Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Grãos avançam depois da aprovação do plano da dívida pelo Senado dos EUA

Depois de operar em baixa por boa parte do pregão diurno, os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago. A notícia da aprovação do plano que eleva o teto da dívida norte-americana pelo Senado foi recebida como um incentivo pelo mercado, que há dias vinha sentindo a pressão negativa das incertezas sobre a questão.

Além das informações do cenário financeiro, a forte alta do milho também dá sustentação aos preços. O cereal sobe por conta da previsão de condições climáticas adversas na região do Corn Belt, as quais também podem comprometer a safra de soja norte-americana.

O serviço de meteorologia dos Estados Unidos prevê novas ondas de calor, com aumento das temperaturas em áreas que ainda sofrem com a seca. O temor é de que o percentual de lavouras de soja em boas condições volte a recuar, como o que foi registrado no relatório divulgado ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Por volta das 14h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja negociados na Bolsa de Chicago somavam altas de pouco mais de 4 pontos. O milho e o trigo registravam altas de mais de 20 pontos nos principais contratos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Geada e chuva prejudicam safra de milho em Maringá, PR

Quase dois milhões de hectares de milho safrinha foram plantados no Paraná e na região de Maringá, as colheitadeiras estão a todo vapor.

Depois das perdas com a geada e do excesso de umidade por causa da chuva em julho, os produtores aproveitam todos os dias de sol para limpar os campos.

Na propriedade de Antônio Gomes foram plantados 380 hectares. O agricultor está colhendo uma área de 150 hectares, que plantou mais cedo. Estas espigas já estavam bem formadas quando veio a geada. “A preocupação agora é com a parte maior da propriedade, onde está plantado o milho tardio. Esse não sei quanto vai render de produtividade, nem como será a qualidade".

Na região de Maringá, cerca de 15% da área plantada já foi colhida. A chuva tem atrapalhado a rotina no campo.

José Cícero Aderaldo, superintendente de negócios da Cocamar, avalia a safra até o momento com perdas expressivas de quantidade estimadas de 30 a 40%. A perda de qualidade também deve ser grande. O milho já vem de situação delicada por causa da geada, o que o torna mais suscetível a desenvolver outros problemas.

Segundo Aderaldo, o ritmo de comercialização nesta safra é intenso quando comparado com safras anteriores, sobretudo porque o produtor já havia comercializado parte da safra antecipadamente.

O preço pago ao produtor está na faixa de R$ 23,70 por saca para o milho colhido dentro do padrão. O milho de baixo padrão ainda não tem preço e o prejuízo pode ser ainda maior se a chuva continuar na região.


Fonte: Globo Rural

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Obama anuncia acordo para elevar teto da dívida dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no domingo um acordo de última hora para elevar o teto de endividamento dos EUA e evitar uma moratória catastrófrica. Ele instou legisladores a "fazer a coisa certa" e aprovar o acordo.

Pondo fim ao embate apenas dois dias antes do prazo para elevação do limite de endividamento, a Casa Branca e os líderes congressistas disseram que o acordo implicaria num corte de cerca de 2,5 trilhões de dólares do déficit do país nos próximos 10 anos.

Com líderes republicanos e democratas em acordo, o Senado deve votar a proposta na segunda-feira, disse um assessor do Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, disse que colocaria o acordo em votação assim que possível.

"Há ainda alguns assuntos muito importantes para serem considerados pelo membros do Congresso", disse Obama a repórteres na Casa Branca. "Mas eu quero dizer que líderes dos dois partidos nas duas Casas chegaram a um acordo que irá reduzir o déficit e evitar o default --um default que poderia ter um efeito devastador na nossa economia."

"Eu quero instar os membros dos dois partidos a fazer a coisa certa e apoiar este acordo com seus votos nos próximos poucos dias", acrescentou Obama.

Ele disse que a primeira fase do plano de duas etapas prevê economias de cerca de 1 trilhão de dólares na próxima década. O 1,5 trilhão de dólares adicional em cortes deveria ser definido por um comitê do Congresso até dezembro.

Os mercados financeiros deram sinais de alívio pelo acordo ter sido obtido antes do prazo final de terça-feira, com um salto dos índices futuros de ações e do dólar no final do domingo.

Parlamentares dos EUA votarão nesta segunda-feira acordo sobre dívida

Após meses de debate, parlamentares republicanos e democratas devem votar nesta segunda-feira um acordo, que tem o apoio da Casa Branca, para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default do país.

O Senado, de maioria dos democratas, deve aprovar o acordo, que eleva o teto da dívida e corta cerca de 2,4 trilhões de dólares do déficit na próxima década.

O acordo, no entanto, deve enfrentar alguma oposição na Câmara dos Deputados, onde tanto os parlamentares conservadores e os liberais expressaram descontentamento.


Fonte: Reuters

Soja: Baixos patamares da moeda norte-americana pode atrapalhar nos preços

KNOCK-OUT NO DÓLAR: Nesta semana a moeda americana obteve a menor cotação mensal desde os tempos de estabilidade apresentada nos primeiros 5 anos do Plano Real, quando o Banco Central mantinha o câmbio fixo. Após esse período o dólar iniciou um ciclo de crescimento, e fez com que os insumos da safra 2002/03 fossem adquiridos a valores elevados e a colheita, devido à ferrugem asiática, fosse perdida. O maior valor de cotação ocorreu no ano de 2002, com média de R$ 3,80 para a moeda no mês de outubro. A partir dessa data o preço do dólar começou a cair, com alguns momentos de alta dentro do período de 12 anos, mas nunca retomando o maior valor atingido. Na última terça-feira, 26 de julho, a moeda atingiu o mínimo desde 1999, e chegou a R$ 1,53, num momento da entressafra mato-grossense de soja, cujo estoque está menor do que 10%; por isso o impacto não foi tão grande. Esse câmbio baixo influencia diretamente o setor agroexportador nacional, prejudicando a soja e outras commodities, responsáveis pelo superávit da balança comercial.


Fonte: IMEA

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Setor armazenador discute requisitos para certificação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Comissão Consultiva do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras reúne amanhã, dia 28, entre 8h30 e 18h, no auditório da Embrapa Soja (Londrina-PR), cerca de 150 representantes do setor armazenador de várias regiões brasileiras.

O evento é gratuito e destina-se a administradores e responsáveis técnicos de unidades armazenadoras, entre outros representantes do setor de armazenagem. Atualmente o Brasil conta com aproximadamente 17 mil unidades armazenadoras, responsáveis pelo armazenamento da produção nacional de grãos e sementes. O Encontro com o Setor Armazenador visa aproximar os diversos atores da cadeia de armazenamento de grãos no Brasil e discutir os requisitos técnicos de certificação, previstos na Instrução Normativa do Mapa IN29, de 8 de junho de 2011.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Irineu Lorini, presidente da Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos), a certificação prevê uma série de ítens técnicos necessários para que se possa ter um produto com qualidade definida. “Os requisitos previstos na IN29 vão desde itens na recepção, secagem e armazenagem dos grãos em silos e graneleiros, até os registros operacionais de circulação desses produtos nas unidades armazenadoras”, explica Lorini. “Também serão necessários estabelecer sistemas de termometria, aeração dos grãos com parâmetros técnicos, controle de pragas, combate a incêndio, entre outros requisitos, para termos unidades armazenadoras certificadas”, explica.

Para possibilitar a adequação do setor, as instruções normativas do Mapa (IN41 e IN29) estabelecem um prazo de cinco anos para que 100% das unidades armazenadoras brasileiras estejam certificadas. “A partir de 2012, as unidades armazenadoras darão início ao processo de certificação. Deverão ser certificadas 15% da capacidade estática de suas unidades armazenadoras por ano, sendo que o prazo final para certificação termina em 2017”, explica Lorini.


Fonte: Embrapa Soja

PIB da Agropecuária cresce 3,68pct no ano

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 0,97% no mês de abril, resultado que elevou para 3,68% a alta acumulada do PIB do segmento no ano. O resultado do setor primário liderou o crescimento do PIB do agronegócio em 2011, cuja expansão foi de 0,68% em abril, acumulando expansão de 2,76% no ano. Os dados foram divulgados, na quinta-feira (28/7), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O estudo da CNA, feito em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), mostra que, na agricultura, a forte alta dos preços de importantes culturas, como algodão, café, laranja, milho e soja, elevou o faturamento do segmento. Em volume de produção, o desempenho foi bem mais modesto, com quedas em alguns casos, como café, cana-de-açúcar e trigo. O PIB do segmento primário da pecuária registrou alta de 1,89% no acumulado do ano.

O desempenho da pecuária foi um dos fatores que influenciou o resultado do segmento de insumos agropecuários. O desempenho do setor para a pecuária cresceu 0,63% em abril; no caso da agricultura, o crescimento foi de 0,91%. A expectativa é que a comercialização de insumos continue aquecida nos próximos meses, o que costuma caracterizar o período que antecede o plantio de uma nova safra. Em termos de preços, a expansão real foi de apenas 0,68% no ano, considerando a inflação no período.

VBP – A alta dos preços agropecuários e o crescimento da produção determinaram a revisão das estimativas de junho para o Valor Bruto da Produção (VBP) em 2011. De acordo com a CNA, o VBP deve crescer 9,9% no ano, para R$ 283,9 bilhões, valor que supera o resultado de 2010, quando o VBP foi de R$ 258,2 bilhões. O destaque é o faturamento da pecuária, que deve crescer 10,5% para R$ 108,2 bilhões em 2011.

A CNA também divulgou, na quinta-feira (28), dados da balança comercial do agronegócio. Em junho, as exportações de produtos agropecuários renderam US$ 8,9 bilhões, com crescimento de 29,1% em relação a igual período de 2010. O acumulado no ano também mostrou sinais positivos, com incremento de 23,4%, resultando num faturamento de US$ 43,2 bilhões.


Fonte: Canal do Produtor

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Esmagamento nos EUA em junho fica abaixo das expectativas, aponta Census Bureau

O volume de soja esmagado pelas indústrias norte-americanas em junho foi de 3,38 milhões de toneladas, de acordo com informações do Census Bureau.

O boletim divulgado nesta quinta-feira pelo instituto apontou números abaixo das expectativas do mercado, que eram de 3,40 milhões de toneladas.

Em maio, o volume processado da oleaginosa ficou em 3,48 milhões de toneladas e, em junho de 2010, foram esmagadas 3,52 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Queda do dólar afeta competitividade em Mato Grosso

A nova queda do dólar – que na terça-feira despencou para R$ 1,53, a menor cotação desde 1999 – vai afetar drasticamente as exportações mato-grossenses. Apenas o setor importador será beneficiado com a desvalorização da moeda norte-americana, que pode chegar a R$ 1,50 nas próximas semanas, segundo análises do mercado.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Jandir Milan, diz que o câmbio ao nível atual desestimula os exportadores, que perdem competitividade com preços dos produtos mais baratos ao converter a moeda para o real. Ele diz que a situação atual poderá inviabilizar as exportações. “Já vínhamos de perdas, agora estamos trabalhando no limite. Se o dólar cair mais, os exportadores não terão condições de sustentar os contratos já firmados e isso pode ter outras conseqüências”, afirma Milan. O setor industrial responde por cerca de 40% das exportações totais do Estado, representados por produtos manufaturados como óleo de soja, carnes, açúcar, couro, indústria madeireira e outros.

Segundo o economista e consultor Carlos Vitor Timo Ribeiro, a nova queda do dólar vai aumentar as perdas cambiais do Estado, que ocorrem quando se exporta em dólar. “Como o exportador não usa dólar no Brasil, ele tem de converter em reais. E, quanto menos valorizado o dólar, maior a perda”, explica. Na última análise realizada pelo economista, as perdas cambiais acumulavam R$ 800 milhões no primeiro trimestre. Ele estima que as perdas até à segunda quinzena de julho já ultrapassam a R$ 1 bilhão, cifras que deixaram de entrar no Estado e circular na economia local.

O impacto negativo do dólar não está apenas na queda das exportações e no faturamento das empresas atingidas. “Os problemas do câmbio desfavorável já entraram na pauta permanente do setor, cujas companhias precisam constantemente rever seus indicadores e gestão, para manterem-se competitivas, produzindo cada vez mais, garantindo os empregos de todos os colaboradores e a sustentabilidade do negócio. E tudo isso seguindo as regras cada vez mais exigentes do mercado”, enfatiza o gestor Paulo Henrique Caldeiras.

Para o economista Benedito Dias Pereira, doutor em Economia Agrícola e professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), quando ocorre uma queda no câmbio, “temos duas conseqüências imediatas: o desestímulo às exportações e o incentivo às importações”. Como a economia de Mato Grosso é primária, a medida acaba prejudicando os bens e produtos exportados. “Quando a exportação é convertida em dólar, temos uma quantidade menor de recursos em reais. Isso gera menor receita para o exportador. O lado bom é para quem importa e para quem tem dívida dolarizada. Mas, no caso de Mato Grosso, a medida acaba sendo mais maléfica do que benéfica, uma vez que as nossas exportações são mais significativas e impactam de uma forma mais drástica o resultado da balança comercial”.

Na opinião do economista Manuel Martha, dólar desvalorizado não é bom para o agronegócio, mas uma “oportunidade” àqueles que precisam comprar equipamentos novos, importar insumos, renovar o parque industrial. “O câmbio realmente está muito baixo, mas ainda é sustentável, dá para conviver”, diz, lembrando que os preços das commodities estão bons e isso, de certa forma, compensa o peso do câmbio. “Acho que é hora de comprar insumos e equipamentos, pois acredito que isso pode compensar a perda atual no futuro”.

VAREJO - Para o comércio, a queda do dólar é bem-vinda. “A desvalorização, felizmente, influencia de forma positiva os negócios do comércio de tecidos e confecções, que mais importam do que exportam”, avalia o vice-presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), Roberto Peron. Os importados respondem por 20% dos produtos têxteis vendidos no comércio local. Perón diz que a medida estimula as importações e incentiva a queda dos preços para o consumidor.

MEDIDAS – Depois de dois dias com o dólar ladeira abaixo, o governo federal anunciou medidas de contenção que surtiram efeito no mercado. Ontem, após acumular queda 2,3% desde quinta-feira retrasada, subiu 1,3%, ao fechar em R$ 1,55.

O governo federal publicou ontem medida provisória que permite a taxação em até 25% de operações de derivativos feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. A cobrança do Imposto sobre Operações de Crédito se dará sobre o valor da operação. A MP, também autorizou a imposição de depósitos sobre os valores dos contratos. As medidas têm como alvo as operações com derivativos cambiais, que têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.


Fonte: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Soja e milho sentem pressão da turbulência no clima e na economia dos EUA

A atuação do clima nos Estados Unidos segue bastante aquecida no mercado da soja e do milho na Bolsa de Chicago. Ontem, depois de fecharem com altas de dois dígitos por conta da piora das condições das lavouras no país, os preços da soja e do milho recuam nesta quarta-feira com a previsão de chuvas.

Embora ainda se espere que o intenso calor volte a castigar as plantações norte-americanas, o que as cotações refletem hoje é a previsão de novas chuvas no Meio-Oeste dos EUA, a principal região produtora do país. Analistas acreditam que o estresse pelo qual a produção vem passando poderia ser minimizado com essas precipitações, evitando números como os que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou na última segunda-feira (24), informando um recuo do índice de lavouras de soja e milho em boas ou excelentes condições.

Paralelamente aos fatores fundamentais, as incertezas que assombram o cenário econômico nos Estados Unidos também exercem uma pressão negativa no mercado de grãos em Chicago.

O Congresso americano tem até o dia 2 de agosto para elevar o teto da dívida nacional, atualmente em US$ 14,3 trilhões. Caso isso não aconteça, os EUA correrão o risco de não ter dinheiro para honrar o serviço da dívida, o que poderia ocasionar um default (calote), gerando um sério impacto na economia mundial.

Até agora, o presidente Barack Obama e os líderes republicanos no Congresso falharam em alcançar um acordo para elevar o limite da dívida e aprovar um grande pacote para reduzir o déficit público. Os políticos vêm condicionando a elevação do teto da dívida a cortes nos gastos.

Alguns analistas afirmam ainda que os EUA podem perder seu rating AAA mesmo se o Congresso alcançar um acordo para elevar o teto da dívida nacional.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Governo taxa derivativos para conter queda do dólar

O governo publicou nesta quarta-feira (27) Medida Provisória no Diário Oficial que permite a taxação em até 25% operações de derivativos feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. A medida entra em vigor hoje.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia acenado com a possibilidade de adoção de medidas para conter a especulação no mercado futuro. Nesta terça-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília, ele afirmou que medidas cambiais combinadas com ações na área comercial seriam adotadas no Brasil para combater os efeitos de desvalorizações cambiais "artificiais" de moedas estrangeiras. Ele chegou a dizer que não iria deixar a guerra cambial derrotar o país.

Economistas também já haviam alertado que as operações dos bancos no mercado futuro de dólar têm contribuído para a baixa cotação. Tanto que em junho, segundo eles, houve mais saída do que entrada de recursos no Brasil, no valor de US$ 2,55 bilhões, e, mesmo assim, o dólar recuou para R$ 1,55.

A medida tem como alvo as operações com derivativos cambiais, que, mesmo sendo operações no mercado futuro de dólar, têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.

Os derivativos são instrumentos financeiros que podem ser usados de diferentes maneiras. Uma delas funciona como se fosse um seguro de preço e tem como objetivo proteger o investidor contra variações de taxas, moedas ou preços. Para ter proteção contra as variações do câmbio, por exemplo, os investidores podem optar por uma operação de derivativos. No caso de empresas, esse tipo de derivativo cambial busca proteger as exportações contra a desvalorização excessiva do dólar.

A MP autorizou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas para negociação de contratos de derivativos. Além da fixação dos depósitos sobre os valores de referência dos contratos, o CMN poderá definir limites, prazos e outras condições sobre negociação dos derivativos.

Dólar em queda
Na terça-feira, pelo sexto dia seguido de baixa, a divisa americana fechou vendida a R$ 1,538, em baixa de 0,35%. Na mínima do dia, o dólar chegou a ter queda de cerca de 1%, a R$ 1,5284. A taxa Ptax, usada como referência para contratos futuros e outros derivativos, fechou a R$ 1,5345 para venda, em queda de 0,67%.

Embora agrade aos consumidores e turistas brasileiros que podem gastar mais nas compras em viagens para o exterior com o dólar barato, a acentuada desvalorização da moeda americana em relação ao real prejudica os exportadores, que passam a ganhar menos nas vendas para outros países.

Ingresso de dólares
O ingresso de dólares na economia brasileira somou US$ 750 milhões na semana passada, segundo números divulgados nesta terça-feira (26) pelo Banco Central. Já no acumulado deste ano, a entrada de dólares na economia brasileira chegou à marca dos US$ 50 bilhões.

O resultado semanal, no entanto, registrou queda frente à forte entrada de US$ 8,6 bilhões verificada na semana anterior, ocasionada pela medida do BC que obrigou os bancos a reduzir sua posição vendida no mercado de câmbio.


Fonte: Do G1, com informações de agências