Jesus

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Chuvas continuam mal distribuídeas nas lavouras americanas e ainda há risco d estiagens regionalizadas

Verão americano, diferente do brasileiro, é marcado por poucas chuvas, principalmente no Meio-Oeste. Nos últimos dias as chuvas foram irregulares e mal distribuídas, mas conseguiram manter uma boa condição do solo para a evolução das lavouras de milho e soja. O Estado de Iowa é o maior produtor da oleaginosa no país e o que mais sofre com a falta de precipitação nos últimos 30 dias. Como 60% dos produtores fizeram o plantio em junho, quando deveria ser feito em abril, ainda há preocupação com desenvolvimento das plantas. 

O início de agosto se mostra muito parecido com a condição de clima observada em julho. Na semana passada se manteve a condição de chuvas irregulares e mal distribuídas sobre o Meio-oeste americano. “Voltou a chover em Missouri e também em Illinois, Indianna e Ohio. Já os estados de 
Iowa, Wisconsin e Minnesota continuam apresentando desvios negativos de chuvas no último mês”, afirma o climatologista da Somar, Paulo Etchichury. 

Os efeitos dessa seca regional são amenizados pela redução do calor e também pela boa reserva hídrica no solo. Como as chuvas ficaram acima da média na Primavera, o que atrapalhou o plantio, qualquer chuva que aconteça durante o Verão ajuda arecuperar a umidade da terra. Além disso, o Departamento de Agricultura Americano – USDA – divulgou que 64% das lavouras de milho e de soja estão em condições excelentes. 

A previsão para esta semana mantém uma condição de chuvas ainda irregulares. Os maiores volumes acumulados são previstos para as áreas produtoras ao sul, incluindo os estados de Missouri, Illinois, Kentucky e Tennessee. Mais uma vez Iowa passará por uma semana de poucas precipitações. 

Para o restante de agosto, as condições quase não mudam. As chuvas permanecem isoladas e ainda acontecem ondas de calor, não tão intensas, típicas do verão americano. Ou seja, em algumas regiões a chuva deve oscilar em torno da média, enquanto outras áreas ainda convivem com o risco de estiagens regionalizadas, principalmente as lavouras localizadas mais ao norte e oeste.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

USDA: Plantio do milho concluído em 86% e o da soja em 44% nos EUA

USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou no fim da tarde desta terça-feira (28) que o plantio da soja nos Estados Unidos chegou a 44% até o último dia 26, domingo. Na semana anterior, esse índice era de 24%. No mesmo período do ano passado, a semeadura estava concluída em 87% e a média dos últimos cinco anos indica 61%. 
Já o plantio do milho foi concluído em 86% até o último domingo, contra 71% da semana passada. Já nessa mesma época de 2012, o índice era de 99% e a média dos últimos cinco anos é de 90%.
Para o operador de mercado Flávio Oliveira, da McDonald & Pelz, esses números não trazem surpresas ao mercado e apenas o milho ficou ligeiramente aquém da expectativa do plantio concluído em 90%. 
Porém, ainda de acordo com o operador, a preocupação agora é com chuvasexcessivas atrasando ainda mais o plantio da soja e já podendo comprometer o potencial de produtividade das lavouras de milho. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sem oferta disponível nos EUA, soja fecha semana com forte alta


A falta de soja nos Estados Unidos frente a uma demanda bastante aquecida tem sido o principal fator de sustentação para os preços da commodity no mercado internacional, e o impacto positivo mais expressivo tem sido sentido nos contratos de mais curto prazo. Na sessão desta sexta-feira (17), os primeiros vencimentos subiram mais de 20 pontos, com o julho/13, o mais negociado nesse momento, encerrando o dia valendo US$ 14,48. O agosto terminou a US$ 13,87/bushel. 
O mercado foi ampliando seus ganhos durante esse pregão e nem mesmo as expectativas de uma safra cheia nos Estados Unidos pesaram sobre os preços, porém, impediram que os contratos de mais longo prazo subissem com mais vigor. 
Como explicou Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, o mercado tem observado com mais atenção a questão da demanda. Nesta sexta, o USDA(Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 138 mil toneladas de soja da safra velha - 2012/13 - a destinos não revelados, e ainda 120 mil toneladas para a China a serem entregues na temporada 2013/14. 
Essa nova compra de soja da safra velha acabou estimulando ainda mais as altas dos preços no curto prazo, refletindo uma procura ainda muito ativa pelo produto norte-americano, a qual tem dado bom suporte também ao mercado físico dos Estados Unidos. Por lá, os embarques continuam muito firmes, além da disputa pela matéria-prima com a demanda interna. O cenário tem estimulado os prêmios nos portos locais a registrarem patamares historicamente altos. 
"O mercado está olhando mais para o lado da demanda hoje, que continua muito aquecida por soja e milho no mercado internacional do que nesses últimos dias sobre o fator safra americana. Nessa semana, o plantio andou em ritmo melhor do que na semana passada, e isso deixou de pressionar positivamente o quadro geral do mercado em Chicago", disse Brandalizze.