Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Soja: ritmo de negociação melhora no Brasil

A liquidez melhorou no mercado nacional de soja nos últimos dias, conforme pesquisas do Cepea. Vendedores têm aproveitando as altas expressivas de preços. Esse movimento tende a estimular a produção e, ao mesmo tempo, limita o consumo mundial, o que pode aliviar a pressão sobre os estoques mundiais. De modo geral, o mercado ainda está atento à possibilidade de redução na produtividade das lavouras de soja dos Estados Unidos, diante do baixo volume de chuvas no Meio-Oeste do país.

No Brasil, além das influências vindas do clima desfavorável nos Estados Unidos, a baixa oferta da oleaginosa brasileira também reforçou o suporte aos preços, tendo em vista o bom interesse comprador. Nem mesmo a maior necessidade de negociação por parte de vendedores, visto que o período é de vencimento de contas (final de mês), arrefeceu o movimento de alta. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá fechou nessa sexta a US$ 32,04/sc de 60 kg, subindo 1,33% entre 26 de agosto e 2 de setembro (em moeda nacional, o Indicador fechou a R$ 52,42/sc, elevação de 3,3% no mês).

Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, observou-se alta de 2,83% em sete dias, fechando a R$ 48,97/sc no dia 2.


Fonte: Cepea

Commodities continuarão valorizadas, diz Rabobank

Os preços de commodities agrícolas deverão permanecer em elevados patamares nesta temporada 2011/12, ainda sustentados pelo crescimento da demanda nas economias emergentes e pelo interesse de investidores. A avaliação é do Rabobank, banco holandês com forte presença no setor de agronegócios.

O índice de preços de alimentos do Banco Mundial mostrou alta de 33% em julho sobre o mesmo mês de 2010 e continua próximo ao pico de 2008.

Os preços estão bastante elevados, sobretudo nos casos de milho e açúcar. Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), realça que estoques globais de alimentos seguem baixos.

Além disso, a ameaça de recessão na Europa e nos EUA deverá manter o foco de investidores em commodities. Especuladores voltaram ao mercado agrícola diante das projeções de quebra nas safras de milho e soja nos EUA.

Nos principais mercados futuros americanos, grandes fundos e pequenos especuladores aumentaram suas posições com 249.249 contratos nas ultimas duas semanas.

O Barclays Capital, de Londres, calcula que os ativos sob gestão em fundos de commodities alcançavam US$ 431 bilhões ao final de julho, US$ 20 bilhões a menos do que o pico de abril. Mas já em julho houve retomada no fluxo, com US$ 8,3 bilhões a mais no mês em commodities. As indicações agora são de que a especulação deverá aumentar.


Fonte: Valor Económico

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Previsão de quebra na safra do milho nos EUA

Nos primeiros dias do intercâmbio da Aprosoja nos Estados Unidos, uma das constatações mais visíveis foi o prejuízo que a seca e o tempo quente têm causado sobre a lavoura do milho, principalmente nos estados que compõem o chamado Corn Belt (Cinturão do Milho). Produtores de grãos ouvidos pelos representantes da associação já prevêem uma quebra de 20% na safra atual.

“Aqui em Illinois, as condições das lavouras de milho estão abaixo do padrão. Na fazenda de Ken Dalenberg, por exemplo, a média de produtividade do milho é 220 bushels/acre (cerca de 230 sc/ha), e nesta safra, ele espera colher 160 bushels/acre (166 sc/ha) – ou seja, 27% a menos”, informa o coordenador de projetos da Aprosoja, Daniel Sebben, que participa do intercâmbio nos Estados Unidos.

Dalenberg produz grãos na região de Champaign e é membro da Associação de Produtores de Soja de Illinois (ILSoy) – entidade parceira da Aprosoja nos Estados Unidos.

Sebben explica que em agosto as precipitações na região de Illinois foram muito tímidas, prejudicando o encerramento do ciclo do milho. Além da falta de chuva, as altas temperaturas têm prejudicado o período de polinização.

A projeção para a soja é um pouco diferente. Não há previsão de quebra de safra porque os serviços de meteorologia prevêem chuva em setembro, e os produtores se mostram mais otimistas. “A perspectiva é de se colher volumes muito próximos das médias anteriores”, afirma Daniel Sebben.

Nos estados mais a noroeste do Corn Belt (Dakota do Norte e do Sul, Wisconsin, Nebraska), a situação é mais tranqüila: as condições das lavouras são melhores e a produtividade deve ficar dentro da normalidade. Mas na região sul (no Delta do Mississipi), a seca também prejudicou bastante a safra.

Na última segunda-feira (29.08), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) liberou um relatório semanal de monitoramento da safra indicando uma piora nas plantações de grãos do país. No caso do milho, os números apontaram para uma queda de 3 pp (pontos percentuais) na área com plantações em boa forma.

A consultoria norte-americana FC Stone prevê que a safra de milho nos Estados Unidos deve ter uma redução de aproximadamente 20 milhões de toneladas. A previsão era colher 354 milhões de toneladas do grão, mas a consultoria acredita que a produção ficará em torno 336 milhões.

INTERCÂMBIO DA SOJA  A comitiva da Aprosoja visita a região de cultivo de grãos nos Estados Unidos (Illinois e Missouri), no nordeste norte-americano, e confere de perto as novidades da Farm Progress Show  considerada a maior feira de máquinas e implementos agrícolas ao ar livre do mundo. A viagem começou no dia 28 de agosto e o retorno do grupo, formado por cerca de 30 pessoas, ocorre no dia 5 de setembro. O intercâmbio da Aprosoja nos Estados Unidos pode ser acompanhado pelo blog www.aprosoja.com.br/intercambiodasoja


Fonte: Ascom Aprosoja

Comercialização antecipada do milho focada no mercado externo aumenta em 120pct o preço do grão

Produtores suínos e aves estão receosos com a possibilidade de falta o produto no mercado Aprosmat A comercialização antecipada do milho focada no mercado externo é responsável pelo acréscimo médio de 120% no preço da saca do grão em Mato Grosso. Enquanto os agricultores comemoram a valorização do produto e a expectativa de incremento, na ordem de 27%, para a produção da safra seguinte, os produtores que usam o grão com insumo para a criação de suínos e aves estão receosos com a possibilidade de faltar o produto no mercado.Isso ocorre porque a venda da safra que acabou de ser colhida está acelerada e já alcança 86% da produtividade total.

Na temporada passada, neste mesmo período, chegava a 79%. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e confirmam que há pouco milho disponível para consumo no mercado interno.Segundo o superintendente Imea, Otávio Celidônio, não é descartada a falta do produto para a venda. Ele explica que a tendência é que os preços se mantenham acima do preço mínimo que é de R$ 13,98 a saca. E é justamente este o cenário.

O preço da saca do milho chega R$ 21,50 no Estado, valor que é 126% maior da cotação do ano passado, quando o produto podia ser comprado na média de R$ 9,5 a saca."Nunca o milho atingiu valores tão altos, como foi nesta safra 2010/11", diz o último boletim do Imea.A análise de mercado feita pelo Instituto ainda prevê que as negociações para a nova safra 2011/2012, estão aquecidas, de forma incomparável com safras passadas. "Se o mercado do cereal continuar no mesmo ritmo, a safrinha poderá ser negociada antes mesmo da soja, cultura que antecede o milho, e que, teoricamente, deveria ser vendida", conclui o informe. A elevação do valor tem preocupado principalmente os suinocultores de Mato Grosso.

Segundo o setor, o custo de produção está acima do preço de venda do animal."Enquanto gastamos cerca de R$ 2,10 por quilo para criar um suíno, o preço do animal no mercado não passa de R$ 1,70 o quilo", conta o diretor- executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues.Para o governo, o mercado de milho ainda não é uma preocupação.O diretor de operações da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), Chárles Córdova, explica que só há intervenção quando o mercado sinaliza, o que não vem ocorrendo."A ofertas de vendas do milho estocado no Estado estão ocorrendo lentamente.

Para se ter ideia, ofertamos 46 mil toneladas do grão nos últimos meses, sendo que apenas sete mil foram comercializadas ao custo médio de R$ 16 a saca".De acordo com ele, a falta de compradores indica que o mercado não está necessitando de ajuda do governo. Conforme ele, há 1,3 milhão de toneladas do milho estocado nos armazéns de Mato Grosso.


Fonte: Portal do Agronegócio

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Soja realiza lucros e opera com queda de 10 pontos na CBOT

Após as altas registradas nos últimos dias a soja realizou lucros na sessão noturna e abriu a diurna em Chicago também em queda. Às 11h53 (horário de Brasília), a oleaginosa caia 10 pontos no vencimento setembro/11. Milho e trigo também apresentavam quedas de 7 e 19 pontos, respectivamente, nos principais contratos futuros. De acordo com analistas, além de reembolsar os ganhos dos últimos dias, muitos investidores aumentam a aversão ao risco e preferem sair do mercado devido ao feriado do Dia do Trabalho americano, que acontece na próxima segunda-feira, dia 5.

Sem novidades fundamentais, o complexo de grãos perde força nesta quinta-feira. A maior preocupação é quanto ao clima no meio-oeste americano. Dados recentes do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e do Pro Farmer apontam quedas na produção de grãos nos EUA, aumentando a pressão sobre os estoques globais. No entanto, para alguns analistas esse quadro ainda pode sofrer alterações, pois, as chuvas, ainda podem sinalizar uma recuperação das vagens.

Hoje, o USDA divulgou ainda seu relatório semanal de registros de exportação com números dentro da expectativa inicial (200 a 750 mil toneladas). De acordo com o documento, na semana encerrada no último dia 25, os EUA venderam 593,8 mil toneladas da safra 2011/12.

Durante o mês de agosto, os fundamentos climáticos sustentaram os preços dos grãos. A soja, por exemplo, teve nas últimas semanas a maior alta em seus preços desde 2008 e ontem o vencimento novembro/11 fechou com a maior alta do ano. De acordo com o analista de mercado Pedro Dejneka, a expectativa é de que os preços se estabilizem nos próximos dias através do reembolso dos lucros. Ainda assim, eles devem permanecer elevados e o produtor deve aproveitar a oportunidade para travar seu custo de produção.

Demanda - Os futuros do milho recuam nesta quinta-feira também por conta de especulações de que a demanda pelo grão norte-americano possa registrar um desaquecimento por conta de os preços terem alcançado seus maiores patamares deste ano em agosto. Com isso, o cereal pode acabar tornando-se menos competitivo do que as exportações de outros países.

As exportações norte-americanas de milho e trigo, provavelmente, caíram na semana encerrada no último dia 25 de agosto em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com uma pesquisa da agência Bloomberg News.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Chineses farão trajeto para avaliar futuro investimento em MT

Está confirmada a participação de uma comitiva de empresários chineses na expedição “Rota da Integração”, que inicia neste sábado (3) em Cuiabá e chega a Santarém (PA) na segunda-feira (5). O representante do Sistema de Crédito Chinês será recebido pelo governador Silval Barbosa na sexta- feira (2) e estará presente na largada da expedição.

Participarão também representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que iniciará os primeiros contatos para os estudos de impacto ambiental, conforme o protocolo assinado entre o governo do Estado e ANTT.

A Rota da Integração, liderada pelo governador Silval Barbosa, vai contar com a participação de representantes dos segmentos empresarias, produtores rurais e políticos, no sentido de ampliar as ações do governo nas mais diversas áreas e não apenas no setor produtivo, mas também no social e cultural.

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento de Logística de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, disse que a participação dos chineses será importante para futuros investimentos. Os chineses são da companhia China Railway Engineering Corporation (CREC) com a qual foi assinado o protocolo de intenções quando o governador visitou a China. A CREC é responsável na China pela construção de mais de 90 mil quilômetros de ferrovia.

O interesse chinês, segundo Vuolo, se deve pelo modelo de concessão, que já está definido. A concessão da malha Ferronorte foi concedida a partir de Santos a Santarém e Porto Velho. AALL, que detinha a concessão, desistiu do trecho de Rondonópolis-Cuiabá e de Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. A saída da expedição ocorrerá às 6h30, no Palácio Paiaguás e vai contar com participação da Aprosoja, Fa- mato, Ampa, Acrimat e jornalistas de diversos segmentos da comunica- ção (jornal, revistas, web e TV).


Fonte: A Gazeta

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Clima nos EUA motiva novo salto das cotações dos grãos

As adversidades climáticas que prejudicam a produtividade das lavouras que estão em desenvolvimento nos Estados Unidos continuam a oferecer sustentação às cotações internacionais de soja e milho. Na bolsa de Chicago, principal referência para o comércio dessas commodities básicas para a produção de alimentos e rações, os contratos futuros de ambas voltaram a subir ontem, pela terceira sessão consecutiva, e seguem próximos de suas máximas históricas.

Mais suscetível do que o milho às oscilações do clima nos EUA nessa fase de desenvolvimento das plantações, a soja, que começou a ser semeada depois que o cereal naquele país, também sentiu o "impulso" da demanda chinesa para os ganhos verificados. Os papéis com vencimento em novembro, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega - normalmente a de maior liquidez - fecharam a US$ 14,57 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), uma valorização de 10 centavos de dólar em relação à véspera.

De acordo com informações do Valor Data, é o maior valor para um contrato de segunda posição desde 9 de fevereiro deste ano. Com o novo salto, a alta acumulada em agosto chegou a 8,1%, apesar de toda a turbulência irradiada dos EUA e da Europa sobretudo na primeira quinzena do mês. Em 2011, os ganhos chegam a 3,9%; nos últimos 12 meses, a 42,5%.

Como as revisões para baixo nos cálculos para a produtividade das lavouras dos EUA se sucedem, principalmente por causa da falta de chuvas em áreas importantes de plantio em Illinois, Indiana e Missouri, analistas não veem, pelo lado dos chamados fundamentos de oferta e demanda, motivos para que as cotações caiam significativamente nos próximos dias.

Se do lado da oferta há problemas no maior exportador de soja do mundo, do lado da demanda o maior importador da oleaginosa poderá ampliar suas compras. De acordo com a publicação alemã "Oil World", essa expectativa existe e decorre da combinação entre estoques internos baixos e produção aquém da esperada. De janeiro a julho, realça a "Oil World", as importações do país recuaram 5,5% sobre igual intervalo de 2010. Em julho, contudo, já houve um incremento de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado e a tendência é de aceleração das aquisições.

O mercado de milho também vive a expectativa de que a China amplie progressivamente suas importações, mas o peso do país na formação de preços, nesse caso, é menor. Por conta dos problemas climáticos nos EUA, os contratos futuros de segunda posição de entrega do produto (dezembro) subiram 5,25 centavos de dólar e encerraram o pregão a US$ 7,7525 por bushel (25,2 quilos).

Conforme o Valor Data, trata-se do mais alto nível para a segunda posição desde 11 de abril deste ano, quando foi alcançado o pico nominal histórico de Chicago até o momento. E as valorizações acumuladas continuam consideráveis. Em agosto, chegou a 15,9%; em 2011, a 21,8%; e nos últimos 12 meses, a 77,6%. Tudo isso em um cenário de produção mundial recorde nesta safra 2011/12. Apesar dos problemas nos EUA, as perspectivas ainda apontam para colheitas cheias na América do Sul, onde o plantio ganhará fôlego nos próximos meses. (Com Dow Jones Newswires e Reuters)


Fonte: Valor Económico

Com crise, Copom deve parar de subir juro pela 1ª vez no governo Dilma

Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do Banco Central responsável por fixar a taxa básica de juros da economia brasileira, deve interromper nesta quarta-feira (31), em seu segundo dia de reunião, o processo de alta dos juros em vigência desde o início do governo Dilma Rousseff, segundo previsão de economistas das instituições financeiras.

Segundo levantamento realizado pelo BC na semana passada com os bancos, os juros deverão ser mantidos em 12,5% ao ano, atual patamar, no encontro desta quarta-feira. Desde janeiro deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando do BC, o Copom implementou cinco aumentos consecutivos nos juros para conter pressões inflacionárias. No fim do ano passado, a taxa básica estava em 10,75% ao ano. Deste modo, a elevação entre janeiro e meados de julho deste ano somou 1,75 ponto percentual.

Previsão do mercado e curva de juros
Segundo a previsão do mercado financeiro, ainda de acordo com pesquisa do BC, os juros começariam a cair no Brasil somente em outubro de 2012, quando recuariam de 12,50% para 12,38% ao ano - patamar no qual fechariam o ano que vem. Em janeiro de 2013, ainda segundo a pesquisa, os juros passariam para 12,13% ao ano e, em fevereiro, para 12% ao ano.

Entretanto, a curva de juros do mercado futuro, resultado dos contratos fechados pela tesouraria das instituições financeiras, mostra que os bancos estão apostando em um corte de juros já em outubro deste ano, na próxima reunião do Copom. A curva de juros indica que os juros cairiam para 12,25% ao ano em outubro e terminariam 2011 próximos de 12% ao ano.

Crise financeira e superávit primário
A curva de juros começou a recuar com mais intensidade nas últimas semanas, após o rebaixamento da nota da dívida norte-americana pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que inaugurou a segunda fase da crise internacional.

Além da crise financeira, que consolidou a percepção de que as economias desenvolvidas podem entrar em recessão, a decisão do governo de conter gastos, e de aumentar o chamado "superávit primário" (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também ajudou a baixar a curva de juros brasileira nos últimos dias.

Ao anunciar o aumento do superávit primário nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o principal objetivo da medida seria justamente o de pavimentar o caminho para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo ele, é prioridade do governo aproveitar esse novo momento da economia internacional para baixar os juros.

31/08/2011 06h15 - Atualizado em 31/08/2011 06h15
Com crise, Copom deve parar de subir juro pela 1ª vez no governo Dilma
Aposta é dos economistas é de manutenção dos juros em 12,50% ao ano.
Curva de juros futuros já mostra queda da taxa a partir de outubro.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
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* Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor

O Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do Banco Central responsável por fixar a taxa básica de juros da economia brasileira, deve interromper nesta quarta-feira (31), em seu segundo dia de reunião, o processo de alta dos juros em vigência desde o início do governo Dilma Rousseff, segundo previsão de economistas das instituições financeiras.

Segundo levantamento realizado pelo BC na semana passada com os bancos, os juros deverão ser mantidos em 12,5% ao ano, atual patamar, no encontro desta quarta-feira. Desde janeiro deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando do BC, o Copom implementou cinco aumentos consecutivos nos juros para conter pressões inflacionárias. No fim do ano passado, a taxa básica estava em 10,75% ao ano. Deste modo, a elevação entre janeiro e meados de julho deste ano somou 1,75 ponto percentual.
Selic 12,50% - julho 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Previsão do mercado e curva de juros
Segundo a previsão do mercado financeiro, ainda de acordo com pesquisa do BC, os juros começariam a cair no Brasil somente em outubro de 2012, quando recuariam de 12,50% para 12,38% ao ano - patamar no qual fechariam o ano que vem. Em janeiro de 2013, ainda segundo a pesquisa, os juros passariam para 12,13% ao ano e, em fevereiro, para 12% ao ano.

Entretanto, a curva de juros do mercado futuro, resultado dos contratos fechados pela tesouraria das instituições financeiras, mostra que os bancos estão apostando em um corte de juros já em outubro deste ano, na próxima reunião do Copom. A curva de juros indica que os juros cairiam para 12,25% ao ano em outubro e terminariam 2011 próximos de 12% ao ano.

Crise financeira e superávit primário
A curva de juros começou a recuar com mais intensidade nas últimas semanas, após o rebaixamento da nota da dívida norte-americana pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que inaugurou a segunda fase da crise internacional.

Além da crise financeira, que consolidou a percepção de que as economias desenvolvidas podem entrar em recessão, a decisão do governo de conter gastos, e de aumentar o chamado "superávit primário" (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também ajudou a baixar a curva de juros brasileira nos últimos dias.

Ao anunciar o aumento do superávit primário nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o principal objetivo da medida seria justamente o de pavimentar o caminho para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo ele, é prioridade do governo aproveitar esse novo momento da economia internacional para baixar os juros.

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA está em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.


Fonte: g1.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

USDA aponta piora nas condições das lavouras de soja e milho dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no final da tarde desta segunda-feira mais um relatório semanal de acompanhamento de safra reportando, novamente, uma piora significativa nas condições das lavouras de grãos dos Estados Unidos.

Como mostrou o boletim, o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições foi reduzido de 59% na última semana para 57% no último domingo (28). Uma redução, portanto, de 2 pontos percentuais.

O indicador também ficou abaixo do registrado nessa mesma época do ano passado, quando foi apontado em 64% e abaixo ainda da média dos últimos cinco anos que é de 61%.

No caso do milho, os números apontaram um declínio de 57 para 54% da área com plantações em boa forma. Em 2010, nesse mesmo período, o índice de boas/excelentes condições era de 70%, bem acima do registrado neste ano, e a média plurianual é de 64%.

Em um cenário de fundamentos já positivos, o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado disse que esses indicadores divulgados pelo USDA devem ser mais um combustível para o avanço dos preços nos próximos dias.


Fonte: Notícias Agrícolas

Área cultivada com soja deve crescer 3,4pct em Mato Grosso

Com a conclusão da colheita do milho safrinha as atenções no campo voltam a ser direcionadas para a soja. No dia 15 de setembro termina o período do vazio sanitário em Mato Grosso e os produtores já estarão autorizados a dar início ao cultivo do grão. Enquanto isso, as previsões confirmam o otimismo do setor. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê uma expansão de 3,4% na área plantada. Serão pelo menos 217 mil hectares a mais que o espaço destinado às lavouras na última safra, que ocuparam 6,412 milhões de hectares no Estado.

Segundo o superintendente do Imea, Otávio Celidônio, o nordeste do Estado é uma das regiões que mais deve ampliar as áreas destinadas à soja.

A perspectiva otimista para a safra é o principal motivo deste aumento. Até agora, 33% da produção prevista já foram comercializados. Quase 8% a mais que o volume negociado no mesmo período do ano passado. Os produtores estão animados com os preços pagos pelo grão, que atualmente estão na faixa de R$ 40 a saca.

De acordo com o produtor rural Nelson Piccoli a rentabilidade deve ser boa, já que existe perspectiva de que a safra americana não seja tão cheia. Segundo ele, a Europa e principalmente a China devem manter ou ampliar as importações do grão, o que promoverá alta nos preços.

Apesar da previsão de avanço no espaço destinado à soja, a classe produtora esclarece que esta expansão não irá ocorrer sobre novas áreas. O setor enfatiza que as novas lavouras vão ser plantadas em terras que antes eram ocupadas com pastagem, dando sequência a um movimento de conversão que ainda pode crescer muito no Estado.

Em Mato Grosso existem pelo menos 9 milhões de hectares de pastagem que podem ser transformados em áreas agrícolas. O produtor rural de Sorriso (MT), Nelson Piccoli, já converteu pasto degradado em áreas de soja. Nesta safra ele irá plantar 950 hectares com o grão, mesmo espaço cultivado no ano passado. Só não irá ampliar a lavoura por falta de terra disponível. Segundo dele, as plantações poderiam aumentar ainda mais, caso houvesse incentivos para os produtores converterem áreas degradadas. O custo varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil por hectare.

Piccoli comenta que faltam recursos de financiamento e também agilidade dos órgãos ambientais, que travam o setor.

Caso a previsão de área cultivada se confirme e o desempenho das lavouras seja favorável, a produção de soja em Mato Grosso deve passar de 21 milhões de toneladas.


Fonte: Canal Rural