Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

CBOT: Grãos fecham o dia em baixa à espera dos números do USDA

A soja encerrou mais um dia com expressivas baixas na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa voltaram a ser pressionados pelo financeiro, pela alta do dólar e pela espera dos traders pelo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta quinta-feira (10).

O cenário continua sendo de incertezas na macroeconomia, com importantes mudanças políticas na Europa e o rumo que o futuro da economia do Zona do Euro deverá tomar. O temor dos traders é de que o pacto de austeridade fiscal firmado no início desse ano esteja ameaçado.

Entre os fundamentos, as expectativas vêm do boletim de oferta e demanda mundial que o USDA divulga amanhã. O mercado está atento, principalmente, aos estoques de soja dos Estados Unidos e a safra da América do Sul, que vem sofrendo reduções nas estimativas por parte de consultorias privadas.

Além dos fatores técnicos e fundamentais, analistas afirmam que essa é uma correção natural do mercado depois das fortes altas registradas nas últimas semanas. Em função dos fundamentos altistas, os preços da soja ultrapassaram os US$ 15 por bushel, atingindo os melhores níveis em quatro anos.

O milho e o trigo também fecharam o dia em queda. Os investidores, assim como no mercado da soja, se mostraram mais avessos ao risco diante do financeiro negativo e das expectativas pelo relatório do USDA. O desempenho ruim da oleaginosa contribuiu para o recuo dos grãos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 8 de maio de 2012

ECONOMIA: PESSIMISMO EXTERNO PROVOCA PERDAS NO IBOVESPA

O Ibovespa registrou perda de 1,4% no fechamento do pregão
desta terça-feira, atingindo 60.365 pontos. A movimentação financeira do dia
foi de R$ 7,074 bilhões. No agronegócio, o índice Canal Rural (ICR) teve
queda de 1,63% no dia, a 172,25 pontos. Na composição do ICR, as principais
altas do dia foram da Laep (+5,26%) e SLC Agrícola (+1,82%). As baixas mais
acentuadas foram dos papéis da JBS (-4,53%) e do Minerva (-3,20%).
O pessimismo no mercado internacional, principalmente em decorrência da
situação política na Grécia, levou os investidores, mais uma vez, a um
estado de atenção e aversão ao risco. Apesar de todo o cenário negativo que
justifica pontualmente essas perdas, o analista-chefe da Walpires Corretora,
Leandro Martins, explica que o movimento desfavorável do Ibovespa, principal
índice da bolsa brasileira, é parte de um cenário mundial de correção
técnica, ou seja, as bolsas estão devolvendo os ganhos dos últimos dias.
Martins explica que há uma conjuntura global de queda que deve se estender
ao menos pelos próximos três meses. "Não é interessante tentar uma
justificativa de notícias pontuais. Trata-se de uma conjuntura de médio
prazo", ressalta.
O mercado, no entanto, ficou desanimado hoje com a notícia de que o
partido grego Coalizão para a Esquerda Radical (Syriza), encarregado de formar
o novo governo da Grécia, vai investigar as causas do déficit público e não
pagará a dívida enquanto a investigação não for concluída. A informação
preocupa os investidores que agora operam com cautela diante das incertezas do
cenário político europeu.


As informações partem da Agência Leia.

Chicago: Financeiro turbulento preocupa e soja fecha com quase 30 pontos de baixa

Nesta terça-feira (8), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago tiveram a maior baixa desde janeiro, encerrando o dia com quedas de quase 30 pontos nos contratos mais próximos.

De acordo com analistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, a oleaginosa foi severamente pressionada por preocupações com a situação da economia europeia e com a intensificação dos temores de que a dívida na Zona do Euro irá reduzir o ritmo do crescimento econômico mundial, comprometendo a demanda por commmodities.

Paralelamente, o dólar estendeu seu mais longo rally desde 2008 frente ao euro com a possibilidade de a Grécia se tornar o primeiro país em desenvolvimento a não conseguir honrar seus compromissos financeiros, gerando um default (o chamado calote).

O nervosismo visto no cenário macroeconômico esta semana está sendo explicado como um reflexo do resultado das eleições presidenciais na Grécia e também na Franca, com temores de que com novos governantes o pacto de austeridade fiscal firmado no início do ano esteja ameaçado.

Todo este quadro de incertezas e preocupações com o crescimento mundial influenciando diretamente nas perspectivas para a demanda encorajou os investidores a se retirarem do mercado de commodities, o qual é bastante volátil, fazendo a soja registrar um agressivo recuo depois das máximas em 45 meses vistas nas últimas semanas. A oleaginosa chegou a bater os US$ 15 por bushel.

Com isso, o vencimento maio, referência para a safra brasileira, acabou perdendo o importante patamar psicológico dos US$ 14,50 por bushel, trazendo ainda mais dúvidas para o mercado.

Os investidores mostram-se mais avessos ao risco frente a ausência de novidades entre os fundamentos, que, apesar de tudo seguem positivos. A demanda segue aquecida e a oferta de soja ainda é bastante restrita. Com isso, as realizações de lucros são inevitáveis.

O quadro delicado se completa com a proximidade da divulgação do relatório de oferta e demanda mundial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que acontece nesta quinta-feira (10).

Os dados do departamento norte-americano são os oficiais e por isso, mesmo que às vezes sejam contrariados por alguns analistas, influenciam bastante nos negócios em Chicago. Por conta dessa influência, os investidores buscam um melhor posicionamento antes do relatório, o que também contribui para a volatilidade do período que precede a divulgação.

Agentes de mercado apostam em um novo corte para a safra de soja da América do Sul, bem como nos estoques dos Estados Unidos, informações que poderiam provocar novas altas dos preços futuros. A colheita de soja argentina, antes prevista em 49 milhões de toneladas, não deve passar dos 42 milhões, de acordo com expectativas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CBOT: Soja encerra o dia no vermelho com baixa desvinculada de fundamentos

A soja encerrou a sessão regular com baixas de dois dígitos - entre 9,50 e 13,25 pontos - na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. A pressão veio, principalmente, do clima favorável nos Estados Unidos e do desempenho negativo do mercado financeiro. Uma queda totalmente desvinculada de fundamentos.

Hoje, os investidores estiveram mais avessos ao risco com a macroeconomia temerosa depois do resultado das eleições na França e na Grécia no último domingo (6). O mercado acredita que com os novos governantes, o pacto de austeridade firmado na Zona do Euro possa estar ameaçado.
Com isso, ao redor do mundo, principalmente no Brasil, as principais bolsas de valores operaram em queda, o euro recuou, assim como mais commodities agrícolas, além da soja, e alguns produtos como o petróleo e os metais.

"Um panorama negativo na Espanha, na Grécia e na França fez com que os fundos realizassem lucros naquelas commodities que tiveram ganhos maiores, e a soja, nos últimos dias, teve ganhos robustos. Então, essa queda é normal, mas totalmente desvinculada de fundamentos", disse Carlos Cogo, analista de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Além disso, na próxima quinta-feira, dia 10, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu novo relatório de oferta e demanda mundial e isso faz com que os traders busquem um melhor posicionamento antes disso.

Como explicou Cogo, esses dias que antecedem a liberação dos dados estimula um comportamento mais volátil do mercado, reagindo hora negativamente, hora positivamente. Isso acontece pois os investidores aguardam por novidades que, para o analista, devem vir nesse relatório.

O novo foco do mercado são os números sobre a safra da Argentina e, em um segundo momento, uma nova correção para a safra brasileira. Segundo o analista, os agentes do mercado, incluindo até mesmo as bolsas de cereais e o governo argentinos, já falam em menos de uma produção inferior a 42 milhões de toneladas.

Além do financeiro negativo e dos traders se posicionando às vésperas do USDA, o quadro climático nos Estados Unidos, no momento, é baixista. No último final de semana, foram registradas boas chuvas nas principais regiões produtoras do país e o andamento do plantio da safra 2012/13 está sendo, portanto, beneficado pelas condições climáticas, fator que também pressionou os preços neste início de semana.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CBOT: Soja toma fôlego e encerra semana em alta. Milho fica no misto

Nesta sexta-feira, a soja encerrou a semana com leves altas no pregão regular da Bolsa de Chicago. A oleaginosa operou em queda em boa parte os negócios, porém, conseguiu reverter parte das perdas e acabou encerrando no azul.

O mercado internacional da soja registrou algumas realizações de lucros, porém, voltou a focar os fundamentos, que continuam positivos. Alguns fatores técnicos como a proximidade do final de semana e o ajuste de algumas regras para os especuladores estimularam esse embolso dos ganhos

No entanto, principalmente a demanda aquecida, que vem sendo confirmada quase que diariamente pelos anúncios de venda de soja por parte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), continua sustentando o avanço das cotações, mesmo que não tão expressivas como as de hoje.

O que também limitou um pouco os ganhos foi a busca dos investidores por um melhor posicionamento antes do final da semana e de uma semana em que esperam pelos próximos números de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na quinta-feira, dia 10.

Já o milho fechou a semana em campo misto na Bolsa de Chicago. Os vencimento mais próximos encerraram a sexta-feira com ganhos expressivos encontrando estímulo na forte demanda pelo cereal dos Estados Unidos. Por outro lado, os contratos mais distantes sentiram a pressão negativa de uma grande safra nos EUA ta temporada 2012/13.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CBOT: Soja fecha mais um dia em queda com realização de lucros

A soja fechou o pregão noturno desta quinta-feira com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago em mais um dia de realização de lucros. A direção dos preços virou, mas a tendência não. "A tendência de alta ainda é bastante firme no mercado da soja", diz o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos.

Depois de atingirem o patamar dos US$ 15 por bushel, os preços passam por uma correção e, segundo Dejneka, são sinais de um mercado saudável. "Todo mercado saudável precisa parar para respirar, ele não sobe em linha reta", completa. De acordo com o analista, o mercado está alcançando seu objetivo ao atingir cotações tão altas como as vistas nos últimos dias que é o de racionar o produto quando se tem problemas com estoques.

A oferta mundial de soja está bastante restrita nessa safra - 2011/12 - principalmente por conta da quebra da produção em importantes importadores da oleaginosa como a Argentina e o Brasil ocasionada por uma forte estiagem. Toda semana chegam novas estimativas de redução para ambas as safras, como a última da Informa, que reduziu sua projeção de 45 milhões para 40 milhões de toneladas.

Na outra ponta, a demanda segue firme e aquecida, principalmente por parte da China, que segue realizando compras quase que diárias. Nesta quinta-feira (3), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 232 mil toneladas de soja para a nação asiática.

Além disso, confirmando este cenário, os dados sobre as exportações semanais divulgados pelo departamento norte-americano vieram muito bons e bem acima do volume esperado pelo mercado. Na semana encerrada no dia 26 de abril, as vendas dos EUA totalizaram 1,732 milhões de toneladas ante o estimado que variava entre 900 mil e 1,4 milhão de toneladas.

"Estamos 300% acima do que o registrado no ano passado das exportações da nova safra de soja dos Estados Unidos", diz Dejneka.

Paralelas a este quadro fundamental positivo, estão as expectativas para o próximo relatório de oferta e demanda que o USDA divulga no dia 10 de maio. Segundo o analista, o órgão deverá reportar uma agressiva e imediata redução de seus números para os estoques de soja do país e estimular, como números oficiais, uma nova alta dos preços.

Nesse compasso de espera, os traders aproveitam para ajustar suas posições e conseguir um melhor posicionamento antes da divulgação dos novos dados vindos dos Estados Unidos. Além disso, o mercado também já começa a dar atenção para a nova safra norte-americana.

As boas expectativas para a safra norte-americana também são fatores de pressão negativa para os preços. As condições climáticas nos EUA têm sido favoráveis e o plantio avança em um ritmo superior ao do ano passado.

No entanto, apesar das boas expectativas para a produção, há ainda o temor de que mesmo que seja "perfeita", a colheita dos EUA possa ser insuficiente para atender a demanda.

Milho e trigo - Ao contrário da soja, o dia não foi tão expressivo para os mercados do milho e do trigo na Bolsa de Chicago , que encerraram no misto e positivo, respectivamente.

No caso do milho, o bom desempenho das exportações semanais norte-americanas, as boas expectativas para a demanda e o viés positivo pelo qual caminhou o trigo mantiveram as cotações no azul.

Porém, por outro lado, o cereal voltou a sentir a pressão das expectativas de uma grande safra nos Estados Unidos, a qual vem sendo beneficiada por condições climáticas favoráveis na fase do plantio.

Já o trigo operou em alta, segundo analistas, apenas para estabilizar as cotações depois das fortes perdas de ontem. Os investidores procuraram estabilizar os preços haja visto que o mercado enfrenta um período de ausência de novidades fundamentais que possam estimular movimentos mais bruscos do mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Soja constrói novo patamar de preços: US$ 15/bushel, diz analista

A volatilidade marcou o pregão regular desta quarta-feira na Bolsa de Chicago no mercado da soja, que encerrou o dia com expressivas perdas no pregão regular. Os futuros da oleaginosa transitaram entre os dois lados da tabela, porém, encerraram os negócios com baixas entre 17,75 e 24,25 pontos nos principais vencimentos.

De acordo com o analista de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, a movimentação do mercado nesta quarta-feira foi uma natural realização de lucros diante das fortes altas registradas pelo mercado nos últimos dias e da falta de novidades positivas. "As altas dos últimos 60 dias foram muito favoráveis para a soja".

A única novidade era do lado negativo, sobre o bom desempenho do plantio da soja nos Estados Unidos, que segue se desenvolvendo em um ritmo bom e acima do registrado no ano passado, informações que estimularam a correção dos preços.

No entanto, Cogo afirmou ainda que a tendência é de alta e que o mercado já está construindo um novo patamar de preços em Chicago: os US$ 15 por bushel. Isso se dá em função da apertada situação da oferta e da demanda que continua aquecida. "Há sim compradores, há demanda firme. Os chineses voltaram a ter margens positivas no esmagamento e com isso voltaram a toda carga no mercado brasileiro, argentino e norte-americano,embarcando nas três origens", diz o analista. "Na Bolsa de Chicago, chinês pressionando por compra no físico americano é sempre um fator altista, e é isso que basicamente tem construído as altas e levou o mercado a buscar os US$ 15 por bushel", completa.

Esse bom momento da demanda descrito por Cogo pôde ser confirmado pelo anúncio da venda de 204 mil toneladas de soja a destinos não reveladas com entrega para safra 2012/13 feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) hoje.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Milho: Safra 12/13 dos EUA pode ficar entre 364,9 e 382,8 milhões de t.

A oferta de milho nos Estados Unidos para a safra 2012/13 tende a ser bem superior se comparada à temporada 2011/12, de 343,07 milhões de toneladas, segundo a avaliação de SAFRAS & Mercado, que trabalha com duas hipóteses para a safra do país. A primeira estimativa para a safra nova estadunidense deve ser divulgada no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura do País para o mês de maio.

Conforme o analista Paulo Molinari, para a hipótese 1, que leva em conta a média de produtividade das últimas cinco safras, a produção esperada é de 344,22 milhões de toneladas, que, somada a um estoque inicial de 20,36 milhões de toneladas, forneceria uma oferta total de 364,96 milhões de toneladas. A produtividade média indicada nessa situação seria de 154 bushels por acre.

Segundo Molinari, tecnicamente o USDA poderia utilizar a média das últimas cinco safras para estimar esta primeira produtividade, pois foi o método utilizado por vários anos. "Com esses números os estoques finais 2012/13 subiriam de 20,3 para 30 milhões de toneladas, um aumento de 50%, os quais não seriam suficientes para levar os preços abaixo de US$ 5.00 por bushel na safra nova no primeiro semestre de 2013, o que seria uma versão positiva para as cotações", comenta.

Por outro lado, na hipótese 2, a produção esperada seria de 362,1 milhões de toneladas, que, somada a um estoque inicial de 20,36 milhões de toneladas, forneceria uma oferta total de 382,84 milhões de toneladas. "Essa hipótese leva em conta o fato do USDA ter utilizado a expectativa potencial inicial no ano passado, o que poderia vir a ocorrer também neste ano, em decorrência do plantio mais acelerado no cinturão produtor frente a outros anos", analisa.

Diante deste quadro, a produtividade média indicada por SAFRAS & Mercado seria de 162 bushels por acre, o que levaria os estoques finais da safra 2012/13 para cerca de 48 milhões de toneladas, dobrando o estoque para o próximo ano. "Essa condição já seria suficiente para levar o contrato de dezembro na Bolsa de Chicago a quebrar o suporte de US$ 5,23 por bushel e forçar a safra nova abaixo dos US$ 5,00 por bushel", prospecta Molinari.

Tanto para as hipóteses 1 e 2, SAFRAS & Mercado estima um consumo de 334,90 milhões de toneladas, com demanda de 119,38 milhões de toneladas para a fabricação de ração animal e de 129,54 milhões de toneladas para a fabricação de etanol. A exportação prevista é de 47,63 milhões de toneladas.


Fonte: Agência Safras & Mercado

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Rabobank aumenta suas estimativas de preço para a soja e mantém para o milho

O Rabobank aumentou suas estimativas para o preço da soja em função das perdas provocadas pelo La Niña na safra da América do Sul. A projeção passou de US$ 14 por bushel, em março, para US$ 14,75 para o segundo trimestre deste ano. No entanto, apesar dessa média, os futuros da oleaginosa poderiam alcançar ou até mesmo ultrapassar os US$ 16,68, valor recorde registrado em 2008.

Essa previsão, se confirmada, seria recorde um recorde entre as médias dos preços trimestrais, disseram os analistas do banco internacional. Para o terceiro trimestre, a estimativa é de US$ 14 e já para o quarto, US$ 13,50 por bushel. Em março, os valores eram, respectivamente, US$ 13,25 e US$ 12,50.

Sobre as safras de soja do Brasil e da Argentina, o Rabobank apontou reduções em relação aos números de março. O banco estima que os produtores argentinos colham 43 milhões de toneladas, ante as 45 milhões projetadas no mês passado, Já para os brasileiros, 65,3 milhões de toneladas contra a projeção de 66,5 milhões de março.

"A produção da América do Sul deverá mostrar agora sua maior quebra em anos. Altos preços são necessários, portanto, para encorajar os produtores norte-americanos a aumentarem sua área de soja para a safra 2012/13", disse o Rabobank.

Milho e Trigo - Para o trigo e para o milho, o Rabobank manteve suas estimativas de preços em linha com as de março, sendo US$6,30 e US$ 6,45 por bushel, respectivamente.

O banco afirmou ainda que um aumento nos preços do milho no curto prazo é necessário para limitar a demanda pelo cereal em tempos de uma oferta restrita nos Estados Unidos.

Em função da firme demanda da China, o Rabobank reduziu a ainda suas estimativas para os estoques norte-americanos de milho para 636 (16,16 milhões de toneladas) milhões de bushels. Caso esse número se concretize, a relação estoque x consumo atingiria um recorde de baixa de 4,9%.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

SOJA: CHICAGO SOBE, ROMPE US$ 15,00, MAS FECHA ABAIXO DESTE PATAMAR

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
encerrou as operações da sexta-feira com preços predominantemente mais altos
para o grão e o farelo e mais baixos para o óleo. No início da sessão, os
contratos maio e julho chegaram a romper a barreira de US$ 15,00 por bushel,
impulsionados pelo cenário fundamental, que indica aperto na relação de
oferta e demanda.
Pelo lado da oferta, a preocupação é com as constantes reduções nas
estimativas de safra sul-americana. A produção sul-americana de soja deverá
totalizar 115,9 milhões de toneladas em 2011/12, conforme projeção divulgada
hoje pelo Conselho Internacional de Grãos (CIG). O número está 3,6 milhões
de toneladas inferior a previsão anterior. Na comparação com 2010/11, a
retração é de 15%. A redução é motivada pelo tempo seco na América do
Sul, além da incidência de doenças.
A safra 2011/12 da Argentina foi projetada em 42,9 milhões de toneladas,
queda de 12% frente ao ano anterior. Já a produção do Brasil deve recuar 13%
frente ao ano anterior, para 65,6 milhões de toneladas.
Em relação à demanda, a presença da China na ponta compradora deu
sustentação aos preços. Os exportadores privados norte-americanos reportaram
ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 110 mil
toneladas de soja em grão para a China, a serem entregues na temporada 2012/13.
Outras 116 mil toneladas foram vendidas para destinos não revelados, com
entrega em 2012/13.
Os contratos da soja em grão com vencimento em maio fecharam com ganho de
15,50 centavos de dólar a US$ 14,96 3/4 por bushel. A posição julho teve alta
de 13,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 14,93 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo teve preço de US$ 427,40 por
tonelada, ganho de US$ 7,80. Os contratos do óleo com vencimento em maio
fecharam a 55,18 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,19 centavo frente
ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.