Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Com quebra na produção, China pode aumentar importações de soja para 58 milhões de toneladas

As importações de soja da China deverão aumentar de 54,5 milhões de toneladas - estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para 58 milhões de toneladas, de acordo com informações do próprio departamento.

Esse incremento deverá ser resultado da quebra da produção chinesa por conta de uma severa estiagem que castiga o país, a pior em 60 anos. A safra de soja da nação asiátic deverá recuar de 15,2 para 14,45 milhões de toneladas.

De acordo com os números divulgados pelo Ministério do Comércio no último dia 31, as importações da China de maio devem somar 5,43 milhões de toneladas. Caso se confirme, o volume será o maior do ano e 40% maior do que o importado em abril.

Para junho, a previsão é de que os chineses comprem cerca de 4,8 milhões de toneladas.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nos EUA, plantio da soja e do miho segue atrasado

Segundo o relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (29), o plantio da soja chegava a 51% da área estimada em 31 milhões de hectares.

O processo segue atrasado no Estados Unidos, uma vez que, no mesmo período do ano passado, a semeadura estava em 71% da área e a média dos últimos cinco anos também é de 71%.

Ainda de acordo com o reporte, a emergência das lavouras também é lenta. Até o último domingo, 27% das plantações já haviam emergido, ante 43% do mesmo período de 2010 e 39% na média plurianual.

Milho - No caso do milho, a área plantada chegava a 86% da área estimada pelo departamento em 31,313 milhões de toneladas. Assim como na soja, a semeadura segue atrasada. No ano passado, nesta mesma época, o plantio já registrava 99% e a média dos últimos cinco anos é de 93%.

O USDA informou ainda que 66% das lavouras haviam emergido, frente os 83% de 2010 e os 78% da média plurianual.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Crédito a partir de 1° de julho

Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário anunciaram ontem as principais medidas do Plano Agrícola 2011/2012, aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira (26/5). “As medidas visam permitir que os agentes financeiros possam iniciar as contratações da nova safra já no dia 1º de julho, conforme determinação do Ministro Wagner Rossi”, informou José Carlos Vaz, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. A expectativa do Mapa é lançar o PAP 11/12 no dia 17 de junho.

De acordo com a orientação do ministro, imediatamente após o início da operacionalização do Plano Safra 2011/2012, o governo começará a implementação de ajustes estruturais no modelo de gestão da política agrícola.

Entre as inovações do Plano Safra 2011/2012 está a criação de duas linhas de crédito, à taxa de juros fixa de 6,75% ao ano: uma linha de até R$ 1 milhão para lavouras de cana e outra, de até R$ 750 mil, para a pecuária, destinada à aquisição de reprodutores e matrizes bovinas ou bubalinas. Também foi criada uma Linha Especial de Crédito (LEC) para a cultura da laranja, no valor de até R$ 30 milhões.


Fonte: Diário de Cuiabá

terça-feira, 31 de maio de 2011

Comercialização de soja da safra 2011/12 está adiantada com 18% da produção comprometida

GARANTINDO O MERCADO FUTURO: A comercialização para a nova safra mato-grossense de soja 2011/12 começa a todo vapor, com 18% comprometidos já no mês de maio, tão precoce que faltam números comparativos para o mesmo período das safras passadas. Para comparar a estes números, teremos que remeter a julho da safra passada, quando 15% da produção estava comprometida. Um fator muito importante para esse adiantamento da comercialização da próxima safra foi o alto preço da saca da soja no mercado futuro; outro também, associado a esse, foi a precaução para adquirir insumos antes de possíveis aumentos de preço e/ou do dólar. Como os produtores de soja, principalmente os que fazem sucessão com algodão, aproveitam a capitalização pela ótima colheita 10/11 da oleaginosa e dos bons travamentos futuros da pluma, podem apostar em fazer trocas à vista dos grãos armazenados por produtos como sementes, fertilizantes e defensivos para a safra 11/12.


Fonte: Imea

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fluxo e cenário externo pressionam dólar para baixo

O real está subindo mais fortemente, acompanhando de perto a trajetória da moeda americana no exterior. O analista de câmbio da BGC Liquidez Corretora, Mario Paiva, explica que, nesta sexta-feira, há uma série de fatores conspirando a favor da queda do dólar.

Por volta das 12h30, o dólar comercial recuava 0,86%, cotado a R$ 1,601 na compra e a R$ 1,603 na venda.

No mercado futuro, o contrato de junho negociado na BMFBovespa declinava 0,92%, a R$ 1,602.

Ontem, o dólar comercial fechou com baixa de 0,73%, maior perda diária em duas semanas, a R$ 1,617 na venda.

"O fluxo de recursos ao país permanece alto, porque as captações privadas no exterior estão aquecidas e a perspectiva do investidor estrangeiro para a economia brasileira é positiva. Isso pode ser comprovada pela forte posição vendida (que ganha com a queda do dólar) dos não residentes na BMF, de US$ 18,78 bilhões, considerando os mercados futuro de dólar e de cupom cambial (DDI)", explica Paiva.

Além disso, as bolsas de valores têm uma jornada positiva, assim como as commodities, o que favorece a apreciação do real. O analista lembra ainda que há um excesso de dólares no mundo, por conta do programa de compra de bônus de US$ 600 bilhões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o chamado "quantitative easing" 2 (QE2), que deve se encerrar ao fim do próximo mês. "O Fed inundou o mercado com dólares para superar a crise "subprime" e esse dinheiro está circulando", afirma.

Outra razão para a perda de valor do dólar, não apenas no mercado interno, mas no mundo todo, é a continuidade da trajetória de queda da taxa de retorno (yield) dos títulos de 10 anos da dívida americana. O movimento demonstra a desconfiança dos investidores com relação à economia global.

Por fim, dados econômicos divulgados pela manhã nos Estados Unidos vieram piores do que o esperado, o que também pressiona a divisa americana para baixo. O gasto do consumidor americano subiu 0,4% em abril, menos que o previsto por analistas. A renda registrou elevação da mesma ordem no período, conforme levantamento do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Em março, após revisão, o gasto tinha avançado 0,5% e a renda, 0,4%.

Além disso, as vendas pendentes de casas nos Estados Unidos caíram em abril, após dois meses de crescimento. O indicador que mensura essas vendas declinou 11,6% de março para abril, indo de 92,6 para 81,9. O dado reflete contratos assinados, mas não fechados, o que geralmente ocorre dentro de um ou dois meses após a firma, explicou a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) do país.

Segundo o analista de câmbio, a tendência para a moeda americana permanece sendo de baixa, com picos de alta em momentos de maior aversão ao risco.

No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis divisas rivais, cedia 0,75%, aos 74,98 pontos.

O euro tem uma jornada positiva ante o dólar, apesar da crise das dívidas soberanas enfrentada por países da zona do euro. Há pouco, a moeda subia 0,88% ante o dólar, a US$ 1,425.

No mercado de commodities, o índice CRB avançava 0,73%, aos 345,87 pontos.

Nas bolsas de valores, os principais índices americanos observam alta de cerca de 0,5%, instantes atrás, enquanto no mercado interno o Índice Bovespa subia 0,43%, aos 64.373 pontos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/05/27/fluxo-cenario-externo-pressionam-dolar-para-baixo-924549257.asp#ixzz1NZo1Cyib


Fonte: Valor Online

Soja: Sentindo volatilidade, mercado opera sem direção

Na próxima segunda-feira (30), comemora-se nos Estados Unidos o feriado do Memorial Day. Diante desse final de semana prolongado, os investidores já adotam uma posição mais cautelosa e operam na defensiva. Com isso, os preços da soja na Bolsa de Chicago registram uma leve queda na abertura do pregão diurno desta sexta-feira e em seguida passaram para o lado positivo da tabela.

A forte alta registrada ontem, por conta do clima adverso e do atraso do plantio nos Estados Unidos, não se sustentou e o mercado acabou recuando. Nem mesmo a chegada de mais uma massa de instabilidade no cinturão de produção foi suficiente para impulsionar os preços.

Além disso, em alguns pontos do país, o tempo um pouco mais seco e as temperaturas um tantinho mais elevadas podem contribuir com o processo do plantio do milho, que tem que ser finalizado em uma semana.

Essa volatilidade e leve pressão nos preços atinge a soja e o milho. O trigo parece resistir e opera em leve alta. O clima seco na Europa ainda prejudica as lavouras e dá uma leve sustentação ao mercado.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Soja: Com excesso de chuvas nos EUA, mercado opera em forte alta

O clima adverso nos Estados Unidos continua dando bastante sustentação aos grãos na Bolsa de Chicago. No início da sessão diurna desta quinta-feira, a soja já registrava uma alta de quase 20 pontos por conta das chuvas que atingiram o cinturão de produção norte-americanao.

Nas últimas 24 horas, os estados onde o plantio ainda está bastante atrasado receberam mais de 100mm de precipitação. Diante disso, o risco de uma séria quebra na produção da milho e soja cresce e impulsiona as cotações na CBOT.

Além disso, a demanda pela soja norte-americana parece estar dando sinais de recuperação. Segundo o relatório de exportações semanais divulgado hoje pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as exportações semanais de soja dos EUA ficaram dentro das expectativas e somaram 163,2 milhões de toneladas.

Porém, o que não se viu muito foi as compras dos Estados Unidos para a China, fato que acaba limitando ligeiramente o avanço dos preços. Outro fator que impede uma alta ainda maior é o dólar index em alta.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

Estiagem se agrava e ameaça produção de milho de inverno

O risco de estiagem que assombrou os produtores rurais durante o verão vem se tornando uma ameaça cada vez mais real para a safra de inverno do Paraná. Sem receber chuvas de volume expessivo há mais de um mês, lavouras de milho safrinha das regiões Norte e Noroeste do estado começam a sentir a falta de água e têm seu rendimento limitado.

Levantamento divulgado ontem pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultu ra e do Abastecimento (Seab) re ve la que a estiagem durante o último mês reduziu em 1,6% o potencial produtivo do cereal. O rendimento médio da segunda safra paranaense, que há um mês era estimado em 4,42 mil quilos por hectare, foi rebaixado para 4,35 mil quilos.
Ainda assim, o volume total de produção pode ser maior que o projetado em abril. Isso porque, segundo a Seab, os produtores dedicaram ao milho safrinha uma área maior que a prevista inicialmente. Nas contas da se cretaria, o cereal ocupa 1,7 mi lhão de hectares neste inverno do estado, 480 mil hectares a mais do que o estimado há um mês.

Os números tendem a mudar. “Ainda não dá para falar em quebra, mas, se não voltar a chover nos próximos dez dias, haverá perdas, principalmente em regiões onde a situação é mais crítica, como no Norte”, alerta o economista do Deral Marcelo Moreira.

Mapas climáticos do Instituto Somar mostram que o risco de quebra é grande. Segundo a meteorologista Olívia Nunes, não há previsão de chuva considerável para as próximas semanas no Paraná. “Há uma frente fria chegando ao estado entre os dias 2 e 3 de junho e outra perto do dia 10. Mas, nos dois casos, as precipitações não garantem reserva hídrica.”

De acordo com o Somar, a tendência é que as chuvas continuem abaixo da média pelo menos até o início do inverno no estado. Também existe risco de geadas precoces, na segunda quinzena de junho, e tardias, em setembro.

Acumulados

O Norte paranaense recebeu apenas metade das chuvas esperadas para este mês, considerando médias históricas. Levantamento do Somar mostra que as precipitações de maio, que deveriam acumular entre 50 mm e 100 mm, ficaram entre 25 mm e 50 mm na região. Conforme o Simepar, depois de 23 dias sem receber uma gota d’água, o município de Londrina registrou somente 5,2 mm dos 107 mm que seriam normais para o quinto mês do ano.

Oeste e Sudoeste do estado também enfrentam problemas. Nessas regiões, as precipitações dos últimos 25 dias acumularam entre 10 mm e 20 mm, contra 100 mm a 150 mm da média histórica, de acordo com o Somar. Cascavel, onde costuma chover 190 mm ao longo do mês de maio, ficou dez dias sem chuva e acumulou apenas 13,2 mm até agora, segundo o Simepar. O município de Pato Branco, que deveria ter recebido mais de 200 mm de água, registrou 4,8 mm desde o início do mês.


Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Porto de Santos na liderança

O porto de Santos (SP) se manteve na liderança das exportações de soja e milho de Mato Grosso. Somente no primeiro quadrimestre deste ano, as exportações dos grãos, via o porto, totalizaram 3,13 milhões de toneladas, ou seja, 61,36% do total embarcado no período, considerando outros portos de embarque. O porto de Manaus (AM) respondeu por 715,29 mil toneladas, seguido de Paranaguá (PR), com 343,26 mil toneladas, Vitória (ES), com 212,99 mil toneladas e, Santarém (PA), 270,39 mil toneladas.

A soja foi o produto com o maior volume embarcado no período de janeiro a abril de 2011, com 3,23 milhões de toneladas. Desse total, 2,07 milhões de toneladas saíram pelo porto de Santos, vindo a seguir Paranaguá (343,27 mil toneladas), Manaus (274,80 mil toneladas), Vitória (212,99 mil toneladas) e, Santarém, 212,50 mil toneladas. O porto de São Francisco do Sul (SC) participou com 62,80 mil toneladas e, São Luiz (MA), 50,71 mil toneladas.

Os cinco principais destinos da soja de Mato Grosso este ano foram a China, com 2,11 milhões de toneladas, Holanda (216,41 mil toneladas), Espanha (175,00 mil toneladas), Reino Unido (158,64 mil toneladas) e Noruega (122,46 mil toneladas).

Já as exportações de milho fecharam em 1,88 milhão de toneladas no primeiro quadrimestre, destaque para o porto de Santos, com 1,06 milhão de toneladas, seguido de Manaus (440,49 mil toneladas), 172,58 mil toneladas), Paranaguá (110,33 mil toneladas) e, Santarém, 57,89 mil toneladas. Outros portos que também embarcaram o milho mato-grossense: São Francisco do Sul (SC), com 36,82 mil toneladas, Assis (AC), 563 toneladas, Cáceres (428 toneladas) e Guajará Mirim (RO), 282 toneladas.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações mato-grossenses de milho dos últimos 10 meses (junho de 2010 a abril passado) superaram as exportações de todos os mesmos períodos anteriores. O Estado originou 7,1 milhões de toneladas, representativo de 84,5% de sua produção da safra 09/10 e 62% das exportações brasileiras de milho.

O Irã foi o país que mais comprou o milho mato-grossense em 2011. Das 1,88 milhão de toneladas embarcadas no primeiro quadrimestre, o país importou 417,09 mil toneladas, seguido da Espanha, com 232,51 mil toneladas, Malásia (164,57 mil toneladas), Marrocos (80,65 mil toneladas e Colômbia (47,69 mil toneladas). (Veja quadro)

EXPANSÃO - Graças à segunda safra de Mato Grosso, a exportação brasileira de milho no primeiro trimestre deste ano foi a maior da série histórica. “Um dos fatores que levaram grande parte do milho à exportação foi o escoamento propiciado pelos leilões de PEP e Pepro do governo federal, realizados no final de 2010, e que permitiram a movimentação das cargas pelos portos do Norte, acarretando grandes despachos por estas vias nos três primeiros meses de 2011”, avalia o Imea.

Com a conclusão da pavimentação da BR-163, tendência é de que Mato Grosso passe a escoar grande parte de sua produção via Santarém. O porto, atualmente, está com uma pequena estrutura para exportação. Para se ter uma idéia, utiliza-se hoje apenas 50% da sua capacidade em função da falta de estrutura, vias de acesso precárias e problemas de trânsito. Com as obras de ampliação e o fim dessas deficiências, o porto deverá receber cerca de 10 milhões de toneladas de soja já a partir do ciclo 2011/2012, transformando-se na melhor opção de embarque para os produtores.

De acordo com estudos, a rota Cuiabá-Santarém vai reduzir em até US$ 40 o custo do frete por tonelada de soja transportada, em relação ao que se paga atualmente pelo escoamento do produto via Santos (SP) e Paranaguá (PR). No caso da região Norte do Estado, por exemplo, o custo do frete aos portos exportadores chega a até US$ 140 por tonelada de soja. Por Santarém, este custo poderia ser reduzido em até 28,58%, garantindo maior competitividade aos grãos produzidos em Mato Grosso. Os produtores acreditam que Santarém se tornará a melhor opção de escoamento, a partir da pavimentação da BR-163 e da reestruturação do porto, com a ampliação do sistema de embarque até 2012.


Fonte: Diário de Cuiabá

Código Florestal proporcionará investimentos no setor rural

A Câmara aprovou na noite desta terça-feira (24.05), o texto-base do projeto do novo Código Florestal, legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais. Com a aprovação do texto principal do relator Aldo Rebelo, os deputados começaram a analisar hoje (25.05) as emendas ao texto. Em seguida, a matéria será enviada ao Senado, onde deverá sofrer novas modificações. O relator será o senador Luiz Henrique da Silveira, ex-governador de Santa Catarina.

Entre as emendas, o principal motivo de divergência é a 164, uma emenda que estende aos estados a decisão sobre a consolidação das Áreas de Preservação Permanente (APPs). O governo é contra a emenda porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas nessas áreas.

O projeto do Código Florestal prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas APPs, locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.

Para o presidente da Aprosoja, Gláuber Silveira, o projeto do novo Código Florestal, representa um grande avanço. “Pode ser que não resolva todos os problemas dos agricultores, mas proporcionará importante ganho ao setor rural.” Segundo acredita, será ainda mais útil aos produtores das regiões Sul e Sudeste. “A segurança jurídica no campo deverá contribuir para o desenvolvimento da atividade agrícola e atrair investimentos”, concluiu.

Depois de um longo período de negociações, o relator conseguiu garantir no texto dispositivo a isenção de pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais – um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares. Outra decisão foi a garantia de que atividades consolidadas em APPs, como o cultivo de maçã ou plantio de café, por exemplo, serão mantidas pelo governo. O impasse sobre a especificação de quais culturas poderão ser permitidas, no entanto, ainda deve ser resolvido no Senado.


Fonte: Ascom Aprosoja