Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 14 de julho de 2011

China segue como principal mercado agrícola do Brasil

A soja ainda é item mais importante nas vendas para o país asiático, com 83% de participação.

A receita do produto no primeiro semestre foi de US$ 6 bilhões.

O agronegócio brasileiro está otimista em relação a suas exportações com a China durante este ano e acredita que o ano deve fechar com receita superior a 2010. Isso porque, apesar de ter diminuído em 5% o volume de embarques, por conta dos altos preços das commodities agrícolas no mercado mundial, os negócios com os chineses renderam um incremento na receita brasileira no primeiro semestre do ano superior a 22%. A soja continua sendo o principal objeto de interesse dos chineses e representou mais de 83% do total exportado para o país asiático. Entretanto, a carne de aves obteve o maior aumento em receita (126%) e volume (70%) nesse período.

Nas negociações de commodities agrícolas com a China o complexo soja se mantém como o principal grão embarcado. De janeiro a junho o Brasil exportou US$ 7,6 bilhões para os chineses, alta de 22% ante os US$ 6,2 bilhões do mesmo período de 2010. Já em volume, o resultado de queda de 5,7%. Segundo o assessor técnico da Coordenação Geral de Organização para a Exportação (CGOE), Gastão Giometti, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a queda se deu pela alta dos preços das commodities. "O aumento de preços nas vendas dos produtos do agronegócio brasileiro para a China no primeiro semestre deste ano foi de 30%, e isso retraiu um pouco os volumes", disse.

No primeiro semestre o Brasil enviou 12,3 milhões de toneladas aos chineses. Entretanto, a mesma queda na quantidade geral do País também se refletiu na soja, que havia exportado 12,9 milhões de toneladas em 2010. A renda com a venda de soja para a China rendeu ao Brasil US$ 6 bilhões, ante os US$ 4,7 bilhões de 2010.

Essa movimentação de saída foi notada nos dois principais portos exportadores de soja para a China, os portos de Santos (SP) e Antonina (Appa), no Paraná.

O porto paulista movimentou 79% de toda a soja exportada para a China. "Houve uma diminuição das exportações para a China, que é responsável por 79% da soja escoada nos cinco primeiros meses do ano, abaixo dos 84,4% de igual período de 2010", afirmou a administração do porto.

Em Paranaguá, de janeiro a junho deste ano os embarques da soja somaram 3,82 milhões de toneladas, que representa uma alta de 68% ante os primeiros seis meses do ano passado. "Nossa expectativa para 2011 é que a movimentação de granéis cresça até 15%", disse Airton Vidal Maron, superintendente do porto de Paranaguá e Antonina.

Os estados de Mato Grosso e Goiás ganharam destaque como principais exportadores de grãos para a China. Segundo Bartolomeu Braz, diretor de assuntos institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o estado exportou nesse primeiro semestre aproximadamente US$ 650 milhões em soja para os chineses, o que representa um aumento de 30% ante o mesmo período do ano passado. "O mercado deve seguir firme até o final do ano e os preços não devem cair muito, então acredito que podemos ficar com um montante 30% maior", contou Bartolomeu Braz ao DCI.

No Mato Grosso a história não é diferente, os embarques principais do estado são do complexo soja e somaram este ano US$ 1,8 bilhão, alta de 12,5% se comparado a 2010. Entretanto Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), acredita que o Brasil começará em breve a ganhar destaque nas exportações de milho para a China. "O mercado chinês tem se ampliado cada vez mais, principalmente em relação ao milho, e acho que o Brasil terá uma representatividade muito importante nesse setor nos próximos anos", finalizou.

Por fim, o representante do ministério afirmou que nenhum embarque de suínos foi realizado para a China nesse primeiro semestre. Entretanto, o incremento na venda de frangos foi de 126% em receita, passando de US$ 78,6 milhões do ano passado para US$ 177 milhões esse ano. Os volumes passaram de 48 mil toneladas, para pouco mais de 83 milhões.


Fonte: DCI São Paulo

Plantio da soja deve atingir recorde

O plantio da próxima safra de soja do Brasil (2011/12) deverá atingir um recorde de 24,92 milhões de hectares, aumento de 764 mil hectares na comparação com a temporada anterior (2010/11), estimou na segunda-feira (11) a consultoria Agência Rural. Se confirmada a previsão, será o quinto ano consecutivo de aumento de área na soja no Brasil, observou a consultoria. "Os bons preços da soja na Bolsa de Chicago, que já garantiram uma antecipação sem precedentes da comercialização da safra brasileira 2011/12, devem ser responsáveis também por mais um recorde, o de área plantada", afirmou a Agência Rural em comunicado.

O Brasil é o segundo produtor e exportador de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos.

Com base na intenção de plantio estimada pela consultoria e na tendência de produtividade, a produção brasileira de soja poderia atingir 73,4 milhões de toneladas.

Esse volume ficaria abaixo das 75 milhões de toneladas da última safra, quando as lavouras contaram com um clima próximo do ideal. O Brasil registrou na última safra uma produtividade recorde, superior a 3.100 kg por hectare, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). No caso de a produtividade recorde se repetir em 11/12, o Brasil poderia ter a maior safra da história novamente.

Mato Grosso lidera aumento de área - O maior incremento absoluto na área acontecerá em Mato Grosso, com 292 mil hectares a mais (alta de 4,6 por cento). "A região do Estado que mais avança é o leste, onde a cultura da soja é relativamente recente. O grão só não ganha mais terreno por conta de questões ambientais", ponderou a consultoria.

Outra fronteira que deve ter incremento expressivo de área é o Maranhão, cujo avanço é estimado em 152 mil hectares (alta de 29,3 por cento).

Em seguida, aparecem a Bahia, com aumento de 86 mil hectares (alta de 8,2 por cento), e o Tocantins, com 45 mil (crescimento de 11,3 por cento), de acordo com a Agência Rural.

No Piauí, o aumento de área será mais modesto, de 37 mil hectares (alta de 9,8 por cento), um crescimento limitado pelo maior interesse dos produtores em plantar mais milho para abastecer o Nordeste, avaliou a consultoria.

"A intenção de plantar mais milho, aliás, também é responsável pela expectativa de estabilidade na área plantada com soja nas regiões Sul e Sudeste do país", destacou a Agência Rural.

Para Goiás e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste), a expectativa também é de aumento na área da oleaginosa, com incremento de 76 mil hectares para os goianos (+2,9%) e de 40 mil hectares para os sul-mato-grossenses.


Fonte: Correio do Estado

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dados do USDA sobre estoques fazem grãos subir em Chicago

Com os novos números de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em mãos, o mercado deixou de lado o pessimismo com a economia mundial e voltou a apostar na escassez, o que impulsionou os preços dos GRÃOS na Bolsa de Chicago.

Os contratos de milho para entrega em setembro fecharam com valorização de 3,26%, no nível mais alto de julho, cotados a US$ 6,64 por bushel. Os vencimentos do trigo avançaram 5,12%, para US$ 6,72 por bushel, patamar mais elevado em oito semanas. A soja subiu apenas 0,66%, a US$ 13,5550 por bushel, mas registrou a sétima alta consecutiva - maior sequência de ganhos desde dezembro.

O mercado foi impulsionado pelas estimativas do USDA para os estoques de passagem da safra 2011/12, que começa oficialmente em setembro. O recuo momentâneo do dólar em relação a uma cesta de moedas também estimulou o movimento.

O milho foi o centro das atenções em Chicago. O USDA elevou em 25%, para 22,1 milhões de toneladas, sua previsão para os estoques americanos, mas o número ficou abaixo das 26 milhões de toneladas esperadas pelos agentes do mercado. Mesmo com o aumento em relação à previsão de junho, os estoques antes da colheita de 2012 deverão atingir o menor patamar desde 1996. O volume é praticamente idêntico ao da safra que termina em agosto, mas corresponde a apenas 50% daquele armazenado ao fim do biênio 2009/10.

Isso apesar da produção local recorde, estimada em 342 milhões de toneladas. De acordo com o USDA, o incremento na produção será todo absorvido pela demanda. Só a produção de etanol deverá consumir quase 131 milhões de toneladas - um recorde. Analistas de mercado avaliam ainda que o USDA subestimou o volume de exportações para a China. A avaliação é de que os embarques, projetados em 2 milhões de toneladas, podem ser até duas vezes maior.

Os dados do USDA também mexeram com o mercado de trigo. O USDA elevou para 57,3 milhões de toneladas sua estimativa para a produção americana, mas a alta foi insuficiente para fazer frente a um consumo total de 65 milhões de toneladas. Em todo o mundo, os estoques deverão cair cerca de 4%, apesar do aumento de 2% na produção mundial, estimada em 662,42 milhões de toneladas.

Os números da soja ficaram dentro do esperado pelo mercado - o que explica a variação menor dos preços - mas também preocupam. De acordo com o USDA, os Estados Unidos vão produzir 87,77 milhões de toneladas da oleaginosa, o que significa o segundo ano seguido de queda. Os estoques de passagem foram estimados em 4,8 milhões de toneladas, 12,13% menos que no ano passado. Segundo analistas, os números revelam um frágil equilíbrio entre oferta e demanda da oleaginosa. "Os estoques de soja estão em patamares historicamente baixos e muito sensíveis a qualquer problema com a produção", avalia Steve Cachia, analista da corretora Cerealpar.

Flávia Moura, analista da corretora Newedge, lembra que os números de produção não são definitivos. Este período do ano é tradicionalmente dominado por incertezas sobre o tamanho da safra. "O clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos ainda pode comprometer a produção. A tendência é que tenhamos um mercado com muitas especulações até agosto, quando o cenário começa a se definir."

Na direção inversa, o mercado de algodão teve forte baixa. O USDA reduziu suas estimativas para a exportação e elevou as de estoque.


Fonte: Valor Económico

Nova Mutum: Indea notifica 18 por descumprirem vazio sanitário

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) notificou 18 agricultores, sendo oito de Nova Mutum e dez de Santa Rita do Trivelato, que estavam com soja guaxa em suas propriedades, dentro do período do vazio sanitário. Entre os dias 15 de junho e 15 de setembro, não é permitida a existência de plantas vivas de soja em áreas sob sistema de irrigação, em áreas de cultivo tradicional ou qualquer outra modalidade de cultivo.

Conforme Só Notícias já informou, o objetivo do vazio sanitário é eliminar todas as plantas de soja como forma de evitar a proliferação do fungo causador da ferrugem asiática. Somente são autorizados os plantios neste período, para fins de pesquisa, mas com rigoroso controle. O produtor que não obedecer ao vazio está sujeito ao pagamento de multas.

De acordo com a engenheira agrônoma da unidade, Simone Colombo, a determinação é para que absolutamente todas as plantas vivas de soja sejam destruídas, inclusive aquelas que germinam ao redor de armazéns e à beira das estradas, dentro do domínio da propriedade. “Fizemos as notificações e agora estamos retornando para verificar se as plantas foram eliminadas”.

A ferrugem da soja também conhecida como ferrugem asiática é uma doença causada por fungos. Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas com o aparecimento de minúsculos pontos escuros. Posteriormente ao aparecimento das lesões ocorre a desfolha da planta que evita a formação dos grãos com redução da produtividade. O desenvolvimento da doença é extremamente rápido e ela se espalha com facilidade pelo vento e causa grandes prejuízos à produção.


Fonte: Só Notícias/Márcio Uhde

terça-feira, 12 de julho de 2011

USDA reduz estoques finais de soja e aumenta os de milho nos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta terça-feira seu relatório mensal de oferta e demanda apontando a redução dos estoques finais de soja nos EUA na safra 2011/12 de 5,171 milhões de toneladas para 4,76 milhões. O número ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que falavam em 4,681 milhões de toneladas.

Para a safra 2010/11, o departamento aumentou as reservas finais da oleaginosa de 4,899 milhões pra 5,44 milhões de toneladas. O volume ficou acima do esperado pelos traders, que apostavam em um incremento para 5,253 milhões de toneladas.

Para o milho, os estoques finais norte-americanos foram estimados em 22,10 milhões de toneladas enquanto a expectativa do mercado era de um aumento de 17,654 milhões de toneladas para 25,731 milhões de toneladas.

Na safra velha, a estimativa dos estoques finais do cereal veio em 22,35 milhões de toneladas. Os traders, no entanto, apostavam em um incremento de 18,543 para 23,140 milhões de toneladas.

Mundo - No cenário mundial, o USDA manteve sua previsão para a safra argentina de soja em 49,5 milhões de toneladas e a brasileira em 74,5 milhões de toneladas.

Sobre as importações de soja da China da safra 11/12, o volume recuou de 58 milhões de toneladas em junho para 56,5 milhões de toneladas. Já para o ciclo 10/11, o volume caiu de 54 milhões no boletim anteriro para 52 milhões de toneladas este mês.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Alta das commodities agrícolas impulsiona venda antecipada

A próxima safra brasileira de soja e algodão ainda nem foi plantada, mas já registra um bom índice de venda antecipada a exportadores, em volume acima do normal. A corrida se deve aos bons preços do mercado e a chance do produtor se proteger da alta de custos, como o adubo, que subiu cerca de 30% em dólar nos últimos doze meses.

O bom momento das commodities é favorável à balança comercial e indica que o agronegócio irá sustentar as contas externas. Além disso, ainda permite uma relação favorável de troca aos agricultores. Hoje, são necessárias 25 sacas de soja de 60 quilos para comprar uma tonelada de fertilizante. Em 2010, o custo da mesma tonelada de adubo correspondia a 40 sacas de soja.

Isso é possível por conta dos atuais preços da oleaginosa, que no primeiro semestre deste ano variaram de US$ 13 a US$ 14 por bushel (cerca de R$ 53 no Porto de Paranaguá). No ano passado, o valor era de aproximadamente US$ 8 por bushel (R$40/saca).

De acordo com levantamento do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado do Mato Grosso, responsável por 30% da safra nacional de soja, já está com 20,8% da produção que será semeada em setembro vendida. O que representa um aumento de mais de 5% em relação à safra anterior.

"Esse é o maior índice de venda antecipada de soja dos últimos cinco anos", garante o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), Glauber Silveira.

Já no Centro-sul do País, o índice de venda antecipada da oleaginosa da safra 2011/2012 está na casa dos 10%, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. "É mais que o dobro do registrado em igual período de 2010 (4,6%)", diz Paulo Roberto Molinari, analista.

Para o algodão, os números de venda futura também estão em alta. De acordo com a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), cerca de 20% da produção 2011/2012 da fibra já está vendida.

Fertilizantes

Quem antecipou a compra de fertilizantes para a safra 2011/2012 economizou, até agora, cerca de 20% no custo de produção durante este ano. Em relação à safra passada, o aumento de preços até o fim de junho acumulava 9,57% para o fertilizante, 25% para o cloreto de potássio e 9,81% para o fósforo. Na soja, o peso do adubo no custo operacional de produção representa entre 23% e 30% e, no milho, entre 22% e 30%, segundo estudo do Cepea/Esalq-USP.

Para os especialistas do setor, o produtor acompanha as tendências e sabia que os aumentos viriam, por isso se antecipou. E alertam que a tendência de valorização dos fertilizantes ainda persiste.


Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em Chicago, milho e trigo recuam. Soja opera com volatilidade

Os problemas com as dívidas em países europeus continua trazendo mal humor ao mercado financeiro, o qual também reflete nas commodities, inclusive nas agrícolas. Nesta segunda-feira, soja, milho e trigo recuam na Bolsa de Chicago. Os grãos encerraram o pregão noturno em queda e estendem as perdas para a sessão diurna.

O país que preocupa agora é o andamento da dívida da Itália e a preocupação com com a chance de a crise na Zona do Euro chegar ao país. Nesta segunda-feira, o chefe do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, convocou uma reunião de emergência com as principais lideranças da dívida da região. No mesmo encontro, será discutido um pacote de ajuda à Grécia.

Não é só a situação da Europa que preocupa, mas os dados que vêm da China também. A taxa anual de inflação no país atingiu, em junho, seu nível mais alto em três anos. Os números indicam que o Banco Central chinês continue aumentando as taxas de juros como forma de conter a pressão dos preços.

Esse ligeiro temor no mercado financeiro acaba neutrazlizando os fundamentos, que são positivos, com a previsão de clima adverso nos Estados Unidos. Para os próximos dias, as condições devem ser de tempo mais quente e seco nos principais estados produtores, condições estas que poderiam comprometer as lavouras norte-americanas.

Porém, o mercado climático segue atuando e por volta das 12h20 (horário de Brasília), depois das altas do início da sessão, a soja já registrava leves avanços. Já os vizinhos seguiam recuando, com o milho perdendo mais de 20 pontos no contrato julho. Mas, às 13h30, os preços já voltavam para o lado negativo da tabela.

Nesta terça-feira (12), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga mais um relatório mensal de oferta e demanda, o que também traz muitas expectativas e volatilidade para o mercado de grãos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Dívida: Obama quer acordo em 10 dias

O Presidente norte-americano quer que o Congresso norte-americano chegue a acordo no que toca à dívida do país no prazo de 10 dias.

Barack Obama falava após ter-se encontrado com os responsáveis pelas negociações sobre o pagamento da dívida norte-americana, segundo noticiou a agência France Press.

É possível chegar-se a acordo neste prazo? O Congresso «deve» fazê-lo, disse o Presidente dos EUA, numa altura em que a nova directora-geral do FMI já veio avisar que se o país entrasse em incumprimento, isso seria «devastador».

Este acordo visa aumentar o limite da dívida do país. O Parlamento deve votar esta medida antes de 2 de Agosto sob pena de o Estado federal não poder emprestar mais dinheiro para financiar o seu défice, o que terá «consequências imprevisíveis» nos mercados e na economia mundial, segundo a presidência.

A oposição republicana recusa-se a aumentar o limite da dívida se a administração democrata não se compromete a diminuir as despesas públicas num montante equivalente, mas os democratas recusam-se a reduzir as despesas sociais e defendem o aumento de impostos para os mais ricos.

Na tentativa de chegar a um compromisso, a administração Obama propôs em Abril a redução do défice de quatro biliões de dólares em dez anos juntamente com a redução da despesa e o aumento de impostos.

Porém, num comunicado difundido na tarde de sábado, o presidente da Câmara dos representantes, o republicano John Boehner, rejeitou a proposta, o que significa um retorno à proposta anterior de redução do défice num limite de 2,4 biliões de dólares em 10 anos.

Os democratas reagiram, acusando a direita de preferir defender o sistema tributário dos mais ricos em vez da luta contra o défice.

Barack Obama encontrou-se às 18:10 (22:10 TMG) de domingo na sala do Conselho da residência executiva com os principais chefes de fila do Congresso, seus aliados democratas que controlam o Senado e os seus adversários republicanos que têm a maioria na Câmara, a fim de fazer um ponto da situação sobre as negociações em curso, refere a Lusa.

Entretanto, há nova reunião agendada para esta segunda-feira, com a discussão do pagamento da dívida dos EUA em cima da mesa.


Fonte: Agência Financeira

De olho na colheita da safrinha, mercado tem preços estáveis

São Paulo, 11 - O mercado inicia a semana com as atenções voltadas para a colheita da safrinha em Mato Grosso, bastante atrasada, e no Paraná, onde as lavouras foram atingidas por geadas e a qualidade do grão passou a ser um diferencial no momento da comercialização. A oferta de milho segue restrita na maioria das praças, o que dá certa sustentação aos preços, ainda que haja pressão por parte dos compradores, pois a tendência é de que a disponibilidade do produto aumente. Mesmo assim, os preços no mercado de balcão tiveram uma alta de 0,5% em sete dias, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de lotes, houve recuo de 1%. O indicador Esalq/BM&F, referência para a praça de Campinas (SP), encerrou a sexta-feira em R$ 30,67/saca, ante R$ 31,08/saca na sexta-feira anterior.

O mercado disponível de Mato Grosso segue sem a presença das tradings e indústrias. A média em Sorriso é de R$ 13,60/saca. Os negócios relatados na sexta-feira eram de compras de cerealistas e confinadores, que oferecem R$ 1,50/saca a mais para adquirirpequenos lotes. No Paraná, sem vendedores, os preços refletem a demanda. Na sexta-feira, a indicação já era de R$ 29/saca. Segundo um corretor, granjas estão se abastecendo com milho de Mato Grosso, a R$ 29/saca colocada na propriedade do consumidor.

A colheita do milho safrinha acelerou 13 pontos percentuais na semana passada em Mato Grosso e atingiu 27% da área estimada Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 1,752 milhões de hectares. Em função do atraso no plantio neste ano, provocado pelo excesso de chuvas no primeiro trimestre, a colheita está 39 pontos percentuais defasada em relação a igual período do ano passado, quando 66% dos 1,9 milhões de hectares cultivados já estavam colhidos.

Levando em conta a projeção do Imea de produtividade de 64,1 sacas por hectare, os produtores colheram até a semana passada 1,819 milhão de toneladas de milho. A produção total prevista pelo Imea é de 6,738 milhões de toneladas, volume 19,9% inferior ao produzido na safra 2009/10, que foi estimado em 8,414 milhões de toneladas. A queda se deve à redução de 10,1% na área cultivada e de 10,7% na produtividade, pois choveu demais durante o plantio e faltou na fase de desenvolvimento das lavouras.

O diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, comenta que, apesar das dificuldades enfrentadas pelos agricultores, devido às adversidades climáticas, a safra atual de milho é a melhor da história de Mato Grosso em termos de rentabilidade financeira, embora existam casos pontuais de produtores que terão problemas com a perda das lavouras semeadas mais tarde. Ele observa que o preço médio do milho em Sorriso no primeiro semestre deste ano ficou em R$ 18,66/saca, valor 2176% superior à média de R$ 6,75 registrada em igual período do ano passado.

Duarte considera normal a pressão sobre os preços durante o período de colheita, que derrubaram os preços em julho para a média de R$ 13,60/saca com base em Sorriso. Ele acredita que, ante a queda de preços, a tendência é de o agricultor priorizar a entrega do milho vendido antecipadamente, pois o levantamento do Imea mostra que 62% da safra foi comercializada até o final junho. Na opinião do dirigente, as vendas antecipadas de milho, até então inéditas em Mato Grosso, devem se manter na próxima safra, “pois é importante tanto para a trading, que garante a originação, quanto para o agricultor, que consegue gerenciar o risco”. Por isso, diz ele, já começam a surgir as primeiras sondagens para troca de milho por insumos para a próxima safra.

Em relação às perspectivas de plantio para a próxima safra, Marcelo Duarte acredita que a área deve se manter na proporção de um terço do plantio da soja, devido às limitações de algumas regiões onde é impossível o cultivo de uma segunda safra e a competição com o algodão por terras mais nobres. Ele ressalta que a situação atual é atípica, em função dos bons preços do milho no mercado internacional, e lembra que em condições normais o setor depende do apoio do governo para compensar o “deságio logístico”.


Fonte: Agencia Estado

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Chineses devem instalar indústria de processamento de soja na Bahia

O grupo Chong Qing vai implantar uma indústria de processamento de soja na cidade de Barreiras, no oeste baiano. Serão investidos cerca de R$ 4 bilhões no empreendimento, que dever ser concluído em menos de três anos. O grupo, formado por 53 empresas, é originário da cidade de Chong Qing, na China, uma das províncias mais industrializadas do país.

A prefeitura do município doou uma área de cem hectares, onde será construído o empreendimento.

Em reunião na cidade de Barreiras, na Bahia, o grupo acertou os últimos detalhes para a implantação do empreendimento, que deverá ser a maior indústria de processamento de soja no Brasil. A alta produtividade de grãos do oeste baiano e a oferta de matéria prima foram os grandes atrativos para o grupo.

A fábrica terá capacidade de armazenamento de 400 mil toneladas de grãos, beneficiamento de 1,5 milhão de toneladas de soja e refinamento de 300 mil toneladas de óleo.




Fonte: Canal Rural