Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Clima nos EUA motiva novo salto das cotações dos grãos

As adversidades climáticas que prejudicam a produtividade das lavouras que estão em desenvolvimento nos Estados Unidos continuam a oferecer sustentação às cotações internacionais de soja e milho. Na bolsa de Chicago, principal referência para o comércio dessas commodities básicas para a produção de alimentos e rações, os contratos futuros de ambas voltaram a subir ontem, pela terceira sessão consecutiva, e seguem próximos de suas máximas históricas.

Mais suscetível do que o milho às oscilações do clima nos EUA nessa fase de desenvolvimento das plantações, a soja, que começou a ser semeada depois que o cereal naquele país, também sentiu o "impulso" da demanda chinesa para os ganhos verificados. Os papéis com vencimento em novembro, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega - normalmente a de maior liquidez - fecharam a US$ 14,57 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos), uma valorização de 10 centavos de dólar em relação à véspera.

De acordo com informações do Valor Data, é o maior valor para um contrato de segunda posição desde 9 de fevereiro deste ano. Com o novo salto, a alta acumulada em agosto chegou a 8,1%, apesar de toda a turbulência irradiada dos EUA e da Europa sobretudo na primeira quinzena do mês. Em 2011, os ganhos chegam a 3,9%; nos últimos 12 meses, a 42,5%.

Como as revisões para baixo nos cálculos para a produtividade das lavouras dos EUA se sucedem, principalmente por causa da falta de chuvas em áreas importantes de plantio em Illinois, Indiana e Missouri, analistas não veem, pelo lado dos chamados fundamentos de oferta e demanda, motivos para que as cotações caiam significativamente nos próximos dias.

Se do lado da oferta há problemas no maior exportador de soja do mundo, do lado da demanda o maior importador da oleaginosa poderá ampliar suas compras. De acordo com a publicação alemã "Oil World", essa expectativa existe e decorre da combinação entre estoques internos baixos e produção aquém da esperada. De janeiro a julho, realça a "Oil World", as importações do país recuaram 5,5% sobre igual intervalo de 2010. Em julho, contudo, já houve um incremento de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado e a tendência é de aceleração das aquisições.

O mercado de milho também vive a expectativa de que a China amplie progressivamente suas importações, mas o peso do país na formação de preços, nesse caso, é menor. Por conta dos problemas climáticos nos EUA, os contratos futuros de segunda posição de entrega do produto (dezembro) subiram 5,25 centavos de dólar e encerraram o pregão a US$ 7,7525 por bushel (25,2 quilos).

Conforme o Valor Data, trata-se do mais alto nível para a segunda posição desde 11 de abril deste ano, quando foi alcançado o pico nominal histórico de Chicago até o momento. E as valorizações acumuladas continuam consideráveis. Em agosto, chegou a 15,9%; em 2011, a 21,8%; e nos últimos 12 meses, a 77,6%. Tudo isso em um cenário de produção mundial recorde nesta safra 2011/12. Apesar dos problemas nos EUA, as perspectivas ainda apontam para colheitas cheias na América do Sul, onde o plantio ganhará fôlego nos próximos meses. (Com Dow Jones Newswires e Reuters)


Fonte: Valor Económico

Com crise, Copom deve parar de subir juro pela 1ª vez no governo Dilma

Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do Banco Central responsável por fixar a taxa básica de juros da economia brasileira, deve interromper nesta quarta-feira (31), em seu segundo dia de reunião, o processo de alta dos juros em vigência desde o início do governo Dilma Rousseff, segundo previsão de economistas das instituições financeiras.

Segundo levantamento realizado pelo BC na semana passada com os bancos, os juros deverão ser mantidos em 12,5% ao ano, atual patamar, no encontro desta quarta-feira. Desde janeiro deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando do BC, o Copom implementou cinco aumentos consecutivos nos juros para conter pressões inflacionárias. No fim do ano passado, a taxa básica estava em 10,75% ao ano. Deste modo, a elevação entre janeiro e meados de julho deste ano somou 1,75 ponto percentual.

Previsão do mercado e curva de juros
Segundo a previsão do mercado financeiro, ainda de acordo com pesquisa do BC, os juros começariam a cair no Brasil somente em outubro de 2012, quando recuariam de 12,50% para 12,38% ao ano - patamar no qual fechariam o ano que vem. Em janeiro de 2013, ainda segundo a pesquisa, os juros passariam para 12,13% ao ano e, em fevereiro, para 12% ao ano.

Entretanto, a curva de juros do mercado futuro, resultado dos contratos fechados pela tesouraria das instituições financeiras, mostra que os bancos estão apostando em um corte de juros já em outubro deste ano, na próxima reunião do Copom. A curva de juros indica que os juros cairiam para 12,25% ao ano em outubro e terminariam 2011 próximos de 12% ao ano.

Crise financeira e superávit primário
A curva de juros começou a recuar com mais intensidade nas últimas semanas, após o rebaixamento da nota da dívida norte-americana pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que inaugurou a segunda fase da crise internacional.

Além da crise financeira, que consolidou a percepção de que as economias desenvolvidas podem entrar em recessão, a decisão do governo de conter gastos, e de aumentar o chamado "superávit primário" (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também ajudou a baixar a curva de juros brasileira nos últimos dias.

Ao anunciar o aumento do superávit primário nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o principal objetivo da medida seria justamente o de pavimentar o caminho para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo ele, é prioridade do governo aproveitar esse novo momento da economia internacional para baixar os juros.

31/08/2011 06h15 - Atualizado em 31/08/2011 06h15
Com crise, Copom deve parar de subir juro pela 1ª vez no governo Dilma
Aposta é dos economistas é de manutenção dos juros em 12,50% ao ano.
Curva de juros futuros já mostra queda da taxa a partir de outubro.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
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* Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor

O Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do Banco Central responsável por fixar a taxa básica de juros da economia brasileira, deve interromper nesta quarta-feira (31), em seu segundo dia de reunião, o processo de alta dos juros em vigência desde o início do governo Dilma Rousseff, segundo previsão de economistas das instituições financeiras.

Segundo levantamento realizado pelo BC na semana passada com os bancos, os juros deverão ser mantidos em 12,5% ao ano, atual patamar, no encontro desta quarta-feira. Desde janeiro deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando do BC, o Copom implementou cinco aumentos consecutivos nos juros para conter pressões inflacionárias. No fim do ano passado, a taxa básica estava em 10,75% ao ano. Deste modo, a elevação entre janeiro e meados de julho deste ano somou 1,75 ponto percentual.
Selic 12,50% - julho 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Previsão do mercado e curva de juros
Segundo a previsão do mercado financeiro, ainda de acordo com pesquisa do BC, os juros começariam a cair no Brasil somente em outubro de 2012, quando recuariam de 12,50% para 12,38% ao ano - patamar no qual fechariam o ano que vem. Em janeiro de 2013, ainda segundo a pesquisa, os juros passariam para 12,13% ao ano e, em fevereiro, para 12% ao ano.

Entretanto, a curva de juros do mercado futuro, resultado dos contratos fechados pela tesouraria das instituições financeiras, mostra que os bancos estão apostando em um corte de juros já em outubro deste ano, na próxima reunião do Copom. A curva de juros indica que os juros cairiam para 12,25% ao ano em outubro e terminariam 2011 próximos de 12% ao ano.

Crise financeira e superávit primário
A curva de juros começou a recuar com mais intensidade nas últimas semanas, após o rebaixamento da nota da dívida norte-americana pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que inaugurou a segunda fase da crise internacional.

Além da crise financeira, que consolidou a percepção de que as economias desenvolvidas podem entrar em recessão, a decisão do governo de conter gastos, e de aumentar o chamado "superávit primário" (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também ajudou a baixar a curva de juros brasileira nos últimos dias.

Ao anunciar o aumento do superávit primário nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o principal objetivo da medida seria justamente o de pavimentar o caminho para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo ele, é prioridade do governo aproveitar esse novo momento da economia internacional para baixar os juros.

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA está em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.


Fonte: g1.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

USDA aponta piora nas condições das lavouras de soja e milho dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no final da tarde desta segunda-feira mais um relatório semanal de acompanhamento de safra reportando, novamente, uma piora significativa nas condições das lavouras de grãos dos Estados Unidos.

Como mostrou o boletim, o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições foi reduzido de 59% na última semana para 57% no último domingo (28). Uma redução, portanto, de 2 pontos percentuais.

O indicador também ficou abaixo do registrado nessa mesma época do ano passado, quando foi apontado em 64% e abaixo ainda da média dos últimos cinco anos que é de 61%.

No caso do milho, os números apontaram um declínio de 57 para 54% da área com plantações em boa forma. Em 2010, nesse mesmo período, o índice de boas/excelentes condições era de 70%, bem acima do registrado neste ano, e a média plurianual é de 64%.

Em um cenário de fundamentos já positivos, o analista de mercado Flávio França, da agência Safras & Mercado disse que esses indicadores divulgados pelo USDA devem ser mais um combustível para o avanço dos preços nos próximos dias.


Fonte: Notícias Agrícolas

Área cultivada com soja deve crescer 3,4pct em Mato Grosso

Com a conclusão da colheita do milho safrinha as atenções no campo voltam a ser direcionadas para a soja. No dia 15 de setembro termina o período do vazio sanitário em Mato Grosso e os produtores já estarão autorizados a dar início ao cultivo do grão. Enquanto isso, as previsões confirmam o otimismo do setor. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê uma expansão de 3,4% na área plantada. Serão pelo menos 217 mil hectares a mais que o espaço destinado às lavouras na última safra, que ocuparam 6,412 milhões de hectares no Estado.

Segundo o superintendente do Imea, Otávio Celidônio, o nordeste do Estado é uma das regiões que mais deve ampliar as áreas destinadas à soja.

A perspectiva otimista para a safra é o principal motivo deste aumento. Até agora, 33% da produção prevista já foram comercializados. Quase 8% a mais que o volume negociado no mesmo período do ano passado. Os produtores estão animados com os preços pagos pelo grão, que atualmente estão na faixa de R$ 40 a saca.

De acordo com o produtor rural Nelson Piccoli a rentabilidade deve ser boa, já que existe perspectiva de que a safra americana não seja tão cheia. Segundo ele, a Europa e principalmente a China devem manter ou ampliar as importações do grão, o que promoverá alta nos preços.

Apesar da previsão de avanço no espaço destinado à soja, a classe produtora esclarece que esta expansão não irá ocorrer sobre novas áreas. O setor enfatiza que as novas lavouras vão ser plantadas em terras que antes eram ocupadas com pastagem, dando sequência a um movimento de conversão que ainda pode crescer muito no Estado.

Em Mato Grosso existem pelo menos 9 milhões de hectares de pastagem que podem ser transformados em áreas agrícolas. O produtor rural de Sorriso (MT), Nelson Piccoli, já converteu pasto degradado em áreas de soja. Nesta safra ele irá plantar 950 hectares com o grão, mesmo espaço cultivado no ano passado. Só não irá ampliar a lavoura por falta de terra disponível. Segundo dele, as plantações poderiam aumentar ainda mais, caso houvesse incentivos para os produtores converterem áreas degradadas. O custo varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil por hectare.

Piccoli comenta que faltam recursos de financiamento e também agilidade dos órgãos ambientais, que travam o setor.

Caso a previsão de área cultivada se confirme e o desempenho das lavouras seja favorável, a produção de soja em Mato Grosso deve passar de 21 milhões de toneladas.


Fonte: Canal Rural

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pela 4ª semana seguida, mercado baixa previsão para o PIB de 2011

Os economistas do mercado financeiro subiram sua estimativa para a inflação deste ano ao mesmo tempo em que reduziram, pela quarta semana consecutiva, sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, informou o Banco Central nesta segunda-feira (29) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

Segundo o documento, que é fruto de pesquisa do BC com os bancos, a expectativa dos economistas das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 6,28% para 6,31%. A previsão para o IPCA de 2012, por sua vez, permaneceu estável em 5,20%.

Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano. Em 12,50% ao ano, a taxa está no patamar mais alto desde o começo de 2009.

Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Juros
Sobre a taxa de juros, a expectativa dos analistas dos bancos permaneceu em 12,50% ao ano (patamar atual da taxa) para o fechamento de 2011. Com isso, o mercado financeiro continua acreditando em estabilidade da taxa de juros até o fim deste ano.

Neste momento, o BC já está olhando o cenário de 2012 para calibrar a taxa de juros. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define os juros básicos da economia, está marcada para o fim do mês de agosto.

Para o fim do ano que vem, a taxa recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Isso quer dizer que o mercado financeiro passou a acreditar em redução dos juros no decorrer de 2012.

Crescimento econômico e câmbio
O mercado financeiro também baixou, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 de 3,84% para 3,79%. Esta é a quarta semana consecutiva que a previsão para o crescimento da economia diminui.

Os ajustes começaram após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira recuou de 4% para 3,90%.

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 permaneceu inalterada em R$ 1,60 por dólar. Para o fechamento de 2012, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 1,65 por dólar.

Balança comercial
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 subiu de US$ 22,8 bilhões para US$ 22,9 bilhões na semana passada.

Para 2012, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial permaneceu estável em US$ 12,10 bilhões de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 ficou estável em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu intalterada US$ 50 bilhões.


Fonte: g1.com

Milho: produtor mato-grossense ganhará mais crédito

O governo federal começou a ampliar o limite adicional de crédito à disposição dos produtores de milho do Centro-Oeste. O objetivo é aumentar a capacidade de produção do grão já na atual safra 2011/12, a partir do reajuste, em R$ 500 mil por produtor, do crédito rural destinado ao financiamento de custeio. "É uma preocupação muito específica: controlar a inflação", disse um técnico do governo.

No texto que autoriza a elevação no limite de recursos disponíveis para crédito, divulgado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a justificativa é "não prejudicar o abastecimento interno e os compromissos de exportação". Segundo Francisco Erismá, coordenador-geral de crédito rural e normas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, as medidas visam fortalecer a produção de uma cultura que ‘produz impacto poderoso em outras cadeias produtivas‘.

A avaliação do governo é que os preços das sacas de milho devem cair até o fim do ano por uma combinação entre estímulos à produção interna, como a ampliação de crédito para custeio, e perda de força nos preços negociados no mercado internacional. Neste caso, o milho tem sofrido um efeito semelhante a outras commodities, cujos contratos de derivativos futuros, negociados na Bolsa de Valores de Chicago (EUA), têm perdido fôlego desde que a turbulência nos mercados financeiros começou, no início de agosto. O governo entende que o preço médio da saca de milho pode cair até um patamar que continue rentável ao produtor, mas que seja benigno para a inflação. Nos 12 meses terminados em julho, dado mais recente divulgado pelo governo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou variação de 6,87% - acima, portanto, do teto da meta de 6,5% perseguida pelo
Banco Central para o ano.

Além da ampliação do limite de crédito para os produtores de milho da região Centro-Oeste do país, o CMN divulgou a ampliação do prazo de carência dos empréstimos direcionados à aquisição de reprodutores e matrizes bovinas e bubalinas, de 18 para 24 meses, e também prorrogou até junho de 2013 o prazo para pequenos produtores obterem junto ao governo sua regularização fundiária.

Preocupante - Nesta semana, os produtores de suínos de Mato Grosso alertaram para a possibilidade de que o Estado fique sem milho em 2011. A informação partiu da direção da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso. (Acrismat). Os produtores, por meio da Associação, tem informado nos últimos seis meses ao governo do Estado e governo federal, que em razão das quebras de safra de milho em todo o país, o Estado deve ficar sem o cereal para consumo animal.


Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Volatilidade marca os negócios na Bolsa de Chicago

Na bolsa de Chicago, a volatilidade marca o dia nesta quinta-feira. Depois da queda dos preços ocasionada pela realização de lucros no início da sessão diurna, os preços passaram para o campo positivo de forma rápida por volta das 13h15, (horário de Brasília). Porém, as 14h03, os preços já operavam no terreno vermelho novamente.
A sustentação veio das incertezas em relação ao futuro da safra norte-americana. A grande preocupação é com a seca que atinge grande parte dos estados de Illinois e Indiana.

Por volta das 13h43, horário de Brasília, os contratos futuros da soja operavam com 2,75 pontos de alta para o vencimento setembro 2011. O mesmo contrato para o milho avançava 0,50 e o trigo 9,50 pontos.

O início da sessão diurna em Chicago foi de queda para o complexo de grãos. A soja operava às 11h53 (horário de Brasília) com cinco pontos de baixa no contrato janeiro 2012. Também no vermelho, o milho operava com perda de 1 ponto nos principais vencimentos. Já o trigo, trabalhava no misto.

Segundo analistas, a oleaginosa começou ontem a realizar os lucros de 9% da segunda semana de agosto e deve seguir na mesma direção nesta quinta-feira.

De acordo com o operador de mesa da Terra Futuros, Flávio Oliveira, os fundamentos são positivos e a realização de lucros é natural devido às fortes altas dos últimos dias.

As especulações sobre o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Banco Central norte-americano), Ben Bernanke, também têm alimentado o clima de desconfiança quanto a economia mundial. Segundo analistas, existe a possibilidade de Bernanke anunciar mais um pacote de ajuda monetária aos EUA. A medida seria positiva para os grãos, pois mais dólares no mercado levariam a moeda americana a se desvalorizar e consequentemente, elevariam os preços das commodities. No entanto, o pacote sinalizaria também a dificuldade da economia americana em ganhar fôlego, o que pode influenciar as cotações.

Clima nos EUA

As tempestades que atingiram a porção leste do Corn Belt dos EUA, não foram suficientes para as áreas mais afetadas pelas secas. Apenas uma faixa que vai do centro-leste ao nordeste de Indiana foi beneficiada pela umidade. De acordo com metereologistas, os mapas de monitoramento mostram alguns pontos de umidade em Illinois, mas com acumulados modestos.

Segundo o instituto de meteorologia Freese-Notis Weather, os pontos mais secos de Illinois continuam sem receber uma boa chuva desde o dia 27 de junho. A previsão é de que no período de 6 a 10 dias Illinois e Indiana na devem receber chuvas substanciais.

As preocupações com as lavouras de soja no Meio-Oeste dos EUA ainda sustentam as cotações. Já as de milho do país indicaram nesta semana números menores do que os verificados no mesmo período do ano anterior.


Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Safra de milho do Paraná tem perda de 32,4pct em função das geadas, estima Deral

As perdas para a safra de milho do Paraná, em função das geadas, estão sendo menores do que as estimadas inicialmente em avaliação do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (SEAB)

A expectativa anterior indicava uma quebra de 37% na produção, reduzida agora para 32,4%, o que indica prejuízo de R$ 970 milhões nessa cultura. Mesmo assim o prejuízo segue elevado, visto que foram perdidas 2,65 milhões de toneladas somente na estimativa de produção do milho da segunda safra.

O Deral esperava uma colheita de 8,18 milhões de toneladas, volume que foi reduzido para 5,53 milhões de toneladas. As informações são da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.


Fonte: Agência Safras

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Área de soja deve crescer 3,4% em Mato Grosso na safra 2011/2012

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área plantada de soja em Mato Grosso deve aumentar 3,4% em 2011/2012, em comparação com 2010/2011, totalizando 6,63 milhões de hectares.

A produtividade esperada no Estado é de cerca de 52,9 sacas por hectare. Este valor é próximo da produtividade média em 2010/2011, que foi de 53,4 sacas de quilos por hectare.

Com isto, a produção deve alcançar 21,04 milhões de toneladas, o que significa 2,3%, ou aproximadamente 500 mil toneladas a mais de soja na temporada.


Fonte: Scot Consultoria

Mercados agrícolas locais ganham força nos EUA

Mais americanos passaram a comprar alimentos cultivados localmente e novos mercados de agricultores locais, em que os próprios produtores vendem ao público de sua região, vêm surgindo por todo o país.

Nos últimos 12 meses, mais de 1 mil mercados de agricultores, dentro de um total de 7.175, foram abertos no país, de acordo com números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A maior parte do crescimento foi registrada fora de Nova York e Califórnia, que são os Estados com mais mercados do tipo nos EUA.

"O notável crescimento dos mercados de agricultores é um indicador excelente do poder de resistência dos alimentos locais e regionais", afirmou a vice-secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Kathleen Merrigan.

"Esses pontos de venda proporcionam benefícios econômicos para os produtores desenvolverem suas atividades e também para as comunidades, ao proporcionar-lhes acesso a frutas, vegetais e outros alimentos frescos."

Merrigan atribuiu o crescimento ao desejo dos agricultores de ter contato direto com os consumidores, para ganhar uma maior parcela dos dólares dos compradores, e à demanda dos próprios consumidores por alimentos de cultivo local e acesso direto aos produtores.

"Sempre que surge algum surto provocado alimentos, mais consumidores se dirigem aos mercados de agricultores", disse Dianne Eggert, diretora-executiva da Federação de Mercados de Agricultores de Nova York. "Eles podem perguntar mais questões sobre como seus alimentos são produzidos."

O Alasca teve o maior aumento, de 46%, com 35 novos mercados, seguido pelo Texas e Colorado, ambos com crescimento de 38%.

"De início, imaginamos que poderia ser uma tendência; e estamos tentando desenvolver todo o setor a partir dessa tendência e diversificar as oportunidades de mercado e os locais, para os consumidores terem acesso a esses produtos", comentou Cynthia Torres, da Associação de Mercados de Agricultores do Colorado, sobre o crescimento do número de mercados no Estado.

No Novo México, onde também houve aumento de 38%, com 80 novos mercados, a demanda pelos locais supera o número de produtores em condições de abastecê-los.

"Recebemos ligações de comunidades que querem iniciar seus próprios mercados, mas não há agricultores suficientes", disse Denise Miller, diretora-executiva da Associação de Comercialização dos Agricultores do Novo México.

Os mercados permitem aos agricultores locais vender seus produtos diretamente aos consumidores, o que intensifica o desenvolvimento da estrutura de comércio de alimentos do Estado e beneficia propriedades agrícolas familiares, além de criar comunidades. Também trazem a oportunidade de interação entre agricultores e seus clientes.

A demanda no Novo México elevou o número de produtores envolvidos, de 560, em 2005, para 959, em 2010, de acordo com a associação do Estado. A demanda, contudo, parece estar superando a oferta.

"O problema é que o número de agricultores antigos está encolhendo e não há novos agricultores substituindo-os", explicou Denise Miller.

Torres disse receber cerca de cinco ligações por semana de cidades e distritos interessados em iniciar mercados de agricultores.

"O valor econômico está definitivamente se consolidando e criando fluxos de receita", afirmou a representante da associação.

Nos últimos dez anos, a popularidade dos mercados de agricultores cresceu, à medida que o país passou por diferentes tendências quanto à saúde pública.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) começou a divulgar números sobre esses mercados em 1994, quando eram apenas 1.755 em todo o país. Dez anos depois, em 2004, havia 3.706 mercados de agricultores locais, quase a metade dos registrados neste ano, 7.175.

A atualização dos números é baseada em dados enviados no início do ano, de forma voluntária, pelos administradores desses tipos de mercados.


Fonte: Valor Económico