Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nova Mutum: Indea notifica 18 por descumprirem vazio sanitário

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) notificou 18 agricultores, sendo oito de Nova Mutum e dez de Santa Rita do Trivelato, que estavam com soja guaxa em suas propriedades, dentro do período do vazio sanitário. Entre os dias 15 de junho e 15 de setembro, não é permitida a existência de plantas vivas de soja em áreas sob sistema de irrigação, em áreas de cultivo tradicional ou qualquer outra modalidade de cultivo.

Conforme Só Notícias já informou, o objetivo do vazio sanitário é eliminar todas as plantas de soja como forma de evitar a proliferação do fungo causador da ferrugem asiática. Somente são autorizados os plantios neste período, para fins de pesquisa, mas com rigoroso controle. O produtor que não obedecer ao vazio está sujeito ao pagamento de multas.

De acordo com a engenheira agrônoma da unidade, Simone Colombo, a determinação é para que absolutamente todas as plantas vivas de soja sejam destruídas, inclusive aquelas que germinam ao redor de armazéns e à beira das estradas, dentro do domínio da propriedade. “Fizemos as notificações e agora estamos retornando para verificar se as plantas foram eliminadas”.

A ferrugem da soja também conhecida como ferrugem asiática é uma doença causada por fungos. Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas com o aparecimento de minúsculos pontos escuros. Posteriormente ao aparecimento das lesões ocorre a desfolha da planta que evita a formação dos grãos com redução da produtividade. O desenvolvimento da doença é extremamente rápido e ela se espalha com facilidade pelo vento e causa grandes prejuízos à produção.


Fonte: Só Notícias/Márcio Uhde

terça-feira, 12 de julho de 2011

USDA reduz estoques finais de soja e aumenta os de milho nos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta terça-feira seu relatório mensal de oferta e demanda apontando a redução dos estoques finais de soja nos EUA na safra 2011/12 de 5,171 milhões de toneladas para 4,76 milhões. O número ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que falavam em 4,681 milhões de toneladas.

Para a safra 2010/11, o departamento aumentou as reservas finais da oleaginosa de 4,899 milhões pra 5,44 milhões de toneladas. O volume ficou acima do esperado pelos traders, que apostavam em um incremento para 5,253 milhões de toneladas.

Para o milho, os estoques finais norte-americanos foram estimados em 22,10 milhões de toneladas enquanto a expectativa do mercado era de um aumento de 17,654 milhões de toneladas para 25,731 milhões de toneladas.

Na safra velha, a estimativa dos estoques finais do cereal veio em 22,35 milhões de toneladas. Os traders, no entanto, apostavam em um incremento de 18,543 para 23,140 milhões de toneladas.

Mundo - No cenário mundial, o USDA manteve sua previsão para a safra argentina de soja em 49,5 milhões de toneladas e a brasileira em 74,5 milhões de toneladas.

Sobre as importações de soja da China da safra 11/12, o volume recuou de 58 milhões de toneladas em junho para 56,5 milhões de toneladas. Já para o ciclo 10/11, o volume caiu de 54 milhões no boletim anteriro para 52 milhões de toneladas este mês.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Alta das commodities agrícolas impulsiona venda antecipada

A próxima safra brasileira de soja e algodão ainda nem foi plantada, mas já registra um bom índice de venda antecipada a exportadores, em volume acima do normal. A corrida se deve aos bons preços do mercado e a chance do produtor se proteger da alta de custos, como o adubo, que subiu cerca de 30% em dólar nos últimos doze meses.

O bom momento das commodities é favorável à balança comercial e indica que o agronegócio irá sustentar as contas externas. Além disso, ainda permite uma relação favorável de troca aos agricultores. Hoje, são necessárias 25 sacas de soja de 60 quilos para comprar uma tonelada de fertilizante. Em 2010, o custo da mesma tonelada de adubo correspondia a 40 sacas de soja.

Isso é possível por conta dos atuais preços da oleaginosa, que no primeiro semestre deste ano variaram de US$ 13 a US$ 14 por bushel (cerca de R$ 53 no Porto de Paranaguá). No ano passado, o valor era de aproximadamente US$ 8 por bushel (R$40/saca).

De acordo com levantamento do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado do Mato Grosso, responsável por 30% da safra nacional de soja, já está com 20,8% da produção que será semeada em setembro vendida. O que representa um aumento de mais de 5% em relação à safra anterior.

"Esse é o maior índice de venda antecipada de soja dos últimos cinco anos", garante o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), Glauber Silveira.

Já no Centro-sul do País, o índice de venda antecipada da oleaginosa da safra 2011/2012 está na casa dos 10%, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. "É mais que o dobro do registrado em igual período de 2010 (4,6%)", diz Paulo Roberto Molinari, analista.

Para o algodão, os números de venda futura também estão em alta. De acordo com a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), cerca de 20% da produção 2011/2012 da fibra já está vendida.

Fertilizantes

Quem antecipou a compra de fertilizantes para a safra 2011/2012 economizou, até agora, cerca de 20% no custo de produção durante este ano. Em relação à safra passada, o aumento de preços até o fim de junho acumulava 9,57% para o fertilizante, 25% para o cloreto de potássio e 9,81% para o fósforo. Na soja, o peso do adubo no custo operacional de produção representa entre 23% e 30% e, no milho, entre 22% e 30%, segundo estudo do Cepea/Esalq-USP.

Para os especialistas do setor, o produtor acompanha as tendências e sabia que os aumentos viriam, por isso se antecipou. E alertam que a tendência de valorização dos fertilizantes ainda persiste.


Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em Chicago, milho e trigo recuam. Soja opera com volatilidade

Os problemas com as dívidas em países europeus continua trazendo mal humor ao mercado financeiro, o qual também reflete nas commodities, inclusive nas agrícolas. Nesta segunda-feira, soja, milho e trigo recuam na Bolsa de Chicago. Os grãos encerraram o pregão noturno em queda e estendem as perdas para a sessão diurna.

O país que preocupa agora é o andamento da dívida da Itália e a preocupação com com a chance de a crise na Zona do Euro chegar ao país. Nesta segunda-feira, o chefe do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, convocou uma reunião de emergência com as principais lideranças da dívida da região. No mesmo encontro, será discutido um pacote de ajuda à Grécia.

Não é só a situação da Europa que preocupa, mas os dados que vêm da China também. A taxa anual de inflação no país atingiu, em junho, seu nível mais alto em três anos. Os números indicam que o Banco Central chinês continue aumentando as taxas de juros como forma de conter a pressão dos preços.

Esse ligeiro temor no mercado financeiro acaba neutrazlizando os fundamentos, que são positivos, com a previsão de clima adverso nos Estados Unidos. Para os próximos dias, as condições devem ser de tempo mais quente e seco nos principais estados produtores, condições estas que poderiam comprometer as lavouras norte-americanas.

Porém, o mercado climático segue atuando e por volta das 12h20 (horário de Brasília), depois das altas do início da sessão, a soja já registrava leves avanços. Já os vizinhos seguiam recuando, com o milho perdendo mais de 20 pontos no contrato julho. Mas, às 13h30, os preços já voltavam para o lado negativo da tabela.

Nesta terça-feira (12), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga mais um relatório mensal de oferta e demanda, o que também traz muitas expectativas e volatilidade para o mercado de grãos.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Dívida: Obama quer acordo em 10 dias

O Presidente norte-americano quer que o Congresso norte-americano chegue a acordo no que toca à dívida do país no prazo de 10 dias.

Barack Obama falava após ter-se encontrado com os responsáveis pelas negociações sobre o pagamento da dívida norte-americana, segundo noticiou a agência France Press.

É possível chegar-se a acordo neste prazo? O Congresso «deve» fazê-lo, disse o Presidente dos EUA, numa altura em que a nova directora-geral do FMI já veio avisar que se o país entrasse em incumprimento, isso seria «devastador».

Este acordo visa aumentar o limite da dívida do país. O Parlamento deve votar esta medida antes de 2 de Agosto sob pena de o Estado federal não poder emprestar mais dinheiro para financiar o seu défice, o que terá «consequências imprevisíveis» nos mercados e na economia mundial, segundo a presidência.

A oposição republicana recusa-se a aumentar o limite da dívida se a administração democrata não se compromete a diminuir as despesas públicas num montante equivalente, mas os democratas recusam-se a reduzir as despesas sociais e defendem o aumento de impostos para os mais ricos.

Na tentativa de chegar a um compromisso, a administração Obama propôs em Abril a redução do défice de quatro biliões de dólares em dez anos juntamente com a redução da despesa e o aumento de impostos.

Porém, num comunicado difundido na tarde de sábado, o presidente da Câmara dos representantes, o republicano John Boehner, rejeitou a proposta, o que significa um retorno à proposta anterior de redução do défice num limite de 2,4 biliões de dólares em 10 anos.

Os democratas reagiram, acusando a direita de preferir defender o sistema tributário dos mais ricos em vez da luta contra o défice.

Barack Obama encontrou-se às 18:10 (22:10 TMG) de domingo na sala do Conselho da residência executiva com os principais chefes de fila do Congresso, seus aliados democratas que controlam o Senado e os seus adversários republicanos que têm a maioria na Câmara, a fim de fazer um ponto da situação sobre as negociações em curso, refere a Lusa.

Entretanto, há nova reunião agendada para esta segunda-feira, com a discussão do pagamento da dívida dos EUA em cima da mesa.


Fonte: Agência Financeira

De olho na colheita da safrinha, mercado tem preços estáveis

São Paulo, 11 - O mercado inicia a semana com as atenções voltadas para a colheita da safrinha em Mato Grosso, bastante atrasada, e no Paraná, onde as lavouras foram atingidas por geadas e a qualidade do grão passou a ser um diferencial no momento da comercialização. A oferta de milho segue restrita na maioria das praças, o que dá certa sustentação aos preços, ainda que haja pressão por parte dos compradores, pois a tendência é de que a disponibilidade do produto aumente. Mesmo assim, os preços no mercado de balcão tiveram uma alta de 0,5% em sete dias, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de lotes, houve recuo de 1%. O indicador Esalq/BM&F, referência para a praça de Campinas (SP), encerrou a sexta-feira em R$ 30,67/saca, ante R$ 31,08/saca na sexta-feira anterior.

O mercado disponível de Mato Grosso segue sem a presença das tradings e indústrias. A média em Sorriso é de R$ 13,60/saca. Os negócios relatados na sexta-feira eram de compras de cerealistas e confinadores, que oferecem R$ 1,50/saca a mais para adquirirpequenos lotes. No Paraná, sem vendedores, os preços refletem a demanda. Na sexta-feira, a indicação já era de R$ 29/saca. Segundo um corretor, granjas estão se abastecendo com milho de Mato Grosso, a R$ 29/saca colocada na propriedade do consumidor.

A colheita do milho safrinha acelerou 13 pontos percentuais na semana passada em Mato Grosso e atingiu 27% da área estimada Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 1,752 milhões de hectares. Em função do atraso no plantio neste ano, provocado pelo excesso de chuvas no primeiro trimestre, a colheita está 39 pontos percentuais defasada em relação a igual período do ano passado, quando 66% dos 1,9 milhões de hectares cultivados já estavam colhidos.

Levando em conta a projeção do Imea de produtividade de 64,1 sacas por hectare, os produtores colheram até a semana passada 1,819 milhão de toneladas de milho. A produção total prevista pelo Imea é de 6,738 milhões de toneladas, volume 19,9% inferior ao produzido na safra 2009/10, que foi estimado em 8,414 milhões de toneladas. A queda se deve à redução de 10,1% na área cultivada e de 10,7% na produtividade, pois choveu demais durante o plantio e faltou na fase de desenvolvimento das lavouras.

O diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, comenta que, apesar das dificuldades enfrentadas pelos agricultores, devido às adversidades climáticas, a safra atual de milho é a melhor da história de Mato Grosso em termos de rentabilidade financeira, embora existam casos pontuais de produtores que terão problemas com a perda das lavouras semeadas mais tarde. Ele observa que o preço médio do milho em Sorriso no primeiro semestre deste ano ficou em R$ 18,66/saca, valor 2176% superior à média de R$ 6,75 registrada em igual período do ano passado.

Duarte considera normal a pressão sobre os preços durante o período de colheita, que derrubaram os preços em julho para a média de R$ 13,60/saca com base em Sorriso. Ele acredita que, ante a queda de preços, a tendência é de o agricultor priorizar a entrega do milho vendido antecipadamente, pois o levantamento do Imea mostra que 62% da safra foi comercializada até o final junho. Na opinião do dirigente, as vendas antecipadas de milho, até então inéditas em Mato Grosso, devem se manter na próxima safra, “pois é importante tanto para a trading, que garante a originação, quanto para o agricultor, que consegue gerenciar o risco”. Por isso, diz ele, já começam a surgir as primeiras sondagens para troca de milho por insumos para a próxima safra.

Em relação às perspectivas de plantio para a próxima safra, Marcelo Duarte acredita que a área deve se manter na proporção de um terço do plantio da soja, devido às limitações de algumas regiões onde é impossível o cultivo de uma segunda safra e a competição com o algodão por terras mais nobres. Ele ressalta que a situação atual é atípica, em função dos bons preços do milho no mercado internacional, e lembra que em condições normais o setor depende do apoio do governo para compensar o “deságio logístico”.


Fonte: Agencia Estado

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Chineses devem instalar indústria de processamento de soja na Bahia

O grupo Chong Qing vai implantar uma indústria de processamento de soja na cidade de Barreiras, no oeste baiano. Serão investidos cerca de R$ 4 bilhões no empreendimento, que dever ser concluído em menos de três anos. O grupo, formado por 53 empresas, é originário da cidade de Chong Qing, na China, uma das províncias mais industrializadas do país.

A prefeitura do município doou uma área de cem hectares, onde será construído o empreendimento.

Em reunião na cidade de Barreiras, na Bahia, o grupo acertou os últimos detalhes para a implantação do empreendimento, que deverá ser a maior indústria de processamento de soja no Brasil. A alta produtividade de grãos do oeste baiano e a oferta de matéria prima foram os grandes atrativos para o grupo.

A fábrica terá capacidade de armazenamento de 400 mil toneladas de grãos, beneficiamento de 1,5 milhão de toneladas de soja e refinamento de 300 mil toneladas de óleo.




Fonte: Canal Rural

Exportações crescem 12% no MT

Mato Grosso encerrou o primeiro semestre deste ano com exportações 12% superiores ao que foi movimentado no mesmo período de 2010. Foram US$ 5,103 bilhões entre janeiro e junho deste ano contra US$ 4,545 bilhões nos 6 meses dos ano passado. Mas foram as importações que demonstraram crescimento mais significativo, com alta de 75% em igual intervalo analisado. O Estado comprou US$ 777,651 milhões em 2011, mais de US$ 300 milhões a mais do que o contabilizado em 2010.

Entre os motivos para o aumento das exportações, os bons preços das principais commodities produzidas em Mato Grosso estimularam a comercialização com outros países. A soja, por exemplo, movimentou US$ 3,779 bilhões este ano, valor superior ao comercializado durante todo o ano de 2010, que foi de US$ 3,289 bilhões. O grão é o principal produto vendido para outros países e representa mais da metade da receita do Estado na Balança Comercial.

Valorização no preço dos produtos, aliás, também foi um dos motivos para crescimento das importações. Economista e especialista em Comércio Exterior, Vítor Galesso, explica que com melhor rendimento, há também maior investimento por parte dos produtores e empresas do setor do agronegócio. Isso porque, maior parte dos produtos comprados é insumo agrícola. "Com melhor rendimento, houve um desembolso maior para compra de produtos para investir na próxima safra, sobretudo o algodão, que teve 70% de aumento na produção e é um dos produtos que mais consomem defensivos e fertilizantes".

Mas importação não é, necessariamente, vista de forma negativa pelo setor empresarial. Presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, afirma importação é uma excelente fonte de renda para o Estado e que é pouco explorada. Segundo ele, diferentemente da exportação, que é isenta de imposto estadual, a importação paga Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que gera receita e emprego local. "Governo deveria estimular mais as importações, até porque, os produtos que são trazidos não têm produção local e assim não representam concorrência para empresas e indústrias locais".

Um dos segmentos que ainda não desfruta da importação direta de outros países é o comércio. Conforme explica o vice-presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio), Hermes Martins, lojistas do Estado ainda costumam se abastecer nos grandes centros brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro, e não compram direto dos fabricantes.

Junho - Em junho o Estado registrou crescimento de 28% nas exportações em comparação com o mesmo mês de 2010, quando foram enviados o equivalente a US$ 768,421 milhões e que neste ano subiram US$ 988,853 milhões.

Brasil - No país, a Balança Comercial (diferença entre exportação e importação) foi 64% superior neste primeiro semestre em comparação com os mesmos 6 meses de 2010. Saldo foi de US$ 12,966 bilhões.


Fonte: Gazeta Digital

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Conab reafirma em seu novo levantamento recorde em MT

O 10º levantamento de safra, divulgado nesa quarta-feira (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta uma produção de 20,41 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso, novo recorde. O incremento será de 8,76%, considerando os números da safra 09/10, que chegou a 18,76 milhões de toneladas. Já a área plantada apresenta expansão de 2,79%, passando de 6,22 milhões de hectares para 6,39 milhões de hectares. A produtividade também terá crescimento (5,80%), saltando de 3,01 mil quilos de soja por hectare, no ano passado, para 3,19 mil Kg/ha, este ano.

A soja continua na vanguarda do agronegócio mato-grossense, mas na safra 10/11 o destaque ficou por conta do algodão, com crescimento de 77,20% em relação ao ciclo anterior. A produção passa de 583,5 mil toneladas para 1,03 milhão/t de pluma, mantendo Mato Grosso na liderança da produção nacional, com mais de 50% de toda a safra brasileira de algodão. A área plantada avançou de 428,1 mil/ha para 714,9,1 mil/ha, incremento de 66,99%. Segundo a Conab, este crescimento ocorreu principalmente no plantio de primeira safra, consequência do atraso do plantio da soja, ocasionado pela falta de chuva que reduziu a janela de plantio para o cultivo da segunda safra.

A produtividade apresenta crescimento de 6,16%, avançando de 1,36 mil Kg/ha na safra 09/10 para 1,44 mil Kg/ha na atual safra.

Destaque no ano passado, o milho confirmará produção de 7,41 milhões de toneladas, queda de 8,69% em relação ao ciclo anterior (8,11 milhões de toneladas). A área apresenta recuo de 5,98%, caindo de 1,99 mil/ha para 1,87 mil/ha. Na safra 10/11, a safrinha de milho começou a ser semeada no início de janeiro, concorrendo com o algodão segunda safra. Já a produtividade caiu de 4,07 mil Kg/ha para 3,96 Kg/ha, recuo de 2,92%.

A produção de arroz deverá crescer 5,83%, passando de 742,7 mil/t para 786 mil/t. A área evoluiu de 246,9 mil/ha para 252,8 mil/ha, expansão de 2,39% e a produtividade aumentou de 3 mil Kg//há para 3,10 mil Kg/ha, incremento de 3,35%.

De acordo com a Conab, no mês de junho as precipitações ocorreram próximas da média histórica nas principais regiões produtoras do Centro-Sul. Já na maior parte do Mato Grosso, apesar de ligeiramente acima da média, as precipitações foram insuficientes para recuperar a umidade disponível no solo e amenizar as perdas do milho segunda safra plantado mais tarde. (Veja quadro)

DESTAQUE - O maior incremento de área foi constatado na região Centro-Oeste, que participa com 64% no total da área plantada. Nessa região, o incremento foi na ordem de 68,6%. Em Mato Grosso, principal produtor nacional, o crescimento na área ocorre principalmente no plantio de primeira safra, consequência do retardamento do plantio da soja, ocasionado pela falta de chuva, reduzindo desta forma, a janela de plantio para o cultivo do algodão segunda safra.


Fonte: Diário de Cuiabá

Paraná contabiliza prejuízo nas lavouras por causa da geada

A expectativa de produção de milho, que era de oito milhões de toneladas, foi reduzida para cinco milhões, queda de 35%. Os prejuízos aos produtores devem passar de R$ 1 bilhão.
Nas lavouras de trigo, os produtores vão deixar de colher 250 mil toneladas, prejuízo de R$ 111 milhões.
O economista da Secretaria de Agricultura do PR, Marcelo Garrido, afirma que a perda por causa da geada é a maior dos últimos 11 anos. Outras perdas ocorreram no período, mas foram de menor impacto ou por causa da seca. O cenário é muito prejudicial para a safra do estado do Paraná, que é um dos maiores produtores do Brasil, na segunda-safra principalmente, e o maior produtor de trigo. As regiões mais atingidas do estado com o trigo e o milho foram as regiões norte e oeste, responsáveis por 73% da produção nacional de milho e 50% da produção de trigo.


Fonte: Globo Rural