Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Soja: Compradores voltam ao mercado e mercado avança

Depois das fortes quedas registradas ontem pelo complexo de grãos no mercado internacional, os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam o pregão noturno desta quarta-feira em alta e estenderam as altas para a sessão diurna.

Segundo analistas, as cotações reagem graças a movimentos técnicos e também à volta dos compradores ao mercado, uma vez que os preços mais baixos tornam-se mais atrativos para os importadores. Com essa movimentação acontecendo na soja, trigo e milho sobem na esteira da oleaginosa.

Além disso, os grãos contam ainda com um cenário macroeconômico mais tranquilo nesta quarta-feira, mesmo diante da notícia do rebaixamento da nota de crédito da Itália pela agência de classificação de risco Moody's.

O mercado financeiro tomou um novo fôlego com a a fala do presidente de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), afirmando que poderia liberar mais dinheiro para alavancar a economia norte-americana.

Entre os fundamentos, porém, a evolução da colheita nos Estados Unidos pressiona ligeiramente o mercado. A entrada da safra norte-americana, que pode ser maior do que as projeções do mercado, pode pesar um pouco sobre o mercado e limitar as altas.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

BC volta a intervir no câmbio, e dólar segue em baixa

O preço do dólar segue ajustando para baixo nesta terça-feira (4) , após a realização do leilão de swap cambial (operação equivalente à venda de dólar no mercado futuro). Por volta das 13h45, o dólar comercial apontava baixa de 0,47%, a R$ 1,883 na venda, depois de subir a R$ 1,902.

A oferta de swap aconteceu entre 11h15 e 11h30. Dos 90.525 contratos ofertados, 33.150 foram tomados, ou 37% do lote ofertado, movimentando US$ 1,65 bilhão. Na segunda-feira, o BC já tinha vendido swaps em operação que movimentou US$ 1,695 bilhão.

Com a operação desta terça, já são três leilões de swap cambial. A primeira deles aconteceu em 22 de setembro, depois de mais dois anos fora da "caixa de ferramentas" do BC.

Depois de fechar setembro com valorização de 18%, o dólar comercial voltou a subir no primeiro pregão de outubro, engatando a quarta alta seguida, num dia em que o Banco Central (BC) ofereceu contratos de swap cambial para frear a valorização da moeda.

A taxa de câmbio fechou a última sessão com ganho de 0,56%, variação aliviada pela intervenção do Banco Central com um leilão de swap cambial no fim do dia. Entre 11h15 e 11h30 desta terça, o BC realiza outra operação do tipo, com resultado às 11h45.

Fonte: Do G1, com informações do Valor Online

Brasil amplia liderança em superávit do campo

Apesar da alcunha de "celeiro do mundo", o Brasil ainda está longe de ser o maior fornecedor global de alimentos. Mesmo com todo o crescimento recente, o país ainda está distante de alcançar os patamares de produção e exportação dos Estados Unidos, a maior potência agrícola do planeta. Contudo, há um quesito em que o agronegócio brasileiro lidera com folga e vantagem crescente sobre os concorrentes americanos: a geração de saldos comerciais.

Os últimos dados do Ministério da Agricultura mostram que o setor registrou um saldo comercial recorde, de US$ 71,9 bilhões, no período de 12 meses encerrado em agosto. Líderes no ranking de exportação, os EUA estimam saldo de US$ 42,5 bilhões no ano encerrado no último dia 30, um resultado 40% inferior ao brasileiro. É importante fazer uma ressalva: há diferenças entre as metodologias adotadas por Brasil e EUA nesse cálculo. Ao contrário do nosso ministério, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não contabiliza, por exemplo, transações de produtos florestais e pescados. Além disso, nenhum dos dois contabiliza suas importações de insumos para a produção agropecuária, o que superestima o resultado externo do setor.

Mesmo assim, o resultado é consistente com os últimos dados consolidados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que aplica uma única metodologia. Segundo a OMC, o Brasil fez em 2009 um saldo US$ 30,6 bilhões maior que os EUA. Na comparação entre os dados de cada governo, a vantagem brasileira naquele ano foi de US$ 31,9 bilhões.

O agronegócio dos EUA produzia um saldo maior que o brasileiro até o fim dos anos 90. Em 1999, o Brasil, então um náufrago na crise de países emergentes, viu-se obrigado a desvalorizar o real e a estimular as exportações para equilibrar as contas. O câmbio favorável, combinado com o financiamento para a renovação do maquinário e a renegociação das dívidas do setor que o precedeu, abriu caminho para um novo ciclo de investimentos. De lá para cá, a vantagem brasileira apenas cresceu.

Os EUA ainda são os maiores exportadores brutos de produtos agropecuários. O USDA estima que o país vendeu o equivalente a US$ 137 bilhões nos últimos 12 meses, 55% mais do que os US$ 88 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro entre setembro de 2010 e agosto de 2011. Nesse quesito, os americanos ampliaram sua vantagem sobre os brasileiros, de cerca de US$ 30 bilhões para quase US$ 50 bilhões na última década.

A principal diferença entre os dois países está no fôlego das importações americanas, que saltaram de US$ 38,9 bilhões para US$ 94,5 bilhões desde o início dos anos 2000. Só nos últimos 12 meses, as despesas saltaram 20% impulsionadas pela alta dos preços. Com isso, os americanos importaram, na média, o equivalente a US$ 0,70 para cada dólar adicional exportado desde 2000.

O Brasil também viu suas importações se multiplicarem, proporcionalmente mais que as americanas, mas em uma base muito inferior - de US$ 5,7 bilhões, no ano 2000, para pouco mais de US$ 16,3 bilhões nos 12 meses até agosto. Desse modo, o setor importou apenas US$ 0,18 para cada dólar adicional exportado.

"Os EUA são um país relativamente aberto, possuem uma demanda enorme e são dependentes das importações de vários produtos", justifica André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). Os americanos importam grandes volumes de açúcar, café, suco de laranja, frutas e outros itens tropicais. Apenas os desembarques de hortifrutigranjeiros nos últimos 12 meses são estimados em US$ 39,5 bilhões, 11% mais do que em 2010. As importações de açúcar e café, produtos dos quais o Brasil é o maior exportador mundial, ultrapassam a marca de US$ 13 bilhões no período.

Já o Brasil é autossuficiente em quase todos os produtos agrícolas. "Vai demorar muito tempo até que o Brasil tenha uma renda capaz de comprometer nossa balança agrícola. Até lá, vamos continuar a importar apenas aquilo em que não somos competitivos e temos o mercado aberto por causa do Mercosul", afirma Nassar, citando casos como o do arroz e do leite.

Os biocombustíveis também tiveram um papel relevante. Os subsídios ao etanol de milho fizeram com que todo o incremento na produção do grão nos EUA - cerca de 70 milhões de toneladas, mais do que cresceu toda a oferta de GRÃOS e fibras no Brasil - fosse absorvido internamente, estagnando as exportações nos níveis do ano 2000. "O etanol também limitou o potencial de crescimento da soja, que disputa área com o milho, e a competitividade da carne americana", afirma Nassar.

Com isso, os americanos abriram espaço para o Brasil. Segundo dados da OMC, os EUA viram sua participação nas exportações agrícolas globais cair de 13% para 10,2% entre 2000 e 2009. Já a fatia do Brasil cresceu (embora ainda seja tímida) de 2,8% para 4,9%. "Brasil e EUA estão hoje muito próximos em competitividade. Mas, na margem, os americanos têm dificuldades para crescer, o que é uma enorme vantagem para o Brasil nessa disputa", diz Nassar.

Fonte: VALOR ECONÓMICO -SP

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Bolsas europeias fecham em queda diante de dados da economia grega

O principal índice das ações europeias fechou nesta segunda-feira (3) no menor patamar em uma semana, após a Grécia admitir que não cumprirá as metas de déficit neste ano, alimentando preocupações com um possível default.

O FTSEurofirst 300, que mede a oscilação dos mais importantes papéis do continente, caiu 1,2%, para 912 pontos, segundo dados preliminares.

No acumulado do ano, o índice já perdeu mais de 18%.

As ações do setor bancário estiveram entre as de pior desempenho, por preocupações de que tenham de registrar mais baixas contábeis nos preços da dívida grega que detêm. O índice STOXX Europe 600 para bancos caiu 2,7%.

Alguns analistas dizem que um default da Grécia é inevitável, mas que a pior notícia pode agora estar precificada nas ações.

"É uma questão de quando, não se (a Grécia declarar default)", disse o gestor de fundo da Schroders, Andy Lynch, que gerencia 197 bilhões de libras (US$ 305 bilhões) em ativos. "Mas provavelmente nós deveremos ver alguma forma de recuperação para as ações de agora até o final do ano, em que muitas notícias negativas serão bem conhecidas."

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,03%, a 5.075 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 2,28%, para 5.376 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,85%, a 2.926 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,31%, para 14.642 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 2,26%, a 8.353 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,6%, para 5.737 pontos.

Fonte: g1.com

Grécia confirma que não atingirá metas do déficit orçamentário

Atenas - A Grécia não atingirá as metas do déficit orçamentário de 2011 e de 2012 determinadas no plano de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de acordo com números publicados pelo Ministério das Finanças neste domingo, após o gabinete aprovar o esboço do orçamento para 2012.

O déficit orçamentário de 2011 ficará em 8,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, sem atingir a meta de 7,6 por cento. Ele também será rebaixado para 6,8 por cento do PIB no ano que vem, mas ainda assim não atingirá a meta do resgate, de 6,5 por cento.

"Ainda faltam três meses críticos para terminar 2011, e a estimativa final de 8,5 por cento de déficit do PIB pode ser atingida caso os mecanismos de Estado e os cidadãos respondam de acordo", informou o Ministério das Finanças em comunicado divulgado neste domingo.

Fonte: Reuters

Dilma libera R$ 1,95 bilhão para incentivar exportações

A presidente Dilma Rousseff autorizou, por meio de medida provisória, a liberação de R$ 1,95 bilhão para estados, municípios e Distrito Federal com o objetivo de "fomentar as exportações" do país. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (30) no "Diário Oficial da União".

De acordo com a medida, o dinheiro será entregue em três parcelas de R$ 650 milhões até o último dia útil dos meses de outubro, novembro e dezembro.

O governo definiu que o rateio entre os municípios seguirá os critérios de participação na distribuição da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de seus respectivos estados, aplicados no exercício de 2011.

Da verba que caberá a cada estado, 75% será entregue à unidade federativa e, outros 25%, diretamente aos municípios.

O texto prevê que o Ministério da Fazenda "poderá definir regras acerca da prestação de informação pelos Estados e pelo Distrito Federal sobre a efetiva manutenção e aproveitamento de créditos pelos exportadores".

Segundo Marcus Aucélio, secretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional, a liberação destes valores, definidos como "auxílio financeiro", já estava definida no orçamento da União deste ano. Os recursos atendem a um dispositivo da Lei Kandir , que visa ressarcir os estados exportadores que abrem mão do ICMS nas vendas externas.

"Este auxílio financeiro, que está dentro da Lei Kandir, é distribuído de forma diferente. Os estados se reúnem no Confaz [Conselho Naciolnal de Política Fazendária, que reúne os secretários de Fazenda dos estados do país] e decidem o percentual que cabe a cada estado", informou Aucélio, do Tesouro Nacional.

Fonte: G1.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Commodities têm pior mês desde 2008

As commodities agrícolas tiveram em setembro, até o fechamento de ontem, o pior desempenho desde o ápice de crise financeira detonada pela quebra do banco Lehman Brothers, em 2008. Segundo o Valor Data, os contratos futuros de segunda posição - geralmente, os de maior liquidez - recuaram em sete dos dez mercados monitorados, considerando-se os preços médios praticados.

Na bolsa de Chicago, o trigo registrou a maior queda média mensal (-4,23%), seguido por milho (-2,54%), farelo (-2,10%) e soja (-0,94%). No mercado nova-iorquino, a maior queda foi a do cacau (-5,60%), acompanhada por açúcar (-4,23%) e suco de laranja (3,84%). Na contramão, tiveram ganhos os contratos de algodão (2,96%), café (0,99%) e óleo de soja (0,08%).

Mas as médias mensais não captaram o tamanho do estrago provocado pelo recrudescimento da crise nos países desenvolvidos. Quando considerada a variação acumulada no mês, as perdas foram generalizadas, sendo que a maioria dos mercados agrícolas amargou perdas de dois dígitos.

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Mesmo com a recuperação de ontem, uma reação dos investidores à divulgação de notícias positivas na Europa e nos Estados Unidos, os contratos de milho acumulavam queda de 15,86%, os de soja, 14,84% e os de trigo, 13,36%. Em Nova York, o café registrava queda de 18,68%, acompanhada por açúcar e suco de laranja, que recuavam respectivamente 10,42% e 5,6% em setembro.

O melhor desempenho foi o do algodão, que recuou apenas 3,39% desde o fechamento do dia 31 de agosto.

O grupo de commodities agrícolas do índice Dow Jones-UBS, que monitora uma cesta de produtos alimentícios negociados nas bolsas internacionais, registrou queda de 15,2% - a maior desde outubro de 2008. Os produtos agrícolas caíram mais que a média das commodities.

Em setembro, o índice CRB, que acompanha também matérias-primas metálicas e energéticas, caiu 10,69% - também neste caso, o maior recuo desde outubro de 2008.

As commodities, como um todo, sofreram com a piora dos indicadores econômicos globais. Os sinais de recessão nas economias maduras e os temores de um calote soberano por parte da Grécia fizeram crescer a aversão dos investidores a ativos de risco.

De acordo com o analista do Jefferies Bache, em Nova York, Vinícius Ito, fundos liquidaram quase 100 mil contratos futuros de soja, 50 mil de milho e 17 mil de trigo ao longo do mês.

Segundo Ito, fatores sazonais também influenciaram a aposta contra os mercados agrícolas. "A colheita da safra de GRÃOS nos Estados Unidos exerce uma pressão natural nesta época do ano. Além disso, o mercado havia exagerado na precificação dos problemas climáticos americanos e da demanda chinesa", avalia.

A desvalorização do real frente o dólar também influenciou diretamente as commodities agrícolas. "O "crash" da moeda brasileira mudou dramaticamente a estrutura de preços necessária para uma equação adequada de oferta e demanda para a maioria das commodities agrícolas nos Estados Unidos", afirma Shawn Hacket, presidente da Hackett Financial Advisors em um relatório enviado por e-mail.

Ele lembra que o real é uma das moedas mais correlacionadas aos preços agrícolas internacionais. "Ainda há espaço para mais correções até que o novo regime de preços encontre um equilíbrio", alerta.

Contudo, analistas ainda rejeitam uma comparação com o cenário observado em 2008, após a quebra do Lehman Brothers. "Tudo ainda é muito incerto, mas a situação, embora muito grave, é melhor do que a de 2008. Havia então a expectativa real de um colapso do sistema financeiro, o que parece não haver agora", afirma Ito.

Rodrigo Costa, analista de mercado da Caturra Coffee Corporation, em Nova York, observa que o nível de alavancagem é muito menor do que nos meses que precederam a crise americana, razão pela qual não vê muito espaço para um grande volume de liquidações nos próximos meses.

"Tudo vai depender do quão grave vai ser a recessão, de que forma vai atingir os Estados Unidos e se vamos ter a quebra de bancos nos países desenvolvidos. Mas é claro que, se tivermos novos surtos de aversão a risco, as commodities serão afetadas, principalmente pela via do câmbio".

Ito acredita que os preços podem experimentar uma retomada no início de outubro, encerrado o período de ajuste nos portólios dos fundos de investimento. "No mercado da soja, os compradores veem a queda dos preços como uma oportunidade. Os fundamentos são positivos. Os estoques estão em níveis historicamente baixos, e há uma procura muito grande por parte da China e da União Europeia por soja e derivados", conta.

Com a queda deste mês, praticamente todas as mercadorias estão no vermelho em 2011. A exceção fica por conta do milho, que até ontem acumulava valorização de 1,18%. Nos 12 meses, porém, a maioria ainda contabiliza ganhos - destaque para o milho, com valorização de 26,71%, e o café, com 28,31%.

Fonte: Valor Económico

Soja ignora números do USDA, recua e já perde patamar dos US$ 12

Os futuros da soja estão despencando na sessão diurna desta sexta-feira na Bolsa de Chicago. Por volta das 12h03 (horário de Brasília), os principais vencimentos já perdiam quase 50 pontos e perdiam o patamar dos US$ 12 por bushel.

No pregão de hoje, a soja está sucumbindo à alta do dólar index e ao aumento da aversão ao risco por parte dos investidores. No início das negociações, os indicadores esforçavam-se para quebrar a barreira psicológica dos 79 pontos.

Nem mesmo os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportando estoques em 1º de setembro abaixo das expectativas foram capazes de dar suporte ao mercado. Os negócios na CBOT seguem focando as incertezas latentes sobre o futuro da economia global e como este cenário poderia afetar a demanda por matérias-primas.

Já nos vizinhos milho e trigo, a situação é diferente. A alta também é bastante severa, porém, nesse caso, é reflexo dos números do USDA de reservas bem acima dos volumes esperados pelo mercado. Além disso, o avanço da colheita nos Estados Unidos também pesa sobre o complexo de grãos nesta sexta-feira.

Fonte: 7

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

USDA: Para relatório de sexta-feira, expectativa é de redução nos estoques de milho e aumento nos de soja

Nesta sexta-feira (30), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu relatório trimestral de estoques. As expectativas do mercado apontam para um redução dos estoques de milho em relação ao mesmo período do ano passado e aumento das reservas de soja.

Para a oleaginosa, a expectativa dos traders é de que o departamento reporte reservas em 6,12 milhões de toneladas em 1º de setembro deste ano ante as 4,11 milhões de toneladas divulgadas para 1º de setembro de 2010. O incremento, nesse caso, seria de 49%.

Já para o milho, as apostas dos traders são de uma redução de 43,7% nos estoques trimestrais norte-americanos quando comparados ao mesmo período do ano passado. A expectativa é de 24,44 milhões de toneladas ante as 43,38 milhões de toneladas dos estoques no ano passado.

Para o trigo, também espera-se um declínio, nesse caso de 16,5%. Em 1º de setembro, as reservas eram de 66,68 milhões de toneladas, já para este ano, a expectativa é de 55,68 milhões de toneladas.

De acordo com alguns analistas, esse boletim terá mais um caráter estatístico do que propriamente um impacto fundamental.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Inflação brasileira é uma das mais altas do mundo, mostra BC

A inflação atual brasileira, assim como as previsões para 2011 e 2012, está entre as mais elevadas do planeta. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Banco Central, por meio da apresentação do diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton Araujo, sobre o relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano.

Inflação correntes e previsões
Em 12 meses até agosto, quando a inflação brasileira atingiu a marca de 7,33%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela foi superada, na amostra selecionada de países pelo BC para comparação, somente pela inflação da Índia (acima de 8%) e da Rússia (cerca de 8%). Os números mostram que a inflação brasileira, em 12 meses até agosto, ficou acima da inflação da China, em torno de 6%, dos Estados Unidos (pouco abaixo de 4%), além da África do Sul (pouco acima de 5%), do Reino Unido (entre 4% e 5%), da Nova Zelândia (entre 5% e 6%), e da Suécia, Noruega, Colômbia, México e Chile. Estes últimos países estão com inflação corrente todos abaixo de 4%.

As previsões de inflação do Banco Central, de 6,4% para este ano e em torno de 5% para 2012, que constam no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira, também estão acima da estimativa para a grande maioria das nações - sendo superada, novamente, pela Índia, Rússia e África do Sul (só para 2012). Para este ano, a inflação prevista para a Índia está um pouco abaixo de 9% e, para 2012, em torno de 7%. No caso da Rússia, a estimativa para 2011 está em torno de 9% e, para o ano que vem, está um pouco abaixo de 8%. No caso da África do Sul, a estimativa está em 5% para este ano e em aproximadamente 6% para 2012.

Desaceleração da inflação no mundo
Segundo o diretor Carlos Hamilton Araujo, os números do BC mostram que houve um crescimento da inflação no passado recente. "O mundo inflacionou nos últimos 12 meses, com exceção da Noruega. Mas, olhando para frente, o que a gente observa é que se antecipa um desinflacionamento. A expectativa é que haja uma desinflação no mundo", declarou ele, observando que, assim como no caso do Brasil, a inflação em 12 meses está acima da meta central em quase todas nações, como Suécia, Reino Unido, Austrália, Polônia e África do Sul, tendo a Noruega por exceção.

Juros reais e PIB
Além de ter a inflação entre as mais altas do planeta, os números mostram que a taxa de juros brasileira é a mais elevada do mundo em termos reais - após o abatimento da inflação prevista para o futuro. Atualmente, os juros reais brasileiros estão acima de 5% ao ano, enquanto que, no caso da Índia e Rússia (cuja inflação corrente também está alta, assim como as previsões para 2011 e 2012), estão entre zero e 1% ao ano. A China também possui taxa de juros neste patamar e, no caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Nova Zelândia, as taxas de juros estão negativas.

Os números também revelam que, em outras economias emergentes, há expectativa maior de crescimento. A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento da China e da Índia, em 2011 e 2012, respectivamente, está em 9,5% e 7,8% e em 9% e 7,5%. A previsão média de crescimento do PIB dos países emergentes para 2011 e 2012, ainda segundo dados do FMI, é de 6,4% e de 6,1%. No caso do Brasil, a previsão está abaixo de 4% para este ano e para o próximo.

"O crescimento tem de ser endereçado em outra perspectiva. Temos uma taxa de poupança em torno de 16% do PIB, que nos permite investir, com déficit em conta corrente [contas externas] de 2% do PIB, em torno de 18% do PIB. Temos que ter uma taxa de crescimento compatível com a nossa capacidade de investir. Na medida em que o Brasil avançar em reformas estruturais e em ações que melhorem o ambiente de negócios, que aumentem a taxa de poupança, certamente vamos ter oportunidade de ter taxas de crescimento mais elevadas. O crescimento tem limitantes. Estamos crescendo em ritmo compatível com a nossa capacidade de investir", declarou o diretor de Política Econômica do BC.


Fonte: g1.com