Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Soja despenca em Chicago após relatório do USDA

Os contratos futuros da soja despencaram na abertura do pregão regular desta segunda-feira em Chicago após divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) que aumentou as estimativas de produção da oleaginosa no país. Às 11h44, o vencimento setembro/11 da soja perdia 20 pontos, deixando o patamar dos US$14 por bushel.

Durante toda a semana passada, à espera do relatório norteou e sustentou os preços da oleaginosa que apresentou pequenas variações e hoje, contrariando as expectativas baixistas do mercado, o órgão aumentou de 83,17 de milhões para 83,96 milhões de toneladas a produção de soja em suas lavouras.

Os estoques finais da soja também foram aumentados, passando de 4,22 milhões para 4,49 milhões de toneladas, acima da expectativa média do mercado que esperava um corte para 4,14 milhões de toneladas.

Milho

Por volta do mesmo horário o milho tinha pequena desvalorização, operando com 1 ponto de queda nos principais contratos. Ao contrário da soja, o grão teve sua safra estimada para baixo. De acordo com o Departamento, a produção deve ficar em 317,44 milhões de toneladas, 3,23% a menos que o estimado em agosto, 328,03 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo da expectativa do mercado de 317,64 milhões de toneladas.

Para os estoques a estimativa foi menor que a esperada pelo mercado, mas ainda assim veio em baixa, caindo dos 18,14 milhões para os 17,07 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

USDA aumenta estimativas para a safra 11/12 de soja e reduz a de milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta segunda-feira (12) seu relatório mensal de oferta e demanda de setembro. O órgão foi na contramão das expectativas do mercado e aumentou suas estimativas para a safra de soja norte-americana. Já a estimativa para a safra de milho foi reduzida.

Para a oleaginosa, a estimativa de produção teve um aumento de 83,17 de milhões para 83,96 milhões de toneladas. O número ficou acima das expectativas do mercado, que eram de 82,33 milhões de toneladas.

O incremento se deu com a elevação de 0,95% na produtividade média das lavouras norte-americanas da oleaginosa, que passou de 46,4 sacas para 46,85 sacas por hectare.

Já a safra de milho foi estimada para baixo. De acordo com o Departamento, a produção deve ficar em 317,44 milhões de toneladas, 3,23% a menos que o estimado em agosto, 328,03 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo da expectativa do mercado de 317,64 milhões de toneladas.

A diminuição decorre do corte de 3,20% na produtividade média, que passou de 160,04 sacas para 154,91 sacas por hectare. o mercado previa uma redução para 155,64 sacas por hectare.

Estoques Finais- Para a soja, as reservas da safra 2011/12 foram estimadas para cima, passando de 4,22 milhões para 4,49 milhões de toneladas, acima da expectativa média do mercado que esperava um corte para 4,14 milhões de toneladas.

Os estoques para o milho na temporada 2011/12 foram estimados em 17,07 milhões de toneladas. Os agentes de mercado apostavam em um ajuste de 18,14 milhões para 16,16 milhões de toneladas. Já os estoques finais de 2010/11 caíram de 23,45 milhões para 23,37 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Produção nacional de grãos chegará a 162,9 mi de toneladas, diz Conab

A produção nacional de grãos na safra 2010/2011 deve chegar a 162,9 milhões de toneladas, confirmando o recorde durante nesse ciclo, conforme o 12º e último levantamento da safra 2010/2011 divulgado nesta sexta-feira. O estudo é elaborado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O volume total representa um aumento de 9,2% em relação à safra 2009/2010, que registrou 149,2 milhões de toneladas de grãos. O bom desempenho se deve, segundo o Ministério da Agricultura, principalmente às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras.

“O recorde na produção mostra a força da agricultura brasileira e a importância cada vez maior do Brasil como fornecedor mundial de alimentos. Isso confirma nossa contribuição para o combate à fome no Brasil e no mundo e para o enfretamento da crise econômica que atinge vários países”, disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

Em relação ao 11º levantamento, divulgado em agosto, houve aumento de 1,42 mil toneladas devido à confirmação da produtividade do milho segunda safra. A alteração no valor total da safra ocorreu por causa do aumento da área de milho no Nordeste e das áreas de soja subirrigada de Tocantins e de Roraima. Os resultados positivos compensaram a queda do feijão terceira safra e do milho segunda safra na Bahia, que devido às adversidades climáticas, apresentam perdas consideráveis.

A área total cultivada no País está estimada em 49,9 milhões de hectares. A estimativa é 5,3%, ou 2,5 milhões de hectares, superior à safra passada (47,4 milhões de hectares). O Centro-Sul representa 79% da área plantada de grãos. A região obteve crescimento de 3,3% (1,2 milhão de hectares), passando de 38,1 milhões para 39,4 milhões de hectares, em comparação ao ciclo anterior.


Fonte: Assessoria

Novo aumento do etanol em MT neste mês

Setembro mal começou e o mês tido como “setembro negro” vai fazendo jus ao peso que carrega. Um novo movimento de alta sobre o etanol foi iniciado, mas por enquanto está sendo absorvido pelo segmento revendedor e por isso, ainda não chegou às bombas, o que deve ocorrer na próxima semana. Se confirmado, a alta será a segunda em um intervalo inferior a 30 dias.

O novo preço de bomba ainda não é conhecido porque novos repasses dos revendedores poderão ser novamente embutidos. No entanto é possível estimar o tamanho da elevação. Considerando o valor da distribuidora de R$ 1,62 na semana passada, o mais alto relatado à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Cuiabá, e comparado ao novo preço já repassado aos postos nesta semana por uma distribuidora de bandeira branca, R$ 1,71, há um incremento de cerca de R$ 0,09, que lançado de forma bruta no preço de bomba geraria um novo valor próximo a R$ 2,10 (R$ 2,08).

O primeiro secretário do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis de Mato Grosso (Sindipetroleo), Bruno Borges, confirmou ontem ao Diário a existência do aumento repassado pelas distribuidoras no etanol hidratado. “Ainda não alteramos os preços atuais ao consumidor, mas para manter seu negócio e o custo operacional da empresa, logo esse repasse pode acontecer e, possivelmente, iniciará o processo de migração do consumo do etanol para a gasolina”.

Atualmente, considerando os valores de até R$ 1,99 ao litro do etanol hidratado na bomba e de R$ 2,78 à gasolina, o preço do primeiro corresponde a 68% do derivado de petróleo, o que economicamente falando, coloca o hidratado na berlinda da preferência do consumidor, em plena safra canavieira no Estado, cuja colheita nas grandes usinas seguirá até novembro. Em função do menor rendimento do etanol em relação à gasolina, ele só é vantajoso até o percentual de 70% do valor de bomba do derivado do petróleo, que confere maior autonomia de quilometragem por litro consumido.

Com relação à preferência do consumidor na Grande Cuiabá, Borges conta que a rejeição ao hidratado ainda não é algo visível. “Hoje o etanol representa 68% do preço da gasolina, portanto ainda vale à pena abastecer com etanol. Neste momento, o consumidor está aprendendo a fazer as contas para ver saber qual o combustível mais vantajoso economicamente, se é o etanol ou a gasolina”, no entanto, após a nova alta, Borges, que também é revendedor, acredita em uma demanda maior à gasolina.

Questionado sobre a inversão na preferência do consumidor, Borges diz que isso não é vantajoso ao posto, considerando informações de mercado que apontam que na venda de um litro de gasolina há mais margem de lucro ao posto quando comparado ao mesmo volume comercializado de etanol. “A inversão não é positiva, pois o consumidor sai perdendo e acaba pagando mais caro pelo produto e levando menos. Ele praticamente fica sem escolha quando os reajustes são altos. A remuneração dos revendedores também diminui, pois ele precisa ter mais capital de giro para manter as aquisições de combustível para revenda ao consumidor em dia. Por enquanto, em Mato Grosso, o cenário não mudou, o etanol continua sendo largamente consumido, vamos ver agora com a nova alta”.

CONSUMO – No relatório de comercialização de combustíveis da ANP, com números de janeiro a julho, o consumo de etanol no Estado recuou 18,7%, enquanto que no Brasil a queda foi de 23,8%. Na comparação entre os números de janeiro a julho deste ano, a comercialização soma pouco mais de 187 milhões de litros, ante 229 milhões em igual período do ano passado. Na comparação anual, julho contra julho, o volume atual é de 32,02 milhões de litros contra 36,09 milhões.

No Brasil, o acumulado soma 6,22 bilhões de litros ante 8,17 bilhões.

PERDA - Mas antes de se observar o novo reajuste de preços do etanol, o litro mato-grossense que há meses vinha ocupando a posição de preço médio mais barato do Brasil, perdeu a vantagem ao despencar para o quarto lugar na semana passada. Conforme números da ANP, o litro mais acessível está em Goiás (R$ 1,84), seguido de São Paulo (R$ 1,88), do Paraná (R$ 1,91) e de Mato Grosso (R$ 1,96).

Nas últimas quatro semanas, o preço médio de bomba no Estado passou de R$ 1,67 para R$ 1,96, alta de 17,3%. Ainda segundo a ANP, o valor médio em adoção pelas distribuidoras passou de R$ 1,45 para R$ 1,53, incremento de 5,51%, no mesmo intervalo de comparação.


Fonte: Diário de Cuiabá

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

OCDE reduz previsão de crescimento da economia dos países mais ricos

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo, nesta quinta-feira (8), a perspectiva de crescimento dos países do G7 - grupo que reúne as economias mais ricas do mundo -, e calcula que, à exceção do Japão, as nações do bloco crescerão no segundo semestre a um ritmo inferior a 1%.

As previsões da OCDE sobre o G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália) destacam que dois desses países - Alemanha e Itália - registrarão pelo menos um trimestre de contração do Produto Interno Bruto (PIB).

No caso dos Estados Unidos, seu PIB irá progredir 1,1% entre julho e setembro e 0,4% nos três últimos meses do ano, segundo a projeção da OCDE.

O Japão ficará distante dos demais em consequência dos efeitos do terremoto de março e da posterior crise nuclear.

"O risco de um período de crescimento negativo em breve ganhou força", declarou o economista chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan, que não descarta a possibilidade de recessão em algumas das grandes economias do planeta.

"Duvidamos, no entanto, que aconteça uma repetição da crise de 2008-2009", completou, antes de pedir uma ação dos poderes públicos.

A OCDE deseja, em especial, que os bancos centrais do G7 que ainda tenham margem de manobra reduzam as taxas de juros, para estimular o investimento e o consumo.

Também pede à zona do euro um reforço da capitalização de seus bancos e a aplicação rápida do resgate da Grécia, para frear o contágio da crise da dívida.


Fonte: g1.com

Cenário positivo para o plantio da safra de soja

Os produtores brasileiros de soja preparam-se para iniciar, na semana que vem, o plantio de mais uma safra gorda que tem tudo para ser tão remuneradora quanto a passada, quando muitos deles tiveram as melhores margens de lucro já obtidas com a oleaginosa no país.

Ainda que as incertezas sobre a economia global sejam maiores do que às vésperas da semeadura da safra passada, quando o foco estava no ritmo da recuperação mundial, e não na profundidade da recessão que se avizinha em países desenvolvidos, demanda e preços continuam firmes, no exterior e no Brasil, e vendas antecipadas já garantem bons retornos, apesar das turbulências.

Previsões iniciais de consultorias privadas sinalizam que haverá aumento na área plantada com o grão, ainda que o volume a ser colhido talvez não acompanhe a tendência por conta do clima. Não que esteja certo que a natureza vá jogar contra a produção, que tende a sofrer influência do fenômeno La Niña, mas porque na anterior ela foi generosa e proporcionou produtividades recordes.

Na safra 2010/11, segundo o último levantamento da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), a área plantada nacional foi de 24,2 milhões de hectares, 3% superior a de 2009/10. A colheita alcançou o recorde de 75,3 milhões de toneladas, incremento de quase 10%.

Os cálculos mais recentes divulgados pelo Ministério da Agricultura indicam que, com esses incrementos, o valor bruto da produção (VBP, "da porteira para dentro") também baterá recorde em 2011 - R$ 54,8 bilhões, 17% mais que em 2010 -, e diversas estimativas apontam para margens agrícolas líquidas de R$ 800 e mais de R$ 1,1 mil por hectare, dependendo da região.

Nesse contexto, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta as exportações do complexo soja - inclui grão, farelo e óleo - em US$ 22,848 bilhões, um salto de 33,5% sobre 2010 e também a melhor marca da história. A soja é o carro-chefe do agronegócio brasileiro por liderar tanto o ranking das culturas de maior VBP quanto o das exportações agrícolas.

É quase consenso que esses recordes não precisam ser necessariamente repetidos para que a temporada 2011/12 seja mais um sucesso Mas é possível que eles sejam até superados, a depender do clima e da estratégia de vendas.

De acordo com a Agroconsult, a área plantada com a oleaginosa será 860 mil hectares maior no ciclo 2011/12 do que foi em 2010/11, mas a produção será um pouco menor (74 milhões de toneladas). Segundo a Safras & Mercado, o aumento da área colhida será de quase 470 mil hectares e as plantações renderão pouco mais de 75 milhões de toneladas.

Para Marcos Rubin, analista da Agroconsult, a expansão do plantio, particularmente notável no nordeste de Mato Grosso, poderia até ser maior dadas as condições de mercado, mas as atuais restrições ambientais à abertura de novas áreas limitam o movimento. Na safra 2003/04, lembra, os preços também estavam remuneradores e houve aumento de área de quase 3 milhões de hectares.

Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuaria (Imea), ligado à Famato, a federação da agricultura e pecuária do Estado, a expansão da área plantada em 2011/12 em Mato Grosso, que lidera a produção do grão no país, será pouco inferior a 220 mil hectares, para 6,6 milhões, mas alguns especialistas preveem cerca de 400 mil.

Esses mesmos especialistas observam que o avanço da soja se dará sobretudo em áreas de pastagens. Só que esse deslocamento muitas vezes acaba levando os pecuaristas mais para o norte, o que pode colaborar para o aumento do desmatamento no bioma amazônico, como já aconteceu na última década.

Conforme o Imea, a colheita mato-grossense aumentará 2,3%, para 21 milhões de toneladas, e um terço dela já está negociada, tanto para exportação quanto para o mercado doméstico. Os produtores do Estado têm tradição em vendas antecipadas, e como os preços estão elevados ela vem sendo respeitada, especialmente após os lucros da temporada passada, que também garantiram uma boa antecipação das compras de insumos como fertilizantes.

Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de maior liquidez do grão encerraram agosto com valor médio de US$ 13,6729 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), 33,8% superior ao do mesmo mês de 2010, de acordo com cálculos do Valor Data. Em algumas praças domésticas, a diferença é até mais expressiva.

Em 29 de agosto, conforme a corretora gaúcha Brasoja, o agricultor do interior do Rio Grande do Sul, terceiro maior Estado produtor do país, atrás do Paraná, recebia pela saca de 60 quilos o equivalente a US$ 30, enquanto a média da época nos últimos 30 anos é US$ 14. "A motivação do produtor é grande", diz Antonio Sartori, da Brasoja.

Ele observa que parte do atual suporte aos preços internacionais vem dos problemas climáticos que reduziram as previsões para a colheita nos EUA, único país a superar o Brasil na produção do grão. Como os estoques mundiais seguem apertados e a demanda da China continua forte - cerca de 60% das exportações brasileiras têm como destino o país asiático -, a incerteza em relação à produção dos EUA ganha ainda mais importância nesse momento.

No Rio Grande do Sul, antecipar as vendas não é a estratégia geral, mas, mesmo assim, há notícias de contratos já fechados de 2011/12. Em contrapartida, ainda resta no Estado 30% da safra passada a ser comercializada - o que, diante das cotações atuais, também se mostrou uma aposta rentável.

Sartori chama a atenção para outro indicador importante de momento do mercado. Em meados de 2008, quando as cotações da soja em grão alcançaram sua máxima histórica em Chicago, os prêmios pagos ao sojicultor gaúcho eram negativos. Na semana passada, eram positivos. A grosso modo, os prêmios "ajustam" as cotações às realidades locais de oferta e demanda.

Para as indústrias e tradings que, além de exportarem o grão diretamente, também o processam para a produção de óleo e farelo, o horizonte também é positivo. Apesar do encarecimento da matéria-prima, "ninguém fala em crise", como diz Fabio Trigueirinho, secretário-geral da Abiove. "A tendência é de crescimento do mercado, mas as exportações ainda enfrentam problemas por causa do câmbio adverso".


Fonte: VALOR ECONÓMICO -SP

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Grãos abrem pregão regular com queda acentuada frente à crise na zona do euro

Após feriado do Dia do Trabalho americano, o complexo de grãos encerrou o pregão noturno e abriu o diurno desta terça-feira em Chicago com fortes quedas. Às 12h05 (horário de Brasília), a soja perdia mais de 27 pontos no contrato novembro/2011. Milho e trigo, também seguiam as tendências baixistas e operavam com desvalorização de 13 e 18 pontos, respectivamente, nos principais vencimentos.

As quedas dos preços para o complexo de grãos refletem as incertezas quanto ao futuro da economia global. Ontem, o mercado financeiro sentiu os efeitos do aumento da aversão ao risco dos investidores diante de uma possível recessão mundial, agravada devido ao aumento da dívida dos países da zona do euro, principalmente da Itália e da Grécia, e da divulgação na última sexta-feira de que durante o mês de agosto não houve geração de empregos nos EUA.

No entanto, apesar do nervosismo dos mercados, hoje, as principais Bolsas trabalham com leves ganhos. A Bovespa, que ontem recuou mais de 2,5%, opera com leve volatilidade. Às 11h57, o Ibovespa trabalhava com alta de 0,72%, com 55.394 pontos.

No campo dos fundamentos climáticos, a seca nos EUA continua comprometendo a safra americana. As esperadas chuvas para o Cinturão de Produção norte-americano tiveram volume muito inferior ao necessário para uma melhora nas lavouras do país. De acordo com o último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgado no último dia 29, o somatório de lavouras de soja em condições boas/excelentes apresentou redução de 59% para 57% da área plantada. Para o milho, as perdas são ainda maiores, com declínio de 57% para 54% com plantações em boa forma.

Para hoje está prevista a divulgação de mais um relatório do USDA sobre o andamento da safra norte-americana (às 17h - após o fechamento das Bolsas). O mercado espera um novo corte, de 1%, no índice de bom/ótimo.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Safra deve alcançar 21 milhões de ton. no Estado

A Safra 2011/2012 de soja, prevista para ser iniciada a partir do dia 16 deste mês em Mato Grosso, deve alcançar produção de 21,04 milhões de toneladas, volume 2,28% maior que o obtido no último ciclo produtivo, quando se manteve em 20,57 milhões de toneladas, conforme estimativa do Instituto de Economia Agropecuária (Imea).

Projeção é de aumento de área plantada, evoluindo de 6,41 milhões de hectares para 6,72 milhões de hectares, um incremento de 4,83%. A produtividade pode sofrer ligeira variação (1,05%), reduzindo de 3,208 quilos por hectare para 3,174 (kg/ha).

De acordo com gestor do Imea, Daniel Latorraca Ferreira, o cenário aponta para mais um recorde de produção. Por enquanto, os solos estão sendo adubados para aprontar o plantio.

Nas regiões Norte e Oeste, a semeadura da oleaginosa deve iniciar primeiro, se o clima for favorável, com intensificação das chuvas nos próximos 15 dias. Nesse período pode aumentar a precipitaçãode chuvas, por isso tudo segue dentro da normalidade. Por enquanto, 33% da próxima safra já foi comercializada por meio de contratos futuros.

Da última safra colhida, apenas 6% ainda não foram negociados. Por enquanto, como é característico dos períodos de entressafra, preços seguem com tendência de alta. Em comparação com cotação registrada no início de agosto em Mato Grosso, o preço da saca de soja já alcançou alta de 9%, tomando como referência o Médio Norte (Sorriso), onde a saca da oleaginosa saltou de R$ 37,80 para R$ 41. Na semana, os preços registrados estão sendo considerados os melhores do ano.

Custo - Nesta safra, gasto com insumos (sementes e fertilizantes) pesou mais para produtores do Sudeste (região de Campo Verde) e Oeste (Sapezal), alcançando respectivamente R$ 887,78 e R$ 880,58. Para este ciclo produtivo, custo total varia entre R$ 1599,89 e R$ 1724,24, conforme aponta o Imea.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sindicato Rural de Sorriso, o custo de produção por hectare no munícipio, em comparação com o ano passado, será 20% mais caro, variando de R$ 1.463 para R$ 1.768.

Vazio Sanitário - Período restritivo de plantio da soja no Estado termina no dia 15 de setembro. Por enquanto, o relatório do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), registra 271 notificações e 22 autuações, resultado de visitas realizadas até o dia 20 de agosto a 1,730 propriedades em todo Estado.

No ano passado, durante todo período de vigência do vazio sanitário, apenas 6 propriedades foram autuadas pela ocorrência de "tigueras" (germinação involuntária), de um total de 2,221 vistoriadas, observou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Carlos Roberto Gomes Ferraz.. "Balanço geral só teremos no início de outubro, mas esse aumento pode ser decorrente de chuvas ocasionais em algumas regiões".


Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Soja: ritmo de negociação melhora no Brasil

A liquidez melhorou no mercado nacional de soja nos últimos dias, conforme pesquisas do Cepea. Vendedores têm aproveitando as altas expressivas de preços. Esse movimento tende a estimular a produção e, ao mesmo tempo, limita o consumo mundial, o que pode aliviar a pressão sobre os estoques mundiais. De modo geral, o mercado ainda está atento à possibilidade de redução na produtividade das lavouras de soja dos Estados Unidos, diante do baixo volume de chuvas no Meio-Oeste do país.

No Brasil, além das influências vindas do clima desfavorável nos Estados Unidos, a baixa oferta da oleaginosa brasileira também reforçou o suporte aos preços, tendo em vista o bom interesse comprador. Nem mesmo a maior necessidade de negociação por parte de vendedores, visto que o período é de vencimento de contas (final de mês), arrefeceu o movimento de alta. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá fechou nessa sexta a US$ 32,04/sc de 60 kg, subindo 1,33% entre 26 de agosto e 2 de setembro (em moeda nacional, o Indicador fechou a R$ 52,42/sc, elevação de 3,3% no mês).

Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, observou-se alta de 2,83% em sete dias, fechando a R$ 48,97/sc no dia 2.


Fonte: Cepea

Commodities continuarão valorizadas, diz Rabobank

Os preços de commodities agrícolas deverão permanecer em elevados patamares nesta temporada 2011/12, ainda sustentados pelo crescimento da demanda nas economias emergentes e pelo interesse de investidores. A avaliação é do Rabobank, banco holandês com forte presença no setor de agronegócios.

O índice de preços de alimentos do Banco Mundial mostrou alta de 33% em julho sobre o mesmo mês de 2010 e continua próximo ao pico de 2008.

Os preços estão bastante elevados, sobretudo nos casos de milho e açúcar. Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), realça que estoques globais de alimentos seguem baixos.

Além disso, a ameaça de recessão na Europa e nos EUA deverá manter o foco de investidores em commodities. Especuladores voltaram ao mercado agrícola diante das projeções de quebra nas safras de milho e soja nos EUA.

Nos principais mercados futuros americanos, grandes fundos e pequenos especuladores aumentaram suas posições com 249.249 contratos nas ultimas duas semanas.

O Barclays Capital, de Londres, calcula que os ativos sob gestão em fundos de commodities alcançavam US$ 431 bilhões ao final de julho, US$ 20 bilhões a menos do que o pico de abril. Mas já em julho houve retomada no fluxo, com US$ 8,3 bilhões a mais no mês em commodities. As indicações agora são de que a especulação deverá aumentar.


Fonte: Valor Económico