Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Demanda interna e baixos estoques impulsionam preços da soja

As cotações da soja no Brasil seguem em alta e as negociações estiveram mais aquecidas na semana passada, apesar de vendedores brasileiros ainda estarem cautelosos após as retrações de preços em junho. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores ofertados por compradores e pedidos por vendedores estão mais próximos, favorecendo a liquidez. A principal influência veio da demanda interna pela soja, num momento em que os estoques brasileiros estão baixos.

Em termos mundiais, ainda há especulação quanto ao tamanho da safra norte-americana e ao ritmo de compras da China. Entre 8 e 15 de julho, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá subiu 3,04%, finalizando a US$ 31,51 por saca de 60 quilos (em moeda nacional, o indicador teve alta de 3,74%, a R$ 49,62 por saca).

Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no indicador Cepea/Esalq, houve aumento de 3,76% no período, fechando a R$ 46,96 por saca na última sexta, dia 15.


Fonte: Cepea

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Produtores de soja plantaram fora de época em MT e calculam perdas

A colheita do milho safrinha está acelerada no norte de Mato Grosso. Produtores que arriscaram plantar fora da época recomendada enfrentam problemas por causa da seca.

Na propriedade de Jaime Farinon, que fica em Sinop, norte de Mato Grosso, a colheita do milho safrinha está no final. O produtor conseguiu adiantar bem o trabalho nos últimos dias. No último ano, Jaime plantou 30% a menos que o ano passado e a produtividade até agora também está menor. “No ano passado, foram 75 sacas por hectare, e nesse ano, 55. Existe uma quebra em função das chuvas que não houve, do atraso do plantio”, diz.

Os produtores já esperavam a quebra na produtividade em função do atraso do plantio e as condições climáticas, mas é agora, no final da colheita, que é possível perceber melhor a queda na qualidade do grão. “Realmente a gente se abriu ao plantio, à produtividade, até a gente ficou impressionado, muito boa, mas agora, do meio para frente, o pessoal viu que não sobrou mais nada. Agora, então, vamos fazer as contas. Essa quebra é concreta, certa”, afirma Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural.

A situação de Jadir Tafarel não é diferente. Em 2010, o agricultor colheu aproximadamente 100 sacas por hectare na safrinha de milho. Este ano, em alguns talhões, a produtividade não chega à metade. Mesmo assim, Jadir espera que o bom preço possa compensar as perdas na lavoura. “Nesse ano, está tendo bastante procura, justamente por ter pouco milho. Está muito bom, está em torno, mais ou menos, do dobro do que nós vendemos na colheita passada”, diz.


Fonte: G1.com

Crise europeia não deve gerar grande perda em exportações, diz analista

A crise nos países europeus é preocupante, mas não deve causar um grande impacto nas exportações de produtos agrícolas brasileiros. É o que pensa José Roberto Mendonça de Barros.

Segundo o economista, o impacto não deve ser tão negativo porque a Europa é muito protecionista e consome basicamente os produtos agrícolas que ela mesma produz, como o exemplo da carne brasileira e as dificuldades para entrar no mercado europeu.

Em termos internacionais, a demanda de produtos agrícolas, particularmente de alimentos, é totalmente comandada hoje pela Ásia, onde a China se destaca.

A Europa pode afetar o Brasil, segundo Mendonça de Barros, pela incerteza do que está acontecendo, as pessoas estão nervosas e as situações cambiais estão fortes. Neste caminho, o Brasil pode ser afetado, especialmente se o nervosismo do mercado financeiro levar a uma saída de dinheiro do Brasil e, eventualmente, a uma certa desvalorização do real.

"Em termos de situação internacional de produtos agrícolas, a oferta, em geral, está relativamente restrita. Os estoques estão baixos, poucos países os carregam, e nós estamos sempre dependendo da safra corrente, e, portanto, dependendo do clima, que tem sido cruel em muitos lugares e para muitos produtos, como a soja e outros grãos. Realmente, o que está mandando é a demanda asiática, a produção corrente nos EUA, no Brasil e na Argentina e as condições climáticas da produção”, afirma o economista.

José Roberto Mendonça de Barros disse ainda que, como a demanda tem crescido mais do que a oferta de alimentos, a tendência para o futuro é que o preço se mantenha em alta.


Fonte: Globo Rural

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Clima quente e seco nos EUA traz suporte aos grãos em Chicago

Em Chicago, os preços da oleaginosa continuam subindo. Nesta sexta-feira, na abertura do pregão noturno (por volta das 11h30 - horário de Brasília), os preços já registravam altas de dois dígitos.

Novamente, o mercado climático é quem dota o ritmo no mercado de grãos. O clima quente e seco que atua na região do Corn Belt, no Meio-Oeste norte-americano, podem prejudicar as lavouras e reduzir os índices de produtividade.

Segundo informações da agência Dow Jones Newswires, as temperaturas devem seguir altas em um intervalo dos próximos cinco a sete dias, e trazendo ao país um dos períodos mais quentes desde 1995. Em vários pontos de importantes regiões produtoras o solo está seco e a previsão é de que poucas chuvas significativas cheguem à essas regiões.

O que continua limitando a alta dos preços são as incertezas quanto à situação de diversas economias da Europa uma vez que preocupa e reflete no mercado financeiro e traz volatilidade ao dólar index.

Assim como a soja, o milho também registra fortes altas na CBOT. Da mesma forma, o cereal também se sustenta no cenário climático preocupante nos Estados Unidos, o qual permite um bom avanço dos preços nesta sexta-feira.

"Do ponto de vista dos fundamentos, o mercado se preocupa apenas com apenas uma coisa no momento: o clima, que continua quente e, em muitas áreas, seco com a safra no período de polinização", disse Bryce Knorr, editor sênior da Farm Futures.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Importação chinesa de soja deve se recuperar no 2º semestre

As importações chinesas de soja devem se recuperar no semestre deste ano depois de uma fraca demanda desde o final do ano passado, mas o mercado permanece cauteloso quanto às políticas do governo, disseram negociantes que participam de uma conferência de óleo e oleaginosas em Xi'an.

Fraco consumo de ração, especialmente pelo setor de suínos, e as políticas de governo impedindo as companhias de elevarem os preços de óleos vegetais devido às preocupações com a inflação derrubaram a demanda por soja pela China no primeiro semestre.

As importações nos primeiros seis meses deste ano somaram 23,71 milhões t, queda de 8,1% sobre o mesmo período do ano anterior. "Grandes importações no ano passado ajudaram a construir estoques e afetaram as compras (no primeiro semestre), mas as importações são esperadas para se recuperar gradualmente neste ano", disse Zhang Yuehua, o chefe do setor agrícola do Ministério do Comércio.

Se a previsão se confirmar, o Brasil deverá se beneficiar já que é o segundo principal fornecedor de soja para a China, após os Estados Unidos. A oferta restrita de porcos devido aos altos preços e às epidemias afetaram a demanda por farelo na China e contribuíram uma inflação anualizada de 6,4% no mês passado.

O governo adotou uma série de medidas para melhorar a indústria de alimentação de suínos, incluindo a concessão de 100 iuans (US$ 15,5) para cada fêmea nascida para aumentar a oferta de animais e esfriar a inflação que é a maior em três anos.

Negociantes disseram que a demanda por farelo recuperou-se desde o mês passao, mas que pode levar algum tempo para os estoques serem consumidos. Participantes da indústria esperam que a demanda por oleaginosas se recupere no segundo semestre. A única questão é se a reviralvolta vai aparecer no terceiro ou quarto trimestre, disse um representante do Sinograin Oils Corp.

Negociantes estimam que as importações chinesas de soja em 2010 e 2011, iniciado em outubro, fiquem iguais ou ligeiramente maiores as do ano anterior, revertendo o declínio visto no primeiro semestre.

As importações de soja em 2010 2011 são estimadas em 51,6 milhões t, alta de 2,5% no ano, disse Zhang Jinjun, vice-diretor geral do departamento do departamento de oleaginosas da estatal COFCO Ltd.

China: CNGOIC mantém estimativas para produção e importação de soja do país

As estimativas do CNGOIC - Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos da China - para a produção e a importação de soja do país para as safras 2010/11 e 2011/12 foram mantidas.

As compras do primeiro ciclo ficaram em 53 milhões de toneladas, volume inalterado em relação à projeção de maio, porém, 1 milhão de toneladas menor do que o estimado em abril. Os números confirmam, portanto, uma demanda menos aquecida por parte da China em 2011. Entretanto, o volume é 5% maior do que as 50,3 milhões de toneladas da safra 2009/10.

Por outro lado, estima-se um avanço das exportações chinesas até o final deste ano e a continuação deste aumento até 2012, promovendo uma recuperação da demanda da nação asiática. O CNGOIC, para a safra 2011/12, projeta a compra de 57 milhões de toneladas.

Para a produção de soja da China, o órgão estima um total de 15,2 milhões de toneladas na temporada 2010/11 e 14 milhões de toneladas para 2011/12.


Fonte: Notícias Agrícolas + Reuters // Carla Mendes

Clima X Chicago.

China sendo um dos países que mais compraram títulos da divida dos EUA pressiona governo Obama pra sustentar a desvalorização dos papéis. A china comprou títulos da dívida como forma de ajuda financeira/empréstimo no momento de crise dos norte americano.

A china é um dos principais mercados compradores do grão brasileiro, e estas notícias podem influenciar na cotação do grão, que por enquanto, é sustentado pelo clima quente nas lavouras dos Estados Unidos. Obama tem 36Hrs para divulgar medidas sobre pacote para solução.

Será que após o clima normalizar nas lavouras americanas os olhos voltarão a focar na crise que a cada dia surpreende o povo de uma nação?
Fonte: Israel Negócios

Obama dá 36 horas ao Congresso para plano anticalote nos EUA

WASHINGTON, EUA, 15 Jul 2011 (AFP) -O presidente Barack Obama afirmou nesta sexta-feira que o tempo dos Estados Unidos para chegar um acordo sobre o aumento do limite a dívida federal e evitar um default (calote) está se esgotando.

"Obviamente, o tempo está se esgotando e o que disse aos membros do Congresso é que eles têm as próximas 24 horas a 36 horas para me dar uma ideia do plano para elevar o teto da dívida através de um mecanismo apropriado", afirmou o chefe de Estado em coletiva de imprensa na Casa Branca.

Obama referiu-se a seus adversários republicanos afirmando que, "se me mostrarem um plano sério, estou disposto a considerá-lo", mas antecipou que uma proposta orçamentária sem aumento de impostos "não é um plano sério".

"Continuo buscando um acordo amplo. Mas também disse que, se não pudermos alcançar o melhor acordo possível, tentaremos ao menos conseguir um acordo básico sobre a redução do déficit", acrescentou.

O presidente e os democratas querem aumentar os impostos aos contribuintes mais ricos, medida inadmissível para seus adversários, defensores do corte de gastos sociais para obter recursos.

Os republicanos consideram um plano em longo prazo, que ligue o aumento da dívida americana - atualmente em 14,3 trilhões de dólares - à aprovação de uma emenda constitucional que exija equilibrar o orçamento.

A proposta - que será apresentada no Congresso na próxima semana - inclui 2,5 trilhões de cortes de gastos, congelamento dos gastos governamentais em uma porcentagem determinada pelo PIB e uma emenda sobre o equilíbrio do orçamento, mas não inclui qualquer aumento de impostos, como propõe Obama e os democratas para aumentar as rendas.

O presidente lamentou que os republicanos estejam bloqueados por causa de suas posições ideológicas.

"Oitenta por cento dos americanos apoiam um acordo equilibrado. Oitenta por cento dos americanos apoiam um acordo que inclua rendas e inclua cortes", afirmou ainda.

"O problema é que há membros do Congresso bloqueados ideologicamente em várias posições por causa de declarações prévias", acrescentou.

Aludindo à iminência de um default, em 2 de agosto, o presidente concluiu, no entanto, que "ao contrário do que algumas pessoas falam, não somos a Grécia, não somos Portugal".

Na véspera, Obama aos republicanos que não brinquem com a dívida federal, advertindo que o povo americano vai perder a paciência se o Congresso não concluir as negociações.

"Penso que em um dado momento os americanos vão perder a paciência se perceber que (os políticos) estão brincando e não levam a sério os problemas", disse Obama ao canal CBS3 da Filadélfia (Pensilvânia).

A entrevista foi gravada antes da quinta reunião consecutiva na Casa Branca para negociar a questão do orçamento.

Segundo uma pesquisa divulgada na quinta-feira, a opinião pública americana vai responsabilizar mais a oposição republicana do que o presidente Obama caso nenhuma solução seja encontrada para a crise da dívida.

A pesquisa aponta que 48% dos participantes responsabilizarão os republicanos se o teto da dívida não for elevado, enquanto 34% reprovaria Obama, segundo a enquete elaborada pela Universidade de Quinnipiac.

O estudo foi divulgado num contexto em que o presidente democrata e a oposição republicana estão em negociações para aumentar o limite legal da dívida pública, estabelecido atualmente em 14,29 trilhões de dólares, mas já atingido em maio. O departamento do Tesouro advertiu que a partir do dia 2 de agosto não terá mais fundos para cumprir com as suas obrigações.

A pesquisa afirma que 56% dos americanos desaprovam a maneira como Obama conduz a economia, contra 38% de aprovação. No entanto, 45% confiam mais no presidente do que nos congressistas republicanos, 36% se manifestam no sentido contrário.
Fonte: UOL

quinta-feira, 14 de julho de 2011

China segue como principal mercado agrícola do Brasil

A soja ainda é item mais importante nas vendas para o país asiático, com 83% de participação.

A receita do produto no primeiro semestre foi de US$ 6 bilhões.

O agronegócio brasileiro está otimista em relação a suas exportações com a China durante este ano e acredita que o ano deve fechar com receita superior a 2010. Isso porque, apesar de ter diminuído em 5% o volume de embarques, por conta dos altos preços das commodities agrícolas no mercado mundial, os negócios com os chineses renderam um incremento na receita brasileira no primeiro semestre do ano superior a 22%. A soja continua sendo o principal objeto de interesse dos chineses e representou mais de 83% do total exportado para o país asiático. Entretanto, a carne de aves obteve o maior aumento em receita (126%) e volume (70%) nesse período.

Nas negociações de commodities agrícolas com a China o complexo soja se mantém como o principal grão embarcado. De janeiro a junho o Brasil exportou US$ 7,6 bilhões para os chineses, alta de 22% ante os US$ 6,2 bilhões do mesmo período de 2010. Já em volume, o resultado de queda de 5,7%. Segundo o assessor técnico da Coordenação Geral de Organização para a Exportação (CGOE), Gastão Giometti, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a queda se deu pela alta dos preços das commodities. "O aumento de preços nas vendas dos produtos do agronegócio brasileiro para a China no primeiro semestre deste ano foi de 30%, e isso retraiu um pouco os volumes", disse.

No primeiro semestre o Brasil enviou 12,3 milhões de toneladas aos chineses. Entretanto, a mesma queda na quantidade geral do País também se refletiu na soja, que havia exportado 12,9 milhões de toneladas em 2010. A renda com a venda de soja para a China rendeu ao Brasil US$ 6 bilhões, ante os US$ 4,7 bilhões de 2010.

Essa movimentação de saída foi notada nos dois principais portos exportadores de soja para a China, os portos de Santos (SP) e Antonina (Appa), no Paraná.

O porto paulista movimentou 79% de toda a soja exportada para a China. "Houve uma diminuição das exportações para a China, que é responsável por 79% da soja escoada nos cinco primeiros meses do ano, abaixo dos 84,4% de igual período de 2010", afirmou a administração do porto.

Em Paranaguá, de janeiro a junho deste ano os embarques da soja somaram 3,82 milhões de toneladas, que representa uma alta de 68% ante os primeiros seis meses do ano passado. "Nossa expectativa para 2011 é que a movimentação de granéis cresça até 15%", disse Airton Vidal Maron, superintendente do porto de Paranaguá e Antonina.

Os estados de Mato Grosso e Goiás ganharam destaque como principais exportadores de grãos para a China. Segundo Bartolomeu Braz, diretor de assuntos institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o estado exportou nesse primeiro semestre aproximadamente US$ 650 milhões em soja para os chineses, o que representa um aumento de 30% ante o mesmo período do ano passado. "O mercado deve seguir firme até o final do ano e os preços não devem cair muito, então acredito que podemos ficar com um montante 30% maior", contou Bartolomeu Braz ao DCI.

No Mato Grosso a história não é diferente, os embarques principais do estado são do complexo soja e somaram este ano US$ 1,8 bilhão, alta de 12,5% se comparado a 2010. Entretanto Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), acredita que o Brasil começará em breve a ganhar destaque nas exportações de milho para a China. "O mercado chinês tem se ampliado cada vez mais, principalmente em relação ao milho, e acho que o Brasil terá uma representatividade muito importante nesse setor nos próximos anos", finalizou.

Por fim, o representante do ministério afirmou que nenhum embarque de suínos foi realizado para a China nesse primeiro semestre. Entretanto, o incremento na venda de frangos foi de 126% em receita, passando de US$ 78,6 milhões do ano passado para US$ 177 milhões esse ano. Os volumes passaram de 48 mil toneladas, para pouco mais de 83 milhões.


Fonte: DCI São Paulo

Plantio da soja deve atingir recorde

O plantio da próxima safra de soja do Brasil (2011/12) deverá atingir um recorde de 24,92 milhões de hectares, aumento de 764 mil hectares na comparação com a temporada anterior (2010/11), estimou na segunda-feira (11) a consultoria Agência Rural. Se confirmada a previsão, será o quinto ano consecutivo de aumento de área na soja no Brasil, observou a consultoria. "Os bons preços da soja na Bolsa de Chicago, que já garantiram uma antecipação sem precedentes da comercialização da safra brasileira 2011/12, devem ser responsáveis também por mais um recorde, o de área plantada", afirmou a Agência Rural em comunicado.

O Brasil é o segundo produtor e exportador de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos.

Com base na intenção de plantio estimada pela consultoria e na tendência de produtividade, a produção brasileira de soja poderia atingir 73,4 milhões de toneladas.

Esse volume ficaria abaixo das 75 milhões de toneladas da última safra, quando as lavouras contaram com um clima próximo do ideal. O Brasil registrou na última safra uma produtividade recorde, superior a 3.100 kg por hectare, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). No caso de a produtividade recorde se repetir em 11/12, o Brasil poderia ter a maior safra da história novamente.

Mato Grosso lidera aumento de área - O maior incremento absoluto na área acontecerá em Mato Grosso, com 292 mil hectares a mais (alta de 4,6 por cento). "A região do Estado que mais avança é o leste, onde a cultura da soja é relativamente recente. O grão só não ganha mais terreno por conta de questões ambientais", ponderou a consultoria.

Outra fronteira que deve ter incremento expressivo de área é o Maranhão, cujo avanço é estimado em 152 mil hectares (alta de 29,3 por cento).

Em seguida, aparecem a Bahia, com aumento de 86 mil hectares (alta de 8,2 por cento), e o Tocantins, com 45 mil (crescimento de 11,3 por cento), de acordo com a Agência Rural.

No Piauí, o aumento de área será mais modesto, de 37 mil hectares (alta de 9,8 por cento), um crescimento limitado pelo maior interesse dos produtores em plantar mais milho para abastecer o Nordeste, avaliou a consultoria.

"A intenção de plantar mais milho, aliás, também é responsável pela expectativa de estabilidade na área plantada com soja nas regiões Sul e Sudeste do país", destacou a Agência Rural.

Para Goiás e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste), a expectativa também é de aumento na área da oleaginosa, com incremento de 76 mil hectares para os goianos (+2,9%) e de 40 mil hectares para os sul-mato-grossenses.


Fonte: Correio do Estado

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dados do USDA sobre estoques fazem grãos subir em Chicago

Com os novos números de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em mãos, o mercado deixou de lado o pessimismo com a economia mundial e voltou a apostar na escassez, o que impulsionou os preços dos GRÃOS na Bolsa de Chicago.

Os contratos de milho para entrega em setembro fecharam com valorização de 3,26%, no nível mais alto de julho, cotados a US$ 6,64 por bushel. Os vencimentos do trigo avançaram 5,12%, para US$ 6,72 por bushel, patamar mais elevado em oito semanas. A soja subiu apenas 0,66%, a US$ 13,5550 por bushel, mas registrou a sétima alta consecutiva - maior sequência de ganhos desde dezembro.

O mercado foi impulsionado pelas estimativas do USDA para os estoques de passagem da safra 2011/12, que começa oficialmente em setembro. O recuo momentâneo do dólar em relação a uma cesta de moedas também estimulou o movimento.

O milho foi o centro das atenções em Chicago. O USDA elevou em 25%, para 22,1 milhões de toneladas, sua previsão para os estoques americanos, mas o número ficou abaixo das 26 milhões de toneladas esperadas pelos agentes do mercado. Mesmo com o aumento em relação à previsão de junho, os estoques antes da colheita de 2012 deverão atingir o menor patamar desde 1996. O volume é praticamente idêntico ao da safra que termina em agosto, mas corresponde a apenas 50% daquele armazenado ao fim do biênio 2009/10.

Isso apesar da produção local recorde, estimada em 342 milhões de toneladas. De acordo com o USDA, o incremento na produção será todo absorvido pela demanda. Só a produção de etanol deverá consumir quase 131 milhões de toneladas - um recorde. Analistas de mercado avaliam ainda que o USDA subestimou o volume de exportações para a China. A avaliação é de que os embarques, projetados em 2 milhões de toneladas, podem ser até duas vezes maior.

Os dados do USDA também mexeram com o mercado de trigo. O USDA elevou para 57,3 milhões de toneladas sua estimativa para a produção americana, mas a alta foi insuficiente para fazer frente a um consumo total de 65 milhões de toneladas. Em todo o mundo, os estoques deverão cair cerca de 4%, apesar do aumento de 2% na produção mundial, estimada em 662,42 milhões de toneladas.

Os números da soja ficaram dentro do esperado pelo mercado - o que explica a variação menor dos preços - mas também preocupam. De acordo com o USDA, os Estados Unidos vão produzir 87,77 milhões de toneladas da oleaginosa, o que significa o segundo ano seguido de queda. Os estoques de passagem foram estimados em 4,8 milhões de toneladas, 12,13% menos que no ano passado. Segundo analistas, os números revelam um frágil equilíbrio entre oferta e demanda da oleaginosa. "Os estoques de soja estão em patamares historicamente baixos e muito sensíveis a qualquer problema com a produção", avalia Steve Cachia, analista da corretora Cerealpar.

Flávia Moura, analista da corretora Newedge, lembra que os números de produção não são definitivos. Este período do ano é tradicionalmente dominado por incertezas sobre o tamanho da safra. "O clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos ainda pode comprometer a produção. A tendência é que tenhamos um mercado com muitas especulações até agosto, quando o cenário começa a se definir."

Na direção inversa, o mercado de algodão teve forte baixa. O USDA reduziu suas estimativas para a exportação e elevou as de estoque.


Fonte: Valor Económico