Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vendas de grão em Mato Grosso perdem ritmo

Os produtores de grãos de Mato Grosso se capitalizaram o suficiente para executarem manobras que amortecem os impactos das oscilações das cotações internacionais, conforme avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo das vendas antecipadas desta safra é apontado como prova dessa articulação. O índice estava adiantado na época do plantio chegou a 40% da produção em setembro. Mas, quando os preços começaram a cair, o setor colocou o pé do freio. Agora, as vendas estão atrasadas em relação ao ano passado, numa diferença de 60% para 65%.

A cotação chegou a R$ 45 em alguns momentos. Quem não conseguiu aproveitar, passou a vender só o necessário depois que foram registradas baixas expressivas, observa o superintendente do Imea, Otavio Celidonio. A expectativa é que os preços voltem a subir após a colheita.

A capitalização do produtor se expressa na demanda por máquinas, aponta Daniel Latorraca Ferreira. O comércio não está dando conta de atender a todos os pedidos. As compras renovam o parque de máquinas e permitem a ampliação do cultivo.

As máquinas com tecnologia de precisão que estão chegando ao campo provocam falta de mão de obra especializada em todas as regiões de Mato Grosso. Em Sorriso, região onde as empresas e produtores disputam agrônomos experientes e trabalhadores braçais, um operador de máquinas pode ganhar R$ 3 mil por mês.


Fonte: Correio do Povo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

China deve expandir em mais de 10pct capacidade de moagem de soja em 2012

O CNGOIC - Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China - informou nesta quarta-feira que a China irá expandir sua capacidade de moagem de soja em mais de 10% em 2012. Isso deve acontecer mesmo com uma capacidade excedente já existindo. De acordo com o centro, as esmagadoras devem adicionar à sua capacidade anual de processamento mais 12 milhões de toneladas da oleaginosa.

A estimativa anterior da instituição para a capacidade anual de moagem de soja da nação asiática era de 125 milhões de toneladas até o final do ano. O volume é mais de duas vezes maior do que a demanda de, aproximadamente, 60 milhões de toneladas.

Em 2011, os chineses acrescentaram mais de 15 milhões de toneladas à capacidade de processamento. Este foi o maior aumento desde 2004.

A estatal COFCO é uma das líderes da expansão, com novas unidades de esmagamento nas províncias de Guangxi e Tianjin, com unidades que, combinadas, são capazes de esmagar 8 mil toneladas por dia, ou 3 milhões de toneladas por ano.

Além dessas, a COFCO ainda tem mais unidades novas em Hubai e Anhui, as quais, juntas, têm capacidade de processamento de 3 mil toneladas/dia, ou 1,1 milhão de toneladas por ano.

A China National Grain Reserves também iniciou suas atividades em duas novas unidades de processamento em Guangdong e Jiangsu, com capacidade de esmagamento de 6 mil toneladas por dia.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Seca na América do Sul e frio intenso no leste europeu impulsionam grãos em Chicago

O mercado internacional de grãos registra mais um dia de expressivas altas na Bolsa de Chicago. A soja fechou o pregão noturno com altas de dois dígitos e já soma mais de 13 pontos positivos no início dos negócios, por volta das 13h50 (horário de Brasília).

Uma junção de problemas climáticos ao redor do mundo e mais a euforia do mercado financeiro são os principais fatores de altas das cotações nesta quarta-feira. Entre eles, as perdas registradas na América do Sul por conta da estiagem é o mais importante, como explica o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.

Mas, o frio intenso em importantes regiões produtoras do Leste Europeu também tem movimentado bastante o mercado, já que deve ocasionar uma severa quebra na safra europeia. Com esse cenário, o vencimento março/12, operava a US$ 6,77 por bushel, com alta de 11 pontos. Já o setembro/12, já superava os US$ 7, subindo 5,75 pontos, às 14h (horário de Brasília).

"Ainda é muito cedo para calcular perdas, até porque a previsão é de que esse clima extremamente frio continue nos próximos dias. Sem dúvidas, na próxima semana vamos começar a conhecer a magnitude desse problema", diz Cachia.

A expectativa agora é de que esses fundamentos climáticos permitam que o mercado de grãos retomem sua tendência altista. "Mas é bom alertar que o mercado não tem garantia nenhuma em função da questão econômica, volta e meia os fundos vão realizar lucros e isso pode ter um efeito negativo nos preços", afirma o analista.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Clima adverso ao redor do mundo dá suporte aos grãos em Chicago

Após as baixas registradas ontem, o mercado internacional de grãos parece tentar uma recuperação nesta terça-feira, operando com leves altas. Por volta das 15h20 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam pouco de 5 pontos e o milho mais de 3 pontos. Já o milho operava com altas de dois dígitos, subindo mais de 12 pontos nos principais vencimentos.

Essa alta vista no mercado do trigo nos negócios de hoje reflete uma junção de adversidades climáticas pelo mundo. Há problemas climáticos na Rússia e na Ucrânia, dois importantes produtores mundiais, com o frio excessivo castigando as lavouras do grão nos dois países.

Como explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da New Edge Corretora, trata-se de uma "doença" chamada winter kill, em que o frio queima as plantas. "E isso dá suporte para o mercado", completa. De acordo com o analista, 15% da produção russa estaria comprometida, bem como 1/4 da produção ucraniana.

Além disso, nos Estados Unidos o tempo muito seco também compromete o bom desempenho das lavouras de trigo norte-americanas, mais um fator que acaba impulsionando o mercado.

O clima na América do Sul também continua no foco dos investidores. A seca segue prejudicando as lavouras do Sul do Brasil e de regiões da Argentina, o que dá suporte aos preços em Chicago, principalmente da soja e do milho. As chuvas que chegam em ambos os países não são suficientes para reverter parte das perdas, que já são bastante severas e irreversíveis.

Além disso, hoje foram reportadas informações de que o Japão comprou 330 mil toneladas de sorgo e milho da Argentina. Sinais de que a demanda pelo cereal está aquecida também contribuem para as altas, porém, ainda de acordo com D'Ávilla, as compras de grãos em outros países que não os Estados Unidos são "uma forma de tentar impedir uma alta dos preços na Bolsa de Chicago", fato que poderia limitar os ganhos na CBOT.

"Soja e milho estão mais baratos na América do Sul do que nos Estados Unidos, então é normal vermos um pouco mais de demanda do mundo pelos grãos do Brasil e da Argentina", Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge Corretora.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Frustração com Grécia eleva dólar e pesa sobre agrícolas

A ausência de um acordo entre Grécia e credores privados a respeito da reestruturação da dívida do país provocou uma onda de aversão ao risco que elevou o dólar e pesou sobre os mercados financeiros pelo mundo. No caso das commodities agrícolas, as perdas foram generalizadas nas bolsas de Chicago e de Nova York.

O mercado da soja esteve entre os mais pressionados. Além da crise, a previsão de chuvas sobre áreas secas da Argentina ajudou a baixar o preço da oleaginosa, que cedeu 2,77%, para US$ 11,8525 por bushel. A expectativa é que a umidade ajude as lavouras do vizinho a recuperar produtividade depois de um extenso período de estiagem. O milho também teve desvalorização expressiva, acompanhando as perdas da soja.O contrato março recuou 1,56%, para fechar cotado a US$ 6,3175 por bushel.

Em Nova York, o contrato março do açúcar fechou em baixa de 1,49%, em 23,85 centavos de dólar por libra-peso. Sem novidades nos fundamentos de oferta e demanda, esse mercado tem acompanhado as preocupações com a economia europeia e a valorização do dólar. É o mesmo caso do café, que recuou 0,35%, cotado a 216,60 centavos por libra em um dia sem novidades.

O preço do suco de laranja caiu 0,52%, para 209,80 centavos de dólar por libra-peso, no contrato março, depois de ter disparado na sexta-feira com a decisão do governo dos Estados Unidos de devolver cargas da bebida contendo níveis do defensivo carbendazim acima do permitido no país.


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ferrugem na soja ameaça produção em MT

Mato Grosso lidera ocorrências de ferrugem asiática na safra 2011/2012 com 47% dos focos registrados até sexta-feira (27). São 65 notificações entre os laboratórios credenciados no Estado pelo Consórcio Antiferrugem e os produtores começam se preocupar com as perdas devido ao fungo Phakopsora pachyrhizi. Com as chuvas e o clima quente, a proliferação da ferrugem é facilitada e a recomendação dos técnicos é que produtores aumentem o número de aplicações de defensivos nas lavouras a fim de evitar o aparecimento do fungo. Problema disso, além da possível perda de produtividade, está no aumento de custo ao produtor que precisa a investir mais na aquisição e aplicação de fungicida.

Em média, o custo por hectare para o ciclo completo da soja é de R$ 200 a R$ 400, dependendo da qualidade do produto aplicado. De acordo com gerente técnico da Associação de Produtores de Soja e de Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, a ferrugem asiática na safra 2011/2012 está mais crítica que nos últimos 2 anos por causa do fenômeno La Niña. Segundo ele, o clima está extremamente favorável para doença. Altas temperaturas e umidade facilitam a propagação do fungo, assim como a colheita da soja precoce e super precoce, porque o vento é o maior dispersor do fungo, que acaba afetando as lavouras mais tardias.

Ou seja, os produtores que plantaram em dezembro são os que mais correm risco de ter a produção afetada, devido à contaminação vinda de outras lavouras. A chuva persistente dificulta o tratamento, o produtor não consegue entrar com o trator e o pulverizador. É mais um agravante neste ano. Vamos reduzir produtividade e vai aumentar o custo e a produção vai ser afetada, embora ainda seja cedo para falar em percentual, afirma Ribas.

Diretor-executivo da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, afirma que ainda é cedo para estimar a perda para o Estado, mas não descarta o problema. Mato Grosso como um todo é muito suscetível à ferrugem devido ao excesso de umidade neste período. Além da ferrugem, outro dano causado pela chuva é a fermentação do grão, conhecido como soja ardida. Neste caso, explica Paludo, o grão fica com mais umidade do que o recomendável e o produtor tem que gastar mais para secar a oleaginosa quando possui armazém próprio, ou receber menos das tradings pelos custos extras que essas empresa terão.

Engenheiro agrônomo, especialista em ferrugem, José Tadashi, explica que com a doença o grão não enche, ou seja, não amadurece até o ponto ideal, tornando-o mais leve do que o normal e às vezes o custo de colheita não compensa o que será pago pelo produto. Além de receber menos pelo menor peso, Tadashi afirma que as compradoras também pagam menos porque na hora de processar o grão o custo sobe, uma vez que a fabricação do óleo fica mais complicada.

Uma característica que poderá ajudar para evitar uma propagação muito grande, segundo o engenheiro, é a redução do tempo de amadurecimento da soja de 130 para 100 dias, em média, permanecendo assim menos tempo em exposição. Produtor Neri Geller conta que em visita às lavouras da região Médio-Norte e Norte na última semana, foi possível perceber a proporção do problema. Há lavouras inteiras tomadas pelos fungos. Os produtores precisam se atentar e aplicar o preventivo a cada 15 dias ou menos.

Motivação -

Engenheiro agrônomo José Tadashi explica que o crescimento da incidência da ferrugem nesta safra é influenciada pela soma de alguns fatores. Segundo ele, com a redução do problema nas duas últimas safras, o produtores costumam relaxar mais, fazer menos aplicações e ou comprar produtos de qualidade inferior. Além disso

SOJA: CHICAGO RECUA NO MEIO-PREGÃO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. A força do dólar está
dando o tom baixista ao mercado hoje. O cenário externo de maior cautela e
incertezas em relação a situação econômica mundial está refletindo nas
cotações da oleaginosa. As perdas do petróleo e dos metais completam o quadro
baixista.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 41,503
milhões de bushels na semana encerrada no dia 26 de janeiro, conforme
relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 36,401 milhões de
bushels (número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de
43,834 milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de
setembro, as inspeções estão em 718,040 milhões de bushels, contra 979,393
milhões de bushels no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em março de 2012 estão cotados
a US$ 11,92 1/2 por bushel, baixa de 26,50 centavos de dólar por bushel em
relação ao fechamento anterior. As posições da soja em grão com entrega em
maio de 2012 estão cotadas a US$ 12,02 1/4 por bushel, perda de 26,25 centavos
de dólar por bushel em relação ao fechamento anterior.
No farelo, março de 2012 tem preço de US$ 315,40 por tonelada, retração
de US$ 6,80 por tonelada em relação ao fechamento anterior. No óleo de soja,
a posição março de 2012 vale 50,60 centavos de dólar por libra-peso,
desvalorização de 0,99 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior.

FONTE: Safras e Mercado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em Chicago, soja e trigo recuam; milho registra mais um dia de alta

A soja opera com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Em um pregão típico de sexta-feira, com pouca movimentação, os preços iniciaram a sessão regular de hoje com baixas de pouco mais de 2 pontos.

Segundo analistas, a oleaginosa tenta realizar parte dos lucros acumulados ontem, quando fechou o dia com avanços de dois dígitos. Além disso, o mercado ainda se depara com o dólar em alta, fator que ajuda a pressionar as cotações em Chicago.

Já o milho, por outro lado, abriu o pregão em alta, ampliando os ganhos do pregão noturno desta sexta-feira. O mercado segue encontrando suporte nas adversidades climáticas da América do Sul e também na boa demanda pelo cereal norte-americano.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 170,2 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para a safra 2011/12.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Confira o comentário semanal do analista de mercado Liones Severo

Soja - Comentário Semanal

Aparentemente minha entrevista no Canal Rural do dia 25 deste mês, causou grande
surpresa no mercado de soja.

Faz-se necessário alguns outros comentários que corroboram a situação de oferta e demanda, ser considerada para a safra/ano de soja para 2011/12.

No ano passado a produção mundial alcançou o recorde de 265 milhões de tons, das quais cerca de 92,5 milhões de toneladas foram negociados para exportação dos muitos países consumidores. Basicamente este volume de exportação correspondeu exportação das mais importantes origens de suprimento, assim composta:

Estados Unidos 40,5 milhões de tons
Brasil 34,0 milhões de tons
Argentina 12,0 milhões de tons
Outros 6,0 milhões de tons
Total 92,5 milhões de tons

A considerar que somente a China importou cerca de 52,3 milhões de tons, cujas importações para o ano de 2012 está estimado entre 56,5 (USDA) e outras fontes de até 60 milhões de toneladas de soja. Portanto, um aumento considerável e em relação ao ano anterior.

Com perdas já conhecidas da safra de Soja Sul Americana, podemos listar as
seguintes quantidades

Perdas na produção Americana 7,0 milhões de tons
Perdas na produção Brasileira 7,0 milhões de tons
Perdas na produção Paraguaia 2,5 milhões de tons
Perdas na produção Argentina 3,0 milhões de tons
Total perdas para 2011/12 19,5 milhões de tons

Portanto a oferta de soja mundial para 2012, deverá ficar em 245,5 milhões de tons, comparativamente ao ano anterior de 265 milhões de tons. O ultimo relatório do USDA trouxe um estoque de passagem nos Estados Unidos (31 de agosto) na ordem de 275 milhões de bushels, equivalente a cerca de 7 milhões de tons, que certamente será drasticamente reduzido a medida que as exportações aconteçam para compensar os prejuízos das safra de soja para o ano de 2012.

No atual cenário as exportações mundiais de soja deverá ser ajustada na seguinte composição:

Estados Unidos atual 40.0 milhões de tons para 39.0 milhões de tons (*)
Brasil atual 34.0 milhões de tons para 28.0 milhões de tons
Argentina atual 12.0 milhões de tons para 12.0 milhões de tons
Outros atual 6.5 milhões de tons para 5.0 milhões de tons
De 92,5 milhões de tons para 84.0 milhões de tons

(*) O USDA estima as exportações em 34.0 milhões de tons, mas incluímos
5.0 milhões de tons do atual estoque americano de 7.0 milhões de tons.

Portanto, se acrescentarmos que a China poderá aumentar a importação em 5.0 milhões de tons, haverá um déficit de oferta na ordem de 13.5 milhões de tons para ano de 2012.

Historicamente, déficit de produção ou mesmo estoques apertados sempre resultaram em preços consistentemente elevados e não vemos razões para que não se verifiquem no decorrer deste ano de 2012.

Notar que fui generoso com as perdas argentinas até momento, desde que bolsa de Buenos Aires estima perdas superior a 6.0 mlnt. Lavouras argentinas e gaúchas ainda estão sob risco por mais 3 ou 4 semanas.

Atenciosamente,
Liones Severo
Grãos & Soja - GS Corretora de Mercadorias Ltda.


Fonte: Liones Severo - Analista de mercado

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

GRÃOS: ALTA DO CONSUMO GLOBAL PODE GARANTIR MERCADO PARA SOJA E MILHO

Somente a soja teve um aumento de 120% no consumo mundial nos
últimos 20 anos. O milho chegou aos 75%. Já o trigo teve crescimento de
apenas 1%. "A demanda por soja e milho está diretamente relacionada no aumento
da produção de carne, com uso dos grãos para ração, da utilização no
biocombustível e óleo vegetal", explica João Pedro Cuthi Dias, consultor da
Bolsa de Mercadorias e Futuros e Bovespa. O mercado e a comercialização da
soja e milho foram pautas de giro tecnológico na 16 edição do Showtec, em
Maracajú (MS).
Grandes mercados como China e India devem aumentar ainda mais o consumo
dos grãos. "Embora na China, 46,7% da população tenha uma renda de US$ 2
dólares/dia, e na India, quase 80% tenha essa mesma renda, são duas nações
com economia crescente. Outro fator que vai influenciar na necessidade de maior
importação de grãos é que 90% das propriedades na China, por exemplo, tem
apenas dois hectares e, por tanto, não há como investir em larga escala para
produção. Será o Brasil o país que poderá atender esses mercados que vão
comprar ainda mais", finaliza Cuthi Dias.

Showtec - A Showtec 2012 segue até dia 27, sexta-feira. São esperadas 15
mil pessoas que visitam o evento que é considerado a maior mostra de
tecnologias em agricultura do Centro-Oeste. Com o tema a "Produção de
Alimentos com Consciência Ambiental", o Showtec 2012 é realizado pela
Fundação MS, que comemora 20 anos da criação.
O evento conta ainda com a promoção do Governo do Estado, por meio da
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria,
do Comércio e do Turismo- Seprotur - e da Agência de Desenvolvimento
Agrário e Extensão Rural - Agraer-, da Federação da Agricultura e
Pecuária de MS - Famasul, da Associação de Produtores de Soja -
Aprosoja/MS e o Sindicato e Organização da Cooperativas Brasileiras no Mato
Grosso do Sul - OCB/SESCOOP/MS com o apoio da Associação dos Produtores de
Bioenergia de Mato Grosso do Sul - Biosul, Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Prefeitura Municipal de Maracaju, Sebrae/MS
e Banco do Brasil. As informações partem da assessoria de imprensa do evento.


FONTE: Safras e Mercado.