Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

USDA: Para relatório de sexta-feira, expectativa é de redução nos estoques de milho e aumento nos de soja

Nesta sexta-feira (30), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu relatório trimestral de estoques. As expectativas do mercado apontam para um redução dos estoques de milho em relação ao mesmo período do ano passado e aumento das reservas de soja.

Para a oleaginosa, a expectativa dos traders é de que o departamento reporte reservas em 6,12 milhões de toneladas em 1º de setembro deste ano ante as 4,11 milhões de toneladas divulgadas para 1º de setembro de 2010. O incremento, nesse caso, seria de 49%.

Já para o milho, as apostas dos traders são de uma redução de 43,7% nos estoques trimestrais norte-americanos quando comparados ao mesmo período do ano passado. A expectativa é de 24,44 milhões de toneladas ante as 43,38 milhões de toneladas dos estoques no ano passado.

Para o trigo, também espera-se um declínio, nesse caso de 16,5%. Em 1º de setembro, as reservas eram de 66,68 milhões de toneladas, já para este ano, a expectativa é de 55,68 milhões de toneladas.

De acordo com alguns analistas, esse boletim terá mais um caráter estatístico do que propriamente um impacto fundamental.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Inflação brasileira é uma das mais altas do mundo, mostra BC

A inflação atual brasileira, assim como as previsões para 2011 e 2012, está entre as mais elevadas do planeta. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Banco Central, por meio da apresentação do diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton Araujo, sobre o relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano.

Inflação correntes e previsões
Em 12 meses até agosto, quando a inflação brasileira atingiu a marca de 7,33%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela foi superada, na amostra selecionada de países pelo BC para comparação, somente pela inflação da Índia (acima de 8%) e da Rússia (cerca de 8%). Os números mostram que a inflação brasileira, em 12 meses até agosto, ficou acima da inflação da China, em torno de 6%, dos Estados Unidos (pouco abaixo de 4%), além da África do Sul (pouco acima de 5%), do Reino Unido (entre 4% e 5%), da Nova Zelândia (entre 5% e 6%), e da Suécia, Noruega, Colômbia, México e Chile. Estes últimos países estão com inflação corrente todos abaixo de 4%.

As previsões de inflação do Banco Central, de 6,4% para este ano e em torno de 5% para 2012, que constam no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira, também estão acima da estimativa para a grande maioria das nações - sendo superada, novamente, pela Índia, Rússia e África do Sul (só para 2012). Para este ano, a inflação prevista para a Índia está um pouco abaixo de 9% e, para 2012, em torno de 7%. No caso da Rússia, a estimativa para 2011 está em torno de 9% e, para o ano que vem, está um pouco abaixo de 8%. No caso da África do Sul, a estimativa está em 5% para este ano e em aproximadamente 6% para 2012.

Desaceleração da inflação no mundo
Segundo o diretor Carlos Hamilton Araujo, os números do BC mostram que houve um crescimento da inflação no passado recente. "O mundo inflacionou nos últimos 12 meses, com exceção da Noruega. Mas, olhando para frente, o que a gente observa é que se antecipa um desinflacionamento. A expectativa é que haja uma desinflação no mundo", declarou ele, observando que, assim como no caso do Brasil, a inflação em 12 meses está acima da meta central em quase todas nações, como Suécia, Reino Unido, Austrália, Polônia e África do Sul, tendo a Noruega por exceção.

Juros reais e PIB
Além de ter a inflação entre as mais altas do planeta, os números mostram que a taxa de juros brasileira é a mais elevada do mundo em termos reais - após o abatimento da inflação prevista para o futuro. Atualmente, os juros reais brasileiros estão acima de 5% ao ano, enquanto que, no caso da Índia e Rússia (cuja inflação corrente também está alta, assim como as previsões para 2011 e 2012), estão entre zero e 1% ao ano. A China também possui taxa de juros neste patamar e, no caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Nova Zelândia, as taxas de juros estão negativas.

Os números também revelam que, em outras economias emergentes, há expectativa maior de crescimento. A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento da China e da Índia, em 2011 e 2012, respectivamente, está em 9,5% e 7,8% e em 9% e 7,5%. A previsão média de crescimento do PIB dos países emergentes para 2011 e 2012, ainda segundo dados do FMI, é de 6,4% e de 6,1%. No caso do Brasil, a previsão está abaixo de 4% para este ano e para o próximo.

"O crescimento tem de ser endereçado em outra perspectiva. Temos uma taxa de poupança em torno de 16% do PIB, que nos permite investir, com déficit em conta corrente [contas externas] de 2% do PIB, em torno de 18% do PIB. Temos que ter uma taxa de crescimento compatível com a nossa capacidade de investir. Na medida em que o Brasil avançar em reformas estruturais e em ações que melhorem o ambiente de negócios, que aumentem a taxa de poupança, certamente vamos ter oportunidade de ter taxas de crescimento mais elevadas. O crescimento tem limitantes. Estamos crescendo em ritmo compatível com a nossa capacidade de investir", declarou o diretor de Política Econômica do BC.


Fonte: g1.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Soja opera com baixas de dois dígitos diante de turbulência na economia

Depois de fecharem o pregão noturno da Bolsa de Chicago desta quarta-feira no vermelho, os grãos ampliaram suas perdas e operam com expressiva baixa na sessão diurna.Por volta das 11h51 (horário de Brasília), a soja já recuava mais de 15 pontos nos principais vencimentos. O milho perdia mais de 7 pontos e o trigo quase 10.

Ainda sem seguir os fundamentos, o mercado volta a focar as preocupações e indefinições sobre a Europa e a nova crise mundial que assombra o cenário macroeconômico mundial. Nos EUA, o setor financeiro opera sem direção, com leve alta do índice Dow Jones e e tímido recuo do S&P500. O dólar index registra uma certa volatilidade, trabalhando em baixa mas ensaiando uma recuperação.

Porém, algumas expectativas sobre o relatório trimestral de estoques que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira também contribuíram com o movimento de baixa.

A aposta dos traders é de que o órgão reporte um volume entre 5,5 e 6,5 milhões de toneladas de soja estocadas no fim da temporada 2010/11. No último boletim de oferta e demanda, o USDA apontou 6,1 milhões de toneladas da oleaginosa. Para o milho, o mercado espera estoques também maiores do que os da última projeção.

Além desses fatores, a colheita nos Estados Unidos também caminha bem no Meio-Oeste, principal região produtora do país, e atua como fator de pressão para os preços. A expectativa ainda é de que os trabalhos no campo sigam avançando na próxima semana por conta das boas condições do clima.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Alta do dólar terá pouco impacto sobre o custo de produção da safra atual

O analista André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, diz que a alta do dólar, que deve se consolidar num patamar acima do registrado até o início deste mês, terá pouco impacto sobre o custo de produção da safra atual, uma vez que grande parte dos insumos já estava comprada. Pessôa prevê problemas localizados, em alguns casos de produtores que compraram defensivos para pagar em abril. Ele destaca o efeito positivo da valorização do câmbio sobre a receita. "A subida do dólar mais do que compensou a queda das cotações das commodities agrícolas", disse. O analisa se mostra apreensivo em relação ao médio prazo, uma vez que a volatilidade gera insegurança nos agricultores, em função do possível descasamento da cotação do dólar entre a compra do insumo e a venda da produção. Ele acredita que a volatilidade, tanto do câmbio como das cotações das commodities, deve permanecer durante os próximos meses, "o que é ruim para o agricultor".

André Pessôa comenta que outro aspecto que deve ser acompanhado com atenção é o impacto da crise financeira internacional sobre a demanda. Ele observa que os fundamentos, que eram altistas, em função dos baixos estoques, podem se reverter por conta de uma redução do nível de demanda agregada, principalmente nos países em desenvolvimento. Ele diz que a China é motivo de preocupação, por causa do volume de compra de produtos brasileiros, como a soja e o algodão.

Na opinião do analista, o produtor rural deve ter cautela no planejamento das ações e definições dos investimentos para o próximo ano. Pessôa diz que os agricultores devem se preparar para trabalhar com níveis de preços mais baixos e menor rentabilidade na safra 2012/13. Ele não prevê margens negativas, pois as relações de troca se mantêm favoráveis, mas acha difícil que se repita a euforia provocada pelos bons níveis de preços registrados neste ano. "o cenário não é tão claro e tão firme como estava até agora", diz ele.

André Pessôa observa que nesta safra o nível de tecnologia será alto, como sinalizam os dados sobre compra de insumos. Ele estima que, se o clima ajudar, o Brasil poderá colher mais uma safra recorde, em função da expansão da área plantada. Pelas estimativas da Agroconsult a área de soja deve aumentar 800 mil hectares (para 25 milhões de hectares), o milho de verão mais 500 mil hectares (para 8,3 milhões de hectares) e o algodão mais 100 mil hectares (para 1,5 milhão de hectares). Ele observa que, como a soja cede espaço na Região Sul para o milho e no Centro-Oeste e Bahia para o algodão, haverá um recuo de 600 mil hectares no plantio nas regiões tradicionais, que será compensado pela expansão em 1,4 milhão de hectares em áreas novas, principalmente pastagens degradadas.

Fonte: Agência Estado

terça-feira, 27 de setembro de 2011

USDA: 53pct das lavouras de soja e 52pct das de milho dos EUA estão em boas condições

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no final da tarde desta segunda- feira, 26, mais um relatório semanal de acompanhamento de safra.

De acordo com o boletim, as lavouras de soja em condições boas ou excelentes nos EUA somavam 53 % da área em 25 de setembro, em linha com os 53% da semana passada.

No caso do milho, as plantações em boas ou excelentes condições chegavam a 52% da área, acima dos 51% da semana passada. Aumento, portanto, de um ponto percentual.

A colheita da soja também já teve início e, até no último domingo, 25, alcançava 5% da área, contra 15% nessa mesma época do ano passado e 11% da média de cinco anos.

Fonte: Notícias Agrícolas

Conab fará estudo das perdas de grãos pós-colheita

Representantes da CONAB, do Ministério da Agricultura e da Embrapa vão se reunir, de amanhã até o fim deste mês, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos da CONAB (CDRH), em Brasília, com representantes de universidades federais, para discutir e aprovar o projeto sobre o estudo de perdas de GRÃOS na pós-colheita.

A pesquisa - Perdas Quantitativas e Qualitativas no Transporte e Pós-colheita de GRÃOS no Brasil - é inédita no país e vai possibilitar que se conheça quanto se perde de produtos no trajeto do campo até o porto para exportação. De acordo com os técnicos da CONAB, a pesquisa será regida peloTermo de Cooperação Técnico-científica a ser celebrado entre a estatal e aEmbrapa. Professores da Universidade de Brasília (UnB), de Campinas (Unicamp),de Viçosa (UFV) e de Pelotas (UFPEL) também farão parte do estudo. As informações são da CONAB.(JL)

Fonte: Safras e Mercado

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Crise mundial não deve afetar o consumo de soja e milho, diz analista

A “tempestade” em que se encontra a economia mundial não deve interferir negativamente no consumo de soja e milho, avalia o analista de commodities agrícolas Steve Cachia, da Cerealpar, que acaba de chegar do Congresso Mundial de Grãos, realizado em Singapura. Ele pontua que os baixos estoques mundiais e a demanda crescente por alimento contribuem para isso. “O que deixa a gente mais otimista é que por sorte a crise não esta afetando a demanda por soja e milho. A Ásia está aprendendo a comer melhor hoje e isso pode ajudar o mercado mais à frente. Passado esse efeito negativo, poderemos ter uma tendência altista novamente”, disse, em entrevista ao Olhar Direto.

O analista diz que a crise econômica originada na Grécia e impactada com problemas financeiros da Itália e da Espanha já se desenhava desde o ano passado. Lembra, ainda, que nos momentos de risco, o posicionamento dos fundos de investimentos é de aversão, saindo dos mercados.

“Já vinha alertando há alguns meses. Eu estava na Europa no verão e o que se percebia era o pessoal com medo de recessão, repetir o que aconteceu em 2008, quando os preços de soja estavam altos e acabaram despencando por causa da crise nos Estados Unidos”.

A turbulência nas bolsas não deve afetar os preços – pelo menos em curto prazo – para os agricultores brasileiros. Steve diz que a queda na cotação do buschel da soja na Bolsa de Chicago foi absorvida pela alta do dólar no Brasil. “Os preços estavam se aproximando de US$15 o bushel e caíram para US$ 12, mas o cambio ajudou e o mercado não sentiu tanto a magnitude dessa queda em função do câmbio. Porém, para 2012, pode ter resultado negativo, pois o momento é de pressão sobre os preços”.

Cachia atenta para a necessidade de o produtor mato-grossense garantir os custos de produção da safra que se inicia, com venda antecipada de parte da soja. “Tenho notado nesse ultimo ano que Mato Grosso aprendeu com as lições do passado e não fica esperando. Quem já negociou parte da safra garantiu os custos. Quem está com porcentagem de venda antecipada muita baixa, na casa dos 10 a 15%, o ideal é adiantar a negociação. Quem já vendeu para suprir o custeio pode esperar mais um pouco para negociar a outra parte”, pontua Steve.

Fonte: Olhar Direto

Valorização do dólar pode beneficiar agronegócio

Apesar da queda no pregão desta sexta, dia 23, o dólar encerrou a semana em alta de 6,47%. E, de acordo com analistas de mercado, a cotação maior da moeda americana pode trazer benefícios para o agronegócio.

A fuga para o dólar nos últimos dias fez do real a moeda mais desvalorizada em relação a moeda norte-americana. Segundo economista da Tendências Consultoria, Bruno Lavieri, só no mês de setembro, a desvalorização foi de 13%, e só não foi maior porque o Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio. Para o analista, esta situação, a princípio, beneficia quem exporta, mas requer atenção.

– O exportador ao mesmo tempo em que se beneficia do câmbio desvalorizado, ele tem alguma dificuldade no momento de se proteger desta variação do câmbio, da volatilidade muito alta. O hedge fica muito caro e as opções são mais escassas. Por isto o Banco Central interveio no mercado futuro para tentar irrigar neste momento que estava esvaziado, mesmo assim ainda é um cenário de incerteza difícil, passageiro – relata o economista.

Mesmo com o cenário de incerteza na economia global, para o agronegócio essa valorização do dólar tem sido positiva, avalia o especialista no mercado de câmbio, Mario Battistel.

– Para o nosso produtor, pro nosso mercado de commodities, para o setor agrícola principalmente, foi excelente porque ele tinha um mercado cativo lá fora tomados, com preços estáveis. Só que ele vendia os dólares que apurava das exportações, num preço cada vez mais baixo. Com as mexidas que tivemos nesta última semana pelo menos deu uma recuperada. Então eventualmente ele está ganhando alguma coisa ou perdendo menos na hora dele vender os dólares apurados na exportação – afirma o gerente de câmbio.

O diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), Sergio Mendes, ressalta que os preços de commodities estão caindo, mas ainda estão em níveis altos. Assim, o dólar fortalecido traz outra vantagem, o desconto do frete fica menor.

– Você tem uma tripla combinação. Receita proveniente de preço relativamente bom, dólar muito alto e menos desconto via frete, então a receita vai ficar bonita, lá em cima. Eu, se fosse produtor, estaria vendendo – conta o diretor.

Mas este o economista Roberto Troster faz um alerta: as vantagens do dólar mais valorizado são de curto prazo e ainda em um cenário de volatilidade. No médio e longo prazo, as consequências para o setor do agronegócio dependem mais da situação da economia da China.

– Quando o dólar sobe, a receita do agronegócio aumenta. Só que neste caso você está tendo volatilidade, oscila muito então você tem que tentar vender num momento que o dólar está alto e tentar comprar os insumos valorizados no momento que o preço é baixo. Tem muita volatilidade, é ruim porque gera incerteza, o resultado do agronegócio acaba dependendo mais do mercado financeiro, a médio prazo você vai ter mais inflação e mais inflação implica numa perda real de uma série de fatores – explica.

Fonte: Canal Rural

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Informa aposta em maior área de soja e milho em 2012 nos EUA

De acordo com as estimativas da consultoria norte-americana Informa Economics, divulgada hoje, a sua primeira estimativa para plantio da safra 2012 dos Estados Unidos, indica um sentimento de aumento na área a ser plantada com milho e com soja.

Segundo a Consultoria, a área de milho deverá ocupar 94,3 milhões de acres, com aumento de 2,2% sobre o total cultivado em 2011, de 92,3 milhões de acres. O plantio de soja deverá crescer 1,1%, atingindo 75,8 milhões de acres. Já a área de trigo tem previsão de aumento de 2,5%, ocupando 56,6 milhões de acres.

Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

MT: soja e milho tem rentabilidade maior

Cultivo da soja e milho em Mato Grosso garante aos produtores rentabilidade superior à do algodão, com 66,6 e 49,2 pontos percentuais, respectivamente, acima dos 26,4% registrados para cotonicultura no Estado, considerando custo de produção nas 3 culturas. Diagnóstico consta na Prospecção de safra 2011/2012, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Investimento exigido para cultivo de um hectare de algodão (R$ 4,626 mil) se apresenta 373 % superior ao custo de produção da soja (R$ 1,240 mil) e 404% ao do milho (R$ 1,145 mil).

Recurso aplicado na produção de um hectare de algodão no Estado permite cultivar 3,73 hectares de soja e 4,04 hectares de milho, tendo como referência análise dos custos nos municípios de Sorriso, Campo Novo do Parecis e Rondonópolis, avaliados em julho deste ano. Mas, a relação custo-benefício, avaliada a cotação das 3 commodities no cenário atual, é melhor para a cotonicultura, conforme explica diretor-administrativo da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro.

“É bom observar que a rentabilidade na proporção de 26,4% para o algodão garante remuneração melhor que a da soja (66,6%) e do milho (49,2%), quando se faz a conversão em reais”. Isso ocorre, completa Fávaro, pelo preço do produto no mercado. No comparativo com a soja, receita líquida obtida no cultivo de um hectare de algodão garante diferença de R$ 500 a mais, avaliadas as condições de mercado atuais, mesmo após os preços terem cedido um pouco, pressionados pela indústria têxtil.

Para uma pequena parcela de produtores que ainda não adquiriram os insumos para próximo ciclo produtivo, rentabilidade deve ser menor, diz Fávaro, diante da recente alta do dólar, consequente encarecimento dos fertilizantes e retração nos preços internacionais nais das commodities. Para o analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, a rentabilidade dos produtores de soja e milho está assegurada nesta proporção para o próximo ciclo produtivo, considerando que aquisição dos insumos está concluída, no caso da soja. “Não houve compra antecipada, esse cenário é natural deste período, porque os produtores devem entrar com as plantadeiras no campo em outubro”.

Outro fator que garante a rentabilidade nesta próxima safra é a comercialização antecipada da soja e do milho. Por meio de contratos futuros, 50% da safra 2011/2012 de soja está negociada, proporção 14% superior ao volume de negociações realizadas no mesmo período de 2010, referente à safra 10/11. Situação idêntica é observada com a produção de milho safrinha, em que a comercialização antecipada alcança 33%. “Os estoques de grãos continuam baixos, então, mesmo que o dólar tenha subido, não deve haver queda brusca dos preços de soja e milho”.

Fonte: A Gazeta