Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cooplantio remeterá soja à China

Depois de um ano de negociação, a Cooplantio deve enviar, em 60 dias, o primeiro navio com 65 mil toneladas de soja para a China. Durante o 26 Seminário Cooplantio, em Gramado, o presidente da cooperativa, Daltro Benvenutti, salientou que o embarque será possível porque o Sul do Brasil é o único a ter sobra do grão. A estimativa é enviar seis navios até o final do ano, somando 390 mil toneladas (150 milhões de dólares). O presidente acredita que esse vínculo pode ser duradouro já que a produção do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná é caracterizada pelo plantio direto, que garante maior teor de óleo. "Isso é muito importante porque vamos estabelecer uma associação direta com uma empresa o que antes fazíamos via tradings."

Via tradings, a Cooplantio vem obtendo bons resultados financeiros na exportação de soja. No ano passado, foram R$ 110 milhões. Neste, os contratos fechados somam R$ 160 milhões, com previsão anual de faturar R$ 240 milhões.


Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 21 de junho de 2011

Em Chicago, grãos se recuperam e operam com alta firme

A terça-feira mostra forte recuperação para as commodities agrícolas. Na Bolsa de Chicago, os grãos fecharam o pregão noturno de hoje com expressiva alta encontrando sustentação principalmente no clima dos Estados Unidos.

A preocupação vem com as áreas na região noroeste do Corn Belt - um dos principais pólos produtores norte-americanos - e com as lavouras próximas às margens do rio Missouri.

Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de acompanhamento de safra apontando que o plantio da soja chegou a 94%, e que 75% das lavouras de milho estão em boas ou excelentes condições.

Entretanto, uma notícia divulgada ontem pelo Notícias Agrícolas mostra que embora os números mostrem que a safra está indo muito bem, os agricultores dizem que não é exatamente isso que acontece.

Em algumas regiões, por conta do excesso de chuvas no início da primavera norte-americana, os produtores tiveram que replantar uma grande parte da área. Agora, depois de outro forte período de 10 dias de fortes chuvas, o processo poderá ter que ser feito novamente.

Além disso, há ainda a previsão de que as temperaturas acima do normal podem se mover do norte para o sul das Grandes Planícies e também para o Meio -Oeste dos Estados Unidos em meados da semana que vem. Essas altas temperaturas poderiam comprometer o bom desenvolvimento das lavouras.

Nesta terça-feira, além dos fundamentos positivos, os fatores externos também contribuem com as altas. O petróleo já ensaia uma recuperação e o euro volta a ganhar terreno frente ao dólar.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Milho enfrenta variação de preços no mercado internacional

Analistas de mercado esperam maior variação de preços do milho no mercado internacional. Só na última semana, a cotação do grão teve queda de 11% na bolsa de Chicago, Estados Unidos. Os especialistas descartam, pelo menos por enquanto, relação com a possível queda dos subsídios ao etanol de milho norte-americano.

Há 10 dias, o milho negociado na bolsa de Chicago atingiu a maior cotação da história. Chegou a US$ 7,99 por Bushel. Mas o preço começou a cair. Segundo analistas, a expectativa de aumento na produtividade das lavouras americanas e as vendas por parte de fundos de investimentos ajudaram a empurrar as cotações para baixo.

– Essa questão da queda dos subsídios nos Estados Unidos ainda não impactou nos preços. Quanto mais próximo, a possível decisão vai ter forte impacto – disse Sebastião Gulla, analista de mercado.

O economista Flávio Oliveira e o analista de mercado agrícola, Anderson Nascimento, concordam. Como ainda não houve uma aprovação definitiva do fim dos subsídios ao etanol americano, o mercado ainda não foi influenciado por isso. A perspectiva para as próximas semanas é de variação ainda maior nas cotações do milho na CBOT. Especialistas acreditam que a incerteza deve permanecer pelo menos até o fim do mês.

– A tendência é ficar volátil junto ao movimento de dólar, petróleo e euro até que tenha uma colocação no dia 30 deste mês, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) soltar o relatório trimestral que define os números da safra nova americana de milho e níveis de produtividade acompanhando o clima. Até lá, o mercado fica ligado ao macro, e a volatilidade é grande – disse Flávio Oliveira.

Para o analista de mercado agrícola, Anderson Nascimento, a volatilidade vai estar muito presente. Segundo ele, podemos ter preços melhores, como piores.


Fonte: Canal do Produtor

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Soja opera em alta firme, milho perde patamar dos US$ 7 em Chicago

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta nesta segunda-feira, depois das fortes baixas registradas na semana passada, que refletiram a crise na economia da Grécia. Um dos fatores de alta da oleaginosa, segundo analistas, é a conta da baixa do dólar index.

O dia é de estabilização nos preços e a ausência de notícias frescas vindas dos tumultos na economia europeia contribuem para essa movimentação. Os ganhos registrados vêm na esteira de movimentos técninos que tentam corrigir as expressivas perdas dos últimos cinco dias.

O mercado climático também continua atuando, oferecendo suporte à soja com a indefinição da área nos EUA já que há muitos pontos em torno do rio Missouri que ainda sofrem com riscos de alagamento.

Na última sexta-feira, um movimento de vendas generalizadas derrubou os preços dos grãos na CBOT, e por isso a atenção permanece entre os investidores. A soja rompeu a barreira psicológica dos US$13,50 por bushel e, durante a última semana, registrou uma baixa de 3,9%.

A principal pressão negativa veio das previsões de chuva em áreas que vinham sofrendo com uma séria estiagem, na região sul do Corn Belt.

Expectativa - Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)divulga mais um relatório de acompanhamento de safra e as expectativas para o boletim são positivas e acabam limitando as altas da oleaginosa nesta segunda-feira.

Os agentes de mercado apostam em uma alta de 2% nos números sobre as lavouras em boas excelentes condições. Na última semana, eram 67% das plantações, para esta semana, o esperado é de 69%.

Milho - Já o milho chegou a operar vermelho em boa parte da sessão diurna . O mercado estendeu as baixas da semana passada, ainda refletindo os temores acerca da economia mundial, principalmente a crise da Grécia. Porém, por volta das 14h20 (horário de Brasília), passou a trabalhar em alta, mas já sem o patamar dos US$ 7 por bushel.

Além disso, a previsão de clima favorável às lavouras e à produção de grandes safras na região oeste do meio-oeste norte-americano, uma das principais regiões produtoras dos EUA. O mercado também aguarda os dados do USDA para o cereal.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Clima nos EUA e movimentos técnicos pressionam mercado

Depois das fortes baixas de ontem, na Bolsa de Chicago, a soja opera em baixa nesta sexta-feira. Por volta das 13h37, os principais vencimentos perdiam pouco mais de 11 pontos. Segundo analistas, esse recuo de hoje é resultado de movimentos técnicos com operações de spreads com o milho.

Além disso, o mercado do clima continua atuando nas cotações da oleaginosa. A previsão é de que as áreas mais secas no sul do cinturão de produção recebam chuvas na próxima semana, melhorando ainda mais as condições das lavouras, confirmando a boa forma da produção e aumentando as boas perspectivas de produtividade das lavouras.

Essa volatilidade é normal das sextas-feiras, uma vez que os investidores ampliam sua aversão ao risco frente à chegada do fim de semana. Diante de incertezas, portanto, acabam saindo do mercado da soja.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Exportações de Lucas do Rio Verde crescem 3%; soja lidera vendas

As vendas para o exterior de soja, milho e demais produzidos em Lucas do Rio Verde registraram, de janeiro a maio, pouco mais de US$ 160,1 milhões em negócios, número 3,04% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram de US$ 155,3 milhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, grãos de soja, incluindo triturados, encabeçam a lista dos principais produtos enviados a outros países, com US$ 132,4 milhões, o que corresponde a pouco mais de 82% dos negócios contabilizados em cinco meses.

Em seguida, aparecem os bagaços e outros tipos de resíduos sólidos provenientes da extração do óleo de soja, com US$ 16,8 milhões. O óleo de soja é o terceiro item mais vendido, somando US$ 7,8 milhões. Milho em grão (exceto para semeadura) também está na lista, com pouco mais de US$ 2 milhões. Algodão e glicerol bruto completam a relação.

Somente em maio, a balança comercial registrou US$ 55,7 milhões com as vendas ao comércio exterior. Em relação a maio de 2010, quando os negócios fecharam na casa de US$ 43,7 milhões, o aumento foi de 27,44% aponta o levantamento.

A China é o principal países de destino, com US$ 91,6milhões. Países baixos (Holanda), aparece em seguida com US$ 35,3 milhões. Com a Espanha, os negócios chegaram a US$ 9,2 milhões. Há ainda outros dez destinos.

Fonte: Só Notícias

Em Chicago, grãos refletem mau humor do mercado financeiro

O caos instalado na economia da Grécia vem causando temores nos mercados nesta quinta-feira. Segundo informou uma matéria do jornal Valor Econômico hoje, a situação reforça a sensação de que é inevitável que a zona do euro enfrente seu primeiro default da dívida.

"Ao mesmo tempo que o premiê grego George Papandreou prepara uma mudança em seu governo na tentativa de obter aval do Parlamento para as medidas de austeridade, políticos europeus expressaram seu desânimo enquanto preparam o que pode ser o encontro crucial de líderes da União Europeia", diz a notícia do Valor.

Como não poderia ser diferente, as commodities - tanto agrícolas, como energéticas e metálicas - enfrentam mais uma dia de baixas diante deste cenário. Em Chicago, os grãos estendem suas perdas de ontem, quando o milho encerrou o dia próximo do limite de baixa e o trigo recuando mais de 20 pontos.

Esse mau humor do mercado financeiro acaba estimulando a migração dos investidores para ativos mais seguros, como o dólar, afastando-se das commodities, que são bastante voláteis. Com isso, o dólar index avança e pesa sobre as cotações das agrícolas nesta quarta-feira.

Há ainda temores acerca de uma desaceleração do crescimento econômico mundial e da demanda, o que também influencia fortemente a queda das commodities.

No caso da soja, os preços podem sentir ainda o peso do forte recuo do milho, o qual também reflete o maum momento do mercado financeiro. O cereal não consegue nem mesmo encontrar um ligeiro suporte nos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na semana passada sobre uma expressiva redução nos estoques finais e na produção norte-americana para a sara 11/12.

"É impressionante como o medo dos Estados Unidos virtualmente ficarem sem milho na última sexta-feira foi substituído pelo pânico sobre a Grécia", disseram analistas da consultoria AgResource, em Chicago.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Soja: Mercado recua na CBOT diante de avanço do dólar

Depois das fortes baixas de ontem, a soja com volatilidade nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago, registrando leves altas no início da sessão diurna, passando, em seguida, para o lado negativo da tabela.

O que dá suporte à oleaginosa hoje é a expectativa de clima ainda desfavorável nos EUA, com alagamentos em diversos pontos do rio Missouri. Além disso, ainda entre os fundamentos positivos, estão os estoques finais de soja, que seguem abaixo do nível considerado "confortável" para o mercado.

Por outro lado, as informações do mercado financeiro exercem uma pressão negativa nos preços, limitando a as altas. As commodities e ações sentiram o peso da falta de acordo entre líderes europeus para resgatar a Grécia, que enfrenta sérios problemas econômicos.

"O euro despencou, puxando o dólar norte-americano para as máximas em duas semanas e meia. Contudo, as perdas nos mercados de grãos dos EUA foram limitadas pelo fato que os preços caíram muito na terça-feira", explicou Arlan Sunderman, analista da publicação agrícola Farm Futures.

Por volta das 12h19 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja perdiam baixas de mais de 6 cents.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Produção de grãos poderá crescer 23% até 2020/21

A forte elevação do consumo doméstico de alimentos, combinada com a crescente demanda por comida nos países emergentes, levará o Brasil a dar um salto de 23% na produção global de grãos, fibras, cereais e carnes nos próximos dez anos.

A projeção, divulgada ontem pelo Ministério da Agricultura, avalia que a forte expansão se dará com o crescimento de apenas 9,5% na área plantada até o ano-safra 2020/2021, calcula a Assessoria de Gestão Estratégica do ministério. O Brasil deve elevar sua produção de grãos a 175,8 milhões em dez anos. A produção de carnes será elevada em 26%, de 24,6 milhões para 31,2 milhões de toneladas até 2020. \"Os números são conservadores mesmo. Pessoalmente, acho que vamos passar disso, mas é para evitar um otimismo exagerado que leve a uma frustração\", disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

As projeção do governo apontam para um crescimento sustentado do consumo interno de alimentos. A demanda por carne bovina, por exemplo, crescerá 83% em dez anos. Em frango, seriam 67%. Suínos, 81%. E para milho seriam 85,4% de consumo adicional em dez anos. \"Há uma emergência da população que não tinha acesso à comida. Elevou a demanda sobretudo de proteína animal\", disse o ministro Rossi. \"Temos potencial para ser o primeiro produtor e exportador mundial de proteína animal e vegetal\", afirmou.

Os dados, calculados pelo especialista José Garcia Gasques, apontam que o Brasil passará a deter, em 2021, uma fatia de 49% das exportações mundiais de carne de frango. Na soja, passaria de 31% para 33,2%. Na carne bovina, de 28% para 30,1%. A fatia do Brasil no comércio internacional de carne suína subiria de 10,1% para 12%. No milho, a participação passaria de 10% para 12%. \"Há uma tendência de termos preços mais altos. Há muito preocupação com isso em vários organismos internacionais\", disse Gasques.

Na edição de ontem, o Valor informou que a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) preveem uma década de preços elevados e grande volatilidade no mercado internacional de commodities. E o Brasil será um dos países mais beneficiados pela tendência, prevê o estudo \"Perspectivas Agrícolas 2011-2020\", que será apresentado na sexta-feira, em Paris.

A projeção do Ministério da Agricultura aponta que a produtividade da agricultura brasileira garantirá safras cada vez maiores. \"A produção crescerá com base na produtividade. O Brasil tem mostrado que é possível elevar a produção sem ampliar o crescimento da área plantada, com investimentos em tecnologia\", destaca Rossi. \"A expansão da área de grãos no país se dará em percentual bem abaixo do seu crescimento histórico\".

As estimativas do estudo \"Brasil - Projeções do Agronegócio 2010/11 a 2020/21\", realizado em parceria com a Embrapa, indica algodão em pluma, milho, café, açúcar, soja em grão, leite, celulose, carnes de frango e bovina como os produtos agropecuários brasileiros com maior potencial de crescimento. O estudo mostra que a variação da área cultivada será inferior à média dos últimos dez anos, que foi de 21%. O Brasil deve se manter como um dos grandes fornecedores de proteína animal no mercado mundial.

No algodão, principal destaque, a estimativa é de altas de 47,8 % na produção e 68,4% nas exportações. Hoje, o país produz 1,6 milhão de toneladas de pluma. A produção vai superar 2,3 milhões de toneladas em dez anos. E os embarques subirão para 800 mil, em comparação às atuais 500 mil. A região entre sul do Maranhão, norte do Tocantins, sul do Piauí e noroeste da Bahia (Matopiba) é uma das apostas do Ministério da Agricultura como a nova fronteira agrícola do país. O ministério prevê salto de 13,3 milhões para 16,6 milhões de toneladas de grãos no início da próxima década. Em compensação, a área de colheita deve aumentar de 6,4 milhões hectares para 7,5 milhões de hectares. (MZ)

Fonte: Valor Económico

terça-feira, 14 de junho de 2011

Exportação de soja do Brasil para a China cai mais de 10% no ano

As exportações de soja do Brasil para a China acumulam queda de 11,3 por cento entre janeiro e maio deste ano em relação ao mesmo período de 2010, para 9,2 milhões de toneladas, de acordo com dados detalhados divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Agricultura.

A redução nas exportações brasileiras para o maior comprador global de soja influenciou nas vendas totais do Brasil, que atingiram 13,5 milhões de toneladas, ante 14,4 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2010 (-6 por cento na comparação anual).

A redução nas compras ocorreu "em função da medida adotada pelo governo chinês, que acabou por leiloar os estoques públicos de óleo de soja, fato que afetou o movimento de compra por parte das esmagadoras chinesas", apontou nesta segunda-feira a consultoria Clarivi.

Os chineses compraram menos soja em meio a elevados preços no mercado global, com a China tentando controlar a sua inflação. De janeiro a maio, a alfândega chinesa registrou uma queda de 1 por cento nos desembarques da oleaginosa de todas as origens no país asiático, para 19,4 milhões de toneladas.

Houve também um atraso na colheita da soja no Brasil, na comparação com o ano passado, devido ao clima.

Em maio, o Brasil voltou a exportar para a China um menor volume (3,7 milhões de toneladas) do que o exportado no mesmo mês do ano passado (4,2 milhões de toneladas), mas a associação das indústrias (Abiove) avalia que houve uma melhora em relação a meses anteriores que indica que as previsões de exportações recordes do Brasil ainda poderão ser mantidas.

"A principal região consumidora está abaixo..., porém no último mês já aconteceu uma retomada de embarques", afirmou o economista da Abiove, Rodrigo Feix.

Segundo ele, a China terá uma "alta de demanda sazonal a partir de junho", e o setor acredita que o país precisará recompor seus estoques.

"Acreditamos em um aumento no ritmo de embarques a partir de agora, pelo que temos ouvido das empresas... O dado de maio foi um pouco alentador para a retomada de embarques para a região...", disse.

A Abiove, que estima um crescimento de mais de 10 por cento nas exportações de soja nesta temporada, para 32,4 milhões de toneladas , deverá atualizar em breve suas previsões. Mas, de acordo com o economista, não devem ocorrer "correções significativas" nos novos números.

Feix observou ainda um dado interessante em relação à China, "a retomada de compra de farelo de soja por parte da China".

Segundo ele, o volume ainda é pequeno, equivale a apenas 8 milhões de dólares, mas "é uma quebra de tendência... é um dado para observarmos se continua".

MAIS ÓLEO

Se comprou menos soja em grão, a China elevou as suas compras de óleo de soja, de acordo com os dados do Ministério da Agricultura.

Entre janeiro e maio, as exportações para os chineses do produto processado brasileiro atingiram 186,7 mil toneladas, quase o dobro das 89 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

O volume importado pela China do produto brasileiro representa cerca de um terço do total exportado pelo Brasil.

As indústrias brasileiras exportaram de janeiro a maio 568,6 mil toneladas de óleo de soja, contra 352 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

Além da China, outros países como Egito e Argélia ampliaram as compras de óleo de soja do Brasil, de acordo com o governo.


Fonte: Reuters