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terça-feira, 23 de abril de 2013

Bolsas europeias avançam com balanços positivos

As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira, 23, sustentadas por uma série de balanços positivos e o leilão bem-sucedido de títulos da Espanha, apesar da divulgação de índices de atividade mistos na Europa e Ásia. O euro, por outro lado, cai e opera abaixo de US$ 1,30, pressionado pelo indicador de atividade da Alemanha, que mostrou contração na maior economia do bloco que compartilha a moeda única europeia.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro ficou em 46,5 em abril, mesma leitura de março, e ligeiramente acima dos 46,4 esperados por analistas consultados pela Dow Jones, segundo dados preliminares da Markit. O dado abaixo de 50, porém, continua indicando retração na atividade.

Já o PMI composto da Alemanha caiu para 48,8 em abril, de 50,6 em março, também ficando abaixo da marca de 50 que separa a expansão da contração. Na França, o mesmo indicador avançou este mês para 44,2, de 41,9 em março.

O PMI da China, divulgado na segunda-feira, 22, à noite pelo HSBC, mostra expansão mais lenta da atividade, com uma leitura preliminar de 50,5 em abril, ante 51,6 em março.

A Espanha, por sua vez, deu suporte aos negócios com ações no continente europeu ao vender 3,011 bilhões de euros (US$ 3,93 bilhões) em títulos de três e nove meses, um pouco mais do que o máximo pretendido de 3 bilhões de euros, a um custo bem menor que no leilão anterior. Também favorecem as bolsas europeias a publicação de bons resultados trimestrais de empresas como a ARM e a Richemont.

Enquanto isso, os yields (retorno ao investidor) dos bônus italianos caem, com o do papel de dez anos atingindo o menor nível de 2013, em meio à expectativa de que o presidente Giorgio Napolitano, reeleito no fim de semana, inicie negociações para a formação de um novo governo na Itália e encerre o impasse político que se arrasta desde fevereiro.

Às 8h03 (de Brasília), a Bolsa de Paris se destacava, com alta de 2,12%, enquanto Madri subia 1,97%, Milão avançava 1,96% e Londres e Frankfurt tinham ganhos de 1,03% e 0,95%, respectivamente. O euro recuava a US$ 1,2987, de US$ 1,3035 no fim da tarde de ontem em Nova York, e o dólar voltava a se afastar da marca de 100 ienes após os dados da China, cotado a 98,68 ienes, ante 99,22 ontem.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bolsa de Tóquio fecha em alta com recuperação do dólar



O índice Nikkei ganhou 1,2%, terminado o pregão com 13.382,89 pontos, após queda de 0,4% da sessão anterior. Com o resultado desta quarta-feira, o Nikkei encerrou uma série de três dias de queda.
Os níveis de participação continuaram altos, embora tenham ficado abaixo da marca de quatro bilhões de ações, observada nas nove sessões anteriores. O volume total chegou a 3,8 bilhões de ações com o valor equivalente de quase 2,8 trilhões de ienes.
As ações abriram em terreno positivo, tendo em vista que Wall Street se recuperou na terça-feira após forte queda na sessão anterior, ao mesmo tempo em que o dólar se estabilizou acima da área de 97 ienes.
O dólar continuou a avançar durante a sessão, e mudava de mãos por volta de 98,28 no fim da tarde em Tóquio.
Segundo especialistas, os indicadores dos EUA cujos resultados foram melhores do que o esperado ajudaram a puxar os mercados para cima.
Vários agentes observaram que o mercado está acompanhando de perto a próxima reunião do G-20 que deve acontecer neste final de semana e como o Japão será recebido após as medidas de estímulo do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).
"A política de relaxamento do Japão precisa ser entendida como um meio para acabar com a deflação e estimular o crescimento econômico - e não um meio para conduzir o iene para baixo", disse o analista Kenichi Hirano, da Tachibana Securities. "Se isso ficar claro no G-20, o dólar deve, eventualmente, chegar a 100 ienes."
Exportadores terminaram majoritariamente em alta. A Honda e Toyota Motor avançaram 2,4% e 1,8%, respectivamente.
Os resultados da Intel em geral sustentaram as ações de tecnologia. A Toshiba ganhou 5,5%, enquanto Advantest subiu 2,0% e Tokyo Electron avançou 0,8%.
As ações do mercado imobiliário e de finanças receberam ofertas generosas. O Mitsui Fudosan subiu 3,1% e o Sumitomo Mitsui Financial Group ganhou 4,0%.
O SoftBank fechou em alta de 1,1% depois da queda de 6,8% no dia anterior por causa de notícias relacionadas a oferta concorrente da Dish Network de US$ 25,5 bilhões pela Sprint Nextel.
A Nomura Holdings perdeu 2,4% depois de notícia de que a polícia financeira italiana apreendeu cerca de 1,8 bilhões de euros da unidade local da corretora japonesa por causa de supostas irregularidades financeiras no banco italiano Banca Monte dei Paschi di Siena.
A Daiwa Securities Group imediatamente se beneficiou, terminado em alta de 4,9%. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tóquio fecha em queda com fortalecimento do iene

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda acentuada nesta segunda-feira, uma vez que o fortalecimento do iene e o nervosismo sobre o crescimento econômico chinês pesaram sobre o pregão. O índice Nikkei recuou 1,6%, para 13.275,66 pontos.

Os níveis de participação mantiveram-se robustos. O volume total negociado atingiu 4,23 bilhões de ações com o valor equivalente superior a 3,0 trilhões de ienes.

Os principais índices caíram desde o início do pregão após o dólar recuar para marcas mais baixas do que o nível registrado no fim da sessão anterior. No fim da tarde em Tóquio, o dólar mudava de mãos em cerca de 97,91 ienes.

Uma realização de lucros já deveria ter ocorrido, principalmente visto que a tendência de enfraquecimento do iene foi interrompida, disse o analista de mercado Kenichi Hirano, da Tachibana Securities.

Durante a sessão, o anúncio dos indicadores chineses desencadeou um enfraquecimento ainda maior do Nikkei. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,7% no primeiro trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Departamento Nacional de Estatísticas do país (NBSC, na sigla em inglês).

"Havia expectativas gerais para um crescimento de, no mínimo, 8,0%", disse um diretor de operações de uma corretora estrangeira. "Mas as consequências podem não ser profundas ou de longa duração, uma vez que o Japão está sendo visto como um mercado de capitais em crescimento novamente, e na verdade o país pode se beneficiar dos fluxos de saída de investidores da China".

Durante o pregão, as ações de exportadores caíram acentuadamente por causa do iene mais forte. A Tokyo Electron cedeu 3,7% e a Toyota Motor recuou 2,1%.

A Sumitomo Realty & Development liderou as ações de incorporadoras imobiliárias para baixo, perdendo 3,4%.

Entre as ações expostas à China, a Fanuc caiu 1,3% e a Komatsu perdeu 2,9%.

A Sumitomo Metal Mining perdeu 5,9%, tendo em vista que o preço do ouro caiu 4% na sexta-feira em Nova York.

As ações de Sharp avançaram 10%, depois da divulgação de uma reportagem do Nikkei no sábado. A notícia afirmava que a empresa decidiu vender a sua participação completa em ações, 9,2% ou 30 milhões de ações, na Pioneer. Segundo a nota, a Sharp está atualmente à procura de compradores. A Pioneer fechou o pregão em alta de 4,3%.

As ações de operadores de usinas nucleares dispararam, uma vez que o setor ainda espera que alguns reatores da nação sejam reativados antecipadamente. A Kansai Electric Power ganhou 16% e a Kyushu Electric Power ganhou 12%.

As ações do setor estão em alta acentuada desde 10 de abril, por volta da data em que o governo definiu novas normas de segurança para lidar com graves acidentes em caso de terremotos e tsunamis. As informações são da Dow Jones.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tóquio fecha em queda com fortalecimento do iene



A Bolsa de Tóquio fechou em terreno negativo nesta sexta-feira, uma vez que o fortalecimento do iene e uma queda dos papéis da Fast Retailing compensaram as compras pesadas nas ações da operadora de lojas de varejo Aeon e de empresas do setor imobiliário. O índice Nikkei caiu 0,5%, para 13.485,14 pontos, após uma alta de 2,0% na sessão anterior. Na semana, o índice avançou 5,1% e acumula 30% de ganhos no ano. 
O volume de negócios totalizou 4,56 bilhões de ações, continuando a superar a marca de 4 bilhões de ações em todos os dias desde a decisão de política monetária do BoJ. O valor das transações também foi robusto, registrando 3,66 trilhões de ienes.
O Nikkei abriu em alta, mas rapidamente caiu abaixo do ponto de equilíbrio por causa de realização de lucros. O índice também perdeu terreno, visto que o dólar começou um recuo modesto em relação ao iene, ferindo o entusiasmo dos investidores que esperam que a moeda norte-americana supere a marca de 100 ienes. Por volta das 3h (em Brasília), horário do fechamento do pregão, a moeda dos EUA mudava de mãos em cerca de 99,40 ienes.
A onda de vendas das ações da Fast Retailing, peso-pesado do Nikkei, também prejudicou o índice. A empresa caiu 0,9% depois que seus resultados do primeiro semestre - anunciados após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (11) - ficaram abaixo de algumas previsões.
Além disso, realizações de lucros foram vistas em vários setores. A Seven & i Holdings perdeu 4,2% depois de avançar 27% desde o dia 3 de abril. O Softbank recuou 1,0% e a Kyocera caiu 1,3%.
Contra isso, uma onda de compras puxou a Aeon para uma alta de 6,5%. A empresa registrou um lucro líquido recorde de 74,70 bilhões de ienes em seu ano fiscal recém-concluído, uma alta de 12% no ano.
As fortes compras em ações de empresas do setor imobiliário ajudaram a limitar a queda do Nikkei. A Mitsui Fudosan e a Mitsubishi Estate ganharam 4,0% e 3,7%, respectivamente. A Tokyo Tatemono avançou 4,4%.
Movimentos relacionados a valorização de ativos continuam a ser os temas mais interessantes entre os investidores desde o grande anúncio do BoJ, disse um analista de uma corretora japonesa, ressaltando uma alta de 36% no subíndice imobiliário desde 2 de abril. "Os estrangeiros veem que décadas de desvalorização imobiliária constante chegando ao fim, e estão apostando em uma reversão."
Entre os motores individuais, Sharp ganhou 7,0%. Uma notícia do Nikkei informou que os principais bancos credores da fabricante de painéis LCD estão se movimentando para manter um acordo de empréstimo de 360 bilhões de ienes, agora que a empresa deve divulgar um lucro operacional referente ao segundo semestre do ano fiscal de 2012, condição para continuar com o crédito. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Euro segue em alta e atinge maior nível ante iene

O rali do euro prossegue nesta manhã de quarta-feira, apesar dos dados fracos sobre produção industrial da Espanha e da Itália. A moeda atingiu o nível mais alto diante do iene em mais de três anos e a máxima em um mês frente ao dólar, com o agressivo programa de relaxamento monetário do Banco do Japão (BoJ) anunciado na semana passada fornecendo suporte indireto.

O euro superou 130,00 ienes pela primeira vez desde janeiro de 2010 e alcançou a máxima em um mês de US$ 1,3122. A decisão do BoJ continua sendo o principal tema nos mercados de câmbio e os observadores estão se preparando para o fluxo de saída de capital do Japão à medida que as compras pelo banco central reduzirem o yield (retorno ao investidor) dos bônus soberanos japoneses.

"Embora os fluxos ainda não tenham sido vistos, o mercado está se posicionando para uma crescente saída de capital do Japão e o euro é o principal beneficiário", comentou Michael Sneyd, estrategista do BNP Paribas em Londres. Os mercados de bônus soberanos europeus, em especial, estão sentindo os efeitos positivos e isso está sustentando o sentimento com relação à Europa, observou Sneyd.

Adam Cole, estrategista do RBC Capital Markets, destacou ainda que o tom positivo dos mercados tem contribuição dos dados sobre a balança comercial da China. Moedas ligadas a commodities, como os dólares australiano, neozelandês e canadense, ganharam força diante do dólar dos EUA depois de a China anunciar que teve déficit de US$ 880 milhões em março, gerado por um aumento acima do esperado de 14,4% nas importações.

O dólar também se valorizou frente ao iene, mas o patamar de 100,00 ienes ainda enfrenta resistência. "Nós achamos que o iene está apenas na metade do caminho em sua tendência de declínio", afirmaram analistas do UBS, prevendo que o dólar vai operar a 110,00 ienes no fim deste ano e 120,00 ienes no fim de 2014.

Às 8h30 (de Brasília), o euro subia para US$ 1,3100, de US$ 1,3082 no fim da tarde de ontem (9), e para 130,34 ienes, de 129,65 ienes, enquanto o dólar avançava para 99,50 ienes, de 99,03 ienes. A libra era negociada a US$ 1,5316, de US$ 1,5341 ontem. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal estava em 73,594, de 73,594. As informações são da Dow Jones. 

 DANIELLE CHAVES
Agencia Estado