução no potencial produtivo da safra americana.
Após a quebra nas safras do Brasil e da Argentina, a recomposição dos
estoques mundiais da oleaginosa e o alívio no aperto na relação de oferta e
demanda dependiam de uma produção consistente nos Estados Unidos. Diante do
clima desfavorável no Meio Oeste americano, o mercado já está refazendo suas
contas e avaliando a possibilidade de um período mais longo com estoques
escassos, o que vem motivando esta elevação nas cotações.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
54,25 centavos de dólar a US$ 16,26 1/2 por bushel. A posição agosto teve
ganho de 53,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 15,83 por bushel.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo teve preço de US$ 465,80 por
tonelada, com alta de US$ 20,20. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 54,33 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 1,19 centavo
frente ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,14%, a
R$ 2,0220 para compra e R$ 2,0240 para venda. Durante o dia a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0140 e a máxima de R$ 2,0390.


FONTE: Safras e Mercado.

Soja lidera ganhos em Chicago e encerra com o vencimento agosto próximo dos US$ 16

O clima quente e seco nos Estados Unidos assola o Corn Belt - cinturão de produção do país - cria um cenário promissor para o mercado de grãos. Nesta quinta-feira, os preços voltaram a explodir na Bolsa de Chicago, com o vencimento agosto da soja, o de mais negociação no momento, caminhando a passos largos para os US$ 16 por bushel. O vencimento novembro, referência para a safra norte-americana, já atingiu os US$ 15 e, fechou cotado a US$ 15,26, com alta de 51,75 pontos. O milho e o trigo também fecharam a quinta-feira com fortes altas de mais de 30 pontos.

O calor intenso e a falta de chuvas persistem. Em vários pontos do Meio-Oeste norte-americano, a sensaão térmica chegou a 42°C e essas condições devem se estender por mais, no mínimo, dois dias. O analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, nesse momento não é possível colocar um "alvo para os preços pois a situação se agrava a cada dia.

"A cada dia que se passa, o calor e seca continuam danificando as safras. Sem chuvas imediatas, volumosas a abrangentes nos próximos dias, a situação se torna cada vez mais caótica. E pelo que tudo indica, o tão esperado alívio não virá tão cedo", diz o analista.

De acordo com um mapa climático divulgado pelo NOAA, as condições de tempo quente e seco não só devem persistir como devem se intensificar no cinturão produtor até o dia 30 de setembro. Para Dejneka, mesmo que dependa de muita coisa e de informações que vão chegar mais a frente, há a possibilidade de que o milho atinja patamares entre US$ 7 e US$ 10 por bushel, bem como para a soja entre US$ 16 e US$ 18. "Tudo isto é possível sim, vai depender de muita coisa, mas a possibilidade certamente existe para estes preços, até maiores se o mapa acima estiver correto".











Em contrapartida, o analista volta a lembrar da necessidade da extrema cautela diante desse mercado e que há, mesmo neste cenário, possibilidade de baixas durante as negociações. Até que sejam conhecidos os reais impactos desse clima, as "baixas serão compradas".

No mercado interno, os preços da soja acompanham essa explosão das cotações no mercado futuro internacional. Nesta quinta, o valor da soja no Porto de Rio Grande chegou aos históricos R$ 75,00 por saca e fechou o dia a R$ 74,50. Em Paranaguá, o preço ficou em R$ 74. Para a safra nova, o preços chegam a R$ 65. 


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SOJA: 45% DAS LAVOURAS ENTRE BOAS E EXCELENTES CONDIÇÕES

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o
USDA, 45% estão entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular
e 22% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os dados
eram respectivamente 53%, 32% e 15%.


FONTE: Safras e Mercado.

MERCADO: SOJA INICIA SEMANA COM POUCOS NEGÓCIOS E PREÇOS MISTOS

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com poucos
negócios e preços mistos. Com praticamente toda a safra disponível negociada,
a comercialização se restringiu às vendas antecipadas, mas mesmo assim em
pequeno volume.
Em algumas praças, as cotações foram pressionadas pela queda do dólar.
Em outras, a alta em Chicago e a falta de produto sustentaram os preços.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 71,50 para R$ 71,00. Na
região das Missões, o preço da saca recuou de R$ 71,00 para R$ 70,50. No
porto de Rio Grande, os preços subiram de R$ 71,00 para R$ 70,50 por saca.
Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 69,00 por saca. No porto de
Paranaguá (PR), foi indicado preço de R$ 71,00 por saca, contra R$ 72,00 na
sexta-feira. Em Rondonópolis (MT), o preço estabilizou em R$ 66,00 por saca.
Em Dourados (MS), a saca fechou em R$ 68,00, estável.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja encerrou as
operações desta segunda-feira com preços mais altos para o grão e o farelo e
mais baixos para o óleo. O clima desfavorável ao desenvolvimento das lavouras
norte-americanas voltou a dar sustentação aos contratos. As previsões
meteorológicas indicam mais uma semana de temperaturas elevadas e clima seco.
Diante deste quadro, os participantes começam a adicionar prêmio de risco e
trabalham com a possibilidade cada vez maior da safra americana ficar abaixo do
esperado inicialmente.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
19,50 centavos de dólar a US$ 15,32 1/4 por bushel. A posição agosto teve
ganho de 12,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 14,94 1/4 por bushel.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo teve preço de US$ 437,80 por
tonelada, com alta de US$ 8,30. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 52,30 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,09 centavo frente
ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações desta segunda-feira em queda
de 1,14%, cotado a R$ 1,9850 para compra e R$ 1,9870 para venda. Durante o
pregão na BM&FBovespa, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 1,9850 e a máxima
de R$ 2,0140.


FONTE: Safras e Mercado.

Clima seco nos EUA confere mais um pregão de alta para os grãos

Liderados pelo milho, os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago continuam subindo na Bolsa de Chicago e fecharam com boas altas nesta segunda-feira. O cereal fechou o dia com altas superiores a 20 pontos nos principais vencimentos. A soja e o trigo também ficaram do lado positivo da tabela, porém, vinham devolveram parte dos expressivos ganhos registrados mais cedo. A oleaginosa, no entanto, conseguiu retomar parte do fôlego.

A situação climática nos Estados Unidos continua caótica e bastante desfavorável para para o bom desenvolvimento das lavouras de grãos no país. Diante disso, como informou a consultoria PHDerivativos, de Chicago, a agência CropCast, que faz estimativas baseadas em imagens de satélites e previsões meteorológicas reduziu seus números para a produtividade norte-americana, prevendo 40,6 bushels por acre para a soja e 150,6 bushels para o milho.

"A agência defende que estas previsões são baseadas não somente no estrago já causado, mas no estrago que SERÁ causado nas próximas duas semanas, já que a previsão é de continuidade da tendência atual de forte calor e chuvas esparsas", diz o analista Pedro Dejneka, da PHDerivativos.

A tendência, daqui para frente, é de que essas estimativas de agências privadas e governamentais continuem caindo enquanto o clima não reverter essa situação de calor intenso e falta de chuvas suficientes.

O mercado em Chicago está muito atento à toda e qualquer notícia ou movimentação do clima. O calor segue acima do normal, as lavouras se defendem, como disse Dejneka, e os preços continuam refletindo essa possibilidade de uma oferta menor de milho e ainda mais escassa de soja.

Caso haja uma correção dos preços causada por uma realização de lucros ou movimentos similares por conta de chuvas pontuais, os investidores irão encará-la como uma oportunidade de compra até que o clima se "torne mais amigável", explica o analista.

A demanda pela oleaginosa norte-americana continua aquecida e é outro fator de sustentação para os preços. Nesta segunda (2), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 1,19 milhão de toneladas de soja da safra 2012/13 para destinos desconhecidos. "Me parece que, cada vez mais, quem pode adiantar suas compras quanto a safra nova o está fazendo. A situação é realmente complicada no momento", alerta Dejneka.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SOJA: PREOCUPAÇÕES COM CLIMA E OUTROS MERCADOS IMPULSIONAM CHICAGO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais
altos. As preocupações com o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos
e o bom desempenho de outros mercados impulsionaram as cotações, com os
contratos com vencimento em julho rompendo a barreira de US$ 15,00 por bushel. O
aguardado relatório do Departamento de Agricultura americano, o USDA, para
área e estoques não trouxe surpresas e pouco impactou na composição dos
preços futuros.
Os boletins meteorológicos seguem indicando clima seco e temperaturas
elevadas, condições que poderão comprometer a produtividade da nova safra
americana. Para completar o quadro positivo aos preços, o dólar recuou frente
a outras moedas e petróleo e ações subiram, reflexo do otimismo em relação
a um cenário mais estável para a economia da Eurozona.
Os produtores norte-americanos deverão plantar 76,1 milhões de acres com
soja na temporada 2012/13, com elevação de 1% sobre o ano passado, quando
foram semeados 74,976 milhões de acres. A área a ser colhida está projetada
em 75,3 milhões de acres, com aumento de 2%.
O USDA indica recorde de área plantada para os estados de Nova York,
Dakota do Norte e Pensilvânia. Na Dakota do Sul, o plantio se igualaria ao
recorde anterior. O relatório confirmou o sentimento do mercado ao indicar uma
área superior ao levantamento de intenção de plantio, divulgado no final de
março, que apontava área de 73,9 milhões de acres. O mercado apostava, no
entanto, em área um pouco menor, em torno de 75,6 milhões de acres.
Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição
1o de junho, totalizaram 667 milhões de bushels. O volume estocado subiu 8% na
comparação com igual período de 2011. O mercado esperava número em torno de
640 milhões de bushels. Do total, 179 milhões de bushels estão armazenados
com os produtores, com baixa de 18%. Os estoques fora das fazendas somam 488
milhões de bushels, com alta de 22%.
Os contratos da soja em grão com vencimento em julho fecharam com alta de
46,75 centavos de dólar a US$ 15,12 3/4 por bushel. A posição agosto teve
ganho de 35,75 centavos de dólar, encerrando a US$ 14,82 por bushel.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo teve preço de US$ 429,50 por
tonelada, com alta de US$ 8,20. Os contratos do óleo com vencimento em agosto
fecharam a 52,39 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 1,30 centavo frente
ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

Clima adverso persiste nos EUA e soja fecha a semana com forte alta na Bolsa de Chicago

O mercado internacional da soja explodiu em Chicago nesta sexta-feira. Os futuros da oleaginosa operaram com firmes e significativas altas durante toda a sessão. O vencimento julho bateu o patamar dos US$ 15 por bushel, e encerrou o dia cotado a US$ 15,12, subindo 46,75 pontos. O contrato mais relevante no momento, novembro/12, fechou valendo U$ 14,27, com alta de 24,25 pontos.

Na sessão desta sexta, o mercado deixou de lado as informações do relatório divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre um aumento de área e dos estoques físicos de soja nos Estados Unidos e focou, novamente, o clima seco e quente no país e também o dia bastante positivo no mercado financeiro.

As lavouras norte-americanas continuam sofrendo com as altas temperaturas e a falta de chuvas, como vêm sinalizando os modelous europeus de meteorologia e isso estimula a alta do mercado. A região mais preocupante é o Corn Belt, principal área produtora de grãos norte-americana.

As condições desfavoráveis de clima nos EUA criam o temor de uma possível redução na produtividade da soja, que, mesmo que não se confirme, ainda assim deverá ser insuficiente para atender a demanda e abastecer os estoques adequadamente. Essa situação já se confirma no milho, que vem sentindo os efeitos da seca em sua fase de polinização, estágio onde a água é fundamental para o bom desenvolvimento das plantas.

Paralelamente, o mercado de grãos ainda encontra impulso para continuar subindo no macrocenário. Nesta sexta-feira, foi anunciado um acordo vindo da reunião de cúpula da União Europeia que foi muito bem recebido pelos mercados. Com isso, as principais bolsas de valores do mundo registraram um dia muito positivo e o dólar exibiu um forte e expressivo recuo.

Porém, a cautela deve permanecer. Como explicou Pedro Dejneka, analista da PHDerivativos, "nada está resolvido a longo prazo. O acordo assinado é apenas um novo capítulo na complicada realidade econômica que vivemos hoje".

Milho - Os futuros do milho também encerraram a sexta-feira em alta. Porém, os ganhos foram bem mais modestos do que os registrados para a soja. O cereal encontrou sustentação no avanço dos mercados vizinhos e também nas condições climáticas adversas dos Estados Unidos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grãos: Clima nos EUA e relatório do USDA determinam volatilidade

A quinta-feira foi de muita volatilidade para o mercado internacional da soja na Bolsa de Chicago e os futuros da oleaginosa fecharam o dia em baixa. O mercado oscilou várias vezes entre os campos positivo, negativo e misto. Porém, as perdas registradas nesta sessão foram pequenas, ficando entre 7,75 e 12,75 pontos. O trigo também fechou positivo, e o milho, porém, conseguiu manter o fôlego e terminar em alta.

Segundo informações da consultoria PHDerivativos, de Chicago, essa volatilidade é natural de um weather market, o chamado mercado climático, uma vez que os investidores operam a cada divulgação de mapa com previsões. Como explicou o analista Pedro Dejneka, da PHDerivativos, a divergência dos modelos de previsão do tempo americanos (GFS) e europeus (Euro) de continua deixando o mercado nervoso.

Paralelamente, a divulgação do relatório de área de plantio nos Estados Unidos por parte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que acontece nesta sexta-feira (29) também acaba deixando o mercado mais confuso.

À espera dos dados do departamento norte-americano, os investidores observam os fundamentos climáticos positivos e ao mesmo tempo buscam um melhor posicionamento antes do reporte. A movimentação desses agentes traz mais volatilidade ao mercado, além de um movimento de realização de lucros.

Clima nos Estados Unidos - As lavouras norte-americanas sofrem com o calor excessivo e a falta de chuvas. As plantações, principalmente as de milho, encontram-se em estágios onde a água é fundamental e por conta dessa seca já há o temor de que a produtividade da soja seja reduzida e a confirmação no caso do milho.

Como já foi dito, os modelos europeu e americano de meteorologia estão divergindo sobre as condições para os próximos dias. Enquanto o dos Estados Unidos indica precipitações tendo início nesta sexta (29) em boa parte do Corn Belt, o da Europa ainda indica dias mais quentes e secos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes