Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Financeiro incerto pressiona e soja fecha semana com quase 50 pts de queda

A soja despencou no pregão regular desta sexta-feira na Bolsa de Chicago e fechou a semana perdendo quase 50 pontos nos principais vencimentos. O contágio do nervosismo do mercado financeiro - causado principalmente pelo prejuízo do banco norte-americano JP Morgan e da crise político econômica na Europa - foi inevitável hoje, haja visto que o cenário de incertezas fez com que os investidores se mostrassem bastante avessos aos riscos. O milho e o trigo encerraram o dia com perdas mais modestas.

O mercado financeiro foi surpreendido pela informação de um prejuízo de US$ 2 bilhões do banco JPMorgan, resultado de uma estratégia errada de hedging, nas últimas seis semanas. Atualmente, o JP Morgan é o segundo maior banco norte-americano e considerado o mais conservador dos Estados Unidos. Com isso, o temor da macroeconomia é de que depois desse anúncio, mais instituições financeiras apresentem perdas dessa magnitude.

Porém, apesar do reflexo imediato bastante negativo do mercado como um todo, trata-se de um caso pontual que não deverá trazer um contágio mais grave para as commodities. "O sistema bancário continua solvente, e as perdas do JP MOrgan foram ganhos de outras instituições. Mas, em todo caso, se acende uma luz amarela na questão dos derivativos", disse o economista Roberto Troster.

Por outro lado, para o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, de Chicago, esse episódio merece sim uma atenção do mercado já que o próprio presidente do JP Morgan disse que as perdas atuais poderiam ser ainda maiores no futuro. “Não acho que é, necessariamente, uma repetição de 2008 (referindo-se à crise imobiliária), mas eu acho que é uma coisa que o mercado deve prestar atenção”. diz.

Além disso, a situação se agrava na Europa com os países passando por uma crise além de econômica, política também, com a troca de governantes em importantes economias da Zona do Euro. As notícias mais preocupantes vêm da Grécia, onde um consenso ainda parece distante e com líderes que já prometem medidas menos austeras - o que poderia ameaçar o pacto de austeridade fiscal firmado no início do ano - e da França. O mercado teme que o novo presidente francês, François Hollande, poderia entrar em atrito com a chanceler alemã Angela Merkel, limitando o bom desempenho da procura por medidas de contenção da crise no continente.

Tantas incertezas e expectativas preocupantes fazem com que os investidores mantenham-se mais distantes dos risco, liquidando suas posições em ativos mais arriscados, como as commodities, estimulando movimentos de realizações de lucros. Essa forte baixa no mercado da soja chega, justamente, em um quadro fundamental bastante positivo. Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de oferta e demanda confirmando estoques menores e bastante ajustados para a oleaginosa, além de uma demanda firme e aquecida.

São esses fundamentos positivos que devem dar sustentação aos preços mais adiante, principalmente no médio prazo. "A questão europeia e de perdas no exterior serão absorvidas e não serão um problema. E a médio prazo a demanda por commodities agrícolas irá crescer mais que a oferta e isso mantém a tendência de alta para os preços ", disse Troster.

No entanto, ainda de acordo com Dejneka, apesar desse quadro fundamental positivo e que deve dar um firme suporte às cotações no segundo semestre, o receio com o comportamento do mercado financeiro ainda é grande, ainda mais por estar baseado em incertezas e expectativas. Os problemas econômicos europeus e até mesmo os norte-americanos não estão solucionados e podem interferir de forma negativa e severa no mercado de Chicago.

Milho e trigo - Os futuros do milho e do trigo também encerraram a semana em queda, porém, as perdas foram significativamente menores. Os mercados, segundo analistas, fecharam o dia no vermelho ainda sentindo os dados baixistas do USDA e também a pressão bastante negativa do financeiro.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Refletindo números do USDA, soja encerra com forte alta e milho recua

Os números divulgados nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu relatório mundial de oferta e demanda confirmaram o cenário fundamental altista para a soja e de franca baixa para o milho. Os dados vieram em linha com o esperado pelo mercado e as primeiras projeções para a safra 2012/13 contribuem para esse quadro.

"As primeiras projeções para 2012/13 reforçam o cenário de alta para a soja e o de franca baixa para o milho", disse o analista de mercado Carlos Cogo, analista de Mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

No pregão regular de hoje, os negócios no mercado internacional de grãos foram guiados por esses últimos números do departamento norte-americano. A soja encerrou o dia registrando altas de mais de 25 pontos nos principais vencimentos e o milho, na contramão, com quedas de dois dígitos.

A sustentação para os preços da oleaginosa vieram da confirmação do seriamente ajustado quadro de oferta e demanda. O USDA reportou uma baixa para os estoques finais de soja nos Estados Unidos, bem como na safra mundial 2011/12, cortando, principalmente, os números do Brasil e da Argentina.

No cenário mundial, a produção foi reduzida de 240,15 milhões para 236,87 milhões de toneladas e os estoques finais passaram de 55,52 milhões para 53,24 milhões de toneladas.

A estimativa para a produção brasileira foi reduzida de 66 milhões para 45 milhões de toneladas, e a da Argentina, de 45 milhões para 42,5 milhões de toneladas. E os estoques norte-americanos foram reduzidos de de 6,8 milhões para 5,72 milhões de toneladas, uma redução de 16%. O volume também ficou abaixo do que era esperado pelo mercado, algo em torno de 6,014 milhões de toneladas.

Para os estoques finais da safra 2012/13 de soja, as primeiras estimativas apontam para algo em torno de 3,946 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 4,626 milhões. A produção foi estimada em 87,22 milhões de toneladas.

"O cenário de aperto da soja, que já grande este ano, não terá alívio no ano que vem, mesmo considerando a recuperação da América do Sul. Os estoques mundiais de soja A expectativa é de aumento da área de soja de verão para o Brasil com toda certeza e preços acima dos US$ 14 por bushel", afirma Cogo.

Enquanto os números são extremamente favoráveis para os preços da soja, para o milho são bastante preocupantes e já sinalizam um expressivo recuo dos preços.

Sobre a safra 2011/12, o USDA trouxe um aumento dos estoques finais mundiais e norte-americanos. As estimativas para as reservas globais passaram de 122,7 milhões de toneladas, estimadas em abril, para 127,56 milhões. Já nos EUA, os estoques foram projetados em 21,62 milhões de toneladas contra a projeção de abril de 20,35 milhões de toneladas. A alta foi de 6,24%.

Segundo explicou Carlos Cogo, os estoques nos Estados Unidos nem são muito altos e podem ser considerados até mesmo levemente baixos. No entanto, na próxima safra, a primeira projeção do USDA é de algo em torno de 47,78 milhões de toneladas, com uma produção de 375,68 milhões de toneladas, enquanto no ciclo 2011/12 foram produzidas 313,91 milhões de toneladas.

"Isso para o mercado futuro, para longo prazo, é uma variável extretamente baixista. Hoje, em Chicago, o vencimento dezembro está 21% mais baixo do que o maio", diz Cogo. Essa baixa esperada para o mercado futuro internacional, como explicou o analista, deverá ser prontamente assimilada e sentida pelo mercado doméstico.

Nesta quinta-feira, os futuros do cereal encerraram o dia com expressivas baixas em seus principais vencimentos. Em um reação imediata aos números do USDA, o milho fechou o pregão com perdas entre 8,75 e 19,75 pontos nos contratos mais próximos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Suprimentos recorde de 2012/13 de milho


Grãos grosseiros: fornecimento de cereais dos EUA de alimentação para 2012/13 são projetadas em um recorde de 416,3 milhões de toneladas, um aumento de 16 por cento a partir de 2011/12 com maior área e produção para milho, sorgo, cevada e aveia. A produção de milho para 2012/13 é projetada em um recorde de 14,8 bilhões de bushels, até 2,4 bilhões de 2011/12. 
 
A projetado aumento de 5,1 milhões de hectares na área colhida e os rendimentos esperados mais elevados, em comparação com 2011/12, acentuadamente melhorar as perspectivas de produção. A produção de milho 2012/13 é projetada em um recorde de 166,0 bushels por acre, 2,0 bushels acima da tendência 1990-2010 refletindo o rápido ritmo de plantio e emergência. Apesar da menor carryin esperado em 16 anos, o abastecimento de milho para 2012/13 são projetadas em um recorde de 15,7 bilhões de bushels, até 2,2 bilhões de 2011/12.
 
Uso total de milho dos EUA para 2012/13 é projetado um aumento de 9 por cento a partir de 2011/12 em mais ração e desaparecimento residual, aumento do uso de adoçantes e amidos, e as exportações maiores. Alimentação e uso residual para 2012/13 é projetada para cima de 900 milhões de bushels refletindo uma forte recuperação no desaparecimento residual com a safra recorde e um aumento na alimentação com preços mais baixos de milho e carne de porco esperado e maior produção de aves. Uso do milho para o etanol projetada permanece inalterada em relação ao ano como o consumo de gasolina fraco limita domésticos oportunidades de mistura. 
 
As exportações de milho para 2012/13 são projetadas 200 milhões de bushels superior em 2011/12 em abundantes suprimentos domésticos, preços mais baixos e maior demanda da China esperado. Grave fornecimentos de milho estrangeiros, no entanto, são esperados para limitar o aumento de transferências dos EUA. EUA milho terminando ações para 2012/13 são projetadas em 1,9 bilhões de bushels, acima de 1.0 bilhões de bushels de projeção corrente ano. O preço médio quinta temporada está projetado em US $ 4,20 a US $ 5,00 por bushel, uma queda acentuada a partir do registro 2011/12 projetada em 5,95 dólar para 6,25 dólar por bushel.
 
Estoques de milho projetadas finais para 2011/12 são criados 50 milhões de bushels para 851 milhões com menor espera alimentação junho-agosto e desaparecimento residual. O aumento ano a ano em grande medida, a produção de trigo de inverno e os preços atraentes para o trigo em relação ao milho deverão aumentar alimentação trigo verão. 
 
Plantações recordes de meados de abril e início de milho podem surgir perspectivas emergência impulso para o uso do milho no início de 2012-colheita antes do 01 de setembro início da campanha de comercialização 2012/13. Como nos últimos anos, este fim de verão o uso de culturas-se que a nova safra de idade deslocar o uso e aumentar a carryout.
 
Globais abastecimento de grãos grosseiros para 2012/13 são projetadas em um recorde de 1,389.2 milhões de toneladas, um aumento de 6 por cento a partir de 2011/12. Produção global de milho para 2012/13 é projetada em um recorde de 945,8 milhões de toneladas, até 75,3 milhões de 2011/12, e 6 º ano consecutivo em que produção de milho mundial estabeleceu um novo recorde.Produção de milho estrangeiro é também projetado para ser um registro de 570,1 milhões de toneladas, 13,6 milhões com os maiores aumentos para Argentina, México, Canadá, África do Sul, China e Ucrânia. Comércio global de milho é projetada superior para 2012/13 com as importações aumentado 6 por cento de apoio na maior parte maior de milho alimentar na China, Vietnã, Coréia do Sul, Japão, UE-27, e no Oriente Médio. 
 
Mundial de milho uso de alimentos, sementes e industrial também é gerado com o aumento do processamento de milho esperadas para a China, Argentina, UE-27, e no Brasil. Consumo global de milho é projetada em um recorde de 921.0 milhões de toneladas, 53,7 milhões de 2011/12 com mais de metade do aumento nos mercados estrangeiros. Milho Mundial terminando ações para 2012/13 são projetadas em 152,3 milhões de toneladas, até 24,8 milhões de 2011/12, eo mais alto desde 2000/01.

Produção de soja dos EUA Superior prevista


OLEAGINOSAS: EUA produção de oleaginosas para 2012/13 está projetada em 97,0 milhões de toneladas, um aumento de 6 por cento a partir de 2011/12. Contas mais altas de produção da soja para a maior parte do aumento, mas Girassol, canola, amendoim e produção de algodão também estão projetadas acima do ano passado. A produção de soja é projetado em 3,205 bilhões de bushels, acima da safra 2011 como rendimentos mais elevados mais do que compensado menor área colhida. 
 
A área colhida deverá ser de 73,0 milhões de acres com base em uma média de 5 anos colhido-a-plantada relação e área plantada de 73,9 milhões de hectares. Produtividade da soja são projetadas em 43,9 bushels por acre, um aumento de 2,4 bushels em 2011. Com início estoques projetados em 210 milhões de bushels, suprimentos 2012/13 de soja está projetada em 3,43 bilhões de bushels, acima de 4 por cento a partir de 2011/12. 
 
EUA esmagamento de soja para 2012/13 está projetada em 1,655 bilhões de bushels, praticamente idêntico ao 2011/12 como um deslocamentos menores taxas de extração reduziu o uso de farelo de soja totais. 
 
Uso refeição total de soja está projetada para baixo de 1 por cento as exportações reduzidas são apenas parcialmente compensadas por ganhos em uso doméstico. Exportações de soja aumentou refeição do Paraguai e Argentina deverão exceder os ganhos limitados na demanda global de importação, resultando em perspectivas de exportação reduzidas dos Estados Unidos. Com o aumento de 2012/13 de soja dos EUA e suprimentos acentuadamente mais baixos suprimentos de soja da América do Sul na mão esta queda, as exportações de soja dos EUA são projetadas em 1.505 bilhões de bushels, até 190 milhões de 2011/12. 
 
Acabar com ações para 2012/13 são projetadas em 145 milhões de bushels, uma queda de 65 milhões de 2011/12, deixando os estoques de usar relação a um nível historicamente baixo de 4,4 por cento. Os EUA preço da soja temporada da média para 2012/13 está projetado em US $ 12,00 a $ 14,00 por bushel em comparação com $ 12,35 por bushel em 2011/12. Preços de farelo de soja estão previstos em US $ 335 a $ 365 por tonelada curta, em comparação com US $ 360. Preços de óleo de soja são projetadas em 52,5 para 56,5 centavos por libra em comparação com 53,5 centavos para 2011/12.
 
Produção de oleaginosas global para 2012/13 é projetada em um recorde de 471,5 milhões de toneladas, um aumento de 8 por cento a partir de 2011/12, principalmente devido ao aumento da produção de soja. Produção mundial de soja está projetada em 271,4 milhões de toneladas, quase 15 por cento. A cultura da soja na Argentina está projetado em 55 milhões de toneladas, um aumento de 12,5 milhões de 2011/12 como rendimentos rebote e preços relativamente altos levam a gravar área colhida. A cultura da soja o Brasil está projetada em um recorde de 78 milhões de toneladas, um aumento de 13 milhões, também devido a gravar área colhida e melhores rendimentos. Paraguai produção de soja é projetado em 7,8 milhões de toneladas, um aumento de 3,8 milhões de 2011/12 como rendimentos recuperar fortemente a partir de seca redução dos níveis. 
 
China a produção de soja é projetado em 13,1 milhões de toneladas, uma queda de 0,4 milhões de 2011/12 os produtores continuam a mudar a área de culturas mais rentáveis. A produção global de sementes de alto teor de óleo (Girassol e colza) é projetada quase inalterado desde 2011/12 como área maior é em grande parte compensado por rendimentos mais baixos. 
 
Fornecimento de sementes oleaginosas para 2012/13 estão acima de 3 por cento a partir de 2011/12 apesar de uma redução de 23 por cento em ações que começam a partir de culturas resultante da seca com redução sul-americanos. Com queda projetada para aumentar 2,9 por cento, 2012/13 mundial de oleaginosas ações que terminam são projetadas em 65,6 milhões de toneladas, 2,9 milhões de 2011/12, mas ainda 15,8 milhões abaixo 2010/11.
 
Consumo mundial de proteína refeição deverá aumentar 2,8 por cento em 2012/13. Consumo de alimentos protéicos é projetada para aumentar de 5 por cento na China, representando cerca de metade dos ganhos de consumo mundial de proteína. Exportações de soja globais são projetadas em 97,3 milhões de toneladas, um aumento de 9 por cento a partir de 2011/12. As importações de soja da China são projetadas em 61 milhões de toneladas, 5 milhões de 2011/12. Consumo global de petróleo vegetal deverá aumentar 3,2 por cento em 2012/13, liderada por aumentos de China e Índia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CBOT: Grãos fecham o dia em baixa à espera dos números do USDA

A soja encerrou mais um dia com expressivas baixas na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa voltaram a ser pressionados pelo financeiro, pela alta do dólar e pela espera dos traders pelo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta quinta-feira (10).

O cenário continua sendo de incertezas na macroeconomia, com importantes mudanças políticas na Europa e o rumo que o futuro da economia do Zona do Euro deverá tomar. O temor dos traders é de que o pacto de austeridade fiscal firmado no início desse ano esteja ameaçado.

Entre os fundamentos, as expectativas vêm do boletim de oferta e demanda mundial que o USDA divulga amanhã. O mercado está atento, principalmente, aos estoques de soja dos Estados Unidos e a safra da América do Sul, que vem sofrendo reduções nas estimativas por parte de consultorias privadas.

Além dos fatores técnicos e fundamentais, analistas afirmam que essa é uma correção natural do mercado depois das fortes altas registradas nas últimas semanas. Em função dos fundamentos altistas, os preços da soja ultrapassaram os US$ 15 por bushel, atingindo os melhores níveis em quatro anos.

O milho e o trigo também fecharam o dia em queda. Os investidores, assim como no mercado da soja, se mostraram mais avessos ao risco diante do financeiro negativo e das expectativas pelo relatório do USDA. O desempenho ruim da oleaginosa contribuiu para o recuo dos grãos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 8 de maio de 2012

ECONOMIA: PESSIMISMO EXTERNO PROVOCA PERDAS NO IBOVESPA

O Ibovespa registrou perda de 1,4% no fechamento do pregão
desta terça-feira, atingindo 60.365 pontos. A movimentação financeira do dia
foi de R$ 7,074 bilhões. No agronegócio, o índice Canal Rural (ICR) teve
queda de 1,63% no dia, a 172,25 pontos. Na composição do ICR, as principais
altas do dia foram da Laep (+5,26%) e SLC Agrícola (+1,82%). As baixas mais
acentuadas foram dos papéis da JBS (-4,53%) e do Minerva (-3,20%).
O pessimismo no mercado internacional, principalmente em decorrência da
situação política na Grécia, levou os investidores, mais uma vez, a um
estado de atenção e aversão ao risco. Apesar de todo o cenário negativo que
justifica pontualmente essas perdas, o analista-chefe da Walpires Corretora,
Leandro Martins, explica que o movimento desfavorável do Ibovespa, principal
índice da bolsa brasileira, é parte de um cenário mundial de correção
técnica, ou seja, as bolsas estão devolvendo os ganhos dos últimos dias.
Martins explica que há uma conjuntura global de queda que deve se estender
ao menos pelos próximos três meses. "Não é interessante tentar uma
justificativa de notícias pontuais. Trata-se de uma conjuntura de médio
prazo", ressalta.
O mercado, no entanto, ficou desanimado hoje com a notícia de que o
partido grego Coalizão para a Esquerda Radical (Syriza), encarregado de formar
o novo governo da Grécia, vai investigar as causas do déficit público e não
pagará a dívida enquanto a investigação não for concluída. A informação
preocupa os investidores que agora operam com cautela diante das incertezas do
cenário político europeu.


As informações partem da Agência Leia.

Chicago: Financeiro turbulento preocupa e soja fecha com quase 30 pontos de baixa

Nesta terça-feira (8), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago tiveram a maior baixa desde janeiro, encerrando o dia com quedas de quase 30 pontos nos contratos mais próximos.

De acordo com analistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, a oleaginosa foi severamente pressionada por preocupações com a situação da economia europeia e com a intensificação dos temores de que a dívida na Zona do Euro irá reduzir o ritmo do crescimento econômico mundial, comprometendo a demanda por commmodities.

Paralelamente, o dólar estendeu seu mais longo rally desde 2008 frente ao euro com a possibilidade de a Grécia se tornar o primeiro país em desenvolvimento a não conseguir honrar seus compromissos financeiros, gerando um default (o chamado calote).

O nervosismo visto no cenário macroeconômico esta semana está sendo explicado como um reflexo do resultado das eleições presidenciais na Grécia e também na Franca, com temores de que com novos governantes o pacto de austeridade fiscal firmado no início do ano esteja ameaçado.

Todo este quadro de incertezas e preocupações com o crescimento mundial influenciando diretamente nas perspectivas para a demanda encorajou os investidores a se retirarem do mercado de commodities, o qual é bastante volátil, fazendo a soja registrar um agressivo recuo depois das máximas em 45 meses vistas nas últimas semanas. A oleaginosa chegou a bater os US$ 15 por bushel.

Com isso, o vencimento maio, referência para a safra brasileira, acabou perdendo o importante patamar psicológico dos US$ 14,50 por bushel, trazendo ainda mais dúvidas para o mercado.

Os investidores mostram-se mais avessos ao risco frente a ausência de novidades entre os fundamentos, que, apesar de tudo seguem positivos. A demanda segue aquecida e a oferta de soja ainda é bastante restrita. Com isso, as realizações de lucros são inevitáveis.

O quadro delicado se completa com a proximidade da divulgação do relatório de oferta e demanda mundial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que acontece nesta quinta-feira (10).

Os dados do departamento norte-americano são os oficiais e por isso, mesmo que às vezes sejam contrariados por alguns analistas, influenciam bastante nos negócios em Chicago. Por conta dessa influência, os investidores buscam um melhor posicionamento antes do relatório, o que também contribui para a volatilidade do período que precede a divulgação.

Agentes de mercado apostam em um novo corte para a safra de soja da América do Sul, bem como nos estoques dos Estados Unidos, informações que poderiam provocar novas altas dos preços futuros. A colheita de soja argentina, antes prevista em 49 milhões de toneladas, não deve passar dos 42 milhões, de acordo com expectativas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CBOT: Soja encerra o dia no vermelho com baixa desvinculada de fundamentos

A soja encerrou a sessão regular com baixas de dois dígitos - entre 9,50 e 13,25 pontos - na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. A pressão veio, principalmente, do clima favorável nos Estados Unidos e do desempenho negativo do mercado financeiro. Uma queda totalmente desvinculada de fundamentos.

Hoje, os investidores estiveram mais avessos ao risco com a macroeconomia temerosa depois do resultado das eleições na França e na Grécia no último domingo (6). O mercado acredita que com os novos governantes, o pacto de austeridade firmado na Zona do Euro possa estar ameaçado.
Com isso, ao redor do mundo, principalmente no Brasil, as principais bolsas de valores operaram em queda, o euro recuou, assim como mais commodities agrícolas, além da soja, e alguns produtos como o petróleo e os metais.

"Um panorama negativo na Espanha, na Grécia e na França fez com que os fundos realizassem lucros naquelas commodities que tiveram ganhos maiores, e a soja, nos últimos dias, teve ganhos robustos. Então, essa queda é normal, mas totalmente desvinculada de fundamentos", disse Carlos Cogo, analista de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Além disso, na próxima quinta-feira, dia 10, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu novo relatório de oferta e demanda mundial e isso faz com que os traders busquem um melhor posicionamento antes disso.

Como explicou Cogo, esses dias que antecedem a liberação dos dados estimula um comportamento mais volátil do mercado, reagindo hora negativamente, hora positivamente. Isso acontece pois os investidores aguardam por novidades que, para o analista, devem vir nesse relatório.

O novo foco do mercado são os números sobre a safra da Argentina e, em um segundo momento, uma nova correção para a safra brasileira. Segundo o analista, os agentes do mercado, incluindo até mesmo as bolsas de cereais e o governo argentinos, já falam em menos de uma produção inferior a 42 milhões de toneladas.

Além do financeiro negativo e dos traders se posicionando às vésperas do USDA, o quadro climático nos Estados Unidos, no momento, é baixista. No último final de semana, foram registradas boas chuvas nas principais regiões produtoras do país e o andamento do plantio da safra 2012/13 está sendo, portanto, beneficado pelas condições climáticas, fator que também pressionou os preços neste início de semana.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CBOT: Soja toma fôlego e encerra semana em alta. Milho fica no misto

Nesta sexta-feira, a soja encerrou a semana com leves altas no pregão regular da Bolsa de Chicago. A oleaginosa operou em queda em boa parte os negócios, porém, conseguiu reverter parte das perdas e acabou encerrando no azul.

O mercado internacional da soja registrou algumas realizações de lucros, porém, voltou a focar os fundamentos, que continuam positivos. Alguns fatores técnicos como a proximidade do final de semana e o ajuste de algumas regras para os especuladores estimularam esse embolso dos ganhos

No entanto, principalmente a demanda aquecida, que vem sendo confirmada quase que diariamente pelos anúncios de venda de soja por parte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), continua sustentando o avanço das cotações, mesmo que não tão expressivas como as de hoje.

O que também limitou um pouco os ganhos foi a busca dos investidores por um melhor posicionamento antes do final da semana e de uma semana em que esperam pelos próximos números de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na quinta-feira, dia 10.

Já o milho fechou a semana em campo misto na Bolsa de Chicago. Os vencimento mais próximos encerraram a sexta-feira com ganhos expressivos encontrando estímulo na forte demanda pelo cereal dos Estados Unidos. Por outro lado, os contratos mais distantes sentiram a pressão negativa de uma grande safra nos EUA ta temporada 2012/13.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CBOT: Soja fecha mais um dia em queda com realização de lucros

A soja fechou o pregão noturno desta quinta-feira com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago em mais um dia de realização de lucros. A direção dos preços virou, mas a tendência não. "A tendência de alta ainda é bastante firme no mercado da soja", diz o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos.

Depois de atingirem o patamar dos US$ 15 por bushel, os preços passam por uma correção e, segundo Dejneka, são sinais de um mercado saudável. "Todo mercado saudável precisa parar para respirar, ele não sobe em linha reta", completa. De acordo com o analista, o mercado está alcançando seu objetivo ao atingir cotações tão altas como as vistas nos últimos dias que é o de racionar o produto quando se tem problemas com estoques.

A oferta mundial de soja está bastante restrita nessa safra - 2011/12 - principalmente por conta da quebra da produção em importantes importadores da oleaginosa como a Argentina e o Brasil ocasionada por uma forte estiagem. Toda semana chegam novas estimativas de redução para ambas as safras, como a última da Informa, que reduziu sua projeção de 45 milhões para 40 milhões de toneladas.

Na outra ponta, a demanda segue firme e aquecida, principalmente por parte da China, que segue realizando compras quase que diárias. Nesta quinta-feira (3), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 232 mil toneladas de soja para a nação asiática.

Além disso, confirmando este cenário, os dados sobre as exportações semanais divulgados pelo departamento norte-americano vieram muito bons e bem acima do volume esperado pelo mercado. Na semana encerrada no dia 26 de abril, as vendas dos EUA totalizaram 1,732 milhões de toneladas ante o estimado que variava entre 900 mil e 1,4 milhão de toneladas.

"Estamos 300% acima do que o registrado no ano passado das exportações da nova safra de soja dos Estados Unidos", diz Dejneka.

Paralelas a este quadro fundamental positivo, estão as expectativas para o próximo relatório de oferta e demanda que o USDA divulga no dia 10 de maio. Segundo o analista, o órgão deverá reportar uma agressiva e imediata redução de seus números para os estoques de soja do país e estimular, como números oficiais, uma nova alta dos preços.

Nesse compasso de espera, os traders aproveitam para ajustar suas posições e conseguir um melhor posicionamento antes da divulgação dos novos dados vindos dos Estados Unidos. Além disso, o mercado também já começa a dar atenção para a nova safra norte-americana.

As boas expectativas para a safra norte-americana também são fatores de pressão negativa para os preços. As condições climáticas nos EUA têm sido favoráveis e o plantio avança em um ritmo superior ao do ano passado.

No entanto, apesar das boas expectativas para a produção, há ainda o temor de que mesmo que seja "perfeita", a colheita dos EUA possa ser insuficiente para atender a demanda.

Milho e trigo - Ao contrário da soja, o dia não foi tão expressivo para os mercados do milho e do trigo na Bolsa de Chicago , que encerraram no misto e positivo, respectivamente.

No caso do milho, o bom desempenho das exportações semanais norte-americanas, as boas expectativas para a demanda e o viés positivo pelo qual caminhou o trigo mantiveram as cotações no azul.

Porém, por outro lado, o cereal voltou a sentir a pressão das expectativas de uma grande safra nos Estados Unidos, a qual vem sendo beneficiada por condições climáticas favoráveis na fase do plantio.

Já o trigo operou em alta, segundo analistas, apenas para estabilizar as cotações depois das fortes perdas de ontem. Os investidores procuraram estabilizar os preços haja visto que o mercado enfrenta um período de ausência de novidades fundamentais que possam estimular movimentos mais bruscos do mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes