Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

USDA deve ampliar déficit global de milho e soja em 11/12

O déficit mundial de milho e soja na temporada 2011/12 provavelmente será revisado para cima no relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta-feira, informou o Commerzbank, citando condições climáticas bem desfavoráveis na América do Sula.

O banco comunicou que muitos participantes do mercado preveem que as colheitas de milho e soja da região sofram seriamente por causa da seca, com temores de que as safras possam ser ainda mais prejudicadas do que em 2008/09, quando a pior seca em 70 anos deixou a sua marca.

Ajustes para baixo são esperados para Argentina, segundo principal exportador de milho do mundo e terceiro maior fornecedor global de soja, que enfrenta condições particularmente críticas.


Fonte: AgRural

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Grãos: quebra de safra reflete nos preços em MT

Quebra de safra provocada pela estiagem no Sul do Brasil e na Argentina começa a refletir na cotação da soja e do milho. No caso da soja, a reviravolta de preços acompanhou a mudança no calendário. Em dezembro, a saca da oleaginosa estava cotada na média de R$ 36 e passou a ser comercializada a R$ 42 em Mato Grosso, alta de 16,66%. Melhora nos preços volta a puxar a comercialização da commodity, que alcança 53%, de um total de 21 milhões de toneladas.

Desde setembro, quando os preços da soja recuaram no mercado internacional, as vendas antecipadas acompanharam o movimento, arrefecendo, relembra o analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca. Em dezembro de 2010, por exemplo, a comercialização antecipada chegava a 62% de toda produção. Então, podemos afirmar com certeza que a quebra de safra na América do Sul irá impactar nos preços, tanto para soja quanto para o milho.

Presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro, acredita que a valorização alcançada até agora deve se manter para esta safra. Nossa recomendação é que os produtores façam a comercialização aos poucos, porque metade da produção já foi negociada a preços satisfatórios.

Mas acrescenta que o setor produtivo mato-grossense precisa de mudanças que garantam a rentabilidade do setor, como por exemplo, a melhoria das condições de transporte. Não podemos ficar contando com os prejuízos de uma seca em outras regiões para termos melhores condições de venda aqui.

Para o milho segunda safra, plantado no Estado imediatamente após a colheita da soja, 47% já foi comercializado, ao preço médio de R$ 17. Fávaro lembra que em outubro do ano passado, a cotação do grão chegou a R$ 20.


Fonte: A Gazeta

Bolsas da Ásia sobem, com cautela por crise da dívida da Europa

As bolsas de valores asiáticas fecharam com ganhos sólidos nesta terça-feira (10), mas preocupações sobre a zona do euro antes de importantes leilões de dívida ofuscaram parte do otimismo sobre as perspectivas econômicas em outras regiões, mantendo os investidores cautelosos sobre assumir posições mais arriscadas.

O índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,71%, puxado pelo setor de recursos naturais depois que a Alcoa, maior produtora de alumínio dos Estados Unidos, deu uma perspectiva positiva para a demanda mundial.

A Alcoa ajudou a impulsionar as ações da Austrália, que fecharam com valorização de 1,14%, e o índice de Tóquio, que encerrou em alta de 0,38%.

Dados mostraram que as exportações e as importações da China cresceram no menor ritmo em mais de dois anos em dezembro, com redução na demanda estrangeira e doméstica.

E, com os problemas da Europa ofuscando os dados positivos dos Estados Unidos, os profissionais do mercado buscavam sinais de como a crise da zona do euro pode afetar o crescimento na Ásia.

Mesmo assim, as ações chinesas subiram neste pregão por esperanças de uma política monetária mais expansionista. O mercado avançou 0,73% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan ganhou 1,21%, enquanto o índice referencial de Xangai disparou 2,69%, também por causa de uma recuperação técnica.

O índice de Seul subiu 1,46% e Cingapura avançou 1,06%.


Fonte: Reuters

SOJA: ESTIAGEM NO SUL PODE COMPROMETER SAFRA 2011-2012

Os agricultores brasileiros colheram mais de 75 milhões de
toneladas de soja no ano agrícola 2010-2011, o que representou uma safra
recorde. As condições climáticas favoráveis proporcionaram essa
produtividade, considerada a melhor da história. Por outro lado, segundo o
pesquisador da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, responsável pelo programa de
soja da Unidade, o cenário de preços e produtividade a serem obtidos pelos
produtores na safra 2011-2012 ainda está indefinido, apesar do aumento da área
plantada e da crescente elevação do nível tecnológico das lavouras de soja
em todo o país.
De acordo com levantamentos publicados em dezembro pela Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab) a área plantada de soja na safra 2011-2012 será de
24,350 milhões de hectares - 0,7% (169,2 mil hectares) superior à da safra
2010-2011. E a previsão para a produção de soja na safra 2011-2012 no Brasil
indica um volume de 71,287 milhões de toneladas, que é 5,46% (4,038 milhões
de toneladas) menor que a safra anterior.
Isso deve ocorrer especialmente por conta das condições climáticas
ocasionadas pelo fenômeno "La Niña" que estão afetando algumas das regiões
produtoras de soja mais importantes do Brasil. "Parte das regiões do Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste de Mato
Grosso enfrenta longas estiagens desde os meses de novembro e dezembro, o que
já está comprometendo o desenvolvimento e a expectativa de produtividade das
lavouras", afirma.
De acordo com o estudioso, ainda não é possível afirmar qual será ao
certo o cenário de preços na colheita da safra 2011-2012. "Mas é prudente
que o produtor se prepare para uma situação mais apertada e se ajuste desde
já. É fundamental que ele fique de olho nas variações dos preços da soja e
na negociação da próxima safra", ressalta o pesquisador. Segundo ele, num
momento de preços elevados os possíveis desarranjos estruturais e de gestão
de cada propriedade puderam ser, em boa parte, compensados por um fluxo maior de
receitas. "Com os preços da soja menores associados aos custos dos insumos
maiores, tais problemas tendem a vir à tona", alerta. As informações partem
da Assessoria de Imprensa da Embrapa Cerrados.


FONTE: Safras e Mercado

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Argentina: Seca castiga a produção e coloca produtores em estado de alerta

A falta de chuvas também castiga severamente a produção agrícola da Argentina e os prejuízos contabilizados também já são bastante sérios. Por conta disso, neste domingo (8), os produtores argentinos declararam que estão em alerta. A estiagem se estende desde dezembro, qunado foi registrado um mínimo histórico de precipitações na região.

A seca no país sulamericano atinge principalmente a região central e ameaça a produção de grãos, soja e também compromete as reservas de gado do país.

De acordo com Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), " a seca é cada dia mais grave em uma fase do ano chave para o sucesso ou fracasso da principal atividade agrária, que é a colheita bruta".

O presidente da Sociedade Rural de Santa Fé, Hugo Iturraspe informou que os bolsões de água estão se esgotando rapidamente e que, com isso, a província vai perder o estoque de gado. Iturraspe disse ainda que estão sendo feitas perfurações no solo para tentar hidratar o gado. No entanto, para dar de beber a 500 animais são necessários 40 mil litros de água por dia.

O milho e a soja são duas culturas bastante prejudicadas na Argentina assim como no Brasil. As lavouras do cereal passam por uma etapa crítica de seu crescimento e o as de soja estão em plena floração.

No entanto, segundo José Marcellino, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), uma precipitação nos próximos dias não serviria muito para o desenvolvimento do milho, uma vez que as perdas no rendimento já estão definidas. No centro e no sul de Córdoba, as perdas já estão estimadas em mais de 50% da produção.

Com informações da France Presse.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Estiagem na América do Sul faz soja disparar na Bolsa de Chicago

A semana começou positiva para o mercado internacional de grãos. A soja, o milho e o trigo operam com fortes ganhos na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. As perdas registradas na sexta-feira foram rapidamente recuperadas ainda na sessão noturna de hoje, onde a soja fechou com mais de 10 pontos de alta.

Seguindo o movimento positivo, os futuros da soja, do milho e do trigo ampliaram a alta para o pregão regular. Às 15h55(horário de Brasília), registrava quase 30 pontos de alta nos principais vencimentos.

Novamente, o mercado segue refletindo o clima quente e seco que castiga a América do Sul. As condições climáticas continuam bastante desfavoráveis e o cenário abre espaço para essa alavancagem dos preços, com os investidores adicionando um prêmio climático aos contratos, contribuindo para sua valorização.

O Brasil e a Argentina, principais exportadores diretos de soja depois dos Estados Unidos, vem registrando sérios prejuízos com a seca que deverão até mesmo já ser contabilizados no próximo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima quinta-feira, 12.

Para o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien, de Chicago, depois desse boletim será possível mensurar melhor o problemas e seus resultados. Com isso, o que se pode observar no mercado é um movimento de cobertura de posições vendidas frente a essa divulgação.

Financeiro - O dia positivo também no mercado financeiro contribuiu para essa forte alta vista no mercado de grãos hoje. Nesta segunda-feira, as bolsas de valores operaram em alta, com os índices se consolidando, principalmente na Ásia.

Além disso, boas notícias vindas da China, de que o governo continuará a incentivar com o bom desenvolvimento da atividade econômica local, o que poderia ser refletido em uma retomada da aquecida demanda chinesa por commodities agrícolas também foram vistas como fatores de impulso para os preços na sessão de hoje.'


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mende

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Taxa de desemprego na zona do euro fica em 10,3pct em novembro

O índice de desemprego na zona do euro (17 países que compartilham a moeda) ficou em 10,3% da população ativa em novembro, a mesma taxa registrada de outubro, segundo divulgou, nesta sexta-feira (6), a Eurostat. No mesmo período do ano passado, o desemprego atingira 10,0%.
Já a taxa de desemprego no conjunto dos 27 países da União Europeia ficou em 9,8% em novembro, também sem variação em relação ao mês anterior. Em novembro de 2010, o indicador ficara em 9,6%.

Apesar da estabilidade na taxa de desemprego, houve elevação no número de desepregados. A agência oficial de estatísticas da Europa estima que 23,674 milhões de pessoas estava desempregadas em novembro nos países da União Europeia, dos quais 16,372 milhões na zona do euro. Os números representam uma alta de 55 mil na União Europeia e 45 mil na zona do euro na comparação com o mês anterior.

Entre os países avaliados pela Eurostat, as taxas mais baixas de desemprego foram verificadas na Áustria (4,0%), Luxemborgo e Holanda, ambos com 4,9%. Já a Espanha voltou a ter a maior taxa, de 22,9%.


Fonte: G1.com

Perdas com a seca já se aproximam de R$ 3 bi no Sul

As perdas agrícolas derivadas da estiagem provocada pelo fenômeno La Niña na região Sul do país já são calculadas em quase R$ 3 bilhões. Ontem, o governo do Paraná divulgou que o prejuízo no Estado chega a R$ 1,5 bilhão. No Rio Grande do Sul, a estimativa foi elevada de R$ 500 milhões para quase R$ 900 milhões, e na quarta-feira Santa Catarina projetou as perdas locais em R$ 400 milhões. Nos três, o quadro ainda pode piorar. Com o balanço paranaense, a soja entrou definitivamente na lista das lavouras mais afetadas, ao lado de milho e feijão.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná, com os problemas nas três frentes a quebra da safra de GRÃOS de verão deste ciclo 2011/12 será de pelo menos 2,6 milhões de toneladas no Estado - 11,5% de uma colheita total inicialmente calculada em 22,1 milhões. E o problema deve se aprofundar porque não há previsão de regularização das chuvas para as principais regiões de cultivo nos próximos dias.

"O próximo relatório, no fim de janeiro, infelizmente pode vir com perdas maiores", diz Marcelo Garrido, coordenador da divisão de conjuntura do Deral. Em novembro e dezembro, o regime de chuvas no Paraná foi abaixo do normal. A projeção inicial para a produção de soja era de 14,2 milhões de toneladas, mas foi reduzida para 12,7 milhões. O prejuízo para a oleaginosa, carro-chefe do agronegócio brasileiro, será de R$ 1,02 bilhão no Estado. Em algumas regiões, a quebra foi maior - 15,3% no oeste e 19% no noroeste.

No caso do milho, como houve aumento de 21% na área plantada, havia uma expectativa de que a colheita atingisse 7,4 milhões de toneladas, 21% mais que as 6,1 milhões da safra anterior. Com a seca, a previsão caiu para 6,4 milhões de toneladas, com perdas avaliadas em R$ 379,7 milhões. No sudoeste paranaense, a quebra chega a 29%. No feijão, a estimativa para a safra recuou de 430 mil para 348 mil toneladas, com prejuízo de R$ 117,4 milhões.

Na safra 2005/06, o La Niña também resultou em seca e prejuízo para os agricultores do Paraná. Na época, 4,13 milhões de toneladas de GRÃOS deixaram de ser colhidos. Outra safra que registrou frustração por causa de estiagem foi a de 2008/09, quando 5,06 milhões de toneladas deixaram de ser colhidas no Estado. Garrido comenta que existe a previsão de que os efeitos do La Niña perdurem por todo o verão. Conforme a secretaria, chuvas na última semana de 2011 amenizaram a situação. Ontem, choveu no fim do dia em Curitiba, mas para o oeste e o sudoeste as chances de chuva são pequenas.

No Rio Grande do Sul, a Emater-RS divulgou ontem a primeira projeção "oficial" de perdas nas lavouras de milho, soja e feijão provocadas pela estiagem. A quebra consolidada nas três culturas em comparação com as previsões iniciais para a safra 2011/12 já alcança 11,2%, ou quase 1,8 milhão de toneladas - que, com base nos preços médios pagos aos produtores nesta semana no Estado, valem R$ 871,9 milhões, acima da estimativa de perdas de R$ 500 milhões divulgada na quarta-feira pelo governador em exercício, Beto Grill.

Segundo o engenheiro agrônomo da gerência de planejamento da Emater-RS, Gianfranco Bratta, os números devem piorar, porque a seca perdura. E como os prognósticos climáticos para janeiro e fevereiro também são desfavoráveis, ele teme um quadro similar ao de 2004/05, quando a produção de soja no Estado despencou para 2,4 milhões de toneladas e a de milho, para 1,5 milhão.

A maior perda até agora ocorreu nas lavouras de milho, que devem produzir 4 milhões de toneladas, ante as 5,3 milhões previstas inicialmente. A diferença corresponde a um prejuízo de R$ 562,2 milhões. Conforme Bratta, 45% da área plantada está em fase de floração e enchimento de GRÃOS, quando a necessidade de água é maior - 10% estão maduros para colheita e 2% foram colhidos. Em 2010/11 a produção alcançou 5,8 milhões de toneladas.

Para a soja, a estimativa foi revisada de 10,3 milhões para 9,9 milhões de toneladas. A diferença equivale a R$ 298,3 milhões e pode crescer nos próximos dois meses, já que a floração das lavouras começa agora e os GRÃOS começam a se formar em fevereiro. "Estamos entrando no período mais crítico para a soja", diz Bratta. Na safra passada, a colheita do grão rendeu 11,7 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Económico

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AGROPECUÁRIA: "EFEITO CANA" FAZ PREÇOS SUBIREM 14,6% EM 2011 - IEA/SP

O Indice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela
Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural,
subiu 14,57% na variação acumulada de 2011, segundo o Instituto de Economia
Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice
geral foi puxado pelo grupo dos produtos de origem vegetal, cujo índice
aumentou 18,31%, devido ao efeito cana-de-açúcar, enquanto o índice de
preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 3,45%.
Os preços da cana-de-açúcar, de grande importância na composição dos
indicadores, cresceram 36,42% no ano. Assim, sem considerar a cana, os preços
agropecuários caíram 1,87%, com queda ainda maior nos preços dos produtos
vegetais (-9,01%). "Para uma inflação anual medida pelo Indice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), que se estima em torno do teto da meta de 6,5% em
2011, os preços da cana-de-açúcar acabaram determinando variação dos
preços agropecuários paulistas superiores aos índices inflacionários",
dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder
Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. Ou seja, com a
exclusão da cana, "as pressões inflacionárias não tiveram origem no
campo".
O comportamento dos preços da cana-de-açúcar decorre de preços
internacionais ainda mantidos em patamares elevados para o açúcar e a escassez
relativa do álcool combustível no mercado interno, observam os analistas do
IEA. O resultado são preços mais elevados aos consumidores. "Isso permitiu
ao segmento recuperar margens defasadas (valendo-se de sua posição de
oligopólio) ainda que a gestão dos preços da gasolina dentro da estratégia
federal de segurar a inflação acabe levando a que, mesmo nos meses de maior
oferta na bomba dos postos de gasolina, os preços do álcool tivessem se
mantido no limite superior da proporção de economicidade para o consumo (70%
do preço da gasolina)."
Além disso, prosseguem os pesquisadores, "apenas em unidades da
federação com políticas tributárias favoráveis em termos do Imposto de
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como o Estado de São Paulo,
são mantidos estímulos consistentes ao álcool combustível, que vem se
tornando um fenômeno praticamente paulista".
Na comparação de dezembro de 2011 com o mesmo mês de 2010, as maiores
altas foram verificadas nos preços do feijão (79,76%); do algodão (66,30%);
do tomate para mesa (44,82%); da cana-de-açúcar (36,42%); do café (32,63%);
do leite C (17,49%); da banana nanica (16,88%); dos ovos (16,50%); do leite B
(14,02%) e do amendoim (6,53%), todos com elevações superiores à inflação
acumulada no período.
"O feijão ganha destaque pela magnitude do aumento, mas deve-se ter em
conta o patamar muito baixo verificado em dezembro de 2010 (R$ 68,36 por saca de
60 kg), abaixo do custo de produção em torno de R$ 90,00 por saca para
padrões médios de produtividade." Os técnicos consideram, porém, que os
preços de dezembro de 2011 (R$ 122,89/saca) não podem ser considerados
exacerbados em face da necessária remuneração adequada do lavrador.
Da mesma forma, apresentaram variação positiva, mas em percentuais
inferiores aos verificados pela inflação do período, os preços do milho
(3,48%) e da carne de frango (3,15%). Na verdade, explicam os analistas, esses
produtos também contribuíram positivamente para o comportamento da inflação,
junto com outros oito produtos que mostraram queda de preços no acumulado dos
últimos doze meses, ou seja: laranja para mesa(-43,03%); batata (-38,28%);
laranja para indústria(-33,04%); arroz(-10,50%); soja (-9,86%); carne suína
(-7,20%); carne bovina (-3,47%) e o trigo (-3,21).
Entre as quedas, chama a atenção o caso das laranjas (mesa e indústria),
que haviam apresentado preços remuneradores durante o ano de 2010 e que, dada
a safra elevada em 2011, mostram preços muito menores, mostram os
pesquisadores. Isto gera "uma realidade preocupante de remuneração dos
citricultores e ao mesmo tempo o limite para a expansão da oferta, tanto no
mercado interno para sucos caseiros como para a exportação de sucos cítricos,
com as agroindústrias processadoras tendo trabalhado no limite de sua
capacidade de moagem".
Mesmo contribuindo com menores impactos inflacionários, a maioria dos
preços agropecuários paulistas apresenta em dezembro de 2011 níveis
satisfatórios de remuneração dos custos de produção, concluem os
pesquisadores do IEA. "E com isso há perspectiva de renda setorial
consistente com a rentabilidade adequada."
As informações partem do Instituto de Economia Agrícola (IEA).


FONTE: Safras e Mercado.

PORTOS: APPA FAZ READEQUAÇÕES E MELHORA OPERAÇÃO EM PARANAGUÁ

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba
de conceder o Certificado de Boas Práticas de Armazenagem para o armazém 3B do
Porto de Paranaguá. O local, utilizado para armazenamento de carga geral,
poderá receber a partir de agora alimentos e derivados.
Antes disso, apenas o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) tinha
este certificado e já não comportava receber mais cargas. Para adequar o
espaço de acordo com as normas da ANVISA, a Administração dos Portos de
Paranaguá e Antonina (Appa) fez uma reforma geral no local. A pintura foi
refeita, foi retirada a porosidade do piso, a ventilação do armazém foi
adequada, o telhado reformado, além da limpeza geral e o controle de pragas.
"Antes de realizarmos estas adequações, o armazém ficava mais tempo
ocioso. Agora que podemos receber a carga de contêineres sem restrição, o
armazém fica cheio quase todo o tempo", afirma o diretor empresarial da Appa,
Lourenço Fregonese. Agora, a Appa está atendendo outras exigências da ANVISA
para que o armazém possa receber também medicamentos.
Em dezembro, outro armazém da Appa - este no Corredor de Exportação -
foi reformado para receber cargas a granel de alimentos e matérias primas
utilizadas na indústria de alimentos.

Iluminação - A Appa está fazendo também a manutenção em todo o
sistema de iluminação do Porto de Paranaguá. Foram cerca de R$ 100 mil em
investimentos para recuperar e fazer a manutenção em mais de 1800 pontos de
iluminação ao longo da área do cais e retro-área portuária.

O trabalho está sendo feito pela Seção de Manutenção Elétrica da Appa
com o objetivo de aumentar a segurança nas instalações portuárias. A
primeira fase do projeto foi realizada em dezembro, quando foram recuperadas e
substituídas as instalações ao longo da faixa portuária. Agora, estão sendo
feitos trabalhos no pátio de triagem, para preparar o local para a Safra 2012.


Os trabalhos são desenvolvidos numa altura média de 20 metros e envolve a
substituição de refletores, lâmpadas, reatores, circuitos elétricos, caixas
de comando e proteção elétrica e reparos no sistema de proteção contra
descargas atmosféricas (SPDA). A manutenção corresponde a postes e refletores
no pátio de triagem, pátio de veículos, píer de inflamáveis, terminal de
álcool, centro administrativo e Avenida Portuária. As informações partem da
Assessoria de Comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina.


FONTE: Safras e Mercado.