Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Situação grega preocupa e bolsas da Ásia fecham em queda

Os mercados asiáticos encerraram em baixa nesta segunda-feira (19), com a renovação das preocupações com a dívida grega e a situação na Europa como um todo. Os investidores também ficaram no aguardo do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), marcado para esta semana, na expectativa de medidas para estimular a economia americana.

Mereceu atenção ainda o movimento das ações do setor financeiro e de empresas ligadas a matérias-primas, como HSBC, National Australia Bank, PetroChina, China Coal Energy e BHP Billiton.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 2,76%, para 18.917,95 pontos. O S&P/ASX 200, da Austrália, declinou 1,64%, ficando em 4.081,50 pontos. Em Seul, o Kospi terminou aos 1.820,94 pontos, com recuo de 1,04%. O Shanghai Composite, de Xangai, diminuiu 1,79%, ficando em 2.437,79 pontos.

A praça de Tóquio não operou devido a feriado.


Fonte: Valor Online

Para analistas, R$ 1,70 é o novo patamar do dólar

A repentina valorização do dólar frente ao real reflete tanto a expectativa do mercado por juros menores no País, diante da nova política monetária do Banco Central, quanto a insegurança em relação à crise financeira na Europa, que tem fortalecido a moeda americana também frente ao euro. Apesar de o momento ainda ser de volatilidade, é possível que o dólar tenha encontrado novo e definitivo patamar, ao redor de R$ 1,70.

No entanto, analistas afirmam que não há espaço para uma desvalorização maior do real, em razão das commodities ainda fortes e da percepção de risco baixo da economia brasileira, o que atrai investimentos.

"A média dos preços de commodities ainda é alto. Isso sustenta o câmbio no Brasil, evita uma desvalorização maior. E o número impressionante de investimento direto estrangeiro, de US$ 70 bilhões de dólares até o fim do ano, bem acima do déficit de conta corrente. O Brasil está conseguindo financiar com facilidade seu déficit e as reservas vão continuar crescendo. Então, não vejo muito espaço para o câmbio se valorizar de forma acentuada, como em 2008 e 2009", disse Carlos Langoni, ex-diretor do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.

Outra razão que poderia evitar uma queda mais brusca do real seria a ameaça do impacto da valorização do dólar sobre a inflação, levando o governo a agir para amenizar uma subida acentuada da moeda americana. "Permitir uma desvalorização cambial acentuada seria um tiro no pé em termos de inflação", completou o ex-diretor do BC.

Em duas semanas, o dólar acumulou uma sequência de dez dias consecutivos de alta, com uma valorização de 8,45%. Na última quarta-feira, a moeda americana no balcão atingiu a cotação de R$ 1,720, maior nível do ano.

Na sexta-feira, após cinco grandes bancos centrais (Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco do Japão e Banco Nacional da Suíça) anunciarem um acordo para aumentar a liquidez em dólares do sistema financeiro europeu, a moeda apresentou queda mais expressiva. A ação coordenada injetou algum otimismo ao mercado, fazendo o dólar perder força frente ao euro, mas, no Brasil, a moeda dos EUA ainda se sustentou acima de R$ 1,70.

Com base no cenário delineado para a inflação de setembro a novembro, analistas de mercado acreditam que o Banco Central terá de mudar o foco da avaliação de que a crise internacional, para o Brasil, será deflacionária. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, a tese do BC e do Ministério da Fazenda pode estar equivocada porque a crise desta vez é diferente de 2008, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers.

Daquela vez, lembra o economista, a crise se disseminou pelo mercado de crédito, que travou com a escassez da liquidez internacional. Isso levou a uma queda da demanda global, resultando na redução expressiva dos preços das commodities. Com os preços internacionais baixos, todo o aumento do dólar, de quase 55% na época, foi compensado.

"Desta vez, a crise não impactou o crédito e a China está aí, demandando commodities. Com o câmbio se apreciando e os preços das commodities subindo, talvez tenhamos uma pressão sobre os alimentos."

"(O dólar) vai se manter pelo menos em R$ 1,70, não tenho dúvida", afirmou o economista Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). "Não é ideal, mas é temporariamente aceitável, porque temos que olhar também o aspecto da inflação. O ideal seria entre R$ 2 e R$ 2,20, mas (R$ 1,70) é um patamar compatível com a nossa economia, para a indústria respirar um pouco mais aliviada e evitar uma enxurrada de importações baratas."

Se num primeiro momento o movimento dos BCs para garantir liquidez em dólares foi bem recebido, há quem veja a medida como uma reafirmação da complexidade do cenário de crise. "Esse acordo, em uma análise mais macro, é péssimo. É um sinal de problema de liquidez, as companhias começam a remeter de volta para a matriz para cobrir rombo e ainda assim o governo tem que injetar dinheiro. É muito similar a 2008, quando o dólar foi a R$ 2,40", avaliou Italo Abucater, gerente da mesa de dólar da corretora Icap Brasil.

Um dos gatilhos para a valorização acentuada do dólar foi a decisão do Banco Nacional da Suíça (SNB), no último dia 6, de estabelecer um piso para a cotação do euro em relação franco suíço: 1,20 franco para cada euro. Na prática, a Suíça acabou com a política de câmbio flutuante. "A atual sobrevalorização exagerada do franco suíço representa uma grave ameaça para a economia suíça e traz o risco de um desenvolvimento deflacionário", disse o SNB na época.

A decisão do BC suíço levou à alta do dólar ante o franco e acabou repercutindo também no iene, que caiu em relação à moeda americana. A duas moedas vinham atraindo investidores em busca de uma aposta mais segura em tempos de crise econômica.

No Brasil, agora com juros menores mas ainda com a taxa em patamar alto, os investimentos especulativos tornaram-se menos rentáveis, uma vez que o governo já tinha tomado medidas para tentar conter a lucratividade desse tipo de operação. "Com a cobrança de IOF mais a queda nos juros, o dólar vai ficar em torno de R$ 1,70", disse Abucater.


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dólar fecha na maior alta do ano: a R$ 1,731

O dólar comercial voltou a fechar em sua cotação mais alta do ano, a R$ 1,731, o que representa um aumento de 1,28% sobre o fechamento de ontem. Trata-se do maior preço desde 23 de novembro de 2010.


Fonte: Só Notícias

Produtor está otimista com a próxima safra

Mato Grosso começa oficialmente nesta quinta (15) a temporada de plantio de soja da safra 2011/12. Com o encerramento do vazio sanitário, período de 90 dias sem o cultivo da oleaginosa durante a entressafra, os produtores do estado aguardam as chuvas para iniciar o novo ciclo.

Tradicionalmente, as regiões Oeste e Médio-Norte são as que iniciam o cultivo mais cedo. De acordo com o produtor rural de Lucas do Rio Verde, Júlio Cinpak, os sojicultores aguardam apenas as condições meteorológicas ideais para semear a soja. Ainda não temos reserva hídrica suficiente, precisamos de pelo menos 100 milímetros de chuva, tivemos algumas chuvas, mas muito isoladas, o tempo está armado e o que tudo indica deve favorecer o plantio logo, logo, avalia o produtor.

Cinpak complementa que isto não preocupa os produtores. O ideal é plantar a partir da primeira semana de outubro. Então ainda temos tempo e tudo indica que a próxima safra será muito boa, sem os problemas ocasionados no ano passado, de falta de chuvas no início do plantio e depois o excesso na época da colheita".

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estima que a safra 11/12 no estado tem tudo para ser recorde se as projeções de aumento de área e produção se confirmarem. O Instituto prevê um aumento de 3,4% na área plantada, chegando a 6,63 milhões de hectares e a produtividade esperada é de 52,9 sacas por hectare, o que resultaria em uma produção de 21,04 milhões de toneladas de soja, 2,3% superior à safra passada.

O custo de produção da próxima safra, segundo relatório do IMEA divulgado no mês de agosto, está em média R$ 1.655,31 por hectare, contra R$ 1.504,00/há no mesmo mês do ano passado. Cinpak destaca que isso é consequência da valorização da commodity no mercado internacional. Quando os preços da soja sobrem, o mercado procura se adaptar para aproveitar o momento e aí tudo sobe junto, afirma.

A comercialização antecipada da safra 2011/12 também colabora para manter o otimismo do setor. Segundo o último levantamento do IMEA, 33,1% da próxima safra de soja já está comprometida. “Se os preços se mantiverem nos patamares atuais e o clima favorecer a rentabilidade do produtor na próxima safra tem tudo para ser superior à safra 10/11, avalia Cinkap.

A média de preço da soja no mês de agosto foi de R$ 41,17/saca, enquanto no mesmo período do ano passado a média foi de R$ 38,37/saca, uma valorização de 7,3%.


Fonte: Ascom Aprosoja

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Futuros da soja despencam após relatório de exportações do USDA

Os contratos futuros dos grãos fecharam com forte queda no pregão diurno desta quinta-feira em Chicago. A oleaginosa encerrou a sessão com mais de 20 pontos de queda. Este é o quarto dia consecutivo de baixas da soja.

O milho e o trigo, também despencaram na CBOT, perdendo 23 e 8 pontos, respectivamente, nos principais contratos.

De acordo com o analista de mercado Pedro Dejneka, os grãos sentem hoje a forte pressão frente às dúvidas sobre a saúde financeira da Europa. Segundo Dejneka, no início da semana rumores de que o Société Générale e outros bancos da Europa estivessem diminuindo suas posições derivativas de commodities também influenciaram os preços. Além dos fatores da macroeconomia, o analista afirma que as geadas da última noite no Cinturão de Produção norte-americano foram fracas e todos esses fatores juntos derrubaram os preços dos grãos que liquidam posições nesta quinta-feira.

Hoje pela manhã, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou o relatório semanal de exportação, que apontou números de embarque da oleaginosa abaixo da expectativa. Segundo o Departamento, na semana encerrada em 8 de setembro, as vendas de soja dos EUA para o exterior somaram 351,9 mil toneladas, sendo que a expectativa inicial ia de 400 a 600 mil toneladas. Para o milho, os números vieram dentro do esperado, somando 127 milhão de toneladas para o ano comercial 2011/12. O total, de 1,168 milhão de toneladas ficou acima das apostas dos traders, que esperavam vendas de 400 mil a 700 mil toneladas.

Para finalizar, Dejneka afirma que os preços da soja ainda estão US$3 acima do mesmo período no ano anterior e que não devem passar dos US$13,50, pois o mercado ainda aguarda dois importantes relatórios. O primeiro do dia 30 com números sobre os estoques do USDA e o segundo no dia 12, com números finais sobre a produção da safra nos EUA.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Produtores compraram mais fertilizantes

As vendas de fertilizantes seguem fortes no Brasil e cresceram 25,6 por cento no acumulado do ano até agosto, estimuladas pelo bom cenário registrado para as culturas de soja, milho, cana e café, mostrou levantamento mensal divulgado pela indústria na segunda (12). As indústrias de fertilizantes importaram 13,3 milhões de toneladas até agosto, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Esse volume, 60% superior ao de 2010, é uma resposta às necessidades do campo.

Os dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) revelam que os produtores brasileiros já compraram 17,053 milhões de toneladas, contra 13,573 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Durante todo o ano passado foram 24,5 milhões de toneladas, segundo a Anda.

Dois fatores levam ao aumento da utilização de adubos, segundo Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da Ama (Associação dos Misturadores de Adubo do Brasil): os produtores estão capitalizados e as perspectivas da nova safra são boas.

Otávio Celidônio, superintendente do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), concorda que os produtores estejam capitalizados e por isso "investem no solo o que deixaram de investir nas safras anteriores, quando a renda não era boa". Os preços estão bons e as vendas antecipadas aumentam, o que faz o produtor buscar produtividade maior, segundo ele. Essa melhora de tecnologia aplicada deve ocorrer principalmente no milho. "Não existe segunda safra de milho com baixa tecnologia", diz Celidonio.

Para Florence, há uma modificação no perfil de demanda neste ano, com aumento de utilização de adubo no milho. A relação de troca de insumos com milho está bastante favorável aos produtores, segundo o diretor-executivo da Ama.

O real fortalecido manteve os preços internos dos adubos sem grandes oscilações. No mês passado houve queda, inclusive, segundo acompanhamento do Imea.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Milho e trigo recuperam fôlego enquanto soja permanece no vermelho na CBOT

Os futuros da soja fecharam o pregão noturno desta quarta-feira e abriram o diurno em Chicago, com leves perdas. Às 12h05 (horário de Brasília), a oleaginosa recuava 4 pontos em seus principais contratos.

Já o milho apresentava leve recuperação e por volta do mesmo horário trabalhava no azul da tabela, com 4 pontos de alta, enquanto o trigo tomava fôlego e trabalhava com 7 pontos de variação positiva nos principais vencimentos futuros. Ontem, o trigo teve forte desvalorização, pressionado, principalmente, pelas chuvas previstas para atingir as áreas de produção do cereal nos EUA, que estão muito secas.

No pregão regular desta terça-feira em Chicago, notícias sobre um rendimento melhor que o esperado do milho derrubaram os preços do grão e, de acordo com analistas, hoje também interferem nos preços da soja. Segundo o analista de commodities da Cerealpar, Steve Cachia, o mercado está fazendo ajustes técnicos, realizando os lucros das últimas semanas e por isso os preços caíram na sessão noturna na CBOT e ainda podem apresentar variações.

Os futuros dos grãos estão ainda sob pressão da forte alta do dólar que ontem subiu pelo 9º dia consecutivo, cotado a R$1,7122 estimulado pela crise financeira europeia. Soja, milho e trigo ainda sentem pesar sob os preços os fundamentos climáticos, já que, a previsão é de geada para o leste das duas Dakotas, norte de Iowa, oeste de Wisconsin e em grande parte de Minnesota.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Safra de milho cai nos EUA e pode facilitar exportações brasileiras

Os Estados Unidos elevaram em 1,5 milhão de hectares a área semeada de milho nesta safra, mas o volume de produção deverá ficar próximo ao colhido em 2010.

Os novos números de produção divulgados ontem pelo Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) indicam safra de 317,4 milhões de toneladas, 3% menos que o previsto em agosto.

"O governo dos EUA poderá agora revisar a área colhida e apresentar números ainda menores devido a enchentes em várias regiões. A produção, no entanto, está praticamente definida", diz a analista Daniele Siqueira, da AgRural, de Curitiba.

Segundo ela, o importante agora é ficar de olho nos dados de consumo de milho para etanol e ração nos EUA.

Os números de ontem confirmaram a quebra de produtividade, que caiu para 155 sacas por hectare, 3,2% menos que o previsto em agosto.

Essa quebra se deve à ocorrência de forte calor e falta de chuva no período de polinização do milho, segundo Siqueira.

A quebra norte-americana derrubou a safra mundial para 854,7 milhões de toneladas, ainda acima dos 824 milhões do ano passado, mas inferior aos 861 milhões previstos em agosto.

A produção menor de milho nos Estados Unidos abre novas oportunidades para o Brasil. Na avaliação dos analistas da consultoria Céleres, de Uberlândia, esse cenário vai abrir uma temporada de exportações de grandes volumes de milho pelo Brasil.

As exportações de 1,5 milhão de toneladas no mês passado foram as maiores da história para esse período e estão aquecidas principalmente porque a China começou a importar o produto brasileiro.


Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Previsões do USDA tiram suporte dos preços de soja e trigo

Melhoras nas estimativas de oferta no Canadá, na União Europeia e na Ucrânia levaram o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) a revisar para cima sua projeção para a produção mundial de trigo nesta safra 2011/12. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo ministério americano, a colheita global deverá render 678,12 milhões de toneladas, 0,9% mais que o previsto em agosto para a atual temporada e 4,6% acima do volume de 2010/11.

O USDA também elevou, em 0,3%, seu cálculo para a demanda mundial de trigo em 2011/12 na comparação com a previsão de agosto, para 676,86 milhões de toneladas - 3,4% mais que em 2010/11 -, e os estoques finais globais foram redimensionados para 194,59 milhões de toneladas, 3% acima da estimativa de agosto e 0,6% mais que na temporada passada. No quadro dos EUA, o USDA reduziu sua previsão para as exportações em 2011/12 e, com isso, ampliou os estoques finais do país.

Na bolsa de Chicago, as cotações reagiram negativamente aos novos números. Os contratos com vencimento em dezembro, que ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) fecharam a US$ 7,2725 por bushel, em baixa de 2,50 centavos. Mas foi uma queda até modesta se comparada à da soja, produto para o qual o USDA elevou sua previsão para a produção global em 0,6% na comparação com o levantamento de agosto, para 258,99 milhões de toneladas - 1,9% menos que na temporada 2010/11.

Diante da manutenção da projeção para a demanda, esse foi o principal fator para a ampliação de 2,6% nos estoques finais em relação à estimativa anterior. O novo número para os estoques (62,55 milhões de toneladas) ainda é 9,1% inferior ao de 2010/11. As correções para os EUA foram modestas, e a projeção para colheita do grão no Brasil em 2011/12 foi mantida em 73,5 milhões. Em Chicago, a segunda posição (novembro) recuou 30,75 centavos e fechou a US$ 13,96 por bushel.

No caso do milho, o departamento reduziu as projeções para produção e demanda mundiais na safra em curso, mas o saldo foi positivo para os estoques finais. Segundo o USDA, a colheita deverá somar 845,67 milhões de toneladas, 0,7% menos que o projetado em agosto, mas ainda 3,7% acima de 2010/11. A demanda total foi ajustada para 861,58 milhões de toneladas, 0,8% abaixo do levantamento de agosto, mas 2,1% maior que no ciclo passado. E os estoques foram calculados em 117,39 milhões de toneladas, 2,5% mais que o volume de agosto, mas 5,6% menos que em 2010/11.

Para o milho nos EUA, o USDA reduziu as previsões para produção, demanda e estoques finais em 2011/12, principal motivo para a alta em Chicago, onde a segunda posição (dezembro) subiu 9 centavos, para US$ 7,4550 por bushel. No quadro do Brasil, a projeção para a produção que ainda será plantada passou a ser de 61 milhões de toneladas, ante as 57 milhões previstas em agosto e as 57,5 milhões de 2010/11.


Fonte: Valor Económico

No curto prazo, safra e serviços devem ter mais impacto na inflação que o câmbio

A recente piora nos índices de inflação ainda não retrata a depreciação do real observada nas últimas semanas, concordam analistas consultados pelo Valor. Eles divergem, no entanto, sobre a influência que a desvalorização pode exercer no aumento de preços, assim como o prazo para que ela aconteça. Ontem, o dólar comercial fechou em R$ 1,708, alta de 1,78% em relação a sexta-feira. Em setembro, a moeda registra valorização de 7,59%. Para alguns economistas, a pressão em serviços tende a ser maior que a do dólar para a inflação doméstica.

A primeira medição de setembro do Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) marcou 0,36%, leve recuo frente ao fechamento de agosto (0,39%), mas o indicador segue acima do de julho, que atingiu 0,30%.

A alimentação é o grupo com maior pressão, mas isso ocorre devido a fatores internos, como a entressafra da carne, afirma Antonio Comune, coordenador do IPC-Fipe. "Em geral, demora um pouco para o câmbio bater nos produtos", diz ele. Segundo o economista, os alimentos continuarão a elevar o indicador geral ao longo do ano, mas o índice não terá grandes oscilações no curto prazo em decorrência da valorização do dólar.

A desaceleração do segmento de alimentos (a alta passou de 0,92%, na última medição de agosto, para 0,89% na primeira deste mês) no IPC- Fipe, por exemplo, retrata o cenário que antecedeu a desvalorização do real nas últimas semanas. Para o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira, a recente alta do dólar vai aparecer nos indicadores dentro de algumas semanas. "A tendência de baixa está dentro do esperado. O problema é que o preço das commodities está caindo em nível menor do que a valorização da moeda. Essa pressão inflacionária será sentida em um mês, a não ser que o Banco Central segure o câmbio."

Comune concorda que a depreciação do câmbio pressiona a inflação, mas diz que os efeitos serão sentidos somente no longo prazo, diferentemente do que acredita Silveira. Segundo estudo da Fipe, cada desvalorização ou valorização do real em 10% frente ao dólar tem impacto de um ponto percentual em igual sentido na inflação, mas apenas dentro de um ano.

O impacto na cadeia de eletrodomésticos, que tem componentes importados, por exemplo, demora a acontecer, porque já existe um estoque desses produtos dentro do país e as encomendas são feitas com antecedência. Por isso, diz ele, a alta de 2,38% nos eletrodomésticos no IPCA de agosto não foi efeito-câmbio. Ele acredita que a alta do aço explica o movimento, mais do que pressões de demanda.

Ele destaca, contudo, que há reflexos imediatos, mas com peso menor dentro dos índices de inflação, em itens importados prontos para consumo, como bacalhau, vinhos, castanhas etc. "Assim que o vendedor renovar seu estoque, já coloca um preço novo." De acordo com o pesquisador da Fipe, caso o câmbio feche o ano a R$ 1,70, como já preveem alguns analistas, isso terá impacto expressivo no IPCA somente no meio de 2012.

Por outro lado, há quem minimize os efeitos do câmbio. Para Fabio Ramos, economista da Quest Consultoria, outras variáveis são mais influentes na composição dos índices de inflação. "Hoje, ela [inflação] é dominada principalmente por produtos ligados ao setor de serviços e ao nível de desemprego. E em alimentação não entram na conta apenas os preços das commodities no mercado externo. Há também boa parte de produtos sazonais na composição", afirmou, para depois concluir que "atualmente o câmbio está mais valorizado do que as commodities", e "só vai haver problema, se esses produtos subirem junto com o câmbio."


Fonte: Valor Económico