Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lavouras de soja e milho em boas condições nos EUA se mantêm estáveis

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou em seu último relatório de acompanhamento de safra que o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições se manteve em 61% da área que já emergiu. O número veio em linha com a média dos últimos cinco anos, porém, é 5 pontos menor do que a o registrado em 2010 - 66%.

Os estados que mais avançaram com suas plantações foram Indiana, Ohio e Minnesota, somando 3 pontos percentuais de alta no índice. Logo atrás, Dakota do Norte teve um avanço de 2 pontos percentuais. Já na Dakota do Sul, o indicador caiu.

Ainda de acordo com o boletim, a floração das lavouras chegou à fase final. Na última semana, o processo passou de 87% para 94% da área, e o índice está apenas 2 pontos abaixo do registrado para a safra passada nessa mesma época do ano.

Já a formação de vagens foi de 51% para 70% nesta semana, porém, o dado seguiu abaixo do ciclo 2010/11, quando esse índice era de 82%.

Milho - Sobre o milho, o USDA informou que o índice de lavouras em boas ou excelentes condições se manteve em 60% ante 69% nessa mesma época em 2010.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Grãos: Mercado reverte tendência de queda e fecha segunda-feira em alta

O complexo de grãos iniciou a semana registrando boas altas na Bolsa de Chicago, já sinalizando uma recuperação depois das fortes baixas das últimas duas semanas. A soja fechou o dia com mais de 16 pontos de alta em seus principais vencimentos. O milho encerrou com pouco mais de 5 pontos e o trigo com altas de quase 10 pontos.

De acordo com analistas, os futuros dos grãos ainda conseguem tomar algum impulso nos dados do último relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que trouxeram redução na produção do país, bem como nos estoques finais e na produtividade.

O avanço de hoje reflete, portanto, as incertezas quanto à produção e as preocupações do mercado com o cenário de oferta e demanda. "A manutenção do quadro apertado de fundamentos, aí o mercado reagiu. Nada de maneira espetacular, pelo menos não em relação às quedas observadas, mas foi um fôlego, um respiro, e isso é importante para a formação do preço", disse Flávio França, analista de mercado da agência Safras & Mercado.

Além dos fundamentos de oferta e demanda, o climático também volta a atuar com força no mercado de grãos. Em importantes regiões produtoras em estados como Illinois e Iowa ainda sofrem com a seca, o que compromete ainda mais a produção e traz mais suporte às cotações. Não só nos Estados Unidos, mas também na Europa, as lavouras de grãos sofrem com a estiagem.

"A definição final em termos de produtividade nos EUA e na Europa é o ponto agora. Apesar das chuvas ocorridas nos últimos dias e das temperaturas mais amenas, o quadro em alguns pontos dos Estados Unidos ainda é preocupante", explica França.

Diante desse cenário, e mais um novo ânimo que já pode ser visto no mercado financeiro, o analista aposta em uma mudança de perfil dos preços em relação à semana passada.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Economia francesa registra estagnação no 2º trimestre

A economia francesa ficou estagnada no segundo trimestre do ano com relação aos dados do primeiro, no qual seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9%, informou nesta sexta-feira (12) o Instituto Nacional de Estatística (Insee).

A estagnação da economia contrasta com as previsões do Insee, que esperava um aumento do PIB de 0,3% no segundo trimestre, inclusive acima da previsão de alta de 0,2% do Banco da França.

Apesar do dado desanimador, o ministro da Economia, François Baroin, afirmou à emissora "RTL" que o Executivo mantém sua previsão para o conjunto do ano, que é de alta de 2%, número que subiria para 2,25% em 2012.

A estagnação da economia acontece após o salto registrado nos três primeiros meses de 2011, quando o PIB teve o maior crescimento em quase cinco anos.

O consumo interno foi a principal causa da freada da economia no segundo semestre, quando as despesas dos lares caíram 0,7%. Os investimentos dos particulares, por outro lado, cresceram 1,4%.

Também subiu o consumo das administrações públicas (0,1%) e seus investimentos (0,7%). Quanto aos investimentos das empresas não financeiras, o crescimento foi de 0,7%, frente à alta de 1,9% nos três primeiros meses do ano.

O comércio exterior melhorou entre abril e junho, com uma contribuição de 0,3%, contra a queda de 0,5% entre janeiro e março. Essa progressão foi produzida sobretudo pela queda de 0,9% das importações, enquanto houve uma estagnação das exportações.


Fonte: G1.com

Custo da produção de soja em Sorriso terá aumento de 12pct

O custo da produção para o plantio da soja na safra 2011/12 em Sorriso terá um aumento de 12,3% em relação a safra 2010/11. Esta é a estimativa do primeiro levantamento de custo da produção realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Este aumento se dá principalmente devido a evolução dos preços da semente da soja e dos fertilizantes de maior necessidade.

Dados do Imea apontam que o produtor sorrisense irá gastar, em média, R$ 821,65 por hectare, enquanto na atual safra o mesmo produtor desembolsou R$ 731,78 por hectare. A semente da soja subiu de R$ 86,57 para R$ 95,63. Variação de 10,5%. O macronutrientes (fertilizantes) foi o que teve o maior aumento ao ser comercializado na safra atual por R$ 365,44 e para a futura por R$ 468,07. Aumento de 28,1%.

Para o instituto, este valor acaba diminuindo o poder de compra do produtor rural. “Se o aumento mantiver o mesmo crescimento do ano passado, entre julho e o início da colheita, que na época aumentou 10%, nesta safra 2011/12 será possível os valores ultrapassarem os R$ 900 por hectare”, aponta o estudo realizado pelo Imea.


Fonte: Só Notícias/Alex Fama

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Queda no preço do algodão preocupa agricultores de MT


A colheita de algodão já passa da metade no cerrado de Mato Grosso. A irregularidade da chuva na fase de formação das maçãs e a queda no preço preocupam os agricultores.
Segundo o Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, os cotonicultores plantaram nesta safra mais de 720 mil hectares. A cotação da arroba da pluma de R$ 98 em janeiro serviu de estímulo, mas hoje o preço de R$ 64 desmotiva os produtores.
O agricultor Lídio Chapinoto, da região de São Lourenço, no sul do estado, investiu pela primeira vez na cultura. “Com essa queda brusca de preço a margem de lucro caiu bastante. Os compradores se retraíram”.

A falta de chuva foi outro fator que não ajudou. Cerca de 35% de todo o algodão produzido no estado ficou comprometido. “Isso inibe a fotossíntese da planta, que não consegue sintetizar os carboidratos e encher de forma correta a maçã”, esclarece o agrônomo Rodrigo Pereira Martins.

A seca que atingiu Mato Grosso no mês de maio, época de formação do algodão, contribuiu para que o preço da arroba começasse a subir. Quem compra sabe que o valor oferecido no início não será o mesmo do final da safra. “No meu ponto de vista, o produtor nos próximos 60 dias não deverá vender algodão porque tem de cumprir os contratos já feitos. Depois disso, o produtor deverá voltar a vender para a indústria nacional. Na minha visão o preço deve subir”, prevê Sérgio de Marco, presidente da Abrapa.

Quarenta por cento da safra do algodão, em Mato Grosso, ainda está no campo.


Fonte: Globo Rural

Grãos: Preços em forte alta após números do USDA mostrarem redução na safra americana

Os grãos registram um forte avanço em Chicago nesta quinta-feira. Os futuros da soja, do milho e do trigo conseguiram recuperar seu fôlego depois da divulgação do relatório de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) extremamente altista.

O departamento reportou uma redução nas suas estimativas de produção, produtividade e estoques finais para as três commodities, levando a soja, por volta das 13h20 (horário de Brasília) a somar mais de 30 pontos de alta, o milho mais de 25 e o trigo mais de 10. Os números além de ficarem bem abaixo dos divulgados em julho, ainda são bem menores do que os volumes esperados pelo mercado.

Com isso, o mercado do complexo de grãos voltou a focar os fundamentos - que são muito positivos - e deixar de lado o cenário macroeconômico, que ainda sofre com a desconfiança e a incerteza em relação aos Estados Unidos e a alguns países da Europa.

"Os fundamentos ainda têm fatos suficientes para sustentar esses preços. Pode ficar de olho na tela que a soja pode voltar a ficar próxima dos US$ 14 por bushel Não acho que se trata de uma repetição [da crise] de 2008", disse o analista de mercado Pedro Djeneka, da corretora RJ O'Brien. Djeneka aposta na continuidade da alta das cotações pelo menos no curto prazo.

De acordo com Flávio Oliveira, operador de mesa da Terra Futuros, quem deve mandar no mercado de grãos daqui em diante deverá ser o milho, já que a situação da produtividade norte-americana já está determinada e ficou bem abaixo do que o esperado. Às 11h30 (horário de Brasília), os preços do cereal chegaram a bater no limite de alta em Chicago.

"As lavouras de milho sofreram muito em julho com um calor de que não se via desde 1955 no Cinturão de produção. Estamos falando em queda de produtividade ainda maior e previsão de queda de área colhida", explica Oliveira.

Para o analista, esse cenário poderia gerar uma queda dramática nos estoques de passagem da safra 2011/12, o que levaria o mercado a promover um rápido racionamento da demanda provocando um aumento dos preços. "O relatório é extremamente altista a longo prazo", diz.

Vendas - Para a soja, a sugestão para os produtores é de que aproveitem esse alta de hoje e vendam parte de sua produção para garantir alguns preços e travar alguns custos. Porém, que reserve uma parte para aproveitar novas altas das cotações.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ministério autoriza o plantio precoce da soja no Paraná

A safra de soja 2011/12 vai começar mais cedo no Paraná. Neste ano, quando o período do vazio sanitário terminar, no dia 15 de setembro, os produtores do Norte, Oeste, Centro e Noroeste do estado não vão mais precisar aguardar a virada do mês para iniciar os trabalhos de campo. A partir do dia 21 de setembro, agricultores de algumas localidades dessas regiões estão autorizados pelo Ministério da Agri­­cultura, Pecuária e Abaste­­ci­­mento (Mapa) a colocar as plantadeiras no campo.

Até a temporada passada, o zoneamento agrícola da soja permitia o plantio somente a partir do dia 1.º de outubro no Paraná. Agora, a data recomendada para o início da semeadura nos municípios contemplados pela resolução é 21 de setembro. “A principal mudança foi a antecipação de dez dias para o plantio de variedades do tipo 2 (ciclo médio, entre 115 e 135 dias) em solos do tipo 3 (argilosos)”, explica o assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti.

A alteração atende a uma reivindicação dos produtores, motivada pelas frequentes perdas causadas pelo inverno rigoroso à produção de milho safrinha do estado. “Antecipando a safra de soja, a ideia é que não haja mais a necessidade de prorrogar o plantio do safrinha, como ocorreu neste ano”, diz a agrônoma do Depar­­­tamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) Margorete Demarchi. O zoneamento agrícola da segunda safra do cereal geralmente começa no dia 1.º de janeiro e termina em 20 de março no Paraná. Neste ano, por causa do atraso na colheita de verão, o prazo foi estendido para 10 de abril.

O plantio tardio é apontado por especialistas como um dos principais fatores que levaram a uma quebra de 37% na produção paranaense de milho de inverno em 2011. Segundo eles, se a maior parte das lavouras tivesse sido semeada dentro da janela ideal, em fevereiro, geadas de junho e julho teriam atingido as plantas em fase de maturação e o prejuízo causado pelas seria consideravelmente menor.

“A dobradinha soja-milho safrinha é muito importante para compor a renda do produtor e, na maior parte dos anos, dá bom resultado. Por isso o ministério acatou o pedido de antecipação no zoneamento da soja”, observa Margorete. O objetivo da alteração, relata a agrônoma, é que a área cultivada com a oleaginosa seja liberada até meados de fevereiro para permitir a entrada da segunda safra dentro da janela ideal de plantio.

“Na verdade, a resolução do Mapa veio apenas para validar uma solução já utilizada com grande sucesso no Paraná, principalmente no Oeste e Noroeste do estado. Além de minimizar riscos no milho safrinha, o plantio antecipado da soja reduz custos com o controle da ferrugem”, declara Mafioletti.

As lavouras plantadas mais cedo, explica o técnico da Ocepar, geralmente são cultivadas com variedades de ciclo precoce e crescimento indeterminado, combinação que facilita a recuperação das plantas no caso de intempéries climáticas como excesso ou falta de chuva durante o desenvolvimento da safra. “Essas plantas dão várias floradas e, caso a primeira seja perdida por causa de seca ou excesso de chuva, as seguintes podem até recuperar o potencial produtivo da lavoura. As variedades de ciclo determinado, ao contrário, dão apenas uma florada, e caso ocorra algum evento climático adverso, perdem a possibilidade de recuperação”, esclarece.

Estudo realizado pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) revela que cerca de 70% da soja cultivada no Paraná é de variedade indeterminada. Na safra 2006/07, das 11 cultivares plantadas em área que concentra 80% do plantio estadual, apenas uma era de ciclo indeterminado. Já na última safra (2010/11), das 14 cultivares plantadas, ocupando a mesma área, 9 tinham hábito de crescimento indeterminado.


Fonte: Gazeta do Povo

IBGE estima safra e aponta MT na liderança da produção nacional

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir em 2011 um volume de 158,8 milhões de toneladas. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de julho, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado será 6,2% maior do que o obtido em 2010, quando chegou a 149,6 milhões de toneladas. A previsão, no entanto, indica safra 1,7% menor do que a estimada um mês antes.

Pelos dados do IBGE, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos na estimativa para 2011, com participação de 19,6%, ultrapassando o Paraná (19,2%), que em função de problemas climáticos, como estiagem em maio, geada em junho e excesso de chuva em julho, deve ter perda de quantidade e de qualidade nas culturas do feijão, da aveia e do trigo.

De acordo com o levantamento, a área a ser colhida este ano deve atingir 48,9 milhões de hectares, com previsão de acréscimo de 4,9% em relação à colhida em 2010 e de redução de 0,3% na comparação à projetada em junho.

Arroz, milho e soja, que representam 90,5% da produção de cereais, respondem por 82,3% da área a ser colhida, registrando, em relação ao ano anterior, aumentos de 1,6%, 4,2% e 3,3%, respectivamente. Já em relação à produção, o arroz deve ter acréscimo de 18,9% e a soja, de 9,2%. Já o milho tem redução estimada em 1,1%.

O IBGE projeta aumento no volume de produção em todas as regiões em relação ao ano passado. O volume esperado para a Região Sul é 65,9 milhões de toneladas; na Centro-Oeste, devem ser produzidas 55,5 milhões de toneladas; na Sudeste, 17,2 milhões; na Nordeste, 15,8 milhões e na Norte, 4,3 milhões.

Dos 25 produtos selecionados pela pesquisa, 14 apresentaram variação positiva em comparação ao mesmo período do ano passado, com destaque para: algodão herbáceo em caroço (72,5%), amendoim em casca 1ª safra (25,2%), arroz em casca (18,9%), batata-inglesa 1ª safra (13,5%), cacau em amêndoa (4,4%) e cevada em grão (9%). Por outro lado, devem ter redução na produção, principalmente, os seguintes produtos: amendoim em casca 2ª safra (39,8%), aveia em grão (-9,4%), batata-inglesa 2ª safra (3,3%) e batata-inglesa 3ª safra (0,1%).


Fonte: Só Notícias

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ministro diz que crise internacional deve afetar pouco preço das commodities agrícolas

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse hoje (9) que, apesar das bolsas de commodities terem registrado queda nos últimos dias, como consequência da crise internacional, os preços de mercado dos alimentos não devem sofrer fortes abalos. Os preços elevados das commodities agrícolas têm sustentado a renda dos produtores brasileiros, que estão aumentando a área plantada mesmo com o câmbio menos vantajoso para as exportações.

“Nos próximos meses poderemos ter a redução no preço de algumas commodities, mas aquelas que são alimentos serão as menos afetadas, porque são as últimas que a população reduz o consumo”, disse Rossi.

Além da crise internacional, a inflação na China, que atingiu o maior patamar dos últimos três anos, com o anúncio feito hoje (9) de alta de 6,5% no índice de preços ao consumidor, representa mais um perigo ao agronegócio brasileiro. A inflação dos alimentos foi ainda mais acentuada, chegando a 14,8% em julho. As duas tendências costumam levar a uma sensível redução do consumo, o que prejudica países exportadores como o Brasil.

Rossi, no entanto, assim como muitos economistas, disse que medidas adotadas pelo governo chinês devem amenizar o problema em pouco tempo. Mesmo assim, disse que ficou “impressionado” com o resultado da inflação chinesa dos alimentos e que sua equipe está acompanhando atentamente as perspectivas internacionais.


Fonte: Agência Brasil

Safra 2011/12: Produção brasileira de grãos deve chegar a 161,5 mi toneladas, diz Conab

A produção de grãos no Brasil deve chegar a 161,5 milhões de toneladas. Os números são do décimo primeiro levantamento realizado pela Conab e divulgado nesta terça-feira (9), em Brasília.

A produção continua batendo recorde, com aumento de 8,2% ou cerca de 12,3 milhões de toneladas a mais que a safra passada, quando chegou a 149,2 milhões de toneladas. Já em relação ao último levantamento, realizado em julho, a produção baixou 0,3% ou o equivalente a 516 mil toneladas. A área cultivada aumentou 4,7%, atingindo 49,6 milhões de hectares, ou seja, 2,2 milhões de ha a mais que em 2009/10, quando chegou a 47,4 milhões de ha.

Soja, milho, algodão, feijão e arroz tiveram ampliação de área e foram os principais responsáveis pelo crescimento da safra, ao lado da boa influência do clima no desenvolvimento das plantas.

Soja – O aumento de área foi de 3,0 %, em relação ao ano passado. Saiu dos 23,47 milhões de hectares para 24,17 milhões de ha, enquanto que a produção cresceu 9,6%, subindo para 75,3 milhões de toneladas. A colheita está encerrada.

Milho – A área total semeada deve atingir 13,69 milhões de hectares, enquanto que a produção chega a 56,34 milhões de toneladas. Já o milho 2ª safra deve ter uma área de 5,86 milhões de hectares, com um aumento de 11,1%, devendo, no entanto, produzir 20,51 milhões de toneladas. A queda de 1,2 milhão de t do “safrinha” em relação ao último levantamento (21,7 milhões t) se deve à ocorrência de geada em fins de junho, prejudicando a lavoura nos estados de SP, PR e MS.

Algodão – O crescimento da área é de 67,5%, chegando a 1,4 milhão de ha. A produção deve ser de 1,95 milhão de toneladas de pluma. Em relação ao último levantamento (2 mi t), há previsão de queda, devido à antecipação do período de estiagem, principalmente na região Centro-Oeste.

Feijão – A área deve crescer 7,5%, chegando a 3,88 milhões de hectares. A produção eleva-se em 12,5% e deve alcançar 3,74 milhões de toneladas. A área da 1ª safra é de 1,42 milhão de hectares, enquanto que a da 2ª safra deve atingir 1,71 milhão de ha. Já o feijão 3ª safra, ainda a colher, a área chega a 749,50 mil ha, com uma produção de 660 mil toneladas.

Arroz – A área elevou-se em 4,1%, devendo chegar a 2,88 milhões de hectares, e a produção aumentou de 17,8%, elevando-se para 13,73 milhões de toneladas.

Trigo – O grão deve perder 3,2% da área, chegando a 2,1 milhões de hectares, enquanto que a produção deve ser de 5,28 milhões de toneladas. A queda na produtividade se deve à ocorrência de geada que atingiu parte da lavoura em estagio vulnerável, nos estados do PR, MS e SP.

A pesquisa em campo foi realizada pelos técnicos, no período de 18 a 22 de julho, quando foram visitados representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados, nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da região Norte.


Fonte: Conab