Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Argentina: Seca castiga a produção e coloca produtores em estado de alerta

A falta de chuvas também castiga severamente a produção agrícola da Argentina e os prejuízos contabilizados também já são bastante sérios. Por conta disso, neste domingo (8), os produtores argentinos declararam que estão em alerta. A estiagem se estende desde dezembro, qunado foi registrado um mínimo histórico de precipitações na região.

A seca no país sulamericano atinge principalmente a região central e ameaça a produção de grãos, soja e também compromete as reservas de gado do país.

De acordo com Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), " a seca é cada dia mais grave em uma fase do ano chave para o sucesso ou fracasso da principal atividade agrária, que é a colheita bruta".

O presidente da Sociedade Rural de Santa Fé, Hugo Iturraspe informou que os bolsões de água estão se esgotando rapidamente e que, com isso, a província vai perder o estoque de gado. Iturraspe disse ainda que estão sendo feitas perfurações no solo para tentar hidratar o gado. No entanto, para dar de beber a 500 animais são necessários 40 mil litros de água por dia.

O milho e a soja são duas culturas bastante prejudicadas na Argentina assim como no Brasil. As lavouras do cereal passam por uma etapa crítica de seu crescimento e o as de soja estão em plena floração.

No entanto, segundo José Marcellino, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), uma precipitação nos próximos dias não serviria muito para o desenvolvimento do milho, uma vez que as perdas no rendimento já estão definidas. No centro e no sul de Córdoba, as perdas já estão estimadas em mais de 50% da produção.

Com informações da France Presse.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Estiagem na América do Sul faz soja disparar na Bolsa de Chicago

A semana começou positiva para o mercado internacional de grãos. A soja, o milho e o trigo operam com fortes ganhos na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. As perdas registradas na sexta-feira foram rapidamente recuperadas ainda na sessão noturna de hoje, onde a soja fechou com mais de 10 pontos de alta.

Seguindo o movimento positivo, os futuros da soja, do milho e do trigo ampliaram a alta para o pregão regular. Às 15h55(horário de Brasília), registrava quase 30 pontos de alta nos principais vencimentos.

Novamente, o mercado segue refletindo o clima quente e seco que castiga a América do Sul. As condições climáticas continuam bastante desfavoráveis e o cenário abre espaço para essa alavancagem dos preços, com os investidores adicionando um prêmio climático aos contratos, contribuindo para sua valorização.

O Brasil e a Argentina, principais exportadores diretos de soja depois dos Estados Unidos, vem registrando sérios prejuízos com a seca que deverão até mesmo já ser contabilizados no próximo relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima quinta-feira, 12.

Para o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien, de Chicago, depois desse boletim será possível mensurar melhor o problemas e seus resultados. Com isso, o que se pode observar no mercado é um movimento de cobertura de posições vendidas frente a essa divulgação.

Financeiro - O dia positivo também no mercado financeiro contribuiu para essa forte alta vista no mercado de grãos hoje. Nesta segunda-feira, as bolsas de valores operaram em alta, com os índices se consolidando, principalmente na Ásia.

Além disso, boas notícias vindas da China, de que o governo continuará a incentivar com o bom desenvolvimento da atividade econômica local, o que poderia ser refletido em uma retomada da aquecida demanda chinesa por commodities agrícolas também foram vistas como fatores de impulso para os preços na sessão de hoje.'


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mende

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Taxa de desemprego na zona do euro fica em 10,3pct em novembro

O índice de desemprego na zona do euro (17 países que compartilham a moeda) ficou em 10,3% da população ativa em novembro, a mesma taxa registrada de outubro, segundo divulgou, nesta sexta-feira (6), a Eurostat. No mesmo período do ano passado, o desemprego atingira 10,0%.
Já a taxa de desemprego no conjunto dos 27 países da União Europeia ficou em 9,8% em novembro, também sem variação em relação ao mês anterior. Em novembro de 2010, o indicador ficara em 9,6%.

Apesar da estabilidade na taxa de desemprego, houve elevação no número de desepregados. A agência oficial de estatísticas da Europa estima que 23,674 milhões de pessoas estava desempregadas em novembro nos países da União Europeia, dos quais 16,372 milhões na zona do euro. Os números representam uma alta de 55 mil na União Europeia e 45 mil na zona do euro na comparação com o mês anterior.

Entre os países avaliados pela Eurostat, as taxas mais baixas de desemprego foram verificadas na Áustria (4,0%), Luxemborgo e Holanda, ambos com 4,9%. Já a Espanha voltou a ter a maior taxa, de 22,9%.


Fonte: G1.com

Perdas com a seca já se aproximam de R$ 3 bi no Sul

As perdas agrícolas derivadas da estiagem provocada pelo fenômeno La Niña na região Sul do país já são calculadas em quase R$ 3 bilhões. Ontem, o governo do Paraná divulgou que o prejuízo no Estado chega a R$ 1,5 bilhão. No Rio Grande do Sul, a estimativa foi elevada de R$ 500 milhões para quase R$ 900 milhões, e na quarta-feira Santa Catarina projetou as perdas locais em R$ 400 milhões. Nos três, o quadro ainda pode piorar. Com o balanço paranaense, a soja entrou definitivamente na lista das lavouras mais afetadas, ao lado de milho e feijão.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná, com os problemas nas três frentes a quebra da safra de GRÃOS de verão deste ciclo 2011/12 será de pelo menos 2,6 milhões de toneladas no Estado - 11,5% de uma colheita total inicialmente calculada em 22,1 milhões. E o problema deve se aprofundar porque não há previsão de regularização das chuvas para as principais regiões de cultivo nos próximos dias.

"O próximo relatório, no fim de janeiro, infelizmente pode vir com perdas maiores", diz Marcelo Garrido, coordenador da divisão de conjuntura do Deral. Em novembro e dezembro, o regime de chuvas no Paraná foi abaixo do normal. A projeção inicial para a produção de soja era de 14,2 milhões de toneladas, mas foi reduzida para 12,7 milhões. O prejuízo para a oleaginosa, carro-chefe do agronegócio brasileiro, será de R$ 1,02 bilhão no Estado. Em algumas regiões, a quebra foi maior - 15,3% no oeste e 19% no noroeste.

No caso do milho, como houve aumento de 21% na área plantada, havia uma expectativa de que a colheita atingisse 7,4 milhões de toneladas, 21% mais que as 6,1 milhões da safra anterior. Com a seca, a previsão caiu para 6,4 milhões de toneladas, com perdas avaliadas em R$ 379,7 milhões. No sudoeste paranaense, a quebra chega a 29%. No feijão, a estimativa para a safra recuou de 430 mil para 348 mil toneladas, com prejuízo de R$ 117,4 milhões.

Na safra 2005/06, o La Niña também resultou em seca e prejuízo para os agricultores do Paraná. Na época, 4,13 milhões de toneladas de GRÃOS deixaram de ser colhidos. Outra safra que registrou frustração por causa de estiagem foi a de 2008/09, quando 5,06 milhões de toneladas deixaram de ser colhidas no Estado. Garrido comenta que existe a previsão de que os efeitos do La Niña perdurem por todo o verão. Conforme a secretaria, chuvas na última semana de 2011 amenizaram a situação. Ontem, choveu no fim do dia em Curitiba, mas para o oeste e o sudoeste as chances de chuva são pequenas.

No Rio Grande do Sul, a Emater-RS divulgou ontem a primeira projeção "oficial" de perdas nas lavouras de milho, soja e feijão provocadas pela estiagem. A quebra consolidada nas três culturas em comparação com as previsões iniciais para a safra 2011/12 já alcança 11,2%, ou quase 1,8 milhão de toneladas - que, com base nos preços médios pagos aos produtores nesta semana no Estado, valem R$ 871,9 milhões, acima da estimativa de perdas de R$ 500 milhões divulgada na quarta-feira pelo governador em exercício, Beto Grill.

Segundo o engenheiro agrônomo da gerência de planejamento da Emater-RS, Gianfranco Bratta, os números devem piorar, porque a seca perdura. E como os prognósticos climáticos para janeiro e fevereiro também são desfavoráveis, ele teme um quadro similar ao de 2004/05, quando a produção de soja no Estado despencou para 2,4 milhões de toneladas e a de milho, para 1,5 milhão.

A maior perda até agora ocorreu nas lavouras de milho, que devem produzir 4 milhões de toneladas, ante as 5,3 milhões previstas inicialmente. A diferença corresponde a um prejuízo de R$ 562,2 milhões. Conforme Bratta, 45% da área plantada está em fase de floração e enchimento de GRÃOS, quando a necessidade de água é maior - 10% estão maduros para colheita e 2% foram colhidos. Em 2010/11 a produção alcançou 5,8 milhões de toneladas.

Para a soja, a estimativa foi revisada de 10,3 milhões para 9,9 milhões de toneladas. A diferença equivale a R$ 298,3 milhões e pode crescer nos próximos dois meses, já que a floração das lavouras começa agora e os GRÃOS começam a se formar em fevereiro. "Estamos entrando no período mais crítico para a soja", diz Bratta. Na safra passada, a colheita do grão rendeu 11,7 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Económico

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AGROPECUÁRIA: "EFEITO CANA" FAZ PREÇOS SUBIREM 14,6% EM 2011 - IEA/SP

O Indice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela
Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural,
subiu 14,57% na variação acumulada de 2011, segundo o Instituto de Economia
Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice
geral foi puxado pelo grupo dos produtos de origem vegetal, cujo índice
aumentou 18,31%, devido ao efeito cana-de-açúcar, enquanto o índice de
preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 3,45%.
Os preços da cana-de-açúcar, de grande importância na composição dos
indicadores, cresceram 36,42% no ano. Assim, sem considerar a cana, os preços
agropecuários caíram 1,87%, com queda ainda maior nos preços dos produtos
vegetais (-9,01%). "Para uma inflação anual medida pelo Indice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), que se estima em torno do teto da meta de 6,5% em
2011, os preços da cana-de-açúcar acabaram determinando variação dos
preços agropecuários paulistas superiores aos índices inflacionários",
dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder
Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. Ou seja, com a
exclusão da cana, "as pressões inflacionárias não tiveram origem no
campo".
O comportamento dos preços da cana-de-açúcar decorre de preços
internacionais ainda mantidos em patamares elevados para o açúcar e a escassez
relativa do álcool combustível no mercado interno, observam os analistas do
IEA. O resultado são preços mais elevados aos consumidores. "Isso permitiu
ao segmento recuperar margens defasadas (valendo-se de sua posição de
oligopólio) ainda que a gestão dos preços da gasolina dentro da estratégia
federal de segurar a inflação acabe levando a que, mesmo nos meses de maior
oferta na bomba dos postos de gasolina, os preços do álcool tivessem se
mantido no limite superior da proporção de economicidade para o consumo (70%
do preço da gasolina)."
Além disso, prosseguem os pesquisadores, "apenas em unidades da
federação com políticas tributárias favoráveis em termos do Imposto de
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como o Estado de São Paulo,
são mantidos estímulos consistentes ao álcool combustível, que vem se
tornando um fenômeno praticamente paulista".
Na comparação de dezembro de 2011 com o mesmo mês de 2010, as maiores
altas foram verificadas nos preços do feijão (79,76%); do algodão (66,30%);
do tomate para mesa (44,82%); da cana-de-açúcar (36,42%); do café (32,63%);
do leite C (17,49%); da banana nanica (16,88%); dos ovos (16,50%); do leite B
(14,02%) e do amendoim (6,53%), todos com elevações superiores à inflação
acumulada no período.
"O feijão ganha destaque pela magnitude do aumento, mas deve-se ter em
conta o patamar muito baixo verificado em dezembro de 2010 (R$ 68,36 por saca de
60 kg), abaixo do custo de produção em torno de R$ 90,00 por saca para
padrões médios de produtividade." Os técnicos consideram, porém, que os
preços de dezembro de 2011 (R$ 122,89/saca) não podem ser considerados
exacerbados em face da necessária remuneração adequada do lavrador.
Da mesma forma, apresentaram variação positiva, mas em percentuais
inferiores aos verificados pela inflação do período, os preços do milho
(3,48%) e da carne de frango (3,15%). Na verdade, explicam os analistas, esses
produtos também contribuíram positivamente para o comportamento da inflação,
junto com outros oito produtos que mostraram queda de preços no acumulado dos
últimos doze meses, ou seja: laranja para mesa(-43,03%); batata (-38,28%);
laranja para indústria(-33,04%); arroz(-10,50%); soja (-9,86%); carne suína
(-7,20%); carne bovina (-3,47%) e o trigo (-3,21).
Entre as quedas, chama a atenção o caso das laranjas (mesa e indústria),
que haviam apresentado preços remuneradores durante o ano de 2010 e que, dada
a safra elevada em 2011, mostram preços muito menores, mostram os
pesquisadores. Isto gera "uma realidade preocupante de remuneração dos
citricultores e ao mesmo tempo o limite para a expansão da oferta, tanto no
mercado interno para sucos caseiros como para a exportação de sucos cítricos,
com as agroindústrias processadoras tendo trabalhado no limite de sua
capacidade de moagem".
Mesmo contribuindo com menores impactos inflacionários, a maioria dos
preços agropecuários paulistas apresenta em dezembro de 2011 níveis
satisfatórios de remuneração dos custos de produção, concluem os
pesquisadores do IEA. "E com isso há perspectiva de renda setorial
consistente com a rentabilidade adequada."
As informações partem do Instituto de Economia Agrícola (IEA).


FONTE: Safras e Mercado.

PORTOS: APPA FAZ READEQUAÇÕES E MELHORA OPERAÇÃO EM PARANAGUÁ

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba
de conceder o Certificado de Boas Práticas de Armazenagem para o armazém 3B do
Porto de Paranaguá. O local, utilizado para armazenamento de carga geral,
poderá receber a partir de agora alimentos e derivados.
Antes disso, apenas o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) tinha
este certificado e já não comportava receber mais cargas. Para adequar o
espaço de acordo com as normas da ANVISA, a Administração dos Portos de
Paranaguá e Antonina (Appa) fez uma reforma geral no local. A pintura foi
refeita, foi retirada a porosidade do piso, a ventilação do armazém foi
adequada, o telhado reformado, além da limpeza geral e o controle de pragas.
"Antes de realizarmos estas adequações, o armazém ficava mais tempo
ocioso. Agora que podemos receber a carga de contêineres sem restrição, o
armazém fica cheio quase todo o tempo", afirma o diretor empresarial da Appa,
Lourenço Fregonese. Agora, a Appa está atendendo outras exigências da ANVISA
para que o armazém possa receber também medicamentos.
Em dezembro, outro armazém da Appa - este no Corredor de Exportação -
foi reformado para receber cargas a granel de alimentos e matérias primas
utilizadas na indústria de alimentos.

Iluminação - A Appa está fazendo também a manutenção em todo o
sistema de iluminação do Porto de Paranaguá. Foram cerca de R$ 100 mil em
investimentos para recuperar e fazer a manutenção em mais de 1800 pontos de
iluminação ao longo da área do cais e retro-área portuária.

O trabalho está sendo feito pela Seção de Manutenção Elétrica da Appa
com o objetivo de aumentar a segurança nas instalações portuárias. A
primeira fase do projeto foi realizada em dezembro, quando foram recuperadas e
substituídas as instalações ao longo da faixa portuária. Agora, estão sendo
feitos trabalhos no pátio de triagem, para preparar o local para a Safra 2012.


Os trabalhos são desenvolvidos numa altura média de 20 metros e envolve a
substituição de refletores, lâmpadas, reatores, circuitos elétricos, caixas
de comando e proteção elétrica e reparos no sistema de proteção contra
descargas atmosféricas (SPDA). A manutenção corresponde a postes e refletores
no pátio de triagem, pátio de veículos, píer de inflamáveis, terminal de
álcool, centro administrativo e Avenida Portuária. As informações partem da
Assessoria de Comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina.


FONTE: Safras e Mercado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Preços agrícolas disparam nas bolsas com queda do dólar

Os preços das commodities agrícolas dispararam nas bolsas dos EUA, ontem, beneficiados pela desvalorização do dólar ante outras moedas. Os investidores do mercado de câmbio venderam a divisa americana para comprar outras de maior retorno em um dia de aumento do apetite pelo risco. Foi uma reação a indicadores econômicos positivos divulgados nos EUA e na Europa. A queda do dólar torna mais baratos os produtos negociados nessa moeda, o que beneficia seus mercados.

Entre as commodities cujos preços mais subiram esteve o açúcar negociado em Nova York.O contrato para entrega em março disparou 5,2%, para 24,51 centavos de dólar por libra-peso. Analistas consultados pela agência Dow Jones ponderaram, contudo, que o volume de negócios limitou- se a um terço do registrado normalmente, o que amplia a volatilidade das cotações. Ainda no pregão nova-iorquino, o contrato março do algodão fechou no limite de alta permitido pela bolsa: 400 pontos (4,36%), cotado a 95,80 centavos de dólar por libra-peso.

Em Chicago, além de se beneficiarem da queda do dólar, os preços dos GRÃOS subiram diante da possibilidade de redução de produtividade provocada pela estiagem nas lavouras da Argentina, principalmente, e do Sul do Brasil. De acordo como Commodity Weather Group, três quartos do cinturão de GRÃOS da Argentina registram déficit severo de umidade. O contrato março da soja subiu 1,64%, para US$ 12,2750 por bushel, enquanto o do milho avançou 1,86%, para US$ 6,5850.


Fonte: O Estado de S. Paulo

Seca: Oil World reduz estimativa pra safra de soja da América do Sul

A produção de soja da América do Sul deverá recuar cerca de 2,9% na safra 2011/12 por conta da seca que está castigando as lavouras do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai. As informações são da Oil World.

A produção total do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia irá totalizar, de acordo com a consultoria alemã, 132,7 milhões de toneladas de soja. O volume estimado é 4,3 milhões de toneladas menor do que a projeção de dezembro e também menor do que as 136,7 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2010/11.

Essas condições adversas do clima permitiram que os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registrassem alta de 6,8% em dezembro. O mês passado foi o melhor para a soja desde agosto.

Nos meses anteriores, o mercado da oleaginosa vinha sofrendo exaustivamente com o mau humor do mercado financeiro, em razão da crise da dívida europeia, perderam o patamar dos US$ 12 por bushel e quase perderam os US$ 11. Porém, depois desses registros da seca, os preços conseguiram recuperar os US$ 12 nos principais vencimentos.

"Algumas chuvas favoráveis ainda poderiam promover uma recuperação nas lavouras de soja e milho da Argentina. Porém, no Brasil e no Paraguai, o estado de maturação já está bastante avançado e em alguns pontos, as perdas já são irreversíveis", informou a Oil World.

De acordo com a consultoria alemã, por conta dessa severa estiagem, a colheita brasileira poderá cair de 75,3 milhões de toneladas produzidas na safra 10/11 para apenas 71 milhões de toneladas. Com isso, a Oil World reduz sua projeção para a produção brasileira em 1,8 milhões de toneladas.

Por outro lado, a safra da Argetina deverá aumentar para 51 milhões de toneladas, ante as 49,4 milhões de toneladas produzidas em 10/11. Com esse número, a consultoria reduz em 1 milhão de toneladas.

"Na Argentina, as chuvas de janeiro e fevereiro são extremamente necessárias. Em várias partes do país há sérios e significativos déficits de umidade e também graves riscos de que, caso as chuvas não cheguem a tempo, as perdas serão irreversíveis", reportou a Oil World.

Com informações da Bloomberg.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SOJA: COMPRAS DE ESPECULADORES IMPULSIONAM CHICAGO NO MEIO-PREGÃO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja
opera com preços mais altos no meio-pregão de hoje. O mercado é impulsionado
por um movimento de compras por parte de especuladores. A queda do dólar, que
aumenta a competitividade dos Estados Unidos no mercado exportador, influencia
positivamente, assim como os temores em relação ao clima seco e quente na
América do Sul - fator que pode afetar a produtividade local. A elevação de
mais de 3% no preço do petróleo em Nova York completa o quadro altista.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 34,056
milhões de bushels na semana encerrada no dia 29 de dezembro, conforme
relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 41,117 milhões de
bushels (número revisado). No ano passado, em igual período, o total foi de
27,629 milhões de bushels. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de
setembro, as inspeções estão em 566,031 milhões de bushels, contra 805,714
milhões de bushels no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2012 estão cotados
a US$ 12,21 por bushel, alta de 22,50 centavos de dólar por bushel em
relação ao fechamento anterior. As posições da soja em grão com entrega em
março de 2012 estão cotadas a US$ 12,30 por bushel, ganho de 22,25 centavos de
dólar por bushel em relação ao fechamento anterior.
No farelo, janeiro de 2012 tem preço de US$ 314,10 por tonelada, ganho de
US$ 4,70 por tonelada em relação ao fechamento anterior. No óleo de soja, a
posição janeiro de 2012 vale 52,86 centavos de dólar por libra-peso,
valorização de 0,77 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior.


FONTE: Safras e Mercado.

Exportação de soja em dezembro tem alta de mais de 400pct

As exportações brasileiras de soja em grão aumentaram em dezembro se comparadas com o mesmo mês de 2010. O volume registrado no último mês do ano passado foi 401,8% maior do que no dezembro anterior.

Para a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC -, Tatiana Prazeres, esse expressivo incremento nas vendas da oleaginosa refletem a demanda forte por parte da China.

"A preferência da China pela soja brasileira, que tem reconhecida qualidade, além do fato de termos expressiva oferta, estão por trás deste ótimo desempenho", disse a representante do MDIC.

Com informações do Valor Econômico.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes