Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Exportações de Lucas do Rio Verde crescem 3%; soja lidera vendas

As vendas para o exterior de soja, milho e demais produzidos em Lucas do Rio Verde registraram, de janeiro a maio, pouco mais de US$ 160,1 milhões em negócios, número 3,04% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram de US$ 155,3 milhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, grãos de soja, incluindo triturados, encabeçam a lista dos principais produtos enviados a outros países, com US$ 132,4 milhões, o que corresponde a pouco mais de 82% dos negócios contabilizados em cinco meses.

Em seguida, aparecem os bagaços e outros tipos de resíduos sólidos provenientes da extração do óleo de soja, com US$ 16,8 milhões. O óleo de soja é o terceiro item mais vendido, somando US$ 7,8 milhões. Milho em grão (exceto para semeadura) também está na lista, com pouco mais de US$ 2 milhões. Algodão e glicerol bruto completam a relação.

Somente em maio, a balança comercial registrou US$ 55,7 milhões com as vendas ao comércio exterior. Em relação a maio de 2010, quando os negócios fecharam na casa de US$ 43,7 milhões, o aumento foi de 27,44% aponta o levantamento.

A China é o principal países de destino, com US$ 91,6milhões. Países baixos (Holanda), aparece em seguida com US$ 35,3 milhões. Com a Espanha, os negócios chegaram a US$ 9,2 milhões. Há ainda outros dez destinos.

Fonte: Só Notícias

Em Chicago, grãos refletem mau humor do mercado financeiro

O caos instalado na economia da Grécia vem causando temores nos mercados nesta quinta-feira. Segundo informou uma matéria do jornal Valor Econômico hoje, a situação reforça a sensação de que é inevitável que a zona do euro enfrente seu primeiro default da dívida.

"Ao mesmo tempo que o premiê grego George Papandreou prepara uma mudança em seu governo na tentativa de obter aval do Parlamento para as medidas de austeridade, políticos europeus expressaram seu desânimo enquanto preparam o que pode ser o encontro crucial de líderes da União Europeia", diz a notícia do Valor.

Como não poderia ser diferente, as commodities - tanto agrícolas, como energéticas e metálicas - enfrentam mais uma dia de baixas diante deste cenário. Em Chicago, os grãos estendem suas perdas de ontem, quando o milho encerrou o dia próximo do limite de baixa e o trigo recuando mais de 20 pontos.

Esse mau humor do mercado financeiro acaba estimulando a migração dos investidores para ativos mais seguros, como o dólar, afastando-se das commodities, que são bastante voláteis. Com isso, o dólar index avança e pesa sobre as cotações das agrícolas nesta quarta-feira.

Há ainda temores acerca de uma desaceleração do crescimento econômico mundial e da demanda, o que também influencia fortemente a queda das commodities.

No caso da soja, os preços podem sentir ainda o peso do forte recuo do milho, o qual também reflete o maum momento do mercado financeiro. O cereal não consegue nem mesmo encontrar um ligeiro suporte nos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na semana passada sobre uma expressiva redução nos estoques finais e na produção norte-americana para a sara 11/12.

"É impressionante como o medo dos Estados Unidos virtualmente ficarem sem milho na última sexta-feira foi substituído pelo pânico sobre a Grécia", disseram analistas da consultoria AgResource, em Chicago.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Soja: Mercado recua na CBOT diante de avanço do dólar

Depois das fortes baixas de ontem, a soja com volatilidade nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago, registrando leves altas no início da sessão diurna, passando, em seguida, para o lado negativo da tabela.

O que dá suporte à oleaginosa hoje é a expectativa de clima ainda desfavorável nos EUA, com alagamentos em diversos pontos do rio Missouri. Além disso, ainda entre os fundamentos positivos, estão os estoques finais de soja, que seguem abaixo do nível considerado "confortável" para o mercado.

Por outro lado, as informações do mercado financeiro exercem uma pressão negativa nos preços, limitando a as altas. As commodities e ações sentiram o peso da falta de acordo entre líderes europeus para resgatar a Grécia, que enfrenta sérios problemas econômicos.

"O euro despencou, puxando o dólar norte-americano para as máximas em duas semanas e meia. Contudo, as perdas nos mercados de grãos dos EUA foram limitadas pelo fato que os preços caíram muito na terça-feira", explicou Arlan Sunderman, analista da publicação agrícola Farm Futures.

Por volta das 12h19 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja perdiam baixas de mais de 6 cents.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Produção de grãos poderá crescer 23% até 2020/21

A forte elevação do consumo doméstico de alimentos, combinada com a crescente demanda por comida nos países emergentes, levará o Brasil a dar um salto de 23% na produção global de grãos, fibras, cereais e carnes nos próximos dez anos.

A projeção, divulgada ontem pelo Ministério da Agricultura, avalia que a forte expansão se dará com o crescimento de apenas 9,5% na área plantada até o ano-safra 2020/2021, calcula a Assessoria de Gestão Estratégica do ministério. O Brasil deve elevar sua produção de grãos a 175,8 milhões em dez anos. A produção de carnes será elevada em 26%, de 24,6 milhões para 31,2 milhões de toneladas até 2020. \"Os números são conservadores mesmo. Pessoalmente, acho que vamos passar disso, mas é para evitar um otimismo exagerado que leve a uma frustração\", disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

As projeção do governo apontam para um crescimento sustentado do consumo interno de alimentos. A demanda por carne bovina, por exemplo, crescerá 83% em dez anos. Em frango, seriam 67%. Suínos, 81%. E para milho seriam 85,4% de consumo adicional em dez anos. \"Há uma emergência da população que não tinha acesso à comida. Elevou a demanda sobretudo de proteína animal\", disse o ministro Rossi. \"Temos potencial para ser o primeiro produtor e exportador mundial de proteína animal e vegetal\", afirmou.

Os dados, calculados pelo especialista José Garcia Gasques, apontam que o Brasil passará a deter, em 2021, uma fatia de 49% das exportações mundiais de carne de frango. Na soja, passaria de 31% para 33,2%. Na carne bovina, de 28% para 30,1%. A fatia do Brasil no comércio internacional de carne suína subiria de 10,1% para 12%. No milho, a participação passaria de 10% para 12%. \"Há uma tendência de termos preços mais altos. Há muito preocupação com isso em vários organismos internacionais\", disse Gasques.

Na edição de ontem, o Valor informou que a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) preveem uma década de preços elevados e grande volatilidade no mercado internacional de commodities. E o Brasil será um dos países mais beneficiados pela tendência, prevê o estudo \"Perspectivas Agrícolas 2011-2020\", que será apresentado na sexta-feira, em Paris.

A projeção do Ministério da Agricultura aponta que a produtividade da agricultura brasileira garantirá safras cada vez maiores. \"A produção crescerá com base na produtividade. O Brasil tem mostrado que é possível elevar a produção sem ampliar o crescimento da área plantada, com investimentos em tecnologia\", destaca Rossi. \"A expansão da área de grãos no país se dará em percentual bem abaixo do seu crescimento histórico\".

As estimativas do estudo \"Brasil - Projeções do Agronegócio 2010/11 a 2020/21\", realizado em parceria com a Embrapa, indica algodão em pluma, milho, café, açúcar, soja em grão, leite, celulose, carnes de frango e bovina como os produtos agropecuários brasileiros com maior potencial de crescimento. O estudo mostra que a variação da área cultivada será inferior à média dos últimos dez anos, que foi de 21%. O Brasil deve se manter como um dos grandes fornecedores de proteína animal no mercado mundial.

No algodão, principal destaque, a estimativa é de altas de 47,8 % na produção e 68,4% nas exportações. Hoje, o país produz 1,6 milhão de toneladas de pluma. A produção vai superar 2,3 milhões de toneladas em dez anos. E os embarques subirão para 800 mil, em comparação às atuais 500 mil. A região entre sul do Maranhão, norte do Tocantins, sul do Piauí e noroeste da Bahia (Matopiba) é uma das apostas do Ministério da Agricultura como a nova fronteira agrícola do país. O ministério prevê salto de 13,3 milhões para 16,6 milhões de toneladas de grãos no início da próxima década. Em compensação, a área de colheita deve aumentar de 6,4 milhões hectares para 7,5 milhões de hectares. (MZ)

Fonte: Valor Económico

terça-feira, 14 de junho de 2011

Exportação de soja do Brasil para a China cai mais de 10% no ano

As exportações de soja do Brasil para a China acumulam queda de 11,3 por cento entre janeiro e maio deste ano em relação ao mesmo período de 2010, para 9,2 milhões de toneladas, de acordo com dados detalhados divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Agricultura.

A redução nas exportações brasileiras para o maior comprador global de soja influenciou nas vendas totais do Brasil, que atingiram 13,5 milhões de toneladas, ante 14,4 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2010 (-6 por cento na comparação anual).

A redução nas compras ocorreu "em função da medida adotada pelo governo chinês, que acabou por leiloar os estoques públicos de óleo de soja, fato que afetou o movimento de compra por parte das esmagadoras chinesas", apontou nesta segunda-feira a consultoria Clarivi.

Os chineses compraram menos soja em meio a elevados preços no mercado global, com a China tentando controlar a sua inflação. De janeiro a maio, a alfândega chinesa registrou uma queda de 1 por cento nos desembarques da oleaginosa de todas as origens no país asiático, para 19,4 milhões de toneladas.

Houve também um atraso na colheita da soja no Brasil, na comparação com o ano passado, devido ao clima.

Em maio, o Brasil voltou a exportar para a China um menor volume (3,7 milhões de toneladas) do que o exportado no mesmo mês do ano passado (4,2 milhões de toneladas), mas a associação das indústrias (Abiove) avalia que houve uma melhora em relação a meses anteriores que indica que as previsões de exportações recordes do Brasil ainda poderão ser mantidas.

"A principal região consumidora está abaixo..., porém no último mês já aconteceu uma retomada de embarques", afirmou o economista da Abiove, Rodrigo Feix.

Segundo ele, a China terá uma "alta de demanda sazonal a partir de junho", e o setor acredita que o país precisará recompor seus estoques.

"Acreditamos em um aumento no ritmo de embarques a partir de agora, pelo que temos ouvido das empresas... O dado de maio foi um pouco alentador para a retomada de embarques para a região...", disse.

A Abiove, que estima um crescimento de mais de 10 por cento nas exportações de soja nesta temporada, para 32,4 milhões de toneladas , deverá atualizar em breve suas previsões. Mas, de acordo com o economista, não devem ocorrer "correções significativas" nos novos números.

Feix observou ainda um dado interessante em relação à China, "a retomada de compra de farelo de soja por parte da China".

Segundo ele, o volume ainda é pequeno, equivale a apenas 8 milhões de dólares, mas "é uma quebra de tendência... é um dado para observarmos se continua".

MAIS ÓLEO

Se comprou menos soja em grão, a China elevou as suas compras de óleo de soja, de acordo com os dados do Ministério da Agricultura.

Entre janeiro e maio, as exportações para os chineses do produto processado brasileiro atingiram 186,7 mil toneladas, quase o dobro das 89 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

O volume importado pela China do produto brasileiro representa cerca de um terço do total exportado pelo Brasil.

As indústrias brasileiras exportaram de janeiro a maio 568,6 mil toneladas de óleo de soja, contra 352 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

Além da China, outros países como Egito e Argélia ampliaram as compras de óleo de soja do Brasil, de acordo com o governo.


Fonte: Reuters

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Plantio da soja estará proibido

A partir do dia 15 o plantio da soja, em Mato Grosso, estará proibido pelo período de 90 dias. Até 15 de setembro, estará em vigor o vazio sanitário da soja, período no qual não será permitida a existência de plantas vivas de soja em áreas sob sistema de irrigação, em áreas de cultivo tradicional ou qualquer outra modalidade de cultivo. A medida busca a eliminação de todas as plantas de soja como forma de evitar que o fungo causador da ferrugem asiática se multiplique.

De acordo com o supervisor de campo da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja/MT), o engenheiro agrônomo, Rodrigo Fenner, o período proibitivo interrompe o ciclo do fungo hospedeiro da ferrugem asiática, principal doença fúngica que ataca a soja no cerrado. Ele explicou que os produtores não podem manter plantas vivas em suas propriedades. As mesmas devem ser eliminadas com produtos químicos ou outro meio.

Segundo informações do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), as unidades regionais estão se preparando para as fiscalizações nesse período. Já foi realizado o levantamento de plantadas da soja, objetivando a fiscalização. Somente são autorizados os plantios da oleaginosa nesse período para fins de pesquisa, mas com rigoroso controle. O produtor que não obedecer ao Vazio estará sujeito ao pagamento de multas.

Conforme determinação do Indea/MT, ficam os proprietários, arrendatários ou detentores a qualquer título de áreas cultivadas com soja sob sistema de irrigação ou não, obrigados a eliminarem as plantas vivas de soja "cultivadas" ou "guaxas" em áreas de seu domínio, imediatamente antes do período de "vazio sanitário", inclusive, as "plantas vivas" de soja ao redor de seus armazéns e à beira das estradas dentro da área de seu domínio.

A DOENÇA - A ferrugem da soja também conhecida como ferrugem asiática é uma doença causada por fungos. Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas com o aparecimento de minúsculos pontos escuros. Posteriormente ao aparecimento das lesões ocorre a desfolha da planta que evita a formação dos GRÃOS com redução da produtividade. O desenvolvimento da doença é extremamente rápido e ela se espalha com facilidade pelo vento e causa grandes prejuízos à produção.

O objetivo é evitar ou retardar ao máximo o aparecimento do fungo causador da ferrugem asiática, doença que ataca a cultura e causa sérios prejuízos econômicos aos produtores.


Fonte: Diário de Cuiabá

Exportações do agronegócio brasileiro cresceram 17,5% em maio

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor de US$ 8,4 bilhões em maio, um aumento de 17,5% em relação ao mesmo mês de 2010, que teve US$ 7,2 bilhões. Embora o superávit também tenha crescido mais de 10%, totalizando US$ 6,9 bilhões, o que mais aumentou, à taxa de 53,8%, foi o volume de importações, passando de US$ 1 bilhão para cerca de US$ 1,5 bilhão.
De acordo com os dados publicados hoje (10) pelo Ministério da Agricultura, as principais importações foram de produtos florestais (US$ 302 milhões), de cereais, farinhas e preparações (US$ 270 milhões), e de fibras e produtos têxteis (US$ 215 milhões). Em relação a maio do ano passado, as compras desses produtos cresceram 28,5%, 23,5% e 134,6%, respectivamente. Juntos, eles representaram cerca de 50% das importações brasileiras de produtos agropecuários. As compras de carnes (US$ 38 milhões) e lácteos (US$ 50 milhões) tiveram crescimento de 116,7% e 95,7%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil conseguiu comercializar com outras nações US$ 82,6 bilhões em produtos agropecuários nacionais. Em relação à renda dos agropecuaristas, o diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Marcelo Junqueira, disse que "ainda que haja uma forte apreciação do real, os produtores foram compensados pela valorização, em dólar, dos preços dos produtos do agronegócio, que permitiu bons ganhos nesta safra".

Os produtos mais exportados em maio foram soja (US$ 3,37 bilhões), com crescimento de 27% na comparação com maio do ano passado, e carnes (US$ 1,37 bilhões), aumento o volume de vendas em 14%. A quantidade de soja em GRÃOS e carnes exportadas sofreu redução entre os dois períodos, mas o aumento significativo dos preços foi responsável pelo aumento da receita.

Os países que mais aumentaram proporcionalmente suas importações de produtos do agronegócio brasileiro em maio de 2011, na comparação com o mesmo mês do ano passado, foram Tailândia (276%), Espanha (99%), Arábia Saudita (67%), Argélia (45 %), Japão (44 %) e Alemanha 41%. (Informações da ABr)


Fonte: O GIRASSOL - TO

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Produção corre risco de ficar a céu aberto

Produção mato-grossense de milho 2ª safra corre o risco de ser armazenada a céu aberto mais uma vez. Com um volume total estimado em 30,7 milhões de toneladas de grãos nesta safra 2010/11, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a projeção é que falte espaço nos 2,123 mil armazéns cadastrados no Estado, os quais dispõem de uma capacidade estática de 27,007 milhões de toneladas.

O problema, segundo o analista de mercado da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Daniel Sebben, resulta da logística. "A estrutura de armazenagem já é limitada e as safras dos últimos 3 anos registraram volume muito grande, resultando em transtornos no escoamento". Afirma que não há silos para atender toda a produção do Estado e a condição logística inadequada agrava a situação. "Fica impossível retirar os grãos com agilidade, como aconteceu neste ano com a soja". Sebben lembra que em 15 dias deve ter início a colheita do milho safrinha. "Provavelmente, teremos grão armazenado à céu aberto".

Ele afirma que no ano passado, os sojicultores começaram a colheita mais cedo, entre dezembro e fevereiro, o que facilitou a retirada da safra. "Neste ano, com o atraso no plantio, a colheita se concentrou entre janeiro e março e isso prejudicou o escoamento da soja". De acordo com a Conab, neste ano houve um ligeiro acréscimo (0,90%) na capacidade estática dos armazéns estaduais em relação a 2010, consequência do aumento de 0,37% no número de silos cadastrados.

Enquanto em 2010 havia 2,115 mil unidades armazenadoras com capacidade para 26,766 milhões de toneladas de grãos, até este mês o número evoluiu para 2,123 mil unidades, adequadas para receber uma produção de 27,007 milhões de toneladas de grãos. Na opinião do gerente de operações da Conab em Mato Grosso, Charles Córdova, a disponibilidade dos armazéns é suficiente para abrigar mais do que é produzido no Estado. "Nesta safra, temos estoque de passagem e produção de milho menor que da safra anterior, além de preços melhores", analisa Córdova ao analisar que não deverá haver problema com o armazenamento e retirada do milho.

No início de 2010, o estoque de passagem do milho era de 3,3 milhões de toneladas e neste ano se mantém em 1,3 milhão (t), segundo o analista na Conab. "Tínhamos estoque e produção maiores". Mas, na avaliação do gerente de mercado da Aprosoja, apesar da confirmada redução na produção de milho, a de soja aumentou. "Serão colhidas cerca de 1,5 milhão de toneladas a menos de milho que no ano passado, mas a soja teve aumento de 1,5 milhão de toneladas", diz Sebben.

O gerente de operações da Conab afirma que a principal dificuldade encontrada no armazenamento de grãos no Estado está relacionada ao credenciamento das unidades para receber o produto do governo quando é feita a intervenção na comercialização (como ocorreu na última safra de milho). "Muitas empresas não têm interesse em estocar produtos do governo, mesmo sendo remunerados a cada 15 dias por isso". Atualmente, a Conab mantém 5 silos no Estado com capacidade para 200 mil toneladas de grãos. Córdova acrescenta que do total de 2115 armazéns registrados em Mato Grosso no ano passado, apenas 73 estavam credenciados para receber a produção comercializada pela estatal, ou seja, apenas 3,45% do total existente.

Pesquisa - Nesta semana, foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os resultados da Pesquisa de Estoques do segundo semestre de 2010, revelando que houve acréscimo de 3,5% no número de estabelecimentos ativos, comparativamente ao primeiro semestre. No final do segundo semestre, a rede armazenadora de produtos agrícolas contava com 9,092 mil estabelecimentos ativos, dos quais 43,9% encontravam-se na região Sul, 22,9% na região Sudeste, 21,6% na Centro-Oeste, 8,3% na Nordeste e 3,3% na região Norte.

A capacidade útil dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis somou 78,834 milhões de metros cúbicos, sendo que pouco mais de 70% estava concentrado nas regiões Sudeste e Sul.


Fonte: A Gazeta

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Produção de grãos chega a 161 milhões de toneladas

A produção nacional de grãos para a safra 2010/2011 deve ser de 161,5 milhões de toneladas. Os números são do nono levantamento realizado pela Conab e divulgado nesta quarta-feira (8), em Brasília.

Os números confirmam o recorde já anunciado, com um aumento de 8,2% ou cerca de 12,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. A produção cresceu 1,25% ou o equivalente a 2 milhões de toneladas, comparada ao último levantamento, realizado em maio. Também a área cultivada cresceu, com um aumento de 3,8%, atingindo 49,2 milhões de hectares, ou seja, 1,82 milhões de ha a mais que em 2009/10, quando chegou a 47,4 milhões de ha .

As ampliações das áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz foram os principais responsáveis pelo crescimento, juntamente com a boa influência do clima sobre o desenvolvimento das plantas.
Algodão – Teve o maior crescimento percentual em área (1,39 milhão de ha), com cerca de 66,4% a mais que no ano passado (836 mil ha). A produção deve chegar a 2 milhões de toneladas de pluma, ou seja, cerca de 800 mil t a mais que o número do levantamento anterior (1,2 milhão de t).

Feijão - A área deverá crescer 7,1%, chegando a 3,9 milhões de hectares contra 3,6 milhões de ha no ano passado. Já a produção eleva-se em 14,3 %, podendo alcançar 3,8 milhões de toneladas. A área da 1ª safra é de 1,4 milhão de hectares, enquanto que a da 2ª safra deverá atingir 1,7 milhão de ha e a da 3ª safra, 771 mil ha.

Soja – O aumento de área foi de 2,9 %. Saiu dos 20,4 milhões de hectares para 24,1 milhões de ha, enquanto que a produção cresceu 9,2%, subindo para 75 milhões de toneladas. A colheita do grão está encerrada.

Arroz – A área elevou-se em 3,6%, devendo chegar a 2,86 milhões de hectares, assim como a produção que apresenta um aumento de 18,4%, ampliando para 13,8 milhões de toneladas a safra anterior que foi de 11,7 milhões de t.

Milho - No caso do milho total, a produção deverá ser de 56,7 milhões de toneladas, pouco acima da safra passada, quando atingiu 56 milhões de t. Para o milho 2ª safra, a estimativa é de semear 5,7 milhões de hectares, ou seja, um aumento de 8,8%, devendo, no entanto, produzir 21,7 milhões de toneladas.

Canola - Outra cultura de inverno em destaque é a canola que, nesta safra, deve ter um cultivo de 89 mil hectares, com um aumento de 11,4% sobre a área anterior que foi de 80 mil ha. A produção esperada é de 290,8 mil toneladas, 15% a mais que na safra anterior (252,9 mil t). O cultivo é realizado sobretudo no Sul do país.

Trigo - Por outro lado, o trigo deve diminuir em 4,3% a área de 2,1 milhões de hectares anteriores, chegando a 2 milhões de ha. A produção deve ser de 5,4 milhões de toneladas, com uma redução de 7,6% sobre a anterior (5,9 milhões de t). As variedades mais semeadas neste ano são as destinadas à panificação.

A pesquisa foi realizada por técnicos, no período de 16 a 21 de abril, quando foram consultados representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da região Norte.


Fonte: Conab

China quer investir na soja do Oeste baiano

A ChongQing Grain Group Corporation, estatal chinesa que tem entre suas atividades a industrialização e comércio de óleos comestíveis vegetais, anunciou que vai instalar uma planta de esmagamento de soja no município de Barreiras, região Oeste do estado. Uma delegação chinesa lançou domingo a pedra fundamental da esmagadora de grãos, objeto de um protocolo de intenções assinado em Pequim.

Os chineses investirão inicialmente cerca de US$ 300 milhões para a implantação do projeto, que terá como contrapartida a doação, pela Prefeitura de Barreiras, de uma área de 100 hectares para instalação da empresa no polo industrial da cidade. Durante o lançamento, os chineses sinalizaram a intenção de implantar também uma indústria têxtil no município.


Fonte: Correio 24 Horas